Bolsonaro diz que “graças a Deus” ficou “livre” de Moro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (1º) que o ex-ministro Sergio Moro agiu de forma “covarde” e servia a outra “ideologia”. Bolsonaro criticou as posições de Moro em relação a armas e a medidas de isolamento social e disse que “graças a Deus” ficou “livre” dele. — Vocês estão entendendo um pouquinho sobre quem estava no meu lado. Essa IN 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Ignorou decretos meu e ignorou lei, para dificultar a posse e o porte de arma de fogo para cidadão de bem — disse Bolsonaro a apoiadores, no Palácio da Alvorada. O comentou foi feito após um dos apoiadores criticar uma instrução normativa (IN) da Polícia Federal. A medida, no entanto, foi publicada pela PF em novembro de 2018, ou seja, antes de Sergio Moro assumir o Ministério da Justiça, em janeiro de 2019. Bolsonaro, então, fez referência a uma portaria, assinada por Moro pelo também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que autorizava o uso de força policial para forçar indivíduos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus a ficar em isolamento ou quarentena e que foi revogada na semana passada. De acordo com o presidente, Moro queria editar outro texto, que multasse quem descumprisse as medidas de isolamento. — Tem uma portaria também, que o ministro novo revogou, apesar de não ter força de lei, ela orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua. Esse era o cara que estava lá perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a Deus ficamos livres dele.

Celso de Mello encaminha à PGR pedido para ouvir Bolsonaro

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou nesta sexta-feira (29) ao PGR (Procurador-Geral da República), Augusto Aras, o pedido feito pela PF (Polícia Federa) para ouvir o presidente Jair Bolsonaro. Aras será o responsável por decidir se denuncia o presidente ou arquiva o caso em que o ex-ministro Sérgio Moro acusa Bolsonaro de tentar interferir na PF. Segundo o R7 apurou, o Procurador-Geral da República já previu a oitiva do presidente na fase final do inquérito. De acordo com Moro, o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril comprova suas acusações contra o presidente. Bolsonaro, no entanto, afirma que as imagens demonstram uma “farsa”. Mais cedo, a PF (Polícia Federal) pediu a Celso de Mello mais 30 dias de prazo para concluir as investigações do inquérito. Até então, uma série de depoimentos já foram tomados por determinação de Celso de Mello.

Bolsonaro pode ser ouvido em breve no inquérito de interferências na PF

A Polícia Federal afirmou ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que um dos próximos passos do inquérito sobre interferências na PF será tomar o depoimento do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi repassada ao ministro nesta semana, quando a organização enviou ao STF cópia do inquérito sobre supostas interferências indevidas de Bolsonaro na Polícia Federal. Neste oficio, a PF pediu uma prorrogação de prazo de 30 dias para concluir as diligências do caso. Cabe ao ministro Celso de Mello autorizar a prorrogação de prazo solicitada pela PF, mas o ministro não precisa autorizar especificamente que os investigadores tomem o depoimento de Bolsonaro. Os detalhes do depoimento serão definidos pela Polícia Federal, após a definição do novo prazo para a investigação. No documento, a Polícia Federal cita entre as diligências pendentes a tomada de depoimento do presidente, que é alvo da investigação.O ofício não diz se Bolsonaro prestará depoimento por escrito ou pessoalmente. Nos inquéritos que correram contra o então presidente Michel Temer (MDB), ele foi ouvido por escrito pela PF. Neste caso, porém, o ministro Celso de Mello tem sinalizado que o procedimento pode ser diferente. A legislação prevê que o presidente pode prestar depoimento por escrito no caso de ser testemunha em alguma investigação, mas não existe dispositivo legal sobre a possibilidade de um presidente da República ser ouvido na condição de investigado. O ministro Celso de Mello enviou o documento nesta sexta-feira para manifestação do procurador-geral da República Augusto Aras sobre as diligências solicitadas pela PF. Normalmente, entretanto, essas diligências são conduzidas pela PF. Nos casos anteriores envolvendo Michel Temer, quem colheu o depoimento do presidente foi a própria PF, sem intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR). A oitiva do alvo investigado costuma ser a última diligência de uma investigação. Também estão pendentes ainda a obtenção de informações solicitadas pela PF e o trabalho de perícia no vídeo da reunião ministerial do último dia 22 de abril.

Caixa abre mais de 2 mil agências para saque de auxílio emergencial

A Caixa abre hoje (30), de 8h às 12h, 2.213 agências para atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial que receberam a primeira parcela até 30 de abril, nascidos em janeiro e que queiram fazer o saque em espécie do benefício. A partir de hoje, também será possível a transferência do benefício para contas correntes da Caixa ou de outros bancos. Antes de ir a uma agência, orienta a Caixa, os clientes devem consultar as unidades que estarão abertas em suas localidades. Desde o dia 20 de maio, foram creditadas em 31 milhões de contas o pagamento da segunda parcela, totalizando R$ 20,3 bilhões. Horário de chegada às agências A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem nas agências durante o horário de funcionamento, de 8h às 12h, serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 12h, o atendimento continua até o último cliente. O banco informou ainda que fechou parceria com 1.190 prefeituras em todo o país para reforçar a organização das filas e manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Segundo a Caixa, a triagem nas filas foi reforçada, de forma que aqueles que não estão na data respectiva de pagamento em espécie não permaneçam no local. Veja o calendário para saque e transferência da poupança social: (Tabela: Reprodução/Agência Brasil) Cartão de débito virtual A Caixa informa que o beneficiário não precisa sacar o auxílio para usar o dinheiro. O aplicativo Caixa Tem possibilita que o cidadão faça transferências bancárias e pague contas, como água, luz e telefone, por exemplo. Além disso, o aplicativo disponibiliza gratuitamente o cartão de débito virtual Caixa para fazer compras pela internet, aplicativos e sites. O cartão também é aceito em maquininhas autorizadas com a funcionalidade do cartão virtual de débito. Para utilizar, o beneficiário precisa gerar o cartão virtual. Para isso, o primeiro passo é atualizar o Caixa Tem. Depois, entrar no aplicativo e acessar o ícone Cartão de Débito Virtual. É o último da tela inicial. Feito isso, o usuário deverá digitar a senha do Caixa Tem. Em seguida, aparecerá os seguintes dados: nome do cidadão, número e validade do cartão, além do código de segurança. Ao lado do código, é preciso clicar em “gerar”. O código de segurança vale para uma compra ou por alguns minutos. Para realizar uma nova compra é preciso gerar um novo código. Até a última segunda-feira (25), foram movimentados R$ 719,2 milhões pelo cartão de débito virtual Caixa, informou o banco.

Brasil perderá mais renda que 63% dos países

A recessão provocada pela pandemia de covid-19 vai reduzir o nível da renda no Brasil mais do que na maioria dos países, mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o levantamento, o PIB per capita brasileiro — que consiste na divisão do Produto Interno Bruto (PIB) pela população total — deve recuar para US$ 13.602 neste ano, 5,9% abaixo do ano passado. O valor leva em conta o critério de paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês). Essa queda será mais intensa do que 63% dos 190 países com previsões de PIB per capita acompanhados pelo FMI. Apesar disso, o país fica praticamente estável no ranking global de PIB por habitante, passando de 87ª posição em 2019 para 85ª posição em 2020 entre 192 países. Marcel Balassiano, pesquisador do Ibre/FGV e autor da análise, diz que a queda prevista para o PIB per capita brasileiro é mais intensa do que países emergentes como Rússia (-5,3%) e Colômbia (-3,3%), por exemplo. Outras economias podem mesmo crescer a renda per capita como China (+0,9%) e Índia (+0,5%). O quadro se revela mais dramático que o brasileiro, porém, sobretudo nos países desenvolvidos mais afetados pelo coronavírus. Projeções do FMI analisadas pelo pesquisador apontam para recuo mais intenso do PIB per capita da Itália (-8,9%), Espanha (-8,4%) e Estados Unidos (-6,4%). “O foco, inicial, da pandemia foi nos países avançados, como EUA, Reino Unido, Itália, Espanha, França, que sofreram e ainda sofrem muito com essa crise de saúde, com impactos na economia”, diz Balassiano. Nesta sexta-feira, o IBGE divulgou que o PIB brasileiro recuou 1,5% no primeiro trimestre deste ano, frente ao quarto trimestre do ano passado. Foi o pior desempenho da economia desde o segundo trimestre de 2015. O resultado ficou em linha com o esperado por analistas. O Brasil deve seguir na lanterna mundial no ano que vem. Levantamento do Ibre/FGV mostra que a renda per capita brasileira deverá crescer 2,2% e atingir US$ 13.906. Esse desempenho será inferior ao de 73% da lista de 190 países com projeções de PIB per capita divulgada pelo FMI.

Deputado propõe regulamentação do uso de vans escolares no transporte coletivo

O projeto de lei (PL) que pretende autorizar veículos escolares a realizarem transporte público complementar durante a pandemia na Região Metropolitana de Goiânia pode ser analisado na próxima terça-feira (2) pela Comissão Mista da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). O deputado Cairo Salim (Pros) propôs duas mudanças, entre elas para que a regulamentação do serviço provisório seja feita pela Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). “Analisando o projeto, a minha ideia foi melhorar ele, de acordo com a legislação. Basicamente duas coisas mais importantes. Primeiro, colocando a CDTC para coordenar este trabalho de fiscalização. Depois, um adicionei um trecho para que apenas quem já tem autorização para transportar pessoas sejam autorizados a realizar o novo e eventual serviço”, afirmou o parlamentar ao Mais Goiás. De acordo com Salim, a medida visa dar mais segurança jurídica ao projeto. O deputado destaca que a CDTC precisa ser ouvida para fazer a regulamentação. Ele cita, por exemplo, como vai funcionar o embarque e desembarque, as linhas que cada motorista vão atender, entre outras questões. O parlamentar entende que mesmo com as mudanças, dificilmente o projeto tende a ser sancionado pelo governador, por se tratar de algo de natureza temporária, durante a pandemia do coronavírus. O texto também seria analisado pelo líder do governo, Bruno Peixoto (MDB). O projeto original é de autoria do deputado Alysson Lima (Solidariedade). A intenção dele é de que o uso das vans escolares possa atender a população, evitando a superlotação dos ônibus e também ajudar a categoria que está parada e sem nenhuma renda, desde a suspensão das aulas, em virtude da pandemia do coronavírus. Enquanto isso, motoristas seguem acampados na Alego.

Goiás confirma 932 casos de coronavírus em uma semana

O estado de Goiás registrou 932 casos de coronavírus na última semana, de acordo com os dados disponibilizados publicamente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES)*. O número de confirmações saiu de 2.155 no dia 21 de maio para 3.087 nesta quinta (28). A quantidade de infectados cresceu 43,24% no período. Os números apontam que o aumento de confirmações apresentou redução com relação à semana passada. No último levantamento semanal feito pelo Mais Goiás, que analisou os dados entre os dias 14 e 21 de maio, o percentual de aumento foi de 51,44%. Apesar disso, o crescimento foi maior do que nas primeiras duas semanas do mês de maio, quando foram registrados aumentos de 31,49% entre os dias 30 de abril e 7 de maio; e de 39,24%, entre os dias 7 e 14 de maio. O número de óbitos continua crescendo em um percentual menor do que o número de casos. Foram registradas 115 vítimas fatais nesta quinta, 30 a mais do que no dia 21 de maio, quando foram contabilizadas 85 mortes. O aumento foi de 35,29% no período. O crescimento do número de mortes foi maior do que o da semana passada, que chegou a 32,81%. Entretanto, foi menor do que o registrado entre os dias 7 e 14 de maio, que foi de 45,45%. A taxa de letalidade caiu de 3,94% para 3,71% no período. Covid-19 avança na capital Em Goiânia, o número de casos saiu de 1.049 para 1.473. Foram 424 confirmações em uma semana, um aumento de 40,41%. Os dados mostram que a velocidade de contaminação na capital tem crescido, já que, na semana anterior, o crescimento foi de 36,91%. O número de óbitos na cidade registrado nesta quinta foi de 49. Foram 13 mortes em uma semana, o que representa um crescimento de 36,11%. Goiânia continua sendo o epicentro da doença no estado, concentrando 47,71% dos casos e 42,60% das mortes registradas em Goiás. Entre os três maiores municípios do estado, o que apresentou maior crescimento do coronavírus foi Aparecida de Goiânia. O número de casos confirmados saltou de 207 para 342. Foram 135 confirmações em uma semana, o que representa um aumento de 65,21%. No levantamento anterior o aumento foi de 48,92%. No período houve um novo óbito e o total agora é de 9 vítimas fatais na cidade. Já em Anápolis houve uma forte queda no crescimento da Covid-19. Entre os dias 21 e 28 de maio, foram registrados 22 novos casos e o total chegou a 132, um aumento de 20%. No levantamento anterior o crescimento foi de 107,54%. Não foi registrado nenhum óbito no período. Coronavírus no entorno do DF O aumento dos casos no entorno de Brasília também desacelerou com relação ao levantamento anterior. Foram 103 confirmações de Covid-19 em uma semana e o total chegou a 375, um crescimento de 37,86% no período. Na semana anterior o aumento foi de 66,87%. O número de óbitos saiu de 14 para 21, o que representa um aumento de 50%. Das 19 cidades que compõe a microrregião, 15 já confirmaram casos de coronavírus, contra 12 do levantamento anterior. A cidade que tem o maior número de casos continua a ser Valparaíso de Goiás, que chegou a 100 confirmações. Foram 25 novos casos em uma semana, o que representa um aumento de 33,33%. A cidade com mais mortes na região é Luziânia, com 5 vítimas fatais. Isolamento social O estado de Goiás hoje tem o pior índice de isolamento social, com 36,4%, de acordo com o monitoramento da empresa de georreferenciamento In Loco. O estado chegou a registrar 35,5% no dia 22 de maio, o pior índice do mês até o momento. A média nacional é de 41,2% e o recomendado pelas autoridades de saúde é de 70%. *Os dados foram colhidos no painel digital da SES ao longo da semana. Como as informações são atualizadas a cada 30 minutos, a reportagem coletou os números, dia a dia, às 16 horas. Os dados do governo do estado podem divergir das informações divulgadas pelas prefeituras de cada cidade.

28/05 – BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS

 92º Caso: Paciente do sexo feminino 65 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se internado na rede pública de saúde do GO, em acompanhamento pela equipe da unidade de internação.  93º Caso: Paciente do sexo feminino 45 anos, com resultado da pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  94º Caso: Paciente do sexo feminino 36 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  95º Caso: Paciente do sexo feminino 38 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  96º Caso: Paciente do sexo masculino 78 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  97º Caso: Paciente do sexo feminino 38 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  98º Caso: Paciente do sexo masculino 63 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  99º Caso: Paciente do sexo masculino 43 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.    100º Caso: Paciente do sexo feminino 62 anos, com resultado da rede pública do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.       CASOS CONFIRMADOS DE COVID-19 POR BAIRRO   CÉU AZUL III: 09 ANHANGUERA C: 09 ESPLANADA II: 09 ETAPA A: 08 RIO BRANCO: 08 ETAPA C: 07 VALPARAÍSO II: 07 CÉU AZUL I: 07 ETAPA B: 05 JARDIM ORIENTE: 05 ESPLANADA III: 04 ANHANGUERA A: 03 ANHANGUERA B: 03 CIDADE JARDINS: 03 MORADA NOBRE: 03 ESPLANADA I: 02 ETAPA D: 02 CÉU AZUL II: 02 PACAEMBÚ: 02 ETAPA E: 01 ESPLANADA V: 01 TOTAL: 100     ATUALIZAÇÃO DE LEITOS NOS HOSPITAIS DE VALPARAÍSO DE GOIÁS   Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) Leitos de Enfermaria total: 20 Leitos de Enfermaria ocupados: 04 Leitos em box de emergência total: 02 Leitos em box de emergência ocupados: 00 Respiradores: 05   Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) total: 08 Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) ocupados: 01 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) total: 03 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) ocupados: 00 Respiradores: 02   Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Leitos de Enfermaria total: 06 Leitos de Enfermaria ocupados: 02 Leitos em box de emergência total: 01 Leitos em box de emergência ocupados: 00 Respiradores: 01       A atualização de leitos segue recomendação do Ministério Público que solicita a divulgação diária de leitos gerais (todas patologias) disponíveis nos hospitais públicos e conveniados.   A população que precisar tirar dúvidas sobre a COVID-19 pode ligar para a Secretaria Municipal de Saúde no telefone: (61) 3627-1351 ou Tele saúde do Ministério da Saúde no número 136.

Projeto de lei criminaliza agressões contra jornalistas

Projeto de Lei (PL) que qualifica crimes contra jornalistas e trabalhadores da imprensa no exercício da profissão  foi apresentado na Câmara dos Deputados. O texto estabelece pena de até 30 anos de prisão e multas de até R$ 30 mil. Valores variam de acordo com o tipo de violência praticada contra os profissionais. Entre os autores da proposta está o goiano Elias Vaz (PSB). A proposta foi oferecida em um contexto de agressões crescentes contra os trabalhadores, principalmente em Brasília, muitas vezes estimuladas pelo próprio presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). “Não podemos assistir de braços cruzados a situações cada vez mais frequentes de ataques a esses trabalhadores, que sofrem ameaças, agressões verbais e até físicas enquanto exercem – ou tentam exercer –  o seu ofício”, afirma o deputado. O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Goiás (Sindjor Goiás), Cláudio Curado, lamenta a conjuntura atual. Segundo ele, é triste o aumento de casos de violência contra profissionais de imprensa que geram a necessidade de uma lei específica para proteger a atividade dos trabalhadores. Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fejaj) os ataques contra profissionais de imprensa tiveram aumento de 54% em 2019. De acordo com a instituição, foram registradas 208 ocorrências de ataques à liberdade de imprensa no Brasil no último ano. O presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos de ataques. A proposta determina que a presença dos profissionais de imprensa nos eventos e pronunciamentos públicos será assegurada em área reservada que proporcione visibilidade e acesso aos fatos, com credenciamento próprio e segurança específica. Segundo o projeto, o Estado Brasileiro tem o dever de garantir aos profissionais a liberdade de exercício e integridade física e moral e é vedada seletividade a profissional ou veículo de comunicação social que represente censura ou restrição de natureza política ou ideológica. Bolsonaro As agressões do presidente continuaram ao longo deste ano e foram mais acentuadas, como em 18 de fevereiro, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez um comentário de cunho sexual sobre a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo. Em 4 de março, Bolsonaro transmitiu um vídeo no qual o humorista Carioca distribuía bananas a jornalistas novamente em frente ao Palácio da Alvorada. Carioca estava vestido de presidente e havia acabado de se reunir com Bolsonaro. Na ocasião, o presidente havia se recusado a responder perguntas dos jornalistas sobre a principal notícia do dia, o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. Em 31 de março, jornalistas que acompanhavam Bolsonaro outra vez no Alvorada, deixaram o local após o presidente estimular seus apoiadores a hostilizarem os profissionais. Na manhã de 5 de maio, o presidente Jair Bolsonaro mandou jornalistas calarem a boca e disse – bastante exaltado – que não tinha interesse em troca na Superintendência Federal no Rio de Janeiro. Essas foram algumas das agressões a jornalistas. PL Cláudio ressalta que as agressões precisam cessar. “Temos que lamentar essa conjunta que levou o deputado Elias Vaz e outros parlamentares a propor esta lei no Congresso, para proteger a integridade física de quem está trabalhando. O que temos visto nos últimos meses são agressões verbais, mandando calar a boca, chamando de canalha, vindas do presidente da República”, destacou Claúdio Curado. O presidente do Sindjor Goiás avalia que as pessoas podem até não gostar de determinado veículo, mas que isso não dá o direito de atingir de forma verbal ou fisicamente os profissionais de imprensa. Cláudio explica que é como se a pessoa não gostasse de um loja, mas fosse lá agredir o vendedor. Também assinam o projeto o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), e os deputados do partido Lídice da Mata (BA), Denis Bezerra (CE), Heitor Schuch(RS), Bira do Pindaré (MA), Marcelo Nilo(BA), Mauro Nazif (RO), Camilo Capiberibe (AP), Luciano Ducci (PR) e Ted Conti (ES), João H. Campos (PE) e Vilson da Fetaemg (MG). Punições previstas – Para o caso de assassinato: reclusão de 12 a 30 anos e multa; – Agressão física: reclusão de 2 a 4 anos e multa. Se resultar em incapacidade temporária para o trabalho de até 30 dias, perigo de vida e danos materiais aos equipamentos usados para o trabalho, a pena sobe para reclusão de 2 a 6 anos e multa. Aumenta-se a pena em 2/3 se a agressão é praticada por agente público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las e nas dependências de órgãos públicos de quaisquer dos poderes da República. A pena é aumentada em 1/2 se a agressão for praticada por servidores da área de segurança pública ou com a sua conivência ou por mais de duas pessoas; – Agressão verbal, com injúria, calúnia e difamação: detenção de 1 a 3 anos e multa. A pena é aumentada em 1/3 se o ataque ocorrer por redes sociais e/ou internet; – Ameaça oral, escrita ou gestual: detenção de 1 a 3 anos e multa. – Censura ao profissional por sua opinião, manifestação política ou ideológica, praticada por agentes públicos, como políticos ou policiais, entre outros: detenção de 6 meses a 1 ano e multa. Também fica estabelecida pena de 1 a 2 anos e multa para o crime de omissão de agente público que, ao presenciar ou ter ciência de atos que atentam contra profissionais de imprensa, deixar de prestar assistência ou acionar as autoridades competentes.

Aulas nas escolas estaduais e particulares devem retornar em agosto

As aulas nas escolas estaduais e particulares em Goiás devem retornar em agosto. Essa é a posição da Secretaria Estadual de Saúde (SES), de acordo com o secretário Ismael Alexandrino. Para decidir como será o retorno, Ismael e representantes da Saúde estadual vão se reunir remotamente na tarde desta quinta-feira (28), às 16h, com a secretária de Educação, Fátima Gavioli, com representantes do Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE), com o Centro se Operação de Emergências (COE) e com as entidades educacionais privadas. A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, também já adiantou que as aulas nas escolas municipais só retornarão a partir da primeira semana de agosto.