Coroa com 1.300 diamantes roubada do Louvre é encontrada danificada

PUBLICADO EM 20/10/25 Peça que pertenceu à imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão Bonaparte (FOLHAPRESS) Duas das joias roubadas do Museu do Louvre, em Paris, na manhã deste domingo (19) foram encontradas nas proximidades do local —e uma delas é nada menos do que a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão Bonaparte. O crime surpreendeu pela ousadia: os ladrões entraram no museu logo depois de o Louvre ser aberto ao público. No total, nove joias foram levadas da galeria Apolo, que abriga tesouros da Coroa Francesa, no museu mais visitado do mundo. A coroa da imperatriz Eugênia, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, foi localizada no entorno da instituição, quebrada. Segundo o jornal Le Parisien e a emissora BFMTV, que citaram fontes próximas às investigações, outra peça ainda não detalhada também foi recuperada. No total, duas coroas foram levadas pelos ladrões, além de um colar, um par de brincos, um conjunto de colar e brincos e um broche, joias “de um valor inestimável”, indicou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez. Segundo ele, os criminosos realizaram a operação em “sete minutos” e fugiram em uma scooter, também localizada horas depois do roubo. Por volta das 9h30 locais (4h30 em Brasília), entre três e quatro invasores entraram na sala depois de quebrar as janelas do espaço com o auxílio de uma minisserra de vidros. Eles chegaram ao local por meio de uma escada instalada na parte externa, na quadra voltada para o rio Sena, no centro de Paris. Segundo o jornal Le Parisien, eles estavam vestidos como operários. As joias estavam protegidas por vitrines de vidro. Os visitantes do museu, que abriu às 9h (4h em Brasília), foram rapidamente convidados a se retirar, “sem incidentes”, informou o Louvre à agência de notícias AFP. Construída a pedido do rei Luís XIV, a galeria Apolo abriga a coleção real de pedras preciosas e os diamantes da Coroa, incluindo três peças históricas: os diamantes Regente, Sancy e Hortênsia. O último roubo registrado no Louvre ocorreu em 1998, quando uma pintura do pintor francês Camille Corot foi roubada em plena luz do dia e nunca mais foi recuperada. Muito antes, a Mona Lisa foi roubada em 1911 por um vidraceiro italiano, que queria que a obra-prima fosse devolvida ao seu país de origem. Laurent Nuñez, ex-chefe de polícia de Paris recentemente nomeado ministro do Interior, disse ter esperança de que os criminosos sejam presos “muito rapidamente”. Ele afirmou que eram ladrões experientes, que poderiam ser estrangeiros. O museu recebeu quase 9 milhões de visitantes em 2024, 80% dos quais estrangeiros. A instituição anunciou seu fechamento no domingo por “motivos excepcionais”, para “preservar vestígios e pistas para a investigação”. Questionado sobre possíveis falhas no sistema de vigilância, o ministro do Interior não quis comentar, mas observou que a segurança do museu era frágil. “Sabemos muito bem que os museus franceses são extremamente vulneráveis”, disse Nuñez, lembrando que um plano de segurança lançado recentemente pelo Ministério da Cultura não poupou o Museu do Louvre. Recentemente, vários assaltos ocorreram em museus na França. Em meados de setembro, peças de ouro nativo foram roubadas durante um arrombamento no Museu Nacional de História Natural de Paris, que lamentou uma “perda inestimável” para a pesquisa e o patrimônio. No mesmo mês de setembro, um museu em Limoges, no centro da França, com um dos maiores acervos de porcelana do país, sofreu um assalto com prejuízos estimados em € 6,5 milhões (R$ 40,9 milhões). “O crime organizado hoje tem como alvo objetos de arte, e os museus se tornaram alvos”, disse a ministra da Cultura, Rachida Dati, enfatizando que a França é o principal alvo por ser um “país patrimônio”. “Esses museus precisam se adaptar às novas formas de crime”, acrescentou a ministra, garantindo que uma auditoria de segurança havia sido realizada recentemente no Louvre, a pedido da administração do local.
Pesquisa do Butantan padroniza nomenclatura de vírus da dengue

PUBLICADO EM 20/10/25 Pesquisa realizada pelo Instituto Butantan e mais 23 instituições definiu nova nomenclatura para as linhagens do vírus da dengue. As denominações já começaram a ser utilizadas desde setembro de 2024 pelos participantes do estudo, entre eles a Universidade Yale, nos Estados Unidos, a Universidade Oxford, no Reino Unido, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, no Brasil. “Por ter sido desenvolvido de forma consensual por várias instituições nacionais e internacionais, [a adoção da nova nomenclatura] não depende de aprovação formal da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, espera-se que a OMS e redes regionais de vigilância passem a utilizá-lo como referência, como já ocorreu com outros vírus”, destaca o bioinformata do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS) e do Laboratório de Ciclo Celular do Instituto Butantan (LCC), Alex Ranieri. Segundo o instituto, o objetivo da nova nomenclatura é facilitar a vigilância das mutações que podem ocorrer com o vírus e favorecer a comunicação entre laboratórios e autoridades de saúde, permitindo acompanhar potenciais novas linhagens com risco epidemiológico. A pesquisa A new lineage nomenclature to aid genomic surveillance of dengue vírus (Uma nova nomenclatura de linhagem para auxiliar na vigilância genômica do vírus da dengue, em tradução livre) foi publicada na revista científica PLOS Biology. Nomenclatura O vírus da dengue é composto por quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) e cada um apresenta diferentes variações genéticas, totalizando 17 genótipos. O novo sistema propõe dois níveis adicionais (linhagens maiores e linhagens menores), permitindo uma classificação mais detalhada e padronizada da diversidade viral. No novo esquema de nomenclatura, os genótipos são indicados por números romanos e abaixo deles há dois níveis hierárquicos: as linhagens maiores, representadas por letras e as linhagens menores, indicadas por números separados por pontos: DENV-3III_C.2 é o vírus da dengue sorotipo 3, genótipo III, linhagem maior C, linhagem menor 2. “Enquanto um genótipo pode abranger vírus de vários continentes, uma linhagem específica pode refletir circulação restrita a uma região ou país. O artigo no qual foi publicado o sistema mostra, por exemplo, que a linhagem DENV-2II_A foi identificada apenas no hemisfério oriental. Assim, se essa linhagem surgisse em outro continente, isso indicaria nova rota de introdução, permitindo resposta rápida das autoridades sanitárias”, ressalta Ranieri. De acordo com ele, a nova nomenclatura pode influenciar de forma indireta o processo de vacinação contra a doença. O novo sistema identifica mutações específicas que definem cada linhagem e algumas dessas alterações podem influenciar a resposta imune induzida por vacinas. “Com o monitoramento contínuo das linhagens, é possível detectar precocemente variantes com potencial de escape imunológico e avaliar se há impacto na eficácia vacinal. Isso oferece uma base científica para ajustar futuras formulações de vacinas de forma mais precisa”. Em 2024, os países onde circulam os quatro sorotipos de dengue notificaram mais de 13 milhões de casos. O Brasil foi o país com o maior número de casos (10,2 milhões), seguido pela Argentina (581,5 mil), o México (558,8 mil) a Colômbia (321 mil) e o Paraguai (295,7 mil), segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que coloca em risco mais de 100 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), especialmente em países tropicais como o Brasil.
Acidente entre dois carros e carreta mata mulher e deixa outros 7 feridos na GO-080

PUBLICADO EM 20/10/25 Alguns feridos precisaram ser retirados das ferragens pela equipe de resgate Uma mulher de 59 anos morreu e sete outras pessoas ficaram feridas após uma batida envolvendo dois carros e um caminhão na GO-080, entre o município de Goianésia e o distrito de Artulândia, na tarde de domingo (19). De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um dos veículos tentou ultrapassar a carreta, quando colidiu de frente com o outro carro que seguia no sentido oposto da pista. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a vítima fatal, Jeane de Oliveira Paula, ficou presa às ferragens após o acidente e precisou ser resgatada pela equipe. As causas e a dinâmica do sinistro ainda serão investigadas pela Polícia Civil. O local foi isolado para a realização da perícia e a remoção dos veículos envolvidos. Segundo a PRE, a colisão aconteceu por volta das 15h, em um trecho de pista simples. A batida envolveu um VW Gol, um Nissan Kicks e uma carreta. O impacto foi tão forte que os veículos ficaram completamente destruídos. Equipes do Corpo de Bombeiros de Goianésia e do SAMU fizeram o resgate das vítimas. A mulher morreu no local. As outras pessoas feridas foram levadas para o Hospital Municipal de Goianésia. Até o começo desta segunda-feira (20), não há informações sobre o estado de saúde dos feridos. A PRE pede que os motoristas evitem ultrapassagens perigosas e redobrem a atenção em pistas simples.
Contribuintes goianos podem negociar dívidas tributárias com desconto de até 70% e em 145 vezes

PUBLICADO EM 20/10/25 Iniciativa permite a adesão de pessoas físicas e jurídicas com débitos de tributos como ICMS, ITCMD e IPVA Os contribuintes goianos podem negociar suas dívidas tributárias com o Estado de Goiás com até 70% de desconto sobre juros e multas e em 145 vezes, a partir desta segunda-feira (20) pelo Quita Goiás. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), a iniciativa permite a adesão de pessoas físicas e jurídicas com débitos de tributos como ICMS, ITCMD e IPVA. O primeiro edital, publicado na sexta-feira (17) pela PGE, abrange as “grandes dívidas”, com valores superiores a R$ 500 mil e histórico de baixa recuperabilidade. Esses débitos representam cerca de R$ 20 bilhões inscritos em dívida ativa e envolvem aproximadamente 3 mil empresas ou grupos societários – em dezembro, haverá o lançamento do edital para menores valores, como do IPVA. Mas sobre o Quita Goiás, o contribuinte pode aderir ao solicitar pelo e-mail ntt@pge.go.gov.br. No pedido, ele deve incluir os dados da pessoa física ou jurídica e a documentação exigida. Destaca-se que os documentos necessários e todas as informações sobre o programa estão disponíveis no site da PGE (goias.gov.br/procuradoria). Após o envio, o contribuinte ou seu representante legal receberá por e-mail a simulação com os créditos tributários aptos à transação e as respectivas condições de pagamento. Critérios da Secretaria de Economia são utilizados para calcular os descontos. Em caso de acordo, o pagamento à vista encerra a cobrança. Já o parcelamento é acompanhado pela pasta até a quitação total da dívida. Durante o processo, contudo, a exigibilidade do crédito é suspensa, assim como eventuais ações judiciais relacionadas. “O programa é um mecanismo crucial para facilitar o cumprimento das obrigações tributárias e reduzir o volume de litígios, permitindo uma solução mais eficiente e consensual para as dívidas”, destaca o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda. Atualmente, a dívida ativa goiana, registro dos contribuintes inadimplentes, soma cerca de R$ 40 bilhões. Para o procurador-geral, o programa deve contribuir para reduzir esse montante, ao permitir que contribuintes em dificuldade regularizem sua situação fiscal com condições mais acessíveis. “O volume de processos tributários no Poder Judiciário é crescente, mas a cobrança judicial tem baixa eficácia na recuperação de créditos da dívida ativa. Diversos órgãos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recomendam a transação tributária como uma alternativa eficiente, por dispensar a intervenção judicial e reduzir a litigiosidade”, conclui Arruda.
Novo desenho do fornecimento de energia não garante autonomia

PUBLICADO EM 17/10/25 Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, a Europa conseguiu o que parecia improvável: reduzir de forma drástica sua dependência do petróleo e do gás russos sem mergulhar em uma recessão energética. A façanha, impulsionada pelo plano REPowerEU (estratégia adotada em maio de 2022 para economizar energia, aumentar a produção renovável e diversificar fornecedores) e sustentada por uma rede cada vez mais diversificada de fornecedores, marca uma inflexão histórica na matriz energética do continente. Mas o desafio agora é consolidar essa autonomia em meio a um cenário de tensões geopolíticas, custos elevados e desigualdade persistente entre Estados-membros. De acordo com dados do Statista, entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2025, a União Europeia reduziu em mais de 90% as importações de petróleo russo, fazendo com que a participação do país caísse de 29% para menos de 2% do total das importações extra-UE. No caso do gás natural, a queda também foi expressiva: de 39% para 13% no mesmo período. O bloco reduziu principalmente o gás transportado por gasoduto – que recuou 52% – e substituiu parte do volume por gás natural liquefeito (GNL), cuja importação total mais do que quadruplicou desde 2021. O avanço europeu só foi possível graças à rápida ampliação das compras de GNL de países como Estados Unidos, Catar e Noruega. As importações americanas, em especial, tornaram-se um pilar central da segurança energética da Europa, um movimento que também reposiciona Washington como ator dominante no fornecimento global de gás e, inevitavelmente, como origem de nova vulnerabilidade estratégica. O paradoxo da transição inacabada Esse redesenho da matriz energética europeia reflete não apenas uma necessidade técnica, mas uma decisão estratégica: reduzir a vulnerabilidade a um fornecedor que utilizou o gás como instrumento político. A Rússia, que até 2021 respondia por mais de um terço das importações de gás do bloco, viu seu poder de barganha desmoronar. Ainda assim, a ruptura está longe de ser completa. Dados recentes da Reuters revelam que sete países da UE – França, Holanda, Bélgica, Croácia, Romênia, Portugal e Hungria – aumentaram as importações de energia russa no início de 2025 em comparação com o ano anterior. Na França, as compras subiram 40%, para 2,2 bilhões de euros; na Holanda, o aumento foi de 72%, atingindo 498 milhões de euros. Nos primeiros oito meses de 2025, o bloco importou mais de 11 bilhões de euros em recursos energéticos russos. O fenômeno expõe a fragilidade da narrativa de “descolamento”. Embora a participação percentual russa tenha caído drasticamente, o fluxo absoluto de capital para Moscou permanece robusto. A ironia é ainda mais evidente no caso do GNL: enquanto o gás russo por gasoduto foi severamente reduzido, o GNL russo continua chegando aos terminais europeus. O valor dessas importações quase triplicou desde 2021, ainda que sua participação relativa tenha diminuído devido à explosão das importações totais de GNL. A resistência do Leste e a política dos custos Nem todos os Estados-membros embarcaram com o mesmo ritmo nessa transição. Hungria e Eslováquia, altamente dependentes do petróleo russo, continuam entre os maiores compradores remanescentes. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem reiterado que o abandono total do fornecimento russo traria custos “inaceitáveis” à economia doméstica. Suas objeções não são apenas econômicas: Orbán mantém relações políticas próximas com o Kremlin, transformando a questão energética em um teste de coesão europeia. A divergência expõe um dilema latente: enquanto parte da Europa busca acelerar a descarbonização e o investimento em renováveis, outros países ainda veem o gás russo como um mal necessário para manter energia acessível e competitividade industrial. A memória recente da crise do gás de 2022, quando os preços chegaram a multiplicar-se por dez, forçando indústrias a fechar e disparando as contas de famílias, ainda assombra governos e consumidores, especialmente em economias menores ou mais expostas a choques de preços. Em resposta à persistência dessas importações, a Comissão Europeia adotou, em 17 de junho de 2025, uma proposta legislativa para eliminar gradualmente todas as importações de gás e petróleo russos até o final de 2027. A proposta, agora em tramitação no Parlamento Europeu e no Conselho da UE, marca uma tentativa de transformar a meta política em obrigação legal, mas também expõe as divisões internas que dificultam sua implementação. Autonomia energética e segurança continental A guerra evidenciou que energia é também uma questão de segurança nacional. O risco de sabotagens, ciberataques e interferências em gasodutos ou redes elétricas ampliou a percepção de vulnerabilidade. Nesse sentido, o REPowerEU tornou-se não apenas um programa de transição verde, mas uma política de defesa continental. Entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, a UE conseguiu reduzir sua demanda de gás em 17%, equivalente a 70 bilhões de metros cúbicos por ano, uma conquista notável em termos de eficiência energética e gestão de demanda. A aceleração na instalação de capacidade solar, que deve ultrapassar 320 gigawatts até o final de 2025 rumo à meta de 600 gigawatts em 2030, representa outro avanço estrutural. A nova fase, porém, exigirá coordenação e solidariedade entre os Estados-membros, uma condição nem sempre presente. Países como Alemanha e Países Baixos, que conseguiram diversificar com rapidez, precisarão sustentar financeiramente e tecnicamente os vizinhos com menor capacidade de adaptação, sob pena de reabrir fissuras no projeto europeu. A encruzilhada europeia O descolamento parcial da energia russa representa uma vitória política improvisada, mas longe de ser uma solução estrutural. A nova dependência do GNL americano apenas troca uma vulnerabilidade geopolítica por outra, enquanto a transição para renováveis avança de forma fragmentada e desigual. As importações que continuam fluindo para alguns Estados-membros, inclusive com aumentos em 2025, revelam que a retórica de autonomia ainda não se traduziu em política uniforme. A Europa comprou tempo, não autonomia. Se 2027 marcará a ruptura definitiva com Moscou ou apenas o início de um novo capítulo de dependência externa é uma questão que os próximos meses ajudarão a responder. No fim, o que está em jogo é mais do que o equilíbrio energético: trata-se da capacidade da
Bruxelas lança estratégia ambiciosa para acelerar adoção de IA em empresas e governos

PUBLICADO EM 17/10/25 Enquanto o Vale do Silício (centro da indústria tech americana) e Shenzhen (polo tecnológico chinês) disputam a liderança global em inteligência artificial, a União Europeia prepara seu contra-ataque. A estratégia Apply AI, apresentada pela Comissão Europeia em colaboração com o Centro Comum de Pesquisa (JRC), representa mais que um plano de modernização tecnológica: é uma declaração de intenções sobre qual papel o continente pretende ocupar na reconfiguração digital do mundo. A proposta chega num momento delicado. Enquanto os Estados Unidos dominam o desenvolvimento de modelos generativos através de empresas como OpenAI e Google, e a China avança rapidamente em aplicações industriais com apoio estatal massivo, a Europa corre o risco de se tornar mera consumidora de tecnologias desenvolvidas além de suas fronteiras. Apply AI é a tentativa de reverter essa dinâmica. Dois pilares, uma ambição A estratégia se estrutura sobre objetivos aparentemente simples, mas de execução complexa. Primeiro, democratizar o acesso à IA para pequenas e médias empresas, a espinha dorsal da economia europeia, que representa cerca de 99% das companhias do bloco. Segundo, modernizar serviços públicos através da inteligência artificial, transformando a relação entre Estado e cidadão. O que diferencia a abordagem europeia é a ênfase simultânea em competitividade e valores. Enquanto outras potências correm atrás de avanços técnicos, Bruxelas insiste que inovação deve vir acompanhada de ética, transparência e respeito à privacidade: uma aposta em que a confiança cidadã pode se tornar vantagem competitiva. O estudo do Centro Comum de Pesquisa (JRC, na sigla em inglês) que fundamentou a estratégia identificou profunda desconexão entre demanda e oferta: o mercado procura desesperadamente engenheiros de IA, cientistas de dados e especialistas em machine learning, mas a formação permanece concentrada em áreas tradicionais como robótica e automação, com tímida cobertura de IA generativa, justamente a fronteira tecnológica do momento. Mais revelador ainda é o déficit de capacitação interdisciplinar. Juristas, administradores públicos e profissionais de ciências sociais permanecem à margem dos programas de formação em IA, criando um abismo entre quem desenvolve a tecnologia e quem precisa regulá-la, implementá-la ou avaliar seus impactos sociais. É como tentar construir uma ponte com engenheiros que não conversam com arquitetos. Para endereçar essas lacunas, a Apply AI pretende transformar os European Digital Innovation Hubs (EDIHs), uma rede de centros regionais de apoio tecnológico, em polos especializados em inteligência artificial. A ideia é que PMEs possam testar soluções, receber consultoria técnica e navegar o labirinto regulatório europeu sem precisar montar departamentos especializados internamente. Paralelamente, a estratégia reconhece que sem infraestrutura adequada não há inovação que se sustente. Computação de alto desempenho, redes robustas de dados, acesso facilitado à nuvem e sistemas interoperáveis deixaram de ser luxo para se tornarem necessidade básica. A questão é se os investimentos virão na velocidade e escala necessárias. A aplicação de IA em governos ganha tratamento estratégico. Não se trata apenas de ganhos de eficiência, embora estes sejam bem-vindos, mas de construir legitimidade social para a tecnologia. Se cidadãos europeus perceberem melhorias concretas em saúde, educação, transportes e serviços públicos, a aceitação da IA tende a crescer organicamente. O JRC recomenda que administrações públicas cultivem “cultura de inovação” interna, internalizem expertise técnica e adotem liderança ativa na implementação. O observatório Public Sector Tech Watch, mantido pelo próprio centro de pesquisa, já monitora casos de uso e compartilha boas práticas entre os estados-membros: um embrião do que poderia se tornar padrão continental. Os fantasmas no caminho A estratégia não navega em águas tranquilas. A desigualdade entre estados-membros representa risco concreto: países com maior capacidade tecnológica e recursos financeiros podem avançar rapidamente, enquanto regiões periféricas ficam para trás, aprofundando assimetrias já existentes no bloco. Mecanismos de coesão serão essenciais, mas historicamente difíceis de implementar. A governança ética da IA em setores críticos levanta preocupações legítimas. Vieses algorítmicos em sistemas de saúde, justiça ou segurança pública podem perpetuar ou amplificar discriminações. A Europa insiste em regulação robusta e transparência, mas o equilíbrio entre inovação e controle permanece tenso. E há o desafio temporal. Enquanto a UE debate, estrutura hubs e forma profissionais, Estados Unidos e China aceleram. A janela de oportunidade para a Europa estabelecer padrões próprios e conquistar relevância global não permanecerá aberta indefinidamente. Resistências institucionais também não podem ser subestimadas. Administrações públicas europeias carregam camadas de burocracia sedimentadas por décadas. Transformar culturas organizacionais avessas ao risco em ambientes de inovação exigirá mais que intenções: demandará liderança política consistente e investimento em capacitação interna. No fundo, Apply AI é uma aposta sobre identidade. A Europa pode não ter os gigantes tecnológicos do Vale do Silício nem o dirigismo estatal chinês, mas possui algo potencialmente valioso: a possibilidade de construir um modelo alternativo de desenvolvimento de IA, centrado em confiança, valores democráticos e benefício social. Se bem-sucedida, a estratégia pode reposicionar o continente como definidor de padrões globais, não necessariamente os mais rápidos ou agressivos, mas os mais sustentáveis e socialmente aceitos. Para pequenas e médias empresas europeias, representa chance concreta de competir globalmente com ferramentas de ponta. Para cidadãos, a promessa de serviços públicos melhores e mais responsivos.
VALPARAÍSO ABRE INSCRIÇÕES PARA O 1º CONCURSO BELEZA NEGRA AFROATITUDE 2025

PUBLICADO EM 17/10/25 Evento celebra a representatividade, a identidade e o protagonismo da juventude negra valparaisense A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria da Mulher e da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte, abre as inscrições para o 1º Concurso Beleza Negra AfroAtitude 2025, uma iniciativa inédita que tem como objetivo valorizar e promover a representatividade negra, enaltecendo a beleza, a atitude, a história e a identidade de jovens negros e negras do município. Com o tema “Valorize sua beleza, atitude e história”, o concurso busca estimular o orgulho, a autoestima e o protagonismo juvenil, promovendo a quebra de padrões estéticos e a afirmação da cultura afro-brasileira em Valparaíso. Podem participar homens e mulheres negros(as), com idades entre 16 e 24 anos, que residam na cidade há pelo menos um ano. Para se inscrever, é necessário enviar um vídeo de até 60 segundos respondendo: “Por que você acredita que deve representar a beleza negra de Valparaíso de Goiás?” E um breve relato sobre sua trajetória e identidade como pessoa negra. Além do vídeo, os participantes devem anexar uma foto de meio corpo, documento com foto, comprovante de residência e, se forem menores de 18 anos, autorização assinada pelo responsável legal. As inscrições são gratuitas e realizadas on-line, por meio do QR Code disponível na arte oficial do concurso — basta apontar a câmera do celular e preencher o formulário. Etapas do Concurso O AfroAtitude 2025 será dividido em três fases: Etapa 1 – Seleção de Vídeos: a comissão organizadora fará a triagem dos materiais enviados. Serão selecionados 50 homens e 50 mulheres para a etapa seguinte. Etapa 2 – Presencial: os selecionados participarão de oficinas, entrevistas e desfiles, atividades que buscam desenvolver expressão, identidade e presença de palco. Ao final, serão escolhidos 10 homens e 10 mulheres finalistas. Etapa 3 – Grande Final: os finalistas se apresentarão em um evento público, com avaliação técnica e júri popular, que elegerá os três primeiros colocados em cada categoria. Os vencedores receberão faixas de premiação e reconhecimento público. Mais do que um concurso, uma celebração da identidade O Concurso Beleza Negra AfroAtitude é um marco cultural e social em Valparaíso de Goiás, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a promoção da igualdade racial, da diversidade e do empoderamento da juventude negra. A iniciativa integra o calendário de ações da Prefeitura voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e ao fortalecimento das políticas públicas de inclusão e representatividade. O período de inscrição é de 17 a 20 de outubro de 2025. Inscreva-se agora: aponte a câmera do seu celular para o QR Code disponível na arte oficial. A iniciativa é uma realização da Secretaria da Mulher e Secretaria Municipal de Cultura e Esporte. Para conferir o Regulamento completo: REGULAMENTO OFICIAL – CONCURSO AFROATITUDE(2)_minuta em 15.10.2025Baixar SECOM-PMVG
PCGO e Agrodefesa combatem tentativas de fraude com GTAs

PUBLICADO EM 17/10/25 A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) colaborou com a Polícia Civil de Goiás (PCGO) para a deflagração da Operação Rastreio Falso de combate a tentativas de fraude com Guias de Trânsito Animal (GTAs). A operação foi deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (Dercr), na última terça-feira (14/10). A ação teve início após a agência identificar movimentações atípicas no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago), durante auditoria interna, e acionar as autoridades policiais. É a terceira fase de uma série de investigações relacionadas a emissões fraudulentas de Guias de Trânsito Animal (GTAs). As outras duas etapas foram denominadas de operações Paper Ox I, realizada em abril de 2024, e Paper Ox II, em julho de 2025. As três fases já resultaram em mais de R$ 140 milhões em ativos financeiros bloqueados. Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, as informações que embasaram a Operação Rastreio Falso partiram do trabalho de inteligência da instituição. “As informações surgiram das nossas auditorias. Temos um setor de inteligência dentro da Agrodefesa que trabalha com o sistema. Todo o rebanho goiano está cadastrado no Sidago, e, a partir dele, conseguimos identificar movimentações irregulares, além de receber informações de campo dos nossos fiscais e denúncias”, esclareceu o presidente. “A partir disso, levantamos os relatórios e encaminhamos à Polícia Civil para as devidas apurações”, afirmou. “Nosso papel é preservar o patrimônio econômico e garantir a manutenção dos mercados para os nossos produtos. Exportamos para diversos estados e países, e nossa carne é reconhecida mundialmente pela qualidade e sustentabilidade. Garantir a segurança do nosso sistema e a integridade das informações é um compromisso e uma responsabilidade da Agrodefesa com o produtor e com o Estado de Goiás”, reforçou o presidente. Ramos também alertou os produtores sobre o cuidado com as credenciais de acesso ao Sidago. “Qualquer movimentação é feita por meio de login e senha. Quando o produtor compartilha esses dados com terceiros, ele vulnerabiliza o seu próprio patrimônio”, pontuou. Movimentação De acordo com o delegado Thales Feitosa de Araújo Fonseca, as investigações da DERCR revelaram a participação de um servidor público do município de Luziânia que era cedido à Agrodefesa. “Identificamos que esse servidor cometeu as fraudes durante o período em que atuou na Agência. Com as investigações, quebra de sigilo bancário e telemático, além de relatórios de inteligência financeira, verificamos que ele movimentou, junto a um corretor de gado, mais de R$ 100 mil”, relatou o delegado. Exonerado antes mesmo do início das investigações, o ex-servidor foi preso temporariamente na última terça-feira (14/10), durante a Operação Rastreio Falso. Também foram cumpridas medidas judiciais de busca e apreensão, bloqueio de ativos financeiros e sequestro de bens, bem como outras diligências que deverão permanecer sob sigilo para preservar o andamento das investigações. Editado por Hosana Alves via Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás
Maior processo coletivo da história judicial inglesa coloca cinco gigantes do setor automobilístico no banco dos réus

PUBLICADO EM 17/10/25 Em um desdobramento surpreendente do escândalo Dieselgate, cinco das maiores montadoras do mundo – Mercedes-Benz, Ford, Renault, Nissan e Peugeot/Citroën (Stellantis) – enfrentam diante do Tribunal Superior inglês o que já é chamado de o maior processo coletivo da história do sistema judiciário da Inglaterra e País de Gales. O cerne da acusação: o uso de “defeat devices”, dispositivos de software que teriam permitido manipular testes de emissões de óxidos de nitrogênio (NOₓ) em condições laboratoriais, enquanto os níveis reais nas ruas seriam muito mais elevados. O processo congrega até 1,6 milhão de consumidores como claimants (reclamantes) e concentra-se, numa primeira fase, em mais de 220 mil proprietários diretamente representados e cerca de 20 modelos diesel comercializados principalmente entre 2009 e 2017. Os advogados dos consumidores estimam que as indenizações poderiam ultrapassar £6 bilhões (aproximadamente R$ 42 bilhões), com algumas projeções chegando a £8 bilhões, valores que representariam uma das maiores compensações da história automotiva europeia. O julgamento de mérito sobre a culpa, iniciado recentemente, deve se estender até dezembro de 2025, com argumentos finais previstos para março de 2026. Uma sentença sobre responsabilidade é esperada para meados de 2026, e uma segunda fase sobre valores de compensação pode ocorrer no outono do mesmo ano. Além disso, embora o processo esteja formatado em torno de cinco montadoras como rés principais, o veredicto potencialmente vinculativo pode atingir outros fabricantes cujos veículos compartilhem tecnologias ou práticas semelhantes, como BMW, Volkswagen, Hyundai, Kia, entre outros. Para o setor automobilístico, esse caso não é meramente local. Representa uma zona de risco legal, reputacional e regulatório que pode rever o pacto tácito entre fabricantes e reguladores ambientais. A sombra da Volkswagen O nome “Dieselgate” continua sendo sombra constante. Em 2015, a Volkswagen admitiu ter instalado software para mascarar emissões em milhões de veículos em todo o mundo, o que resultou em multas, recalls e acordos globais que ultrapassaram os € 30 bilhões. No Reino Unido, a VW firmou um acordo de £193 milhões (cerca de R$ 1,35 bilhão) com aproximadamente 91 mil motoristas em 2022. Mas a diferença decisiva agora é que outras montadoras, historicamente menos visadas, estão sendo trazidas à arena. O desafio é provar que as práticas alegadas não foram meros reflexos do legado da VW, mas decisões deliberadas e sistemáticas. Impactos à saúde, regulação e legitimidade O processo reacende um debate que transcende mercados e balanços: os efeitos da poluição automotiva na saúde pública. Um estudo recente estimou que os veículos com “defeat devices” contribuíram para cerca de 16 mil mortes prematuras e 30 mil casos de asma infantil no Reino Unido. Outros estudos e entidades ambientais responsabilizam esse tipo de emissões por perdas econômicas colossais e redução da qualidade de vida em inúmeras cidades europeias. Do ponto de vista regulatório, o Reino Unido possui uma particularidade: apenas recentemente (via Environment Act 2021) lhe foram concedidos poderes para obrigar montadoras a recolher veículos que violem normas ambientais, mas esses poderes ainda não foram amplamente exercidos. Em julho de 2025, o Tribunal Superior inglês ordenou que as montadoras revelassem centenas de documentos confidenciais, incluindo resultados de testes, documentos de design e comunicações com reguladores. Isso pode ser considerado uma vitória processual significativa para os reclamantes que demonstra a seriedade com que o caso está sendo tratado. Assim, caso o tribunal reconheça a existência de dispositivos ilegais, pode emergir uma pressão decisiva sobre o governo para impor recall e sanções, algo que até agora vinha sendo tratado com moderação. Também cresce a desconfiança pública: segundo uma pesquisa da YouGov/ClientEarth, 63% dos britânicos afirmam não confiar nas montadoras para relatar com transparência os impactos ambientais de seus veículos. Naturalmente, todas as empresas envolvidas negam as acusações. A defesa central gira em torno de três eixos: Embora o centro do processo esteja no Reino Unido, seu efeito pode reverberar em toda a Europa – e potencialmente no Brasil, que importa veículos e tecnologia dessas montadoras. Se os reclamantes vencerem, decisões judiciais em outros países poderão apontar para indenizações, recalls obrigatórios e reavaliação normativa dos padrões de emissões. Além disso, o custo reputacional para marcas tradicionais será elevado: no tabuleiro das transições para veículos elétricos e cumprimento climático, confiar que os fabricantes respeitam os limites ambientais é essencial. Para a indústria automotiva europeia, que mantém forte presença no mercado brasileiro, a questão é particularmente delicada: a confiança do consumidor é um ativo que leva décadas para construir e pode ser destruído em meses. Por fim, para o investidor e para o observador regulatório, esse momento lembra que acordos pontuais – como o da VW – não encerraram a era das disputas ambientais. Eles apenas definiram novas arenas de combate. E agora, o palco principal é Londres.
IPVA 2025 em Goiás poderá ser pago até dia 31

PUBLICADO EM 17/10/25 O governador Ronaldo Caiado autorizou, nesta quinta-feira (16/10), a ampliação para 31 de outubro do prazo para quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2025 e o licenciamento anual dos veículos com placas finalizadas em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0. Até o vencimento, não terá cobrança de juros ou multa. A ampliação do prazo, que antes iria até a próxima segunda-feira (20/10), objetiva garantir o acesso da população ao sistema para geração da guia de pagamento. “Tomei essa medida após ser informado de que alguns contribuintes não estavam conseguindo efetuar a quitação dos boletos”, informou o governador nas redes sociais. Ele também ressaltou que técnicos estão trabalhando para sanar eventuais falhas no sistema. Para emitir o boleto, Documento Único de Arrecadação ou realizar o pagamento via PIX, o dono de veículo deve acessar o portal Expresso (https://www.go.gov.br/), acessar a aba de serviço Consultar veículo – IPVA, multas e CRLV (https://www.go.gov.br/servicos/servico/consultar-veiculo–ipva-multas-e-crlv), ou o site do Detran-GO (www.goias.gov.br/detran). Também é possível emitir a guia pelo aplicativo Detran GO ON ou buscar uma unidade do Vapt Vupt. A alteração no calendário de pagamento deve ser confirmada em instrução normativa da Subsecretaria da Receita Estadual, que será publicada no Diário Oficial do Estado. Mais de 3,9 milhões de veículos possuem placas com finais entre 3 e 0. Alerta O contribuinte com IPVA atrasado perde os benefícios de redução de 50% no valor do imposto para automóveis 1.0 e motos de até 125 cilindradas, assim como o desconto de até 10% para inscritos no programa Nota Fiscal Goiana. A emissão do Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV) é possível após o pagamento da taxa de licenciamento e de outros débitos do veículo, como IPVA e multas. A condução do veículo não licenciado é infração gravíssima, com multa prevista de R$ 293,47, acréscimo de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e até a remoção do veículo para o pátio. Editado por Hosana Alves via Secretaria da Economia – Governo de Goiás 17 de outubro, 2025