AÇÕES PLANEJADAS DA AMTT TRANSFORMAM E GARANTEM MAIS SEGURANÇA NO TRÂNSITO EM VALPARAÍSO

O Governo da cidade de Valparaíso de Goiás, por meio da Agência Municipal de Trânsito e Transporte – AMTT executa em parceria com o programa Goiás Sinalizado do Governo de Goiás, ações de sinalização vertical e horizontal. Ao todo são 3.800 metros quadrados de sinalização, que visam dar mais segurança e mobilidade nas vias públicas do município. Também dentro do programa municipal, a AMTT que está sob o comando do superintendente, Antonio César, está trabalhando para melhorar as condições de tráfego nas vias valparaisenses. “Boa parte do trabalho está sendo desenvolvido com recursos próprios do município, graças ao planejamento da Agência que não poupa esforços, para garantir mobilidade e segurança a todos”, disse César. A meta para os próximos quatro meses é colocar sinalização completa de trânsito onde houver malha viária compatível. Que anda nos quatro cantos de Valparaíso já percebeu a diferença. “Estou gostando de ver. As ruas e avenidas estão ficando mais sinalizadas. Isso evita muitos acidentes e salva vidas”, afirmou o morador do Parque Rio Branco, Talles Souza. Assessoria de Comunicação do Governo da cidade de Valparaíso
20/07 – BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS

Dados obtidos até às 17h do dia 20 de Julho de 2021. Casos *Total de Notificações: 31.154 *Casos Descartados:* 1.917 *Casos Suspeitos:* 1.760 *Casos Confirmados:* 12.445 *Casos Recuperados:* 11.980 *Óbitos:* 330 *D1 aplicadas* = 54.487 *D2 aplicadas*= 9.483 *Total de Doses de vacina Aplicadas= 63.970 Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) Leitos de Enfermaria total: 14 Leitos de Enfermaria ocupados: 05 Leitos em box de emergência: 03 Leitos em box de emergência ocupados: 01 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Total: 09 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Ocupados: 03 Isolamento: 00 Isolamento ocupado: 00 Respiradores: 04 Respiradores Ocupados: 00 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leitos de Enfermaria COVID-19 (Sala Amarela) total: 09 Leitos de Enfermaria COVID-19 (Sala Amarela) ocupados: 04 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) total: 04 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) ocupados: 03 Isolamento: 02 Isolamento ocupado: 01 Respiradores: 04 Respiradores ocupados: 01 Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Leitos de Enfermaria total: 04 Leitos de Enfermaria ocupados: 00 Leitos de Enfermaria COVID-19 total: 04 Leitos de Enfermaria COVID-19 ocupados: 00 Leitos em box de emergência convencional total: 04 Leitos em box de emergência convencional ocupados: 03 Isolamento: 02 Isolamentos Ocupados: 01 Respiradores: 02 Respiradores Ocupados: 02 A atualização de leitos segue recomendação do Ministério Público que solicita a divulgação diária de leitos gerais (todas as patologias) disponíveis nos hospitais públicos e conveniados. A população que precisar tirar dúvidas sobre a COVID-19 pode ligar para a Secretaria Municipal de Saúde no telefone: (61) 3627-1351 ou Tele saúde do Ministério da Saúde no número 136. Secretaria Municipal de Saúde
VALPARAÍSO DE GOIÁS SE DESTACA ENTRE PREFEITURAS NA MARATONA DE DEFESA DOS USUÁRIOS DO GOVERNO FEDERAL

A Ouvidoria Geral de Valparaíso de Goiás ficou em 5º lugar, dentre as prefeituras que participaram da “Maratona de Defesa dos Direitos dos Usuários de Serviços Públicos”, lançada pelo Governo Federal em junho passado. O resultado da competição foi divulgado nessa segunda-feira, 19, pela Controladoria Geral da União (CGU), em seu portal na Internet (https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2021/07/cgu-divulga-resultado-da-maratona-de-defesa-dos-usuarios-de-servicos-publicos). A iniciativa contou 130 instituições participantes, de todos os três Poderes e de todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), que disseminaram a disputa por diversos meios de comunicação, a partir do material elaborado e disponibilizado para edição e download, na página da CGU. O objetivo foi promover o conhecimento pelos usuários dos serviços públicos acerca de seus direitos, bem como o papel das ouvidorias para salvaguardá-los, em cumprimento à ação 43 do Plano Anticorrupção do Governo Federal 2020-2025. As ouvidorias participantes promoveram o evento nas suas redes sociais, lista de e-mails, de WhatsApp, campanhas em rádio e televisão e ações de ouvidoria ativa. De acordo com Luiz Henrique Souza, Ouvidor Geral de Valparaíso, participar da maratona foi um grande desafio. “Essa prova foi uma oportunidade de apresentar o nosso município ao cenário nacional como uma cidade que se preocupa com a qualidade dos serviços públicos e reconhece os direitos do cidadão. E a parceria da NúcleoGov, foi fundamental para isso acontecer”, destacou. No resultado geral, a Ouvidoria de Valparaíso ficou em 18ª com 5.154 visualizações comprovadas em sua página, concorrendo com Ouvidorias de porte Federal e Estadual. De acordo com os organizadores do evento, os resultados desta primeira edição da Maratona foram muito bem avaliados, totalizando 783.679 visualizações reportadas para a Ouvidoria Geral da União (OGU) pelas ouvidorias participantes. A Maratona foi coordenada pelo Grupo de Trabalho de Comunicação da ReNOuv, presidido pela Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), e veiculada em todo o território nacional no mês passado, quando foram celebrados os quatro anos da publicação da Lei nº 13.460/2017. Com informações da Rede Nacional de Ouvidorias e Assessoria de Comunicação do Governo da cidade de Valparaíso/GO
COMUNIDADE RECEBE DOAÇÕES DA CAMPANHA DO AGASALHO 2021

Nesse período em que as temperaturas estão mais baixas, a solidariedade é um ato primordial para aquecer o nosso coração. Durante o inverno, diversas pessoas enfrentam essa estação com dificildade pela falta de vestimentas adequadas. A pandemia também agravou as dificuldades para obter agasalhos. Com isso, a Campanha do Agasalho de 2021 contou com a sensibilidade de muitos valparaisenses, que retiraram algumas peças de roupa do guarda-roupa para doar à quem precisa, além disso, cobertores e sapatos também foram doados. O Governo de Valparaíso fez a entrega desses itens para pessoas cadastradas e atendidas pelos programas sociais municipais na última terça-feira (20), por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, na Estação Cidadania (Céu das Artes). Os donativos foram bem recebidos pela comunidade e certamente estarão aquecendo quem mais precisa. Assessoria de Comunicação do Governo da cidade de Valparaíso
Base de Caiado ganha reforços inclusive com parlamentares do PSDB

A base de apoio ao governador Ronaldo Caiado (DEM) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) se ampliou e pode ter maioria com folga no próximo semestre. A manifestação de deputados outrora de oposição ou considerados “independentes” deixa o governo estadual com base mais larga para aprovação de matérias mais polêmicas. O reforço vem inclusive de parlamentares do PSDB. Francisco Oliveira, em rota de migração do partido (provavelmente para o DEM de Caiado), deu seu voto favorável ao texto que promove alterações no Plano de Recuperação Fiscal do Estado de Goiás, para entrada do Estado no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), tema caro ao governo e que tucanos ainda fiéis ao partido votaram contra. Do mesmo modo, Talles Barreto (PSDB), durante evento em Rialma na semana passada, chegou a dizer a Caiado que está com o governo para “votações importantes para a população”. Na votação das alterações do Plano de Recuperação Fiscal, por exemplo, o parlamentar não votou. MDB Henrique Arantes (MDB), antes “independente”, se aproximou de Caiado e esteve em reunião recente com o governador em busca de articulações políticas. Como Humberto Aidar (MDB) já era próximo da base, assim como o líder do governo, Bruno Peixoto, o MDB do legislativo estadual parece antecipar o apoio ao DEM. Do partido, apenas Paulo Cézar mantém distância do Palácio das Esmeraldas. Virmondes Cruvinel (Cidadania) também voltou a se aproximar do governo, com voto favorável às alterações necessárias para entrada no Regime de Recuperação Fiscal. O partido dele deve formar base de Caiado para as eleições de 2022. No primeiro semestre, o governo chegou a ter dificuldades para ter algumas matérias que exigem maioria, como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que exige 25 votos favoráveis.
VALPARAÍSO DE GOIÁS VACINA CONTRA COVID PESSOAS COM 35 ANOS OU MAIS A PARTIR DESTA SEGUNDA-FEIRA (19)

O município de Valparaíso de Goiás segue na frente. Nesta segunda-feira, 19 de julho, iniciaremos a vacinação de pessoas com 35 anos ou mais. O Governo da cidade, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, também mantém a imunização aberta para gestantes e puérperas em até 45 dias pós-parto, e munícipes de 18 a 59 com comorbidades. Para receber a primeira ou a segunda dose da vacina, procure de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Etapa C ou o Ginásio de Esportes da Escola Municipal Céu Azul. No sábado e domingo, de 9h às 14h, o imunizante é aplicado apenas na UBS da Etapa C. É necessário apresentar o documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Os cidadãos que possuem comorbidades precisam levar o laudo assinado pelo médico (original e cópia). Já as gestantes e puérperas necessitam mostrar documentos pessoais/crianças. Serviço: Vacinação Contra Covid-19 Público-alvo: Pessoas acima de 35 anos, gestantes e puérperas em até 45 dias pós-parto, e pessoas de 18 a 59 com comorbidades Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 17h (UBS Etapa C e Ginásio de Esportes da Escola Municipal Céu Azul). Sábado e domingo, de 9h às 14h (UBS Etapa C). Assessoria de Comunicação do Governo da cidade de Valparaíso/ Foto: Linice Moreira
18/07 – BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS

Dados obtidos até às 17h do dia 15 de Julho de 2021. Casos *Total de Notificações: 30.923 *Casos Descartados:* 1.917 *Casos Suspeitos:* 1.779 *Casos Confirmados:* 12.381 *Casos Recuperados:* 11.917 *Óbitos:* 328 *D1 aplicadas* = 50.404 *D2 aplicadas*= 9.304 *Total de Doses de vacina Aplicadas: 59.708 Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) Leitos de Enfermaria total: 14 Leitos de Enfermaria ocupados: 10 Leitos em box de emergência: 03 Leitos em box de emergência ocupados: 02 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Total: 09 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Ocupados: 03 Isolamento: 01 Isolamento ocupado: 00 Respiradores: 03 Respiradores Ocupados: 01 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leitos de Enfermaria COVID-19 (Sala Amarela) total: 09 Leitos de Enfermaria COVID-19 (Sala Amarela) ocupados: 02 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) total: 04 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) ocupados: 01 Isolamento: 02 Isolamento ocupado: 02 Respiradores: 04 Respiradores ocupados: 00 Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Leitos de Enfermaria total: 04 Leitos de Enfermaria ocupados: 00 Leitos de Enfermaria COVID-19 total: 04 Leitos de Enfermaria COVID-19 ocupados: 00 Leitos em box de emergência convencional total: 05 Leitos em box de emergência convencional ocupados: 03 Isolamento: 02 Isolamentos Ocupados: 01 Respiradores: 01 Respiradores Ocupados: 00 A atualização de leitos segue recomendação do Ministério Público que solicita a divulgação diária de leitos gerais (todas as patologias) disponíveis nos hospitais públicos e conveniados. A população que precisar tirar dúvidas sobre a COVID-19 pode ligar para a Secretaria Municipal de Saúde no telefone: (61) 3627-1351 ou Tele saúde do Ministério da Saúde no número 136. Secretaria Municipal de Saúde
Amanda Klein deixa programa na Jovem Pan após ser chamada de ‘burra’ e ‘desonesta’

A jornalista Amanda Klein, 40, pediu para sair do programa da Jovem Pan 3 em 1. Segundo conta em suas próprias redes sociais, o motivo foi o que chamou de “ambiente tóxico” que ela encontrava na atração e os “ataques pessoais” sofridos por ela. Procurada, a rádio não se manifestou. “Pedi pra sair do 3 em 1. Em ambiente tóxico e com ataques pessoais não se faz jornalismo. E eu sou jornalista. Continuo na JP no Jornal da Manhã e em outros programas. Conto com vocês”, publicou Amanda. No dia anterior à decisão, Amanda Klein teve uma discussão ríspida no programa com Rodrigo Constantino, 45, ao vivo, no momento em que comentavam a respeito da provável indicação de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal). Ambos se desentenderam quando o tema se voltou para o casamento gay. Amanda disse que Constantino tinha um posicionamento contrário ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e que depois queria negar a postura. E ele se exaltou ao negar a acusação. O comentarista e escritor a chamou de mentirosa e desonesta e disse que ela passava vergonha na televisão. Quando ambos os lados começaram a levantar o tom de voz, a discussão foi interrompida. Após o anúncio da saída feito pela própria jornalista, Constantino comemorou em sua conta no Twitter. “Já posso pedir música no Fantástico? É sempre a mesma coisa: desmascaro o esquerdista disfarçado de jornalista, que vem sem argumentos e só com narrativas fajutas e uma agenda, eles me atacam, depois bancam a vítima e pedem para sair. Virou rotina”, disparou. O escritor continuou a atacar Amanda Klein em diversas postagens nas redes sociais. Em uma delas indagou os seus seguidores se “Amanda é muito burra ou muito canalha?” Depois de confirmada a saída de Amanda, ele disse que a desistência do posto deverá ser benéfica ao jornal. “Tendência é o destino de alguém assim ser na TV Doria, sem audiência, enquanto a audiência do programa 3 em 1 deve aumentar”, emendou. Amanda também é apresentadora do Opinião no Ar (RedeTV!). Amanda tinha entrado no 3 em 1 em março após se destacar na atração da TV aberta e ser nela um contraponto às opiniões mais à direita de Luís Ernesto Lacombe, 54. Já Constantino voltou à rádio Jovem Pan em janeiro, dois meses após sua demissão. Em novembro de 2020, a emissora anunciava o desligamento de Rodrigo Constantino após uma transmissão ao vivo no canal dele no YouTube na qual comentava o caso da jovem Mariana Ferrer. A moça foi vítima de estupro em uma casa noturna de Jurerê Internacional (SC). Durante a live, Rodrigo Constantino afirmou que, caso a própria filha sofresse um abuso em condições semelhantes às descritas pela influenciadora digital, ele não denunciaria o homem e a deixaria de castigo. “Eu vou dar esporro na minha filha, que alguma coisa ali ela errou feio”, afirmou. “E eu devo ter errado pra ela agir assim.” Constantino também foi demitido da Record na ocasião. A emissora disse, em nota, que o desligamento aconteceu devido ao posicionamento de Constantino sobre violência contra a mulher.
Laudos reforçam tese de que homem estava rendido ao ser morto no Jacarezinho

Documentos obtidos pelo UOL reforçam a hipótese de que um homem rendido foi morto por policiais dentro do quarto de uma menina de 9 anos durante a Operação Exceptios —que resultou em 28 mortes na favela do Jacarezinho, em maio. Os relatos das circunstâncias da morte feitos pela família que mora no imóvel não foram investigados pela Polícia Civil —segundo os moradores, ele estava desarmado. O laudo de perícia também indica que a vítima não trocou tiros no local. Omar Pereira da Silva, um homem negro de 21 anos, foi morto com um tiro no peito, pouco abaixo do coração, segundo o laudo de necropsia. O disparo provocou ferimentos no pulmão e rim esquerdos, fígado, diafragma e alças intestinais. Apesar da gravidade das lesões em múltiplos órgãos, os policiais alegaram que ele estava vivo para removerem o corpo do local com a justificativa de levá-lo a um hospital. Omar era um dos alvos dos 21 mandados de prisão que deram origem à operação policial mais letal da história do Rio. Embora a investigação conduzida pela Polícia Civil passe ao largo de apurar a hipótese de morte sem chance de defesa por agentes, documentos reunidos no inquérito corroboram essa possibilidade. Moradores não foram ouvidos pela polícia O laudo de perícia realizada no local indica que Omar não trocou tiros dentro do imóvel. “Não foram constatados sinais característicos de confronto no interior do imóvel residencial. Acrescenta o perito que o local encontrava-se não preservado e que a área conflagrada prejudicou os exames periciais”, diz trecho do documento. A versão de que o homem foi morto sem chance de rendição foi levantada primeiramente pelos pais da menina que dorme no quarto onde ele foi baleado. Eles relataram as condições da morte à imprensa e a representantes da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), mas a Delegacia de Homicídios não colheu o depoimento deles, segundo o inquérito —que já foi encaminhado ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). O casal de comerciantes afirmou, em entrevista ao UOL no dia seguinte à operação realizada em 6 de maio, que Omar invadiu o apartamento desarmado em busca de socorro após ter sido baleado em um dos pés. No momento em que os policiais arrombaram o portão do prédio, ele se escondeu no quarto da filha do casal, de 9 anos. “O policial apontou o fuzil direto na minha direção. Aí, eu gritei: ‘Sou morador! Tô com criança!’. Ele respondeu: ‘Sai morador’. Não deu nem tempo de sair. Ele efetuou o disparo e matou o rapaz no quarto da minha filha. Depois, ouvi mais dois tiros. Quando descemos, vimos outros policiais. Aí, a minha filha me perguntou: ‘Papai, vão matar a gente?’.”, afirmou o pai da criança. A mãe da criança afirma que Omar não estava armado quando foi morto —os policiais apresentaram na delegacia uma pistola Glock, calibre .40 com kit rajado, como tendo sido apreendida com o homem. “Ele [Omar] só disse: ‘Me ajuda, pelo amor de Deus’. Ele não estava armado e só pediu uma toalha para cobrir o ferimento”, disse a moradora. Policial diz que homem apontou arma antes de ser morto Em depoimento, os dois policiais envolvidos diretamente na morte dão relatos idênticos. Os relatos foram inseridos no sistema da Polícia Civil com um intervalo de 35 minutos e têm trechos inteiros iguais, o que indica que podem ter sido copiados e colados. Segundo o software Copyleaks —sistema utilizado para, entre outras coisas, flagrar a ocorrência de plágios em trabalhos acadêmicos—, a equivalência no conteúdo dos documentos é superior a 84%. Na semana passada, o UOL revelou que outros depoimentos de policiais envolvidos em mortes na operação foram praticamente iguais. Um dos policiais declara ter atirado contra Omar. Em sua versão, o suspeito empunhava “uma arma em sua direção”. “O declarante então para se defender da injusta agressão efetuou disparos com o fuzil que portava”, afirma o depoimento. Ele diz ainda não se recordar quantas vezes atirou por causa “do estresse do momento”. Apesar de o policial admitir que atirou com seu fuzil em Omar, o laudo cadavérico da vítima afirma que ele foi atingido por um projétil de baixa energia, incompatível com esse tipo de armamento —a munição de fuzis é considerada de alta energia em perícias. O laudo cadavérico também não descreve a lesão que o jovem teria no pé, segundo os moradores. Investigação focou em envolvimento de morto com o tráfico A única pessoa ouvida além dos policiais foi uma tia de Omar —a oitiva foi conduzida apenas no sentido de confirmar o envolvimento do morto com o tráfico, sem buscar elementos sobre as circunstâncias de sua morte. Também foram anexados ao inquérito documentos e informações de bases cadastrais mantidas pela Polícia Civil com o histórico de registros de ocorrência, prisões e passagens pelo sistema prisional do morto —dados que não ajudam a esclarecer se ele foi morto em um confronto legítimo ou vítima de morte sem chance de defesa pelos policiais. O que diz a Polícia Civil Procurada pelo UOL, a Polícia Civil não respondeu perguntas sobre o fato de a denúncia de morte sem chance de rendição não ter sido investigada. Também não explicou por que os moradores que testemunharam a morte de Omar não prestaram depoimento até agora, tampouco respondeu sobre o fato de os policiais terem desfeito a cena do crime e prejudicado a perícia. Em nota, a Polícia Civil afirmou apenas que “as investigações estão em andamento, acompanhadas pelo Ministério Público, e a Polícia Civil só se pronunciará no final, evitando qualquer antecipação ou especulação”.
‘A eleição foi limpa, nós perdemos porque faltou voto’, diz vice de Aécio após fala de Bolsonaro

Candidato a vice na chapa de Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) rebate as suspeitas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre aquela disputa e diz que os tucanos não foram derrotados por fraude. “A eleição foi limpa, nós perdemos porque faltou voto”, afirma Nunes Ferreira à Folha. Na quarta-feira (7), Bolsonaro disse ter um levantamento “feito por gente que entende do assunto” que apontaria a vitória do candidato do PSDB naquela eleição. “O Aécio foi eleito em 2014”, declarou, sem apresentar provas, em entrevista à Rádio Guaíba. Naquele disputa, Dilma Rousseff (PT) foi reeleita com 52% dos votos, ante 48% do tucano Aécio, com vantagem de cerca de 3,5 milhões de votos. Derrotado pela chapa encabeçada por Dilma, o candidato tucano a vice-presidente rejeita essa afirmação. “É evidente que ele não tem prova nenhuma, porque não houve fraude”, diz Nunes Ferreira. Tucanos que participaram daquela disputa descartam essas suspeitas. Eles atribuem a derrota a um desempenho abaixo do esperado em estados como Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio. O próprio candidato do PSDB reconheceu a derrota no domingo em que foi realizado o segundo turno. Ele telefonou para Dilma e cumprimentou a presidente reeleita pela vitória. Embora os tucanos tenham pedido uma auditoria nas urnas eletrônicas após aquela eleição, eles não questionam o resultado da votação. Aécio não quis comentar as declarações de Bolsonaro. À Folha ele afirmou que a discussão sobre a confiabilidade da urna eletrônica e a possível adoção do voto impresso, defendida pelo presidente, ficou “contaminada pelo radicalismo dos discursos”. “Eu não acredito em fraude e tampouco que as urnas de primeira geração devam ser tratadas como cláusulas pétreas e que não possam evoluir”, declara. O deputado tucano integra a comissão especial da Câmara que discute a proposta para implementar a impressão do voto na urna eletrônica. Aécio defende a criação de “algum nível de auditagem” nesse sistema de votação, mas diz agora que essa discussão deve ficar para depois das próximas eleições. “Eu não acredito que devamos ficar presos eternamente às urnas de primeira geração. Mas é melhor deixarmos para voltar a esse debate depois de 2022.” Após a eleição de 2014, o PSDB pediu uma auditoria nas urnas eletrônicas. Segundo Aloysio Nunes Ferreira, “não houve alegação de fraude” naquela ocasião. “Havia uma grande polêmica sobre a segurança da urna, geralmente alimentada por segmentos da direita. Mas o que a direção do partido decidiu foi pedir uma auditoria, não uma recontagem de votos. A vitória da Dilma foi reconhecida publicamente pelo Aécio”, afirma o candidato a vice em 2014. Ao fim daquele processo, o PSDB declarou que as urnas eletrônicas eram “inauditáveis”, uma vez que não foi possível ter acesso a todos os níveis de criptografia das máquinas. “A conclusão foi que não se pode dizer que houve ou não houve fraude”, afirmou o advogado Flávio Pereira, um dos representantes do PSDB naquela auditoria. Ele diz que “um contingente expressivo da sociedade” demonstrava dúvidas sobre o sistema de votação e que “era preciso dar uma resposta para legitimar o processo eleitoral”. Esse, segundo ele, foi o objetivo da auditoria. “O maior propósito era trazer uma legitimidade para o processo. O passado estava resolvido, mas nós precisávamos legitimar para o futuro. E houve um aperfeiçoamento do sistema”, declara. Bolsonaro levantou suspeitas de fraude eleitoral diversas vezes, incluindo a disputa que ele venceu, em 2018. Ele já declarou que se recusará a passar a faixa presidencial para um adversário que vença as eleições caso ele considere que há irregularidades no processo. O presidente, no entanto, nunca apresentou indícios que reforcem suas suspeitas. No final de junho, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, deu 15 dias para que Bolsonaro apresente as provas que diz ter sobre uma suposta fraude no sistema eletrônico de votação. O magistrado, que integra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), editou uma portaria para estabelecer que todas as autoridades que relatem inconformidades no processo eleitoral ficam obrigadas a apresentar elementos nesse período. Diferentemente do que Bolsonaro tem difundido, o coordenador jurídico nacional de sua campanha presidencial em 2018, Tiago Ayres, defendeu em entrevista à Folha a confiabilidade e a segurança das urnas eletrônicas. O advogado eleitoral também é favorável à implantação de um sistema de impressão do comprovante do voto dado na urna eletrônica, mas com um argumento bem distinto do que prega Bolsonaro. “Todas as eleições realizadas até hoje tiveram resultados fiéis à vontade popular”, disse Ayres, para quem o mecanismo de impressão do comprovante servirá tão somente como reforço à segurança “do já louvável” sistema.
