Projeto em 19 maternidades do SUS reduz mortalidade materna em 37%

Projeto desenvolvido em 19 hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) reduziu a mortalidade materna em mais de 30%. Foram desenvolvidas ações de melhoria nos procedimentos médicos com foco nos três principais motivos para a morte de gestantes, que são: hipertensão, hemorragia e infecção. O projeto é coordenado pelo Hospital Albert Einstein com apoio do programa MSD para Mães, da farmacêutica Merck. O Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna é celebrado neste sábado (28). A ação resultou na queda de 37% na taxa de mortalidade materna geral. Quando observados apenas os três fatores que causam mais mortes, o índice é ainda maior: 58%. Nos casos de sepse, que é a infecção generalizada, foi registrada queda de 73%. Considerando apenas os casos de hemorragia, houve redução de 86%. A iniciativa utiliza uma metodologia chamada ciência da melhoria. “A gente faz uma análise de como funciona hoje o atendimento de uma gestante que está sob um risco, com base nesta análise de fluxo, a gente consegue atuar sobre os pontos em que há um risco maior. Testamos as mudanças junto com eles [a equipe]”, explica Romulo Negrini, coordenador médico da obstetrícia do Einstein. São feitos, então, testes em pequenas escalas e, a partir da análise dos resultados, são estabelecidos novos processos. Dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, mostram que a cada 100 mil nascimentos registrados, 107 mulheres morrem por causas relacionadas à gestação e ao parto. “Hoje, a gente chama esse projeto de ‘Todas as mães importam’, porque nós não queremos perder nenhuma mãe. A gente reconhece que 92% das mortes maternas são evitáveis”, aponta Negrini. A fase piloto do Projeto de Redução de Mortalidade Materna foi feita no Hospital Agamenon Magalhães, em Recife. Depois, a iniciativa foi ampliada para 19 hospitais públicos, distribuídos em sete estados: além de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Pará e Rondônia. Da fase atual, iniciada em agosto de 2021 na Bahia, participam cinco maternidades de Salvador, uma de Feira de Santana e nove unidades de atenção primária também em Salvador. Pontos de atenção Negrini destaca que o projeto na Bahia abrange não apenas hospitais, mas toda a rede de saúde. “Hospital, unidade básica, onde é feito o atendimento pré-natal e o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], que é aquele sistema de atendimento móvel que faz o transporte das pacientes de uma unidade de baixo risco para uma unidade de risco maior”, enumera. Ele aponta o pré-natal como uma etapa fundamental para a identificação de cuidados necessários. O médico acrescenta que os primeiros passos incluem saber se a paciente está sob risco. “Trabalhamos com eles [equipes] quais os critérios para o reconhecimento desse risco e aí a atuação em cima desse reconhecimento”, aponta. Um segundo entrave para um atendimento adequado envolve dificuldades de transporte da paciente. “Estou numa unidade que eu tenho poucos recursos e eu preciso transferir para a unidade de mais recursos, mas existem coisas que eu posso fazer antes. Não preciso necessariamente esperar a transferência”, exemplifica. Outro aspecto que o coordenador chama atenção é o recorte de raça para as mortes maternas. “Independentemente da classe social, se a gente considerar pessoas da mesma classe social, as mulheres pretas e pardas morrem mais do que as mulheres brancas. A gente trabalha muito nesse quesito para que isso seja considerado um fator de atenção para que a gente possa dar equidade no atendimento. É um dos quesitos importantes do nosso projeto”, explicou. Desafios A covid-19 representou um complicador a mais em um cenário já preocupante de mortalidade materna. “Pensando no Brasil, a gente vem em uma descendente, mas uma descendente muito lenta. Existe um pacto, da saúde do milênio, para que a gente chegue a 30 mortes para cada 100 mil nascidos em 2030. Entretanto, na era covid, pensando no Brasil como um todo, a gente chegou a mais de 100 mortes para cada 100 mil nascidos vivos”, lamentou o médico. Ele lembra que antes a taxa era de 70 mortes para cada 100 mil nascidos. “Se a gente considerar países europeus, eles têm menos de 10. A gente tem muito o que caminhar”, comparou. Ele lembra, como outro aspecto que pode ter favorecido as mortes de gestantes na pandemia, a menor frequência na busca por serviços de saúde. “Aquelas mulheres que tinham medo de sair de casa, medo de ir ao hospital, então uma hipertensa, que poderia ter um controle, passa a se descontrolar, porque não teve o acompanhamento pré-natal adequado; uma diabética não teve o acompanhamento adequado. Isso tudo acaba contribuindo”, acrescentou.
Lula diz esperar que Moro tenha o direito de defesa que ele não teve na Lava Jato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira esperar que o ex-juiz Sergio Moro tenha o direito de defesa que ele não teve em referência ao caso em que se tornou réu pela Justiça a pedido de deputados do PT. “Só espero que ele tenha o direito de defesa e a presunção de inocência que eu não tive com ele”, disse o petista sobre as ações em que foi condenado e preso pela Operação Lava Jato. Lula disse ainda esperar que Moro possa ter um tratamento honesto por parte da imprensa, e não com a cobertura parcial que disse ter tido quando investigado e condenado nos casos do tríplex de Guarujá e do sítio de Atibaia. “O que eu quero que aconteça com o Moro e com qualquer outra pessoa neste país é que eles tenham um julgamento decente, digno e respeitoso. Que eles tenham direito a presunção da inocência e que possam provar as coisas que fizeram e que não fizeram”, seguiu o ex-presidente. ++ Veja fotos do casamento de Lula e Janja “Eu, pessoalmente, acho que o Moro cometeu um crime contra esse país. Os prejuízos que esse país teve com o Carnaval que o Moro protocolou nesse país é muito grande”, disse Lula. Moro virou réu em uma ação popular em que deputados federais do PT pedem que ele seja condenado a ressarcir os cofres públicos por alegados prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira por sua atuação à frente da Operação Lava Jato. A ação judicial foi apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Os petistas não estipularam o valor da indenização a ser pago em caso de condenação. Na segunda (23), o juiz Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a inicial, o que significa que dará curso à ação. E determinou: “Cite-se o réu”. Na ação, assinada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena o grupo Prerrogativas, os parlamentares afirmam que “o ex-juiz Sergio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais”. “O distúrbio na Petrobras afetou toda a cadeia produtiva e mercantil brasileira, principalmente o setor de óleo e gás.” A iniciativa da ação é dos deputados petistas Rui Falcão (SP), Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), José Guimarães (CE) e Paulo Pimenta (RS). Nesta terça, Moro disse que a ação do PT em que virou réu é “risível” e que a decisão judicial não envolve juízo de valor. “A ação popular proposta por membros do PT contra mim é risível. Assim que citado, me defenderei. A decisão do juiz de citar-me não envolve qualquer juízo de valor sobre a ação.” “Todo mundo sabe que o que prejudica a economia é a corrupção e não o combate a ela. A inversão de valores é completa: Em 2022, o PT quer, como disse Geraldo Alckmin, não só voltar a cena do crime, mas também culpar aqueles que se opuseram aos esquemas de corrupção da era petista.”
Varíola dos macacos: Anvisa esclarece que não recomendou isolamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota nesta terça-feira (24) esclarecendo as recomendações feitas pela agência para retardar a entrada do vírus da varíola dos macacos no Brasil. Segundo a Anvisa, foi apenas reforçada a adoção das medidas que já estão em vigência em aeroportos e em aeronaves e que são destinadas a proteger “o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças.” Na nota, a Anvisa esclarece que não recomendou o “isolamento” como uma medida para o enfrentamento à varíola dos macacos. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola do macaco pode ser transmitida aos seres humanos através do contato próximo com uma pessoa ou animal infectado, ou com material contaminado com o vírus. O vírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama”, diz a nota. A Anvisa informou que atua consoante com as ações das agências internacionais e de organismos mundiais de saúde e que permanece monitorando a evolução dos casos da varíola dos macacos, mantendo um contato constante com o Ministério da Saúde. “Tão logo se justifique, serão propostas as medidas sanitárias, quando cabíveis, em aditamento às regras existentes e vigentes no Brasil.” A doença A varíola de macaco é uma doença pouco conhecida porque a incidência é maior na África. Até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há 131 casos confirmados de varíola dos macacos, registrados fora do continente africano e 106 outros casos suspeitos, desde que o primeiro caso foi relatado em 7 de maio. Diante do quadro, o Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos no Brasil. A medida, anunciada pela pasta na noite desta segunda-feira (23), tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença. “Até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país”, informou o Ministério da Saúde, em nota. A pasta afirma que encaminhou aos estados um comunicado de risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença. + Portugueses publicam genoma do vírus da varíola dos macacos; leia
Lula marca 40% das intenções votos e Bolsonaro 32%, em pesquisa CNN/RealTime Big Data

Na manhã desta quarta-feira (25), foi divulgada a pesquisa CNN/RealTime Big Data para as eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 40% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%; e por Ciro Gomes (PDT), com 9%. Depois aparecem André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2%; e Luciano Bivar (União Brasil), com 1%. Este é o cenário sem o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), que desistiu de disputar a Presidência na última segunda-feira (23). Não pontuaram os pré-candidatos Vera Lúcia (PSTU), Pablo Marçal (Pros), Sofia Manzano (PCB), Felipe d’Avila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e José Maria Eymael (DC). Os que dizem votar em branco ou nulo somam 9%. Os indecisos e os que não responderam correspondem a 5%. A pesquisa CNN/RealTime Big Data foi feita via telefone e ouviu 3 mil pessoas entre segunda-feira (23) e terça (24). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem 95% de confiança. + Bolsonaro e Lula têm as maiores rejeições para líderes da corrida eleitoral desde 1989 *Com informações da CNN
Projeto na Câmara prevê mensalidade em universidade pública

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2019, que propõe cobrar mensalidade em universidades públicas, deve ser votada na próxima semana. A ideia é que as instituições usem os recursos captados para dívidas de custeio, como água e luz, e a gratuidade seja mantida só para alunos que não tenham condições socioeconômicas de arcar com os custos. O valor mensal seria definido pelo Ministério da Educação (MEC). A PEC está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, segundo o relator, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP). O grupo precisa avaliar a admissibilidade da proposta, ou seja se a PEC não viola as cláusulas pétreas da Constituição. Caso seja admitida, ela terá mérito analisado por uma comissão especial, que pode alterar a proposta original – com prazo de 40 sessões para votação. Só então vai ao plenário. Por ser uma PEC, a aprovação ainda depende dos votos favoráveis de três quintos dos deputados (308), em dois turnos. Após a aprovação em uma Casa, é enviada para a outra – neste caso, o Senado. Se aprovada, é promulgada na forma de emenda constitucional – se houver modificação substancial, não só na redação, ainda volta à Casa de origem. Autor da proposta, o deputado federal General Peternelli (União Brasil-SP) justifica a mudança no artigo 206 da Constituição com base no relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco Mundial em 2017. O estudo da entidade diz que o gasto brasileiro com estudantes do ensino superior público é “muito superior” ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. Mudança de perfil Peternelli, que está entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, escreveu que a “maioria dos estudantes dessas universidades acaba sendo oriunda de escolas particulares e poderia pagar a mensalidade”. “Não seria correto que toda a sociedade financie o estudo de jovens de classes mais altas. A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular, em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida”, continua a justificativa. Nesta segunda-feira, os Institutos Villas Bôas, Sagres e Federalista apresentaram o Projeto de Nação, O Brasil em 2035. O documento, dentre outros pontos, prevê que a classe média deve pagar mensalidades nas universidades públicas. Na última década, a implementação das cotas socioeconômicas e raciais levou para as universidades alunos de perfil socioeconômico mais vulnerável. Pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), de 2018, indica que 70,2% dos alunos estão na faixa de renda mensal familiar per capita de 1,5 salário mínimo. Alunos que cursaram ensino médio em escolas públicas foram maioria (64,7%) – e os que cursaram em particulares representaram 35,3%. Especialistas divergem Presidente da associação de reitores das instituições federais, a Andifes, Marcus Vinicius David diz que a proposta se baseia em “tese ultrapassada” de que as universidades públicas são ocupadas apenas por segmentos sociais de maior renda. Reitor da Federal de Juiz de Fora (UFJF), ele avalia que a mensalidade, mesmo que para alunos mais abastados, elitizaria as instituições. “A educação superior de qualidade é muito cara. Se estabelecer os custos, colocaremos valores inacessíveis para a classe média”, pondera. Já o professor do Insper, Sergio Firpo, é favorável à mensalidade para os mais ricos desde que “ajude na distribuição de gastos”, com benefício aos mais pobres. Firpo destaca que o modelo de financiamento já é usado em outros países, como os EUA. “Público não é igual à gratuito”, diz. “Havendo gente que possa pagar não há razão para não cobrar, dado que é algo que você se beneficia privadamente também.” Já Paulo Meyer Nascimento, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é contrário à mensalidade. Ele defende cobrar sobre a renda futura, como é na Austrália, segundo ele. O valor a ser cobrado seria moldado conforme o desempenho do profissional no mercado de trabalho.
No maior aumento da história, planos de saúde ficarão 15,5% mais caros

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, nesta quinta-feira, um reajuste recorde de 15,5% para os planos individuais e familiares, bem acima da inflação em 12 meses fechados abril que ficou em 12,13%. O maior aumento até então tinha sido aplicado em 2016, de 13,57% . O índice foi divulgado durante reunião extraordinária, teve um único voto contrário, o da diretora Eliane Medeiros, que apesar de dizer reconhecer a seriedade do trabalho e do índice, foi contra o reajuste, sem, no entanto, justificar a sua decisão. O índice é válido para o período entre 1º maio de 2022 e 30 de abril de 2023, para aplicação no aniversário do contrato. É a primeira vez que o percentual é divulgado no mês de sua incidência. Nos outros anos o índice foi divulgado depois da data e aplicado retroativamente. Os oito milhões de contratos individuais, que representam 16,78% dos 49,35 milhões de usuários da saúde suplementar, são os únicos a terem o aumento limitado pela ANS, para os contratos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão, vale a livre negociação. Neste ano, nos planos coletivos, há casos que chegaram a bater nos 90%, o que levou muitas empresas a recorrerem à Justiça na tentativa de baixar os índices. No ano passado, a redução de procedimentos por conta do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, levou a uma inédita redução das mensalidades em 8,19%. Segundo Cesar Serra, diretor adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação de Operadoras (Diope), da ANS, não seria correto avaliar o reajuste apenas pelo índice deste ano. Uma análise completa, diz, teria que levar em conta os três anos da pandemia. E nesse contexto, destaca, a variação fica abaixo do principal índice de inflação do país que é o IPCA no mesmo período. No ano passado, a Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a chamada inflação da saúde, bateu em 22,59%, após retração de 2,1% no primeiro ano de pandemia, segundo Mercer Marsh Benefícios. -A nova metodologia de reajuste da ANS está em vigor há quatro anos e reflete o que foi feito no ano anterior, por isso, em 2020, apesar do contexto o reajuste foi positivo em 8%, porque era um espelho do que tinha sido feito em 2019, e o do ano passado foi negativo em 8,19% – explica Serra, destacando que o novo cálculo traz um fator de eficiência que reduz o percentual de reajuste. Inflação dos hortifrutigranjeiros em 2022 O economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que em geral a inflação do setor de saúde sobe mais do que o índice geral de preços ao consumidor. Segundo ele, o índice terá um impacto grande no orçamento das famílias e efeitos significativos no cálculo da inflação oficial deste ano: – O índice vem no sentido de uma recuperação de dois reajustes próximos, 8% por conta da recuperação dos preços em 2021, e outros 8% fazendo frente à evolução dos custos recentes. Bem para famílias isso não fará e vai ser um impacto muito grande para inflação como um todo. Um pouco do reajuste deste ano será para acomodar no espaço da queda do ano passado. Ou seja, aquela economia do ano passado de certa forma volta para o setor – avalia Braz. Lucas Andrietta, economista Grupo de Estudos sobre Planos de Saúde e Interações Público-Privadas (GEPS-FMUSP), diz que é inegável que há de fato uma inflação na saúde acima do restante da economia. Mas considera que a ANS deveria enfrentar de forma mais enérgica sobre outros pontos fundamentais para a sustentabilidade do setor. – A responsabilidade da ANS não é proteger a lucratividade dos planos de perdas inflacionárias, mas proteger o consumidor de condutas abusivas das operadoras e possibilidade excepcionais de insustentabilidade financeira. Mas ideia de sustentabilidade financeira deve se prestar apenas a garantias para os pacientes, afirma o economista. E acrescenta: – O aumento indefinido das despesas assistenciais na saúde suplementar é prejudicial para todo o sistema de saúde e suas causas são muito pouco compreendidas exatamente pela dificuldade de monitorar e regular o setor. Esse “cenário” não pode ser mobilizado apenas na hora de garantir reajustes ou de garantir receitas crescentes para as operadoras – pondera o economista. A advogada Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), chamou atenção para o fato de que percentual de reajuste, em sua avaliação “elevadíssimo”, poderá expulsar consumidores dos planos de saúde. – Enquanto a população brasileira sofre com uma crise de proporções únicas desde o início da pandemia, as operadoras apenas aumentam seus lucros. Poucos setores da economia foram beneficiados pela pandemia, menos ainda ampliaram tanto seus ganhos como a saúde suplementar brasileira. Nada disso se reverteu em alívio para o consumidor, que agora terá de arcar com mais um reajuste. A metodologia da ANS foi pensada para momentos de estabilidade e não situações atípicas como a presente. O mínimo que se espera das empresas é que não repassem isso ao consumidor – diz Ana Carolina. Por outro lado, o advogado Rafael Robba, especialista em saúde do escritório Vilhena e Silva, pondera que o último pelo boletim da Covid divulgado pela ANS não demonstra o aumento excessivo da sinistralidade das operadoras capaz de justificar um reajuste que seria o maior da história para os planos individuais. Além do aumento do número de usuários – 49,35 milhões, o maior desde 2016, e da baixa inadimplência. A preocupação agora também são com os planos coletivos, que não são alcançados pelo teto imposto de reajuste dos contratos individuais: – Os individuais representam 20% do mercado. O que assusta também são os coletivos, que passam totalmente alheios do teto deste reajuste. Esses consumidores ficam numa situação de extrema vulnerabilidade. O índice dos individuais é quase um ponto de partida – afirma Robba. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) apresentou dados, na última quarta-feira, dia 25, mostrando que a sinistralidade das operadoras subiu de 76,2%, em 2020, para 86,2% no ano
Motorista de aplicativo suspeito de beijar adolescente à força é preso no DF

Um motorista de aplicativo foi preso por importunação sexual após beijar uma adolescente, de 16 anos, à força durante uma corrida no Distrito Federal (DF). Segundo a vítima, o homem ainda teria apalpado seus seios e fazia perguntas íntimas que, segundo ela, eram ignoradas. Ao chegar ao destino, o homem teria travado as portas do veículo, impedindo que ela saísse. Ainda segundo o relato, ele passou as mãos no corpo da vítima e forçou o beijo na boca. Colegas da adolescente a esperavam no destino e se aproximaram do veículo, momento que o motorista a deixou descer do carro e saiu do local, em alta velocidade. O fato aconteceu na última segunda-feira (23). Homem foi preso com drogas Após denúncias, as equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificaram o patrulhamento na região em busca do motorista e o encontraram na primeira Avenida Norte com uma passageira. No carro, os policiais encontraram duas porções de crack escondidas no forro da porta do condutor. Segundo ele, a droga seria para consumo próprio. Ao ser questionado, o motorista assumiu que teria dado um beijo na boca de uma jovem, mas que teria sido consentido e que não sabia que a jovem era menor. A ocorrência foi registrada na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) e as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) seguem em segredo de Justiça.
‘Transfer-Ido’: Empresária denuncia golpe no Pix com montagem no Rio

Uma empresária quase caiu no golpe do Pix no Rio de Janeiro. Jéssica Rodriguez é nutricionista e tem uma loja de roupas on-line. Ela recebeu via Instagram um pedido grande no total de R$3.200. Mas na hora de receber o comprovante de transferência percebeu que se tratava de uma montagem. Comprador desapareceu. O print enviado pelo suposto comprador mostrava o que seria a confirmação de um pagamento. Mas sobre o botão ‘Transferir’, a pessoa acrescentou um ‘Ido’. O comprador também tinha uma loja on-line e não quis pagar adiantado. Alegou ser um valor muito alto e acertou de fazer o pix no dia da entrega, na última quarta-feira (25). “É golpe, né?” A empresária chamou um motorista de aplicativo para fazer a entrega da encomenda e o comprador teria dito que na metade do caminho faria a transferência. Com as roupas a caminho, o comprador começou a dar desculpas de lentidão no banco e instabilidade no sistema. A empresária, então, alertou o motorista: “Se eu não te der o OK, não entrega, porque eu tô achando que é golpe!”. Um primeiro print chegou. “Tela preta! É golpe, né?. Aí ele mandou o outro print.”. O motorista voltou com a encomenda. Segundo a empresária, depois disso, o comprador desapareceu e o perfil que era usado não existe mais.
Hacker invade painel de publicidade de aeroporto no Rio e exibe vídeos pornô

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) acionou a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27), após vídeos pornográficos serem exibidos em um totem de publicidade do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. O painel fica localizado na área de embarque do aeroporto. Em vez de material publicitário, o totem exibiu imagens de um famoso portal de conteúdo sexual. Passageiros que circularam pelo local se dividiram entre risos e reações de perplexidade. A suspeita é de que o painel tenha sido hackeado. Em nota, a Infraero esclareceu que o totem é administrado por uma empresa terceirizada e que “o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero”. Confira a nota da infraero na íntegra: “Ao tomar conhecimento da publicação indevida em um dos monitores publicitários do Aeroporto de Santos Dumont, a Infraero tomou as medidas legais cabíveis, com registro de boletim de ocorrência e comunicação à Polícia Federal, bem como a notificação da empresa terceirizada responsável pela sua gestão para tomar providências quanto à segurança das informações veiculadas em totens de mídia nesta sexta-feira (27/5). Ressaltamos que o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero. Nesse sentido, reforçando seu compromisso com a segurança de seus passageiros, informamos que os monitores relacionados ao caso permanecerão desligados em nossa rede de aeroportos até que esteja garantida pela empresa exploradora de mídia sua confiabilidade.”
Suspeito de usar fotos de vítimas para aplicar golpes em Aracaju (SE) é preso em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem suspeito de usar fotos de outras pessoas para aplicar golpes em amigos e familiares das vítimas. Os crimes aconteceram em 2020 em Aracaju (capital do Sergipe) e em Goiânia. A operação, denominada Perfil Fake, contou com o apoio da Polícia Civil de Sergipe e cumpriu ainda quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, o suspeito pegava fotos das vítimas em perfis nas redes sociais e as colocava como imagem de perfil em um novo número de telefone. Em seguida, ele conseguia os contatos de pessoas próximas das vítimas e solicitava transferências bancárias. O homem foi localizada em uma residência da capital, onde a polícia encontrou cartões de crédito, aparelhos eletrônicos e outros objetos usados para aplicar os golpes. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, onde prestou depoimento e foi detido por estelionato. Casa onde o suspeito de usar fotos de vítimas para aplicar golpes morava, em Goiânia (Foto: Divulgação/Polícia Civil) A investigação continua a fim de identificar e prender outros envolvidos no crime.