Linhas especiais do transporte coletivo farão o transporte do público até o Autódromo Internacional de Goiânia

Governo de Goiás estrutura operação especial de mobilidade para o MotoGP em Goiânia Esquema inclui transporte coletivo reforçado, bloqueios viários e orientação ao público para garantir fluidez no acesso ao autódromo O Governo de Goiás, em parceria com a Prefeitura de Goiânia e demais órgãos envolvidos, estruturou uma operação especial de mobilidade para etapa nacional do Campeonato Mundial de Motovelocidade (MotoGP), que será realizado entre os dias 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. A estratégia foi planejada para garantir fluidez no trânsito, segurança viária e facilidade de acesso ao público, diante da grande movimentação esperada durante os três dias de evento. Uma das principais medidas é a implementação de bloqueios e restrições no entorno do autódromo. A circulação de veículos na rodovia GO-020 ficará restrita das 5h às 20h nos dias de competição. O bloqueio vai do km 0,5 (entroncamento com a Avenida José Hermano) até o km 6,2 (entroncamento com a Avenida Primeira Marginal Leste), no trecho de Goiânia a Bela Vista. Já no caminho contrário, a restrição ocorre do km 11 (entroncamento com a GO-536) até o km 3,1, sob o viaduto da Avenida Alphaville. Equipes de orientação e policiamento estarão posicionadas em pontos estratégicos para direcionar motoristas e pedestres. Para chegar ao autódromo, a recomendação é a utilização do transporte coletivo. Um sistema especial foi estruturado com ônibus da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Linhas especiais de ônibus farão o traslado até o circuito, com saídas contínuas dos bolsões de estacionamento e de terminais do transporte coletivo, como os terminais Isidória (Setor Pedro Ludovico), Praça da Bíblia (Setor Leste Universitário) e Paulo Garcia (Setor Central). Para quem optar por transporte individual, o planejamento também prevê áreas específicas de estacionamento fora do autódromo, com integração ao sistema de transporte coletivo. Ao todo, serão cerca de 13,5 mil vagas distribuídas entre o Estádio Serra Dourada, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Universidade Paulista (Unip) e entorno da Praça Cívica. Após estacionar, o público será direcionado a ônibus que farão o traslado até o circuito, com tempo médio de deslocamento de cerca de 15 minutos. Já os usuários de táxi e transporte por aplicativo deverão utilizar pontos oficiais de embarque e desembarque. A área do Paço Municipal será destinada principalmente esse serviço. Na saída, o fluxo também será organizado com rotas definidas conforme os setores do autódromo, direcionando o público para terminais específicos de transporte, com o objetivo de garantir maior fluidez e evitar aglomerações. A orientação é que os espectadores se programem com antecedência, priorizem os meios oficiais de transporte e respeitem as sinalizações e equipes de apoio, contribuindo para um deslocamento mais seguro e eficiente durante o MotoGP. Desvio GO-020O plano também prevê rotas alternativas para minimizar os impactos das restrições na GO-020. Para veículos leves que seguem no sentido Bela Vista/Goiânia, a principal opção de desvio será por Senador Canedo, utilizando as rodovias GO-536 e GO-403. Já o tráfego pesado deverá utilizar a Marginal Barreiro como opção para sair da GO-020. Moradores de condomínios na região da rodovia terão acesso garantido por um desvio pela Avenida Olinda, nas proximidades do Paço Municipal, até a Avenida Santa Bárbara, com verificação de identificação. Além disso, o transporte coletivo contará com corredores específicos nas avenidas Ayrton Senna, Alphaville Flamboyant, Nossa Senhora de Fátima e Diógenes Dolival Sampaio. Fotos: Secom Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Alunos ligados às Escolas do Futuro de Goiás participam de intercâmbio em Sydney, na Austrália

Alunos goianos desembarcam na Austrália para intercâmbio do programa Goiás Pelo Mundo FONTE:Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação — Governo de Goiás FOTO:Secti Iniciativa do Governo de Goiás envia jovens para curso de um mês em Sydney com todas as despesas custeadas pelo Estado. Programa deve levar mais de 2 mil goianos ao exterior nos próximos 5 anos Trinta e nove estudantes ligados às Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) desembarcaram em Sydney, na Austrália, na noite deste domingo (4), onde vão fazer intercâmbio de um mês, com todas as despesas pagas pelo governo estadual. Eles ficam em solo australiano até o dia 31 de janeiro de 2026 com o objetivo de promover a internacionalização de talentos goianos, desenvolvendo competências linguísticas, interculturais e socioemocionais em jovens que se preparam para o futuro do trabalho. A viagem é a primeira do programa Goiás pelo Mundo, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) que vai levar mais de 2 mil goianos para o exterior nos próximos 5 anos. O programa contempla estudantes, professores, pesquisadores e servidores públicos com oportunidades de intercâmbios, bolsas de mestrado nas melhores universidades do mundo, e fomento para participação em missões de pesquisa e eventos internacionais. Dos 39 participantes desta primeira turma, 31 foram selecionados por desempenho nos cursos de tecnologia das Escolas do Futuro de Goiás e oito conquistaram vaga após vencerem a primeira edição da Olimpíada de Inteligência Artificial, promovida pela Secti em 2024, em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia). A programação inclui curso imersivo de inglês em instituição de referência, além de visitas técnicas e atividades culturais guiadas. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, destaca que o programa abre portas para jovens talentos, especialmente os de baixa renda. “Os estudantes estão hospedados dentro do distrito tecnológico de Sydney, ao lado de universidades de referência global, e estudando na melhor escola de inglês da Austrália. Esta é a primeira turma do programa de internacionalização de capital humano de Goiás, que vai realizar o sonho de muitos que, mesmo com esforço e talento, não teriam acesso a uma experiência como essa”, relata. Mestrado internacional Em outro eixo, o programa vai oferecer bolsas e crédito subsidiado para que estudantes e servidores públicos goianos façam mestrado nas melhores universidades do mundo, com apoio para acesso, permanência e alto desempenho acadêmico. A iniciativa é fruto de parceria entre o Governo de Goiás e o Instituto Trajetórias, adotando um modelo de financiamento inédito no país. O primeiro edital está previsto para fevereiro. Entre as universidades envolvidas estão University College London e London School of Economics (Reino Unido), École Polytechnique (França), Hertie School (Alemanha), Yale (Estados Unidos) e Tsinghua Shenzhen (China). Para impulsionar a produção científica brasileira, o Goiás pelo Mundo também contempla o financiamento de pesquisadores pós-graduandos e doutores para missões de pesquisa no exterior, além de incentivar goianos que queiram participar de competições e festivais internacionais.

Novo desenho do fornecimento de energia não garante autonomia

PUBLICADO EM 17/10/25 Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, a Europa conseguiu o que parecia improvável: reduzir de forma drástica sua dependência do petróleo e do gás russos sem mergulhar em uma recessão energética. A façanha, impulsionada pelo plano REPowerEU (estratégia adotada em maio de 2022 para economizar energia, aumentar a produção renovável e diversificar fornecedores) e sustentada por uma rede cada vez mais diversificada de fornecedores, marca uma inflexão histórica na matriz energética do continente. Mas o desafio agora é consolidar essa autonomia em meio a um cenário de tensões geopolíticas, custos elevados e desigualdade persistente entre Estados-membros. De acordo com dados do Statista, entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2025, a União Europeia reduziu em mais de 90% as importações de petróleo russo, fazendo com que a participação do país caísse de 29% para menos de 2% do total das importações extra-UE. No caso do gás natural, a queda também foi expressiva: de 39% para 13% no mesmo período. O bloco reduziu principalmente o gás transportado por gasoduto – que recuou 52% – e substituiu parte do volume por gás natural liquefeito (GNL), cuja importação total mais do que quadruplicou desde 2021. O avanço europeu só foi possível graças à rápida ampliação das compras de GNL de países como Estados Unidos, Catar e Noruega. As importações americanas, em especial, tornaram-se um pilar central da segurança energética da Europa, um movimento que também reposiciona Washington como ator dominante no fornecimento global de gás e, inevitavelmente, como origem de nova vulnerabilidade estratégica. O paradoxo da transição inacabada Esse redesenho da matriz energética europeia reflete não apenas uma necessidade técnica, mas uma decisão estratégica: reduzir a vulnerabilidade a um fornecedor que utilizou o gás como instrumento político. A Rússia, que até 2021 respondia por mais de um terço das importações de gás do bloco, viu seu poder de barganha desmoronar. Ainda assim, a ruptura está longe de ser completa. Dados recentes da Reuters revelam que sete países da UE – França, Holanda, Bélgica, Croácia, Romênia, Portugal e Hungria – aumentaram as importações de energia russa no início de 2025 em comparação com o ano anterior. Na França, as compras subiram 40%, para 2,2 bilhões de euros; na Holanda, o aumento foi de 72%, atingindo 498 milhões de euros. Nos primeiros oito meses de 2025, o bloco importou mais de 11 bilhões de euros em recursos energéticos russos. O fenômeno expõe a fragilidade da narrativa de “descolamento”. Embora a participação percentual russa tenha caído drasticamente, o fluxo absoluto de capital para Moscou permanece robusto. A ironia é ainda mais evidente no caso do GNL: enquanto o gás russo por gasoduto foi severamente reduzido, o GNL russo continua chegando aos terminais europeus. O valor dessas importações quase triplicou desde 2021, ainda que sua participação relativa tenha diminuído devido à explosão das importações totais de GNL. A resistência do Leste e a política dos custos Nem todos os Estados-membros embarcaram com o mesmo ritmo nessa transição. Hungria e Eslováquia, altamente dependentes do petróleo russo, continuam entre os maiores compradores remanescentes. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem reiterado que o abandono total do fornecimento russo traria custos “inaceitáveis” à economia doméstica. Suas objeções não são apenas econômicas: Orbán mantém relações políticas próximas com o Kremlin, transformando a questão energética em um teste de coesão europeia. A divergência expõe um dilema latente: enquanto parte da Europa busca acelerar a descarbonização e o investimento em renováveis, outros países ainda veem o gás russo como um mal necessário para manter energia acessível e competitividade industrial. A memória recente da crise do gás de 2022, quando os preços chegaram a multiplicar-se por dez, forçando indústrias a fechar e disparando as contas de famílias, ainda assombra governos e consumidores, especialmente em economias menores ou mais expostas a choques de preços. Em resposta à persistência dessas importações, a Comissão Europeia adotou, em 17 de junho de 2025, uma proposta legislativa para eliminar gradualmente todas as importações de gás e petróleo russos até o final de 2027. A proposta, agora em tramitação no Parlamento Europeu e no Conselho da UE, marca uma tentativa de transformar a meta política em obrigação legal, mas também expõe as divisões internas que dificultam sua implementação. Autonomia energética e segurança continental A guerra evidenciou que energia é também uma questão de segurança nacional. O risco de sabotagens, ciberataques e interferências em gasodutos ou redes elétricas ampliou a percepção de vulnerabilidade. Nesse sentido, o REPowerEU tornou-se não apenas um programa de transição verde, mas uma política de defesa continental. Entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, a UE conseguiu reduzir sua demanda de gás em 17%, equivalente a 70 bilhões de metros cúbicos por ano, uma conquista notável em termos de eficiência energética e gestão de demanda. A aceleração na instalação de capacidade solar, que deve ultrapassar 320 gigawatts até o final de 2025 rumo à meta de 600 gigawatts em 2030, representa outro avanço estrutural. A nova fase, porém, exigirá coordenação e solidariedade entre os Estados-membros, uma condição nem sempre presente. Países como Alemanha e Países Baixos, que conseguiram diversificar com rapidez, precisarão sustentar financeiramente e tecnicamente os vizinhos com menor capacidade de adaptação, sob pena de reabrir fissuras no projeto europeu. A encruzilhada europeia O descolamento parcial da energia russa representa uma vitória política improvisada, mas longe de ser uma solução estrutural. A nova dependência do GNL americano apenas troca uma vulnerabilidade geopolítica por outra, enquanto a transição para renováveis avança de forma fragmentada e desigual. As importações que continuam fluindo para alguns Estados-membros, inclusive com aumentos em 2025, revelam que a retórica de autonomia ainda não se traduziu em política uniforme. A Europa comprou tempo, não autonomia. Se 2027 marcará a ruptura definitiva com Moscou ou apenas o início de um novo capítulo de dependência externa é uma questão que os próximos meses ajudarão a responder. No fim, o que está em jogo é mais do que o equilíbrio energético: trata-se da capacidade da

Bruxelas lança estratégia ambiciosa para acelerar adoção de IA em empresas e governos

PUBLICADO EM 17/10/25 Enquanto o Vale do Silício (centro da indústria tech americana) e Shenzhen (polo tecnológico chinês) disputam a liderança global em inteligência artificial, a União Europeia prepara seu contra-ataque. A estratégia Apply AI, apresentada pela Comissão Europeia em colaboração com o Centro Comum de Pesquisa (JRC), representa mais que um plano de modernização tecnológica: é uma declaração de intenções sobre qual papel o continente pretende ocupar na reconfiguração digital do mundo. A proposta chega num momento delicado. Enquanto os Estados Unidos dominam o desenvolvimento de modelos generativos através de empresas como OpenAI e Google, e a China avança rapidamente em aplicações industriais com apoio estatal massivo, a Europa corre o risco de se tornar mera consumidora de tecnologias desenvolvidas além de suas fronteiras. Apply AI é a tentativa de reverter essa dinâmica. Dois pilares, uma ambição A estratégia se estrutura sobre objetivos aparentemente simples, mas de execução complexa. Primeiro, democratizar o acesso à IA para pequenas e médias empresas, a espinha dorsal da economia europeia, que representa cerca de 99% das companhias do bloco. Segundo, modernizar serviços públicos através da inteligência artificial, transformando a relação entre Estado e cidadão. O que diferencia a abordagem europeia é a ênfase simultânea em competitividade e valores. Enquanto outras potências correm atrás de avanços técnicos, Bruxelas insiste que inovação deve vir acompanhada de ética, transparência e respeito à privacidade: uma aposta em que a confiança cidadã pode se tornar vantagem competitiva. O estudo do Centro Comum de Pesquisa (JRC, na sigla em inglês) que fundamentou a estratégia identificou profunda desconexão entre demanda e oferta: o mercado procura desesperadamente engenheiros de IA, cientistas de dados e especialistas em machine learning, mas a formação permanece concentrada em áreas tradicionais como robótica e automação, com tímida cobertura de IA generativa, justamente a fronteira tecnológica do momento. Mais revelador ainda é o déficit de capacitação interdisciplinar. Juristas, administradores públicos e profissionais de ciências sociais permanecem à margem dos programas de formação em IA, criando um abismo entre quem desenvolve a tecnologia e quem precisa regulá-la, implementá-la ou avaliar seus impactos sociais. É como tentar construir uma ponte com engenheiros que não conversam com arquitetos. Para endereçar essas lacunas, a Apply AI pretende transformar os European Digital Innovation Hubs (EDIHs), uma rede de centros regionais de apoio tecnológico, em polos especializados em inteligência artificial. A ideia é que PMEs possam testar soluções, receber consultoria técnica e navegar o labirinto regulatório europeu sem precisar montar departamentos especializados internamente. Paralelamente, a estratégia reconhece que sem infraestrutura adequada não há inovação que se sustente. Computação de alto desempenho, redes robustas de dados, acesso facilitado à nuvem e sistemas interoperáveis deixaram de ser luxo para se tornarem necessidade básica. A questão é se os investimentos virão na velocidade e escala necessárias. A aplicação de IA em governos ganha tratamento estratégico. Não se trata apenas de ganhos de eficiência, embora estes sejam bem-vindos, mas de construir legitimidade social para a tecnologia. Se cidadãos europeus perceberem melhorias concretas em saúde, educação, transportes e serviços públicos, a aceitação da IA tende a crescer organicamente. O JRC recomenda que administrações públicas cultivem “cultura de inovação” interna, internalizem expertise técnica e adotem liderança ativa na implementação. O observatório Public Sector Tech Watch, mantido pelo próprio centro de pesquisa, já monitora casos de uso e compartilha boas práticas entre os estados-membros: um embrião do que poderia se tornar padrão continental. Os fantasmas no caminho A estratégia não navega em águas tranquilas. A desigualdade entre estados-membros representa risco concreto: países com maior capacidade tecnológica e recursos financeiros podem avançar rapidamente, enquanto regiões periféricas ficam para trás, aprofundando assimetrias já existentes no bloco. Mecanismos de coesão serão essenciais, mas historicamente difíceis de implementar. A governança ética da IA em setores críticos levanta preocupações legítimas. Vieses algorítmicos em sistemas de saúde, justiça ou segurança pública podem perpetuar ou amplificar discriminações. A Europa insiste em regulação robusta e transparência, mas o equilíbrio entre inovação e controle permanece tenso. E há o desafio temporal. Enquanto a UE debate, estrutura hubs e forma profissionais, Estados Unidos e China aceleram. A janela de oportunidade para a Europa estabelecer padrões próprios e conquistar relevância global não permanecerá aberta indefinidamente. Resistências institucionais também não podem ser subestimadas. Administrações públicas europeias carregam camadas de burocracia sedimentadas por décadas. Transformar culturas organizacionais avessas ao risco em ambientes de inovação exigirá mais que intenções: demandará liderança política consistente e investimento em capacitação interna. No fundo, Apply AI é uma aposta sobre identidade. A Europa pode não ter os gigantes tecnológicos do Vale do Silício nem o dirigismo estatal chinês, mas possui algo potencialmente valioso: a possibilidade de construir um modelo alternativo de desenvolvimento de IA, centrado em confiança, valores democráticos e benefício social. Se bem-sucedida, a estratégia pode reposicionar o continente como definidor de padrões globais, não necessariamente os mais rápidos ou agressivos, mas os mais sustentáveis e socialmente aceitos. Para pequenas e médias empresas europeias, representa chance concreta de competir globalmente com ferramentas de ponta. Para cidadãos, a promessa de serviços públicos melhores e mais responsivos.

TV 3.0 estreia na Copa do Mundo de 2026 no Brasil; veja quanto vai custar

Publicado em 28/08/2025 Uma nova era da televisão aberta brasileira está chegando. A TV 3.0 estreia em 2026, na Copa do Mundo, e vai trazer uma experiência única para o usuário, coisa de cinema mesmo. A novidade vai oferecer imagens em alta qualidade, de 4K e até 8K, som imersivo, mais interatividade e integração com a internet. Vai deixar a TV aberta parecida com os serviços de streaming. Durante partidas de futebol, por exemplo, o telespectador poderá rever um lance polêmico com um clique no controle remoto. O modelo conecta a internet aos canais abertos, num formato semelhante ao que existe em países como Japão e Coreia do Sul. O presidente Lula assinou na manhã desta quarta, 27 o decreto que regulamenta a TV 3.0 no Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto. O investimento é de R$ 7,5 milhões. O que muda na TV 3.0 O Ministério das Comunicações informou que será possível, por exemplo, participar de enquetes, escolher câmeras em um reality show, dar replay em alguma cena, ou comprar produtos exibidos na tela. Tudo na TV aberta. O acesso à TV 3.0 será gratuito, mas inicialmente exigirá um conversor, até que os aparelhos de tv vendidos no Brasil estejam totalmente preparados para o novo padrão, igual ao que aconteceu com a chegada da TV Digital, lembra? “A expectativa é que [cada conversor] seja a partir de R$ 300, R$ 350, no primeiro momento, com expectativa de redução no preço, por conta do volume”, disse o ministro das Comunicações Siqueira Filho à RecordNews. Ele afirmou que o governo Lula estuda formas de auxiliar as famílias pobres a adquirir o aparelho. Principais novidades da TV 3.0 Quando começa A implementação da TV 3.0 será gradual e deverá ser concluída até a Copa do Mundo de 2026 nas principais cidades brasileiras. Mas não precisa correr, porque o sinal da tv digital comum vai continuar funcionando nos próximos 15 anos. “As duas tecnologias vão trabalhar em paralelo nos próximos 15 anos. Quem tiver interesse para acessar já a tecnologia vai precisar, sim, de um conversor para que a TV, dentro da tecnologia atual, possibilite o acesso”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, à Record News. Venda de TVs com o conversor Em 2026, os aparelhos de tv já vão sair de fábrica prontos para a TV 3.0. “A partir do próximo ano, a própria indústria nacional vai se preparar para que as novas TVs já saiam da fábrica de acordo com a nova tecnologia”, previu Siqueira Filho. “A partir do ano que vem, as TVs que chegarão no mercado terão essa opção com a nova tecnologia. A partir de hoje, a indústria vai se estruturar, e as emissoras, se adequarem”, afirmou o ministro. A implantação do projeto A fase preparatória para implementação da TV 3.0 está prevista para ser concluída em 2025, com as primeiras transmissões no primeiro semestre do ano que vem, nas grandes capitais. O processo de expansão até atingir a cobertura de todo o território nacional deve levar até 15 anos. A maior eficiência na transmissão do serviço vai permitir a entrada de novos radiodifusores, tornando o setor mais democrático e acessível. Com o uso da internet, a TV 3.0 terá potencial de servir como ponto de acesso a serviços públicos digitais e como ferramenta de inclusão e participação social. A tecnologia da TV 3.0 O decreto estabelece a adoção da tecnologia de transmissão do sistema ATSC 3.0, conforme recomendação do SBTVD (Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre). Conforme o governo, o ATSC 3.0 é um conjunto de padrões que especifica um dos sistemas de transmissão digital mais avançados do mundo. Engloba camada física, transporte, áudio, vídeo, legendas, interatividade, mensagens de emergência, segurança e datacasting. Caberá à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o planejamento das faixas de frequência para garantir a transição tecnológica. TV x Internet Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada em julho mostra que 53,5% dos usuários de internet no Brasil acessam conteúdos pelo aparelho de televisão. O levantamento, realizado em 2024, aponta o celular como principal meio de acesso (98,8% dos entrevistados), seguido pela TV (53,5%). O uso do microcomputador caiu de 63,2% em 2016 para 46,2% em 2019, atingindo 33,4% em 2024 — o menor índice da série histórica. Para o diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização da Secretaria de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Junior, os números refletem uma tendência global e reforçam o potencial da TV 3.0.

PalmTops: o que o computador de bolso que antecedeu os celulares podia fazer?

publicado em 24/08/2025 Os PalmTops e PDAs revolucionaram por completo a produtividade pessoal décadas antes dos smartphones dominarem o mercado, como o iPhone e Android. Esses pequenos computadores de bolso introduziram o conceito de carregar informações essenciais em qualquer lugar, transformando como profissionais gerenciavam suas rotinas. Porém, entre os anos 90 e início dos 2000, usar esses dispositivos exigia adaptação e aprendizado técnico. A capacidade era limitada, então organizar informações pessoais demandava sincronização constante com computadores desktop e uso de canetas stylus especiais. Os PalmTops concentravam as principais ferramentas de organização pessoal em um dispositivo compacto. Na época, sua função primária era digitalizar tarefas tradicionalmente dependentes de papel. Contudo, as principais funcionalidades que revolucionaram a produtividade incluíam: Como a tecnologia funcionava? A tecnologia dos PalmTops baseava-se em hardware otimizado e sistemas operacionais específicos. Cada componente era projetado para maximizar a eficiência com recursos limitados, pois a transferência de dados dependia da sincronização com computadores desktop. Vale destacar que as telas sensíveis ao toque utilizavam tecnologia resistiva, e respondia apenas à pressão de canetas stylus. A navegação dependia inteiramente desses acessórios. O reconhecimento de escrita exigia aprendizado de alfabetos simplificados como o Grafite. Os usuários precisavam adaptar sua caligrafia para comunicar-se com os dispositivos. A sincronização com computadores desktop era fundamental. Cabos, portas infravermelhas e Bluetooth permitiam transferência de dados e backups. Ainda sobre o armazenamento, a memória limitada de poucos megabytes exigia aplicativos extremamente otimizados. Cada byte era precioso para funcionalidades essenciais. Computadores de bolso da época influenciaram smartphones modernos Sem dúvidas, o impacto dos PalmTops conseguiu superar suas limitações técnicas, de forma que foram importantes para os dispositivos móveis modernos. Pois, esses aparelhos introduziram novidades que persistem até hoje. A tecnologia criou o conceito de cultura da mobilidade digital. Pela primeira vez, profissionais acessavam informações críticas independentemente de computadores fixos. A interface baseada em toque popularizou interação direta com telas. Embora ainda inicial na época, essa tecnologia demonstrou potencial para navegação intuitiva. Em suma, além de marcar uma geração de profissionais, os PalmTops foram fundamentais para a base tecnológica dos smartphones que conhecemos hoje.

Supertelescópio cobrirá área equivalente ao tamanho de 40 luas cheias

Mais de 100 pesquisadores brasileiros participam do projeto Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro Mais de 100 pesquisadores brasileiros participam do projeto internacional Legacy Survey of Space and Time (LSST), que consiste na construção de um supertelescópio em Cerro-Pachón, no Chile, que deverá entrar em operação em 2026. O LSST pretende produzir o maior e mais completo mapa do universo, com 37 bilhões de estrelas e galáxias, ao longo de dez anos. A participação do Brasil no projeto teve início em 2015 e se dá por meio de acordo do qual o Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) é signatário. Essa participação é coordenada pelo Brazilian Participation Group (BPG-LSST). O LIneA é um laboratório multiusuário apoiado pelo Observatório Nacional (ON), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), criado com a finalidade de dar suporte à participação brasileira em levantamentos astronômicos que gerem grandes volumes de dados. O LSST é fruto de colaboração internacional, da qual participam 28 países. Os mais de 100 participantes brasileiros são de 26 universidades de 12 estados. A pesquisa inédita abrange várias áreas da astronomia e traz desafios, analisando uma quantidade de dados sem precedentes. Na chamada recente feita pelo LSST, entraram três pesquisadores seniores do Brasil, um dos quais é Daniel de Oliveira, professor do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Gerência de dados “Minha tarefa é apoiar os astrônomos na parte de gerência de dados, porque eles têm um volume de dados muito grande”. O suporte que será prestado por Daniel de Oliveira servirá para que os astrônomos extraiam informação útil desses dados em tempo hábil para poder fazer consultas e processar as informações. “Minha tarefa é auxiliar na parte computacional a resolver os problemas deles de astronomia. É acelerar as análises que eles precisam fazer, para eles terem resultados o mais rápido possível”, reforçou Oliveira à Agência Brasil. Professor da UFF Daniel de Oliveira participa do projeto LSST- Daniel de Oliveira/Arquivo Pessoal Daniel de Oliveira realizará o trabalho com seus alunos, no Instituto de Computação da UFF. “Obviamente, temos reuniões com o pessoal do exterior, mas é tudo remoto e a gente pode executar programas nas máquinas de outras universidades. Mas a pesquisa é feita aqui no Brasil. No meu caso, são alunos da UFF”. Oliveira trabalha junto com os pesquisadores do LIneA, que dão suporte na parte de astronomia. O pesquisador afirmou que o LSST é o telescópio mais potente já construído, que vai capturar informações do universo que antes não podiam ser capturadas por limitações de equipamento. “Isso gera um volume grande de dados. Minha participação é exatamente para isso: para a gente poder processar esse volume de dados em tempo hábil, sem ter que esperar meses para alguma conclusão”. Ele vai desenvolver algoritmos e tecnologias nas áreas de banco de dados, inteligência artificial e visualização. Segundo Oliveira, o volume de dados capturado por noite é de aproximadamente 15 terabytes (TB) e corresponde a 3,2 bilhões de pixels (menores pontos que formam uma imagem digital). “Estima-se que, após a coleta de dados, o levantamento terá informações sobre áreas do universo nunca antes exploradas e identificando objetos que não podiam ser detectados antes do LSST entrar em operação”. Idac-Brasil Como a quantidade de dados é muito grande, há três centros principais vinculados ao LSST, localizados na Califórnia, Estados Unidos; na França; e na Escócia. Um centro de dados denominado Independent Data Access Center (Idac-Brasil), implantado pelo LIneA, vai hospedar parte das informações do LSST. Ao todo, serão apenas dez centros regionais similares espalhados pelo mundo que terão parte dos dados. “Nós fomos selecionados e temos a responsabilidade de prestar esse serviço, essa operação, para o LSST”, disse à Agência Brasil o diretor do LIneA e coordenador do Instituto Nacional de Tecnologia (INCT) do e-Universo, Luiz Nicolaci da Costa. Câmera focal do projeto LSST – Vera C. Rubin Observatory/Divulgação A participação brasileira significará maior inserção do país na comunidade astronômica internacional e na formação de novos recursos humanos de alto nível para atuar em projetos futuros nesta e em outras áreas do conhecimento, informou a UFF, por meio de sua assessoria de imprensa. O Idac-Brasil já está funcionando mas, agora, avança para novo patamar dada a quantidade de dados. “Estamos comprando novos equipamentos, preparando uma camada de software (programas de computador) de suporte, estamos fazendo treinamento de pessoal, várias atividades. Porque a operação realmente para o LSST só começa em 2026. As observações iniciam-se no ano que vem e o primeiro lote de dados vai ser disponibilizado em 2026. Nós estamos no período de comissionamento para essa parte do centro, que já está em funcionamento há algum tempo.” Nicolaci acredita que o LSST, que vem sendo desenvolvido desde o ano 2000, representa uma mudança na forma de fazer ciência, tanto na obtenção de dados quanto na maneira de trabalhar colaborativamente. “Ele é um projeto muito inovador. É um telescópio de 8 metros, construído no Chile, diferente do que se vê normalmente. Ele tem só uma gigantesca câmera e vai fazer o levantamento do céu do Hemisfério Sul por dez anos.” Nicolaci explicou que não haverá projeto semelhante voltado para o Hemisfério Norte. Isso se justifica porque “o centro da nossa galáxia está localizado aqui, no Hemisfério Sul”. Isso vai proporcionar uma quantidade de dados enorme. Quarenta luas O telescópio vai funcionar de duas formas. A cada três dias, ele se volta para o mesmo lugar do céu. “Na verdade, cada ponto do céu vai ser observado mais de mil vezes durante o período de dez anos. Então, você vai fazer um filme do universo dinâmico com as imagens que vão ser adquiridas”, ressaltou  Também será feita a soma das imagens coletadas, criando-se uma imagem profunda de todo o Hemisfério Sul. “Uma quantidade de dados que a astronomia nunca teve. Um dilúvio, na verdade.” Nicolaci afirmou que a câmera do LSST apontada para o céu tem uma visão que corresponde a 40 luas cheias. “Pela primeira vez na astronomia, a gente vai ter esse domínio temporal, porque as observações são feitas em menos de um

‘Sol artificial’ da Coreia atinge tempo recorde a 100 milhões de graus; entenda para quê

O sol artificial coreano, chamado de KSTAR, bateu seu próprio recorde ao conseguir manter uma temperatura de 100 milhões de graus celsius por 48 segundos durante campanhas realizadas entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. O Instituto da Coreia de Fusão de Energia (KFE) anunciou o feito este mês. A capacidade de sustentar operações em que o plasma – conhecido como quarto estado da matéria – permanece em temperaturas extremante altas pelo maior tempo possível é essencial para que reações de fusão ocorram de forma ativa. Esse processo faz parte do desenvolvimento de energia por fusão nuclear. Os novos resultados tokamak do FKE, chamado de KSTAR, ultrapassam o recorde da câmara de 2021, quando manteve uma temperatura de 100 milhões de graus celsius durante 30 segundos. A primeira vez que o tokamak alcançou a marca dos 100 milhões de graus foi em 2018. Tokamaks são câmaras onde o plasma fica confinado para atingir as condições necessárias para a fusão nuclear. De acordo com o KFE, o novo recorde foi possível por meio de uma atualização nos desviadores do tokamak, que passaram a utilizar tungstênio, em vez de carbono. Os desviadores de tungstênio mostraram um aumento de apenas 25% na temperatura da superfície sob cargas de calor similares. O objetivo final do KFE é chegar a 300 segundos de operação sob temperatura de 100 milhões de graus Celsius. Para isso, o diretor do Centro de Pesquisa KSTAR, Si-Woo Yoon afirma que os próximos passos são melhorar a performance do aquecimento e proteger as principais tecnologias necessárias para as operações. A equipe pretende adicionar novos componentes de tungstênio no tokamak. Outro ponto importante é o uso de inteligência artificial (IA) para monitorar em tempo real os dispositivos de KSTAR. Fusão nuclear para produção de energia limpa A fusão nuclear consiste em esmagar dois átomos ao mesmo tempo em velocidades muito altas, em que os cientistas tentam reproduzir as reações que acontecem dentro do Sol. Os elementos dessa reação são transformados em eletricidade. A busca pela fusão nuclear em laboratórios ao redor do mundo tem sido motivada pelas possíveis vantagens dessa fonte, como ser limpa, barata e quase ilimitada. Não há emissão de carbono ou geração de resíduos radioativos. A energia via fusão nuclear promete ser uma fonte limpa e quase ilimitada Foto: KFE/Reproduçã© Fornecido por Estadão Outros institutos também conseguiram avançar com a promessa da energia via fusão nuclear. Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, anunciaram em dezembro de 2022 que, pela primeira vez, uma reação de fusão em laboratório conseguiu produzir mais energia do que o necessário para iniciá-la. Meses depois o laboratório disse ter conseguido um ganho ainda maior de energia por meio da fusão nuclear. Entretanto, ainda permanecem um desafio como tornar a fusão nuclear um fonte energética viável. História de Ramana Rech

Vida alienígena provavelmente não seria verde, nem cinza, mas de outra cor!

Os filmes de Hollywood nos fizeram acreditar que eventuais alienígenas seriam cabeçudos, de olhos escuros e com a pele esverdeada ou acinzentada, certo? Porém, um novo artigo feito pela Universidade Cornell afirma que o imaginário popular precisa ser deixado de lado. Em vez dos tradicionais seres verdes, o estudo indica que nossas maiores chances de encontrar vida alienígena está na cor roxa. Afinal, em ambientes com pouco oxigênio, as formas de vida dominantes possuem grandes probabilidades de serem bactérias roxas — é o que diz a autora do estudo, dra. Lígia Fonseca Coelho. Vida na cor roxa Conforme explica o artigo, embora a vida tenha estado presente na Terra durante a maior parte de sua existência desde a sua formação, selvas e savanas são um fator novo. Sendo assim, ao longo de três quartos da história da Terra, a vida existiu na forma de organismos unicelulares — o que seria mais fácil de se encontrar em outros planetas em nossa galáxia. E quando falamos de vida na Terra, a cor verde é a mais dominante. Com raras exceções, a clorofila das plantas confere às folhas tons de verde. No entanto, o roxo pode ser a cor dominante fora do nosso planeta. “As bactérias roxas podem prosperar sob uma ampla gama de condições, tornando-as um dos principais contendores da vida que poderia dominar uma variedade de mundos”, disse Coelho em comunicado. A pesquisadora ressalta, contudo, que ainda levará muito tempo até que possamos ver planetas além do nosso Sistema Solar com clareza suficiente para distinguir cores arroxeadas — dificultando a busca por formas de vida. Mesmo assim, de acordo com Coelho, nós seremos capazes de identificar “impressões digitais leves” de vida em outras partes do universo relativamente cedo. Para identificar as cores dominantes em mundos com baixo teor de oxigênio, os pesquisadores foram à caça de organismos onde tais condições persistem. Logo, o estudo concentrou-se em fontes hidrotermais de águas profundas, pântanos e até mesmo um lago estagnado próximo ao campus da Universidade Cornell. “Caso as formas de vida roxas não estivessem competindo com plantas verdes, algas e bactérias, é provável que elas teriam condições ainda mais favoráveis para a fotossíntese — evoluindo com o tempo”, disse Coelho. As duas classes principais de bactérias roxas são as sulfurosas e não sulfurosas, que favorecem a luz com comprimento de onda mais longo do que a maioria das plantas.  Num futuro próximo, detectar planetas roxos, que espelham essas formas de vida, ainda será uma tarefa consideravelmente difícil. Porém, se conseguirmos identificar ao menos um deles, isso quase certamente será um indício que a existência de vida nesse mundo é provável. “Estamos apenas abrindo os olhos para esses mundos fascinantes que nos rodeiam”, afirmam os pesquisadores no artigo. Como as bactérias roxas podem sobreviver e prosperar sob uma variedade tão grande de condições, é fácil imaginar que o roxo possa ser o novo verde em termos de vida alienígena.  História de Pedro Freitas

Sete meses depois de voltar ao mercado de celulares avançados com o modelo Mate 60, a empresa chinesa de tecnologia Huawei lançou novo smartphone, Pura 70, a preços considerados elevados por analistas no país.

Apesar disso, segundo relatos em mídia chinesa, colocados à venda online às 10h08, horário local (23h08 em Brasília), os aparelhos disponíveis teriam se esgotado em cerca de um minuto. Por volta do meio-dia, restavam poucas unidades nas lojas físicas da Huawei, com longas filas. A linha Pura 70 começou ser vendida em duas versões, Pro e Ultra, respectivamente por 6.499 yuans (US$ 900) e 9.999 yuans (US$ 1.400). A versão básica, por 5.499 yuans (US$ 760), chega ao mercado na próxima segunda-feira. O smartphone é apresentado como primeiro com câmera retrátil e lentes telescópicas e com mensagens de imagem via serviço de satélite Beidou, além das ligações e mensagens de texto. A linha Pura, antes apenas P, é voltada aos consumidores mais jovens, daí a atenção com foto e vídeo, enquanto a Mate é para profissionais. Usa o sistema operacional HarmonyOS 4.2 e o modelo de inteligência artificial Pangu LLM, ambos desenvolvidos pela própria Huawei. Não foi divulgado pela empresa, mas sites chineses registravam, horas após o lançamento, que a linha Pura 70 usa o novo chip Kirin 9010, versão atualizada do 9000S também desenvolvido pela Huawei.