Vitória de Lira permitiria governo a conduzir pautas econômicas, diz Vitor Hugo

A mudança de lado do PSL na disputa à presidência da Câmara dos Deputados é vista pelo parlamentar goiano Major Vitor Hugo (PSL) como um fortalecimento do partido na casa legislativa. Vitória de Lira daria, segundo o major, condições para que o governo federal conduza pautas econômicas. Até então “fechada com Baleia Rossi (MDB)“, parte da bancada da sigla se rebelou contra a decisão do presidente o deputado Luciano Bivar (PSL) e conseguiu formalizar junto à Mesa Diretora da Casa apoio a Arthur Lira (PP), na quarta-feira (20). Com isso, fatia da segunda maior bancada da Câmara passa a trabalhar para a eleição de Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dos 53 deputados do PSL, 36 assinaram a lista que confirmou o desembarque do partido do bloco de Baleia Rossi. Isso, na visão de Vitor Hugo, que articulou a busca por assinatura dos deputados para a dissidência, permite com que a sigla seja “um contraponto à esquerda” e se fortaleça, com chances de chegar a comissões importantes e vaga na Mesa Diretora. Embora a candidatura de Baleia Rossi tenha apoio formal de 11 partidos e seja articulada pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), Vitor Hugo atribui a ela um posicionamento “à esquerda”. O apoio do PSL a Rossi seria um contrassenso. “[O apoio a Lira] é uma vitória do país. Pois 57 milhões de eleitores votaram em um projeto que se contrapõe à esquerda. Imagina esse partido formar bloco da esfera de influência da esquerda”, avalia. Neste sentido, o parlamentar afirma que o bloco que apoia Lira será maior que do adversário o que garante uma vitória no dia 1º de fevereiro. Além disso, o PSL se torna o maior partido a apoiar o candidato do PP, o que garante mais força aos deputados bolsonaristas. “Assim, vamos poder conduzir as pautas de costumes e econômicas com maior protagonismo e maior eficácia”, aponta. Blocos Agora o bloco do candidato apoiado por Bolsonaro tem 11 partidos, que somam 242 deputados: PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota. Enquanto Baleia Rossi tem PT, MDB, PSDB, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, Cidadania, PC, PCdoB e Rede, que somam 236.

Cotado para ser líder do governo, Sandes aposta em “grande governabilidade” de Rogério Cruz

Preferido pela maioria da Câmara Municipal para ser o líder do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) no legislativo goianiense, o vereador Sandes Jr. (PP) conversou com a Coluna e afirmou que acredita que o prefeito terá aproximadamente 30 vereadores em sua base. “Pela experiência que tenho como vereador e deputado, posso dizer que o prefeito contará com uma grande governabilidade e uma base grande na Câmara”. Sandes, que teve seu nome levado a Rogério pelos grupo de vereadores comandados pelo presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota), também tem entusiastas no grupo dos 14 vereadores da oposição. Até agora ele é o único nome cotado para assumir a liderança na Casa, mas não teve nenhuma sinalização do prefeito, que só deve decidir a partir do dia 3 de fevereiro, quando se iniciam os trabalhos da nova legislatura. O pepista confidenciou que não teve nenhuma resistência em relação ao seu nome do grupo de Maguito Vilela (MDB), antes do prefeito falecer. “Apesar de não terem falado nada comigo, eu sei que não existia resistência do Daniel”, contou. Batendo na tecla Na reunião que ocorreu entre o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), para tratar da questão do auxílio emergencial às empresas do transporte público, o democrata voltou a reforçar que tem total “disposição” em caminhar junto com a Prefeitura de Goiânia. É  a terceira vez que Caiado exalta o desejo de parceria a Rogério desde que o republicano assumiu a administração goianiense, no último dia 15. A volta do que não foi O secretário de Governo de Ronaldo Caiado, Ernesto Roller, permanece no cargo, pelo menos por enquanto. Deixa quieto Ao que tudo indica, o governador desistiu do convite que fez ao deputado Tião Caroço (DEM) para assumir o lugar de Roller no governo. Orientações Pensando no fortalecimento para seu projeto à reeleição, Caiado tem pedido aos dirigentes de partido que compõem sua base para trazer prefeitos do MDB e do DEM para perto. Segundas intenções Causou estranheza no MDB as críticas feitas pelo deputado Paulo Cezar Martins ao partido ao subir na tribuna da Assembleia nesta semana. O emedebista afirmou que o MDB encolheu e perdeu prestígio nos últimos anos. Candidato À coluna, um correligionário diz acreditar que as afirmações de Paulo denotam a intenção dele em ser o próximo presidente da legenda em Goiás. Mistério Já está decidido que a Secretaria de Desenvolvimento Social vai para as mãos do PP. Já o nome que vai ocupar a pasta no governo é um mistério total. O presidente do partido, Alexandre Baldy, disse que só vai ser revelado quando estiver no Diário Oficial. Bronca Durante a Live Caiado Ao vivo, que ocorreu no inicio da tarde desta sexta-feira (22) nas redes sociais do governador, o democrata disse em tom de desaprovação que está vendo um grande número de cidadãos circulando sem máscara nas ruas.

Sete vereadores derrotados nas eleições têm cargos na prefeitura de Goiânia

O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) nomeou na quarta-feira (20) o ex-vereador Denício Trindade (MDB) a secretário executivo  da Secretaria Municipal de Educação. A nomeação já foi publicada no Diário Oficial do Município. Com isso, a prefeitura soma sete ex-vereadores com cargos na administração. Além de Denício Trindade, Tatiana Lemos (PCdoB) assumiu ainda no início da gestão a Secretaria da Mulher. Ela teve problemas com a Justiça eleitoral e não conseguiu se reeleger vereadora em 2020. Outro vereador derrotado nas urnas que assumiu a titularidade de uma secretaria foi Álvaro da Universo (Patriota), que é Secretário do Esporte. Já Felizberto Tavares (Podemos) não concorreu à reeleição para a Câmara Municipal, pois colocou seu nome como pré-candidato a prefeito de Goiânia. Após articulação figurou como vice de Samuel Almeida (Pros), mas, insatisfeito, foi coordenar a campanha de Maguito na Região Leste da capital. Com a vitória do MDB, assumiu a Secretaria Extraordinária do Município Tiãozinho Porto (MDB) é outro não reeleito que está na prefeitura. Ele, que já foi líder do ex-prefeito Iris Rezende (MDB) na Câmara, foi nomeado como secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento e Economia Criativa. Assim como Zander Fábio (Patriota), que também é secretário executivo, mas da Secretaria de Esporte. Enquanto Gustavo Cruvinel (MDB) assumiu a presidência do Procon.

Bancada goiana na Câmara tem jantar com Baleia Rossi nesta quarta (20)

O candidato a presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB), vem a Goiás nesta quarta-feira (20) para jantar com a bancada goiana da casa. A reunião será a partir das 20h30 no Palácio das Esmeraldas, com presença do governador Ronaldo Caiado (DEM). A pauta é a eleição do dia 1º de fevereiro próximo. Na semana passada houve encontro com Arthur Lira (PP), adversário de Rossi no pleito, com articulação do presidente do Progressistas goiano, Alexandre Baldy. Ambos os candidatos fazem tour pelos estados em busca dos votos necessários para alcançar a Mesa Diretora da Câmara. O pano de fundo da eleição da Câmara é o fortalecimento do governo Jair Bolsonaro (sem partido) que encontra em momento difícil com a crise gerada pela recrudescimento da pandemia no país e das dificuldades com aquisição e disponibilização de vacinas contra a covid-19. A candidatura de Baleia Rossi é articulada pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e conta com apoio, até o momento, de 12 partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB, Rede e Solidariedade. Por outro lado, Arthur Lira é apoiado por Bolsonaro e conta com PL, PP, PSD, Republicanos, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota. A eventual vitória do progressista pode facilitar a vida de Bolsonaro e permitir o avanço de pautas caras ao governo, além de afastar pedidos de impeachment.

Vice-líder do PT na Câmara é diagnosticado com a covid-19

O deputado federal e vice-líder do PT na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), afirmou nesta segunda-feira (18), por meio de seu perfil no Twitter, que foi diagnosticado com a covid-19. O parlamentar disse que teve sintomas leves, mas passa bem e deve entrar em quarentena. “Tive alguns sintomas leves e confirmei há pouco o teste positivo para a covid. Estou bem, com febre bem baixa, mas agora além do isolamento, estarei em quarentena. Mas confiante que em breve voltarei aos 100%. Sempre na luta!”, destacou o deputado.

Deputados decidem nesta segunda como será eleição da Câmara

A Mesa Diretora da Câmara deve decidir nesta segunda-feira (18), em reunião marcada para as 10h, como será a eleição para  presidente da Casa. A dúvida está ainda na data, prevista para o início de fevereiro, e o formato da eleição: a forma presencial é a mais provável, deixando fora da regra apenas parlamentares mais velhos ou com problemas de saúde. A intenção da Mesa é apresentar um projeto de eleição híbrida, onde os parlamentares possam escolher se irão votar no modo virtual, como tem acontecido desde o começo da pandemia do novo coronavírus, ou se em modo presencial, como determina o regimento interno da casa. A sugestão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) é que deputados do grupo de risco para a covid-19 possam votar pelo sistema interno da Casa, a distância. O segundo secretário da Mesa Diretora, deputado Mario Heringer (PDT/MG), afirma que a segurança já foi testada e o resultado foi positivo. “Votamos emendas constitucionais sem problema nennhum, conversei com os responsáveis pela segurança tecnológica da Casa e eles afirmaram que não há riscos, então  temos que dar o exemplo”, afirmou o parlamentar. De acordo com Maia, a eleição já está sendo organizada para que seja presencial. Dois espaços para votação estão sendo preparados nos salões Nobre e Verde para comportar os deputados. A data da eleição ainda está em aberto,  mas tudo indica que ocorrerá no dia 2 de fevereiro. Além do presidente, vão ser eleitos dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes para um mandato de dois anos, e eles vão ser os  responsáveis pela administração da Câmara.

Confira a agenda dos candidatos a prefeito de Goiânia

A 19 dias da eleição, candidatos a prefeito de Goiânia percorrem as ruas da capital e se encontram com representantes de diversos segmentos da sociedade. Confira a agenda do dia 27 de outubro de 2020 dos candidatos a prefeito de Goiânia. Alysson Lima (Solidariedade) Às 09h30 – Ação com carro de som na região Norte. 13h – Reunião com apoiadores via Zoom. 15h – Sessão Plenária. 17h30 – Ação com carro de som na região Noroeste. 20h – Live no Facebook. Delegada Adriana Accorsi (PT) 9h00 – 9h 30 – Reunião com representantes da Associação dos Auditores de Tributos de Goiânia; servidores de nível superior da prefeitura; dos fiscais urbanos, edificações, meio ambiente e vigilância sanitária 9h30 – 10h00 – Caravana Coragem para mudar na REGIÃO NOROESTE Concentração: Alameda Higino Pires Martins (em frente a Spartan Equipamentos, Residencial Carla Cristina) 15h00 – 17h00 – Sessão ordinária na Alego 19h00 – 20h00- Sabatina contabilistas Dra Cristina (PL) 08h30 as 11h00 – 3a Sessão Ordinária do COMAD (Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas) Local: Câmara Municipal de Goiânia Av. Goiás n 2001 – Centro Sala da Presidência 09h00 – Sessão Plenária Local: Câmara Municipal de Goiânia Av. Góias n. 2001 – Centro 14h00 – Visita à Nutriex Local: BR 153, Km 7, Jardim da Luz 17h00 – Reunião Setorial – Saúde (presencial e virtual) Local: Coletivo Centopéia Avenida Cora Coralina n 140 Setor Sul 19h30 – (começar) FIEG sabatina com a candidata a Prefeitura de Goiânia Dra. Cristina Local: sede da FIEG (Av. Araguaia, n. 1544, Ed. Albano Franco, Setor Leste Vila Nova) Maguito Vilela (MDB) 9h00 – Panfletagem Maguito 15 no Centro 9h00 – Palanque móvel no Bairro Feliz 9h00 – Palanque móvel no Jardim das Oliveiras 9h00 – Palanque móvel PMB e Maguito no Jardim Nova Esperança 9h00 – Palanque móvel Patriotas e Maguito no Jardim do Cerrado 4 9h00 – Palanque móvel PL e Maguito na Vila Nova 9h00 – Mobilização nas feiras 16h00 – Palanque móvel MDB e Maguito no Centro 16h00 – Palanque móvel na Vila Boa 16h00 – Palanque móvel no Parque Tremendão 16h00 – Palanque móvel no Jardim Brasil 16h00 – Palanque móvel no Residencial Orlando de Morais 16h00 – Adesivaço Maguito 15 no Setor Novo Horizonte 20h00 – Reunião de apoiadores na Região Leste 21h00 – Entrevista FonteTV com vice Rogério Cruz Manu Jacob (Psol) 13h00 Entrevista com a rádio Interativa 14h00, Manu Jacob é entrevistada pelo o jornal Mais Goiás, para falar sobre suas propostas à Goiânia. Às 15h00, Manu Jacob irá participar de entrevista com o jornal Diário da Manhã, para expor suas propostas e seu plano de governo em Goiânia. 20h3, candidata a prefeita participa de live sobre educação, realizada pela CBN. Vanderlan Cardoso (PSD) 07h30 às 11h00 – Gravação de Programa Eleitoral 12h20 às 12h35 – Entrevista TBC 1ª Edição 15h 00 – Carreata REGIÃO NORTE Concentração/Saída: Setor Jaó 19h30 – Reunião com Cand. Ver. Danilo Arraes (PMB) Local: Rua Dom Pedro, Nº 111 – Jd. Guanabara 19h30 –  Reunião com lideranças e apoiadores Ver. Sabrina Garcez Local: Estrada 117, Qd. CH, Lt. 397, Chácaras Recreio São Joaquim Virmondes Cruvinel (Cidadania) 08h – Visita na Associação dos Empresários da CEASA 09h – Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás 10h – Visita ao CORECON (Conselho Regional de Economia do Estado de Goiás) 11h – Visita na Vega Construtora 15h – Sessão Assembleia 18h – Entrevista para TV UFG por o programa Conexões 19:45 – Sabatina do Movimento Educação no Legislativo pelo instagram – Tema: Educação em Goiânia -@educacaonolegislativo Vinícius Gomes (PCO) 8h00 – Atividade aniversário de Lula

STF pode debater restrições a quem não se vacinar, em vez de obrigar imunização

Uma solução intermediária está sendo cogitada no Supremo Tribunal Federal (STF) para resolver a polêmica sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19. Um dos ministros deve propor, em plenário, que tomar a vacina seja opcional. No entanto, quem não quiser ser imunizado, ficaria sujeito a uma série de restrições – não poderia, por exemplo, realizar viagens nacionais e internacionais em transportes públicos, ou entrar em estabelecimentos comerciais. Segundo esse ministro, não se pode obrigar ninguém a ser submetido a determinado procedimento médico. Porém, a opção individual não poderia sacrificar o direito coletivo à saúde, previsto na Constituição Federal. Portanto, quem não quiser tomar vacina, não poderia colocar em risco o restante da população. Nessa solução intermediária, o STF poderia criar a condição de vacinação para viagens, por exemplo. E deixar a cargo dos comerciantes a exigência da carteira de vacinação atualizada dos clientes. Segundo o ministro que conversou reservadamente com O GLOBO, os donos de bares e restaurantes teriam interesse na obrigatoriedade da vacinação, para evitar eventual segunda onda da Covid-19, com necessidade de “lockdown” e comprometimento da atividade comercial. Essa posição, no entanto, não é unanimidade no STF. Outro ministro revelou reservadamente que é a favor da vacinação obrigatória. Para ele, não existe livre arbítrio quando o ato de uma só pessoa coloca em risco a saúde de toda a coletividade. O ministro Marco Aurélio não adiantou a posição dele, destacando que ainda é tudo muito precoce nessa discussão, sendo necessário esperar a posição do relator das ações. Mas ponderou que o STF é a “última trincheira da cidadania”. — É um tema em aberto, para saber se vinga a autodeterminação de cada cidadão ou se há um bem a ser protegido, coletivo, que é a saúde pública. Isso é que o Supremo terá que decidir, se realmente for colocada a matéria. Então temos valores. De um lado o valor individual, a autodeterminação de cada qual. Do outro, nós temos saúde pública, que aí o interesse é coletivo — disse Marco Aurélio. Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, relator das ações relacionadas às vacinas de Covid-19, pediu informações à Presidência da República, à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois de receber os esclarecimentos, ele deve liberar os processos para julgamento em plenário. A expectativa é que isso ocorra na primeira quinzena de novembro. Em seguida, o presidente do STF, Luiz Fux, agendaria data para o julgamento. ‘Lei da quarentena’ Há um debate sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação, que poderá começar a ser aplicada no ano que vem, caso haja aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O presidente Jair Bolsonaro já disse ser contra. Mas a lei nº 13.979 de 2020, sancionada por ele mesmo no começo da pandemia, a chamada “lei da quarentena”, autoriza vacinação compulsória, além de outras medidas preventivas para enfrentar uma emergência de saúde pública de importância internacional, caso da Covid-19. Já há quatro ações sobre o tema no STF, todas relatadas por Lewandowski. Uma, de autoria do PTB, quer suspender o trecho da lei sancionada por Bolsonaro. Outra, do PDT, tem por objetivo declarar que estados e municípios também podem exigir vacinação compulsória, uma forma de driblar a resistência do presidente da República. As outras duas ações, uma do partido Rede Sustentabilidade, e outra dos partidos Cidadania, PSB, PSOL, PT e PCdoB, são mais amplas. Entre outras medidas, tentam garantir que o governo federal não impeça a aquisição de doses da vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, que, no Brasil, firmou uma parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo. O Ministério da Saúde chegou a dizer que compraria doses da vacina, mas foi depois desautorizado por Bolsonaro. Por questões processuais, os prazos dados foram diferentes. No caso das ações do PTB e do PDT, são dez dias para a Presidência da República se manifestar. Já na ação do Rede Sustentabilidade, são cinco dias. Nesta segunda-feira o PTB fez um pedido para que Lewandowski não libere logo as ações para julgamento no plenário. O partido, que é contra a obrigatoriedade da vacina, quer que seja realizada primeiramente uma audiência pública, com a participação de especialistas.

Assessoras repassaram salários a advogado de Flávio Bolsonaro nas eleições

Duas assessoras repassaram um total de R$ 27 mil, após seus salários e auxílio-alimentação caírem em suas contas bancárias, ao advogado do atual senador Flávio Bolsonaro (hoje no Republicanos) durante o período da campanha eleitoral do ano de 2018. As informações são resultantes da quebra de sigilo bancário das funcionárias, obtidas com exclusividade pelo UOL, e mostram que a prática da rachadinha no gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) do então deputado estadual ia além dos depósitos realizados na conta do policial militar Fabrício de Queiroz. Foram 22 repasses realizados todos os meses entre junho e dezembro de 2018, período que abrangeu as eleições, ao advogado Luis Gustavo Botto Maia, responsável pela parte jurídica da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Senado. Ele recebeu depósitos regulares de Alessandra Cristina Oliveira (15) e Valdenice Meliga (7), de acordo com os dados bancários analisados pela reportagem. As duas eram assessoras parlamentares de Flávio na Alerj e, ao mesmo tempo, dirigentes do PSL, partido da família Bolsonaro naquele ano. Procurados pelo UOL, Flávio Bolsonaro e seus ex-assessores não se manifestaram. A reportagem telefonou pelo menos três vezes para a assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro e para seu atual advogado Rodrigo Roca. Nenhuma resposta foi enviada até a publicação desta reportagem. O advogado Botto Maia também foi contatado por e-mail, aplicativo de WhatsApp e ligações, mas também não respondeu. A reportagem esteve nesta segunda-feira (28) em sua residência na zona oeste do Rio, mas não o encontrou. Deixou recado, por escrito, e não recebeu resposta. O UOL enviou e-mail e esteve nesta segunda-feira (28) no escritório de Alessandra Cristina Oliveira, localizado no centro do Rio. Por meio de uma sócia, ela confirmou que visualizou a mensagem, mas afirmou que não iria se pronunciar. Advogado sob suspeita Em junho, o advogado Botto Maia foi alvo de um mandado de busca e apreensão pela suspeita de participar de uma tentativa de obstruir as investigações sobre o esquema da rachadinha. O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) afirma que Botto Maia participou da discussão de um plano de fuga de Queiroz e sua família. No final de 2019, o advogado viajou para a cidade de Astolfo Dutra (MG) para se reunir com a mulher de Queiroz, Márcia, e a mãe do chefe do Escritório do Crime Adriano Magalhães da Nóbrega. O miliciano foi morto em fevereiro deste ano, em confronto com a PM baiana. Já Queiroz cumpre prisão domiciliar. Flávio Bolsonaro e ex-assessores na Alerj são investigados pelo MP-RJ pela repartição ilegal de salários, a chamada rachadinha. Segundo as investigações, Fabrício Queiroz seria o operador principal do esquema, tendo recebido pelo menos R$ 2 milhões por meio de depósitos feitos por assessores de Flávio. O advogado Botto Maia encontrou a mãe do miliciano Capitão Adriano e a mulher de Queiroz em Minas Gerais (Imagem: Reprodução Folhapress) Como parte da investigação, a Justiça Estadual do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo bancário de diversas pessoas ligadas a Flávio Bolsonaro. Os dados abrangem operações bancárias até dezembro de 2018. Ciranda da rachadinha Os dados bancários mostram ainda a ocorrência de outros repasses. Além de transferir para Botto Maia, Valdenice fazia repasses para Alessandra. Por sua vez, Valdenice recebia depósitos mensais de Lídia dos Santos Cunha, outra assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro na Alerj. Valdenice Meliga e Lídia dos Santos Cunha não responderam às mensagens enviadas aos seus respectivos e-mails. Lídia não atendeu os telefonemas da reportagem. A maioria dos repasses ocorria no mesmo dia ou em até quatro dias depois dos depósitos da Alerj. Após receberem os salários, cada uma das três assessoras transferia o mesmo valor, de R$ 2.562,31. Já o auxílio-alimentação, depositado em separado, não tem valor fixo. Depois que o benefício caía na conta, as assessoras transferiam a metade. Imagem: Reprodução Folhapress Alessandra Cristina Oliveira foi contratada como assessora parlamentar no gabinete de Flávio Bolsonaro em junho de 2018. Na época, acumulava a função de primeira-tesoureira do PSL no Rio. O primeiro depósito da Alerj na conta de Alessandra foi o auxílio-alimentação, no valor de R$ 1.740, em 25 de junho. Quatro dias depois, a funcionária transferiu R$ 870 para Botto Maia, exatamente metade do benefício. Na operação, feita pela internet, Alessandra anotou: “aux alim” (auxílio-alimentação). Alessandra também transferia parte do salário na Alerj para a conta de Botto Maia. Em 31 de julho, por exemplo, Alessandra recebeu R$ 6.854,99 da Alerj. No mesmo dia, transferiu R$ 2.562,31 para Botto Maia pela internet, com a observação “sal julh” (salário julho). Depois de receber o contracheque de agosto, Alessandra novamente depositou R$ 2.562,31 para o advogado, dessa vez com a anotação “salário8” (salário mês 8, agosto). Os depósitos mensais se repetiram até dezembro de 2018, quando se encerra a quebra de sigilo bancário. Ao todo, Alessandra transferiu para Botto Maia 45% do seu salário líquido na Alerj em 2018, mais 50% do auxílio-alimentação. A soma dá R$ 20,8 mil. Já Valdenice Meliga assumiu cargo de assessora parlamentar de Flávio na Alerj em maio de 2018. No período, também foi tesoureira-geral do PSL no Rio. Em agosto daquele ano, passou a fazer repasses mensais tanto para Botto Maia como para Alessandra, em valores idênticos e sempre no mesmo dia. Em 31 de agosto, por exemplo, Valdenice recebeu R$ 5.124,62 líquidos de salário da Alerj. Três dias depois, transferiu R$ 1.281,15 para Botto Maia e igual valor para Alessandra. Somados, os dois repasses dão os mesmos R$ 2.562,31 que Alessandra depositava para Botto Maia. Esse valor também corresponde à metade do contracheque de Valdenice na Alerj. Até dezembro de 2018, Valdenice pagou R$ 11,2 mil para Botto Maia e Alessandra. Valdenice não ficou de fora da ciranda de transferências. Sua quebra de sigilo bancário mostra que também recebeu R$ 2.562,31 mensais, transferidos pela então assessora parlamentar Lídia Cunha. O valor, geralmente pago em duas parcelas, também equivale à metade do salário líquido de Lídia na Alerj. Além disso, Valdenice recebia de Lídia um pagamento adicional de cerca de R$ 400. O valor é semelhante à

Cinco municípios são investigados por contratações irregulares de servidores

O Ministério Público de Goiás cumpre, na manhã desta quinta-feira (24), 15 mandados de busca e apreensão em cinco municípios por suspeitas de contratações de pessoal de forma ilegal, sem a realização de concurso público ou processo seletivo. Os municípios investigados são Alvorada do Norte, Buritinópolis, Damianópolis, Simolândia e Sítio D’Abadia. O prejuízo provocado aos cofres públicos seria superior a R$ 15 milhões. A investigação, realizada nos últimos meses, revelou que os prefeitos realizaram, nos últimos quatro anos, centenas de contratações de pessoal de forma ilegal, sem a realização de concurso público ou processo seletivo. Segundo o Ministério Público, as contratações estão “em absoluta violação à Constituição e aos princípios da impessoalidade e da moralidade”. A escolha dos contratados se dava diretamente pelos gestores e favorecia tão somente os apoiadores políticos. A prefeitura de Mambaí também é alvo de investigação. Os envolvidos estão sujeitos às penas de ressarcimento do dano financeiro provocado ao patrimônio municipal, suspensão dos direitos políticos, perda do cargo público e pagamento de multa. O Mais Goiás tenta contato com assessorias dos mencionados municípios. O espaço está aberto para manifestação.