Polícia investiga 30 cirurgias com participação de anestesista preso por estupro

A Polícia Civil está checando cerca de 30 procedimentos cirúrgicos em que o médico Giovanni Quintella Bezerra atuou desde abril, quando concluiu sua especialização em anestesia. O médico está preso desde a madrugada de segunda-feira, após ter sido flagrado em vídeo estuprando uma parturiente na mesa de parto, durante uma cesárea. Os investigadores querem saber o tipo de medicação utilizada pelo anestesista em cada uma das cirurgias. A partir daí, vão averiguar se ele cometeu outros abusos. “Nós vamos investigar, fazer uma triagem, ver quais foram os procedimentos, e aí vamos aprofundando”, disse nesta quinta-feira, 14, a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti e que está à frente do caso. “São mais de 30, já identificados como possíveis (casos).” A delegada espera ouvir ainda nesta quinta outras duas pacientes que foram atendidas pelo médico no domingo. Na quarta, ela telefonou para a vítima que foi filmada sendo estuprada, para prestar solidariedade. O depoimento dela ainda não foi colhido. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a mulher que sofreu o abuso foi atendida por uma equipe multidisciplinar do próprio Hospital da Mulher Heloneida Studart após o estupro. “Essa conversa aconteceu antes da alta da paciente, da terça-feira, dia 12, e foi acompanhada por familiares. A paciente recebeu todas as informações e medicações que compõem o protocolo para vítimas de violência sexual”, informou a SES em nota.

Queda de renda na pandemia reduz visitas de pet ao veterinário, mostra pesquisa

Uma pesquisa encomendada pela Comac (Comissão de Animais de Companhia), do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), com 732 veterinários de cães e gatos mostra que os profissionais apontaram mais mudanças negativas (62%) do que positivas (45%) no comportamento do consumidor durante a pandemia. Do total, 37% observaram um orçamento limitado dos cuidadores; 23% identificaram diminuição no número de consultas/internações e 11% uma queda nos cuidados com os animais de modo geral. “Comparando esse dado com o Radar Pet 2021, pesquisa realizada com os tutores, os respondentes indicaram uma atenção maior com a saúde dos animais de companhia no primeiro ano da pandemia, mas podemos afirmar que esse comportamento não foi percebido pelo veterinário”, diz Andréa Castro, coordenadora da Comac. Para ela, era esperado que a redução no orçamento das famílias impactaria as visitas ao veterinário e, consequente, diminuição da procura por medicamentos, vacinas e exames —conforme constatação de 10% dos profissionais entrevistados. Sem tratamento adequado, a saúde e o bem-estar do pet ficam ameaçados. “A meu ver, os dois principais impactos seriam o sanitário: animais mais doentes, presença de verminoses e parasitas externos, animais não vacinados na data correta, o que poderia resultar em aumento no número de animais com doenças severas; e o Impacto econômico: queda no faturamento de toda a cadeia que envolve o mercado, arrecadação do veterinário, das lojas especializadas e da indústria veterinária de animais de companhia, como um todo”, diz Andrea sobre o resultado da pesquisa, que tem como objetivo entender o perfil do veterinário brasileiro. Apesar disso, conforme o levantamento, 45% notaram mudanças positivas no comportamento do consumidor, como a rápida percepção dos problemas com os animais (18%), aumento de cuidados gerais (16%) e aumento de consultas (16%). Divulgado recentemente, o levantamento mostra também que cresceu o percentual de animais castrados, passando de 56% em 2018 para 72% em 2021. A pesquisa Radar Vet 2021 foi realizada pela empresa H2R e ouviu 732 profissionais em todo o país, por telefone e de forma presencial, em setembro e outubro do ano passado. A margem de erro é de 3,6 pontos percentuais para mais ou para menos. “Conhecer a tendência de consumo e hábitos do tutor de animais de companhia é um grande desafio e uma grande diretriz para que a Indústria possa direcionar seus investimentos e suas pesquisas buscando satisfazer o desejo desses tutores”, afirma Andréa. Conforme o levantamento, a média de idade dos entrevistados é de 37 anos, mais da metade estão cursando pós-graduação ou especialização —proporção similar aos percentuais de 2018–, e cursos online estão em alta como formas de se atualizar tecnicamente. Os veterinários disseram que a limitação financeira dos tutores é uma das principais questões para o desempenho do trabalho. Cerca de 40% dos entrevistados afirmam ainda que a falta de valorização profissional é a principal dificuldade em sua atuação. Censo Pet divulgado no fim de junho pelo IPB (Instituto Pet Brasil) mostra que o número de animais de estimação cresceu no Brasil, que encerrou 2021 com 149,6 milhões de pets, 3,7% a mais que no ano anterior. São 58,1 milhões de cães, seguidos pelas aves canoras (41 milhões), gatos (27,1 milhões), peixes (20,8 milhões), pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões). A maior procura por gatos já havia sido observada em anos anteriores, mas agora teve um salto. Em um ano, a população de felinos teve alta de 6%, contra 4% de cães. E, apesar da percepção dos veterinários sobre os cuidados com a saúde, o mercado pet continua em expansão. Apesar de Covid, crise e guerra da Ucrânia, terminou 2021 com um faturamento de R$ 51,7 bilhões, alta de 27% em relação ao ano anterior. A expectativa para este ano é que o setor de produtos, serviços e comércio de animais de estimação tenha alta de 14% e faturamento de R$ 58,9 bilhões, segundo projeções do Instituto Pet Brasil feitas com base no desempenho do varejo pet no primeiro trimestre.

Pai chegou a discutir com anestesista após ser obrigado a deixar sala de parto, diz delegada

Em depoimento nesta quinta-feira (14) na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o marido da segunda mulher a passar por uma cesárea no Hospital da Mulher no domingo (10) relatou que, após o parto, chegou a contestar o anestesista Giovanni Quintella Bezerra sobre por que motivo de ser obrigado a deixar o centro cirúrgico pelo médico, de acordo com a titular da Deam, delegada Bárbara Lomba. Bezerra foi preso pelo estupro de uma das pacientes que deram à luz naquele dia na unidade de saúde. “Ele disse que, no fim do parto dos bebês, o Giovanni mandou ele sair. Segundo o pai, o médico disse que a mulher tinha que dormir e que era praxe, padrão. Então, eles ainda tiveram um embate, porque houve uma resistência dele em sair. Ela ainda se manteve no corredor e só depois saiu” disse a delegada, que completou: “Ele ainda disse que questionou a sedação, por que tinha que sedá-la”, disse Bárbara Lomba. A delegada espera concluir o inquérito e remeter ao MP o inquérito do vídeo na semana que vem. A primeira mulher a dar à luz no hospital no domingo chegou na delegacia pouco depois das 17h30. Em seguida, uma mulher, com a criança nascida na unidade chegou na especializada. A vítima que foi filmada deve ser ouvida de forma mais discreta. O menino que nasceu no domingo é seu terceiro filho. O advogado Joabe Sobrinho, que defende a primeira mulher, disse que ela estava na unidade para dar à luz o primeiro filho. Por ser mãe solteira, ela estava com uma acompanhante, uma amiga. Ele disse que vai processar o médico e o hospital. “Ela conta que ele quis fazer coisas que não eram de sua alçada, como por exemplo colocar a sonda nela. Ele não tinha que fazer isso, e sim o enfermeiro. Ele quis limpá-la. Não é atribuição dele e sim do enfermeiro. Ele começou a falar da tatuagem dela, que “elas eram bonitas, que as letras eram lindas”. Pelo fato dela estar com uma amiga, por ser mãe solteira, ele se aproveitou para fazer isso. Ela não sabe se houve algum ato sexual, porque ela estava apagada. Mas, a sedação foi muito forte e ela ficou apagada. Ela desencadeou tudo isso”, disse o defensor. Sobrinho disse que o crime é hediondo: “Aquele é um momento de fragilidade da mulher, é o primeiro momento que a mãe tem contato com o filho. Ela não chegou a pegar o filho, não viu o filho nascer. Ela só amamentou o filho quatro horas depois”, afirma.

Homem que não viu o filho nascer e agrediu médico é indiciado em Rio Verde (GO)

Um homem de 31 anos foi preso por agredir um médico e três enfermeiras que não o chamaram para assistir ao nascimento do filho, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (11) em uma maternidade da cidade. O investigado foi indiciado por lesão corporal e ameaça. Aos policiais, o médico e as enfermeiras contaram que a gestante chegou na maternidade já em trabalho de parto e foi levada para uma sala de cirurgia. Segundo eles, mãe e pai não disseram que o homem tinha interesse em acompanhar o parto. O pai, então, permaneceu na sala de espera. Ao ver um membro da equipe médica que atendeu a mulher, o homem perguntou se a criança já havia nascido e após a confirmação do nascimento, ele se revoltou por não sido chamado para presenciar parto. A ação foi registrada por câmeras de segurança do local. Um dos enfermeiros relatou que foi empurrado contra a parede, outra conta que foi sacudida pelo homem. Uma terceira vítima disse que o pai do recém-nascido invadiu o centro cirúrgico sem autorização e agrediu o anestesista com dois socos no peito. Segundo os funcionários, o homem gritava pelos corredores que os profissionais tiraram o direito de ele assistir a chegada do filho e fazia ameaças, como “isso não iria ficar assim” e “vocês vão ver”. Os quatro profissionais de saúde foram até a delegacia e registraram um boletim de ocorrência. O homem foi preso em flagrante por ameaça, vias de fato e lesão corporal. Ele segue na Casa de Prisão Provisória à disposição da justiça. Lei do acompanhante Conhecida como Lei do Acompanhante, a Lei Federal nº11.108/2005 obriga os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conveniada ou própria, a permitir que a gestante tenha um acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto, uma vez que a mulher fica em estado de extrema vulnerabilidade durante o processo. O acompanhamento não se restringe apenas ao pai da criança, qualquer pessoa indicada pela gestante pode acompanhar o parto. Vale ressaltar que é um direito e não uma obrigação, assim a mulher pode optar   também por não ter um acompanhante.

Estudantes da UFG desenvolvem robô para fiscalizar obras e rodovias em Goiás

Quatro estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveram um robô construído com peças a preços acessíveis e usado para fiscalizar a qualidade das obras e rodovias goianas. O robô H2 foi projetado e construído durante quatro meses após os estudantes, que são bolsistas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO), receberem a demanda de apresentar uma máquina que auxiliasse na fiscalização de obras públicas. “Pensamos inicialmente que o equipamento seria usado para inspeção de rodovias para saber, por exemplo, como estão as anomalias de uma estrada, se o material empregado estava dentro das especificações. Ele (robô H2) pode ser equipado com GPS, trafegar de forma autônoma e também pode ser controlado”, explica o coordenador da equipe, professor Solon Bevilacqua. De acordo com o grupo, formado por dois estudantes de engenharia da computação, um de engenharia mecânica e um de inteligência artificial, o robô se adapta a qualquer tipo de terreno, basta trocar o pneu. Além disso, há a possibilidade de anexar diversos sensores e equipamentos e suportar até 200 kg. Alguns comandados podem ser transmitidos via wi-fi. Estudantes da UFG desenvolvem robô com peças acessíveis que fiscaliza obras em Goiás (Foto: Divulgação/TCE-GO) “H2”, segundo os desenvolvedores, é uma alusão ao bloco e à sala onde o robô foi construído, na universidade. Material com preço acessível Um dos maiores desafios do grupo foi encontrar peças com preços acessíveis que atendessem as necessidades do grupo. Após pesquisas, eles optaram por fazer a base de alumínio, que é um material barato e fácil de ser encontrado. Para as rodas e o motor, foi usado as mesmas de um skate elétrico, outras peças foram fabricadas em uma impressora 3D. “Só as peças para o estágio em que ele está agora custariam mais de R$ 100 mil e nós gastamos cerca de R$ 3 mil”, afirma o professor.

Bar LGBTQIA+ é embargado por som alto e dono alega discriminação, em Goiânia

Na última sexta-feira (8), a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) embargou o Mocó Bar, localizado no Setor Sul, em Goiânia, sob alegação de perturbação do sossego. Os proprietários do local afirmam que foram alvos de discriminação, já que se trata de um estabelecimento frequentado por membros da comunidade LGBTQIA+ e, principalmente, porque o volume do som do bar não é alto suficiente para causar denúncias. “Sabemos, por exemplo, que bares sertanejos não sofrem com esse tipo de avalanche de denúncias”, afirma um dos donos. O comunicado, segundo os proprietários do bar, chegou após às 17 horas, o que impediu qualquer tentativa de reverter ou protelar a situação. Sendo assim, o estabelecimento ficou fechado durante o último final de semana. O prejuízo estimado do final de semana foi de aproximadamente R$ 50 mil. Um dos proprietários, Dionatan Barroso, diz que as perseguições são frequentes e que uma parte da vizinhança não aprova o bar desde que foi aberto, há mais de 1 ano e meio, justamente por ser frequentado por pessoas LGBTQIA+. Segundo Dionatan, o bar não possui um documento chamado ‘licença de som’ e que mesmo diante de várias tentativas junto à prefeitura, não conseguiram por burocracia. Agora, depois do embargo, serão obrigados a fazer uma reforma estimada em pelo menos R$ 15 mil. Com a reforma, passará a ser permitido, inclusive, música ao vivo, que hoje não existe no local. Porém, para a reabertura, programada para esta terça-feira (12), não poderá contar sequer com som ambiente. “Sofremos perseguições dos vizinhos do Setor Sul desde que abrimos o bar. Esse tipo de empreendimento não é bem-vindo naquele lugar, que esse tipo de cliente não condiz com aquele lugar. Essas coisas eram ditas abertamente à gente ao vivo para não gerar nenhum tipo de provas. Tentaram muitas vezes nos barrar com reclamações de barulho, mas toda vez que a Amma chegava aqui o som estava dentro do limite permitido”, explicou. Local não funcionou durante o final de semana, o que causou um prejuízo estimado em R$ 50 mil (Foto: Reprodução – Redes Sociais) O proprietário também defende que quem frequenta o bar sabe que o som é sempre muito baixo e que os clientes “não são de bagunça”. Em um vídeo, publicado nas redes sociais do estabelecimento, ele explicou o que houve para os clientes e pediu ajuda para voltar a funcionar. No total, foram mais de 30 mil visualizações e mais de 400 comentários apoiando os empresários. “O problema não é o barulho. O problema é o bar. São as pessoas que frequentam o bar. Os donos do bar, nós gays, lésbicas, a comunidade LGBTQIA+, todas as famílias que aceitam essa comunidade. O bar foi criado para ser um lugar que abriga todo mundo. Nós temos um corpo de funcionários diverso. Isso não acontece só com a gente. Isso já aconteceu com vários outros bares e vai acontecer cada vez mais”. Distância das residências O Mocó possui dois vizinhos diretos e, segundo os donos do local, há acústica feita de forma apropriada. “Para registrar a denúncia por perturbação de sossego, a pessoa precisa morar perto. Não entendemos como moradores que estão distantes afirmam que não conseguem dormir pelo barulho do local. Temos muito apoio no bairro, mas existe uma parcela que eu chamei, grosseiramente, de ricos escrotos que querem manter esse padrão de vida como se morassem em um condomínio morando no centro da cidade e que querem acabar (e falam abertamente) com todos os bares e boates do Setor Sul porque isso não condiz com o que eles chamam de residencial. Pela lei municipal, aqui é um bairro misto”, finaliza. Apoio Depois do embargo, os donos do bar afirmam ter recebido também muito apoio de moradores da região, de pessoas que frequentam o local e do vereador Marlon do Santos (Cidadania), que auxiliou na documentação para tentar a reabertura. “O presidente da Amma também nos recebeu de forma muito solícita. Sabemos que o problema não é do poder público, que recebe denúncia e tem obrigação de fiscalizar”. afirma Dionatan. O que diz a Amma? Em nota, a Amma disse ao Mais Goiás que trata apenas das questões ambientais e que o embargo deu-se pela reincidência de denúncias de poluição sonora e por não realizarem a devida adequação acústica necessária, de manter 50 decibeis permitidos durante a noite. “Antes do embargo, uma das medidas para que a poluição sonora seja cessada, o local já tinha recebido diversas vistorias da Agência, bem como notificações e autos de infração, inclusive por falta de licença ambiental. Na segunda-feira (12), Amma recebeu representantes dos moradores da região, bem como do Mocó, para esclarecimento de dúvidas de ambas as partes, e para que a situação fosse regulada. Reforçamos que tratamos apenas de questões ambientais, e para que a lei seja cumprida” *Essa reportagem usou uma entrevista que foi concedida ao OPopular

Militante petista morto a tiros é enterrado com pedidos de fim do ódio

Assassinado por um bolsonarista, o militante petista Marcelo Arruda foi enterrado nesta segunda-feira (11) sob aplausos e pedidos de fim do ódio. Marcelo foi morto pelo policial penal Jorge Guaranho no último sábado (9), após ele invadir sua festa de 50 anos que tinha como temática o PT. O atirador também foi baleado e está internado em estado grave –ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Durante as despedidas do militante chamado de herói, amigos e familiares relataram que nos momentos finais Marcelo conseguiu salvar os presentes na festa. “Lembrem que ele será sempre um herói. Um herói que não usou capa, não voa, não solta raio pelo olho. Mas é um herói que salva vidas. E que a gente possa ter essa história como ensinamento, e vamos acabar com essa história de ódio”. Ele foi enterrado com uma toalha com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marcelo foi velado em um ginásio esportivo na cidade, com a presença de familiares, colegas de trabalho e militantes políticos. Além dos parentes, diversos colegas do PT de Foz do Iguaçu, do qual Marcelo era tesoureiro, e da Guarda Municipal compareceram ao local. Entre as figuras políticas, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, compareceu ao velório. Por volta das 14h, o corpo do guarda saiu do ginásio para um cortejo pela cidade, sob aplausos e gritos de “Marcelo presente”. O comboio de veículos passou em frente a Guarda e depois se dirigiu ao cemitério municipal do bairro Jardim São Paulo. No cemitério, vários amigos e familiares discursaram sobre Marcelo, descrito como alguém pacífico e que lidava bem com as diferenças políticas. Entre os familiares, apesar do clima de comoção, a reportagem ouviu relatos de que há um sentimento de vontade de levar adiante os ideais de Marcelo. Marcelo nasceu na favela, foi engraxate e, segundo familiares, o engajamento em questões sociais veio dessa história. Atualmente, Marcelo era diretor da executiva do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi).Na política partidária, Arruda era tesoureiro do PT. No partido havia mais de dez anos, ele concorreu a vereador e a vice-prefeito pela sigla em eleições municipais recentes. Ele entrou para a Guarda no primeiro concurso da corporação. De esquerda, soube conviver com as diferenças em um ambiente e tinha amigos das mais variadas ideologias. Como ex-militar e guarda, convivia e se dava bem com muitas pessoas mais à direita, incluindo bolsonaristas. Segundo amigos e familiares, o guarda jamais teria iniciado uma briga como fez o bolsonarista que invadiu sua festa e o matou –o homem foi baleado e segue internado.

Professor de escola estadual de SP faz dança sensual em festa junina e é advertido

Durante uma festa junina na escola estadual Professor Lauro Pereira Travassos, na zona sul de São Paulo, um professor subiu no palco e começou a dançar de forma sensual para crianças do ensino fundamental. O vídeo, gravado no início do mês, foi compartilhado nas redes sociais e tem gerado grande repercussão nos últimos dias. O educador, segundo a Secretaria da Educação da capital paulista, foi “advertido sobre a conduta e reorientado” pela direção. Nas imagens, é possível ver o docente fazendo a coreografia de “ANACONDA *o*~~~”, hit da cantora Luísa Sonza enquanto alguns adolescentes também reproduzem. Atitude chamou a atenção de alguns pais: “Fiquei horrorizada como mãe”, escreveu a responsável de uma aluna em uma publicação, compartilhada na página do Facebook “Escolas Abertas”, que é um movimento originado por pais e mães. Em nota, a Seduc afirmou que “a manifestação não fazia parte das apresentações juninas previstas para o evento da unidade escolar e foi prontamente interrompida pela direção da unidade.” Além disso, a pasta ressaltou que o “professor responsável foi advertido sobre a conduta e reorientado pela equipe gestora”. Nas redes sociais, internautas criticaram a postura do educador: “Cadê a dança de festa junina? Dance assim na casa da Anitta. Pelo vídeo o professor quis mostrar o seu talento. Eu no lugar da mãe tb não iria gostar.”, escreveu um internauta. “Ninguém vai à praia de terno nem ao restaurante de sunga/biquíni. Festa junina não é baile funk. Dança inadequada para o local e para a ocasião. O “professor” foi infeliz em seus atos. Lamentável.”, pontuou outro seguidor. “Errado ele está, com certeza. Mas e em casa que as crianças fazem essas danças e postam no Tik Tok e os pais acham bonito. Absurdo. “; “Se parar pra ver certinho todos sabiam a coreografia de crianças a adultos…”, comentou uma seguidora.

Após reunião, Bolsonaro e presidente da Hungria defendem ‘valores familiares’

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, a presidente da Hungria, Katalin Novák. Os dois destacaram pautas conservadores em comum, principalmente em defesa do cristianismo e do que consideram família tradicional. Novák, que tomou posse em maio, é aliada política do primeiro-ministro do país, Viktor Orbán. O húngaro é um dos principais aliados internacionais de Bolsonaro e acompanhou a posse do brasileiro, em 2019. Bolsonaro retribuiu a visita em fevereiro deste ano. — Temos muita coisa em comum, em especial a defesa dos valores familiares. Somos pela liberdade religiosa, pela liberdade da imprensa. E eu disse-lhe agora há pouco que tenho um rito de todo dia antes de levantar e antes de ir pra presidência, dobrar o joelho, rezar um pai nosso, e pedir para que o povo brasileiro não experimente as dores do comunismo — discursou Bolsonaro, no Planalto. Em sua fala, Novák ressaltou a queda no número de casamentos no Brasil e disse que o governo precisa atuar nessa área. — Destaquei ao senhor presidente Bolsonaro que devemos, sim, manter essa questão da formação de uma família no ponto central do governo, de modo que possamos prover apoio às pessoas que queiram estabelecer uma família. A presidente húngara também declarou famílias são formadas apenas por um homem e uma mulher e que a solução contra a queda da natalidade não pode ser por meio da imigração. A oposição a migrantes e refugiados, especialmente muçulmanos, e aos direitos LGBTQ são dois dos pilares do discurso político de Órban. — Nós acreditamos que a mãe é mulher e que o pai é homem, e não aceitamos outro tipo de justificativa. Considerando o fato que são sociedades cristãs, também não achamos que podemos resolver essa questão de redução da população com soluções migratórias. Essa foi a primeira visita de Novák para fora da Europa desde que tomou posse. Após uma reunião no Planalto, foi oferecido um almoço no Palácio da Alvorada, com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ex-ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), que era uma das principais vozes conservadoras do governo.

Justiça determina prisão preventiva de 4 investigados na morte de Dom e Brunov

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de quatro investigados pelos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. A decisão é deste sábado (9). A determinação teve como alvos Rubens Villar Coelho, conhecido por “Colômbia”, detido pela Polícia Federal na sexta (8) com documentos falsos; e o trio Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”; o irmão dele Oseney da Costa Oliveira, o “Dos Santos”; e Jefferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, presos ainda em junho. “Todos os presos serão oportunamente transferidos para Manaus, onde permanecerão à disposição das autoridades policiais e da Justiça Federal”, diz nota da Polícia Federal. Dom e Bruno foram assassinados no Vale do Javari, Amazonas. Eles desapareceram em 5 de junho. Os corpos foram encontrados após 11 dias de buscas, que também resultaram, inicialmente, nas prisões de Amarildo da Costa Oliveira e Oseney da Costa de Oliveira. Jefferson foi o terceiro a ser preso. Ele se entregou em 18 de junho na delegacia de Atalaia do Norte.