30/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS

POSTADO EM 30/06/2020 EMBOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 30/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS Dados obtidos até as 17h do dia 30/06/2020      567° Caso: Paciente do sexo masculino 20 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    568° Caso: Paciente do sexo feminino 43 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    569° Caso: Paciente do sexo feminino 35 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    570° Caso: Paciente do sexo feminino 44 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  571° Caso: Paciente do sexo feminino 21 anos, com resultado da rede particular do GO Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    572° Caso: Paciente do sexo feminino 41 anos, com resultado da rede particular do DF Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    573° Caso: Paciente do sexo feminino 40 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    574° Caso: Paciente do sexo feminina 42 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    575° Caso: Paciente do sexo feminino 33 anos, com resultado da rede particular do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    576° Caso: Paciente do sexo feminino 42 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    577° Caso: Paciente do sexo masculino 48 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    578° Caso: Paciente do sexo feminino 31 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    579°Caso: Paciente do sexo feminino 41 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    580° Caso: Paciente do sexo feminino 43 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    581° Caso: Paciente do sexo masculino 55 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    582° Caso: Paciente do sexo feminino 53 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    583° Caso: Paciente do sexo masculino 44 anos, com resultado da rede particular do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    584° Caso: Paciente do sexo feminino 45 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    585° Caso: Paciente do sexo masculino 60 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    586° Caso: Paciente do sexo masculino 39 anos, com resultado da rede publica do GO . Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    587° Caso: Paciente do sexo masculino 53 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    588° Caso: Paciente do sexo feminino 27 anos, com resultado da rede pública do GO Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    589° Caso: Paciente do sexo masculino 31 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    590° Caso: Paciente do sexo masculino 43 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    591° Caso: Paciente do sexo feminino 36 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    592° Caso: Paciente do sexo masculino 62 anos, com resultado da rede publica do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    593° Caso: Paciente do sexo masculino 26 anos, com resultado da rede publica do GO . Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    594° Caso: Paciente do sexo feminino 57 anos, com resultado da rede pública do GO Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    595° Caso: Paciente do sexo feminino 48 anos, com resultado da rede publica GO . Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    596° Caso: Paciente do sexo feminino 50 anos, com resultado da rede pública do GO . Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    597° Caso: Paciente do sexo feminino 40 anos, com resultado da rede pública do GO Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    598° Caso: Paciente do sexo feminino 32 anos, com

“Modelo que Caiado propõe funcionou em Rio Verde”, diz prefeito

A proposta de quarentena intermitente do governador Ronaldo Caiado (DEM) – de fechamento de atividades não essenciais por 14 dias e depois reabertura – não é novidade para Rio Verde. O prefeito Paulo do Vale informa que, desde o dia 8 de junho, esta ação é feita na cidade, sendo, inclusive, a inspiração para o Estado. De acordo com ele, os resultados foram muito positivos. “Estamos com essa estratégia há três semanas. Iniciamos no dia 8 de junho e reabrimos no dia 22. No dia 5 de julho fecharemos novamente e ficaremos até 19.” Segundo o prefeito, a medida foi fundamental para redução da curva da Covid-19. Ainda de acordo com ele, as UTIs, hoje, estão com 36% de ocupação e os leitos de enfermaria, 51%, na rede pública. Antes da quarentena intermitente, as UTIs estavam a 40%. Paulo ressalta, ainda, que a média de isolamento na cidade subiu de 42% para 55%. “Com isso, a cadeia de transmissão diminuiu”. Além da ação precoce, ele afirma que a testagem em massa foi crucial para reconhecer a situação do vírus. “Testagem PCR, não a rápida, que foi extremamente importante.” De acordo com ele, a cidade também testou todos os colabores e internos de instituições de longa permanência, como asilos. “Os identificados, foram isolados”. Com todas essas medidas, ele afirma que a taxa de mortalidade no município é de 0,8%, abaixo da média nacional e do Estado. “Então, concordamos com o Estado, que se espelhou no que está sendo feito em Rio Verde”. O decreto da cidade, vale destacar, termina em 19 de julho. No dia 15 ou 16, segundo Paulo do Vale, haverá o monitoramento dos óbitos, da ocupação de leitos de UTI e do isolamento. “Aí faremos uma enquete com a população para nortear o próximo decreto”. Testagem em massa Apesar de ressaltar a testagem em massa como ação de controle da Covid-19, a medida não é bem vista de forma unânime. Em coletiva na tarde desta segunda-feira (29), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, afirmou não existe, sequer, laboratório para isso no caso de todas as indústrias. “Se colocar todos para testarem, vai faltar para quem precisa.” Mabel explica que as empresas possuem um protocolo para os sintomáticos, que é o afastamento imediato em caso de suspeita. De acordo com ele, o local mais seguro seria, inclusive, a indústria, onde existem regras sanitárias rígidas para evitar a proliferação. Em Rio Verde, após a testagem em massa houve a constatação expressiva de aumento de contaminação pelo novo coronavírus. Atualmente, conforme boletim epidemiológico de domingo (28), constam na cidade 6.097 casos confirmados, 5.508 curados e 53 óbitos. Quarentena Deve ser publicado, ainda nesta segunda-feira, um decreto que voltará a restringir o funcionamento do comércio e administração estadual temporariamente; apenas atividades essenciais serão mantidas. Haverá uma espécie de lockdown intermitente: estabelecimentos deverão fechar por 14 dias, mas poderão reabrir nos 14 seguintes. O governador pediu compreensão da população durante o período de fechamento. Municípios vão definir se irão ou não aderir. Segundo o governador Ronaldo Caiado, “a partir de amanhã (30) implantaremos a quarentena no estado de Goiás. Peço a compreensão de todos, serão 14 dias. Peço a todos os goianos que atendam nossas solicitações. Não há espaço para oportunismo ou atitudes egoístas. Respeitem as regras”. Ele argumentou que crises acompanham a virose, mas que ao salvar vidas haverá maior facilidade para recuperar a economia do estado de Goiás. “Nós teremos a quarentena por 14 dias e que funcionou muito bem no decreto de 12 de março. O que queremos neste momento é chegar a um patamar de isolamento de 55% e conseguiremos dar um achatamento na curva”, declarou. Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Estados e municípios têm autonomia para deliberar sobre restrições ou flexibilização de atividades durante a Covid-19. O governador reconhece as limitações impostas pelo STF e afirma que não vai extrapolar a competência do Estado.

Fecomércio reprova isolamento social alternado proposto por Caiado

Após decisão do governador Ronaldo Caiado (DEM) em adotar o isolamento social intermitente em Goiás, a partir desta terça-feira (30), o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi, gravou um vídeo em que afirma que a proposta de quarentena alternada apresentada pelo governo de Goiás para combate à pandemia “penaliza o setor produtivo, colapsando empresas e gerando desemprego.” “O poder público precisa investir em mais leitos e no tratamento precoce. O isolamento não pode ser a única forma de combate ao vírus”, afirma Baiocchi, que defendeu medidas de Estado e da Prefeitura na área tributária para evitar falências e mais desemprego. Baiocchi propõe, também, que o governo adote medidas de isolamentos curtos como os finais de semana e o fechamento do comércio mais cedo. “Esse é o sacrifício do empresariado, mas o empresariado precisa ser salvo neste momento”, argumenta. Em coletiva durante esta tarde de segunda-feira (29), o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que não há razão para restringir o funcionamento das indústrias por causa da pandemia. Segundo ele, os pátios industriais são “ambientes seguros”. “A indústria é um forte apache contra a Covid. Estão tirando de um ambiente seguro para colocar em um inseguro [convívio social]”, critica o isolamento intermitente.

Vereador acusado de assédio diz que suposta vítima mentiu à polícia

Após ser acusado de assédio sexual, no último dia 24, por uma mulher de 21 anos que pedia tijolos para reformar a sua casa, o vereador de Anápolis Domingos de Paula, o Dominguinhos (PV), emitiu uma nota de esclarecimento nesta segunda-feira (29), em que afirma que “jamais tentou contra a dignidade sexual dessa senhora, principalmente sob tais circunstâncias, afinal, buscava essa uma ajuda para a construção de um ‘barraco’”. Vale lembrar que, na ocorrência, a suposta vítima, uma mulher de 21 anos, afirma que conversou com o vereador no dia 23 de junho e pediu a ele a doação de mil tijolos para uma obra em sua casa. No dia seguinte, o parlamentar teria solicitado a ela que fosse ao seu gabinete, na Câmara de Anápolis. Em um sofá, no local, ele teria passado a mão do corpo da vítima e tentado beijá-la. Depois disso, segundo o relato, o parlamentar abriu a calça e mostrou a genitália, ocasião em que a jovem saiu da sala chorando. Inclusive, conforme a ocorrência, foi apos contar o ocorrido a uma amiga, que a mesma decidiu ir à delegacia fazer a denúncia. Nota Ainda na nota, o vereador afirma que o depoimento da vítima não condiz com a realidade. Ele cita que a mulher disse ter ido embora sozinha, chorando. “Totalmente diferente do afirmado por essa senhora, a mesma nunca sofreu qualquer tipo de abuso por parte do Vereador Domingos Paula, nem tampouco saiu chorando do seu Gabinete, aliás, após a chegada da mesma no gabinete do Vereador, essa saiu com o mesmo no veículo do parlamentar e juntos foram até um comércio localizado no Bairro de Lourdes, de lá, o Vereador a deixou na Vila Santa Maria de Nazareth (sic).” O texto afirma que existe um vídeo de circuito interno que prova essa afirmação. “Ou seja, ela nunca saiu do gabinete do Vereador em choros, sozinha e à pé, ao contrário, esteve na companhia do Vereador até as 8h52min daquele dia 24/06/2020 quando foi deixada por este nas proximidades da sua casa.” Posicionamentos No dia 26, quando a informação foi divulgada, o Mais Goiás tentou contato com a delegada do caso, Marisleide Santos. Porém, a mesma informou que não poderia falar sobre o caso. Apesar disso, a mesma confirmou a existência da ocorrência. O vereador Domingos também não quis comentar o assunto naquele momento. À época, coube ao seu advogado, Serlysir Araújo, informar que seu cliente negava o fato e que foi surpreendido com a notícia. Em nota assinada pelo presidente da Câmara, Leandro Ribeiro (PP), a Casa informou que tomou conhecimento das acusações registradas na Polícia Civil por meio dos veículos de imprensa e das redes sociais. “Assim que o comunicado ocorrer oficialmente, será encaminhado à Comissão de Ética do Legislativo para o devido esclarecimento e para os encaminhamentos que se fizeram necessários.” Ainda conforme o documento, a Câmara de Anápolis diz considerar a seriedade do conteúdo da referida denúncia e, ao mesmo tempo, ressalta a necessidade da devida apuração dos fatos. “A partir daí, serão tomadas as providências que o assunto requer”, conclui.

Em protesto por mortos de Covid-19, manifestantes colocam cruzes na Esplanada

Em memória às vítimas do novo coronavírus no país, manifestantes instalaram 1 mil cruzes no gramado da Esplanada dos Ministérios neste domingo. O ato foi realizado em protesto contra a política de enfrentamento da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro. Já outro grupo, favorável ao presidente, fez manifestação pedindo “Intervenção Militar com Bolsonaro no Poder”. Os protestos foram pacíficos. O grupo Coletivo Resistência_Ação, que organizou a instalação de cruzes na Esplanada, crítica o ” negacionismo como forma prioritária de ação” adotada pelo governo no combate a Covid-19. ” A tragédia tem responsáveis. O governo do presidente Bolsonaro e do vice-presidente, General Mourão”, diz a nota divulgada pelo grupo, que se apresenta como suprapartidário de esquerda. O Brasil tem 1.319.274 casos e 57.149 mortes de Covid-19, segundo levantamento do consórcio de veículos da imprensa em boletim das 8h. “Milhares de mortes poderiam, ainda, terem sido evitadas se o Sistema de Saúde-SUS não estivesse em vias de falecer também, destruído por esse governo privatista, insensível à situação do povo que deveria proteger, principalmente aquelas pessoas em situação de vulnerabilidade social”, diz o texto. Os manifestantes rezaram, cantaram e por volta das 9h40 retiraram as cruzes a pedido da Polícia Militar do Distrito Federal. Passeata pró-Bolsonaro Uma parte dos apoiadores pró-Bolsonaro se concentrou, no período da manhã, próximo à Catedral Militar Rainha da Paz e seguiu em passeata até Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU). Eles portavam várias faixas com os dizeres: “Nós exigimos intervenção militar com Bolsonaro no poder”, “Tribunal Militar para prender e julgar todos os comunistas” e “SOS F.A Bolsonaro no poder”. Outro grupo, um pouco menor, se concentrou na Praça dos Três Poderes. Eles chegaram a se encontrar, mas logo se dispersaram no início da tarde.

Geli aposta no legado de Gomide para crescer na eleição em Anápolis

Com a retirada da pré-candidatura de Antônio Gomide da prefeitura Anápolis, o PT deve homologar o nome da professora Geli Sanches, em 5 de julho, como substitua do ex-prefeito e hoje deputado estadual. A mudança, porém, não altera o projeto do partido, segundo a pré-candidata. “Gomide está muito bem e acompanhando todo o projeto, que é um projeto de partido”, afirma Geli. Segundo ela, que é também vereadora na cidade pelo segundo mandato e foi candidata ao Senado em 2018, houve conversa entre a sigla, lideranças e executiva até que se chegasse ao seu nome. “Então, não muda nada. O partido vem discutindo o plano de governo há muito tempo”. Ainda sobre a escolha dela, Geli diz que a experiência “pesou”. “O PT também trabalha sempre com a paridade de gênero, dando oportunidade as mulheres. Sou professora, funcionária pública municipal, além de vereadora de segundo mandato e ter sido candidata ao Senado”. Apesar disso, a vereadora afirma que nada impede que outros entrem na disputa nas convenções. “O PT vai discutir”. Legado Questionada sobre disputa, que deve ter diversos nomes no páreo, além do próprio atual prefeito, Roberto Naves (PP), Geli diz que esta será, no mínimo, diferente. “A forma ainda muito desconhecida e será um aprendizado para todos”, relata sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus. Inclusive, as reuniões de pré-campanha já têm ocorrido de forma remota. O partido, ela ressalta, já possui chapa de vereadores completa, com 35 nomes. Hoje, a legenda possui quatro vereadores e, de acordo com Geli, o intuito é aumentar as cadeiras. “Temos bons nomes de mulheres fortes e homens valorosos”, garante. Sobre a presença de Gomide na retaguarda, ela afirma que o legado do duas vezes prefeito de Anápolis é extenso. “O nome dele vai contribuir muito na disputa. Existe antes e depois de Gomide. Então, terá um peso enorme em nosso trabalho, apoiando, nos dando segurança”. De acordo com ela, a forma de governar e militar é a mesma. Ela cita, ainda, que conversa diariamente com o colega. “Ele está junto conosco, caminhando, orientando. Estou com ele todos os dias, está sempre comigo, quando preciso. Como ele disse na carta [em que avisa da desistência da disputa], está apenas adiando o sonho de ser novamente prefeito de Anápolis.” Gomide Na última quinta-feira (25), Antônio Gomide divulgou uma carta em que comunica a sua desistência da disputa da prefeitura de Anápolis por motivos de saúde. Em novembro de 2019, Gomide passou por uma neurocirurgia para remoção de um tumor benigno. A intervenção, no entanto, deixou sequelas, que incluem paralisia facial. “Recentemente, visando a correção dessa paralisia me submeti a uma cirurgia de neurorrafia, que exige pelo menos seis meses de recuperação”, destaca. O deputado afirmou que ouviu recomendações médicas e familiares, além de amigos mais próximos e tomou a decisão de não participar da disputa. “Após ouvir recomendações médicas e conversar com familiares e pessoas mais próximas, decidi não ser candidato à Prefeitura de Anápolis nestas eleições”, declara. Segundo ele, foi a decisão mais difícil que já tomou na vida.

Após crises, Bolsonaro acena com intenção de trégua entre Poderes

Após acumular diversos atritos ao longo dos últimos meses com representantes do Judiciário e do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro deu início a uma trégua com os Poderes, à medida em que tenta se distanciar do desgaste da prisão do seu amigo de longa data, Fabrício Queiroz. A pelo menos dois interlocutores, Bolsonaro se queixou recentemente que está cansado dos confrontos. E afirmou que quer paz e evitar outras brigas. A mudança na conduta pôde ser percebida na última semana, quando a temperatura no Planalto caiu consideravelmente em relação às anteriores. Segundo auxiliares do presidente, ele já preparava ações de trégua antes de ser surpreendido pela operação que prendeu o ex-assessor de Flávio Bolsonaro na casa do advogado Frederick Wassef em Atibaia (SP), no último dia 18, no inquérito que apura supostas “rachadinhas” na Alerj. Na véspera, por exemplo, Bolsonaro havia batido o martelo pela demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, malvisto tanto no Legislativo quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é investigado no inquérito das fake news. Dias antes, anunciou o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) como novo ministro das Comunicações, em uma tacada que agradou a gregos e troianos em Brasília. Na última quinta-feira, o presidente substituiu Weintraub pelo oficial da reserva da Marinha e professor Carlos Alberto Decotelli, uma vitória da chamada “ala militar”. Na sua primeira entrevista, ao jornal O Globo, o novo ministro disse que pretende fazer gestão pautada no diálogo, técnica e sem espaço para polêmicas relacionadas à ideologia. A escolha foi elogiada até por parlamentares de oposição. No Planalto, o diagnóstico de assessores é que as iniciativas na Justiça ajudaram Bolsonaro a finalmente entender a importância de se resguardar. Resta, no entanto, a dúvida se este será um período pontual de apaziguamento ou uma correção no rumo da sua atuação na Presidência. Ao mesmo tempo, governistas preferem defender a tese de que os outros Poderes “provocaram”. Citam como exemplo a quantidade de vetos derrubados e de medidas provisórias não votadas. Congressistas lembram, no entanto, que tanto os vetos anulados como a decisão de deixar uma MP caducar para perder a eficácia estão dentro do âmbito do poder constitucional atribuído ao Parlamento. Os subordinados do presidente também reclamam da atuação do STF, e citam como exemplo a decisão do ministro Alexandre de Moraes de barrar a indicação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Antes de Moraes, o ministro Gilmar Mendes já tinha concedido liminar, na gestão de Dilma Rousseff, impedindo a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. Papel das Forças Armadas Na última quinta-feira, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, indicou querer desfazer outro ponto de tensão: as reiteradas declarações de integrantes do governo sobre um suposto papel moderador dos militares para conter crises institucionais, que não está previsto na Constituição. Azevedo declarou que os militares não são “um ente político” e seguem o texto constitucional de 1988. — Não nos metemos em nada além do artigo 142 (da Constituição), e do artigo 2º que determina que os Poderes têm que ser harmônicos, independentes. Azevedo mantém boa relação com os ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, que entrou em rota de colisão com o Planalto, e foi assessor do presidente da Corte, Dias Toffoli. Também na quinta, o presidente abriu sua transmissão ao vivo semanal em uma de suas redes sociais com uma homenagem aos mortos pela Covid-19. O presidente da Embratur, Gilson Machado, tocou “Ave Maria” na sanfona. Desde o início da pandemia, Bolsonaro já disse que não era coveiro para contar vítimas, chamou a doença de “gripezinha” e que lamentava as mortes, mas que esse “é o destino de todo mundo”. Após acumular diversos atritos ao longo dos últimos meses com representantes do Judiciário e do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro deu início a uma trégua com os Poderes, à medida em que tenta se distanciar do desgaste da prisão do seu amigo de longa data, Fabrício Queiroz. A pelo menos dois interlocutores, Bolsonaro se queixou recentemente que está cansado dos confrontos. E afirmou que quer paz e evitar outras brigas. A mudança na conduta pôde ser percebida na última semana, quando a temperatura no Planalto caiu consideravelmente em relação às anteriores. Segundo auxiliares do presidente, ele já preparava ações de trégua antes de ser surpreendido pela operação que prendeu o ex-assessor de Flávio Bolsonaro na casa do advogado Frederick Wassef em Atibaia (SP), no último dia 18, no inquérito que apura supostas “rachadinhas” na Alerj. Na véspera, por exemplo, Bolsonaro havia batido o martelo pela demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, malvisto tanto no Legislativo quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é investigado no inquérito das fake news. Dias antes, anunciou o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) como novo ministro das Comunicações, em uma tacada que agradou a gregos e troianos em Brasília. Na última quinta-feira, o presidente substituiu Weintraub pelo oficial da reserva da Marinha e professor Carlos Alberto Decotelli, uma vitória da chamada “ala militar”. Na sua primeira entrevista, ao jornal O Globo, o novo ministro disse que pretende fazer gestão pautada no diálogo, técnica e sem espaço para polêmicas relacionadas à ideologia. A escolha foi elogiada até por parlamentares de oposição. No Planalto, o diagnóstico de assessores é que as iniciativas na Justiça ajudaram Bolsonaro a finalmente entender a importância de se resguardar. Resta, no entanto, a dúvida se este será um período pontual de apaziguamento ou uma correção no rumo da sua atuação na Presidência. Ao mesmo tempo, governistas preferem defender a tese de que os outros Poderes “provocaram”. Citam como exemplo a quantidade de vetos derrubados e de medidas provisórias não votadas. Congressistas lembram, no entanto, que tanto os vetos anulados como a decisão de deixar uma MP caducar para perder a eficácia estão dentro do âmbito do poder constitucional atribuído ao Parlamento. Os subordinados do presidente também reclamam da atuação do STF, e citam como exemplo a decisão do ministro Alexandre de Moraes de barrar a indicação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Antes de Moraes, o ministro Gilmar Mendes já tinha concedido liminar, na gestão de Dilma Rousseff, impedindo a

Professor diz que pandemia deixará lacunas no aprendizado de alunos

Professor da Universidade de Columbia, em Nova York, e coordenador do grupo Ciências da Aprendizagem Brasil, Paulo Blikstein alerta que os desafios pedagógicos gerados pela Covid-19 devem ser tratados com a mesma urgência e atenção dadas às emergências de saúde. O especialista usa uma comparação direta: assim como hospitais de campanha foram erguidos para combater a pandemia, é preciso pensar no que ele classifica de “escolas de campanha”, um conceito mais amplo do que a simples adoção de videoaulas e aplicativos. Do ponto de vista pedagógico, quais as preocupações mais imediatas para a volta às aulas? A primeira é detectar a real dimensão do que não foi aprendido. É muito difícil propor políticas públicas sem saber o tamanho da brecha de aprendizagem dos alunos. Um perigo, aliás, é fingir que não há deficiências de aprendizado. Mesmo nos países onde o acesso à internet dos estudantes é muito maior do que o Brasil, prejuízos pedagógicos foram detectados. Como compensar essa brecha de aprendizagem? Precisamos admitir que a pandemia gerou uma disrupção rara na educação e entender que as medidas para solucionar um problema desta dimensão são de grandes proporções. Talvez seja preciso contratar um contingente extra de professores, ou diminuir excepcionalmente os períodos de férias ou ainda convocar professores aposentados. Os problemas gerados pela pandemia não serão resolvidos com aplicativos ou videoaula. É preciso ousar mais? Sim, precisamos enxergar este momento como algo similar a uma emergência de saúde. Os governos não fizeram hospitais de campanha, contrataram mais médicos? Por que não criar algo como escolas de campanha, programar aulas de reforço para todos os alunos da rede? As ferramentas virtuais têm eficácia limitada. Não dá para fazer milagre. Alguns conteúdos se acumulam na vida escolar do aluno. Há aspectos que, se você não aprende, não conseguirá dar o próximo passo, aprender o tópico seguinte. Se não aprender álgebra, não vai entender o que vem depois. Alguns especialistas defendem passar parte dos conteúdos de 2020 para 2021, o senhor considera esta uma boa ideia? Depende da situação de cada rede. Em alguns casos, imagino que seja uma boa ideia usar o fim de 2020 para avaliar as soluções eleitas para minimizar o impacto desse período e só adotá-las em 2021. Pode-se usar este tempo, por exemplo, para planejar uma recuperação de tudo que foi perdido. Mas não sei se funcionaria para todos. Em alguns casos, se você não recuperar logo a deficiência do aprendizado, não haverá recuperação. É importante contratar equipes de emergência para ajudar os professores. Não dá para jogar tudo nas costas deles. O senhor acredita que soluções virtuais serão suficientes? Elas têm um alcance limitado. Há muitas empresas de tecnologia educacional oportunistas. Elas repetem (a gestores da área): compre aqui o meu pacote de produtos! Mas as soluções virtuais não foram únicas em lugar nenhum. Elas mitigaram o problema em alguns lugares, e só. Há muitas empresas querendo vender soluções de educação à distância, por exemplo, que não são eficazes. O perigo é a educação virtual de baixa qualidade fazer parte do novo normal.

Maioria dos brasileiros considera Bolsonaro pouco inteligente, diz Datafolha

A maioria da população considera o presidente Jair Bolsonaro pouco inteligente e tem avaliação negativa sobre outras características pessoais dele, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com pesquisa do instituto feita terça (23) e quarta-feira (24), 54% dos entrevistados dizem que ele é “pouco inteligente”, ante 40% que o consideram “muito inteligente”. Não souberam responder 6%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país por telefone, modelo que evita o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados e exige questionários mais rápidos. Os números mostram uma inversão das taxas em relação à ocasião anterior em que essa pergunta foi feita, em abril do ano passado, quando o presidente estava apenas em seu quarto mês de mandato. Naquela pesquisa, 58% disseram achar o presidente muito inteligente, ante 39% com avaliação oposta. A percepção da inteligência do ocupante da Presidência pelo eleitorado foi pesquisada em mandatos anteriores pelo instituto. Os outros dois presidentes eleitos antes de Bolsonaro, os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não tiveram maioria questionando sua inteligência. A porcentagem dos que avaliavam Lula como muito inteligente esteve entre 52% e 69% em pesquisas feitas de 2003 a 2006. Em relação a Dilma, o índice de quem a considerava muito inteligente variou de 66% a 85% de 2011 a 2015. Após a publicação da pesquisa feita em abril do ano passado, Bolsonaro ironizou o questionamento sobre a percepção da inteligência pelo eleitorado e a comparação com os resultados obtidos pelos petistas. “Kkkkkkkk​”, escreveu ele em rede social. A má avaliação de Bolsonaro nesse quesito piora ainda mais em alguns recortes da população que se mostram refratários à figura do presidente. Um dos destaques é a visão crítica a ele dos jovens de 16 a 24 anos: 67% o veem como pouco inteligente. Entre eleitores com curso superior, grupo hoje distante do presidente, embora o avaliasse bem antigamente, 61% desconfiam da inteligência do mandatário. No outro campo, a imagem presidencial é bem vista nesse item entre eleitores do Sul do país, que desde a época da campanha eleitoral constituem uma das bases do bolsonarismo. Na região, 48% o veem como muito inteligente, taxa que cai para 35% entre entrevistados do Nordeste. A taxa pró-Bolsonaro vai a 65% ao se levar em conta apenas entrevistados que afirmam que estão “vivendo normalmente” durante a pandemia da Covid-19, sem evitar sair de casa nem se isolar. A pesquisa mais recente do Datafolha mostrou que o presidente permanece com avaliação positiva de cerca de um terço do eleitorado. Consideram seu governo ótimo ou bom 32% dos entrevistados, ante 44% que o consideram ruim ou péssimo. A tendência desde o ano passado é de um aumento da rejeição. Na mesma pesquisa desta semana, o Datafolha também questionou os entrevistados sobre outras características pessoais de Bolsonaro. Nas oito perguntas dessa série, a avaliação negativa foi preponderante. A maioria considera o presidente despreparado para o cargo (58%), autoritário (64%), incompetente (52%) e indeciso (53%). Para 58%, ele respeita mais os ricos, ante 18% que acham que respeita mais os pobres. A favor de Bolsonaro, está a imagem de honestidade. Para 48%, ele é honesto —outros 40% o consideram desonesto. No quesito sinceridade, há empate técnico: 48% o consideram sincero, enquanto 46% entendem que ele é falso.

Lava-Jato acusa auxiliar de Aras de copiar dados sigilosos da operação

A força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba enviou um ofício à Corregedoria do Ministério Público Federal relatando que uma das mais próximas auxiliares do procurador-geral da República, Augusto Aras, a subprocuradora-geral da República, Lindora Araújo, realizou uma manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos das investigações de maneira informal e sem apresentar documentos ou justificativa. O caso, ocorrido na quinta-feira, gerou uma crise entre Curitiba e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e foi visto dentro do órgão como uma tentativa de “busca e apreensão” informal do material de trabalho da força-tarefa. Procurada, a PGR informou em nota que Lindora foi a Curitiba realizar uma “visita de trabalho” na força-tarefa para obter informações sobre o atual estágio das investigações e que ela já havia enviado um ofício, no mês passado, solicitando o fornecimento de cópia das bases de dados da Lava-Jato. Lindora, com quem Aras tem uma relação de extrema confiança, é a atual coordenadora do grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR, mas tem mantido uma relação conturbada com as forças-tarefas desde que assumiu o posto, em janeiro. É ela a responsável pela negociação do acordo de delação premiada com o advogado foragido Rodrigo Tacla Duran, revelada pelo GLOBO, que atacava diretamente um aliado do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e lançava suspeitas sobre a Lava-Jato, que já haviam sido arquivadas. A subprocuradora esteve em Curitiba na quarta e na quinta-feira para manter as reuniões com a força-tarefa. Segundo procuradores que acompanham o assunto, a visita dela seria para realizar uma espécie de inspeção “informal” nos trabalhos da Lava-Jato. Lindora, de acordo com o ofício enviado à corregedoria pela força-tarefa, “buscou acesso a informações, procedimentos e bases de dados desta força-tarefa em diligência efetuada sem prestar informações sobre a existência de um procedimento instaurado, formalização ou escopo definido”. Nos últimos meses, Lindora havia cobrado os procuradores de Curitiba sobre investigações mais antigas que estariam em ritmo mais lento, devido ao alto volume de trabalho da força-tarefa. Com base neste argumento, a subprocuradora afirmou que desejava examinar o acervo da força-tarefa e disse que seria acompanhada na viagem pela corregedora do MPF, Elizeta Maria de Paiva, mas que ela não conseguiu viajar por problemas de saúde. Entretanto, os procuradores da Lava-Jato telefonaram para a corregedora para obter informações sobre o assunto. De acordo com o relato do ofício, Elizeta respondeu que não havia nenhum procedimento na Corregedoria sobre isso. “Na ocasião, a Excelentíssima Corregedora-Geral informou que não há qualquer procedimento ou ato no âmbito da Corregedoria que embase o pedido de acesso da Subprocuradora-Geral aos procedimentos ou bases da força-tarefa. Informou ainda que eventual embasamento para o pedido de acesso deveria ser indagado à Subprocuradora-Geral”, diz o documento. A ação de Lindora contraria uma Correição Extraordinária realizada recentemente pela Corregedoria do MPF sobre o trabalho de todas as forças-tarefas. Na conclusão deste trabalho, registrou-se que a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba tem “resultados significativos e que vêm sofrendo forte e constante incremento”. O relatório destacou o volume de recursos públicos desviados e recuperados pela força-tarefa, que somaram cerca de R$ 4 bilhões. O trabalho foi feito pelos procuradores regionais José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho. Processos sigilosos De acordo com o ofício, o fornecimento da base de dados sigilosa da força-tarefa deveria estar acompanhado de um pedido formal e de um processo, o que não foi feito pela subprocuradora. Chamou atenção dos procuradores o fato de que, no último dia 22, eles tiveram uma reunião formal com a Sppea (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise) da PGR para tratar sobre a operacionalização do fornecimento desse banco de dados da força-tarefa. Lindora não tem relação hierárquica com a Sppea, que é um órgão independente vinculado ao gabinete do procurador-geral da República. Por isso, o ofício da força-tarefa aponta que Lindora fez uma manobra informal para ter acesso a esses dados, apesar de tratativas formais já estarem em curso. “Em razão da existência de informações vinculadas a investigações e a processos sigilosos nos procedimentos e nas bases de dados, entre os quais informações sobre operações a serem deflagradas, dados sujeitos à cláusula de reserva jurisdicional obtidos a partir de decisões judiciais para instruir apurações específicas, além de provas obtidas por meio de cooperação jurídica internacional sujeitas ao princípio da especialidade, com restrições e condicionantes de uso, é importante resguardar o procedimento de acesso das cautelas constitucionais e legais devidas, motivo pelo qual não se vedou o acesso, mas se pediu a adequada formalização, até mesmo para a prevenção de responsabilidades”, escreveram os procuradores no ofício remetido à Corregedoria. Segundo o relato do ofício, os procuradores da Lava-Jato discutiram o assunto na noite de quarta e, ao retomar a reunião na manhã de quinta-feira, afirmaram à subprocuradora que tinham “o interesse de contribuir para as atividades institucionais” e fornecer o acesso a todas as informações públicas da base de dados. Para fornecerem os dados sigilosos, argumentaram, seria necessário que a PGR formalizasse o pedido de acesso aos bancos de dados sigilosos, para evitar problemas legais no futuro. “Os procuradores da força-tarefa expressaram seu entendimento de que é possível o acesso a informações sigilosas quando há justificativa fática e legal para tanto, com base em decisões judiciais pretéritas, dependendo eventual uso de formalização do pedido de compartilhamento. Para tanto, é necessário o número dos autos que fundamentam a solicitação, até mesmo para que se possa formular em juízo o pedido de fornecimento de provas a membros sem atribuição para atuar nos casos em que estas foram produzidas ou que sejam correlacionadas”, diz o ofício. Segundo o relato, houve então discordância de Lindora e um desentendimento entre as duas partes da reunião. A subprocuradora, ainda de acordo com o relato, “expressou indignação” pelo fato de os procuradores terem consultado previamente a Corregedoria e considerou que a reunião estava encerrado por uma “quebra de confiança”. “Nesse momento, a Subprocuradora solicitou que fosse exarada certidão pelo Coordenador desta força-tarefa informando que lhe teria sido negado acesso a informações detidas por esta unidade ministerial. Os procuradores reafirmaram