Datafolha: Avaliação do Congresso piora em meio a trégua com Bolsonaro

O arrefecimento do conflito institucional alimentado por Jair Bolsonaro no primeiro semestre coincidiu com uma piora da avaliação do Congresso Nacional. Segundo pesquisa do Datafolha, a avaliação negativa do Legislativo subiu cinco pontos percentuais, três acima da margem de erro, do fim de maio para cá. O Supremo Tribunal Federal (STF), outro polo de conflito com Bolsonaro durante a primeira metade do ano, manteve sua avaliação estável —embora oscilando negativamente, dentro da margem. O Datafolha fez seu levantamento com 2.065 pessoas por telefone, em 11 e 12 de agosto. Olhando as médias, a atual legislatura mantém certa estabilidade, após uma queda mais acentuada no auge da disputa com o Executivo. Em relação à pesquisa feita em 25 e 26 de maio, a aprovação do Congresso se manteve estável: de 18% para 17% de ótimo e bom. Já a reprovação subiu de 32% para 37%. Os que acham o trabalho de deputados e senadores regular oscilaram negativamente de 47% para 43%. Enquanto isso, a atuação dos 11 ministros do STF se manteve estável. O índice de ótimo e bom oscilou de 30% para 27%, o de regular, de 40% para 38%, e o de ruim/péssimo, de 26% para 29%. Na rodada anterior, tanto a corte quanto o Congresso haviam experimentado uma queda na rejeição popular ante a pesquisa feita em dezembro de 2019: os ministros, de 39% a 26%, e os parlamentares, de 45% para 32%. Até o fim de junho, a temperatura política foi extremamente alta. Bolsonaro e o Congresso tiveram uma queda de braço pelo manejo do Orçamento e, depois, pelas medidas de combate à pandemia. Isso se somou à retórica usual do presidente, de negação da política de coalizão e crítica contumaz aos partidos. No Supremo, os conflitos foram ainda mais profundos, com decisões de ministros levando Bolsonaro a adotar uma agenda clara de enfrentamento com a corte. Ela incluiu notas ameaçadoras e presença em atos antidemocráticos pedindo o fechamento dos Poderes rivais. Isso ocorreu na primazia dada a governadores e prefeitos sobre a questão da abertura do comércio na crise e no veto à nomeação de Alexandre Ramagem como diretor da Polícia Federal, por exemplo. A tensão só anuviou a partir de 18 de junho, quando foi preso Fabrício Queiroz, amigo de Bolsonaro e ex-assessor de seu filho Flávio, investigado no caso das “rachadinhas”. De lá para cá, com um flanco judicial exposto, Bolsonaro amenizou todas as suas críticas e passou a vender uma imagem mais conciliadora. Tendo arregimentado partidos do centrão em troca de cargos, o que sempre criticou, já havia gerado um ambiente para dissuadir tentativas de impeachment. Isso se refletiu, aliado aos efeitos do auxílio emergencial da pandemia, em uma melhora na avaliação do presidente, que em 37% de ótimo e bom está no melhor patamar de seu mandato. Na base bolsonarista, aferiu o Datafolha, o mau humor segue maior com a corte máxima do país. Enquanto a avaliação do Congresso não muda muito entre aqueles que consideram o governo bom ou ótimo, a rejeição sobe bastante quando quem é avaliado é o STF. Neste caso, a avaliação de um trabalho ruim ou péssimo é de 41%, número que vai a 46% entre os que dizem sempre confiar no que o presidente diz. Os mais ricos são os mais críticos aos Poderes avaliados. No grupo que ganha mais de 10 salários mínimos, 51% rejeitam o Congresso e 52%, o Supremo. A melhor aprovação dos parlamentares vem dos mais pobres, 22% de ótimo e bom, e dos menos instruídos (21%). Em relação aos magistrados, são 31% e 32% de aprovação nos mesmos grupos, respectivamente. A crítica aos dois Poderes é maior entre empresários e funcionários públicos. Já a aprovação maior, no recorte de ocupações, ocorre entre donas de casa para o Congresso (28%) e assalariados sem registro em relação ao Supremo (42%). Regionalmente, a aprovação e rejeição são homogêneas.​ Entrevistas foram feitas por telefone devido à Covid-19 A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo, representa o total da população adulta do país. As entrevistas são realizadas por profissionais treinados para abordagens telefônicas e as ligações feitas para aparelhos celulares, utilizados por cerca de 90% da população. O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos, por exemplo. Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela por limitar o uso desses instrumentos. Na pesquisa, feita assim para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar. Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários através de central telefônica remota. Foram entrevistados 2.065 adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados, em 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais.​

Covid-19: Brasil registra 106.523 mortes e 3,27 milhões de casos

O Brasil chegou a 106.523 mortes pela covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta sexta-feira (14). Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.060 novos óbitos pelas secretarias estaduais de saúde. Ontem (13), o sistema da pasta marcava 105.463 falecimentos em decorrência da pandemia. A soma de casos acumulados foi de 3.275.520. Entre ontem e hoje, foram notificadas 50.644 novas infecções. Nesta quinta-feira, o sistema do Ministério da Saúde contabilizava 3.224.876 pessoas com a covid-19. Pela atualização diária da pasta, a letalidade (mortes entre o total de infectados) da doença foi de 3,3%. Já a mortalidade (falecimentos em relação à população) ficou em 50,7 e a incidência (casos de covid-19 em proporção à população) atingiu 1558,7. Os dados indicam também que 784.695 pacientes estão, neste momento, em acompanhamento. Outros 2.384.302 já se recuperaram. Na distribuição geográfica do número de mortes, o ranking de regiões é liderado pelo Sudeste (47.912), seguido por Nordeste (31.896), Norte (12.933), Centro-0este (7.097) e Sul (6.985). Já os estados com mais óbitos incluem São Paulo (26.613), Rio de Janeiro (14.507), Ceará (8.123) Pernambuco (7.111) e Pará (5.924).

Dólar sobe mais de 1% e fecha em R$ 5,42 com receios no mercado

Num dia de tensões no mercado, o dólar fechou em firme alta em meio a receios em relação aos rumos da economia. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (14) vendido a R$ 5,427, com alta de R$ 0,06 (+1,12%). A cotação operou em alta durante toda a sessão. Com a valorização de hoje, o dólar reverteu a queda acumulada até ontem e encerrou a semana com ganho de 0,27%. A divisa subiu 4% em agosto e acumula alta de 35,25% em 2020. No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), recuperou-se da queda de ontem e fechou esta sexta aos 101.353 pontos, com alta de 0,89%. Apesar da alta de hoje, o indicador encerrou a semana com perda 1,38% e acumula recuo de 1,51% no mês. A alta do dólar ocorreu numa semana marcada por declarações sobre o futuro do teto federal de gastos e pela saída de dois secretários do Ministério da Economia. Na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeram-se com a defesa do limite de gastos. que não evitou uma perda semanal de 1,38% e recuo no mês de 1,51%. Ontem à noite, Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais que não há tentativa de furar o teto, mas disse que o debate existe. Hoje pela manhã, o presidente voltou a defender o teto em postagem na rede social Facebook. A recente queda da taxa Selic (juros básicos da economia) também contribuiu para a valorização do dólar. Hoje, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse que o diferencial de juros mais baixo leva a um nível mais alto de câmbio, mas pontuou que não é tão simples fazer essa ligação para explicar a volatilidade cambial.

Morre Eudes de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel

Figura querida na alta roda carioca, Dom Eudes de Orleans e Bragança morreu no Rio, aos 81 anos, nesta quinta-feira, dia 13, em decorrência de uma insuficiência renal causada por problemas no coração. Ele estava internado há oito meses no Pró-Cardíaco, em Botafogo. O bisneto da Princesa Isabel deixa a mulher, Mercedes, seis filhos e 11 netos. O enterro aconteceu na tarde desta sexta-feira, no Cemitério São Joao Batista. Eudes Maria Rainier Pedro José de Orleans e Bragança nasceu em Mandelieu, na França. Foi o segundo filho de Pedro Henrique de Orleans e Bragança, então chefe da Família Imperial Brasileira, e de Maria Elisabeth da Baviera. Eudes renunciou a qualquer direito de sucessão ao extinto trono brasileiro para si e para os seus descendentes em 3 de junho de 1966. O seu primeiro casamento foi em São Paulo, em 1967, com Ana Maria Cerqueira César Moraes de Barros, com quem teve dois filhos.  Eles de divorciaram em1976. No mesmo ano, no Rio, Eudes se casou com Mercedes Willemsens Neves da Rocha, com quem teve mais quatro filhos. Grande entusiasta do golfe, ele praticou o esporte até os 78 anos, nos campos do Gávea Golf Club, em São Conrado, e de todo o mundo. Em 2016, ele comemorou o fato de o esporte ter voltado a ser modalidade olímpica nos Jogos do Rio. Na sala de estar do apartamento da família, na Lagoa, troféus e fotos de viagens de golfe dividiam espaço com quadros de Dona Leopoldina e Dom Pedro I. Eudes e Mercedes costumavam ir,  pelo menos uma vez ao ano, a Saint Andrews, cidadezinha na Escócia que é considerada o berço do golfe. Os quatro filhos colecionam títulos estaduais, brasileiros, sul-americanos. “Meu pai foi sábio em passar essa paixão para os filhos. Até os amigos dele brincam conosco, porque ninguém conseguiu isso, enquanto meu pai tinha filhos golfistas de sobra, o suficiente para formar mais de um grupo de jogo (cada equipe deve ter de dois a quatro integrantes)”, disse Eudes Filho, em reportagem sobre o esporte publicada no GLOBO em 2016.

Ministro do STJ revoga liminar e manda Queiroz de volta para prisão

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer revogou a prisão domiciliar do ex-assessor Fabrício Queiroz e determinou seu retorno para a cadeia. A decisão também atinge sua mulher, Márcia Aguiar, que antes estava foragida e agora deve ser presa. A íntegra da decisão ainda não foi divulgada. No seu despacho, Fischer determina a revogação da liminar concedida pelo presidente do STJ, João Otávio Noronha, durante o plantão do Judiciário, que mandou Queiroz para a prisão domiciliar. Com a revogação, o STJ deve intimar o Tribunal de Justiça do Rio para cumprir uma nova ordem de prisão contra Queiroz, o que deve ocorrer nesta sexta-feira. Em seu despacho, Fischer também determinou que o Tribunal de Justiça do Rio analise com urgência o habeas corpus já apresentado pela defesa. Isso porque os desembargadores do caso acabaram remetendo o processo para o STJ antes que o próprio TJ do Rio decidisse sobre a soltura de Queiroz. A liminar de Noronha, concedida em 9 de julho, havia mandado o ex-assessor para prisão domiciliar sob entendimento de que ele possuía problemas de saúde e, por isso, fazia parte do grupo de risco para o coronavírus. Na mesma liminar, Noronha autorizou que Márcia Aguiar, que estava foragida, também ficasse em prisão domiciliar com Queiroz. Ambos estão juntos e com tornozeleira eletrônica. Ao fim do recesso, Fischer passou uma semana afastado com um atestado médico. Nesta semana, o ministro passou a analisar o caso de Queiroz e proferiu sua decisão às 19h30 desta quinta-feira. Investigações Queiroz havia sido preso em uma operação comandada pelo Ministério Público do Rio em 18 de junho. Batizada de Operação Anjo, ele foi encontrado em um imóvel pertencente ao advogado Frederick Wassef, que atuava para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na investigação do esquema de rachadinha. Noronha determinou que ele fosse para prisão domiciliar em 9 de julho. O ex-assessor é suspeito de ser o pivô de um esquema de desvio de salários de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Dados de quebra de sigilo bancário e de relatórios de inteligência financeira detectaram movimentações financeiras milionárias na conta do ex-assessor, abastecida com repasses de diversos funcionários do gabinete. O caso configuraria o crime de peculato, dentre outros delitos sob suspeita.

Aprovado auxílio de R$ 600 para trabalhadores do esporte

O Senado aprovou hoje (13) o pagamento de auxílio emergencial para profissionais do setor esportivo. O Projeto de Lei 2.824 de 2020 prevê o crédito de três parcelas de R$ 600 para maiores de 18 anos. Atletas ou paratletas com idade mínima de 14 anos que sejam vinculados a uma entidade desportiva também poderão receber o benefício. Outra condição é que o esportista não esteja vinculado a um emprego formal. Conforme o texto, o beneficiário também deverá ter renda familiar mensal per capita de até meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos, o que for maior, e não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial. Quem recebe seguro desemprego ou participa de algum programa de transferência de renda federal também não poderá receber o benefício. O projeto, originário da Câmara, foi alterado pela relatora da matéria no Senado, senadora Leila Barros (PSB-DF), e, por isso, retorna para nova análise naquela Casa. O projeto estabelece que o auxílio será pago pela União até o limite R$ 1,6 bilhão de impacto no orçamento. A relatora esclareceu que o auxílio será importante não só para atletas e paratletas, mas também para trabalhadores que dependem do pleno funcionamento do setor, como piscineiros e cortadores de grama de campos e estádios. Leila destacou ainda a importância de ajudar professores de projetos sociais em regiões remotas ou comunidades carentes nas metrópoles. “Esses educadores desenvolvem um trabalho de forte impacto na sociedade. Eles estão cuidando dos nossos jovens, ajudando por meio do esporte a tirá-los do assédio da criminalidade.” Alterações Leila incluiu no rol de profissionais aptos a receber o auxílio cronistas, jornalistas e radialistas esportivos, sem vínculos empregatícios com entidades de prática desportiva ou emissoras de radiodifusão. Leila também acolheu emenda que autoriza entidades como Comitê Olímpico Brasileiro, Comitê Paraolímpico Brasileiro e entidades de administração do desporto a empregar os recursos advindos das loterias também para quitação de débitos de natureza fiscal, administrativa, trabalhista, cível ou previdenciária.

Calendário eleitoral impõe restrições a políticos a partir deste sábado (15)

Agentes públicos de todo o país estão proibidos de fazer publicidade, propaganda ou pronunciamento em rádio e televisão, a partir deste sábado (15). As restrições são parte de diversas condutas vedadas no período que antecede as eleições municipais, o objetivo da legislação eleitoral é garantir que todos os candidatos tenham igualdade de oportunidades no pleito. A exceção das regras de publicidade para agentes públicos municipais se refere à divulgação de ações de enfrentamento e orientação à população em torno da pandemia. Candidatos não poderão associar sua imagem pessoal a medidas de combate à covid-19 e que a publicidade institucional de atos e campanhas destinados ao enfrentamento da pandemia e à orientação da população devem ter caráter “educativo e informativo”, apenas. Os agentes públicos não podem autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral. O candidato não pode participar de inauguração de obras públicas e nem aquele ocupante de cargo na administração pode usar da propaganda para se promover. Quem cometer irregularidades pode ser punido com multa, cassação do registro do diploma até mesmo a responsabilização por ato de improbidade administrativa com a perda do cargo e suspensão dos direitos políticos. O primeiro turno está marcado para o dia 15. Já o segundo, para o dia 29 do mesmo mês. Na emenda à Constituição que os parlamentares aprovaram, há a possibilidade de eleições suplementares nas cidades que não apresentarem condições sanitárias seguras para realizar o pleito.

Sindicato paulista cogita pedir paralisação do Brasileiro

O Sindicato de Atletas de São Paulo (Sapesp) enviou um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo mudanças nos protocolos sanitários adotados para o Campeonato Brasileiro, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A entidade, que divulgou o comunicado nesta quarta-feira (12), cogita até entrar com uma ação judicial para interromper a competição, se necessário. À Agência Brasil, a CBF disse que, no momento, não se pronunciará. “O formato da CBF precisa de ajustes. A gente não pode permitir a continuidade da competição em detrimento às vidas, que estão sendo expostas. Ratificando que a gente quer as competições realizadas, sabemos que a questão financeira é importante a clubes e atletas, mas, se perdermos uma vida, não terá dinheiro que pague”, afirma o presidente do sindicato, Rinaldo Martorelli, à Agência Brasil. “Não descartamos a possibilidade de, em um momento extremo, entrar com ação para preservar a vida dos jogadores e dos clubes do estado que representamos”, completa. No documento, enviado à CBF na terça (11), o sindicato apresenta reportagens diferentes para ilustrar a suposta fragilidade do protocolo da entidade, citando os três jogos adiados nas principais divisões nacionais, apenas na primeira rodada. “Sem desmerecer todos os esforços anteriores para a elaboração dos procedimentos e definidos em forma de protocolo final e, com o respeito que a situação exige, para os próximos ajustes, há de se considerar novos e outros elementos”, resume o ofício. Como sugestões, o sindicato menciona a estratégia do Campeonato Alemão, que “teve três sessões de testes na semana antes da reestreia e obrigava um isolamento das delegações por até sete dias antes de cada partida”, e a bolha adotada pela NBA, liga norte-americana de basquete, isolando os atletas na Disney. “Evidente que qualquer dos dois parâmetros, para ser adotado, deve considerar as modificações inerentes às condições nacionais, porém, sem desconsiderar a essência que traga segurança na preservação da saúde e vida de todos os envolvidos”, diz o documento. Cenário confuso Na última segunda (10), a CBF anunciou as primeiras mudanças no protocolo, com o aumento no número de testes por rodada, com 72 horas de antecedência a cada partida e a liberação para que os clubes optem pelos exames em laboratórios locais. Até então, os testes vinham sendo todos feitos no Hospital Albert Einstein, parceiro da entidade. A alteração se deu após o Goiás ter sido informado, com atraso, sobre nove casos positivos da covid-19 horas antes do jogo com o São Paulo, no domingo (9). A partida foi adiada. Outros dois jogos foram postergados devido a casos de covid-19. Treze e Imperatriz, pela Série C, após o time maranhense ter 12 registros positivos; e Chapecoense e CSA, na Série B, devido à equipe alagoana estar com 18 atletas diagnosticados com a doença. Já nesta terça (11), quatro atletas do Atlético-GO testaram positivo para a covid-19, mesmo assim a CBF autorizou o clube a escalar os atletas nesta quarta (12), contra o Flamengo, às 20h30 (horário de Brasília), em Goiânia (GO). O argumento dos goianos, acatado pela entidade, é que os jogadores estavam isolados e não teriam mais potencial de transmitir o vírus. “Os protocolos adotados foram aprimorados. É certo que causa preocupação, mas temos absoluta certeza que só foram detectados os problemas, as anomalias, as intercorrências, em face do protocolo que tem sido adotado”, analisa Felipe Augusto Leite, presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), em entrevista à Agência Brasil. “A Fenapaf, sobretudo, respeita as decisões científicas que estão sendo tomadas tanto pela CBF, como pelos departamentos médicos dos clubes. Estamos aguardando que o assunto se desenvolva, que as medidas que estão sendo adotadas e aprimoradas tenham eficácia, para que possamos avaliar diariamente o quadro que estamos todos vivendo”, conclui.

Cliente se recusa a medir temperatura e agride funcionário de hotel

As câmeras de segurança de um hotel em Varginha, no sul de Minas Gerais, flagraram uma briga ocorrida no último sábado entre um cliente de 30 anos e um recepcionista de 24. A Polícia Militar foi acionada pelo funcionário, que relatou que a confusão começou após o hóspede se recusar a medir a temperatura, medida de prevenção contra o novo coronavírus. As informações são do Estado de Minas. As imagens, que viralizaram após serem divulgadas na noite desta terça-feira, mostram que o homem discute com o atendente e, em seguida, anda em direção à porta. Segundos depois, ele volta e joga o pedestal de isolamento na direção do computador e do recepcionista. Em seguida, o hóspede arremessa também um frasco de álcool em gel no funcionário, que se defende com vários socos. Uma mulher aparece e leva o hóspede embora. “O homem contou que estava trabalhando quando o cliente chegou. Após o preenchimento do cadastro, ele teria se exaltado quando a vítima exigiu a aferição da temperatura em virtude da Covid-19. O jovem disse que desviou das agressões e, depois, o homem fugiu de carro”, diz um trecho do relato do recepcionista no registro de ocorrência. Ele acrescentou que, após ir embora, o hóspede ligou várias vezes para ameaçá-lo. Já o cliente alegou à polícia que, apesar de frequentador assíduo do estabelecimento, desconhece o recepcionista. “Ele teria sido tratado com grosseria pelo atendente, que ainda exigiu pagamento adiantado”, diz o RO. Em nota, o Via Garden Hotel lamentou o episódio. “Repudiamos o acontecido e lamentamos profundamente a agressão sofrida por nosso funcionário e informamos que estamos tomando as devidas providências cabíveis”, diz o texto. Nas redes sociais, os internautas vibraram pela reação do recepcionista. Varginha se tornou um dos assuntos mais comentados do Brasil no Twitter.

Moro será professor do curso de direito do Centro Universitário de Brasília

O ex-juiz Sergio Moro dará aulas no curso de direito do UniCEUB (Centro Universitário de Brasília) a partir do dia 15 de setembro. As informações foram confirmadas pela assessoria dele ao UOL. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) será responsável pelos cursos de Combate à Corrupção, Combate à Lavagem de Dinheiro e Estado de Direito. As aulas de Moro serão ministradas duas vezes por mês, de 15 em 15 dias. Até o fim da pandemia da covid-19, as aulas serão todas virtuais. Não será a primeira vez que Moro atuará como professor. O ex-juiz começou a lecionar em 1996, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Já em 2018, ele virou professor titular da graduação e pós-graduação do Centro Universitário Curitiba. Após sair do governo federal, em abril, Moro afirmou via Twitter que ia descansar e começar a “procurar emprego”. Em junho, ele virou colunista da Crusoé, mas decidiu escrever de graça para a revista para não ter problemas com o TCU (Tribunal de Contas da União). Por outro lado, a Comissão de Ética da Presidência da República permitiu que o ex-juiz desse aulas no período de seis meses da sua saída do Executivo, mesmo que ele tenha direito a receber uma remuneração a posteriori. Nesse período, chamado de “quarentena”, integrantes da cúpula governista são proibidos de prestar serviços à iniciativa privada após sua demissão, exoneração ou aposentadoria em razão do seu conhecimento sobre informações privilegiadas.