Varíola dos macacos: Anvisa esclarece que não recomendou isolamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota nesta terça-feira (24) esclarecendo as recomendações feitas pela agência para retardar a entrada do vírus da varíola dos macacos no Brasil. Segundo a Anvisa, foi apenas reforçada a adoção das medidas que já estão em vigência em aeroportos e em aeronaves e que são destinadas a proteger “o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças.” Na nota, a Anvisa esclarece que não recomendou o “isolamento” como uma medida para o enfrentamento à varíola dos macacos. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola do macaco pode ser transmitida aos seres humanos através do contato próximo com uma pessoa ou animal infectado, ou com material contaminado com o vírus. O vírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama”, diz a nota. A Anvisa informou que atua consoante com as ações das agências internacionais e de organismos mundiais de saúde e que permanece monitorando a evolução dos casos da varíola dos macacos, mantendo um contato constante com o Ministério da Saúde. “Tão logo se justifique, serão propostas as medidas sanitárias, quando cabíveis, em aditamento às regras existentes e vigentes no Brasil.” A doença A varíola de macaco é uma doença pouco conhecida porque a incidência é maior na África. Até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há 131 casos confirmados de varíola dos macacos, registrados fora do continente africano e 106 outros casos suspeitos, desde que o primeiro caso foi relatado em 7 de maio. Diante do quadro, o Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos no Brasil. A medida, anunciada pela pasta na noite desta segunda-feira (23), tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença. “Até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país”, informou o Ministério da Saúde, em nota. A pasta afirma que encaminhou aos estados um comunicado de risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença. + Portugueses publicam genoma do vírus da varíola dos macacos; leia

Lula marca 40% das intenções votos e Bolsonaro 32%, em pesquisa CNN/RealTime Big Data

Na manhã desta quarta-feira (25), foi divulgada a pesquisa CNN/RealTime Big Data para as eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 40% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%; e por Ciro Gomes (PDT), com 9%. Depois aparecem André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2%; e Luciano Bivar (União Brasil), com 1%. Este é o cenário sem o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), que desistiu de disputar a Presidência na última segunda-feira (23). Não pontuaram os pré-candidatos Vera Lúcia (PSTU), Pablo Marçal (Pros), Sofia Manzano (PCB), Felipe d’Avila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e José Maria Eymael (DC). Os que dizem votar em branco ou nulo somam 9%. Os indecisos e os que não responderam correspondem a 5%. A pesquisa CNN/RealTime Big Data foi feita via telefone e ouviu 3 mil pessoas entre segunda-feira (23) e terça (24). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem 95% de confiança. + Bolsonaro e Lula têm as maiores rejeições para líderes da corrida eleitoral desde 1989 *Com informações da CNN

Projeto na Câmara prevê mensalidade em universidade pública

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2019, que propõe cobrar mensalidade em universidades públicas, deve ser votada na próxima semana. A ideia é que as instituições usem os recursos captados para dívidas de custeio, como água e luz, e a gratuidade seja mantida só para alunos que não tenham condições socioeconômicas de arcar com os custos. O valor mensal seria definido pelo Ministério da Educação (MEC). A PEC está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, segundo o relator, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP). O grupo precisa avaliar a admissibilidade da proposta, ou seja se a PEC não viola as cláusulas pétreas da Constituição. Caso seja admitida, ela terá mérito analisado por uma comissão especial, que pode alterar a proposta original – com prazo de 40 sessões para votação. Só então vai ao plenário. Por ser uma PEC, a aprovação ainda depende dos votos favoráveis de três quintos dos deputados (308), em dois turnos. Após a aprovação em uma Casa, é enviada para a outra – neste caso, o Senado. Se aprovada, é promulgada na forma de emenda constitucional – se houver modificação substancial, não só na redação, ainda volta à Casa de origem. Autor da proposta, o deputado federal General Peternelli (União Brasil-SP) justifica a mudança no artigo 206 da Constituição com base no relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco Mundial em 2017. O estudo da entidade diz que o gasto brasileiro com estudantes do ensino superior público é “muito superior” ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. Mudança de perfil Peternelli, que está entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, escreveu que a “maioria dos estudantes dessas universidades acaba sendo oriunda de escolas particulares e poderia pagar a mensalidade”. “Não seria correto que toda a sociedade financie o estudo de jovens de classes mais altas. A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular, em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida”, continua a justificativa. Nesta segunda-feira, os Institutos Villas Bôas, Sagres e Federalista apresentaram o Projeto de Nação, O Brasil em 2035. O documento, dentre outros pontos, prevê que a classe média deve pagar mensalidades nas universidades públicas. Na última década, a implementação das cotas socioeconômicas e raciais levou para as universidades alunos de perfil socioeconômico mais vulnerável. Pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), de 2018, indica que 70,2% dos alunos estão na faixa de renda mensal familiar per capita de 1,5 salário mínimo. Alunos que cursaram ensino médio em escolas públicas foram maioria (64,7%) – e os que cursaram em particulares representaram 35,3%. Especialistas divergem Presidente da associação de reitores das instituições federais, a Andifes, Marcus Vinicius David diz que a proposta se baseia em “tese ultrapassada” de que as universidades públicas são ocupadas apenas por segmentos sociais de maior renda. Reitor da Federal de Juiz de Fora (UFJF), ele avalia que a mensalidade, mesmo que para alunos mais abastados, elitizaria as instituições. “A educação superior de qualidade é muito cara. Se estabelecer os custos, colocaremos valores inacessíveis para a classe média”, pondera. Já o professor do Insper, Sergio Firpo, é favorável à mensalidade para os mais ricos desde que “ajude na distribuição de gastos”, com benefício aos mais pobres. Firpo destaca que o modelo de financiamento já é usado em outros países, como os EUA. “Público não é igual à gratuito”, diz. “Havendo gente que possa pagar não há razão para não cobrar, dado que é algo que você se beneficia privadamente também.” Já Paulo Meyer Nascimento, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é contrário à mensalidade. Ele defende cobrar sobre a renda futura, como é na Austrália, segundo ele. O valor a ser cobrado seria moldado conforme o desempenho do profissional no mercado de trabalho.

No maior aumento da história, planos de saúde ficarão 15,5% mais caros

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, nesta quinta-feira, um reajuste recorde de 15,5% para os planos individuais e familiares, bem acima da inflação em 12 meses fechados abril que ficou em 12,13%. O maior aumento até então tinha sido aplicado em 2016, de 13,57% . O índice foi divulgado durante reunião extraordinária, teve um único voto contrário, o da diretora Eliane Medeiros, que apesar de dizer reconhecer a seriedade do trabalho e do índice, foi contra o reajuste, sem, no entanto, justificar a sua decisão. O índice é válido para o período entre 1º maio de 2022 e 30 de abril de 2023, para aplicação no aniversário do contrato. É a primeira vez que o percentual é divulgado no mês de sua incidência. Nos outros anos o índice foi divulgado depois da data e aplicado retroativamente. Os oito milhões de contratos individuais, que representam 16,78% dos 49,35 milhões de usuários da saúde suplementar, são os únicos a terem o aumento limitado pela ANS, para os contratos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão, vale a livre negociação. Neste ano, nos planos coletivos, há casos que chegaram a bater nos 90%, o que levou muitas empresas a recorrerem à Justiça na tentativa de baixar os índices. No ano passado, a redução de procedimentos por conta do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, levou a uma inédita redução das mensalidades em 8,19%. Segundo Cesar Serra, diretor adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação de Operadoras (Diope), da ANS, não seria correto avaliar o reajuste apenas pelo índice deste ano. Uma análise completa, diz, teria que levar em conta os três anos da pandemia. E nesse contexto, destaca, a variação fica abaixo do principal índice de inflação do país que é o IPCA no mesmo período. No ano passado, a Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a chamada inflação da saúde, bateu em 22,59%, após retração de 2,1% no primeiro ano de pandemia, segundo Mercer Marsh Benefícios. -A nova metodologia de reajuste da ANS está em vigor há quatro anos e reflete o que foi feito no ano anterior, por isso, em 2020, apesar do contexto o reajuste foi positivo em 8%, porque era um espelho do que tinha sido feito em 2019, e o do ano passado foi negativo em 8,19% – explica Serra, destacando que o novo cálculo traz um fator de eficiência que reduz o percentual de reajuste. Inflação dos hortifrutigranjeiros em 2022 O economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que em geral a inflação do setor de saúde sobe mais do que o índice geral de preços ao consumidor. Segundo ele, o índice terá um impacto grande no orçamento das famílias e efeitos significativos no cálculo da inflação oficial deste ano: – O índice vem no sentido de uma recuperação de dois reajustes próximos, 8% por conta da recuperação dos preços em 2021, e outros 8% fazendo frente à evolução dos custos recentes. Bem para famílias isso não fará e vai ser um impacto muito grande para inflação como um todo. Um pouco do reajuste deste ano será para acomodar no espaço da queda do ano passado. Ou seja, aquela economia do ano passado de certa forma volta para o setor – avalia Braz. Lucas Andrietta, economista Grupo de Estudos sobre Planos de Saúde e Interações Público-Privadas (GEPS-FMUSP), diz que é inegável que há de fato uma inflação na saúde acima do restante da economia. Mas considera que a ANS deveria enfrentar de forma mais enérgica sobre outros pontos fundamentais para a sustentabilidade do setor. – A responsabilidade da ANS não é proteger a lucratividade dos planos de perdas inflacionárias, mas proteger o consumidor de condutas abusivas das operadoras e possibilidade excepcionais de insustentabilidade financeira. Mas ideia de sustentabilidade financeira deve se prestar apenas a garantias para os pacientes, afirma o economista. E acrescenta: – O aumento indefinido das despesas assistenciais na saúde suplementar é prejudicial para todo o sistema de saúde e suas causas são muito pouco compreendidas exatamente pela dificuldade de monitorar e regular o setor. Esse “cenário” não pode ser mobilizado apenas na hora de garantir reajustes ou de garantir receitas crescentes para as operadoras – pondera o economista. A advogada Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), chamou atenção para o fato de que percentual de reajuste, em sua avaliação “elevadíssimo”, poderá expulsar consumidores dos planos de saúde. – Enquanto a população brasileira sofre com uma crise de proporções únicas desde o início da pandemia, as operadoras apenas aumentam seus lucros. Poucos setores da economia foram beneficiados pela pandemia, menos ainda ampliaram tanto seus ganhos como a saúde suplementar brasileira. Nada disso se reverteu em alívio para o consumidor, que agora terá de arcar com mais um reajuste. A metodologia da ANS foi pensada para momentos de estabilidade e não situações atípicas como a presente. O mínimo que se espera das empresas é que não repassem isso ao consumidor – diz Ana Carolina. Por outro lado, o advogado Rafael Robba, especialista em saúde do escritório Vilhena e Silva, pondera que o último pelo boletim da Covid divulgado pela ANS não demonstra o aumento excessivo da sinistralidade das operadoras capaz de justificar um reajuste que seria o maior da história para os planos individuais. Além do aumento do número de usuários – 49,35 milhões, o maior desde 2016, e da baixa inadimplência. A preocupação agora também são com os planos coletivos, que não são alcançados pelo teto imposto de reajuste dos contratos individuais: – Os individuais representam 20% do mercado. O que assusta também são os coletivos, que passam totalmente alheios do teto deste reajuste. Esses consumidores ficam numa situação de extrema vulnerabilidade. O índice dos individuais é quase um ponto de partida – afirma Robba. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) apresentou dados, na última quarta-feira, dia 25, mostrando que a sinistralidade das operadoras subiu de 76,2%, em 2020, para 86,2% no ano

Motorista de aplicativo suspeito de beijar adolescente à força é preso no DF

Um motorista de aplicativo foi preso por importunação sexual após beijar uma adolescente, de 16 anos, à força durante uma corrida no Distrito Federal (DF). Segundo a vítima, o homem ainda teria apalpado seus seios e fazia perguntas íntimas que, segundo ela, eram ignoradas. Ao chegar ao destino, o homem teria travado as portas do veículo, impedindo que ela saísse. Ainda segundo o relato, ele passou as mãos no corpo da vítima e forçou o beijo na boca. Colegas da adolescente a esperavam no destino e se aproximaram do veículo, momento que o motorista a deixou descer do carro e saiu do local, em alta velocidade. O fato aconteceu na última segunda-feira (23). Homem foi preso com drogas Após denúncias, as equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificaram o patrulhamento na região em busca do motorista e o encontraram na primeira Avenida Norte com uma passageira. No carro, os policiais encontraram duas porções de crack escondidas no forro da porta do condutor. Segundo ele, a droga seria para consumo próprio. Ao ser questionado, o motorista assumiu que teria dado um beijo na boca de uma jovem, mas que teria sido consentido e que não sabia que a jovem era menor. A ocorrência foi registrada na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) e as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) seguem em segredo de Justiça.

‘Transfer-Ido’: Empresária denuncia golpe no Pix com montagem no Rio

Uma empresária quase caiu no golpe do Pix no Rio de Janeiro. Jéssica Rodriguez é nutricionista e tem uma loja de roupas on-line. Ela recebeu via Instagram um pedido grande no total de R$3.200. Mas na hora de receber o comprovante de transferência percebeu que se tratava de uma montagem. Comprador desapareceu. O print enviado pelo suposto comprador mostrava o que seria a confirmação de um pagamento. Mas sobre o botão ‘Transferir’, a pessoa acrescentou um ‘Ido’. O comprador também tinha uma loja on-line e não quis pagar adiantado. Alegou ser um valor muito alto e acertou de fazer o pix no dia da entrega, na última quarta-feira (25). “É golpe, né?” A empresária chamou um motorista de aplicativo para fazer a entrega da encomenda e o comprador teria dito que na metade do caminho faria a transferência. Com as roupas a caminho, o comprador começou a dar desculpas de lentidão no banco e instabilidade no sistema. A empresária, então, alertou o motorista: “Se eu não te der o OK, não entrega, porque eu tô achando que é golpe!”. Um primeiro print chegou. “Tela preta! É golpe, né?. Aí ele mandou o outro print.”. O motorista voltou com a encomenda. Segundo a empresária, depois disso, o comprador desapareceu e o perfil que era usado não existe mais.

Hacker invade painel de publicidade de aeroporto no Rio e exibe vídeos pornô

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) acionou a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27), após vídeos pornográficos serem exibidos em um totem de publicidade do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. O painel fica localizado na área de embarque do aeroporto. Em vez de material publicitário, o totem exibiu imagens de um famoso portal de conteúdo sexual. Passageiros que circularam pelo local se dividiram entre risos e reações de perplexidade. A suspeita é de que o painel tenha sido hackeado. Em nota, a Infraero esclareceu que o totem é administrado por uma empresa terceirizada e que “o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero”. Confira a nota da infraero na íntegra: “Ao tomar conhecimento da publicação indevida em um dos monitores publicitários do Aeroporto de Santos Dumont, a Infraero tomou as medidas legais cabíveis, com registro de boletim de ocorrência e comunicação à Polícia Federal, bem como a notificação da empresa terceirizada responsável pela sua gestão para tomar providências quanto à segurança das informações veiculadas em totens de mídia nesta sexta-feira (27/5). Ressaltamos que o conteúdo exibido nos monitores de mídia é de responsabilidade das empresas exploradoras de publicidade, que utilizam redes lógicas e sistemas próprios de divulgação, não tendo qualquer relação com o sistema de informação de voos da Infraero. Nesse sentido, reforçando seu compromisso com a segurança de seus passageiros, informamos que os monitores relacionados ao caso permanecerão desligados em nossa rede de aeroportos até que esteja garantida pela empresa exploradora de mídia sua confiabilidade.”

Suspeito de usar fotos de vítimas para aplicar golpes em Aracaju (SE) é preso em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem suspeito de usar fotos de outras pessoas para aplicar golpes em amigos e familiares das vítimas. Os crimes aconteceram em 2020 em Aracaju (capital do Sergipe) e em Goiânia. A operação, denominada Perfil Fake, contou com o apoio da Polícia Civil de Sergipe e cumpriu ainda quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, o suspeito pegava fotos das vítimas em perfis nas redes sociais e as colocava como imagem de perfil em um novo número de telefone. Em seguida, ele conseguia os contatos de pessoas próximas das vítimas e solicitava transferências bancárias. O homem foi localizada em uma residência da capital, onde a polícia encontrou cartões de crédito, aparelhos eletrônicos e outros objetos usados para aplicar os golpes. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, onde prestou depoimento e foi detido por estelionato. Casa onde o suspeito de usar fotos de vítimas para aplicar golpes morava, em Goiânia (Foto: Divulgação/Polícia Civil) A investigação continua a fim de identificar e prender outros envolvidos no crime.

Após passar pela Ucrânia, imagem de Nossa Senhora de Fátima desembarca em Goiânia

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima chegou em Goiânia nesta sexta-feira (27) para participar de um evento católico no próximo sábado (28). A imagem veio do Santuário de Fátima em Portugal e passará por Goiânia, Aparecida, Senador Canedo, Trindade e Inhumas. O evento, Totus Tuus, será realizada às 12h no Goiânia Arena, no Jardim Goiás. Segundo a equipe Arquidiocese de Goiânia, desde 1947, a imagem visita diversos países pelo mundo. Em março de 2022, ela passou pela Ucrânia e no Brasil, esteve em Brasília. Em solo goiano, ela chegou por volta das 11h30 na Catedral Metropolitana de Goiânia e deve permanecer pelos próximos dois meses no Estado. Totus Tuus O Totus Tuus deste ano marca a retomada dos eventos católicos na capital após a pandemia de Covid-19. Desde a sua primeira edição, o evento visa levar a devoção à Maria por meio de momentos de oração, música, pregação, santa missa e do terço mariano. O ingresso para participar é 1 kg de alimento não perecível. Confira a rota de visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima 28/05 – Totus Tuus – Goiânia Arena 29/05 a 02/06 – Catedral Metropolitana 02/06 – Santa Casa de Misericórdia – período vespertino 03/06 – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Setor Aeroporto 04/06 – Pontifícia Universidade Católica de Goiás – período matutino 04/06 – Paróquia Universitária São João Evangelista 05 a 12/06 – Santuário-Basílica Sagrada Família 13/06 – Paróquia São Sebastião – Setor Jardim América 14 a 19/06 –   Matriz de Campinas 20 e 21/06 – Seminário São João Maria Vianey 22 a 26/06 – Paróquia Nossa Senhora da Assunção 27/06 – Colégio Santo Agostinho 28/06 – Paróquia São João Bosco 29/06 –   Paróquia São José –   Vianópolis 30/06 e 01/07– Paróquia Santo Eugênio Mazenod – Aparecida de Goiânia 02 e 03/07 – Paróquia Santo Inácio de Loyola 04/07 – Paróquia Divino Espírito Santo 05/07 – Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus – Aparecida de Goiânia 06 a 08/07– Paróquia Sant’Ana – Inhumas 09 e 10/07 – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Setor Balneário Meia Ponte 11 e 12/07– Paróquia Cristo Rei– Aparecida de Goiânia 13/07 – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Jardim Primavera 14/07 – Paróquia Nossa Senhora da Guia – Aparecida de Goiânia 15/07 – Paróquia Imaculado Coração de Maria 16 e 17/07 – Paróquia Jesus Bom Pastor 18 a 20/07– Paróquia Divino Pai Eterno –Trindade 21/07 – Paróquia e Santuário Nossa Senhora Aparecida – Aparecida de Goiânia 22 e 23/07– Paróquia Santa Luzia – Setor Novo Horizonte 24 a 26/07 – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Senador Canedo 27/07 – Paróquia Nossa Senhora das Dores 28/07 – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Jardim das Oliveiras –Senador Canedo 29 a 31/07 – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Solange Park –Goiânia *Jeice Oliveira compõe programa de estágio do Mais Goiás sob supervisão de Alexandre Bittencourt

MP discute solução para água jogada em ruas próximas ao Parque Flamboyant

O Ministério Público de Goiás (MPGO) realizou uma reunião, nesta quinta-feira (26), com o objetivo de discutir soluções definitivas para o lançamento irregular de água em vias públicas próximas ao Parque Flamboyant, no Setor Jardim Goiás, em Goiânia. O problema vem sendo acompanhado pelas autoridades desde 2015 e, segundo o MP, teria sido provocado por prédios construídos em uma área próxima à unidades de conservação. Uma das consequências disso é o desgaste do asfalto, na região do parque. Vale citar que os empreendimentos construídos nestas áreas – chamadas de Zona de Amortecimento (ZA) – estão sujeitos a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade de conservação. Durante a reunião foi acordado que, em 60 dias, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) terá de apresentar um prognóstico da situação de todos os condomínios situados na ZA do Parque Flamboyant. Com isso, será possível ter dimensão do dano ambiental causado e, assim, serão estabelecidas as medidas a serem firmados para combater esse problema. “Este é um momento oportuno de adequação das condutas, que deverá contar com o compromisso de todos”, afirmou a promotora Alice de Almeida Freire, titular da 7ª Promotoria de Goiânia. A pedido dos representantes dos moradores, a promotora ainda assinalou que vai reforçar a recomendação de proibição da realização de feiras e eventos no parque. Apesar de a recomendação para esta medida já ter sido, inclusive, acatada pela administração municipal, foram relatadas ao MP notícias divulgando a realização de eventos no local. A reunião aconteceu na sede do MP e contou com a presença de representantes da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), da Secretaria de Infraestrutura Urbana de Goiânia (Seinfra), da Saneago, do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios do Estado de Goiás (Secovi) e de moradores dos condomínios situados na zona de amortecimento (ZA) do parque (Amepark). Problema no Parque Flamboyant está no radar desde 2015 Em 2015, a promotora Alice Freire começou a investigar uma notícia de lançamento contínuo de água emergente de lençol freático diretamente na rua, que tinha como consequência o desgaste do asfalto, na região do Parque Flamboyant. Na época, soube-se que o problema que teria sido provocado por prédios construídos na zona de amortecimento. Uma investigação feita na época confirmou que vários desses empreendimentos realizavam o rebaixamento do lençol freático e que essa ação compromete a zona de saturação que mantém a lâmina de água dos lagos do parque. Uma ação civil pública foi proposta em 2016, com decisão liminar que determinou à Amma a identificação de todos os empreendimentos situados na zona de amortecimento do Parque Flamboyant, construídos e em construção. Com isso, a Amma realizou investigações recentemente, onde autuou diversos condomínios que ainda estavam fazendo o lançamento em via pública.