Maioria dos brasileiros considera Bolsonaro pouco inteligente, diz Datafolha
A maioria da população considera o presidente Jair Bolsonaro pouco inteligente e tem avaliação negativa sobre outras características pessoais dele, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com pesquisa do instituto feita terça (23) e quarta-feira (24), 54% dos entrevistados dizem que ele é “pouco inteligente”, ante 40% que o consideram “muito inteligente”. Não souberam responder 6%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país por telefone, modelo que evita o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados e exige questionários mais rápidos. Os números mostram uma inversão das taxas em relação à ocasião anterior em que essa pergunta foi feita, em abril do ano passado, quando o presidente estava apenas em seu quarto mês de mandato. Naquela pesquisa, 58% disseram achar o presidente muito inteligente, ante 39% com avaliação oposta. A percepção da inteligência do ocupante da Presidência pelo eleitorado foi pesquisada em mandatos anteriores pelo instituto. Os outros dois presidentes eleitos antes de Bolsonaro, os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não tiveram maioria questionando sua inteligência. A porcentagem dos que avaliavam Lula como muito inteligente esteve entre 52% e 69% em pesquisas feitas de 2003 a 2006. Em relação a Dilma, o índice de quem a considerava muito inteligente variou de 66% a 85% de 2011 a 2015. Após a publicação da pesquisa feita em abril do ano passado, Bolsonaro ironizou o questionamento sobre a percepção da inteligência pelo eleitorado e a comparação com os resultados obtidos pelos petistas. “Kkkkkkkk”, escreveu ele em rede social. A má avaliação de Bolsonaro nesse quesito piora ainda mais em alguns recortes da população que se mostram refratários à figura do presidente. Um dos destaques é a visão crítica a ele dos jovens de 16 a 24 anos: 67% o veem como pouco inteligente. Entre eleitores com curso superior, grupo hoje distante do presidente, embora o avaliasse bem antigamente, 61% desconfiam da inteligência do mandatário. No outro campo, a imagem presidencial é bem vista nesse item entre eleitores do Sul do país, que desde a época da campanha eleitoral constituem uma das bases do bolsonarismo. Na região, 48% o veem como muito inteligente, taxa que cai para 35% entre entrevistados do Nordeste. A taxa pró-Bolsonaro vai a 65% ao se levar em conta apenas entrevistados que afirmam que estão “vivendo normalmente” durante a pandemia da Covid-19, sem evitar sair de casa nem se isolar. A pesquisa mais recente do Datafolha mostrou que o presidente permanece com avaliação positiva de cerca de um terço do eleitorado. Consideram seu governo ótimo ou bom 32% dos entrevistados, ante 44% que o consideram ruim ou péssimo. A tendência desde o ano passado é de um aumento da rejeição. Na mesma pesquisa desta semana, o Datafolha também questionou os entrevistados sobre outras características pessoais de Bolsonaro. Nas oito perguntas dessa série, a avaliação negativa foi preponderante. A maioria considera o presidente despreparado para o cargo (58%), autoritário (64%), incompetente (52%) e indeciso (53%). Para 58%, ele respeita mais os ricos, ante 18% que acham que respeita mais os pobres. A favor de Bolsonaro, está a imagem de honestidade. Para 48%, ele é honesto —outros 40% o consideram desonesto. No quesito sinceridade, há empate técnico: 48% o consideram sincero, enquanto 46% entendem que ele é falso.
Lava-Jato acusa auxiliar de Aras de copiar dados sigilosos da operação
A força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba enviou um ofício à Corregedoria do Ministério Público Federal relatando que uma das mais próximas auxiliares do procurador-geral da República, Augusto Aras, a subprocuradora-geral da República, Lindora Araújo, realizou uma manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos das investigações de maneira informal e sem apresentar documentos ou justificativa. O caso, ocorrido na quinta-feira, gerou uma crise entre Curitiba e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e foi visto dentro do órgão como uma tentativa de “busca e apreensão” informal do material de trabalho da força-tarefa. Procurada, a PGR informou em nota que Lindora foi a Curitiba realizar uma “visita de trabalho” na força-tarefa para obter informações sobre o atual estágio das investigações e que ela já havia enviado um ofício, no mês passado, solicitando o fornecimento de cópia das bases de dados da Lava-Jato. Lindora, com quem Aras tem uma relação de extrema confiança, é a atual coordenadora do grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR, mas tem mantido uma relação conturbada com as forças-tarefas desde que assumiu o posto, em janeiro. É ela a responsável pela negociação do acordo de delação premiada com o advogado foragido Rodrigo Tacla Duran, revelada pelo GLOBO, que atacava diretamente um aliado do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e lançava suspeitas sobre a Lava-Jato, que já haviam sido arquivadas. A subprocuradora esteve em Curitiba na quarta e na quinta-feira para manter as reuniões com a força-tarefa. Segundo procuradores que acompanham o assunto, a visita dela seria para realizar uma espécie de inspeção “informal” nos trabalhos da Lava-Jato. Lindora, de acordo com o ofício enviado à corregedoria pela força-tarefa, “buscou acesso a informações, procedimentos e bases de dados desta força-tarefa em diligência efetuada sem prestar informações sobre a existência de um procedimento instaurado, formalização ou escopo definido”. Nos últimos meses, Lindora havia cobrado os procuradores de Curitiba sobre investigações mais antigas que estariam em ritmo mais lento, devido ao alto volume de trabalho da força-tarefa. Com base neste argumento, a subprocuradora afirmou que desejava examinar o acervo da força-tarefa e disse que seria acompanhada na viagem pela corregedora do MPF, Elizeta Maria de Paiva, mas que ela não conseguiu viajar por problemas de saúde. Entretanto, os procuradores da Lava-Jato telefonaram para a corregedora para obter informações sobre o assunto. De acordo com o relato do ofício, Elizeta respondeu que não havia nenhum procedimento na Corregedoria sobre isso. “Na ocasião, a Excelentíssima Corregedora-Geral informou que não há qualquer procedimento ou ato no âmbito da Corregedoria que embase o pedido de acesso da Subprocuradora-Geral aos procedimentos ou bases da força-tarefa. Informou ainda que eventual embasamento para o pedido de acesso deveria ser indagado à Subprocuradora-Geral”, diz o documento. A ação de Lindora contraria uma Correição Extraordinária realizada recentemente pela Corregedoria do MPF sobre o trabalho de todas as forças-tarefas. Na conclusão deste trabalho, registrou-se que a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba tem “resultados significativos e que vêm sofrendo forte e constante incremento”. O relatório destacou o volume de recursos públicos desviados e recuperados pela força-tarefa, que somaram cerca de R$ 4 bilhões. O trabalho foi feito pelos procuradores regionais José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho. Processos sigilosos De acordo com o ofício, o fornecimento da base de dados sigilosa da força-tarefa deveria estar acompanhado de um pedido formal e de um processo, o que não foi feito pela subprocuradora. Chamou atenção dos procuradores o fato de que, no último dia 22, eles tiveram uma reunião formal com a Sppea (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise) da PGR para tratar sobre a operacionalização do fornecimento desse banco de dados da força-tarefa. Lindora não tem relação hierárquica com a Sppea, que é um órgão independente vinculado ao gabinete do procurador-geral da República. Por isso, o ofício da força-tarefa aponta que Lindora fez uma manobra informal para ter acesso a esses dados, apesar de tratativas formais já estarem em curso. “Em razão da existência de informações vinculadas a investigações e a processos sigilosos nos procedimentos e nas bases de dados, entre os quais informações sobre operações a serem deflagradas, dados sujeitos à cláusula de reserva jurisdicional obtidos a partir de decisões judiciais para instruir apurações específicas, além de provas obtidas por meio de cooperação jurídica internacional sujeitas ao princípio da especialidade, com restrições e condicionantes de uso, é importante resguardar o procedimento de acesso das cautelas constitucionais e legais devidas, motivo pelo qual não se vedou o acesso, mas se pediu a adequada formalização, até mesmo para a prevenção de responsabilidades”, escreveram os procuradores no ofício remetido à Corregedoria. Segundo o relato do ofício, os procuradores da Lava-Jato discutiram o assunto na noite de quarta e, ao retomar a reunião na manhã de quinta-feira, afirmaram à subprocuradora que tinham “o interesse de contribuir para as atividades institucionais” e fornecer o acesso a todas as informações públicas da base de dados. Para fornecerem os dados sigilosos, argumentaram, seria necessário que a PGR formalizasse o pedido de acesso aos bancos de dados sigilosos, para evitar problemas legais no futuro. “Os procuradores da força-tarefa expressaram seu entendimento de que é possível o acesso a informações sigilosas quando há justificativa fática e legal para tanto, com base em decisões judiciais pretéritas, dependendo eventual uso de formalização do pedido de compartilhamento. Para tanto, é necessário o número dos autos que fundamentam a solicitação, até mesmo para que se possa formular em juízo o pedido de fornecimento de provas a membros sem atribuição para atuar nos casos em que estas foram produzidas ou que sejam correlacionadas”, diz o ofício. Segundo o relato, houve então discordância de Lindora e um desentendimento entre as duas partes da reunião. A subprocuradora, ainda de acordo com o relato, “expressou indignação” pelo fato de os procuradores terem consultado previamente a Corregedoria e considerou que a reunião estava encerrado por uma “quebra de confiança”. “Nesse momento, a Subprocuradora solicitou que fosse exarada certidão pelo Coordenador desta força-tarefa informando que lhe teria sido negado acesso a informações detidas por esta unidade ministerial. Os procuradores reafirmaram
Para evitar colapso de pequenos e micro empresários, governo propõe Fundo de Aval
Um projeto do Executivo estadual colocado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pode garantir o aporte de R$ 3 milhões, via Agência de Fomento (GoiásFomento), para auxiliar micro e pequenos empresários do Estado a conseguirem crédito. Trata-se do Fundo de Aval do Estado de Goiás. Este fundo será gerido pela própria GoiásFomento, e facilitará as garantias, o que costuma ser impeditivo aos “menores”. A proposta foi criada para evitar o fechamento definitivo de empresas e a demissão de funcionários, visto às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e pela quarentena. Desta forma, o fundo vem como facilitador de acesso ao crédito. Inclusive, os informais beneficiados seriam aqueles trabalhadores na linha de feirantes, de confecção e outros. Destaca-se que, com a aprovação, a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) deverá criar um Conselho Deliberativo. Este fará a administração geral, a criação de instruções normativas complementares à operacionalização e à organização administrativa das políticas de atuação e de fiscalização operacional. É a pasta que definirá, ainda, as linhas de crédito de financiamento a serem garantidas. Segundo informações do governo de Goiás, o fundo de aval é mais uma linha de crédito com juros baixos e prazo distante para começar a pagar. O texto segue a orientação do governador Ronaldo Caiado (DEM) de desburocratizar o acesso para garantir a retomada econômica do Estado.
Vereador Elvis Santos no Facebook watch
O vereador Elvis Santos fez uma transmissão ao vivo hoje as 3:32 1
Covid-19: Brasil chega a 54,9 mil mortes e 1,22 milhão de casos
O Brasil teve 1.141 novas mortes registradas em função da covid-19 registrados nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (25). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 54.971 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus. A atualização diária traz um aumento de 2,1% no número de óbitos em relação a ontem (24), quando o total estava em 53.830. O balanço também teve 39.483 novos casos registrados, totalizando 1.228.114. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,3% sobre o número de ontem (24), quando os dados do ministério registravam 1.188.631 de pessoas infectadas. Do total, 499.414 estão em observação e 673.729 foram recuperados. Diferentemente de balanços anteriores, o de hoje não trouxe o número de mortes em investigação. Os registros são menores aos domingos e às segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação de dados aos fins de semana, e maiores às terças-feiras, em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,5%. A mortalidade (óbitos por 100.000 habitantes) foi de 26,2. Já a incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 584,4. Estados Os estados com maior número de óbitos são: São Paulo (13.759), Rio de Janeiro (9.450), Ceará (5.875), Pará (4.748) e Pernambuco (4.488). Ainda figuram entres as unidades da Federação com altos índices de mortes Amazonas (2.731), Maranhão (1.871), Bahia (1.601), Espírito Santo (1.490), Alagoas (958) e Paraíba (842). São Paulo também lidera entre os estados com maior número de casos (248.587), seguido de Rio de Janeiro (105.897), do Ceará (102.126), do Pará (94.036) e do Maranhão (74.925).
Bolsa sobe 1,7% em dia de alívio no mercado externo
Num dia de alívio no mercado externo, a bolsa subiu, e o dólar fechou praticamente estável. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira) encerrou esta quinta-feira aos 95.983 pontos, com alta de 1,7%. Depois de alternar baixas e altas, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,328, com leve alta de R$ 0,003 (+0,06%). A cotação aproximou-se de R$ 5,38 no início da tarde, mas desacelerou perto do fechamento dos negócios. O Banco Central (BC) atuou no mercado de câmbio. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu US$ 750 milhões das reservas internacionais com compromisso de recompra, quando o BC compra o dinheiro de volta depois de alguns meses. O órgão também rolou (renovou) US$ 600 milhões em contratos de swap cambial – equivalente à venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em agosto. Estados Unidos Os mercados financeiros globais foram influenciados pela confirmação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) nos Estados Unidos encolheu 5% no primeiro trimestre em ritmo anualizado, quando a variação de um trimestre é projetada para os 12 meses anteriores. O Departamento de Comércio norte-americano poderia revisar o número para baixo, mas isso não ocorreu. Os dados trouxeram alívio para o mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou esta quinta-feira com alta de 1,18%. PIB brasileiro No Brasil, o Banco Central piorou a projeção para o PIB em 2020. No Relatório de Inflação divulgado hoje, a autoridade monetária informou que estima contração de 6,4% na economia brasileira neste ano. Na edição anterior do documento, em março, o BC previa crescimento zero.
Auxílio emergencial: Governo divulga calendário de pagamento da 3ª parcela
O governo brasileiro publicou na quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU) o calendário para a 3ª parcela do auxílio emergencial durante a pandemia do coronavírus. A 3ª parcela de R$ 600 começa a ser depositada neste sábado (27) para pessoas que se inscreveram pelo aplicativo ou site da Caixa, ou que já estavam no Cadastro Único mas não são beneficiários do Bolsa Família. Por enquanto, apenas beneficiários do Bolsa Família com direito ao auxílio emergencial haviam recebido a 3ª parcela, seguindo o calendário de pagamentos do programa, conforme o número final do NIS. O pagamento do auxílio para inscritos no Bolsa Família segue até terça-feira (30). Na quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou a possibilidade de pagar mais 3 parcelas para o auxílio emergencial, durante transmissão de live realizada na noite de hoje, mas que ainda não há nada confirmado. Os valores, segundo Bolsonaro, seriam de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, somando assim R$ 1.200. O público beneficiário do auxílio emergencial que tenha recebido a segunda parcela em maio de 2020 receberá o crédito da terceira parcela em poupança social digital aberta em seu nome. De acordo com a portaria assinada pelo Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, serão dois calendários, ambos levando em conta a data de nascimento do trabalhador. Um deles, que começa em 27 de junho, é para o depósito na poupança digital da Caixa. Todos os beneficiários da segunda parcela vão receber o dinheiro em uma conta digital, mesmo aqueles que indicaram conta de outro banco no cadastro. Nesse caso, os valores poderão ser usados apenas para pagamento de contas e boletos e para compras por meio de cartão de débito virtual. O segundo calendário, que começa em 18 de julho, é para o saque do auxílio em dinheiro nas agências da Caixa. Calendário do depósito na conta digital Nessas datas, os recursos estarão na conta, mas não poderão ser sacados em dinheiro: Nascidos em janeiro/fevereiro: 27 de junho Nascidos março/abril: 30 de junho Nascidos em maio/junho: 1 de julho Nascidos em julho/agosto: 2 de julho Nascidos em setembro/outubro: 3 de julho Nascidos em novembro/dezembro: 4 de julho Calendário do saque em dinheiro Segundo a portaria, “para fins de organização do fluxo de pessoas em agências bancárias e evitar aglomeração”, os recursos estarão disponíveis para saques e transferências bancárias conforme o seguinte calendário: Nascidos em janeiro: 18 de julho Nascidos em fevereiro: 25 de julho Nascidos em março: 1 de agosto Nascidos em abril: 8 de agosto Nascidos em maio: 15 de agosto Nascidos em junho: 29 de agosto Nascidos em julho: 1 de setembro Nascidos em agosto: 8 de setembro Nascidos em setembro: 10 de setembro Nascidos em outubro: 12 de setembro Nascidos em novembro: 15 de setembro Nascidos em dezembro: 19 de setembro
Homem que cultivava maconha com “marca registrada” é preso em Goiânia
Um homem, cuja identidade não foi revelada, foi preso na noite de quinta-feira (26), em Goiânia, após a Polícia Militar (PM) encontrar uma plantação de maconha em sua residência. Por meio de uma denúncia anônima, os policiais foram informados que o suspeito comercializava a droga, com as inscrições “Brisadeira” e “Produto artesanal feito com amor”, nas proximidades da Praça Tamandaré, no Setor Oeste. Segundo a PM, assim que a equipe chegou à casa informada pelo denunciante, flagrou o suspeito tentando destruir o cultivo da droga. A polícia encontrou, também, no local, porções de drogas de diversas naturezas, dinheiro fracionado em pequenas porções, duas balanças de precisão, embalagens, e carimbos utilizados para marcar o produto. Nos fundos da casa, os policiais localizaram uma estufa utilizada para plantação de maconha, com luz e ventilação artificial. A droga e todo o material foram apreendidos. O suspeito conduzido à Central de Flagrantes.
Com covid-19, maio se torna o mês com mais mortes na história do Brasil
Maio de 2020 já é o mês com o maior número de registros de óbitos feitos por cartórios na história do Brasil. Até a última segunda-feira (22), haviam sido registradas 123.857 declarações de pessoas que morreram em todo o Brasil, sendo 24.021 pela principal causa: a covid-19. O número de mortes no mês passado representa uma alta de 13,1% em relação a maio de 2019, quando os cartórios registraram 109.479 declarações de óbito no Brasil. Historicamente, o mês de julho é o que registra maior número de mortes no país devido à maior circulação de vírus respiratórios (veja abaixo). Há, ainda, o fato de que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias, e o aumento dessas doenças faz com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho. Maio de 2020 – 123.702* Julho de 2017 – 122.610 Julho de 2018 – 119.675 Julho de 2016 – 118.151 Julho de 2019 – 118.097* (*Dados ainda sujeitos a ampliação) Um mês mortal Os dados, entretanto, ainda podem crescer, já que o Portal da Transparência da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) é abastecido com informações enviadas pelos cartórios que podem levar alguns dias para informar o óbito ao sistema nacional. O UOL consultou o banco de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde —que também tem como base a causa-morte indicada nas certidões. Não há registro de um mês tão mortal como foi maio de 2020. A plataforma do ministério traz dados detalhados de mortes e suas causas desde 1996 até 2018. Os números de 2019 ainda estão em fase final de apuração para divulgação. Antes de 1996, não há relatos históricos que apontem para uma mortalidade tão alta em apenas um mês. Ao longo do tempo, com o crescimento da população e a explosão da violência urbana, o número de mortes mensais foi aumentando. A primeira vez que o país passou da marca de 100 mil mortes foi em janeiro de 2011. De lá para cá, tornou-se algo recorrente que o dado alcançasse os seis dígitos. Até maio de 2020, o mês com o maior número de óbitos já registrados no país havia sido julho de 2017, quando 122.610 pessoas morreram no Brasil das mais diversas causas. Naquele ano, ressalte-se, os números mensais foram puxados para mais por conta da guerra de facções, que fez o país ter recorde de homicídios. Julho e o histórico de mortes O mês de julho, historicamente, é o que registra maior número de mortes no país. Em 2018, por exemplo, foram 119.675 mortes. No ano passado, 118.097. O professor da UnB (Universidade de Brasília) e integrante do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Brasília, Ricardo Martins, explica que o número mais alto de mortes nos meses de julho ocorre pela maior circulação de vírus respiratórios no país. “São as doenças do inverno, aqueles quadros de gripe, de problemas por causas respiratórias. Isso começa ali por abril e chega a julho no pico. E já está bem demonstrado que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias. Então acredito que esse aumento dessas doenças faça com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho”, afirma. Situação inédita Martins ainda ressalta que a situação dramática causada pela covid-19 é inédita para profissionais de saúde de sua geração. “Nunca tivemos uma complicação desse nível, com tantas mortes por uma causa em tão curto tempo. Não tenho dúvidas de que esse vai ser o maior problema nos últimos 100 anos”, compara. Além da alta em maio, Martins prevê dias difíceis pela frente no país por causa do novo coronavírus em junho e julho, ao menos. “É uma doença de altíssimo grau de contagiosidade e que está sobrecarregando hospitais —não só UTIs, mas também enfermarias. É uma coisa impressionante e angustiante. A gente vai acompanhando e só vê aumentar a mortalidade”, lamenta. Sobrecarga no sistema Em maio, a mortalidade atingiu em cheio as metrópoles, que tiveram uma superprocura por hospitais —o que sobrecarregou serviços de saúde. “Foi sem dúvida nosso mês de pico. Os casos surgiam em todas as classes sociais. Pensei que fôssemos ter um colapso no atendimento hospitalar e ambulatorial”, conta Artur Gomes Neto, diretor médico da Santa Casa de Maceió. No maior hospital particular de Alagoas, 94 mortes por covid-19 foram registradas em maio. O hospital chegou a ficar totalmente ocupado com 144 pacientes internados de um só vez —ontem, esse número era bem menor: 102 pessoas, 38 delas em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). O professor e pesquisador na área de doenças infecciosas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e do IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), Luís Carlos Arraes, afirma que não há como pensar em qualquer outro fator que justifique uma alta tão grande de mortes em maio deste ano que não a covid-19. “Os dados comprovam aquilo que já era até esperado, que houvesse um aumento na mortalidade em geral. A única coisa que aconteceu para justificar isso foi a epidemia do coronavírus”, afirma. A mortalidade geral só não é maior, diz Arraes, porque no período de isolamento social houve uma queda natural em outras causas de morte, como acidentes de trânsito e complicações geradas por cirurgias eletivas (que foram suspensas por causa da pandemia). “Realmente é uma tragédia sem precedente recente. Esse número de mortes por covid-19, apesar de altíssimo, ainda está bem abaixo do real. Basta ver a quantidade de mortes por SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], que tiveram aumento, mas não tem a causa dela. E com essa interiorização do vírus pelo país, temo que a gente vai perder mais dados”, lamenta.
Gomide não será candidato a prefeito em Anápolis
O deputado estadual Antônio Gomide (PT) não será mais candidato a prefeito em Anápolis, cidade que ele já teve oportunidade de administrar no passado por duas vezes. Ele divulgou uma carta nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (25), em que comunica a desistência por motivos de saúde. No documento, ele afirma que o “sonho” de retornar à gestão foi adiado. Em novembro de 2019, Gomide passou por uma neurocirurgia para remoção de um tumor benigno. A intervenção, no entanto, deixou sequelas, que incluem paralisia facial. “Recentemente, visando a correção dessa paralisia me submeti a uma cirurgia de neurorrafia, que exige pelo menos seis meses de recuperação”, destaca. O deputado afirmou que ouviu recomendações médicas e familiares, além de amigos mais próximos e tomou a decisão de não participar da disputa. “Após ouvir recomendações médicas e conversar com familiares e pessoas mais próximas, decidi não ser candidato à Prefeitura de Anápolis nestas eleições”, declara. Gomide afirmou que foi a decisão mais difícil que já tomou na vida dele. Na carta ainda ele descreve realizações enquanto prefeito da cidade e agradeceu o carinho dos eleitores dele. Veja a publicação completa do deputado estadual Antônio Gomide