Vídeo mostra momento da prisão de Queiroz em sítio de Atibaia, São Paulo
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra o exato momento em que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso em um sítio em Atibaia, São Paulo. Queiroz estava escondido no sítio de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, e foi encontrado em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (18). Queiroz é investigado por participação em suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio. Os mandados foram expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro. Depois de ser preso, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) e foi encaminhado à delegacia de São Paulo. Ele foi transferido de helicóptero para o Rio de Janeiro por volta das 10h. Segundo a Polícia Civil de SP, o caseiro do sítio informou que Queiroz estava no local há cerca de um ano. Em 2019, o advogado e proprietário do sítio, Frederick Wassef, disse à Globo News que não sabia onde Fabrício estava. Ivan Valente ✔@IvanValente Advogado do presidente da República, Frederick Wassef, escondeu por um ano Queiroz em seu sítio! Bolsonaro “sequestrou” o Queiroz para evitar depoimento. No vídeo, Wassef afirma não saber do paradeiro do atual detento. Mentiroso! Bolsonaro comete crime de obstrução de justiça! 2.270 08:49 – 18 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads 748 pessoas estão falando sobre isso Kelly Matos ✔@kellymatos ATENÇÃO – Entrevista do advogado Frederick Wassef à Rádio GAÚCHA em 28 de abril: “Eu estou no dia a dia aqui com o presidente e com a família Bolsonaro. Eu conheço tudo que tramita na família Bolsonaro” QUEIROZ foi preso na casa de WASSEF hoje. 4.108 08:52 – 18 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads 1.430 pessoas estão falando sobre isso
Laboratório da UFG pretende realizar 200 testes de covid-19 por dia
Entre 9 de abril e 16 de junho de 2020, o Laboratório de Análises Clínicas e Ensino em Saúde, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (Laces/ICB/UFG), realizou 1,5 mil análises para o diagnóstico de covid-19. Somente neste mês já foram realizados 900 testes. A meta é atingir os 200 exames diários. De acordo com a gestão do Laces, o laboratório realiza cerca de 130 exames diariamente. A expectativa é de que a capacidade seja ampliada em breve para os mencionados 200 testes/dia, no entanto, diretoria ressalta que insumos, como reagentes, materiais químicos, kits para diagnóstico e coleta serão necessários. “Todo o processo de compra e entrega de material tem sido muito lento, devido ao aumento da demanda mundial”, afirma Gabriela Silvério Bazílio, diretora do Laces . Ela informa ainda que a Rede de Laboratórios da UFG para o diagnóstico da covid-19 firmou convênio com a Prefeitura Municipal de Goiânia e está aguardando a chegada de insumos para dar início ao trabalho. Além disso, foi uma campanha de arrecadação de recursos foi criada em conjunto com a Fundação de Apoio à Pesquisa da UFG (Funape). As doações serão utilizadas para compra de reagentes para disponibilizar o diagnóstico ao maior número de pessoas possível. Testes em servidores da UFG No próximo sábado, 20 de junho, a UFG realizará teste de covid-19 para servidores sintomáticos da instituição. Serão triados e testados professores, técnico-administrativos e servidores terceirizados que apresentarem sintomas compatíveis com a doença. Serão dois tipos de testes: RT-PCR, com coleta de amostras por swab de nasofaringe e orofaringe e testes rápidos, com coleta de sangue periférico, a depender dos dias dos sintomas. A UFG informou que os testes serão realizados na modalidade drive trhu, dentro de veículos, e reforça a importância do uso de máscara. Os agendamentos serão feitos por telefone pelo número: (62) 99504-1940 e os atendimentos ocorrerão entre as 9h e as 16h, com dois postos de coleta: no Câmpus Colemar Natal e Silva – Tenda do Centros de Aulas D; e no Câmpus Samambaia – Estacionamento do Centro de Eventos.
Hoje live do Elvis Santos 19:00 DR ZITO
Hoje as 19:00 live Elvis Santos, com Presidente da OAB
Delegado prende suspeitos de dar “golpe do motoboy” e alerta idosos
Dois homens e uma mulher foram presos em Goiânia por agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) suspeitos de integrar uma quadrilha que teria aplicado golpes de altas quantias em idosos. Ao apresentar detalhes das investigações nesta terça-feira (17), o delegado Cássio Arantes, adjunto da Deic, fez um alerta para que as pessoas jamais repassem dados pessoais pelo telefone. O trio, segundo o delegado, faz parte de uma quadrilha que aplica o “golpe do cartão”, que tem como semelhança com o “bença tia”, o fato da própria vitima repassar seus dados para os criminosos. “Eles pegam números de telefone aleatórios e vão ligando, quando percebem que a pessoa que atendeu é um idoso, se apresentam como sendo de algum banco, e dizem que determinado cartão dela foi clonado. Para ganhar confiança, e conseguir a senha, os bandidos pedem que o idoso quebre o cartão, e falam que alguém da agência, ou mesmo um policial civil, está indo na casa para buscá-lo, já que a suposta clonagem estaria sendo investigada. Há casos, ainda, que eles pedem que a pessoa escreva uma carta de próprio punho falando que não fez determinada compra, e coloque seus dados para que sejam anexado nas investigações”, relatou Cássio Arantes. Com os três suspeitos presos, os policiais apreenderam uma camionete de alto luxo, um Jet Ski, produtos de beleza, aparelhos de telefone celular, uísques e champanhes que custam mais de R$ 900 cada garrafa, além de 12 máquinas de cartão. Eles responderão por receptação qualificada, estelionato, e organização criminosa. O delegado disse que trabalha agora no sentido de identificar quem são os outros integrantes da quadrilha, mas deixou uma orientação que, segundo ele, se for cumprida, impedirá que criminosos, mesmo em liberdade, consigam enganar alguém. “Em hipótese alguma repasse qualquer dado bancário ou pessoal por telefone, se tiver dúvida se a pessoa que te ligou é mesmo do banco ou de determinado cartão, o que dificilmente acontece, procure seu gerente, e, se for o caso, vá na agência física”. Jet ski adquirido com dinheiro do golpe. Foto: Polícia Civil
Anápolis confirma décima morte causada pelo coronavírus
A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis informou que, neste último sábado (13), morreu a décima vítima de coronavírus (Covid-19) na cidade. Tratava-se de um idoso de 94 anos que estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Esperança. O óbito ocorreu no último sábado (13), mas apenas quarta-feira (17) foi confirmado que ele havia sido infectado pelo vírus. Nas últimas horas, o número de pessoas que testaram positivo aumentaram de 503 para 534 na cidade. Destas, 204 estão em isolamento; 12 estão internados e 308 finalizaram a quarentena. Os casos suspeitos de covid-19, que estavam acima de 900, não são mais divulgados. *Laylla Alves é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira
Abatedouro clandestino funcionava sem higiene em São Miguel
Após receberem uma denúncia anônima, agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (DECON), da Vigilância Sanitária Estadual, e fiscais da Agrodefesa fecharam um abatedouro clandestino que funcionava em uma fazenda perto de São Miguel do Passa Quatro, cidade distante 87 quilômetros de Goiânia. Segundo as investigações, partes de animais que eram abatidos sem qualquer acompanhamento, e em condições precárias de higiene, estariam sendo comercializadas em estabelecimentos da cidade. Quando chegaram no abatedouro clandestino, que funcionava sem autorização, e com nenhum tipo de fiscalização em uma chácara distante cinco quilômetros de São Miguel do Passa Quatro, os agentes encontraram partes de um animal, e outro boi que havia acabado de ser morto. O caseiro foi autuado em flagrante por receptação, já que estava com uma carabina, calibre 22, que usava para abater os animais, sem registro. A suspeita é que carne e peças de queijo que eram fabricados no abatedouro clandestino estavam sendo comercializados em estabelecimentos da cidade. “Em um dos supermercados, que inclusive pertence ao dono da chácara onde funcionava os abatedouros, os fiscais da Agrodefesa encontraram, nos freezers e nas prateleiras, manchas de sangue que são indícios de que uma grande quantidade de carne que estava à venda foi retirada ás pressas do local, ou seja, alguém avisou pro dono que estávamos em operação pela região”, relatou o delegado Frederico Maciel, adjunto da DECON. Abatedouro clandestino descoberto pela fiscalização da Decon e da Agrodefesa em São Miguel do Passa Quatro (Foto: Polícia Civil) O dono do abatedouro clandestino, e o caseiro do local, foram indiciados por crime contra a relação de consumo, delito que tem pena de reclusão de seis meses, até dois anos. Por este mesmo crime, segundo o delegado, podem responder também comerciantes da região que tenham comprado carne e queijo sabendo que os mesmos foram produzidos no abatedouro clandestino.
‘Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar’, diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro classificou nesta quarta-feira a operação realizada na véspera contra aliados seus, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), como “abuso” e afirmou que “está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”, mas disse que não será o “primeiro a chutar o pau da barraca”, sem explicar a que estava se referindo. — Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca. Eles estão abusando. Isso está a olhos vistos. O ocorrido no dia de ontem, quebrando sigilo de parlamentares, não tem história nenhuma vista em uma democracia por mais frágil que ela seja. Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar — disse Bolsonaro a apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada. No âmbito do mesmo inquérito em que foi realizada a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a quebra do sigilo bancário de 11 parlamentares bolsonaristas para apurar se eles atuaram no financiamento de atos antidemocráticos, que pediam o fechamento do STF e do Congresso Nacional. Segundo Bolsonaro, “está chegando a hora” de “todos, sem exceção, entenderem o que é democracia”. Ele disse que cada um dos Três Poderes não pode fazer o que quiser. — Está chegando a hora de nós acertamos o Brasil no rumo da prosperidade e de todos, sem exceção, entenderem o que é democracia. Democracia não é o que eu quero, eu e você, o que um Poder quer, o que outro Poder quer. Está chegando a hora, fique tranquila. Na noite de terça-feira, em um texto publicado em suas redes sociais que não mencionou a operação, Bolsonaro já havia criticado “ataques concretos” contra seu governo e prometeu tomar “todas as medidas legais possíveis”. Os comentários desta quarta-feira foram feitos após uma apoiadora afirmar que os outros Poderes não deixam Bolsonaro governar. O presidente disse estar fazendo “exatamente o que deve ser feito” e reclamou dos que o criticam sem ter a mesma experiência. — Desde os anos 70 eu já estava na luta armada. Eu conheço tudo que está acontecendo no Brasil. Você está falando respeitosamente comigo. Mas tem gente que nasceu 40 anos depois do que eu e quer dizer como eu devo governar o Brasil. Eu estou fazendo exatamente o que deve ser feito. Bolsonaro ainda disse que “terrorismo” não é “o que alguns estão achando”: — Terrorismo é você meter carro bomba em guarita no Exército, meter bomba em aeroporto dos Guarapres. É um montão de coisas. Terrorismo é isso, não é o que alguns estão achando que é.
Aras acata pedido de Toffoli e abre investigação sobre ataque ao Supremo
A Procuradoria-Geral da República instaurou uma investigação preliminar na noite de domingo (14) sobre o ato da noite de sábado (13) em que manifestantes atiraram fogos de artifício em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) simulando um bombardeio. A PGR determinou a abertura de uma notícia de fato, nome que se dá a investigação preliminar, em resposta a um pedido do presidente da corte, Dias Toffoli. O ministro pediu “a responsabilização penal daquele(s) que deu/deram causa direta ou indiretamente, inclusive por meio de financiamento, dos ataques e ameaças dirigidas” ao STF e ao “estado democrático de direito”. Toffoli também solicitou a responsabilização de Renan da Silva Sena, “por ataques e ameaças à Instituição deste Supremo Tribunal Federal”. O procurador João Paulo Lordelo, que assina a portaria que instaura a notícia de fato, lembrou que em 5 de maio já havia encaminhado ao Ministério Público Federal no DF um memorando em que indicava que Renan havia praticado crimes por ter agredido verbalmente profissionais de saúde. Lordelo, que assessora o procurador-geral Augusto Aras para temas de matéria penal, ainda pede informações ao MPF-DF sobre investigações conduzidas a respeito dos atos de sábado e determina que as informações sejam encaminhadas ao vice-procurador-geral Humberto Jacques para que ele inclua o caso no âmbito de inquérito que investiga atos antidemocráticos.
GCM apreende 170 pipas com cerol durante operação em Goiânia
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizou, no fim de semana, a operação Pipa sem Cerol, nas regiões Norte e Noroeste de Goiânia. Foram apreendidas 170 pipas com material cortante e 300 latas e carretéis. Ninguém foi apreendido. Segundo a GCM, até o dia 14 deste mês foram registradas 61 ocorrências relacionadas ao uso de cerol e outras linhas cortantes. No acumulado de janeiro a junho foram 198 registros, contra 73, em 2019. Isso representa uma variação de 171%. A região Noroeste foi a que apresentou o maior número de ocorrências, 39 no total, seguida da região Leste, com 35; Sudoeste, com 30; Oeste, com 26; Central, com 23; Norte, com 24; e Sul, com 21. A GCM reiterou que durante a operação não houve nenhuma condução às delegacias, mas que todos os abordados foram orientados sobre o perigo do uso de cerol. Vítimas Desde 2016, Goiânia não registrou nenhuma morte causada pelo uso de cerol. Apesar disso, a GCM reforça a importância da conscientização para evitar acidentes com ferimentos. Perigo O risco do uso de linhas com cerol não é apenas para os humanos, alerta a GCM. No início deste mês, duas aves ficaram feridas após serem atingidas por linha de pipa com cerol, em Goiânia. Segundo a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), uma coruja-buraqueira foi resgatada com ferimentos, e um periquitão-maracanã teve a pata amputada por causa dos cortes.
Agredida por PM após violência doméstica: “Era pra me ouvir, não me bater”
“Se não tivesse a filmagem, eu seria só mais uma.” É assim que uma técnica em radiologia, de 22 anos, lamenta a batalha para provar que sofreu uma dupla agressão. Ao acionar a Polícia Militar após sofrer violência doméstica praticada pelo irmão, do lugar de vítima, a jovem passou para o de suspeita e acabou levando golpes de cassetete de um policial. A jovem pede para não se identificar pois teme retaliação. O caso aconteceu na noite de 21 de março, em Presidente Prudente, a 557 quilômetros de São Paulo, mas o vídeo que registra a agressão policial veio à tona apenas no início deste mês. As imagens gravadas por um circuito de segurança mostram dois PMs fora do carro. Um deles aponta o dedo para a vítima e desfere dois golpes com o cassetete. Ele ainda a pega pelo braço com rispidez e a encosta no carro da polícia. Segundo a jovem, ao atenderem a ocorrência por violência doméstica, os policiais se recusaram a registrar a queixa porque teriam visto que o irmão dela também tinha marcas pelo corpo. A equipe, então, teria dispensado o rapaz. “Tive uma briga com meu irmão e acionei os policiais. Eles chegaram e me orientaram a ir à delegacia. Nesse meio tempo, meu irmão conversou com os policiais, que acabaram dando razão a ele, alegando que eu não estava aparentemente machucada, mas ele, sim. Dispensaram o meu irmão e indaguei o motivo, já que eu era a vítima que estava procurando a prestação de serviço. O policial não gostou e sacou um cassetete”, diz a jovem. De acordo com a técnica em radiologia, os PMs não teriam gostado da ironia dela ao agradecê-los pelo mau atendimento na ocorrência. Depois da agressão, ela foi levada para a Delegacia Geral de Polícia Civil de Presidente Prudente por suposto desacato. Foi de pijama e chinelo e sem documentos e o celular. “Em nenhum momento, eu desacatei. Eles disseram que os xinguei, mas o que falei foi ‘muito obrigada pelos serviços prestados’. Isso foi considerado uma ofensa”, afirma. “Fiquei machucada na região nas nádegas, o local ficou bem roxo. Meu braço ficou doído por muitos dias. Embora eu não tenha reagido, mesmo assim usaram bastante força.” Agressão policial é o que mais pesa para a vítima Técnica em radiologia agredida por policial não quer se identificar por medo de represáliaImagem: Arquivo pessoal Na delegacia, a jovem conta que foi impedida pelo escrivão de registrar o boletim de ocorrência por violência doméstica contra o irmão e o de lesão corporal contra o policial. Eles, por outro lado, conseguiram fazer a denúncia por desacato. O servidor público de plantão teria alegado que a delegacia estaria fechada para BOs presenciais. A vítima conseguiu o registro somente no dia seguinte quando procurou a Delegacia da Mulher. “Ela foi levada dentro do porta-malas, de pijama, sem celular e só de chinelo. Antes de terminar as declarações, já tinham um boletim de ocorrência pronto como se ela estivesse confessando o desacato”, disse uma das advogadas da jovem, Camila Brito. A vítima não quis detalhar a violência doméstica para preservar os pais, mas considera que, apesar de ter sido agredida pelo irmão naquele dia, o sentimento de injustiça provocado pela ação dos policiais é o que causa maior indignação. “Quem me agrediu mais foi meu irmão, porém ser agredida por um policial foi o que pesou mais em mim. O que me deixou mais indignada foi a ação do policial, sem dúvida”, diz. “Com todos esses fatos acontecendo em um curto período de tempo, um atrás do outro, além do sentimento de injustiça que já dói muito, fiquei em choque. Não dava para acreditar no que estava acontecendo. Era para me ouvirem, e não me baterem.” Traumas pós-agressão O vídeo que mostra a agressão policial é de uma câmera da empresa que fica ao lado da casa onde a jovem mora com os pais e o irmão. Ele se tornou a principal prova contra os policiais, já que o fato não foi presenciado por testemunhas. Eram pouco mais de 23h quando tudo aconteceu. “Minha versão jamais seria considerada se não tivesse sido filmado. Continuo atrás [de justiça] porque tem essa filmagem, caso contrário já teria desistido. Agora, eu sei como é difícil buscar a justiça dentro do meio que deveria ser justo com você. Se não tivesse a filmagem, eu seria só mais uma”, diz. A técnica em radiologia revela que a dupla violência sofrida provocou traumas, como dificuldade para dormir e medo de sair às ruas pelo fato de os policiais não terem sido afastados. “Não consigo mais dormir direito. Deito às 6h e acordo duas ou três horas depois. Um dia desses, eu acordei pensando que tinha um homem no meu quarto”, conta. Policiais são denunciados por nove crimes O caso gerou uma notícia-crime da defesa da jovem contra os quatro policiais militares envolvidos na ocorrência e o escrivão que recusou o registro das denúncias da vítima. Eles são apontados pela defesa no Ministério Público pelos crimes de “prevaricação, lesão corporal, cárcere privado, abuso de autoridade, omissão de socorro, coação, falsificação de documento público e associação criminosa, porque eram quatro policiais e mais o escrivão que a atendeu”, explica a advogada Camila Brito. “Ele pressiona a vítima contra a viatura usando a força do corpo, e isso não pode ser feito por um policial homem. Deveria ser por um agente de estado do mesmo sexo. Acreditamos que também pode ser apurado o ato de importunação sexual”, diz Ana Letícia Belo, advogada que também acompanha o caso. As denúncias da jovem também são acompanhadas pelo coletivo Pela Vida das Mulheres, de Presidente Prudente. Em nota, o grupo “expressa o mais profundo repúdio e externa consternação com a postura truculenta e desproporcional dos quatro policiais militares na abordagem com a vítima de violência doméstica”. O coletivo afirma ainda que o vídeo “causa repulsa, dor, indignação”, já que a vítima sofreu violência de “quem tem o dever de proteger e zelar pelo bem-estar da sociedade”. O grupo ainda acredita que o caso
