Ministério Público do DF apura se furadores de fila foram vacinados

O Ministério Público do Distrito Federal pediu à Secretaria de Saúde local que ela esclareça se há pessoas que não integram os grupos prioritários e que teriam recebido doses do imunizante CoronaVac. O Ministério Público recebeu a denúncia de que isso estaria ocorrendo na quarta-feira (20) e deu 48 horas para a secretaria se manifestar. “O DF recebeu pouco mais de 106 mil doses, que são destinadas, exclusivamente, num primeiro momento, para aqueles que atendem direto nos hospitais pacientes infectados com o coronavírus. Chegou a nós uma denúncia de que outras pessoas estariam sendo vacinadas também. Nós requisitamos que a secretaria nos informe, imediatamente, quais são essas pessoas”, afirmou o o procurador de Justiça José Eduardo Sabo, coordenador da força-tarefa de enfrentamento à covid-19. Sabo observa que “tal situação, uma vez comprovada, além de representar violação ética inaceitável, importa em grave descumprimento da legislação, com inevitáveis consequências nas esferas administrativa e penal para os autores e beneficiários indevidos da medida”. As primeiras doses são destinadas a médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outras categorias profissionais ligadas à saúde que lidam diretamente com pacientes infectados pelo coronavírus. De acordo com o Plano Operacional de Vacinação Contra a Covid-19 no DF, nesta primeira etapa, também devem receber o imunizante indígenas, além de idosos, deficientes e cuidadores de instituições de acolhimento.
Sete vereadores derrotados nas eleições têm cargos na prefeitura de Goiânia

O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) nomeou na quarta-feira (20) o ex-vereador Denício Trindade (MDB) a secretário executivo da Secretaria Municipal de Educação. A nomeação já foi publicada no Diário Oficial do Município. Com isso, a prefeitura soma sete ex-vereadores com cargos na administração. Além de Denício Trindade, Tatiana Lemos (PCdoB) assumiu ainda no início da gestão a Secretaria da Mulher. Ela teve problemas com a Justiça eleitoral e não conseguiu se reeleger vereadora em 2020. Outro vereador derrotado nas urnas que assumiu a titularidade de uma secretaria foi Álvaro da Universo (Patriota), que é Secretário do Esporte. Já Felizberto Tavares (Podemos) não concorreu à reeleição para a Câmara Municipal, pois colocou seu nome como pré-candidato a prefeito de Goiânia. Após articulação figurou como vice de Samuel Almeida (Pros), mas, insatisfeito, foi coordenar a campanha de Maguito na Região Leste da capital. Com a vitória do MDB, assumiu a Secretaria Extraordinária do Município Tiãozinho Porto (MDB) é outro não reeleito que está na prefeitura. Ele, que já foi líder do ex-prefeito Iris Rezende (MDB) na Câmara, foi nomeado como secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento e Economia Criativa. Assim como Zander Fábio (Patriota), que também é secretário executivo, mas da Secretaria de Esporte. Enquanto Gustavo Cruvinel (MDB) assumiu a presidência do Procon.
Internacional goleia São Paulo no Morumbi por 5×1 e vira líder do Brasilerão

O Internacional goleou o São Paulo por 5 a 1, na noite desta quarta-feira (20), em pleno Morumbi e se tornou líder do Campeonato Brasileiro. A equipe gaúcha garantiu o triunfo no jogo válido pela 31ª rodada com gols de Yuri Alberto (três), Caio Vidal e Víctor Cuesta. Luciano fez o de honra do time paulista. Com o resultado, o Tricolor paulista cai para a segunda posição, com 57 pontos. O Colorado ocupa a primeira posição, com 59. O técnico do São Paulo, Fernando Diniz, se manifestou depois da goleada por 5 a 1 sofrida para o Internacional, disse não ter medo de perder o emprego e assumiu a responsabilidade pelo vexame em pleno Morumbi.”Essa pergunta eu já respondi muitas vezes no momento de pressão. Não tenho medo de perder emprego, trabalho com dedicação para conseguir esse título tão sonhado. Eu sempre me senti apoiado aqui, pela diretoria que saiu e por essa que entrou”, disse o comandante. Diniz vive um novo momento de pressão no São Paulo. Após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil e a sequência de tropeços que tirou o time da liderança do Brasileirão. “Se eu carrego algum tipo de culpa ou responsabilidade, a maior é minha. A maior responsabilidade é minha, estou trabalhando naquilo que posso e consigo. Acredito que a gente vai conseguir reverter isso e voltar ao campeonato”, acrescentou. Quem foi bem: Yuri Alberto Yuri Alberto, atacante do Inter (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Inter) O centroavante do Internacional fez uma boa partida diante do São Paulo, na noite de hoje, e marcou três gols no jogo disputado no Morumbi. O hat-trick foi construído no segundo tempo do jogo. Ele aproveitou falha da defesa e passes de Peglow e Patrick para balançar a rede de Tiago Volpi. O atacante ainda deu assistência par ao gol marcado por Caio Vidal no primeiro tempo. Quem foi mal: Gabriel Sara (Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC) Escalado como único meia-atacante para o jogo de hoje, Gabriel Sara não rendeu. O jovem falhou ao tentar criar jogadas e se tornou presa fácil para a marcação feita pelos volantes do Internacional. A sua participação foi encerrada no intervalo, com a entrada de Igor Gomes em sua posição. Luciano volta e marca, mas vê São Paulo ser massacrado Depois de quatro partidas sem atuar por causa de uma inflamação na perna esquerda, Luciano voltou a jogar pelo São Paulo na noite de hoje. O atacante deixou a sua marca no compromisso ocorrido no Morumbi. Entretanto, ele fez um gol solitário para o Tricolor paulista e viu a sua equipe ser goleada dentro de casa. Atuação do São Paulo Fernando Diniz comanda o São Paulo em jogo contra o Internacional pelo Brasileirão (Imagem: Marcello Zambrana/AGIF) Irreconhecível, o São Paulo seguiu adotando o pensamento de ter mais posse de bola, como é de praxe com Fernando Diniz. O time ficou com a bola por mais de 70% do tempo, mas encontrou dificuldades para criar chances de balançar a rede adversária. Bem marcado pelo Internacional, viu os seus meias se tornarem presa fácil para a marcação. A equipe voltou a cometer erros na saída de bola, situação exigida por seu comandante. Jogadores como Luan, Vitor Bueno e Daniel Alves falharam no início da construção das jogadas. Atuação do Internacional Yuri Alberto fez três gols e foi o grande personagem da goleada do Inter (Foto: MAURO HORITA) O Internacional começou o jogo com uma postura que ainda não tinha apresentado sob comando de Abel Braga. Adiantou suas linhas e marcou no campo do adversário. Assim, tirou a tranquilidade do rival para sair jogando com toques curtos, como gosta. Não demorou para criar as primeiras chances e marcar os gols. Com dois na frente, porém, o time relaxou e deixou o São Paulo crescer. Mesmo que tenha sofrido o gol de desconto, o Colorado ainda se impôs e criou chances. No segundo tempo, o Inter até foi pressionado, mas não abandonou a marcação ofensiva e foi premiado com uma retomada no ataque e o terceiro gol. Ainda houve tempo para o quarto, o quinto e uma goleada vermelha. Cronologia do jogo Víctor Cuesta abriu o placar para o Internacional aos oito minutos após cruzamento de Moisés. Caio Vidal ampliou o marcador aos 24 depois de passe de Yuri Alberto. Luciano diminuiu para o São Paulo aos 36 minutos. Na volta do intervalo, Yuri Alberto marcou em três oportunidades. O atacante fez aos 15, aos 21 e aos 24 minutos da etapa final. FICHA TÉCNICA SÃO PAULO 1 x 5 INTERNACIONAL Data: 20 de janeiro de 2021, quarta-feira Horário: 21h30 (de Brasília) Local: Morumbi, em São Paulo (SP) Competição: Campeonato Brasileiro, 31ª rodada Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ) Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Michael Correia (ambos do RJ) VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ) Cartão amarelo: Brenner, Bruno Alves (São Paulo); Caio (Internacional) Gols: Victor Cuesta, aos 8 minutos do 1º tempo (0-1); Caio, aos 24 minutos do 1º tempo (0-2); Luciano, aos 35 minutos do 1º tempo (1-2); Yuri Alberto, aos 15 minutos do 2º tempo (1-3); Yuri Alberto, aos 21 minutos (1-4); Yuri Alberto, aos 24 minutos (1-5) SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran (Paulinho Boia), Bruno Alves, Léo (Vitor Bueno) e Reinaldo; Luan, Daniel Alves, Tchê Tchê (Diego Costa) e Gabriel Sara (Igor Gomes); Luciano (Gonzalo Carneiro) e Brenner. Técnico: Fernando Diniz INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Rodinei, Lucas Ribeiro, Victor Cuesta (Zé Gabriel) e Moisés; Rodrigo Dourado (Johnny), Praxedes (Rodrigo Lindoso), Edenilson, Patrick e Caio Vidal (Peglow); Yuri Alberto (Leandro Fernández). Técnico: Abel Braga
Biden diz que recebeu carta “muito generosa” de Donald Trump

Sentado na cadeira do Salão Oval, na Casa Branca, o presidente Joe Biden disse no início da noite desta quarta-feira (20) que Donald Trump lhe enviou uma carta “muito generosa” antes de deixar o cargo. Biden, no entanto, se recusou a divulgar o conteúdo antes de conversar e pedir autorização ao seu antecessor. “O [ex-] presidente [Trump] escreveu uma carta muito generosa”, disse Biden. “Mas, por ser privado, não vou falar sobre isso até falar com ele”, avisou, após a insistência de repórteres. Deixar uma mensagem para o presidente que o substitui é uma tradição americana iniciada por Ronald Reagan, em 1989, quando ele escreveu uma carta para George H. W. Bush. Apesar da generosidade, Donald Trump —que não aceitou totalmente a sua derrota nas eleições— decidiu não comparecer à cerimônia de posse de Biden, quebrando o protocolo ao deixar a Casa Branca antes da chegada do novo presidente. Trump se tornou o quarto presidente da história do país a não comparecer à posse do sucessor, o que não acontecia havia 152 anos. O democrata Joe Biden, de 78 anos, tomou posse hoje como 46º presidente dos Estados Unidos ao prestar o juramento diante do Capitólio, em Washington. Kamala Harris também tomou posse como vice-presidente, sendo a primeira mulher a exercer o cargo. Joe Biden, durante posse (Foto: Alex Wong / Getty Images) Em seu discurso, Biden disse que “democracia prevaleceu” e pediu a união dos Estados Unidos após um processo eleitoral marcado por contestações infundadas por parte de Trump. “Aprendemos de novo que a democracia é preciosa. A democracia é frágil. E nesta hora, meus amigos: a democracia prevaleceu! Este é o dia da América … Hoje celebramos o triunfo não de um candidato, mas de uma causa – a causa da democracia”, afirmou Joe Biden Biden planeja tomar ao menos 17 ações executivas durante suas primeiras horas no cargo como o novo presidente americano, agindo rapidamente para desmantelar legados deixados pelo seu antecessor. Duas delas, por exemplo, é a determinação do retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e à OMS (Organização Mundial de Saúde). Republicanos comparecem à posse Aos 78 anos, o democrata se tornou o presidente americano mais velho da história em uma cerimônia de posse que foi, em grande parte, despojada de pompa e circunstância habitual, devido à pandemia e às preocupações com a segurança após o ataque ao Capitólio, que deixou cinco mortos. Importantes republicanos, incluindo o agora ex-vice-presidente Mike Pence e os líderes do partido no Congresso, compareceram à posse de Biden, juntamente com os ex-presidentes dos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton.
Bancada goiana na Câmara tem jantar com Baleia Rossi nesta quarta (20)

O candidato a presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB), vem a Goiás nesta quarta-feira (20) para jantar com a bancada goiana da casa. A reunião será a partir das 20h30 no Palácio das Esmeraldas, com presença do governador Ronaldo Caiado (DEM). A pauta é a eleição do dia 1º de fevereiro próximo. Na semana passada houve encontro com Arthur Lira (PP), adversário de Rossi no pleito, com articulação do presidente do Progressistas goiano, Alexandre Baldy. Ambos os candidatos fazem tour pelos estados em busca dos votos necessários para alcançar a Mesa Diretora da Câmara. O pano de fundo da eleição da Câmara é o fortalecimento do governo Jair Bolsonaro (sem partido) que encontra em momento difícil com a crise gerada pela recrudescimento da pandemia no país e das dificuldades com aquisição e disponibilização de vacinas contra a covid-19. A candidatura de Baleia Rossi é articulada pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e conta com apoio, até o momento, de 12 partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB, Rede e Solidariedade. Por outro lado, Arthur Lira é apoiado por Bolsonaro e conta com PL, PP, PSD, Republicanos, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota. A eventual vitória do progressista pode facilitar a vida de Bolsonaro e permitir o avanço de pautas caras ao governo, além de afastar pedidos de impeachment.
Equipe econômica avalia que atual cenário não exige auxílio emergencial

A equipe econômica tem acompanhado o crescimento dos casos de Covid-19 no Brasil com preocupação. O time do ministro Paulo Guedes (Economia) avalia que a situação tem se agravado e sinais vermelhos estão se acendendo. Mesmo assim, membros da equipe consideram o cenário atual diferente daquele observado em meados do ano passado e dizem que o momento não demanda medidas como o auxílio emergencial. Um novo auxílio emergencial, pagamento feito à população de abril a dezembro de 2020 —e de forma residual neste mês—, voltou à discussão após os principais candidatos à presidência da Câmara mencionarem a possibilidade de relançar a medida. Apesar de não descartarem o auxílio emergencial em uma situação extrema, integrantes do time de Guedes veem por enquanto a atividade se movimentando mesmo com a existência da pandemia e sem o auxílio. Corrobora com essa visão a declaração recente do secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida. “Acredito que o primeiro trimestre será um pouco difícil para a economia brasileira ainda, mas ao longo do semestre os resultados vão continuar a aparecer”, afirmou em entrevista neste mês. É apontado entre os membros que o crescimento recente dos casos de coronavírus pode estar ligado às festas de fim de ano. Por isso, seria preciso observar com atenção o movimento da pandemia nos próximos dias. Fila no restaurante “Bom Prato”, em Santana, zona norte de SP. Boa parte dos clientes estão desempregados e aproveitam a refeição que custa R$1, valor subsidiado pelo governo paulista (Foto: Karime Havier) Integrantes interpretam ainda que a maior conscientização da população a respeito das medidas de proteção (higiene, uso de máscaras e distanciamento), algo que não existia no começo da pandemia, pode contribuir para segurar o contágio e evitar o caos na saúde pública. O que mudaria completamente o cenário, segundo membros ouvidos, seria um novo fechamento amplo de atividades decretado por governadores e prefeitos. Isso ocorreu a partir de abril do ano passado. As medidas causaram restrições no deslocamento e nos locais de trabalho para forçar o distanciamento social e frear o contágio do novo coronavírus. Se isso ocorrer novamente em larga escala, a economia pararia com o objetivo de impedir um novo caos na saúde e medidas contundentes seriam necessárias no lado econômico. Entre elas, estaria o auxílio emergencial. Até o momento, no entanto, os estados têm evitado medidas de restrição mais rígidas. Até mesmo Wilson Lima, governador do Amazonas, onde há casos de pacientes morrendo sem oxigênio, descartou na semana passada um lockdown por considerar a medida ineficiente e de difícil fiscalização. De qualquer forma, a equipe econômica tem dado prioridade ao estudo de medidas que não gerem impacto fiscal em 2021. No cardápio de opções, estão saques do 13º benefício de aposentados ou liberação de mais recursos das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Outro discurso presente é que a estratégia mais correta para direcionar recursos aos mais vulneráveis é remanejar recursos dentro do Orçamento. Com isso, seriam retiradas verbas de alguns ministérios para empregá-las no reforço de programas sociais como o Bolsa Família. É visto como um complicador para esse caminho neste momento o fato de o Orçamento de 2021 ainda nem ter sido votado, o que deve ocorrer somente após as eleições para o comando do Congresso. O texto pode ser aprovado apenas após abril, segundo estimativa da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas). Outro instrumento citado pela equipe econômica para rever despesas é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que poderia —a depender de sua versão— abrir espaço no teto de gastos para atender os mais vulneráveis. Mas as discussões sobre o texto continuam estacionadas no mesmo ponto de antes do recesso parlamentar. O relator, senador Márcio Bittar (MDB-AC), apresentou no fim do ano a líderes no Congresso uma versão enxuta da PEC elaborada originalmente por Guedes. Diante da falta de consenso, Bittar adiou para 2021 a apresentação de seu relatório —o que ainda não aconteceu. Sem uma discussão para rever despesas em programas sociais, o auxílio emergencial voltou a ser mencionado no Congresso. Desta vez, está sendo discutido no debate das eleições para o comando da Câmara. O candidato Baleia Rossi (PSDB-SP), de Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o assunto ao lançar sua candidatura em 10 de janeiro. “A pandemia não acabou e milhões deixarão de receber o benefício. Entendo que temos de buscar uma solução: ou aumentando o Bolsa Família ou de novo o auxílio emergencial aos mais vulneráveis”, disse Baleia. Arthur Lira (PP-AL), seu principal concorrente, disse na segunda-feira (18) que há possibilidade de retomar a medida. “Penso que, com Orçamento, dependendo do valor e do prazo e respeitando o teto de gastos, tenhamos possibilidade de fazer um auxílio, até que se vote um novo programa permanente”, disse Lira, cuja candidatura conta o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Pago a mais de 60 milhões de pessoas, o auxílio emergencial foi a medida do pacote anticrise que mais demandou recursos do Tesouro Nacional, com R$ 321,8 bilhões (mais que o triplo de todo o déficit registrado pelo governo em 2019). O pagamento mensal à população foi criado em abril e custeado com dívida do Tesouro Nacional com valor inicial de R$ 600 (mães solteiras recebiam o dobro). A partir de setembro, o valor caiu para R$ 300. A medida foi executada em 2020 por meio dos chamados créditos extraordinários, que ficam fora do teto de gastos e são permitidos pela Constituição em situações urgentes e imprevisíveis. O uso só foi possível após o Congresso reconhecer o estado de calamidade pública e, posteriormente, flexibilizar regras fiscais por meio da emenda à Constituição que criou o Orçamento de guerra (encerrado em dezembro).
BBB 21 abre votação para imunidade de brothers antes da estreia

O BBB 21 começa na próxima segunda-feira (24), mas o jogo já está movimentado antes do início. Na última terça (19) todos os participantes foram anunciados, anônimos e famosos. Após a divulgação da lista, uma novidade: uma votação foi aberta para o público escolher seis brothers, três de cada grupo, para ganhar imunidade logo na primeira semana de Big Brother Brasil. E mais: os seis participantes imunizados terão que entrar em consenso e indicar alguém para o Paredão. O resultado da votação será anunciado no “Fantástico”, no domingo (24), um dia antes da estreia do BBB 21. Outra novidade é que, ao entrarem na casa, esses integrantes do Big Brother Brasil ocuparão provisoriamente um local diferente na casa, longe dos demais confinados, que nem imaginarão que têm a companhia de outros brothers. Conheça aqui os participantes anônimos do grupo ‘Pipoca’ Os vilões que marcaram a história do BBB A 21ª edição do Big Brother Brasil está aí e os fãs do programa estão ansiosos para acompanhar o confinamento dos novos brothers. Em todas as temporadas um ‘personagem’ específico sempre chamou a atenção do público: o vilão. Seja aquele participante que infernizou a vida de um casal ou o que fez maldades para conseguir ir mais longe no BBB, os vilões deram o que falar no reality. Teve Felipe Prior, Paula von Sperling, Patrícia e Diego, Marcelo Dourado… Relembre aqui! Conheça aqui os participantes famosos do grupo ‘Camarote’ Os participantes e os momentos mais engraçados do BBB Não mandou seu vídeo de inscrição para o Big Brother Brasil 21?! Repetindo a fórmula que deu certo ano passado, o reality vai confinar novamente anônimos e famosos em busca de R$ 1,5 milhão. Nesses mais de vinte anos de programa, já estiveram sob os olhares das câmeras vários brothers engraçados responsáveis por momentos que arrancaram risadas do público, como Solange cantando, Jéssica e sua coroa de princesa… Relembre aqui!
Sem auxílio, inadimplência volta a subir entre pequenas empresas

As medidas de auxílio a empresas chegaram ao fim, mas a pandemia, não. Após meses de baixa na inadimplência como resultado de acesso a crédito e diferimento de impostos, as empresas começam a receber a fatura da crise em um ambiente econômico ainda afetado pelo coronavírus. A expectativa dos economistas é que as dívidas em atraso ou débitos em aberto cresçam mais entre micro e pequenas empresas, principalmente nos segmentos de comércio e serviços, que dependem mais da movimentação de pessoas. Pesquisa do Sebrae mostra que, em novembro, 68% dos pequenos negócios no país tinham dívidas em aberto ou contas em atraso. Os débitos incluem contas com bancos, impostos e taxas, aluguel, fornecedores de matéria-prima e serviços. — A conta começa a bater na porta das empresas e muitas não estarão preparadas para assumir a dívida, porque serviços e comércio ainda estão se recuperando. O problema é que não tem nenhum programa de crédito ativo, e as incertezas daqui para frente causarão temor e devem diminuir a oferta de crédito nos bancos. Com isso, o empresário perde capacidade de pagamento — afirma Guilherme Reche, analista do Sebrae Rio. A taxa de inadimplência geral, considerando todos os portes de empresas, passou de 3% em 2019 para 2,3% no ano passado. Segundo Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, a inadimplência caiu de forma geral durante a pandemia, inclusive para pessoas físicas. Isso aconteceu em razão de medidas como o pagamento do auxílio emergencial, criado para ajudar os informais a atravessarem a crise, a taxa básica de juros na mínima histórica e outras medidas de estímulo. Agora, porém, a expectativa é de alta a partir de fevereiro: — Tudo aquilo que ajudou a reduzir a inadimplência no ano passado vai ser descontinuado e é provável que ela volte a subir. O economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, espera que a inadimplência chegue ao dobro da registrada no ano passado e recomenda que as empresas busquem renegociar: — A lógica das empresas é a mesma de uma casa. O ideal é tentar negociar a curto prazo toda dívida que puder. Mas, se está entrando menos recursos, tem que pagar o essencial e escolher o que adiar. Aumento de casos de Covid Levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que entre 24 de dezembro e 4 de janeiro, 57% dos estabelecimentos não conseguiram pagar em dia despesas com impostos, aluguel, salários e fornecedores. Entre eles, 63% estão em atraso com o Simples Nacional. O aumento de casos de Covid-19 já afeta os negócios. Apenas 19% estão funcionando como bufê, enquanto 76% estão com salão aberto e outros 16% atuam apenas com delivery ou retirada no local. Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, afirma que o setor caminha para a “insolvência” e defende um programa de refinanciamento do Simples Nacional. — Falta os governos terem sensibilidade de que as coisas pioraram e pioraram muito. Outra situação que preocupa os donos de bares e restaurantes é a manutenção dos empregos. O endividamento também é fator de preocupação para o setor. Apesar de 84% dos empresários de bares e restaurantes afirmarem que estão em dia com o pagamento de empréstimos, 64% fizeram novas dívidas para manter o negócio. Segundo Solmucci, muitos ainda se encontram no período de carência de empréstimos contraídos no ano passado, mas o benefício deve acabar no começo do ano. Mais da metade deles (53%) estimam que vão precisar de mais de um ano para que as dívidas voltem a um patamar aceitável. ‘A conta não fecha’ O empresário Anselmo Guimarães tenta equilibrar os empréstimos feitos antes da pandemia, o financiamento do imóvel onde montou seu restaurante, o fluxo baixo de clientes e a alta de preços dos alimentos. O Bistrô das Artes fica no Centro e costumava receber uma média de 200 clientes no salão e 50 quentinhas por dia. Com a pandemia, a adoção do home office e o esvaziamento do centro da cidade, o cenário mudou: — A conta não fecha. Não consegui empréstimo bancário ano passado e o único recurso que usei foi a redução da jornada. Já tinha pendências financeiras com bancos e isso piorou muito com a pandemia. Vou pagando conforme der. Hoje, estamos no modo sobrevivência. Não tenho muito o que fazer. Já o empresário Francisco Muanis tinha quatro pizzarias no início da pandemia. Fechou uma delas e suspendeu o negócio em outra até o fim do ano passado. Ele conseguiu dois empréstimos pelo Pronampe, programa de crédito lançado durante a crise e encerrado no fim do ano passado, e a primeira parcela começa a ser paga em maio. E enfrenta outras dívidas: — Precisamos de ajuda para manter os empregos. Agora está mais complicado porque não temos mais as flexibilizações e ajuda que tínhamos no início. Para especialistas, a melhora do cenário para as pequenas empresas vai depender da retomada do mercado de trabalho. Mais gente trabalhando significa mais renda para consumo e mais faturamento para as empresas. — O ponto é que o mercado de trabalho precisa evoluir, mas ainda há muitas incertezas, como o tempo necessário para vacinação, o tempo de resposta à imunização, a segunda dose, entre outros aspectos — resumiu Imaizumi, da LCA.
Vice-líder do PT na Câmara é diagnosticado com a covid-19

O deputado federal e vice-líder do PT na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), afirmou nesta segunda-feira (18), por meio de seu perfil no Twitter, que foi diagnosticado com a covid-19. O parlamentar disse que teve sintomas leves, mas passa bem e deve entrar em quarentena. “Tive alguns sintomas leves e confirmei há pouco o teste positivo para a covid. Estou bem, com febre bem baixa, mas agora além do isolamento, estarei em quarentena. Mas confiante que em breve voltarei aos 100%. Sempre na luta!”, destacou o deputado.
Profissionais de transportes entram no grupo prioritário da vacinação

Os profissionais do setor de transportes foram incluídos no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19. Segundo nota do Ministério da Infraestrutura, entram nesta categoria trabalhadores em transportes terrestres, aéreo, ferroviário e aquaviário. Também estão no grupo caminhoneiros, trabalhadores em portos, empregados de companhias aéreas, funcionários de empresas de trens e ferrovias e motoristas e cobradores de ônibus tanto metropolitanos quanto intermunicipais e interestaduais. Para ter direito à vacinação, os profissionais deverão comprovar, por meio de documentação, que são funcionários de empresas de alguns destes segmentos. A nota do Ministério da Infraestrutura não detalha em que fase da vacinação esses trabalhadores serão incluídos. A data para o início da imunização dos profissionais do setor de transportes ainda deverá ser divulgada pelo Ministério da Saúde