Suspeito de agredir companheira é empurrado por PM e cai em lago de Anápolis

Circula na internet um vídeo que mostra um homem caindo no lago do Parque Ipiranga, em Anápolis, após ter sido empurrado por um policial militar. Caso aconteceu no dia 16 de junho. O 4º Batalhão da Polícia Militar informou que já foi solicitada a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar a ação do policial. Segundo a Polícia Militar (PM), uma equipe teria sido acionada para atender uma ocorrência em que um homem estaria agredindo sua companheira no parque. Chegando ao local, ”deparou-se com populares empurrando o possível autor, tentando afastá-lo da vítima. Dessa forma, a equipe no local, conteve os ânimos separando os populares e o suposto autor, identificando-o posteriormente”, informou a nota da corporação. Os envolvidos foram conduzidos à delegacia, mas a vítima não quis registrar um boletim de ocorrência. O suspeito, no entanto, foi autuado em flagrante por dano qualificado ao patrimônio público, já que, segundo a PM, causou danos materiais na viatura policial militar, durante o deslocamento até a delegacia.

Bolsonaro vai receber cotado para o Ministério da Educação e fala em ‘namoro’

Cotado para assumir a vaga de ministro da Educação, o secretário estadual de educação do Paraná, Renato Feder, será recebido pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira. Segundo interlocutores, a reunião é vista por Bolsonaro como uma oportunidade para que eles possam “namorar” antes de sacramentar a nomeação do secretário ao cargo. As negociações para levar Feder ao cargo avançaram desde a última sexta-feira, e Bolsonaro já teria inclusive falado ao telefone com o possível sucessor de Weintraub. A indicação é capitaneada pelo governador Ratinho Júnior (PSD) e teria sido uma sugestão do ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD). Como revelou O GLOBO na sexta-feira, Feder foi sondado pelo governo após a saída de Weintraub. Após as crises sucessivas empreendidas pelo ex-ministro Abraham Weintraub, o Planalto busca um nome técnico e distante de polêmicas para comandar a pasta. O nome de Feder seria um aceno também aos partidos da base aliada de Jair Bolsonaro no Congresso, à qual pertence o PSD. Feder já foi empresário do setor de tecnologia, mas também lecionou matemática por dez anos, além de ter sido diretor de escola. Além de apoio importante no campo político, Feder também conta com o apoio de empresários bolsonaristas. O secretário ainda é defensor do modelo de escolas cívico-militares, uma das principais plataformas do presidente Jair Bolsonaro na área da educação, o que o aproxima da ala militar do governo. Esse núcleo apoia o nome de Feder no cargo também para evitar a ascensão de um olavista ao MEC.

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio de R$ 37 milhões

A Mega-Sena sorteia neste sábado (20) o prêmio de R$ 37 milhões. As seis dezenas do concurso 2.272 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50. Quina de São João As apostas para a Quina de São João podem ser feitas nas lotéricas de todo o país. O concurso especial chega à sua 10ª edição este ano. O sorteio do concurso 5.299 da Quina será realizado no dia 27 de junho, às 20h, e a estimativa inicial do prêmio é de R$ 140 milhões. O prêmio não acumula e, caso não haja vencedores na faixa principal, o prêmio será dividido entre os vencedores da segunda faixa (quatro números) e assim por diante. Para apostar, basta marcar de cinco a 15 números entre os 80 disponíveis no volante. O preço de uma aposta simples, com cinco números, custa R$ 2.

Europeus ameaçam diminuir investimentos no Brasil devido a desmatamento

Sete grandes empresas de investimento europeias disseram à Reuters que desinvestirão em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil se não virem progresso rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica. As ameaças cada vez maiores de investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos administrados, como o finlandês Nordea e a britânica Legal & General Investment Management (LGIM), mostram como o setor privado está adotando ações globais para proteger a maior floresta tropical do mundo. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido), dá de ombros para a pressão diplomática a respeito da questão. O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu uma máxima de 11 anos em 2019, o primeiro ano de Bolsonaro no cargo, e aumentou outros 34% nos cinco primeiros meses de 2020, de acordo com dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O presidente afrouxou as proteções ambientais e pediu mais mineração e agricultura na região amazônica. “As tendências que vemos no Brasil são muito preocupantes”, disse Daniela da Costa-Bulthuis, gerente de portfólio para o Brasil da empresa de gerenciamento de ativos holandesa Robeco. “Você tem um desmantelamento dos mecanismos regulatórios de controle ambiental desde o ano passado”. A assessoria de imprensa de Bolsonaro não quis comentar as preocupações dos investidores. O presidente defendeu o histórico ambiental do país de críticas de líderes mundiais no ano passado enquanto incêndios devastadores na Amazônia causavam revolta global. Até agora, a pressão corporativa se mostrou mais eficiente para fazer Brasília voltar as atenções ao meio ambiente. Um projeto de lei proposto originalmente por Bolsonaro para conceder títulos de propriedade para terras públicas assentadas irregularmente, uma medida vista como um incentivo ao desmatamento, não passou em uma votação em maio e foi adiada por tempo indeterminado depois que mais de 40 empresas majoritariamente europeias ameaçaram boicotar exportações brasileiras. Questionamentos Em setembro, 230 investidores institucionais assinaram uma carta pedindo ações urgentes para combater os incêndios em crescimento na Floresta Amazônica, capturando a atenção mundial. Mas as sete empresas de gerenciamento de ativos que conversaram com a Reuters — Storebrand, AP7, KLP, DNB Asset Management, Robeco, Nordea Asset Management e LGIM — foram mais longe ao delinear a ameaça do desinvestimento se não houver avanço. Elas detêm mais de US$ 5 bilhões em investimentos ligados ao Brasil, incluindo comerciantes de grãos com operações de vulto no país. O KLP, o maior fundo de pensão da Noruega, disse que está interagindo com Archer Daniels Midland (ADM), Cargill e Bunge e analisando se suas políticas ambientais são adequadas. “Se nossa conclusão for negativa, o desinvestimento pode ser o resultado provável, possivelmente ainda neste ano, e acreditamos que tal ação levaria outros investidores a seguir nosso exemplo”, disse Jeanett Bergan, chefe de investimentos responsáveis da KLP, por email. Em resposta a perguntas sobre o desinvestimento, Bunge e Cargill descreveram uma gama de esforços para acabar com o desmatamento em suas cadeias de suprimento, citando sua aderência à “Moratória de Soja da Amazônia”. Neste acordo voluntário, grandes empresas como Cargill, Bunge e ADM prometeram não comprar soja de partes da Amazônia desmatadas desde 2008. A ADM não respondeu a um pedido de comentário. A empresa de seguros e pensões norueguesa Storebrand e o maior fundo nacional de pensões sueco, AP7, também disseram que podem desinvestir na ADM e na Bunge se estas não adotarem medidas apropriadas para combater o desmatamento. Também norueguesa, a DNB Asset Management AS disse que os fundos de índices que administra, que inclui ativos da Bunge, podem excluir companhias que não cumpram seus padrões de sustentabilidade. Outras firmas de investimento mencionaram preocupações relacionadas aos processadores de carne brasileiros, que já foram alvo de questionamentos por obter carne de áreas desmatadas da Amazônia. A LGIM está pressionando empresas brasileiras, como a JBS, a maior processadora de carne do mundo, e as rivais menores Marfrig e Minerva a adotarem “metas climáticas robustas e políticas de uso de terras, e a inação pode levar à votação de sanções e a desinvestimentos direcionados”, disse Yasmine Svan, analista sênior de sustentabilidade da LGIM, em um comunicado enviado por email. JBS, Minerva e Marfrig disseram em comunicados separados que estão comprometidas a eliminar o desmatamento amazônico em suas cadeias de suprimento e detalharam suas iniciativas. Depois da “quarentena” O braço de gerenciamento de ativos do Nordea, um dos maiores bancos dos países nórdicos, suspendeu a compra de títulos da dívida soberana brasileira no ano passado em reação aos incêndios florestais, colocando seus cerca de 100 milhões de euros investidos nestes papéis em “quarentena”. Thede Ruest, responsável por dívidas de mercados emergentes da Nordea Asset Management, disse que a empresa pode ir mais longe. “O próximo nível da escalada em relação à quarentena é vender nossos títulos governamentais do Brasil, o que poderia levar outros fundos a seguir o exemplo”, disse Ruest. “Estamos decepcionados com a falta de progresso da gestão atual, já que as taxas de desmatamento continuam a subir antes de outra grande temporada de incêndios”. Da Costa-Bulthuis, da Robeco, que administra ao menos 3 bilhões de euros em ações brasileiras e até 5 bilhões de euros quando incluídos títulos da dívida e outros, não quis comentar sobre ativos específicos, mas disse que a firma pode reduzir sua exposição ao Brasil se seu desempenho ambiental se deteriorar mais. Da Costa-Bulthuis, assim como Svan, da LGIM, e Ruest, da Nordea, expressaram alarme com o vídeo recente de uma reunião de gabinete de Bolsonaro que uma investigação federal trouxe à tona. Na gravação, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sugeriu a Bolsonaro e a outros ministros que o governo deveria acelerar a desregulamentação ambiental enquanto o público está distraído pela pandemia de coronavírus. “Ele está trabalhando contra o meio ambiente. O que ele disse é inaceitável”, opinou Da Costa-Bulthuis. “Sendo eles (o governo) sensíveis ou não a isso, acho que uma maneira de começar seria mudar o ministro do Meio Ambiente, porque este sujeito não tem credibilidade”. Salles e sua assessoria de imprensa não responderam a pedidos de comentário sobre sua declaração. À época,

Neymar terá de devolver R$ 40 milhões ao Barcelona, diz clube

O Barcelona emitiu um comunicado nesta sexta (19) em que comemora vitória na disputa judicial com Neymar, que envolvia uma desavença entre as partes nos pagamentos de bônus ao jogador. De acordo com o clube, ficou decidido que o brasileiro, hoje no PSG, terá de devolver 6,7 milhões de euros à sua ex-equipe, o equivalente a R$ 40 milhões. O atacante pode recorrer da decisão, que o clube promete “defender com fervor”. “O Barcelona expressa sua satisfação com o veredito anunciado hoje pela Corte Social 15, em Barcelona, em relação ao processo envolvendo o Barcelona FC e o jogador Neymar Jr, por conta de um montante de bônus em sua contratação, no final da renovação do contrato do atleta”, afirma nota do clube catalão. “A decisão recusou integralmente o pedido do jogador pelo pagamento de 46,3 milhões de euros e aceitou a maior parte da defesa apresentada pelo Barcelona, e como resultado o jogador terá de devolver 6,7 milhões de euros ao clube”, adiciona o comunicado. A reportagem procurou a equipe de Neymar, que não soube dizer se haverá um posicionamento do jogador e seus advogados sobre esta decisão. O centro da discussão está nas luvas da renovação, que não foram pagas pelo Barcelona depois da transferência de Neymar para o PSG, que na ocasião pagou a multa de rescisão do contrato, no valor de 222 milhões de euros. Em 2019, Neymar tentou um retorno ao Barça, mas não foi liberado pelo PSG. Se a volta tivesse acontecido, o processo teria sido retirado. O atacante de 28 anos processou seu antigo clube por ter recebido apenas 14 milhões de euros das luvas, cujo valor total era de 43 milhões de euros. O Barcelona não pagou os 29 milhões de euros que restavam depois que o brasileiro decidiu se transferir. Por sua vez, o clube espanhol chegou a cobrar do jogador 75 milhões de euros por descumprimento de contrato.

Suspensão de pagamento do Fies até o fim do ano é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (18) a suspensão dos pagamentos devidos pelos estudantes ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do novo coronavírus. O texto já havia sido analisado pelos deputados no fim de abril, mas como sofreu modificações no Senado precisou passar por nova apreciação. A matéria segue para sanção presidencial. A medida estabelece o direito à suspensão dos pagamentos aos estudantes que estão em dia com as prestações do financiamento e aqueles com parcelas em atraso por, no máximo, 180 dias. Segundo o texto, serão incluídos os inadimplentes de prestações devidas até 20 de março de 2020, pois a partir dessa data contam com suspensão. Os saldos das obrigações suspensas devem ser pagos “de forma diluída nas parcelas restantes”, sem cobrança de juros ou multas. Em todas as situações de suspensão de pagamentos, o estudante não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes e não será considerado descumpridor de quaisquer obrigações junto ao Fies. Para obter a suspensão, o estudante deverá manifestar o interesse ao banco no qual detém o financiamento, presencialmente ou por meio dos canais de atendimento eletrônico. O Fies é o programa de financiamento estudantil para cursos superiores particulares. O projeto de lei prevê a suspensão dos seguintes pagamentos: –  amortização do saldo devedor – juros incidentes sobre o financiamento – quitação das parcelas oriundas de renegociações de contratos – pagamentos eventualmente devidos pelos estudantes beneficiários e pelas mantenedoras das instituições de ensino superior (IES) aos agentes financeiros para saldar multas por atraso de pagamento e gastos operacionais com o P-Fies ao longo dos períodos de utilização e de amortização do financiamento. Refinanciamento Além da suspensão de pagamento, o texto aprovado cria um sistema de refinanciamento. No caso de quitação integral até 31 de dezembro de 2020, haverá redução de 100% dos encargos moratórios. Na regra atual, a redução é de 50%. Já os parcelamentos feitos em 145 ou 175 parcelas mensais receberão redução de 40% e 25%, respectivamente. Os pagamentos começam a partir de janeiro de 2021. Nesses parcelamentos, o valor de entrada será a primeira parcela mensal a ser paga. Como o parcelamento começa do zero, podem ser incluídas as parcelas não quitadas até a data de publicação da futura lei. Médicos O texto aprovado inclui médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde com seis meses de trabalho no atendimento a infectados pela covid-19 entre as categorias aptas a receber abatimentos nas parcelas do Fies. Dessa forma, o Fies poderá abater, mensalmente, 1% do saldo devedor consolidado, incluídos os juros devidos no período e independentemente da data de contratação do financiamento. Também pode abater até 50% do valor mensal devido ao Fies por esses profissionais. FG-Fies O projeto aumenta o limite de participação da União no Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies) dos atuais R$ 3 bilhões para até R$ 5,5 bilhões. O fundo garantidor assume uma parte dos riscos das operações de crédito educativo do Fies, e é destinado especificamente a estudantes de baixa renda.

Justiça determina envio de dados de 12 anos de viagens de Flávio Bolsonaro

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a agência de viagens Decolar.com entregue ao Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) todas as informações disponíveis sobre viagens realizadas pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e de sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, entre 1º de janeiro de 2007 e 17 de dezembro de 2018. Esse período corresponde aos mandatos do político como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada em fevereiro pelo juiz da 27ª Vara Criminal do Rio, Flávio Itabaiana Oliveira Nicolau, no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de rachadinha de salários de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual. É o mesmo magistrado que determinou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente da República, suspeito de ser o operador financeiro do esquema, na quinta-feira (18). O MP-RJ pediu à empresa que fornecesse todos os dados das transações comerciais com o senador e sua esposa, tais como datas, origens e destinos das viagens, produtos contratados (pacotes turísticos, hotéis, transporte), os nomes dos passageiros indicados nos bilhetes, valores pagos e formas de pagamentos. De acordo com documentos judiciais, cujo conteúdo o UOL teve acesso exclusivo, os promotores de Justiça consideram que tais dados são pertinentes para investigação, pois podem indicar “o caminho traçado pelo dinheiro e, inclusive, se os investigados têm renda compatível com os gastos”. A Decolar.com chegou a recorrer duas vezes ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do estado do Rio) alegando que fornecer os dados violariam o direito à intimidade dos investigados, mas não obteve ganho de causa. A empresa afirmou que “atendeu à decisão judicial, fornecendo as informações solicitadas”. Procurado pelo UOL, o MP-RJ afirmou que o “inquérito está em andamento e as investigações estão sob sigilo”. A assessoria do senador não respondeu o pedido de resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que os posicionamentos forem enviados. Investigação atinge Flávio e Queiroz Fabrício Queiroz, que é amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde 1984, ficou conhecido em uma operação ligada à Lava Jato do Rio, que investigava o pagamento de propina a deputados por parte do governo estadual. Trata-se da Operação Furna da Onça, iniciada em janeiro de 2018 por ordem do Ministério Público do Rio. A investigação partiu de um relatório de um órgão de inteligência financeira que apontou movimentações suspeitas de dinheiro por parte de assessores parlamentares, incluindo Queiroz. Segundo o MP, Flávio Bolsonaro lavou até R$ 2,3 milhões utilizando uma loja de chocolates e negociações imobiliárias. O dinheiro teria origem em um esquema de “rachadinha” comandado por Queiroz no gabinete do então deputado, em que os funcionários dos parlamentares são contratados sob a condição de devolver parte de suas remunerações. Até milicianos teriam se beneficiado do esquema. Apenas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão. O valor é incompatível com o patrimônio do então motorista

Banco Mundial informa que mandato de Weintraub será apenas até outubro

O Banco Mundial recebeu, na noite desta quinta-feira (18), a comunicação oficial que indica o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub para o cargo de diretor executivo no conselho administrativo da entidade. Para que assuma o posto, a nomeação precisa ser aceita pelos demais países do grupo do qual o Brasil faz parte — porém, como nunca uma candidatura brasileira foi contestada, a expectativa é que o ex-ministro seja eleito. Ele deverá cumprir o restante do mandato atual que termina em 31 de outubro de 2020, quando será necessária uma nova nomeação e nova eleição. A ida de Weintraub para o Banco Mundial deverá representar uma reviravolta em tudo o que ele prega na cartilha antiglobalista e conservadora do bolsonarismo. Segundo lembrou uma fonte ligada à instituição, na função de diretor-executivo do Bird, Weintraub passará a defender uma agenda progressista, formada por políticas de equalização de oportunidades entre gêneros e o apoio a projetos que lidam com a mudança climática, entre outros exemplos. Ele passará a trabalhar em uma das principais instituições multilaterais do mundo, fundada em 1944, tem 189 países membros e funcionários de aproximadamente 170 nações. Weintraub também terá de dominar seu gênio explosivo. O Bird tem regras que preveem punições a desvios de conduta. Além disso, precisará conquistar credibilidade junto a outros países do banco, tendo em vista que está deixando um governo cujo presidente da República é completamente alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O termo diretor-executivo pode ser enganador, pois a função do cargo é mais do que executiva. Tem em sua essência a política e a diplomacia. Eleição Abraham Weintraub assumirá o vaga de Fábio Kanczuk, que deixou a função de diretor-executivo antes de encerrar o mandato — que termina em outubro deste ano — para ser diretor de Política Econômica do Banco Central. Atualmente, quem assume o cargo de forma interina é a economista filipina Elisa Augustin. Nunca uma candidatura do Brasil foi contestada e, por isso, a expectativa é que o ex-ministro seja eleito sem dificuldade. Há 25 cadeiras no “board” do Bird. Uma delas, que tem à frente o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, representa não apenas o Brasil, mas também Colômbia, Equador, República Dominicana, Haiti, Panamá, Suriname, Trinidad & Tobago e Filipinas. Ou seja, são nove países com poder de voto. Há cadeiras que só têm apenas um país, caso, por exemplo, dos Estados Unidos, da China, da França, da Alemanha, do Reino Unido e do Japão. — A cadeira brasileira está vaga. Não há um representante do Brasil — disse o ex-diretor e ex-vice-presidente do Bird, Otaviano Canuto, que ocupou a cadeira de diretor-executivo, assim como o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan; o embaixador Marcos Caramuru; o atual presidente da Federação Brasileira de Bancos, Murilo Portugal; entre outros. O mais provável é que a eleição ocorra em novembro, quando assumirá o novo “board” do banco. O mandato é de dois anos. Luiz Carlos Prado, professor da Economia Internacional da UFRJ, lembrou que o Brasil faz parte do Banco Mundial desde sua origem, nas conferências de Bretton Woods. Segundo Prado, pela longa história que tem dentro da instituição, sempre manteve uma posição importante e de prestígio. O professor disse que, apesar de Weintraub não ter o perfil para a vaga, é muito improvável que sua indicação não seja aceita. — Pela tradição, o Brasil costuma ter todas as indicações ao cargo aceitas. Então, dificilmente a nomeação do Weintraub não passe. Porém, como ele vai representar mais países do que apenas o Brasil e vai participar de reuniões com um grupo muito qualificado, se atuar como um militante de extrema-direita, da mesma forma como ocupou o Ministério da Educação, haverá desgastes até mesmo de natureza diplomática – afirmou. Novo salário Os diretores executivos de cada grupo compõem os Conselhos de Administração do Banco Mundial. Em geral, eles se reúnem ao menos duas vezes por semana para supervisionar os negócios da instituição, incluindo a aprovação de empréstimos e garantias, as novas políticas que serão adotadas, o orçamento administrativo e as estratégias de assistência aos países, além de rever quanto de capital o banco precisará. Como ocupante do cargo deve representar os demais países do Bird nessas discussões, é muito importante que ele tenha uma experiência diplomática. Financeiramente, a mudança de ares fará bem a Abraham Weintraub: seu salário pode triplicar  e lhe render R$ 1,38 milhão por ano.  Como ministro, Weintraub ganhava R$ 30,9 mil.  Em valores convertidos para o Real, passará a receber R$ 115 mil por mês. Segundo a tabela de remuneração do Banco Mundial divulgada em 2019, o salário anual para os diretores-executivos do banco é US$ 258,5 mil.

Total de casos diários de Covid-19 no mundo bate recorde, aponta universidade americana

Na última quarta-feira (17), o mundo bateu o recorde de casos diários do novo coronavírus: foram 176 mil diagnósticos positivos em apenas 24 horas. Os dados são da Universidade Johns Hopkins, que monitora a doença pelo mundo em uma plataforma em tempo real. Os novos números passaram com folga do então recorde, obtido no dia anterior, terça (16), de 139,6 mil casos confirmados. Segundo os dados da plataforma da universidade americana, o Brasil foi o segundo país com mais casos registrados na quarta (32,2 mil), atrás apenas do Chile, que divulgou 36,2 mil diagnósticos positivos — número alto se comparado com a média de menos de 6 mil casos diários. O governo chileno disse que o crescimento abrupto foi resultado de um atraso em diagnósticos suspeitos. Com uma média diária de 26,2 mil novos casos, o Brasil liderou o ranking mundial de diagnósticos positivos na última semana, seguido pelos EUA, que atingiu uma média de 23,2 mil. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o novo coronavírus já infectou 8,4 milhões de pessoas no mundo, provocando 453.216 mortes. Brasil se aproxima de 1 milhão de infectados O Brasil chegou nesta quinta a 983.359 infectados pelo novo coronavírus, aproximando-se da marca de 1 milhão de contaminados, que deve ser alcançada nesta sexta. Em todo o mundo, apenas os Estados Unidos têm mais pessoas infectadas pelo vírus, com mais de 2 milhões de diagnósticos confirmados. Ao todo, 47.869 pessoas morreram no Brasil em decorrência da Covid-19 no país. Nas últimas 24 horas, foram 1.204 mortes e 23.050 novos casos confirmados. O levantamento foi realizado com dados das secretarias estaduais de Saúde, obtidos por um consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Ao menos três estados informaram que os números divulgados ontem apresentam algum grau de subnotificação por conta de uma instabilidade na plataforma e-SUS, do Ministério da Saúde, que realiza o levantamento e a catalogação dos casos ambulatoriais de Covid-19 no Brasil. Nele, os municípios registram os casos confirmados da doença. Esse problema causou uma queda nas notificações oficiais do novo coronavírus em diferentes estados. Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que “o processo de notificação de casos suspeitos de Covid-19 está ocorrendo normalmente e a base de dados está totalmente preservada.” Segundo a pasta, há duas formas de exportação de dados do sistema e-SUS Notifica: diretamente do aplicativo ou por meio de uma aplicação (API). “Este último utiliza tecnologia mais leve e é indicado para grandes volumes de dados, caso de secretarias estaduais de saúde e de grandes municípios. Ocorre que algumas unidades da federação utilizaram o aplicativo para exportação de dados, o que não é recomendado”, diz o comunicado. O Ministério da Saúde afirmou ainda já ter orientado os estados a usar somente a tecnologia API “Em todo caso, o Departamento de Informática do SUS (Datasus) trabalha para oferecer esta mesma tecnologia (aplicativo) para os municípios que tenham um grande volume de dados.”

Polícia apreende caminhão com 500 mil maços de cigarros

Um caminhão carregado com 500 mil maços de cigarros foi apreendido na quinta-feira (18) pela Polícia Militar (PM) no quilômetro 170 da GO-010, no Povoado de Três Vendas, no município de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. A carga, oriunda do Paraguai, é avaliada em R$ 1,5 milhão. A apreensão aconteceu após agentes da Secretaria de Estado da Economia (Fisco) solicitarem parada do bitrem, que trafegava pela rodovia. O motorista não obedeceu a ordem e fugiu. A PM conseguiu encontrar o caminhão já abandonado pelo condutor. Ele não foi encontrado. Carga com 500 mil maços de cigarros falsificados (Foto: PM/ Divulgação) Após a identificação da carga de cigarros falsificados, o caminhão foi recolhido ao pátio da Delegacia Regional Fiscal de Luziânia. Ele foi apreendido e repassado à Receita Federal do Distrito Federal. Na quarta-feira (17), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já havia apreendido em Morrinhos outras 500 mil carteiras de cigarro também oriundas do Paraguai.