População LGBTQIA+ vê risco de estigma com surto de varíola dos macacos

Em 1981, a chegada de uma doença desconhecida, que afetava principalmente homens que tinham relações sexuais com outros homens, à Califórnia, nos Estados Unidos, deixava o mundo em alerta. Ali, o HIV, vírus causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), iniciava aquela que seria a “epidemia da homofobia”, diz o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas. A enfermidade chegou a ser chamada de câncer gay. De lá para cá, 40 milhões de pessoas morreram por doenças relacionadas à Aids –como tuberculose e hepatites virais–, segundo dados do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids). No Brasil, cerca de 920 mil pessoas vivem com o vírus. O anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde), no último mês de julho, de classificar a varíola dos macacos como uma emergência pública de preocupação global já seria grave o bastante. No entanto, o acréscimo da informação de que mais de 95% dos casos —15.510 confirmados até aquele momento— se davam entre homens que se relacionavam com homens, além da recomendação para que essa população diminua seu contato sexual, reviveu o medo do estigma dos anos 1980. O gerente administrativo Pedro Martins, 25, vê com desconfiança as orientações da OMS e cobra que as mesmas também sejam destinadas à população heterossexual. Martins afirma que foi sempre cuidadoso e nada mudou em sua vida sexual. “Novamente, tratam uma doença como peste gay, como fizeram na década de 80. Por que só nós [homens LGBTQIA+] precisamos diminuir nossos parceiros sexuais? E as orientações para os héteros? Isso é um erro, todo mundo faz sexo”, diz. À reportagem, outros dois homens que declaram ter relações sexuais com outros homens compartilham da opinião sobre a doença estar sendo rotulada. Eles afirmam que continuam tendo vários parceiros, além de frequentar baladas e “darkrooms” (ambiente escuro onde frequentadores fazem sexo), mas têm conversado sobre a doença antes de se relacionarem. Ao contrário da Aids, a varíola dos macacos não é sexualmente transmissível. A sua principal forma de propagação é o contato pele a pele com as vesículas que o doente apresenta. Como no sexo o contato íntimo é mais recorrente, a transmissão é mais fácil de acontecer. Oficial para Comunidades, Gênero e Direitos Humanos do Unaids Brasil, Ariadne Ribeiro diz que a pandemia de Aids traz uma forte lição da importância de não estigmatizar pessoas ou grupos sociais pela vulnerabilidade que possam ter, inicialmente, a determinado surto epidêmico. “Quando os primeiros casos de Aids surgiram, havia ainda pouco conhecimento sobre sua forma de propagação, o que gerou uma abordagem equivocada voltada para os grupos de risco. Essa abordagem não apenas estigmatizou esses grupos, como passou a ilusão de que o restante da sociedade não seria afetada, uma mentira fácil de aceitar”, declara Ribeiro. A representante do Unaids ressalta que, no caso da varíola dos macacos, existe uma atenção para o risco de estigmatização, além de uma sociedade civil muito mobilizada para evitar que os mesmos equívocos do passado se repitam. Jamal Suleiman diz ver muitas semelhanças entre o tratamento dado, em seus primórdios, ao HIV e o hoje dado ao monkeypox, vírus causador da varíola dos macacos. “É fácil culpar os mais vulneráveis, um erro que não podemos permitir que se repita. O preço é muito alto para tirar esse estigma depois”, acrescenta o infectologista. Como o Unaids, ele afirma que apenas uma comunicação assertiva sobre prevenção pode funcionar no combate à doença. “O vírus não escolhe uma comunidade, ele escolhe comportamento. Não dá para tapar o sol com a peneira, temos que falar sobre e para quem, hoje, é mais vulnerável. Mas é importante ressaltar que comportamentos não podem ser criminalizados, ninguém é fiscal de moral. É uma questão de saúde, não de julgamento.” O médico do Instituto Emílio Ribas atendeu durante a epidemia de HIV/Aids e atualmente cuida de pacientes com varíola dos macacos. “É uma doença chata, dolorida e limitante.” Gay, o estudante Lucas Vasquez, 24, confia na maneira como o progresso da doença tem sido retratado e nas orientações da OMS. “Acho desproporcional a reação da comunidade LGBTQIA+. É como se fosse mentira que uma parte dela é inconsequente. Não se deve defender o direito à contaminação. Acredito que a OMS só queria entender como as coisas estão acontecendo”, diz Vasquez. Apesar disso, ele afirma que nada mudou em sua vida sexual, que considera moderada. Com o avanço da contaminação em todo o mundo, o Grindr, plataforma de paquera voltada à população LGBTQIA+ masculina, tem alertado seus usuários para os riscos do contato físico na propagação do monkeypox. Segundo o portal Our World in Data, da Universidade de Oxford, até a última sexta-feira (5), foram confirmados 27.562 casos de varíola dos macacos em 83 países, além de nove mortes. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 1.369 casos até a última segunda-feira (1º). Cerca de 75% dos infectados estão em São Paulo, onde uma pessoa morreu.

Polícia apura 30 denúncias de mulheres contra cirurgião preso no Rio

Pelo menos 30 mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, para denunciar por erro médico o cirurgião plástico equatoriano Bolívar Guerrero Silva, 63. Um dos casos investigados é uma morte inicialmente notificada como decorrente de Covid-19. Porém, suspeita-se que possa ter sido causada por uma falha do profissional. Silva está preso desde o dia 18 do mês passado. Ele é suspeito de manter uma paciente em cárcere privado em um hospital. Procurado, o advogado de defesa dele, Darlan Renato, não atendeu as ligações. A delegada Fernanda Fernandes confirmou que as denúncias foram feitas somente por mulheres atendidas pelo cirurgião. A mais recente foi feita nesta segunda (1º). A polícia também deve apurar se a morte de uma mulher teria relação com a atuação do médico. Fernandes não deu detalhes dos casos, que estão sob sigilo. Pacientes que procuraram a delegacia afirmaram que ficaram deformadas e com sequelas após terem sido operadas por Silva. Em 25 de julho, quando 20 pessoas já haviam buscado a polícia para denuncia-lo, a defesa do médico disse que não poderia comentar os casos que chegaram à delegacia porque ainda não tinha tido acesso aos relatos. A prisão do cirurgião ocorreu a partir do caso da paciente Daiana Chaves Cavalcanti, 36. Depois de realizar uma abdominoplastia em março, ela retornou outras duas vezes ao Hospital Santa Branca, do qual Silva é sócio, ao sentir dores no período pós-operatório. No início de julho, ela voltou a ser internada no hospital e permaneceu contra a própria vontade, segundo a família, porque Silva não a liberava. Enquanto isso, feridas não cicatrizadas foram se agravando, a ponto de necrosar. Cavalcanti foi resgatada pela polícia e transferida para o Hospital Federal de Bonsucesso, zona norte do Rio. O Hospital Santa Branca disse, em nota, que as alegações de Cavalcanti são “inverídicas”, que “jamais houve qualquer tentativa de mantê-la em nosso estabelecimento contra a sua vontade” e que “a paciente teve prestado pelo hospital todos os cuidados devidos”. A defesa de Cavalcanti entrou na Justiça com um pedido de reparação por danos morais no valor de R$ 200 mil contra o Hospital Santa Branca e contra Silva.

Comandante de lancha que naufragou em Belém é preso

A Polícia Civil do Pará deteve hoje (12), em caráter preventivo, o contramestre fluvial Marcos de Souza Oliveira, comandante da lancha Dona Lourdes II, que naufragou na quinta-feira (8), em Belém, com um número ainda incerto de passageiros a bordo. A prisão foi tornada pública pelo governador do Pará, Helder Barbalho, que usou sua conta pessoal no Twitter para informar que, cinco dias após a tragédia, o marítimo foi detido em Ananindeua “graças ao trabalho integrado das forças de segurança do estado”. Em entrevista à Agência Brasil, o advogado de Oliveira, Dorivaldo Belém, confirmou a prisão. Segundo ele, o contramestre foi detido quando estava prestes a se entregar às autoridades policiais, “conforme combinado anteriormente”. “Já tínhamos comunicado ao juiz e ao delegado que ele se apresentaria hoje. Ficou combinado que ele faria isso esta manhã, às 10h. Ele veio do interior e estava em uma residência, prestes a se apresentar, mas se sentiu mal e pediu que o prazo fosse estendido até a tarde, no máximo para amanhã (14). A Polícia achou por bem fazer isso [detê-lo] e levá-lo para a delegacia geral, onde ele vai depor”, informou o advogado. Ontem (11), o advogado disse à Agência Brasil que o contramestre classifica a tragédia como um “acidente causado pela força da natureza”. Segundo Dorivaldo Belém, Oliveira disse que, após o naufrágio, deixou o local onde os sobreviventes se concentravam por medo de ser agredido, e não compareceu antes à delegacia por estar emocionalmente abalado. Ainda de acordo com o advogado, o contramestre disse que ouviu um forte barulho na parte inferior da lancha pouco antes dela perder o sistema de controle, ficar à deriva e começar a afundar. Oliveira também disse que havia 82 coletes salva-vidas a bordo da Dona Lourdes II, além de quatro boias de apoio que, juntas, serviriam para salvar a mais 60 pessoas a bordo. Segundo as autoridades marítimas, a lancha tinha capacidade para 82 pessoas, incluindo tripulantes. Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) trabalha com a hipótese de que ao menos 89 pessoas estavam a bordo no momento do acidente. Já foram confirmadas as mortes de 22 pessoas e o resgate de 66 sobreviventes. As equipes de buscas continuam à procura de ao menos uma pessoa desaparecida que, segundo parentes, estava na lancha. De acordo com o advogado do comandante da lancha, Oliveira nega que a embarcação estivesse transportando mais pessoas que sua capacidade, mas reconhece que não tinha autorização para operar no trajeto entre Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, e Belém, próximo de onde a embarcação afundou. “A embarcação está devidamente registrada na Capitania dos Portos e, portanto, estava autorizada a fazer esse tipo de transporte [de passageiros], mas com um detalhe irregular, ela não estava autorizada a operar no trajeto em que houve o acidente”, declarou o advogado à Agência Brasil, admitindo que o cliente já vinha operando no trecho há cerca de 6 meses, enquanto, segundo ele, aguardava a resposta definitiva ao processo em que pediu autorização para trabalhar. Segundo a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), Oliveira passou a usar a Dona Lourdes II após ter outras duas embarcações (Clícia e Expresso) apreendidas por estarem sendo usadas para o transporte irregular de passageiros.

Morre assassinado intérprete do bebê de Barriga de Aluguelv

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o principal suspeito de ter assassinado Bruno Moreira, aos 31 anos, durante um assalto em Marechal Hermes, Zona Norte da capital fluminense. O rapaz, que era motorista de aplicativo, interpretou o filho de Clara (Claudia Abreu) e Ana (Cássia Kis) em Barriga de Aluguel (1990). A criança era alvo de disputa da maternidade das duas mulheres no folhetim de Glória Perez, já que Clara topou gerar o bebê em sua barriga em troca de dinheiro de Ana, que não conseguia engravidar. Ao RJ1 desta terça-feira (23), a mãe de Bruno, Liliana Ferreira, contou que o jovem guardava com carinho os vídeos em que aparece com as atrizes no último capítulo da trama. “A novela foi uma das boas recordações. Ele tinha orgulho de ter feito a novela. Meu filho foi muito amado e só tinha amor para dar”, afirmou a mãe de Bruno aos prantos. O rapaz, que também era formado em administração, teve o carro parado por bandidos em uma motocicleta. Mesmo o homem não ter reagido ao assalto, o criminoso atirou na cabeça de Bruno, que morreu na hora.   Após o latrocínio, o carro do rapaz foi encontrado queimado em outro bairro. Depois de dois meses de investigação, o suspeito do crime foi identificado como Tiago Rosas, mais conhecido como Burgão que já tinha várias passagens pela polícia por tráfico de drogas. Ele é considerado foragido da polícia. O outro criminoso que estava na moto ainda não foi identificado pelas autoridades.

Rio Grande do Norte registra oito tremores de terra em 24 horasRio Grande do Norte registra oito tremores de terra em 24 horas

O Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis) registrou oito tremores de terra em 24 horas no Rio Grande do Norte. Os abalos sísmicos aconteceram entre 00h34 de domingo (31) e 00h10 desta segunda-feira (1º). Pelo menos dois desses tremores foram sentidos pela população. Conforme informou o LabSis, todos os tremores foram registrados a uma distância de no máximo 30 quilômetros da costa. A profundidade do abalo ainda não foi identificada. Esses abalos se ocasionam pela ativação de falhas geológicas na região de Touros (RN), ao norte de Natal. O mais forte dos tremores foi na tarde de domingo (31), teve magnitude 3.7 e foi sentido por moradores de Natal e cidades do litoral norte do estado. O segundo tremor mais forte foi às 0h34 de domingo e teve magnitude 2.4. Segundo o Laboratório Sismológico, esse foi sentido por moradores das regiões de Maxaranguape e Maracajaú. Os outros registros tiveram magnitude menor e não foram sentidos pela população. O maior tremor de terra já registrado no RN aconteceu em 30 de novembro de 1986. O abalo sísmico de magnitude 5.1 fez casas desabarem e milhares moradores deixarem a cidade de João Câmara.

Bolsonaro se perdeu totalmente ao falar de mulheres no debate, diz Alckmin

Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de SP e vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que gostou do primeiro debate presidencial na TV, mas teceu críticas à atuação de Jair Bolsonaro (PL). O tema central do encontro foi o respeito às mulheres, que dominou as discussões a partir de um ataque do presidente à jornalista Vera Magalhães, após o qual ele disse para que não viessem com “historinha de se vitimizar”, pois, segundo ele, não estava atacando as mulheres. Ele chamou Vera e Simone Tebet (MDB) de vergonhas de suas profissões. “Acho que o Bolsonaro se perdeu totalmente. Muito autoritário. Dizer que mulher quer se vitimizar. Para se ter uma ideia, mulher só pôde votar no Brasil na eleição de 1934″, disse Alckmin logo após o fim do debate. O atual presidente mencionou o ex-tucano criticamente durante o evento. “O que vai acontecer com o nosso Brasil se esse ex-presidiário voltar para a cena do crime juntamente com Geraldo Alckmin, um homem religioso, católico, mas que resolveu cantar a Internacional Socialista? É a união de tudo o que não presta no Brasil”, disse Bolsonaro. Nesse momento, Alckmin e Janja, que acompanhavam o debate de dentro do estúdio, riram, e a esposa de Lula fez afago no braço do ex-governador. O evento foi organizado em pool por Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, e durou quase três horas. Lula e Bolsonaro foram os últimos a confirmar presença no debate —depois de dias de incertezas nas campanhas. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada neste mês, Lula lidera com 47% das intenções de voto, ante 32% de Bolsonaro e 7% de Ciro.

“Lula demonstra respeito a quem pensa diferente”, diz deputado goiano após pedido do presidente por união a governador de SP

O deputado federal por Goiás, Rubens Otoni (PT), afirma que o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) tem maturidade política e respeito aos que pensam diferente dele. A fala foi dada após o Chefe do Executivo Nacional ir a São Sebastião, cidade do litoral paulista que decretou estado de calamidade pública por causa das fortes chuvas do fim de semana. “Lula demonstra maturidade política e respeito a quem pensa diferente”, escreveu Otoni nas redes sociais. O presidente esteve na cidade e, após sobrevoar as áreas atingidas, discursou ao lado do governador de São Paulo, o ex-ministro de Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB). “Se cada um ficar trabalhando sozinho, a nossa capacidade de rendimento é muito menor. E é por isso que nós precisamos estar juntos e precisamos compartilhar as coisas boas e as coisas ruins, porque juntos nós seremos muito mais fortes, e São Sebastião será recuperada muito mais rapidamente”, declarou ao pedir a união dos governos em todas as esferas.

Projeto proíbe condenados por maus-tratos a animais de assumir cargos públicos

A Câmara Federal recebeu um projeto que proíbe a entrada em cargos públicos de pessoas que já foram condenados por maus-tratos a animais. A proposta é do deputado Fred Costa (Patriota-MG). De acordo com o parlamentar, a proibição vale por dez anos, contados do término do cumprimento da pena. A condenação é baseada na Lei dos Crimes Ambientais. Esta Lei prevê ao abuso ou maus-tratos aos animais (silvestres, domésticos ou domesticados) pena de dois a cinco anos. Em caso de cães ou gatos, o agressor também deverá pagar multa.

Pai flagra tentativa de abuso sexual contra meninas e destrói carro do criminoso

Uma tentativa de estupro acabou em briga generalizada no último domingo (19), em Goiânia. Dois homens envolvidos na confusão foram presos. De acordo com a Polícia Militar, a briga começou após um homem ter oferecido dinheiro para duas meninas menores de idade. Em troca, ele queria que as garotas mostrassem as partes íntimas. O pai de uma dessas meninas ordenou que o homem fosse embora. Ao invés de ir embora, o autor da tentativa de abuso entrou no carro e tentou atropelar todos que estavam na rua, mas não conseguiu.

Polícia acredita que esteticista não foi a entrevista de emprego antes de morrer

A morte da esteticista Juscelia de Jesus Silva, de 32 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil. Ela foi encontrada sem vida no domingo (19) na GO-469, em Abadia de Goiás, mas estava desaparecida desde terça-feira (14), quando saiu de casa para uma entrevista de emprego em Goiânia. A delegada responsável pelo inquérito, Ana Paula Machado, adiantou ser pouco provável que a mulher tenha participado de alguma entrevista de emprego e confirmou que ela não solicitou nenhum motorista de aplicativo. De acordo com a delegada, a polícia trabalhava inicialmente com a hipótese do desaparecimento de Juscelia. No entanto, como o corpo da mulher foi encontrado enrolado um saco plástico preto e completamente despido, a polícia passou a tratar o caso como crime de homicídio. A Polícia Científica informou que a identificação da vítima aconteceu por meio das digitais colhidas. Corpo encontrado em rodovia é de mulher que desapareceu ao sair para entrevista de emprego Inicialmente, a família de Juscelia informou que ela deixou sua residência pela manhã para comparecer a uma entrevista de emprego em uma clínica estética perto do Parque Macambira. A mulher também compartilhou com uma amiga que estava sentindo dores de cabeça naquele mesmo dia e que, depois da entrevista, iria ao hospital.PUBLICIDADE Às 12h40, Juscelia informou ao marido que ele não precisava buscá-la no local da entrevista de emprego, pois ela chamaria um motorista de aplicativo para retornar para casa. Desde então, Reginaldo Nunes Moura diz que não teve mais notícias de sua companheira. De acordo com a delegada Ana Paula Machado, a polícia procurou várias clínicas de estética da região e confirmou que Juscelia não compareceu a nenhuma delas. Além disso, foi confirmado que a mulher não solicitou nenhum motorista de aplicativo.