Quadrilha rouba casal de idosos em MG e gasta o dinheiro em resort de Caldas Novas

PUBLICADO EM 06/10/25 Policiais recuperaram R$ 12.746 em espécie Cinco pessoas acusadas de roubar R$ 65 mil de um casal de idosos em Centralina, Minas Gerais, foram presas na tarde da última sexta-feira (3). Os suspeitos foram localizados em um hotel-resort em Caldas Novas, gastando o valor obtido com o crime. Eles já tinham consumido mais de R$ 5 mil no clube. Conforme o relato das vítimas, o casal de idosos analfabetos havia sacado a quantia e pediu ajuda a outro casal para manusear o dinheiro. Esse segundo casal, no entanto, teria repassado a informação ao grupo criminoso. Dois integrantes da quadrilha, armados, invadiram a residência dos idosos e levaram todo o valor. A ação, que desarticulou o grupo criminoso, contou com a participação da CPE Caldas Novas, Força Tática do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTUR), Grupo de Pronta Resposta (GPR) do 4° BPMRv e outras unidades. Segundo as investigações, após o roubo, os criminosos fugiram para Goiás, mas foram localizados por meio de trabalho de inteligência e troca de informações entre as corporações. Em Caldas Novas, os criminosos começaram a gastar o dinheiro roubado em hospedagem e lazer. A ação resultou na prisão de quatro homens adultos e na apreensão de um adolescente. Um sexto suspeito foi detido ainda em Centralina. Durante a abordagem, os policiais recuperaram R$ 12.746 em espécie, o veículo usado na fuga e cinco celulares. Os detidos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos cabíveis.
Agehab entrega benefícios habitacionais em Maurilândia e Itapuranga

PUBLICADO EM 06/10/25 A Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) entregam benefícios habitacionais, nesta segunda-feira (06/10), em Maurilândia e Itapuranga. No município de Maurilândia, 100 cartões do Aluguel Social serão entregues à população. O evento terá início às 14 horas, na Quadra Poliesportiva Sandra Faria. Na sequência, 247 famílias de Itapuranga serão beneficiadas com escrituras de Regularização Fundiária. A cerimônia começará às 18h30, na Escola Século XXI. De acordo com a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, o papel do Estado é apoiar as pessoas que mais precisam com políticas públicas eficientes. “As despesas com o aluguel consomem grande parte da renda das famílias. Com essa ajuda, elas podem abrir espaço para realizar outros sonhos”, declara Gracinha. Benefícios habitacionais O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, explica que o benefício de R$ 350, repassado durante 18 meses, é destinado às famílias em vulnerabilidade social, exclusivamente para pagamento do aluguel. “Esse programa é uma vertente importante da política habitacional instituída em Goiás porque reduz o impacto desse gasto no orçamento doméstico. Sendo um recurso destinado exclusivamente para esse fim, o valor é repassado diretamente do locatário para o locador, via aplicativo bancário”, observa Baldy. Desde seu início, em 2021, o Programa de Aluguel Social já beneficiou mais de 78 mil famílias, distribuídas em mais de 163 municípios até agora. Segundo o secretário da Infraestrutura, Adib Elias, o objetivo é proporcionar aos beneficiários, que se enquadram no perfil exigido, o tempo necessário para reestruturação financeira. “São milhares de famílias que ainda estão na fila de espera por um programa de casa própria que atenda suas necessidades, e seguem sufocadas pelo peso do aluguel enquanto isso”, declara Adi Editado por Hosana Alves via Agência Goiana de Habitação (Agehab) – Governo de Goiás – 06 de outubro, 2025
Em conferência, jovens debatem propostas para levar à COP30

PUBLICADO EM 06/10/25 Cerca de 6,7% (10.541) das escolas brasileiras e quase 6,1% (2,51 milhões) dos alunos da educação básica foram impactados com a suspensão de atividades escolares em 2024 devido aos eventos climáticos extremos. Os dados da pesquisa suplementar sobre diversidade e inclusão do Censo Escolar 2024 foram apresentados nesta segunda-feira (6), durante a 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (6ª CNIJMA), em Luziânia (GO), que neste ano tem o tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. Idealizadora da primeira Conferência, realizada em 2003, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, disse que as crianças e os idosos são os mais afetados pelas mudanças climáticas e pelo clima extremo. “As ondas de calor prejudicam muito mais as crianças e os idosos. Quando tem os incêndios, são as crianças que pagam o preço mais alto com problemas respiratórios.” Por isso, a ministra justificou a necessidade de realização dessas conferências para dar voz ao público infantojuvenil para que cobre a justiça socioambiental e foque no enfrentamento de desigualdades para combater as mudanças do clima. “Uma das principais ferramentas para essa transformação é a mudança de mentalidade que ajuda a produzir também mudança de atitude. Desde 2003, essa é a lógica das conferências, em uma abordagem adequada à linguagem das crianças, criando ao mesmo tempo o diagnóstico do problema, mas tendo o cuidado de colocar as soluções para que se crie também um espaço de esperança”, afirmou a ministra Marina Silva. O evento conta com cerca de 800 pessoas de todo o país, entre delegados infantojuvenis de 11 a 14 anos; professores, acompanhantes e representantes das comissões organizadoras estaduais. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp COP da implementação A 6ª CNIJMA é um dos eventos preparatórios à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em Belém, em novembro, sob a liderança do governo brasileiro. O ponto de vista das crianças e dos adolescentes durante a Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, nesta semana, será levado ao Balanço Ético Global (BEG), no centro da COP30. “A voz das crianças será levada para o Balanço Ético Global, que será apresentado na COP30, na versão que elas mesmas fizeram. Ao mesmo tempo, que [as propostas concretas] estão sendo levadas para negociadores, para tomadores de decisão, da forma adequada em que isso pode ser feito.” “São as crianças e os jovens que estão jogando na frente dos adultos para dizer que não dá para continuar sem fazer o que precisa ser feito. Por isso, a COP30 está ligada a essa conferência [infantojuvenil].” A ministra entende que a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas, pela primeira vez na Amazônia brasileira, será a COP da implantação de medidas que são discutidas desde a Rio92, 33 anos antes. “Nós já tomamos decisões muito importantes em relação a viabilizar recursos na ordem de R$1,3 trilhão; de triplicar a energia renovável; de duplicar a eficiência energética, de fazer a transição para o fim do desmatamento e do uso de combustível fóssil. As decisões políticas já foram tomadas. A maior parte das respostas técnicas já existem. O que precisa é o compromisso político e ético de fazer com que essas decisões sejam implementadas. Por isso, o presidente Lula tem dito que essa tem que ser a COP da verdade.” 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc Mobilização nacional A 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente será realizada até sexta-feira (10) e envolve, sobretudo, estudantes de 11 a 14 anos matriculados em turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, que podem ser delegados do evento. Desde o primeiro semestre, a 6ª CNIJMA mobilizou 8.732 escolas, em 2.307 municípios brasileiros. Entre essas, 1.293 escolas estavam localizadas em áreas de risco socioambiental e 158 atendiam estudantes com deficiência (PCDs). O MEC ainda contabiliza o envolvimento de 1.478 escolas da zona rural, 186 indígenas e 139 quilombolas, de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. A programação da etapa nacional conta com atividades culturais, gincanas, oficinas, painéis e diálogos com adultos, entre outros, até sexta-feira. O evento foi organizado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Polícia tenta identificar atiradores que executaram dono de pastelaria em Goiânia

PUBLICADO EM 06/10/25 Crime aconteceu na noite de sábado, no Bairro Feliz Câmeras de segurança devem ajudar a polícia a identificar em que veículo fugiram os dois atiradores que, na noite de sábado (4), executaram o dono de uma pastelaria no Bairro Feliz, em Goiânia. Segundo o delegado que investiga o caso, Vinicius Teles, a vítima havia comprado recentemente um carro blindado, mas não relatou para nenhum familiar se estaria sendo ameaçada de morte. Fabrício Brasil Lourenço, que tinha 49 anos, foi assassinado quando colocava o lixo na calçada em frente à pastelaria, que já estava fechada. A câmera de segurança do estabelecimento registrou a ação dos dois atiradores, que estavam de capacete, e armados, cada um, com uma pistola. Pelo que já foi apurado, o comerciante não tinha nenhum envolvimento com crimes ou drogas. Já se sabe, também, que Fabrício, além de comprar um carro blindado, também havia se mudado recentemente, de uma casa para um apartamento, por questões de segurança. O caso está sendo apurado pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que pretende ouvir nesta semana parentes e pessoas do convívio diário da vítima.
Dia Mundial da Paralisia Cerebral: Crer é referência no cuidado integral a esses pacientes

PUBLICADO EM 06/10/25 O Dia Mundial da Paralisia Cerebral, celebrado em 06 de outubro, é marcado pela luta contra o preconceito e pela conscientização sobre essa condição neurológica que afeta mais de 17 milhões de pessoas em todo o mundo. O Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) é referência no atendimento integral e especializado voltado à melhoria da qualidade de vida dos pacientes com diagnóstico de paralisia cerebral. “Somos um centro especializado em reabilitação referência no Centro-Oeste e pioneiro no modelo de atendimento ao paciente com paralisia cerebral”. “Nosso trabalho é desenvolvido por meio de programas estruturados, como o de reabilitação infantojuvenil e o de reabilitação visual, que contam com o suporte de terapias especializadas”, destaca o gerente de Reabilitação Física e Visual da unidade do Governo de Goiás. O gerente cita, por exemplo, hidroterapia, equoterapia, estimulação precoce e gameterapia, além do apoio fundamental da oficina ortopédica. “Mais do que ofertar cuidado em saúde, buscamos empoderar nossos pacientes e seus familiares sobre a deficiência, uma das mais comuns na infância. A informação rompe barreiras e abre caminhos para essas famílias”, acrescentou. Com cerca de 500 pacientes com paralisia cerebral em acompanhamento, o Crer oferece tratamento especializado a crianças, jovens e adultos. As terapias e acompanhamentos, individuais ou em grupo, contribuem para o desenvolvimento global dos pacientes, promovendo mais autonomia, inclusão e qualidade de vida. Falta de oxigenação Entre as pacientes atendidas está Valentina de Souza Lobo, de 7 anos, que realiza tratamento no Crer desde 2021. “A Valentina nasceu prematura, de 30 semanas, e por conta dessa prematuridade houve falta de oxigenação, o que desencadeou a paralisia cerebral. Mas ela é uma criança muito alegre, parece até que não tem a deficiência, afetou mais a parte motora. Ela vai à escola, participa das terapias e está sempre feliz”, lembrou a mãe da criança, Thays Michely de Souza Cardoso. “Desde que começamos o tratamento no Crer, percebi muita evolução. Antes, ela não sentava e tinha pouco controle de tronco. A equoterapia ajudou demais, assim como a fisioterapia, a terapia ocupacional, a hidroterapia e, mais recentemente, a terapia visual”, relata a mãe da paciente. “Hoje ela já senta, rola, fica de pé com apoio e até dá alguns passos com o andador. Antes, ela não conseguia fazer nada disso. Se não fossem as terapias no Crer, ela não teria alcançado toda essa evolução. Só tenho a agradecer a todos os profissionais por esse cuidado e dedicação”, completou. Criada na Austrália, a campanha do Dia Mundial da Paralisia Cerebral reúne famílias, pessoas com deficiência, organizações e ativistas em uma rede global que defende o direito de todas as pessoas com PC de terem as mesmas oportunidades que as demais pessoas, o apoio da comunidade e a plena cidadania. Lesão no cérebro A paralisia cerebral é a deficiência mais comum na infância. Trata-se de uma condição neurológica permanente que afeta o desenvolvimento motor e cognitivo, comprometendo o movimento e a postura corporal. Essas alterações resultam de uma lesão no cérebro em desenvolvimento, que pode ocorrer durante a gestação, o parto ou no período neonatal, e podem causar limitações nas atividades cotidianas. Embora seja uma condição complexa e irreversível, o tratamento clínico, cirúrgico e terapêutico adequado permite que muitas crianças com PC tenham uma vida produtiva e repleta de conquistas. Editado por Hosana Alves via Secretaria da Saúde – Governo de Goiás06 de outubro, 2025
Uma em cada seis crianças de até 6 anos foi vítima de racismo no país

PUBLICADO EM 06/10/25 Dados são da Pesquisa Panorama da Primeira Infância Uma em cada seis crianças de até 6 anos de idade foi vítima de racismo no Brasil. As creches e pré-escolas são os locais onde ocorreu a maior parte desses crimes. Os dados são do Panorama da Primeira Infância: o impacto do racismo, pesquisa nacional encomendada ao Datafolha pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal – organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância -, divulgada nesta segunda-feira (6). A pesquisa ouviu 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis pelo cuidado de bebês e crianças de 0 a 6 anos. Os dados foram coletados em abril deste ano, por meio de entrevistas presenciais realizadas em pontos de grande fluxo populacional. Os dados coletados mostram que 16% dos responsáveis por crianças de até 6 anos afirmam que elas já sofreram discriminação racial. A discriminação é maior quando os responsáveis são também pessoas de pele preta ou parda. Entre elas, esse índice chega a 19%, enquanto entre crianças com responsáveis de pele branca a porcentagem é 10%. Separados por idade, 10% dos cuidadores de crianças de até 3 anos de idade afirmam que os bebês e crianças sofreram racismo e 21% daqueles com crianças de idade entre 4 e 6 anos relatam que elas foram vítimas desse crime. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Onde ocorreram os casos A pesquisa revela ainda que creches e pré-escolas foram os ambientes mais citados como locais onde crianças já sofreram discriminação racial – 54% dos cuidadores afirmam que as crianças vivenciaram situações desse tipo em unidades de educação infantil, sendo 61% na pré-escola e 38% nas creches. Pouco menos da metade dos entrevistados, 42%, afirmam que o crime ocorreu em espaços públicos, como na rua, praça ou parquinho; cerca de 20% dizem que ocorreu no bairro, na comunidade, no condomínio ou vizinhança; e 16% contam que ocorreu na família. Espaços privados, como shopping, comércio e clube, aparecem entre os locais citados por 14% dos entrevistados, seguidos por serviços de saúde ou assistenciais (6%) e por igrejas, templos e espaços de culto (3%). Segundo a CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, a escola é o primeiro espaço de socialização da criança, é onde ela passa grande parte do tempo é que deveria ser de proteção. “É um espaço social que, pelas nossas peças legislativas, deveria ser um dever nosso, da sociedade, que a escola seja um espaço de proteção e de desenvolvimento. É muito crítico a gente combater o racismo desde o berço, desde uma mulher grávida, na verdade, para que ela não sofra racismo na gravidez. Agora, com o bebê, com uma criança pequena, é ainda mais contundente a necessidade de combate ao racismo estrutural, para que ele não aconteça nunca, mas sobretudo nessa fase da vida que é onde o maior pico de desenvolvimento está acontecendo”, diz. Quando perguntados sobre como percebem o racismo praticado contra bebês e crianças, a maior parte dos responsáveis entrevistados (63%) acredita que pessoas pretas e pardas são tratadas de forma diferente por causa da cor da pele, do tipo de cabelo e de outras características físicas. Outros 22% acreditam que, embora exista racismo, é raro que crianças na primeira infância, ou seja, com idade até 6 anos, sejam vítimas desse crime. Na outra ponta, 10% acreditam que a sociedade brasileira praticamente não é racista e 5% desconhecem o assunto. “O primeiro passo em qualquer grande desafio é a gente reconhecer que é uma sociedade racista e combater isso com veemência”, diz Mariana Luz. Segundo ela, as escolas devem ter protocolos para lidar com essas situações, que incluam a formalização das denúncias e a formação de todos os profissionais que atuam na instituição. “Para todo mundo saber o que fazer, cada escola, primeiro, tem que qualificar o corpo dos professores, dos diretores, dos supervisores, dos auxiliares, de toda essa rede que lida no dia a dia com as crianças. Também a gestão, desde a secretaria municipal de Educação, à estadual, até o Ministério da Educação. Precisa ser um conjunto grande de todo mundo atuando nessa mesma direção”, acrescenta. Impactos do racismo O estudo mostra que o racismo sofrido por bebês e crianças tem impacto no desenvolvimento delas. “O racismo é um dos fatores que compõem as chamadas experiências adversas na infância, vivências que expõem a criança ao estresse tóxico, que interferem em sua saúde física e socioemocional e no seu desenvolvimento integral”, afirma o texto. Segundo a pesquisa, creches e pré-escolas são os espaços de maior oportunidade de prevenção e proteção contra a discriminação. Para isso, é fundamental que a educação infantil conte com profissionais preparados e materiais adequados para a educação das relações étnico-raciais. “É dever de toda a sociedade reconhecer e combater o racismo e promover uma educação antirracista desde cedo, como determina a Lei nº 10.639/2003, garantindo proteção às crianças na primeira infância contra qualquer forma de discriminação e violência”, diz o estudo. A Lei 10.639/2003 estabelece que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira sejam ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, ou seja, em todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino médio. A lei, no entanto, não é cumprida. Uma pesquisa divulgada em 2023 mostra que sete em cada dez secretarias municipais de Educação não realizaram nenhuma ação ou poucas ações para implementação do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. Mariana Luz complementa que os dados revelam a importância de uma educação antirracista desde a primeira infância, tanto para proteger as crianças negras e indígenas, quanto para educar as crianças brancas desde pequenas. “O fato de a primeira infância ser a maior fase de desenvolvimento, também precisa ser um momento inicial de combate ao racismo e de proteção dessas crianças, mas também de educação de crianças brancas e do corpo docente, de todo o corpo de professores, para que a gente consiga combater o racismo estrutural”. Racismo é crime De acordo com a Lei nº 7.716/1989, racismo é crime no Brasil. A lei regulamenta trecho da Constituição Federal que tornou o racismo inafiançável e imprescritível. A Lei nº 14.532, sancionada pelo presidente Luiz
Brasil esclarece apenas 36% dos casos de homicídio, mostra pesquisa

Brasil esclarece apenas 36% dos casos de homicídio, mostra pesquisa PUBLICADO EM 06/10/25 Dados do Instituto Sou da Paz leva em conta 16 estados e o DF, devido a falta de envio de dados (Folhapress) Apenas 36% dos homicídios registrados ao longo de 2023 haviam sido esclarecidos —com ao menos um suspeito identificado e denunciado à Justiça— até o final do ano passado. Os dados, levantados pelo Instituto Sou da Paz, se refererem a crimes que ocorreram em 16 estados e no Distrito Federal. De um total de 24,1 mil homicídios registrados nas 17 unidades da federação naquele ano, houve 8.800 geraram denúncias criminais pelo Ministério Público. A pesquisa Onde Mora a Impunidade, que traz essas informações, mostra que a qualidade das investigações de assassinatos no Brasil ficou praticamente estagnada em oito anos: a média nacional de casos esclarecidos variou de 32% a 39% desde 2015, com apenas uma exceção registrada no ano de 2018 (quando ficou em 44%). Das unidades da federação avaliadas, por terem enviado estatísticas, o Distrito Federal tem o melhor índice de resolução de homicídios (96%); o pior resultado é o da Bahia (13%). São Paulo, o estado mais populoso do país, teve piora no desempenho entre 2022 e 2023. No primeiro ano de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como governador, a taxa de homicídios solucionados caiu nove pontos percentuais, de 40% para 31%. Dez estados não entraram no levantamento por enviarem dados incompletos, por não indicarem a data do homicídio ou apresentarem um percentual acima de 20% de processos sem essa informação. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins. Os dados usados na pesquisa foram solicitados via Lei de Acesso à Informação aos Ministério Públicos estaduais e aos Tribunais de Justiça. Os pesquisadores relatam que a qualidade dos dados é baixa mesmo entre aqueles que foram usados no levantamento, principalmente em relação ao perfil das vítimas. Apenas dois estados —Acre e Piauí— atingiram os critérios de qualidade estabelecidos pela pesquisa para permitir a análise de raça das vítimas, por exemplo, com 78% e 83% de dados preenchidos. Outros cinco estados enviaram informações incompletas, mas a maioria dos estados não respondeu sobre esse critério. No Acre, sete em cada dez vítimas foram identificadas como pretas ou pardas. No Piauí essa proporção foi de 77%. Só cinco estados —Acre, Pernambuco, Piauí, Roraima e São Paulo— enviaram dados suficientes para análise da faixa etária das vítimas. Os dados apontam para uma proporção maior de vítimas com idade de 18 a 24 anos (22% do total), seguida pela faixa de 25 a 29 anos (16%). Quando se analisa os casos que foram esclarecidos, porém, há uma proporção maior de vítimas acima dos 35 anos. Além disso, com base nos dados de oito estados —Acre, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Piauí, Roraima, Santa Catarina e São Paulo—, a pesquisa mostra que entre os casos de homicídio esclarecidos, 16% das vítimas são do sexo feminino e 84% do sexo masculino. Casos que têm mulheres como vítimas são solucionados com mais frequência. O Sou da Paz relaciona, ainda, o índice baixo de resolução das investigações com a proporção pequena de homicidas presos no país. Segundo dados da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), 13% das 670 mil pessoas presas no Brasil respondem por homicídio, . Crime patrimoniais (como roubo, furto e estelionato) e tráfico de drogas são responsáveis por proporção maior de prisões —de 40% e 31%, respectivamente.
Procon participa de força-tarefa para combater falsificação de bebidas

PUBLICADO EM 06/10/25 O Procon Goiás participa da operação integrada de fiscalização e combate à falsificação de bebidas, em conjunto com as secretárias de Saúde e Segurança Pública. A ação teve início na última quinta-feira (02/10) e deve percorrer todo o estado. Sob a determinação do governador Ronaldo Caiado, a medida cautelar é realizada em razão dos recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, e tem por objetivo fiscalizar bares e distribuidores, verificando a procedência dos produtos. Para ajudar no combate a bebidas falsificadas, o Procon Goiás irá fiscalizar distribuidoras, bares e restaurantes, verificar a origem das bebidas vendidas, conferir as informações no rótulo, como data de validade e fabricação e a existência do selo do Ministério da Agricultura nesses produtos. O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston explica que as empresas podem até ser fechadas, caso seja encontrada alguma irregularidade. “Vamos fiscalizar e apreender produtos impróprios para consumo em estabelecimentos comerciais de Goiás. Vale lembrar que essas empresas podem ser autuadas e até mesmo interditadas pelo Procon Goiás”. Para o secretário de Segurança Pública, Renato Brum dos Santos é fundamental a integração entre as instituições neste momento. “O segredo do sucesso da segurança pública em Goiás está na nossa capacidade de agir antes que o problema se instale. Trabalhamos com inteligência, planejamento e união das forças”. “Essa força-tarefa demonstra que o Estado não espera o crime acontecer: estamos sempre um passo à frente para proteger vidas e preservar a tranquilidade da sociedade goiana”. Já o secretário de Saúde, Rasível Santos, informou que a Vigilância Sanitária Estadual trabalhará de forma integrada aos demais órgãos para identificar as condições e origem das bebidas. “Vamos verificar a situação sanitária desses estabelecimentos, a qualidade e a origem desses produtos, se eles são rastreáveis ou não, se eles têm origem comprovada ou não”. (Com informações da Secretária de Segurança Pública e Secretária Estadual da Saúde) Editado por Hosana Alves via Procon Goiás – Governo de Goiás – 06 de outubro, 2025
Trabalhador que morreu após choque elétrico em Aparecida já tinha sofrido acidente parecido em 2024

PUBLICADO EM 05/10/25 Rogério Luiz Fonseca tinha 37 anos O trabalhador terceirizado da Equatorial que morreu após choque elétrico enquanto trabalhava em um poste na Rua Ordendege Guimarães, no setor Comendador Walmor, em Aparecida de Goiânia, é Rogério Luiz Fonseca, de 37 anos. O acidente aconteceu neste domingo (5) e as causas ainda serão esclarecidas. Segundo um amigo da vítima, no ano passado, Rogério também sofreu uma descarga elétrica em Goiânia, mas se recuperou. Ele tinha retornado para o trabalho há quatro meses. Em nota, a Equatorial lamentou o ocorrido com o colaborador de uma empresa parceira. “Assim que tomou conhecimento do caso, a distribuidora enviou equipes ao local e acionou as autoridades competentes para as devidas tratativas”, informou. Disse, ainda, que as causas do acidente são “apuradas pela própria empresa parceira, responsável pela condução das investigações, enquanto a Equatorial Goiás acompanha o processo”, que dará suporte aos familiares, mas que acompanha a perícia. A confirmação do óbito foi feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O Mais Goiás também procurou o Corpo de Bombeiros (CBMGO), que reforçou que o Samu foi o responsável pelo atendimento. O homem utilizava equipamentos de proteção individual. Ele estava dentro do cesto, no guindaste. Nota da prefeitura de Aparecida: “A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia informa que o SAMU foi acionado às 11h48 deste domingo, 5 de outubro, para atender a um paciente vítima de choque elétrico em via pública, identificado como Rogério L. Fonseca, 37 anos de idade. Ao chegar no local da ocorrência, ele estava dentro do guindaste, com equipamentos de proteção individual, mas já em óbito. O médico do SAMU constatou a morte e acionou o IML.”
Goiás terá protocolo e linha de cuidado para o câncer de mama

PUBLICADO EM 05/10/25 O Governo de Goiás lança, na segunda-feira (6/10), às 8h30, em Goiânia, o Protocolo e Linha de Cuidado do Câncer de Mama, iniciativa que integra o Programa Goiás Todo Rosa, da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O novo protocolo tem como objetivo organizar e qualificar a rede de atenção oncológica, garantindo diagnóstico precoce, tratamento ágil e redução da mortalidade entre mulheres goianas. A ação soma-se ao fortalecimento do programa após a assinatura de termo de cooperação com o Instituto Natura, realizada em setembro no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. A parceria garante apoio técnico e estratégico para ampliar o alcance do Goiás Todo Rosa em todas as regiões do estado. O secretário da Saúde, Rasível Santos, destaca que a medida representa um salto de qualidade no cuidado às mulheres. “Com o protocolo e a linha de cuidado, Goiás passa a ter uma rede estruturada, que acompanha a paciente desde a prevenção até o tratamento especializado. É um avanço que une ciência, gestão eficiente e compromisso com a vida das mulheres goianas”, afirma. Câncer de mama O câncer de mama é o tipo mais comum entre as brasileiras, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e há mais de 22 anos a detecção precoce e o cuidado com a saúde das mamas é uma das causas apoiadas pelo Instituto Natura e Avon. “Acreditamos na cooperação para criar uma aliança a favor do diagnóstico precoce para todas as mulheres e isso só é possível por meio de colaboração multissetorial, com uma visão estratégica integral de longo prazo em que conscientização e qualificação da oferta caminhem juntos. O acordo com o governo de Goiás é mais um passo importante para isso e estamos contentes em colaborar com a nossa experiência no assunto”, diz Mariana Lorencinho, líder de Políticas Públicas de Cuidado com a Saúde das Mamas do Instituto Natura. Cenário do câncer O câncer de mama é a principal causa de morte entre mulheres no Brasil, com estimativa de 73.610 novos casos anuais de 2023 a 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em Goiás, no mesmo período foram contabilizados 3.397 casos no estado, sendo 1.594 em 2023, 1.270 em 2024 e 533 em 2025, este último ainda com dados preliminares. Nos dados de mortalidade, 1.717 mulheres perderam a vida em Goiás em decorrência da doença: 640 em 2023, 625 em 2024 e 452 em 2025 (dados preliminares). Estudos da Sociedade Brasileira de Mastologia reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Pesquisas apontam que o rastreamento com mamografia periódica pode reduzir a mortalidade em até 45%, reforçando a necessidade de ampliar o acesso e a adesão ao exame como estratégia essencial de saúde pública. Avanços do Goiás Todo Rosa Criado em 2023 a partir de convênio entre a SES-GO e a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Goiás Todo Rosa foi o primeiro programa estadual a disponibilizar no SUS o painel genético para cânceres de mama e ovário hereditários. Até agosto de 2025, foram realizados 571 exames genéticos, com 81 casos positivos identificados, permitindo estratégias personalizadas de prevenção e tratamento. Outros resultados: Serviço: Lançamento do Protocolo e Linha de Cuidado do Câncer de Mama em GoiásLocal: Hotel Transamerica – Rua T-51, 3 – St. Marista, Órion Business – GoiâniaData: 6 de outubroHorário: 8h30 Editado por Kattia Barreto via Secretaria da Saúde – Governo de Goiás