PEC pode transformar Administração Penitenciária em Polícia Penal

‘ Foi encaminhada nesta quarta-feira (12) à Assembleia Legislativa (Alego) Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a instituição da Polícia Penal em Goiás. Na prática, o novo aparelho de Segurança Pública substituirá a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). Segundo o governo, não haverá elevação de custos com a alteração. “A estruturação organizacional da Polícia Penal se operará a partir da transformação dos cargos de provimento em comissão da atual Diretoria-Geral de Administração Penitenciária”, diz o ofício. Atualmente há no sistema penitenciário goiano cerca de 1,4 mil servidores efetivos, e aproximadamente 2 mil 561 vigilantes temporários. A PEC altera o artigo 121 da Constituição Estadual, que dispõe sobre Segurança Pública, acrescentando a Polícia Penal aos órgãos já constituídos – Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Clique aqui para ler o projeto. A criação da polícia penal, nos âmbitos distrital, estadual e federal, foi uma proposta discutida nos últimos anos dentro do Congresso Nacional. Promulgada em dezembro do ano passado, a emenda constitucional atribui aos agentes penitenciários os direitos inerentes à carreira policial. Tramitação Para aprovação de uma PEC é preciso que o projeto seja lido em plenário e seja aguardado um período de dez sessões ordinárias para que o texto tenha a tramitação iniciada passando pelas comissões da Assembleia e depois a aprovação em dois turnos em plenário. Para ser aprovada no plenário da Assembleia uma Proposta de Emenda à Constituição precisa de no mínimo 24 votos dos 41 deputados estaduais. Depois de aprovada a PEC, a organização e a estruturação da nova polícia serão definidas por um outro projeto de lei, de iniciativa do governador do Estado, que será encaminhado posteriormente.

Avó de Michelle Bolsonaro morre vítima de covid-19

Avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 80, morreu na manhã desta quarta-feira (12). Ela estava internada há mais de um mês no Hospital Regional de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para se tratar de covid-19. Maria Aparecida tinha deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última sexta-feira (7), mas permaneceu internada na mencionada unidade para se tratar das complicações do coronavírus. A paciente chegou a ter 78% da capacidade pulmonar comprometida e usou máscara de oxigênio para obter mais conforto durante o tratamento. O Palácio do Planalto e a primeira-dama ainda não se manifestaram sobre o assunto. *Com informações da Band News FM, Jovem Pan e Jornal de Brasília

Chef Érick Jacquin tem restaurante lacrado por descumprir decreto

O restaurante Président, do francês e jurado no MasterChef Érick Jacquin, foi lacrado pela prefeitura de São Paulo por descumprir as ordens do modelo de reabertura e flexibilização da quarentena, imposto no isolamento social. A ação feita pela Subprefeitura de Pinheiros na última terça-feira (11) foi motivada por imagens feitas por fiscais no primeiro fim de semana em que os restaurantes foram autorizados a funcionar até as 22 horas. Contudo, as fotos mostravam clientes consumindo no Président, localizado no Jardins, até às 22h39. Além do restaurante de Jacquin, outros três lugares foram lacrados na mesma operação. Os responsáveis pelos estabelecimentos terão que pagar uma multa de R$ 9231,65 para cada 250 metros quadrados. Até a publicação desta matéria, a assessoria de Érick Jacquin ainda não tinha se posicionado sobre o caso. Na última sexta-feira (7), foram fechados 26 estabelecimentos, no sábado (8), 32. Domingo (9) 17 casas foram lacradas. Além da desobediência em relação ao horário, a principal causa é a aglomeração. Segundo o modelo mais recente divulgado pela prefeitura de São Paulo, bares e restaurantes podem a operar entre 11 e 22 horas. O empreendedor pode fracionar o atendimento ou trabalhar direto, mas respeitando o limite de seis horas diária. Recentemente, Érick Jacquin foi centro de outra polêmica. Após ser notificado por funcionários da prefeitura sobre o uso indevido da calçada, o chef partiu para as críticas. Confira:

Rio Verde ultrapassa 10 mil casos de coronavírus

O município de Rio Verde, a cerca de 230 km de Goiânia, registrou 10.053 casos de coronavírus nesta terça-feira (11). Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade. Existem ainda 112 casos suspeitos e 147 óbitos. De acordo com a pasta, 9.003 pessoas se recuperaram, o que representa 89,6% das pessoas atingidas pela doença.  A cidade ocupa atualmente o terceiro lugar em número de casos no estado, perdendo apenas para a capital e para Aparecida de Goiânia. O número de casos deu um salto depois que a prefeitura realizou uma testagem em massa em junho. O trabalho foi realizado nas sete maiores indústrias do município e o resultado foi a detecção de muitos casos entre os trabalhadores. Somente no dia 8 de junho o número de confirmações na cidade pulou de 641 para 1.910. Curva epidêmica estável Apesar da grande quantidade de casos, o Paço Municipal afirma que o número está dentro do esperado. Em entrevista ao Mais Goiás, o médico e coordenador do Centro de Operações de Emergência e Saúde de Rio Verde (Coes) Wellington Soares Carrijo Filho, afirmou que não houve um grande aumento no último período. Wellington disse também que o município realizou muitos testes na população e que uma nova testagem em massa está programada. “No dia 21 de julho nós tínhamos 8.288 casos”, disse o médico. “Não houve um grande salto no número de casos. Nós realizamos o teste RT PCR em 10% da população da cidade e iremos realizar uma nova testagem em massa, com a utilização do aplicativo ‘Dados do Bem’, do governo do estado. Com esses novos testes, a tendência é que o número de casos aumente”. Coronavírus em Rio Verde O médico ressaltou ainda que o município segue a nota técnica produzida pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e que Rio Verde já está no platô da curva epidêmica. “O número de óbitos registrados acompanha o que a nota técnica da universidade previa. Estamos hoje com 147 mortes na cidade e a previsão da UFG é de que chegaríamos até 155 no dia 15 de agosto. A curva de casos também está estável”. “Estamos no platô da curva há mais de um mês e meio”, continua. “Entramos no pico da doença antes do restante do estado. O número de atendimentos nos prontos socorros está estável e a taxa de ocupação dos leitos está caindo. Na enfermaria pública, estamos em 21,4% e nas UTIs públicas estamos em 30,7%. Nos leitos privados o percentual está maior, porque não houve investimento para ampliação. Estamos com 78% na enfermaria e 88% nas UTIs”, concluiu.

Aguinaldo Silva responde críticas de Marco Pigossi à ‘Fina Estampa’

Aguinaldo Silva parece não ter gostado nada nada das críticas que Marco Pigossi fez a novela Fina Estampa. O ator disse que o folhetim devia ser proibido de ser reprisado e classificou a novela como uma “barbaridade”. Agora, o autor da trama respondeu citando até a censura. “Um ator diz que ‘Fina Estampa devia ser proibida de ser reprisada’. Acho que ele quis dizer que os 50 milhões de espectadores que a veem deviam ser proibidos de gostar tanto da reprise da novela. E eu, que vivi os tempos da Censura, achando que finalmente era proibido proibir…”, escreveu Aguinaldo. Em resposta a uma internauta, Aguinaldo Silva ainda alfinetou a atuação de Marco Pigossi, que interpretou Rafael em Fina Estampa. “Uma novela é criada para agradar o público em geral. Se a interpretação não alcançou os níveis desejados, aconselharia o ator a frequentar a minha casa de arte”. Marco Pigossi disse na última segunda-feira (10): “Fina Estampa tinha que ser proibida de ser reprisada. Era tanta barbaridade! É uma loucura passar essa novela na TV. Tenho vergonha de algumas coisas que são faladas na novela, de como são tratadas, tenho vergonha da minha atuação, das minhas mechas loiras… mas faz parte”. O ator criticou o figurino e reprovou as falas dos personagens do folhetim. Nas redes sociais, grande parte dos internautas concordam com o ator e apelidaram Fina Estampa de “show de horrores”. “Sensato. Essa novela é muito ruim, eu também teria vergonha de ter feito parte do elenco”, escreveu um. “A novela é péssima, nenhum personagem é coeso e a novela parece um circo. Pena que minha mãe gosta e não perde um capítulo”, comentou outro usuário do Twitter.

Flávio Bolsonaro diz desconhecer depósito de Queiroz para sua mulher

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) disse desconhecer, em depoimento ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), que ele ou qualquer parente tenham recebido dinheiro de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e de outros servidores seus na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A declaração, dada no dia 7 de julho, contraria as informações obtidas pelos promotores após quebras de sigilos bancários na investigação sobre a suposta “rachadinha” no gabinete do parlamentar na Alerj. Segundo os dados, Queiroz fez um depósito de R$ 25 mil em dinheiro na conta da mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, em agosto de 2011. A identidade de quem fez o repasse, no entanto, é mantida sob sigilo. Em outro trecho do depoimento, os promotores voltam ao tema e citam o depósito de Queiroz para a mulher de Flávio. Eles questionam se o senador sabe a origem do dinheiro e a razão da transferência. Em depoimento, senador pede para promotores checarem “direitinho” — Não sei a origem do dinheiro. Mas dá uma checada direitinho que eu tenho quase certeza que não deve ter nada a ver com Queiroz. Queiroz nunca depositou dinheiro na conta da minha esposa, pelo que eu saiba — afirmou Flávio. O MP do Rio mapeou, diante da quebra de sigilo, de onde veio o dinheiro que teria bancado a entrada de R$ 110,5 mil do apartamento do casal. Dias antes do pagamento, em agosto de 2011, houve um movimento de créditos na conta de Fernanda, sendo o primeiro no dia 15, vindo de Queiroz. Depois de dois dias, a mulher de Flávio recebeu R$ 74,7 mil de resgate de aplicações em fundos. Um novo depósito em espécie foi feito no dia 19, por uma pessoa cuja identidade está em sigilo. Nesses quatro dias, a conta ficou com crédito adicional de R$ 111,7 mil, suficiente para pagar a entrada. O MP do Rio apontou, no pedido de prisão preventiva de Queiroz, em junho, imagens em que ele paga boletos no valor de R$ 6,9 mil de mensalidades da escola das filhas de Flávio. Os promotores investigam ainda o pagamento de 114 boletos bancários das escolas das filhas e do plano de saúde da família de Flávio Bolsonaro cujos valores não foram debitados das contas do então deputado nem das de sua mulher. O valor total desses boletos chega a R$ 261,6 mil. No domingo, o GLOBO revelou que o senador admitiu em depoimento que a compra de 12 salas comerciais em 2008 teve o uso de R$ 86,7 mil em dinheiro vivo. Flávio disse em depoimento que pegou o valor emprestado com o presidente Jair Bolsonaro e um irmão, sem identificar qual. Também obteve valores emprestados de Jorge Francisco, ex-chefe de gabinete do presidente e pai do ministro Jorge Oliveira. Francisco faleceu em 2018. Na sexta-feira, a revista Crusoé revelou que a quebra de sigilo bancária de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e apontado pelo MP como o operador do esquema da rachadinha, e de sua mulher Márcia Aguiar identificava R$ 89 mil em cheques repassados para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em 2018, quando parte desses cheques foi descoberta, Bolsonaro afirmou que o depósito era o pagamento de um empréstimo a Queiroz. A dívida total, segundo Bolsonaro, era de R$ 40 mil, que teriam sido pagos por Queiroz em dez cheques de R$ 4 mil. O presidente ainda não se manifestou sobre a revelação de mais depósitos nesta sexta-feira. Em nota, a defesa de Flávio disse que “tem recebido com perplexidade as notícias de vazamento das peças e áudios do procedimento que tramita sob sigilo” e que “a partir deste momento não serão mais permitidos os registros audiovisuais do senador durante as suas manifestações”. Os advogados também informam que vão representar aos órgãos de correição do Ministério Público Federal (MPF) para que investiguem o episódio.

Mulher com filha de 2 meses é presa com 20 kg de maconha na BR-364

Uma mulher de 20 anos foi presa na BR-364, entre Mineiros e Jataí, transportando 20 kg de maconha. Ela foi abordada em um ônibus em que viajava com filha de dois meses de idade. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar de Jataí. Segundo informações do Comando de Operações de Divisas (COD), a suspeita saiu da cidade de campo Grande, Mato Grosso do sul, com destino ao estado do Pará. “Recebemos a informação da Polícia Civil do Pará, de que uma mulher estaria transportando os entorpecentes, e que a rota, provavelmente, passaria por Goiás. Intensificamos a fiscalização nas barreiras e efetuamos a prisão dela”, informou o capitão Jansen. Ainda de acordo com a polícia, a mulher faz parte de uma facção criminosa do estado de São Paulo e não possui registro de antecedentes criminais. A droga apreendida está avaliada em aproximadamente R$ 80 mil.

Trindade terá testagem em massa a partir de quinta (13)

A partir da próxima quinta-feira (13), Trindade dará início a um sistema de testagem em massa para detectar os casos de covid-19 no município. Expectativa é de que sejam realizados 180 testes diários em pacientes com sintomas da doença indicados pelo aplicativo “Dados do Bem”. Objetivo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é rastrear e monitorar pacientes infectados com coronavírus para diminuir as contaminações. Os interessados em realizar o teste do tipo RT-PCR terão de baixar o aplicativo disponível para Android e iOSe responder um questionário de autoavaliação, com respostas a perguntas sobre sintomas e quadro de saúde. Com base nas respostas, a ferramenta seleciona as pessoas com perfil de caso suspeito. Os pacientes selecionados receberão um QR Code no aparelho celular e devem comparecer a um dos pontos de coleta localizados na Feira Coberta, na região Central de Trindade, e na Subprefeitura, na região Leste, local em que haverá opção de drive-thru. Caso teste positivo, o paciente poderá indicar até cinco pessoas com quem teve contato para realizar o exame. Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde do município, foi ofertada capacitação para todos os profissionais escalados para atuar na organização, triagem, acompanhamento, testagem e atividade administrativa. Também haverá distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os envolvidos na ação. Dados do Bem Trindade é um dos 78 municípios selecionados pela Secretaria da Saúde (SES-GO) para ampliar a testagem por meio do aplicativo “Dados do Bem”. A iniciativa conta com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até a última semana, Goiânia e outras 13 cidades estavam aptas a realizar a testagem em massa: Americano do Brasil, Aragarças, Hidrolândia, Nova Crixás, Pirenópolis, Quirinópolis, Santo Antônio de Goiás, Vianópolis, Ceres, Rubiataba, Valparaíso, Bela Vista e Crixás. O aplicativo “Dados do Bem” está disponível gratuitamente nas lojas virtuais para Android e iOS. Depois de baixar a ferramenta, a população terá de fazer uma autoavaliação. Com base nas respostas ao questionário, o aplicativo fará uma triagem. A pessoa que se enquadrar nos critérios receberá um convite para fazer o exame RT-PCR.

Protocolo da CBF aumenta risco de covid em três divisões; atletas protestam

O Campeonato Brasileiro foi iniciado no mesmo fim de semana em que o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortos por covid-19. E suas três divisões, que tiveram jogos em todas as regiões do país, expuseram centenas de jogadores e membros de comissão técnica ao risco de contágio pelo novo coronavírus. A demora na divulgação do resultado de testes, que são supervisionados pelo hospital Albert Einstein, fez com que atletas das Séries A, B e C interagissem com companheiros em viagens e concentrações antes de saberem que estavam contaminados. Muitos dos que testaram positivo estão sem sintomas. Duas equipes – o Goiás e o Imperatriz – só tiveram acesso ao resultado de seus exames horas antes de entrar em campo, o que causou o adiamento de suas partidas. E pior: aumentou o risco de contágio dentro do elenco. O time maranhense, por exemplo, enfrentou uma longa viagem (de ônibus e avião) do interior do Maranhão ao interior da Paraíba, e só descobriu que 12 de seus jogadores estavam infectados quatro horas antes da partida. A risco semelhante foram submetidos os jogadores do Ypiranga (RS), que viajaram a Santa Catarina para enfrentar o Brusque pela Série C sem saber do resultado de seus testes. Horas antes do jogo, descobriram que cinco atletas estavam infectados. A partida aconteceu sem eles, mas com outros potencialmente contaminados. O Goiás, depois de saber que dez de seus atletas têm covid, precisou pedir uma liminar na Justiça Desportiva para que a CBF concordasse em adiar o jogo contra o São Paulo. O time paulista chegou a ir ao gramado do estádio da Serrinha. A confusão foi alvo de críticas públicas de alguns jogadores, os mais expostos à contaminação. A mais contundente partiu do zagueiro Breno Calixto, do Treze (PB), que enfrentaria o Imperatriz, pela Série C. “Teve a semana inteira pra fazer os testes e no mínimo chegar os resultados na quarta ou quinta”, escreveu ele no Twitter. “Você faz todo o protocolo, se tranca num hotel perde o Dia dos Pais e no final não tem jogo. E o pior, já pensou se nós jogamos contra os caras com 12 positivos? A merda que ia ser? Todo mundo infectado, e nossas famílias depois? Tnc [tomar no c*] Que desorganização no nosso país, é na política, é no futebol, é em todo lugar mesmo.” O UOL Esporte conversou com um jogador que testou positivo e foi afastado de seu jogo. Ele está sem sintomas, mas seu resultado só saiu horas antes da partida, depois de uma viagem interestadual. Sob a condição de não ser identificado, ele criticou o atraso na divulgação dos resultados. Eles não estão dando conta de todos os resultados, que estão saindo muito em cima da hora. Se sair antes da viagem acredito que não teria tanta transmissão porque quem está positivado nem viaja. Mas saindo perto do jogo assim, nós acabamos ficando no hotel, na concentração, vamos pro jogo e acabamos infectando outros. Acho que a maioria dos outros jogadores pensa assim.” O protocolo da CBF prevê que os jogadores sejam testados 72h antes de cada partida e que aqueles com resultado positivo sejam afastados e postos em quarentena. Mas com a demora entre a coleta das amostras e o resultado, atletas compartilham ônibus, avião, quartos de hotel e vestiários, sem saber se têm o vírus ou não. Pela Série C, o elenco do Vila Nova (GO) fez o exame, mas ele não ficou pronto antes da viagem para o Amazonas, onde a equipe enfrentou o Manaus anteontem. Só quando já estava na cidade, o clube soube que um de seus atletas está com covid. Ele foi afastado, mas o jogo aconteceu normalmente. “Saber que tem jogador concentrado positividado pra covid às 05h [da manhã] faltando 14h pro jogo sem voo para Manaus é brincadeira… isso pq a testagem foi quarta cedo. Futebol deve estar vivendo num mundo surreal! Não se tem público, mas avião está lotado! Eita mundão da hipocrisia!”, escreveu o presidente Hugo Jorge Bravo. Saber que tem jogador concentrado positividado pra COVID às 05h faltando 14h pro jogo sem voô para Manaus, é brincadeira… isso pq a testagem foi quarta cedo. Futebol deve estar vivendo num mundo surreal! Não se tem público, mas avião está lotado! Eita mundão da hipocrisia! ? Hugo Jorge Bravo (@hugojbravo) August 8, 2020 O episódio foi classificado como “uma falha grotesca” da CBF pelo presidente do rival Goiás, Marcelo Almeida. “Lamentável planejamento da CBF”, escreveu o atacante Mateus Fernandes, do Manaus. “E olha que estamos falando da entidade maior do nosso futebol. [Precisa de um] pouco mais de organização, pois não é um pênalti perdido ou um acesso que não veio, mas estamos falando de vidas em risco, que uma vez ceifada, não terá segunda chance.” Em nota, o Albert Einstein admitiu problemas com os exames em Goiânia, já que um laboratório parceiro na cidade teria falhado no acondicionamento das amostras. O Corinthians avisou em nota que não submeterá seu elenco a testes no Einstein. No fim de julho, o hospital tinha admitido erros em exames feitos no Red Bull Bragantino, que enfrentaria os corintianos pelo Paulista. Jorge Pagura, o médico da CBF, descartou a possibilidade de rever o acordo com o hospital e minimizou os “problemas logísticos” no primeiro fim de semana do Brasileiro. “Os problemas de logísticas estão sendo resolvidos. Se você pegar a Copa do Nordeste, não teve nenhum problema no final. Só tivemos 20 positivos no início e, depois mais nada. Vamos aperfeiçoando. Estamos trocando o pneu com o carro andando. Está detectada essa questão de hoje. Estamos trabalhando direto, mas outros problemas devem surgir durante o campeonato, estamos falando de muitos jogos”, afirmou. Médico vê alto risco de transmissão na Série B CSA e CRB se enfrentaram na final do Campeonato Alagoano na última quarta-feira. Na madrugada após o jogo, os jogadores fizeram exame, mas o resultado saiu apenas dois dias depois, na sexta, quando os times se preparavam para a estreia na Série B. Oito jogadores do CSA deram positivo e foram afastados.

Medida Provisória destina R$ 1,99 bilhão para viabilizar vacina contra covid-19

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (6) a medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão para viabilizar a produção e aquisição da vacina contra a covid-19, que está sendo desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. A transferência de tecnologia na formulação, envase e controle de qualidade da vacina será realizada por meio de um acordo da empresa britânica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada, o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses.  “Assinamos esse protocolo no passado e passamos a fazer parte desse seleto grupo. A nossa contrapartida é basicamente financeira no momento, quase R$ 2 bilhões. Talvez em dezembro ou janeiro exista a possibilidade da vacina e daí esse problema estará vencido poucas semanas depois”, afirmou o presidente, durante cerimônia de assinatura da MP, no Palácio do Planalto. O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. O próximo passo será a assinatura de um contrato de encomenda tecnológica, previsto para este mês, que garante o acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. Em todo o mundo, esta é uma das vacinas que estão em estágio mais avançado, já em testes clínicos com seres humanos. “Estamos garantindo a aplicação de recursos em uma vacina que tem se mostrado a mais promissora do mundo. O investimento é significativo, não apenas no seu valor, quase R$ 2 bilhões, mas também aponta para a busca de soluções que permitam ao Brasil desenvolver tecnologias para a proteção dos brasileiros. Esse é um acordo de transferência de tecnologia, isso significa que estamos garantindo a produção e entrega, inicialmente, de 100 milhões de doses, além de trazer para o país a capacidade de utilizar, na indústria nacional, essa nova tecnologia e dar sustentabilidade ao programa brasileiro de imunizações”, destacou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Se a vacina for eficaz e o cronograma previsto pelo governo se cumprir, a expectativa é que haja uma grande campanha nacional de vacinação contra a covid-19 no início do próximo ano, dirigida a públicos prioritários, como idosos, profissionais da saúde e pessoas com doenças preexistentes. Do total de recursos liberados, o Ministério da Saúde prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população, afirma a pasta. Um total de R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina. O acordo prevê o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente. A vacina Desenvolvida pela Universidade de Oxford, a vacina foi elaborada através da plataforma tecnológica de vírus não replicante (a partir do adenovírus de chimpanzé, obtém-se um adenovírus geneticamente modificado, por meio da inserção do gene que codifica a proteína S do vírus SARS-COV-2). De acordo com o governo, embora seja baseada em uma nova tecnologia, esta plataforma já foi testada anteriormente para outras doenças, como, por exemplo, nos surtos de ebola e MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio causada por outro tipo de coronavírus) e é semelhante a outras plataformas da Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que facilita a sua implantação em tempo reduzido. A vacina está na Fase 3 dos ensaios clínicos, que é a última etapa de testes em seres humanos para determinar a segurança e eficácia.