Governo deve reduzir papel de municípios para cortar custo do Bolsa Família

O governo federal planeja esvaziar o papel dos municípios no cadastramento de novos beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família para reduzir custos com as políticas de proteção social, revelam documentos obtidos com exclusividade pelo UOL. O Ministério da Cidadania quer priorizar o autocadastramento de beneficiários no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) por meio de um aplicativo para celular, nos mesmos moldes do que foi feito com o auxílio emergencial. Essa deve ser, desde a criação do Bolsa Família (2003), a maior mudança no CadÚnico, que contém informações sigilosas de mais de 77 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social e pobreza. Em uma apresentação interna sobre o tema obtida pela reportagem, o Ministério da Cidadania lista uma série de motivos para a mudança. Entre eles, estão “reduzir custos de transferência de renda” e “mudar paradigma de programas assistenciais para programas de aumento da renda”. Não há nenhuma ponderação sobre o impacto dessas mudanças na rede de assistência social. Em conversas internas, responsáveis pelo projeto enfatizam ainda o combate a supostas fraudes nos programas sociais, apesar de o governo federal já adotar medidas rigorosas de checagem dos beneficiários. Para justificar as mudanças, usam como exemplos casos pontuais de pagamentos indevidos, como o de um gato que teria sido cadastrado como beneficiário do Bolsa Família por um entrevistador. O CadÚnico centraliza os beneficiários do Bolsa Família e mais de uma dezena de programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). A Flourish data visualization Hoje, famílias são incluídas nos programas sociais por meio dos Cras (Centros de Referência de Assistência Social) e outros equipamentos públicos para essa finalidade. Elas são entrevistadas por servidores públicos treinados na aplicação do questionário —que pede informações, como dados pessoais, de moradia, renda, etnia e possíveis vulnerabilidades da família. O público dos programas sociais sofre com problemas como analfabetismo e dificuldades de acesso à internet. Isso dificulta o acesso à política de assistência social e reduz a qualidade das informações obtidas, segundo apontam especialistas, servidores de carreira do Ministério da Cidadania e ex-gestores do Cadastro Único consultados pelo UOL. As informações também são usadas para nortear políticas públicas de diversas áreas, como habitação, saneamento, saúde e educação. Conforme o projeto do aplicativo, o beneficiário terá que responder a perguntas complexas e com vocabulário técnico. Precisará informar por exemplo “qual é a espécie de seu domicílio”, tendo como opções de resposta “particular permanente”, “particular improvisado” e “coletivo”. Esboço do aplicativo do novo CadÚnico mostra exemplo de preenchimento do questionário (Imagem: Reprodução/ Ministério da Cidadania) O aplicativo também planeja integrar serviços de pagamento digital como o PIX e um sistema de oferta de vagas de emprego, usando as redes sociais como ponte entre os beneficiários dos programas sociais e empresas e sites de recrutamento, como Catho, Vagas.com.br, Empregos.com.br, além da rede social LinkedIn. Procurado pelo UOL, o Ministério da Cidadania afirmou que só irá se manifestar sobre as mudanças quando o novo CadÚnico for lançado. Em fase avançada para a implantação, os estudos já contam inclusive com um design de como funcionará o novo aplicativo. O Plano de Transformação Digital do Ministério da Cidadania, atualizado em julho passado, prevê que o novo CadÚnico seja concluído até julho deste ano. Especialistas falam em desmonte Gestores de estados e municípios só tomaram conhecimento do projeto após questionarem representantes do Ministério da Cidadania em reunião no fim de 2020. “Fomos surpreendidos negativamente com essa chamada modernização, que de moderna não tem nada. É uma tentativa de um desmonte do maior sistema de proteção social estruturado no mundo”, disse José Crus, vice-presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social Ex-ministra de Desenvolvimento Social no governo Dilma Rousseff, a economista Tereza Campello considera as mudanças um retrocesso e destaca o fato de estarem sendo implementadas por gestores sem conhecimento técnico da área de políticas sociais. A Secretaria Nacional do Cadastro Único é comandada pela oficial de inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Nilza Emy Yamasaki, enquanto a Secretaria de Avaliação e Gestão de Informações está sob o comando do delegado da Polícia Federal Marcos Paulo Cardoso Coelho da Silva. “A tecnologia é uma questão secundária. Se puder melhorar, tem que ser feito. Mas a grande tecnologia social do CadÚnico não é um aplicativo. É a mediação por um assistente social ou técnico para entender as necessidades daquela pessoa, que muitas vezes nem sabe do que precisa”, diz Tereza Campello, ex-ministra de Desenvolvimento Social “Há uma articulação federativa do governo federal com os municípios. Existe uma rede de assistência social montada, que recebeu investimento público. São 5.570 prefeitos assumindo, e a maioria não sabe que vai ser tirado da jogada”, completa a ex-ministra. Prejuízo ao acesso a outros serviços sociais é outro impacto negativo do autocadastramento, segundo apontam especialistas. “O Cras é a porta de entrada da política de assistência social. Ao fazer o cadastro e periodicamente ir fazer a atualização, ela tem contato com um grande leque de serviços. Não é raro a gente identificar através do cadastramento uma situação de violência ou extrema pobreza”, afirma Priscila Cordeiro, integrante do Conselho Federal de Serviço Social Procurado, o Ministério da Cidadania diz que a escolha de nomes da Abin e da PF para cargos de comando na pasta é “sinal de fortalecimento da seleção”, por se tratarem de servidores públicos, e “segue critérios técnicos”. Afirma ainda que eles deixam de responder às suas instituições de origem enquanto ocupam os cargos atuais. Auxílio emergencial: falhas com impacto bilionário Apesar de o discurso oficial usar o combate a fraudes como uma das justificativas para implantar o autocadastramento de beneficiários por aplicativo, a primeira experiência nesse sentido, o pagamento do auxílio emergencial, revela que falhas de confiabilidade nos dados causaram desperdício de recursos públicos. Auditoria do Ministério da Cidadania constatou que ao menos 2,6 milhões de brasileiros receberam indevidamente o auxílio emergencial, com um impacto de ao menos R$ 1,57 bilhão nos gastos públicos, se cada uma dessas pessoas tiver recebido apenas uma parcela de R$ 600.
Vitória de Lira permitiria governo a conduzir pautas econômicas, diz Vitor Hugo

A mudança de lado do PSL na disputa à presidência da Câmara dos Deputados é vista pelo parlamentar goiano Major Vitor Hugo (PSL) como um fortalecimento do partido na casa legislativa. Vitória de Lira daria, segundo o major, condições para que o governo federal conduza pautas econômicas. Até então “fechada com Baleia Rossi (MDB)“, parte da bancada da sigla se rebelou contra a decisão do presidente o deputado Luciano Bivar (PSL) e conseguiu formalizar junto à Mesa Diretora da Casa apoio a Arthur Lira (PP), na quarta-feira (20). Com isso, fatia da segunda maior bancada da Câmara passa a trabalhar para a eleição de Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dos 53 deputados do PSL, 36 assinaram a lista que confirmou o desembarque do partido do bloco de Baleia Rossi. Isso, na visão de Vitor Hugo, que articulou a busca por assinatura dos deputados para a dissidência, permite com que a sigla seja “um contraponto à esquerda” e se fortaleça, com chances de chegar a comissões importantes e vaga na Mesa Diretora. Embora a candidatura de Baleia Rossi tenha apoio formal de 11 partidos e seja articulada pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), Vitor Hugo atribui a ela um posicionamento “à esquerda”. O apoio do PSL a Rossi seria um contrassenso. “[O apoio a Lira] é uma vitória do país. Pois 57 milhões de eleitores votaram em um projeto que se contrapõe à esquerda. Imagina esse partido formar bloco da esfera de influência da esquerda”, avalia. Neste sentido, o parlamentar afirma que o bloco que apoia Lira será maior que do adversário o que garante uma vitória no dia 1º de fevereiro. Além disso, o PSL se torna o maior partido a apoiar o candidato do PP, o que garante mais força aos deputados bolsonaristas. “Assim, vamos poder conduzir as pautas de costumes e econômicas com maior protagonismo e maior eficácia”, aponta. Blocos Agora o bloco do candidato apoiado por Bolsonaro tem 11 partidos, que somam 242 deputados: PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota. Enquanto Baleia Rossi tem PT, MDB, PSDB, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, Cidadania, PC, PCdoB e Rede, que somam 236.
Cientistas afirmam que Governo Federal pode responder por mortes da covid-19

O histórico de medidas do governo federal que prejudicaram, em vez de ajudar, o combate à Covid-19 no Brasil atingiu limite que faz médicos e pesquisadores perderem a esperança na possibilidade de diálogo, afirmam cientistas consultados pelo GLOBO. Especialistas que, mesmo num cenário de desacordo, buscam ser ouvidos para políticas públicas para resposta à pandemia afirmam não ver perspectiva de melhora no combate à Covid neste governo. Em carta publicada na noite desta sexta-feira (22) na revista médica “The Lancet”, o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, que coordena pesquisa nacional sobre prevalência da Covid-19, disse que se o Brasil tivesse tido um desempenho apenas “mediano” no combate ao vírus, mais de 150 mil vidas teriam sido salvas. “A população brasileira representa 2,7% da população mundia. Se o Brasil tivesse tido 2,7% das mortes globais de Covid-19, 56.311 pessoas teriam morrido”, escreveu o pesquisador. “Contudo, em 21 de janeiro, 212.893 pessoas já tinham morrido de Covid-19 no Brasil. Em outras palavras, 156.582 vidas foram perdidas no país por subdesempenho.” Segundo o epidemiologista, o governo federal tem um peso maior de culpa nessa avaliação. — Se essa responsabilidade é compartilhada entre governo federal, estados e municípios ou se é uma responsabilidade mais concentrada no governo federal, que é a minha opinião, isso é questão para debate, mas o número é indiscutível — disse Hallal ao GLOBO. O pesquisador, que teve verba federal para seu projeto cortado em agosto do ano passado e teve nomeação para reitor declinada por Bolsonaro, afirma estar sofrendo perseguição. Entrevista: ‘Em 2020, achei que tínhamos chegado ao limite. Mas agora não sei mais qual o limite do pior’, diz defensora pública do interior do Amazonas Outra cientista que publicou crítica contumaz ao governo federal nesta semana foi a sanitarista Deisy Ventura, da USP, que liderou um projeto para mapear todas as medidas normativas do governo, além de atos de propaganda e atos de contestação a outros entes da república que buscavam combater a Covid-19. “Os resultados afastam a persistente interpretação de que haveria incompetência e negligência da parte do governo federal na gestão da pandemia. Bem ao contrário, a sistematização de dados, ainda que incompletos em razão da falta de espaço para tantos eventos, revela o empenho e a eficiência da atuação da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional, declaradamente com o objetivo de retomar a atividade econômica o mais rápido possível e a qualquer custo”, escrevem Daisy e sua coautora Rossana Reis. “O que nossa pesquisa revelou é a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus.” Entre medidas nocivas tomadas pelo governo federal apontadas pela pesquisadora estão aquelas que buscaram dificultar a implementação do distanciamento social, apregoar ao uso de drogas sem comprovação científica e omissões na coordenação nacional para organizar o combate à pandemia e prover recursos. Só os atos normativos contrários a recomendação de entes técnicos foram 21 compilados até agora. Entre pesquisadores que dizem ter perdido a esperança de que uma má condução da crise da Covid-19 está a sanitarista Ligia Bahia, da Fiocruz, que buscou assessorar o Ministério da Saúde no início da pandemia. Agora a pesquisadora diz já ver “crime de responsabilidade” na política presidente Jair Bolsonaro para a Covid-19. — A ideia da ruptura, num país tão sofrido quanto o nosso, causa sofrimento — disse a pesquisadora ao GLOBO. — Mas neste momento a gente não tem outra alternativa a não ser a ruptura institucional. Nós, profissionais de saúde, estamos batalhando pelo impeachment. Na opinião de membros da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) que foi excluída da formulação de políticas pública para a Covid-19 após Eduardo Pazuello assumir o cargo de ministro da Saúde a esperança de espaço para diálogo se esgotou. A entidade desde o início vem combatendo a receita de medicamentos ineficazes contra a Covid-19, como a cloroquina e a ivermectina. — Pela primeira vez na história o ministério usou uma orientação terapêutica com medicamentos que não têm nenhum tipo de sustentação científica e que não foi escrita, elaborada nem revisada por um comitê técnico assessor — afirma o infectologista José David Urbaez, que também se declara resignado em relação a esperança de diálogo com o ministério. — Não há nenhum sinal dentro da estrutura que está aí de que possa existir algum pensamento racional, ético e que promova a ciência — completa. Um subterfúgio ao qual Bolsonaro recorreu algumas vezes para se eximir da responsabilidade é a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou estados e municípios a legislarem sobre medidas de distanciamento social para combater a pandemia. A partir daí, o presidente passou a imputar aos governadores a responsabilidade pelo agravamento da pandemia, mas sanitaristas rejeitam o argumento. — O STF não proibiu o governo federal de ter uma política de testagem no país, nem de ter uma política de rastreamento de contatos. O STF não o proibiu o Brasil de ter diretrizes gerais adequadas de tratamento para Covid-19, no entanto isso não foi feito — diz Hallal. O GLOBO entrou em contato com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (22) questionando a pasta sobre as omissões e medidas normativas nocivas apontadas por pesquisadores no combate à pandemia de Covid-19, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem.
Diretora que comandava combate à pandemia no Amazonas morre de covid em Manaus

A diretora-presidente da FSV (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas, Rosemary Costa Pinto, 61, morreu na tarde desta sexta-feira (22) em Manaus (AM), vítima de complicações da Covid-19. Ela era farmacêutica bioquímica formada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e especialista em informação e informática em saúde pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas). Sanitarista e epidemiologista, foi uma das fundadoras da Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas, onde estava havia 25 anos, com farta experiência no enfrentamento a vários tipos de surtos. Rosemary recebeu o diagnóstico para a doença no dia 5 de janeiro, começou o tratamento em casa, mas precisou ser internada no dia 11. O quadro complicou e ela não resistiu. Ao longo da pandemia, a profissional era vista como uma “bússola” do Amazonas por causa da capacidade de interpretar os dados do coronavírus, analisar e propor medidas de enfrentamento à pandemia. “Era a palavra que nos orientava e que tinha o respeito de todos que a ouviam”, disse o governador Wilson Lima (PSC). “Incansavelmente, esteve reunida, diariamente, com a equipe de linha de frente da instituição, durante toda a pandemia, guiando, estudando e articulando medidas que apontassem o caminho a ser traçado pelo Amazonas no combate à pandemia”, afirma nota divulgada pela FSV. No final do ano passado, ela recebeu homenagens pelo trabalho. Uma delas foi a medalha da Ordem do Mérito do governo do Amazonas. O Amazonas decretou luto oficial de três dias no estado. “A mensagem, o compromisso e o respeito ficam. Na luta contra a Covid-19, Rosemary foi incansável, com uma atuação sempre pautada pela busca da melhoria da qualidade de vida da população”, diz nota divulgada pelo governo. Desde o início da pandemia, 6.889 pessoas já morreram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Em Manaus, 89 pessoas que não resistiram à doença foram enterradas na quinta-feira (21). A região enfrenta o colapso na rede hospitalar e um caos provocado pela falta de oxigênio. A crise começou em Manaus e depois se espalhou para outras cidades do Norte do país.
BBB 21: Tiago Leifert celebra ‘participantes abertos ao jogo’ e projeta melhor edição

O BBB 21 está prestes a começar na Globo. E se depender do ânimo do apresentador Tiago Leifert, essa, de fato, será a melhor edição de todos os tempos sobretudo pela disposição do elenco em aceitar o jogo. Para ele, quem entra na casa já chega com outra cabeça. “Quantos favoritos caem antes da hora? Quantos se deram mal porque foram emparedados num momento inoportuno? E, para escapar do paredão, tem que jogar. Temos sentido os participantes mais abertos ao jogo. Acho que isso é um dos grandes trunfos dessa nova geração que está chegando por aí”, comenta. Este será o quinto ano de Leifert à frente do reality. Mas os outros 15 ele passou vidrado na frente da TV, já que sempre foi fã. “Depois desse tempo todo, tenho certeza que o Big Brother Brasil é um produto com vida longa. O BBB 20 consolidou anos de evolução do jogo e preparou o terreno para muitos e muitos anos de histórias”, avalia. Diretor-geral da atração, Rodrigo Dourado diz que o público pode esperar muitas emoções e surpresas. “Fazer uma nova edição é como preparar um campeonato. A cada temporada a gente traz novidades. Temos uma equipe inquieta e apaixonada. Faz parte do DNA do programa querer se superar a cada ano, não ser igual ao último, provocar os participantes com coisas que eles ainda não tinham visto.” E as novidades já começaram antes mesmo da estreia da próxima segunda-feira (25). Em anúncio, o apresentador Tiago Leifert revelou que o público já pode votar nos candidatos favoritos e que o resultado dessa votação resultará no primeiro Paredão. O público já pode votar pelo site GShow. Todos poderão escolher os seis participantes que mais gostaram, sendo três do grupo Pipoca e três do Camarote. Os mais votados já entrarão na casa com imunidade. Porém, todo bônus tem um ônus. Os mais votados para permanecer mais uma semana na casa terão a missão de decidir, em comum acordo, quem irá para o primeiro Paredão da edição.
Cotado para ser líder do governo, Sandes aposta em “grande governabilidade” de Rogério Cruz

Preferido pela maioria da Câmara Municipal para ser o líder do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) no legislativo goianiense, o vereador Sandes Jr. (PP) conversou com a Coluna e afirmou que acredita que o prefeito terá aproximadamente 30 vereadores em sua base. “Pela experiência que tenho como vereador e deputado, posso dizer que o prefeito contará com uma grande governabilidade e uma base grande na Câmara”. Sandes, que teve seu nome levado a Rogério pelos grupo de vereadores comandados pelo presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota), também tem entusiastas no grupo dos 14 vereadores da oposição. Até agora ele é o único nome cotado para assumir a liderança na Casa, mas não teve nenhuma sinalização do prefeito, que só deve decidir a partir do dia 3 de fevereiro, quando se iniciam os trabalhos da nova legislatura. O pepista confidenciou que não teve nenhuma resistência em relação ao seu nome do grupo de Maguito Vilela (MDB), antes do prefeito falecer. “Apesar de não terem falado nada comigo, eu sei que não existia resistência do Daniel”, contou. Batendo na tecla Na reunião que ocorreu entre o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), para tratar da questão do auxílio emergencial às empresas do transporte público, o democrata voltou a reforçar que tem total “disposição” em caminhar junto com a Prefeitura de Goiânia. É a terceira vez que Caiado exalta o desejo de parceria a Rogério desde que o republicano assumiu a administração goianiense, no último dia 15. A volta do que não foi O secretário de Governo de Ronaldo Caiado, Ernesto Roller, permanece no cargo, pelo menos por enquanto. Deixa quieto Ao que tudo indica, o governador desistiu do convite que fez ao deputado Tião Caroço (DEM) para assumir o lugar de Roller no governo. Orientações Pensando no fortalecimento para seu projeto à reeleição, Caiado tem pedido aos dirigentes de partido que compõem sua base para trazer prefeitos do MDB e do DEM para perto. Segundas intenções Causou estranheza no MDB as críticas feitas pelo deputado Paulo Cezar Martins ao partido ao subir na tribuna da Assembleia nesta semana. O emedebista afirmou que o MDB encolheu e perdeu prestígio nos últimos anos. Candidato À coluna, um correligionário diz acreditar que as afirmações de Paulo denotam a intenção dele em ser o próximo presidente da legenda em Goiás. Mistério Já está decidido que a Secretaria de Desenvolvimento Social vai para as mãos do PP. Já o nome que vai ocupar a pasta no governo é um mistério total. O presidente do partido, Alexandre Baldy, disse que só vai ser revelado quando estiver no Diário Oficial. Bronca Durante a Live Caiado Ao vivo, que ocorreu no inicio da tarde desta sexta-feira (22) nas redes sociais do governador, o democrata disse em tom de desaprovação que está vendo um grande número de cidadãos circulando sem máscara nas ruas.
63 pessoas são presas assistindo jogo em bares em Manaus

Sessenta e três pessoas foram presas pela polícia por estarem assistindo jogo do campeonato brasileiro em cinco bares que estavam funcionando clandestinamente no bairro Jorge Teixeira, na zona leste de Manaus (AM), na noite desta quinta-feira (21). As prisões ocorreram porque o grupo estava descumprindo o decreto do governo do Amazonas que proíbe a circulação e aglomeração de pessoas, entre o período das 19h e 6h até o próximo dia 31, para conter a pandemia do novo coronavírus no estado. Entre os presos, estão pelo menos cinco proprietários dos estabelecimentos comerciais. Os estabelecimentos estavam passando na televisão o jogo entre o Flamengo e o Palmeiras. A partida terminou com o placar de 2×0. O grupo foi preso em uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar do Amazonas. As forças de segurança receberam uma denúncia anônima informando que os cinco bares estavam funcionando com as portas fechadas para driblar a fiscalização. O delegado Torquato Mozer, titular do 30º DIP (Distrito Integrado de Polícia), informou que a polícia foi informada que em dia de jogos do campeonato brasileiro, os bares localizados na zona Leste da capital funcionavam com as portas fechadas para não chamar a atenção dos policiais. “Verificamos que hoje ocorreria outro jogo de futebol e montamos esta operação para averiguar. Após o jogo ser finalizado, realizamos a abordagem nos cinco bares e prendemos os donos e as pessoas que estavam no local, no total, 63 indivíduos”, informou o delegado. Os donos dos bares estavam comercializando bebidas alcoólicas, e nos estabelecimentos foram flagradas aglomerações. Nas imagens divulgadas pela SSP-AM a maioria dos detidos está sem usar máscara facial, item obrigatório para proteção contra o novo coronavírus. Os nomes dos bares não foram informados pela SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas) em cumprimento a lei de Abuso de Autoridade, que proíbe agentes públicos de divulgarem identificação de pessoas que ainda estão sendo investigadas. Os presos foram levados para a Delegacia-Geral, localizada no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, onde estão sendo realizados procedimentos policiais. Eles deverão assinar o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por descumprimento de medida sanitária preventiva e crime de desobediência. Os crimes são passíveis de multa estipulada por um juiz. Os detidos serão liberados para responder em liberdade pelos crimes que serão indiciados pela polícia assim que os procedimentos policiais forem finalizados nesta madrugada. O UOL tentou localizar a defesa dos proprietários dos bares, pela madrugada, mas não conseguiu. Colapso O Amazonas vem enfrentando explosão de casos de infectados pelo novo coronavírus e mortes em decorrência da covid-19 desde a semana passada, quando chegou a faltar oxigênio nas unidades de saúde. Atualmente, 1.864 pessoas estão internadas em unidades da rede de saúde do Amazonas. Devido ao colapso na assistência aos doentes, 215 pacientes foram transferidos de avião para hospitais em dez estados brasileiros. Na noite de ontem, 18 pacientes com covid-19 foram transferidos em um avião da Força Aérea Brasileira, que saiu do aeroporto Ponta Pelada, na zona Sul, para Vitória (ES). Os doentes ficarão internados no Hospital Universitário de Vitória. A Hemoam (Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas) está em estado crítico no estoque de sangue B+ e O-. O tipo B+ está com 40% abaixo do mínimo, com capacidade para atender a demanda de dois dias. Já o tipo o- está com o estoque zerado. Uma campanha foi lançada para incentivar pessoas a doarem sangue. Aplicativos de viagem estão dando descontos em duas corridas para incentivar as doações de sangue. De acordo com o boletim epidemiológico, já são 241.182 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, sendo 6.757 mortes por covid-19, sendo 67 óbitos registrados nas últimas 24h. 204.337 pessoas conseguiram se recuperar da doença.
Falta de insumos para vacina expõe a fragilidade do setor farmacológico no Brasil
Há coronavírus de sobra de Norte a Sul do Brasil, um dos epicentros da pandemia, segundo país em número de mortos, terceiro em infectados e atrasado na vacinação. Mas faltam vírus nas fábricas nacionais de vacinas. Não há IFA, a sigla para ingrediente farmacológico ativo, para produzir as vacinas de Covid-19. E o IFA, nesse caso, nada mais é do que vírus. E não há IFA porque o Brasil depende de vírus e outros insumos importados, dos mais básicos aos mais sofisticados. Também precisa de transferência de tecnologia e carece de instalações adequadas para produzir vacinas virais em grande escala, dizem especialistas. Além disso, fracassou no planejamento de compras. A falta de vírus expôs a completa dependência do Brasil em insumos e tecnologias importados. Dependência que cientistas destacam ser uma ameaça não apenas à saúde pública, mas à segurança nacional, pois mostra uma extrema vulnerabilidade a insumos de outros países, em especial da China. — O Brasil somou um problema crônico de falta de indústria com o problema agudo de falta de competência federal para planejar minimamente compras de insumos — afirma Maurício Lacerda Nogueira, professor de virologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). Segundo representantes da área farmacêutica nacional, a situação é resultado da falta de investimento em tecnologia e inovação. — Quando se conta também IFA de um modo geral, tanto para vacinas quanto para medicamentos, há 20 anos produzíamos 50% do IFA consumido aqui, e hoje só 5% — afirma Norberto Prestes, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos. O Brasil tampouco já desenvolveu uma vacina para uso humano. E, apesar da pandemia, os 15 grupos que procuram desenvolver um imunizante contra o coronavírus receberam cerca de R$ 15 milhões do governo federal. Os EUA, por exemplo, colocaram US$ 1 bilhão apenas na vacina da Moderna. O país amarga dependência extrema não importa a tecnologia, observa o virologista Fernando Spilki. No caso da CoronaVac, o Butantan não tem condição de produzir o vírus inativado em grande escala. As doses entregues foram montadas no Brasil, mas o vírus veio da China. Nação envasadora Nas vacinas baseadas em adenovírus não replicante (AstraZeneca/Oxford, Jansen e Sputinik), assim como nas de mRNA (Pfizer/BioNTech e Moderna,) dependem de transferência de tecnologia. — Somos envasadores de vacinas e de biotecnologia de forma geral. Tecnologia e insumos vêm de fora. A pandemia tornou dramático o que já era um problema — afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Fonseca, pesquisador do Centro de Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No caso da CoronaVac, o IFA é o próprio coronavírus Sars-CoV-2 inativado, fabricado pela Sinovac. Ou seja, é corpo e alma da vacina. Já a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, cuja produção ficou a cargo de BioManguinhos/Fiocruz, tem como IFA um adenovírus símio geneticamente modificado para carregar a sequência genética da proteína S do coronavírus. Por enquanto, o país tem vacinado somente com a CoronaVac montada pelo Butantan com vírus vindos da China. Mas, se o estoque não for renovado, não haverá vacina porque o Butantan não tem um laboratório de nível de segurança 3 de escala industrial. Fonseca explica que o Butantan consegue apenas combinar os vírus importados com adjuvantes, igualmente importados. O Butantan só deixará de depender da importação de matéria-prima da Sinovac quando for concluída a construção da nova fábrica do instituto. A obra foi iniciada em novembro de 2020, com previsão de entrega em dez meses. Segundo Wilson Mello, presidente da InvesteSP, responsável pela captação de recursos da iniciativa privada para o projeto, o prazo é 30 de setembro. Mas a fábrica precisará de autorização da Anvisa para operar. Só aí virá a transferência de tecnologia, prevista no contrato com a Sinovac. — Só teremos uma produção de vacinas 100% nacional no ano que vem e isso, se tivermos sorte — afirma Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Setor estratégico Fonseca diz que já passou da hora de o Brasil ser um desenvolvedor e produtor de insumos, e não principalmente um envasador, refém de importações. — Mesmo com o atraso de anos de falta de investimento em imunizantes, poderíamos estar em situação melhor se tivéssemos planejado importações para insumos que obviamente todo mundo sabia que teriam altíssima demanda global — frisa Fonseca. BioManguinhos/Fiocruz tem instalações para produzir a vacina da AstraZeneca/Oxford, pois não é necessário um laboratório de nível 3, sendo o 2 suficiente. A dificuldade está na tecnologia necessária para multiplicar o adenovírus não replicante. Como indica seu nome, ele não se multiplica no organismo. Foi geneticamente atenuado para dar segurança à vacina. Sem se replicar, não pode infectar e causar doença. Porém, isso impõe um desafio à sua produção em escala industrial. Para fazer isso, explica Fonseca, é preciso cultivá-lo em culturas de células especiais, modificadas, que dão ao adenovírus as proteínas que ele não tem para se replicar. Mas Fiocruz depende da transferência de tecnologia da AstraZeneca. Fonseca observa que esse tipo de tecnologia é dominado pela ciência brasileira há anos. No entanto, cada imunizante tem suas especificidades, protegidas por sigilo industrial. O mesmo desafio se aplica à Sputnik. Spilki lembra que o Brasil depende de importação até para meio de cultura de células, que tem 79 ingredientes, todos beneficiados pela China. — O Brasil poderia fazer, mas não houve investimento. E, no caso da pandemia, temos baixo poder de barganha, se comparados a países ricos, que também importam insumos, mas têm elevado poder de compra e diplomacia — observa Spilki. Segundo Prestes, a concorrência com a China e a Índia hoje é muito difícil, mas o país precisa ter uma política de estado para o setor, que olhe para questões estratégicas. — A gente tem que, no mínimo, desenvolver capacidade tecnológica para, num momento de aperto como este, conseguir comprar a tecnologia e implementar ela aqui mais rapidamente — afirma.
Nascidos em outubro podem sacar auxílio emergencial a partir de hoje

Cerca de 3,5 milhões de beneficiários do auxílio emergencial e do auxílio emergencial extensão nascidos em outubro poderão sacar a última parcela do benefício a partir desta sexta-feira (22). Eles poderão sacar ou transferir os recursos da conta poupança social digital. Foram creditados cerca de R$ 2,4 bilhões para esses públicos nos ciclos 5 e 6 de pagamentos. Desse total, cerca de R$ 2,2 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial extensão e o restante, cerca de R$ 200 milhões, às parcelas do auxílio emergencial. O dinheiro havia sido depositado na conta poupança digital em 9 de dezembro para os beneficiários do ciclo 5 e em 23 de dezembro para os beneficiários do ciclo 6. Até agora, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos, de contas de água, luz e telefone, compras com o cartão virtual de débito pela internet e compras em estabelecimentos parceiros por meio de maquininhas com código QR (versão avançada do código de barras). Para realizar o saque em espécie, é necessário fazer o login no Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui. Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou nas agências.
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TRABALHO TRAÇA PLANEJAMENTO PARA 2021

Apostando em uma gestão diferenciada e voltada para políticas públicas que fazem, verdadeiramente, a diferença na vida das pessoas, foi assim que o Governo Municipal de Valparaíso de Goiás iniciou o ano de 2021.Com planejamento e metas muito bem traçadas, as Secretarias vêm reunindo os servidores para traçar os objetivos do ano corrente. Este é o caso da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que está sob o comando do experiente Antônio Reis. Durante toda essa semana, a agenda da pasta está intensa, com reuniões com pessoas comprometidas com o crescimento e desenvolvimento econômico da cidade. Na quarta (20), o órgão, esteve reunido traçar o plano de ações para o setor produtivo de Valparaiso. Na quinta (21), o secretário Reis e sua equipe receberam Alexandre Severo, pioneiro e proprietário da Talento Viagens. Também presentes representantes do seguimento do turismo local. Para sexta-feira (22), está prevista uma reunião com a Associação Comercial e Industrial de Valparaíso (ACIVALGO). Estarão em pauta, temas essenciais para o alinhamento de parceria e de um futuro promissor que beneficie o empresariado valparaisenses. Futuro promissor Nos próximos meses, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, junto do Poder Executivo Municipal, não poupará trabalho para buscar a união de esforços e pensamentos coletivos, que fortaleçam o setor econômico, com geração de empregos, renda e valorização do município. Assessoria de Comunicação do Governo Municipal de Valparaíso de Goiás