Anvisa aprova fim da obrigatoriedade de máscaras em aviões

Depois de mais de dois anos, as máscaras deixarão de ser exigidas nos aviões e nos aeroportos. Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (17) o fim da exigência do equipamento de proteção em voos no Brasil. Apesar do fim da obrigatoriedade, as máscaras faciais e o distanciamento social continuarão a ser recomendados como medidas para minimizar o risco de transmissão da covid-19. A medida foi aprovada pelos cinco diretores da agência: Alex Machado Campos, que foi o relator; Daniel Pereira; Rômison Rodrigues Mota; Meiruze Sousa Freitas e Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa. Mesmo com o fim da obrigatoriedade das máscaras, uma série de protocolos em vigor desde o início da pandemia de covid-19 foi mantida. Os aeroportos e as companhias aéreas continuarão a cumprir as seguintes medidas: disponibilização de álcool em gel avisos sonoros com adaptações, recomendando o uso de máscaras, especialmente por pessoas vulneráveis procedimentos de limpeza e desinfecção contínuas sistemas de climatização desembarque por fileiras Em documento, a Anvisa informou que o cenário epidemiológico atual permite que algumas medidas sanitárias tomadas em 2020 sejam atualizadas, como o uso obrigatório das máscaras. “Diante do atual cenário, o uso de máscaras, adotado até então como medida de saúde coletiva, é convertido em medida de proteção individual”, destacou a Anvisa. A máscara nos terminais aéreos e nos aviões deixou de ser exigida em diversos países, como os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e Portugal. Em maio, a Anvisa liberou o serviço de bordo e autorizou o uso da capacidade máxima de passageiros nos aviões, mas manteve o uso de máscaras em aviões e áreas restritas de aeroportos. As medidas entram em vigor assim que forem publicadas no Diário Oficial da União.
Primo mata bebê de 11 meses e fere mais 4 pessoas da mesma família, em Brumadinho (BH)

Na noite da última terça-feira (23), um homem de 28 anos matou um primo, um bebê de apenas 11 meses, e atirou contra outras quatro pessoas da mesma família em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eduardo Jorge Pinto confessou o crime logo após ser preso pela Polícia Militar (PM). Eduardo disse aos policiais que tem “problema com drogas”. Segundo ele, a motivação do crime seria uma represália pela tentativa de internação compulsória dele para tratamento do vício. De acordo com a PM, o homem chegou à casa da família no início da noite. Ele estava pilotando uma motocicleta quando parou em frente à residência e ameaçou os primos. Eduardo teria dito: ‘Hoje vocês vão ver quem eu sou!’. Depois da ameaça, Eduardo deixou o local. Pouco tempo depois, voltou armado. Ele atirou contra cinco primos, com idade entre 11 meses e 25 anos. Quando os jovens correram para dentro do imóvel, Eduardo os perseguiu e baleou dois deles, de 14 anos, e também o bebê Enzo Gabriel Ambrósio, que não resistiu e morreu. Enzo completaria um ano no mês de setembro. Quando o atirador deixava o local do crime, outro primo, de 21 anos, chegava de carro. Ele tentou barrar Eduardo, jogando o veículo em cima dele, mas também terminou baleado. O primo do atirador perdeu o controle da direção e colidiu em um ponto de ônibus. O criminoso tentou fugir a pé, mas foi localizado e preso pela PM. A Polícia Civil investiga o caso. *Com informações do G1
Juiz que debochou da Lei Maria da Penha é punido com remoção compulsória

O juiz Rodrigo de Azevedo Costa recebeu nesta quarta-feira (17), a punição de remoção compulsória. O magistrado foi julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo por ter dito “não estar nem aí para a Lei Maria da Penha“. A afirmação viralizou nas redes sociais em 2020. Com a decisão, Costa vai trabalhar em outra cidade, uma vez que a remoção compulsória consiste no aproveitamento do magistrado em uma comarca diferente daquela onde causou transtornos. O juiz mantém seus salários. Costa debochou da Lei Maria da Penha em uma audiência. Na ocasião, ele afirmou: “Vamos devagar com o andor que o santo é de barro. Se tem lei Maria da Penha contra a mãe (sic), eu não tô nem aí. Uma coisa eu aprendi na vida de juiz: ninguém agride ninguém de graça”. O caso foi revelado pelo site “Papo de Mãe”, do portal UOL. O processo em questão, que corria em segredo de Justiça, tratava da pensão alimentícia e da guarda de filhos menores de idade de um casal que se separou. A mulher já havia denunciado agressões do ex-companheiro e, por duas vezes, obteve medidas protetivas contra ele. Na mesma audiência, uma advogada tenta interrompê-lo para falar. Mas Costa não deixa e prossegue: “Eu não estou falando que esse de graça é porque a pessoa fez para provocar. De repente a pessoa que agrediu entende que a pessoa olhar para ele de um jeito x é algo agressivo. Eu não sei o que passa na cabeça de cada um”. Em outro momento, o magistrado critica o uso da lei brasileira voltada à punição da violência doméstica e põe em xeque a guarda dos menores: “Qualquer coisinha vira Lei Maria da Penha. É muito chato também, entende? Isso depõe muito contra quem… Eu já tirei guarda de mãe, e sem o menor constrangimento, que cerceou o acesso de pai. Já tirei e posso fazer de novo. Não tenho nenhum problema quanto a isso”. No terceiro trecho, escuta-se ele dizer: “Eu não sei de medida protetiva, não tô nem aí para medida protetiva e tô com raiva já de quem sabe dela. Eu não tô cuidando de medida protetiva”. O advogado Pedro Gilbert, representante do juiz, reconheceu durante o julgamento a gravidade das atitudes de Costa. Mas alegou que o magistrado sofria de depressão, síndrome de Burnout e que em 13 anos de magistratura ele cometeu erros em apenas três audiências.
Vegetarianas têm risco 33% maior de quebrar o quadril, diz estudo

Um estudo feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, aponta que mulheres vegetarianas têm 33% mais chance de quebrar o quadril quando comparadas a mulheres que comem carne regularmente. Segundo o trabalho, fatores que podem justificar a ocorrência são o IMC (índice de massa corporal), que é frequentemente mais baixo em pessoas que não comem carne, e o menor consumo de nutrientes importantes para a saúde dos ossos. A amostra do estudo, publicado neste mês na revista BMC Medicine, contou com mais de 20 mil mulheres, que foram acompanhadas por cerca de duas décadas. Nesse período, os 822 casos de fratura no quadril contabilizados no grupo foram estatisticamente mais expressivos entre aquelas que não consumiam carne. Segundo Vitor Magalhães, ortopedista especialista em quadril e membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), a baixa massa corporal é comumente um dos fatores que podem influenciar a ocorrência de fratura. “A massa corporal maior do paciente é um fator de proteção durante uma queda, porque acaba ajudando a amortecer o impacto. Já a massa muscular diminuída enfraquece a musculatura, o que pode levar a desequilíbrios e a quedas mais frequentes”, diz. Ainda assim, o especialista alerta que a osteoporose, condição que deixa os ossos frágeis e, portanto, mais sujeitos a rupturas, é multifatorial e não se relaciona apenas com o peso corporal ou a dieta. Histórico familiar, consumo excessivo de álcool ou cigarro, assim como a falta de exercício físico podem influenciar o desenvolvimento da doença. Outro fator que interfere na maior probabilidade de quebra do quadril, segundo o médico, é o envelhecimento. Magalhães explica que, com o passar dos anos, os ossos ficam cada vez mais fracos e sem flexibilidade. “A gente troca cerca de 10% da nossa massa óssea por ano. Esse processo acontece de forma constante”, explica. “Com o passar dos anos, essa troca do esqueleto ósseo vai diminuindo e ele vai ficando fragilizado, poroso e menos flexível. Por isso, acaba quebrando com mais facilidade. É algo progressivo”. No estudo da Universidade de Leeds, as participantes tinham entre 35 e 69 anos. O fato de todas serem mulheres e majoritariamente brancas foi uma das limitações apontadas pelos pesquisadores envolvidos, que reforçaram a importância de que outros trabalhos levem em consideração o público masculino e indivíduos de outras etnias. O ortopedista afirma que a osteoporose é mais comum em mulheres devido a fatores hormonais. Após a menopausa há uma diminuição na taxa de hormônios, o que contribui para a diminuição da massa óssea. Quanto ao consumo de nutrientes bons para a saúde óssea, apontado pelo estudo como possível fator que explica a diferença na probabilidade de quebra do quadril entre vegetarianas e mulheres que comiam carne regularmente, a nutricionista funcional vegetariana Shila Minari aponta que é importante estar atento à ingestão adequada de cálcio, magnésio, ferro e vitaminas C, D e B12. “Mesmo que a gente entenda que uma dieta vegetariana possa aumentar o risco de fraturas, ainda assim, já está muito bem estabelecido que esse é um tipo de alimentação que contribui para o menor risco de câncer, de diabetes e de doença cardiovascular”, diz Minari. “Além disso, melhora a longevidade e ajuda a manter um IMC dentro da normalidade. A gente só precisa ter uma atenção para esse potencial risco aumentado”, afirma. Segundo a nutricionista, o ideal é comer muitos vegetais, leguminosas e castanhas, com uma dieta diversificada e rica em cálcio. “Pessoas que adotam dietas vegetarianas, principalmente dietas restritas ou veganas, precisam ter uma preocupação maior com relação à vitamina B12. A deficiência dela aumenta a produção de uma substância que a gente não metaboliza, chamada homocisteína, que piora a saúde óssea”. Neste caso, Minari indica a suplementação, desde que feita com acompanhamento médico. A profissional também ressalta a importância da realização de exercícios físicos e da exposição adequada ao sol. Os autores do estudo apontam que o resultado corroborou as descobertas de dois outros trabalhos similares, um feito também no Reino Unido e outro nos Estados Unidos, que também indicaram o maior risco em vegetarianas. ++ Saiba onde pedir marmita vegana ou vegetariana em Goiânia
Incomodado com cães, homem é acusado de jogar sangue na casa da vizinha no MS

Uma mulher de 32 anos procurou a delegacia, nesta terça-feira (23), para denunciar um vizinho, em Campo Grande (MS). Há alguns dias, o acusado que, incomodado com os latidos dos cachorros, teria jogado um líquido vermelho no portão da casa dela que se assemelha com sangue. A polícia investiga o caso. Como ele trabalha no banco de sangue da Santa Casa, a mulher acredita que é de lá a origem do líquido. Outra vizinha relatou para a mulher que o suspeito já havia chutado o portão várias vezes quando ela não estava em casa. Consta no Boletim de Ocorrência que, há dois anos o homem foi até a mulher e reclamou dos latidos dos cachorros dela, dizendo que o incomodavam muito, segundo informações do portal Topmídia News. Ela explicou que os animais ficam agitados por conta das crianças que ficam na rua, mas que fecharia os vãos do portão para que eles não enxergassem o lado de fora. Mesmo conversando com o homem, o suspeito seguiu jogando objetos no telhado da residência dela como garrafas, pedras e dejetos de cachorro. A casa possui câmeras de segurança que registraram os momentos dos ataques. O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia e seguirá em investigação.
BMW envolvida em racha que matou adolescente é encontrada abandonada em Goiânia

Uma BMW supostamente envolvida no racha que matou uma adolescente de 15 anos foi encontrada abandonada em Goiânia. O veículo estava estacionado no Setor Bueno e foi removido ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), no domingo (8). O acidente ocorreu na madrugada do último sábado (7) e vitimou Marcella Sonia Gomes do Amaral, que estava no banco de trás de uma camionete. Os motoristas envolvidos foram identificados, mas ainda não foram localizados. Ao Mais Goiás, a delegada Adriana Fernandes de Carvalho disse que a BMW, de cor branca, estava com os pneus estourados e a lataria arranhada. A investigadora informou que a Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict) vai solicitar, ainda nesta segunda-feira (9), a realização de perícia no automóvel. Ainda segundo a delegada, o motorista da BMW e da camionete já foram identificados, mas ainda não foram localizados. Eles podem responder pelo crime de racha, embriaguez ao volante, homicídio culposo e lesão corporal culposa, com pena aumentada por dirigir alcoolizado. Relembre o racha que matou adolescente em Goiânia Uma disputa de racha causou um acidente que matou a adolescente Marcella Sonia Gomes do Amaral, de 15 anos, na Avenida T-9, Setor Jardim América, em Goiânia, na madrugada do último sábado (7). De acordo com a polícia, uma das vítimas sobreviventes relatou que todos estavam em uma boate, no Setor Marista. Lá, ingeriram bebidas alcoólicas durante toda a madrugada. Depois de saírem do estabelecimento, houve uma disputa de racha entre a caminhonete envolvida no acidente e outro carro (BMW de cor branca). A caminhonete era conduzida por Eduardo Henrique de Souza Resende, de 22 anos. Dentro do veículo estavam Anna Luiza de Almeida Sucupira (banco da frente), Mirella das Neves Silva, Andressa Gonçalves da Silva e Marcella Sonia Gomes do Amaral, que morreu. Já a BMW era conduzida por Arthur Yuri. Ambos os motoristas trafegavam em alta velocidade pela Avenida T-9, sentido terminal Bandeiras, quando próximo ao cruzamento com a Avenida C-231, Eduardo perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro central, capotou na pista e atingiu duas lojas. A vítima Marcella foi arremessada do veículo e teve o óbito constatado no local. Os outros ocupantes do veículo foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Eduardo, que dirigia a caminhonete, recebeu atendimento médico no Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia (CROF). Porém fugiu do hospital.
MPF recorre de decisão que soltou acusado de tráfico internacional de armas

O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região para que seja restabelecida a prisão preventiva de um homem preso em flagrante por tráfico internacional de armas. Ele foi pego transportando 10 pistolas de uso restrito e 40 carregadores de munição próximo à rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250), em Capão Bonito (SP). A prisão foi anulada pelo juiz Edevaldo de Medeiros, da Justiça Federal de Itapeva, que ainda rejeitou denúncia apresentada pela Procuradoria contra o investigado. O MPF sustenta que a prisão preventiva do acusado visa “resguardar a segurança pública’, além de impedir que ele continue a delinquir, uma vez que confessou ter realizado outros transportes de mercadorias. Ele também possui uma condenação pelo crime de roubo, diz a Procuradoria. O acusado foi apanhado após abordagem de policiais militares a seu carro, durante patrulhamento da rodovia. Segundo a Procuradoria, o veículo chamou atenção dos PMs pois trafegava em alta velocidade por uma estrada vicinal, com placas do Estado de Mato Grosso do Sul, o que foi considerado ‘incomum’. Durante as buscas, os agentes perceberam marcas de manuseio nas caixas de ar e encontraram o armamento escondido sob o assoalho do carro, no painel e na caixa de ar-condicionado. Segundo os investigadores, o armamento, de origem eslovena, era trazido de carro do Paraguai e seria levado para a capital paulista. A Procuradoria diz que o denunciado afirmou, em depoimento, que o carro havia sido carregado com mercadorias ilegais por um comparsa, e que pensava se tratar de anabolizantes, não armas. “Ele confirmou que trafegava por uma estrada vicinal para evitar a fiscalização e que transportava também grande quantidade de roupas como álibi para justificar a viagem e despistar as autoridades em caso de abordagem”, diz o órgão. O juiz federal de Itapeva anulou a diligência sob o argumentou de que as provas obtidas pelos PMs não podem ser consideradas no processo, pois teriam sido obtidas de forma ilícita. Na avaliação do magistrado, os policiais “não tinham nenhum motivo juridicamente sustentável para fazer busca pessoal no flagranteado e em seu veículo”, e “o fato de o automóvel ter placas de outro estado da federação indica preconceito inaceitável da polícia”. Ao TRF-3, a Procuradoria rebateu as alegações do juiz, sustentando que a “busca pessoal e veicular independe de mandado quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida, o que acabou sendo confirmado”. “Ora, não se trata de qualquer preconceito. Trata-se, sim, de que os fatos em conjunto – tráfego de veículo em alta velocidade, por estradas vicinais, e com placas de outro estado que não é comum na região – consubstanciam motivo mais que plausível para a abordagem policial “Por certo, mantido esse equivocado entendimento, seria decretado o fim do policiamento ostensivo, o fim das abordagens de rotina e o fim do patrulhamento policial, com inimagináveis e nefastos efeitos sobre a segurança pública”, destaca trecho da argumentação do MPF. Arsenal De acordo com o Ministério Público Federal, a perícia dos armamentos ainda mostrou que as 10 pistolas 9 mm da marca Arex-Delta tiveram suas características originais modificadas, permitindo o disparo de rajadas. Foram ainda encontrados acessórios para adaptação de pistolas Glock que também viabilizariam o funcionamento em modo automático. Armas com tal dispositivo de rajada são classificadas como produto de uso restrito, controlado pelo Exército. Na avaliação da Procuradoria, “o crime expõe toda a coletividade a risco de vida imediato”. “As armas foram alteradas, de modo a apresentarem um potencial de fogo muito superior ao original, com características próprias das utilizadas pelo crime organizado”, destaca o órgão. Vai e vem O caso começou a tramitar na Justiça Estadual, que confirmou prisão em flagrante e decretou a preventiva – sem data para acabar. O entendimento foi mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O investigado foi denunciado pelo Ministério Público estadual e colocado no banco dos réus. No entanto, o processo foi enviado à Justiça Federal de Itapeva após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que apontou o caráter internacional do tráfico de armas e a consequente competência federal. Na ocasião, a juíza federal substituta de Itapeva confirmou a legalidade da prisão e manteve o acusado preso preventivamente. O MPF denunciou novamente o investigado, por tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito/proibido. Ele é acusado ainda de descaminho por ter transportado “grande quantidade de roupas, trazidas do Paraguai sem o pagamento dos impostos devidos”.
“Resultado das urnas será respeitado”, garante presidente do Senado

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) disse pelo Twitter que o parlamento irá rechaçar qualquer ataque às instituições, além de reafirmar a confiança na Justiça Eleitoral. “O resultado das urnas será respeitado e irá espelhar a vontade popular”, escreveu. Segundo ele, em 18 eleições nos últimos 25 anos, desde que as urnas eletrônicas foram implementadas, não houve nenhum nenhum caso de fraude. Ele afirmou, ainda, que “nosso processo eleitoral sempre foi motivo de orgulho para nós brasileiros”. E ainda: “Infelizmente, discursos contra as urnas eletrônicas acabaram por desmerecer este sucesso, mas seguiremos nosso papel de afirmar e reafirmar que as eleições vão acontecer normalmente e que o resultado da vontade do brasileiro na escolha de seus representantes será seguido.” Vale citar, em resposta a questionamentos do Ministério da Defesa sobre o sistema eleitoral, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, enviou um ofício à Comissão de Transparência das Eleições (CTE) nesta segunda-feira (9). Ao todo, a corte respondeu sete questões das Forças Armadas, que chamou de “opiniões”. Em um dos pontos respondidos, a corte desmente fala das Forças Armadas que a totalização de votos é realizada apenas pelo TSE. “É impreciso afirmar que os TREs [Tribunais Regionais Eleitorais] não participam da totalização: muito pelo contrário, os TREs continuam comandando as totalizações em suas respectivas unidades da federação.” “Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem ser contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil”, diz a Corte, que, no entanto, afirma agradecer “todas as considerações e contribuições ofertadas.” Já sobre questionamentos da segurança das urnas: “Consoante explicado, os cálculos estatísticos do TSE tomam como premissa o fato de que o sistema de votação eletrônico brasileiro vem sendo utilizado há mais de duas décadas sem uma única ocorrência de fraude, bem como que há homogeneidade entre as urnas. Todas elas passam por sucessivas fases de auditoria que fazem com que se garanta a utilização de um único sistema informatizado para a votação.”
Apoiador de Lula levou 70 facadas de bolsonarista em MT, mostra exame

O exame de necropsia da Polícia Civil de Mato Grosso concluiu que o apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Benedito Cardoso dos Santos, 44, morreu em decorrência de um choque hipovolêmico provocado por 70 golpes de faca e machado. Benedito foi morto pelo bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, 24, na noite do dia 7 de setembro em uma área rural da cidade de Confresa (a 1.160 km de Cuiabá). O suspeito, que declarou voto ao presidente Jair Bolsonaro (PL), foi preso horas depois do assassinato. Mateus Ross, advogado que defende Oliveira, disse que só se manifestará nos autos. Inicialmente, a Polícia Civil havia informado que o corpo tinha sido encontrado com 15 perfurações de faca. Segundo laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a maioria das perfurações concentra-se na cabeça e pescoço. A perícia ainda concluiu que o agressor “além de usar uma faca tentou decapitar a vítima com um machado”. “A maioria das lesões está concentrada na região da cabeça e pescoço, evidenciando que o agressor queria chegar ao evento final de morte da vítima”, diz o laudo. No exame, ainda foram localizados 56 ferimentos no rosto e na cabeça de Santos, incluindo a lesão no pescoço. As outras lesões foram encontradas nas costas e no abdome, bem como ferimentos nas mãos, compatíveis com tentativa de defesa. Benedito Cardoso dos Santos era o caçula de quatro irmãos que nasceram em Rio Verde, em Goiás. Apegado à mãe, Maria de Lurdes, era uma criança carinhosa e brincalhona, lembra o irmão, Paulo Santana, 46. Com quatro anos de idade, Bene, como era chamado por familiares e amigos, deixou o estado de Goiás e foi com a família para o município de Santana do Araguaia, no Pará. O pai trabalhava com garimpo, e todos se alojaram no distrito de Barreira velha. O casal se separou, e Santos ficou com a mãe, estudando, sem ir para o garimpo como o pai. Com 14 anos, a mãe morreu, o que o obrigou a seguir para o trabalho braçal. “Ele aprendeu a andar de moto e a mexer com motosserra. Então começou a fazer esses serviços, como cortar árvore, madeira. Sempre fazendo esse tipo de serviço”, lembra o irmão. Santos, então, foi morar com o irmão. “Ele adorava pescar. Era uma pessoa brincalhona, ria de tudo, fazia piada”. Santana apelidou Bene de “pé de pano”, pois sempre estava tranquilo, com passos lentos e de bem com a vida —a alcunha era uma referência ao cavalo do desenho animado “Pica-Pau”. O caçula, lembra, também era brincalhão quando o assunto era política. “Ele escolhia o seu candidato e pronto. Brincava com quem votava contra, mas nada radical. Ele era medroso, não gostava de confrontava ninguém”, diz o irmão, questionando os argumentos que viu do suspeito preso. Benedito Santos não deixou filhos. Ele se relacionou com mulheres mais velhas e que já tinham filhos. “Agora as coisas estão mais calmas. A gente já voltou a nossa rotina e vamos lembrar dele sempre como um cara brincalhão e tranquilo”, disse Santana. A reportagem procurou a família da Rafael Silva de Oliveira, responsável pelo assassinato e réu confesso, mas parentes não quiseram se pronunciar. A Folha conversou com o psiquiatra Werley Perez, que chegou a avaliar Rafael Oliveira em 2020 durante o início da pandemia. Conforme o médico, uma irmã dele ingressou com uma ação na justiça para interná-lo compulsoriamente, mas o pedido foi negado pela Justiça. Segundo Perez, Oliveira chegou em seu consultório em surto psicótico com ideação homicida. “Isso significa que ele tinha pré-disposição a violência em surto. Ele tinha desejo de matar. E só digo isso porque o processo se tornou público e tive que me posicionar”, disse. O psiquiatra disse que o consultou uma vez. Após observar o comportamento e conversar com ele, e ouvir relatos da irmã, ele diz que Oliveira representava risco para terceiros, já que tinha pensamentos homicidas. Ainda segundo Perez, não houve um diagnóstico mais conclusivo porque Rafael nunca mais voltou. “Mas pelas características que ele apresentou, ele pode ser incluído em um quadro de esquizofrenia, com transtorno de personalidade. Mas isso a gente só pode concluir com acompanhamento”.
Homem é encontrado morto com suspeita de hipotermia em São Paulo

Um homem com idade aparente entre 45 a 50 anos foi encontrado morto às 9 horas deste sábado, dia 20, em frente a um supermercado na Rua Carneiro da Cunha, no bairro Saúde, zona sul de São Paulo, com sinais de hipotermia. Ao longo da madrugada e no início desta manhã, a sensação térmica naquela região da capital paulista variou entre 1ºC e 2ºC. Segundo o Padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, o homem era Adriano Paulo e seu corpo só foi retirado da calçada por volta das 15 horas, quatro horas após a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ter constatado o óbito. Os familiares da vítima ainda não foram encontrados. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que Adriano Paulo teria rejeitado, por volta da meia-noite, o acolhimento oferecido pelos orientadores socioeducativos do Serviço Especializado de Abordagem Social. Ainda segundo a administração municipal, o homem abordado no endereço mencionado acima havia sido acolhido no último dia 2, “quando saiu do serviço e não retornou”. A Prefeitura alega ter deixado um cobertor com o homem após a abordagem e distribuído outros 35 ao longo de 12 atendimentos feitos nos arredores da Rua Carneiro da Cunha. Até 30 de setembro, segue na capital a Operação Baixas Temperaturas (OBT), que montou dez tendas com funcionamento das 18h à 0h em dias que a temperatura estiver igual ou abaixo dos 10°C A ação tem apoio da SPTRANS, que se compromete em disponibilizar transporte gratuito para ida e volta das pessoas em situação de rua que recorrerem às tendas. Além dos chamados pelo 156, a SMADS realiza, junto com equipes do Consultório na Rua, a busca ativa, durante as noites e madrugadas, de pessoas em situação de rua. As ações são planejadas a fim de intensificar as medidas de proteção à população em situação de rua durante o inverno.
