Para evitar colapso de pequenos e micro empresários, governo propõe Fundo de Aval
Um projeto do Executivo estadual colocado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pode garantir o aporte de R$ 3 milhões, via Agência de Fomento (GoiásFomento), para auxiliar micro e pequenos empresários do Estado a conseguirem crédito. Trata-se do Fundo de Aval do Estado de Goiás. Este fundo será gerido pela própria GoiásFomento, e facilitará as garantias, o que costuma ser impeditivo aos “menores”. A proposta foi criada para evitar o fechamento definitivo de empresas e a demissão de funcionários, visto às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e pela quarentena. Desta forma, o fundo vem como facilitador de acesso ao crédito. Inclusive, os informais beneficiados seriam aqueles trabalhadores na linha de feirantes, de confecção e outros. Destaca-se que, com a aprovação, a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) deverá criar um Conselho Deliberativo. Este fará a administração geral, a criação de instruções normativas complementares à operacionalização e à organização administrativa das políticas de atuação e de fiscalização operacional. É a pasta que definirá, ainda, as linhas de crédito de financiamento a serem garantidas. Segundo informações do governo de Goiás, o fundo de aval é mais uma linha de crédito com juros baixos e prazo distante para começar a pagar. O texto segue a orientação do governador Ronaldo Caiado (DEM) de desburocratizar o acesso para garantir a retomada econômica do Estado.
Vereador Elvis Santos no Facebook watch
O vereador Elvis Santos fez uma transmissão ao vivo hoje as 3:32 1
Covid-19: Brasil chega a 54,9 mil mortes e 1,22 milhão de casos
O Brasil teve 1.141 novas mortes registradas em função da covid-19 registrados nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (25). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 54.971 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus. A atualização diária traz um aumento de 2,1% no número de óbitos em relação a ontem (24), quando o total estava em 53.830. O balanço também teve 39.483 novos casos registrados, totalizando 1.228.114. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,3% sobre o número de ontem (24), quando os dados do ministério registravam 1.188.631 de pessoas infectadas. Do total, 499.414 estão em observação e 673.729 foram recuperados. Diferentemente de balanços anteriores, o de hoje não trouxe o número de mortes em investigação. Os registros são menores aos domingos e às segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação de dados aos fins de semana, e maiores às terças-feiras, em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,5%. A mortalidade (óbitos por 100.000 habitantes) foi de 26,2. Já a incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 584,4. Estados Os estados com maior número de óbitos são: São Paulo (13.759), Rio de Janeiro (9.450), Ceará (5.875), Pará (4.748) e Pernambuco (4.488). Ainda figuram entres as unidades da Federação com altos índices de mortes Amazonas (2.731), Maranhão (1.871), Bahia (1.601), Espírito Santo (1.490), Alagoas (958) e Paraíba (842). São Paulo também lidera entre os estados com maior número de casos (248.587), seguido de Rio de Janeiro (105.897), do Ceará (102.126), do Pará (94.036) e do Maranhão (74.925).
Bolsa sobe 1,7% em dia de alívio no mercado externo
Num dia de alívio no mercado externo, a bolsa subiu, e o dólar fechou praticamente estável. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira) encerrou esta quinta-feira aos 95.983 pontos, com alta de 1,7%. Depois de alternar baixas e altas, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,328, com leve alta de R$ 0,003 (+0,06%). A cotação aproximou-se de R$ 5,38 no início da tarde, mas desacelerou perto do fechamento dos negócios. O Banco Central (BC) atuou no mercado de câmbio. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu US$ 750 milhões das reservas internacionais com compromisso de recompra, quando o BC compra o dinheiro de volta depois de alguns meses. O órgão também rolou (renovou) US$ 600 milhões em contratos de swap cambial – equivalente à venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em agosto. Estados Unidos Os mercados financeiros globais foram influenciados pela confirmação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) nos Estados Unidos encolheu 5% no primeiro trimestre em ritmo anualizado, quando a variação de um trimestre é projetada para os 12 meses anteriores. O Departamento de Comércio norte-americano poderia revisar o número para baixo, mas isso não ocorreu. Os dados trouxeram alívio para o mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou esta quinta-feira com alta de 1,18%. PIB brasileiro No Brasil, o Banco Central piorou a projeção para o PIB em 2020. No Relatório de Inflação divulgado hoje, a autoridade monetária informou que estima contração de 6,4% na economia brasileira neste ano. Na edição anterior do documento, em março, o BC previa crescimento zero.
Auxílio emergencial: Governo divulga calendário de pagamento da 3ª parcela
O governo brasileiro publicou na quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU) o calendário para a 3ª parcela do auxílio emergencial durante a pandemia do coronavírus. A 3ª parcela de R$ 600 começa a ser depositada neste sábado (27) para pessoas que se inscreveram pelo aplicativo ou site da Caixa, ou que já estavam no Cadastro Único mas não são beneficiários do Bolsa Família. Por enquanto, apenas beneficiários do Bolsa Família com direito ao auxílio emergencial haviam recebido a 3ª parcela, seguindo o calendário de pagamentos do programa, conforme o número final do NIS. O pagamento do auxílio para inscritos no Bolsa Família segue até terça-feira (30). Na quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou a possibilidade de pagar mais 3 parcelas para o auxílio emergencial, durante transmissão de live realizada na noite de hoje, mas que ainda não há nada confirmado. Os valores, segundo Bolsonaro, seriam de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, somando assim R$ 1.200. O público beneficiário do auxílio emergencial que tenha recebido a segunda parcela em maio de 2020 receberá o crédito da terceira parcela em poupança social digital aberta em seu nome. De acordo com a portaria assinada pelo Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, serão dois calendários, ambos levando em conta a data de nascimento do trabalhador. Um deles, que começa em 27 de junho, é para o depósito na poupança digital da Caixa. Todos os beneficiários da segunda parcela vão receber o dinheiro em uma conta digital, mesmo aqueles que indicaram conta de outro banco no cadastro. Nesse caso, os valores poderão ser usados apenas para pagamento de contas e boletos e para compras por meio de cartão de débito virtual. O segundo calendário, que começa em 18 de julho, é para o saque do auxílio em dinheiro nas agências da Caixa. Calendário do depósito na conta digital Nessas datas, os recursos estarão na conta, mas não poderão ser sacados em dinheiro: Nascidos em janeiro/fevereiro: 27 de junho Nascidos março/abril: 30 de junho Nascidos em maio/junho: 1 de julho Nascidos em julho/agosto: 2 de julho Nascidos em setembro/outubro: 3 de julho Nascidos em novembro/dezembro: 4 de julho Calendário do saque em dinheiro Segundo a portaria, “para fins de organização do fluxo de pessoas em agências bancárias e evitar aglomeração”, os recursos estarão disponíveis para saques e transferências bancárias conforme o seguinte calendário: Nascidos em janeiro: 18 de julho Nascidos em fevereiro: 25 de julho Nascidos em março: 1 de agosto Nascidos em abril: 8 de agosto Nascidos em maio: 15 de agosto Nascidos em junho: 29 de agosto Nascidos em julho: 1 de setembro Nascidos em agosto: 8 de setembro Nascidos em setembro: 10 de setembro Nascidos em outubro: 12 de setembro Nascidos em novembro: 15 de setembro Nascidos em dezembro: 19 de setembro
Homem que cultivava maconha com “marca registrada” é preso em Goiânia
Um homem, cuja identidade não foi revelada, foi preso na noite de quinta-feira (26), em Goiânia, após a Polícia Militar (PM) encontrar uma plantação de maconha em sua residência. Por meio de uma denúncia anônima, os policiais foram informados que o suspeito comercializava a droga, com as inscrições “Brisadeira” e “Produto artesanal feito com amor”, nas proximidades da Praça Tamandaré, no Setor Oeste. Segundo a PM, assim que a equipe chegou à casa informada pelo denunciante, flagrou o suspeito tentando destruir o cultivo da droga. A polícia encontrou, também, no local, porções de drogas de diversas naturezas, dinheiro fracionado em pequenas porções, duas balanças de precisão, embalagens, e carimbos utilizados para marcar o produto. Nos fundos da casa, os policiais localizaram uma estufa utilizada para plantação de maconha, com luz e ventilação artificial. A droga e todo o material foram apreendidos. O suspeito conduzido à Central de Flagrantes.
Com covid-19, maio se torna o mês com mais mortes na história do Brasil
Maio de 2020 já é o mês com o maior número de registros de óbitos feitos por cartórios na história do Brasil. Até a última segunda-feira (22), haviam sido registradas 123.857 declarações de pessoas que morreram em todo o Brasil, sendo 24.021 pela principal causa: a covid-19. O número de mortes no mês passado representa uma alta de 13,1% em relação a maio de 2019, quando os cartórios registraram 109.479 declarações de óbito no Brasil. Historicamente, o mês de julho é o que registra maior número de mortes no país devido à maior circulação de vírus respiratórios (veja abaixo). Há, ainda, o fato de que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias, e o aumento dessas doenças faz com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho. Maio de 2020 – 123.702* Julho de 2017 – 122.610 Julho de 2018 – 119.675 Julho de 2016 – 118.151 Julho de 2019 – 118.097* (*Dados ainda sujeitos a ampliação) Um mês mortal Os dados, entretanto, ainda podem crescer, já que o Portal da Transparência da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) é abastecido com informações enviadas pelos cartórios que podem levar alguns dias para informar o óbito ao sistema nacional. O UOL consultou o banco de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde —que também tem como base a causa-morte indicada nas certidões. Não há registro de um mês tão mortal como foi maio de 2020. A plataforma do ministério traz dados detalhados de mortes e suas causas desde 1996 até 2018. Os números de 2019 ainda estão em fase final de apuração para divulgação. Antes de 1996, não há relatos históricos que apontem para uma mortalidade tão alta em apenas um mês. Ao longo do tempo, com o crescimento da população e a explosão da violência urbana, o número de mortes mensais foi aumentando. A primeira vez que o país passou da marca de 100 mil mortes foi em janeiro de 2011. De lá para cá, tornou-se algo recorrente que o dado alcançasse os seis dígitos. Até maio de 2020, o mês com o maior número de óbitos já registrados no país havia sido julho de 2017, quando 122.610 pessoas morreram no Brasil das mais diversas causas. Naquele ano, ressalte-se, os números mensais foram puxados para mais por conta da guerra de facções, que fez o país ter recorde de homicídios. Julho e o histórico de mortes O mês de julho, historicamente, é o que registra maior número de mortes no país. Em 2018, por exemplo, foram 119.675 mortes. No ano passado, 118.097. O professor da UnB (Universidade de Brasília) e integrante do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Brasília, Ricardo Martins, explica que o número mais alto de mortes nos meses de julho ocorre pela maior circulação de vírus respiratórios no país. “São as doenças do inverno, aqueles quadros de gripe, de problemas por causas respiratórias. Isso começa ali por abril e chega a julho no pico. E já está bem demonstrado que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias. Então acredito que esse aumento dessas doenças faça com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho”, afirma. Situação inédita Martins ainda ressalta que a situação dramática causada pela covid-19 é inédita para profissionais de saúde de sua geração. “Nunca tivemos uma complicação desse nível, com tantas mortes por uma causa em tão curto tempo. Não tenho dúvidas de que esse vai ser o maior problema nos últimos 100 anos”, compara. Além da alta em maio, Martins prevê dias difíceis pela frente no país por causa do novo coronavírus em junho e julho, ao menos. “É uma doença de altíssimo grau de contagiosidade e que está sobrecarregando hospitais —não só UTIs, mas também enfermarias. É uma coisa impressionante e angustiante. A gente vai acompanhando e só vê aumentar a mortalidade”, lamenta. Sobrecarga no sistema Em maio, a mortalidade atingiu em cheio as metrópoles, que tiveram uma superprocura por hospitais —o que sobrecarregou serviços de saúde. “Foi sem dúvida nosso mês de pico. Os casos surgiam em todas as classes sociais. Pensei que fôssemos ter um colapso no atendimento hospitalar e ambulatorial”, conta Artur Gomes Neto, diretor médico da Santa Casa de Maceió. No maior hospital particular de Alagoas, 94 mortes por covid-19 foram registradas em maio. O hospital chegou a ficar totalmente ocupado com 144 pacientes internados de um só vez —ontem, esse número era bem menor: 102 pessoas, 38 delas em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). O professor e pesquisador na área de doenças infecciosas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e do IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), Luís Carlos Arraes, afirma que não há como pensar em qualquer outro fator que justifique uma alta tão grande de mortes em maio deste ano que não a covid-19. “Os dados comprovam aquilo que já era até esperado, que houvesse um aumento na mortalidade em geral. A única coisa que aconteceu para justificar isso foi a epidemia do coronavírus”, afirma. A mortalidade geral só não é maior, diz Arraes, porque no período de isolamento social houve uma queda natural em outras causas de morte, como acidentes de trânsito e complicações geradas por cirurgias eletivas (que foram suspensas por causa da pandemia). “Realmente é uma tragédia sem precedente recente. Esse número de mortes por covid-19, apesar de altíssimo, ainda está bem abaixo do real. Basta ver a quantidade de mortes por SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], que tiveram aumento, mas não tem a causa dela. E com essa interiorização do vírus pelo país, temo que a gente vai perder mais dados”, lamenta.
Gomide não será candidato a prefeito em Anápolis
O deputado estadual Antônio Gomide (PT) não será mais candidato a prefeito em Anápolis, cidade que ele já teve oportunidade de administrar no passado por duas vezes. Ele divulgou uma carta nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (25), em que comunica a desistência por motivos de saúde. No documento, ele afirma que o “sonho” de retornar à gestão foi adiado. Em novembro de 2019, Gomide passou por uma neurocirurgia para remoção de um tumor benigno. A intervenção, no entanto, deixou sequelas, que incluem paralisia facial. “Recentemente, visando a correção dessa paralisia me submeti a uma cirurgia de neurorrafia, que exige pelo menos seis meses de recuperação”, destaca. O deputado afirmou que ouviu recomendações médicas e familiares, além de amigos mais próximos e tomou a decisão de não participar da disputa. “Após ouvir recomendações médicas e conversar com familiares e pessoas mais próximas, decidi não ser candidato à Prefeitura de Anápolis nestas eleições”, declara. Gomide afirmou que foi a decisão mais difícil que já tomou na vida dele. Na carta ainda ele descreve realizações enquanto prefeito da cidade e agradeceu o carinho dos eleitores dele. Veja a publicação completa do deputado estadual Antônio Gomide
Centrão resiste e proposta de adiamento de eleições municipais trava na Câmara
Aprovada pelo Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia a data das eleições municipais deste ano está travada na Câmara. Partidos do centrão, como PP, PL, MDB e Republicanos, resistem a qualquer mudança do calendário. Para evitar a prorrogação, parlamentares das legendas argumentam que o projeto tornaria as campanhas mais caras e resultaria na suspensão dos trabalhos do Congresso por mais tempo. Para líderes que são a favor do adiamento, no entanto, há um outro motivo para a resistência do centrão. Segundo eles, esses partidos apostam que seus prefeitos têm mais chance de reeleição mantidas as datas atuais, já que, em geral, o Poder Executivo está em evidência no combate à Covid-19. A Constituição determina que primeiro e segundo turno ocorram, respectivamente, no primeiro e último domingo de outubro (dias 4 e 25). Após sugestão de adiamento feita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, o Senado aprovou a PEC que prevê o pleito em 15 e 29 de novembro. Também estendeu o período de campanha eleitoral no rádio e na TV de 35 para 45 dias. Além disso, haveria a possibilidade de o TSE remarcar a eleição de municípios com alto número de infectados. Neste caso, o prazo limite para o pleito seria 27 de dezembro. Sem consenso para a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse anteontem que continuará conversando com os colegas sobre qual caminho tomar e quando pautar a PEC. Presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP) usou as redes sociais para defender a manutenção da data atual, segundo ele, para que o Congresso possa “avançar o mais rápido possível na pauta das reformas que o Brasil precisa”. “Ao postergar as eleições, fatalmente o Congresso demorará mais para atacar sobretudo os temas econômicos”, escreveu. O líder do DEM, Efraim Filho (PB), diz que ainda não há votos para a aprovação da proposta. Uma emenda à Constituição só é aprovada com pelo menos 308 votos na Câmara — três quintos do total de cadeiras. O parlamentar estima que o apoio à mudança, hoje, seja de cerca de 260 deputados. — O DEM defende o adiamento das eleições, mas ainda não tem unanimidade da bancada. Acho que há maioria (na Câmara a favor da proposta), mas ainda não há um quorum qualificado — diz Efraim. Deputado do MDB e vice-líder do bloco de partidos do centrão, Hildo Rocha (MDB-MA) diz que houve uma reunião do seu partido e a maioria se posicionou de forma contrária. Entre outros argumentos, ele afirma que houve acordo, no início da pandemia, para que o Congresso só alterasse a Constituição em votação remota em um caso: o Orçamento de Guerra, que permitiu ao governo gastar além do permitido para combater a Covid-19. Prorrogação de mandato Vice-líder do PL, Marcelo Ramos (AM) diz que a maioria da bancada de seu partido é contra a mudança. Ele afirma ainda que o TSE precisa ter uma posição clara sobre o assunto. A preocupação de parlamentares, segundo ele, é abrir brecha para que haja prorrogação de mandato, embora a PEC do Senado não permita isso. Está na lista: Além de Flávio Bolsonaro, denúncia da ‘rachadinha’ deve atingir mais um político ‘Rachadinha’: Tribunal de Justiça do Rio decide se juiz continua à frente de invetigação sobre Flávio Bolsonaro Em Atibaia: Doce vida de Fabrício Queiroz tinha bola, cerveja e broncas da mulher Nesta terça-feira, a alternativa de prorrogação de mandato chegou a ser citada em plenário. O deputado Carlos Gaguim (DEM-TO) pediu o adiamento para 2022. A posição, no entanto, é minoritária e e já foi rechaçada tanto por Rodrigo Maia quanto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). — Tenho pesquisa do meu estado em que 100% dos prefeitos e 100% da população não querem o adiamento das eleições, querem, sim, o tratamento dessa doença. Ninguém está falando de eleições agora — disse Gaguim. Partidos da oposição, como PT, PDT, PSB, PCdoB e PDT já chegaram a um relativo consenso a favor do adiamento do pleito. — Por conta da pandemia, a prioridade é a vida. E, por conta disso, as alterações ficaram boas — diz o líder do PT, Enio Verri (PR). Pelo o texto aprovado pelo Senado, as convenções para escolha dos candidatos deverão ser feitas entre 31 de agosto e 16 de setembro. No atual calendário, elas ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Essas reuniões podem ser feitas de forma virtual. O presidente do TSE havia pedido que as datas das convenções não fossem alteradas, para que a Justiça Eleitoral tivesse mais tempo de julgar as candidaturas. O texto do Senado prevê que quem pretende se candidatar terá até 15 de agosto para se desligar de cargo público. Antes, o limite ia até 4 de julho. O prazo para o registro dos candidatos vai de 16 a 26 de setembro. Um dia depois, começa a propaganda eleitoral obrigatória, que vai até 12 de novembro. Serão 45 dias, dez a mais do que o previsto na legislação atual.
Goleiro Bruno faz propaganda de canil 10 anos após homicídio de Eliza Samudio
Na última terça-feira (23) o ex-goleiro Bruno Fernandes usou as redes sociais para fazer um agradecimento e uma propaganda para um canil do Rio de Janeiro. Muitas pessoas têm relacionado a publicação com o assassinato de Eliza Samudio pois, na época do homicídio, testemunhas afirmaram que partes da ex-modelo foram jogadas para cachorros. Na publicação, o goleiro Bruno diz que teve “o grande prazer de conhecer um canil incrível”, da mesma raça do seu cachorro Booba, da raça American Bully. O ex-craque também agradeceu o canil pela receptividade e parabenizou pelos lindos animais que estão no local. Após a repercussão, o perfil do canil Friends Bull Kennel foi fechado e os comentários das publicações desativados. Contudo, a publicação permanece no Instagram de Bruno Fernandes Deprê@universitariaOF se vcs acharam que nada podia piorar saibam que o goleiro Bruno que MATOU, ESQUARTEJOU E DEU OS RESTOS MORTAIS DA EX MULHER PRA CACHORROS COMEREM tá fazendo publipost de canil no instagram 589 14:54 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads 139 pessoas estão falando sobre isso Eduardo Ritalino@EduardoRitalino Goleiro Bruno fazendo merchan de Canil no instagram, bixo que país desgraçado… 10 16:51 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de Eduardo Ritalino matheus@matheusbrum Acho que nem as notícias do governo me deixaram mais assustado que goleiro Bruno fazendo propaganda para canil. É um nível de desrespeito além do que eu já vi… 10 13:38 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de matheus Bianca Portiglioti@_biancapp Goleiro Bruno fazendo publi post pra um CANIL. Esse país ri da cara das mulheres. 10 13:40 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de Bianca Portiglioti O caso Goleiro Bruno e Eliza Samudio Bruno Fernandes e Eliza Samudio se relacionaram em 2009. Ele passou a ser pressionado pela modelo para que assumisse a paternidade de uma criança. No mesmo ano, Samudio prestou queixa contra o jogador por agressão e por forçá-la a abortar. No dia 9 de junho de 2010, a modelo foi até o sítio do jogador em Esmeraldas, Minas Gerais, supostamente para resolver a situação. Após esse dia, Eliza Samudio não foi mais vista. No dia 24 de junho a polícia recebeu uma denúncia anônima sobre o suposto assassinato, que envolveria outras oito pessoas. Após as denúncias, em julho de 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recolheu na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, dez cães da raça rottweiler e um cão sem raça definida para serem examinados. A suspeita era de que os restos da modelo teriam sido jogados para os cães. Em 6 de julho de 2010, a Justiça decretou a prisão do então goleiro do Flamengo. Bruno Fernandes respondeu por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. As penas somadas variam de 14 a 36 anos de prisão. Bruno foi condenado, cumpriu parte da pena e teve o benefício do regime domiciliar. Eliza Samudio (Foto: Arquivo pessoal) Em 2013, o ex-jogador afirmou que não mandou matar Eliza Samudio, mas confessou que o corpo da modelo foi esquartejado e levado para os cães do ex-policial. “O Jorge falou comigo que o Macarrão começou a seguir um cara de moto até uma casa na região de Vespasiano e lá entregou Eliza para um rapaz chamado Neném. Lá um rapaz pediu que Macarrão amarrasse as mãos dela para frente, e deu uma gravata nela. E o Macarrão pegou e ainda chutou as pernas de Eliza. Foi o que o Jorge me falou. E que ainda tinha esquartejado o corpo dela e jogado para os cachorros comerem”, disse o goleiro Bruno na época. Liberado pela Justiça, em agosto do ano passado Bruno foi anunciado como reforço do time Poços de Caldas (MG). Contudo, em outubro o time da terceira divisão mineira anunciou que houve comum acordo entre as partes e o contrato do atleta foi rescindido. Em dois meses de vínculo, o goleiro esteve em campo por apenas 45 minutos.
