Caiado articula com EUA para retirar produtos goianos do tarifaço de Trump

Governador pressiona EUA e lança medidas para proteger exportações goianas Publicado em: 01/08/2025 Governador de Goiás, Ronaldo Caiado em negociação com o governo norte-americano para diminuir impactos do tarifaço (Foto: Divulgação O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) anunciou nesta quinta-feira (31) que está em articulação direta com o governo dos Estados Unidos para tentar amenizar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. A intenção é retirar itens importantes para a economia goiana da lista de taxação, como carnes e açúcar, que seguem penalizados mesmo após a exclusão de mais de 600 produtos da medida norte-americana. “Desde que tomamos conhecimento da situação, temos trabalhado para preservar os negócios e os empregos dos goianos”, afirmou o governador em suas redes sociais. Segundo ele, o governo estadual já iniciou uma série de ações para socorrer os empresários mais afetados, com destaque para a abertura de linhas de crédito e uso de fundos estaduais. Na quarta-feira (30), Caiado realizou uma videoconferência com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, para tratar diretamente do tema. O governador relatou que sua solicitação foi bem recebida e que Escobar se comprometeu a atuar junto ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com o objetivo de buscar alternativas diplomáticas que reduzam os danos à economia goiana. Pacote de amparo econômico Enquanto aguarda uma resposta concreta por parte do governo norte-americano, a gestão estadual avança com medidas de proteção à indústria local. No último dia 22, Caiado anunciou a abertura de linhas de crédito para empresas exportadoras, com destaque para a criação de um Fundo Creditório que poderá movimentar até R$ 628 milhões. O valor será lastreado em créditos de ICMS, que servirão como garantia para financiamentos voltados aos 18 setores goianos com maior volume de exportação para os EUA. Além disso, o governo poderá utilizar recursos do Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq), criado durante a pandemia, e do Fundo de Estabilização Econômica, reserva estratégica destinada a enfrentar cenários de crise. O objetivo, segundo o governador, é garantir fôlego financeiro às empresas e assegurar a manutenção de empregos e serviços essenciais. A ofensiva de Caiado ocorre em meio ao agravamento da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Goiás está entre os estados mais expostos à medida, dada a relevância de sua pauta exportadora no agronegócio e na indústria de alimentos. A articulação com os norte-americanos busca impedir que o impacto da política protecionista de Trump cause danos permanentes ao setor produtivo goiano.
Cinco deputados de Goiás assinam pedido de impeachment de Alexandre de Moraes

Parlamentares apoiam iniciativa para afastar ministro do STF após vazamento de mensagens 101 deputados federais já assinaram o ‘superpedido’ de impeachment do ministro do STF, no primeiro dia de coletas de apoiamentos. Na lista parlamentares de partidos como PL, Novo, Podemos e Republicanos. Cinco parlamentares de Goiás apoiam a iniciativa. São eles: Gustavo Gayer (PL), Magda Mofato (PRD), Zacharias Calil (União) Célio Silveira (MDB) e Daniel Agrobom (PL). As assinaturas começaram a ser colhidas após reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo revelar que um auxiliar de Moraes no gabinete do STF pediu, de forma não oficial, a produção de relatórios de investigação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para embasar decisões no chamado inquérito das fake news, instaurado pela Corte para apurar ataques a ministros.
Leandro Vilela diz que vai ampliar parceria entre Aparecida e o governo Caiado

Pré-candidato a prefeito com apoio do governador defende diálogo com todas as forças políticas O ex-deputado e pré-candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), defende que as parcerias administrativas entre o município e o governo de goiás podem ser ampliadas a partir do ano que vem. Segundo ele, vasta que o prefeito eleito tenha bom relacionamento com o estado, bons projetos e esteja aberto ao diálogo. Leandro tem o apoio do governador Ronaldo Caiado e do vice-governador Daniel Vilela. É também sobrinho do ex-prefeito Maguito Vilela, de quem ele afirma ter herdado o interesse e a vocação para buscar o diálogo. “Sou um homem conciliador, da paz, do bem. Eu não tento comprar consciências. Eu converso para que a gente encontre convergência daquilo que buscamos. Não podemos deixar nossa cidade retroceder”, afirma o pré-candidato. “Não vou envergonhar o legado de Maguito depois de tanto que ele fez por Aparecida. Não sou eu sou sozinho. É com o quem for o vice, com a sociedade, com os deputados e com o governador Ronaldo Caiado”, explica ele. “Precisamos universalizar o acesso a água, avançar nos polos industriais, polos regionais. Caiado fez o compromisso e tirou o semiaberto de Aparecida, permitindo que novas indústrias pudessem se instalar na cidade. Trouxemos a UFG e o IFG para cidade no governo Maguito, então precisamos avançar em outras pautas importantes não só para Aparecida, como para toda região metropolitana de Goiânia”, completa. Leandro foi deputado federal por três mandatos, entre 2003 e 2015. Desde então, estava afastado da política para cuidar de assuntos pessoais.
Leandro Vilela será o candidato a prefeito com apoio de Caiado em Aparecida

O portal apurou que a reunião entre Vilmar Mariano e Caiado foi curta e tensa. O governador sequer quis ver a pesquisa que o prefeito levou O ex-deputado federal Leandro Vilela (MDB) será o candidato a prefeito de Aparecida apoiado pelo governador Ronaldo Caiado. A postulação dele ganhou corpo nas últimas semanas e se consolidou na tarde desta sexta-feira (21), quando o governador avisou ao atual prefeito, Vilmar Mariano (União Brasil), que ele não teria a estrutura do partido para disputar a reeleição. A reunião foi acompanhada pelo vice-governador Daniel Vilela, que preside o MDB em Goiás e defendia nos bastidores que Leandro fosse escalado, a exemplo do ex-prefeito Gustavo Mendanha (MDB). O ex-deputado estava reticente em entrar na disputa, de acordo com apuração feita pelo portal Mais Goiás. Leandro queria a unificação dos projetos e topava ser candidato desde que houvesse convergência entre o grupo do prefeito Vilmar. Entretanto, como o governador tomou à frente e interveio nas negociações, a troca se confirmou. Foi apurado que a reunião entre Vilmar e Caiado foi curta e tensa. O governador sequer quis ver a pesquisa que o prefeito levou. Vilmarzinho havia encomendado uma pesquisa interna junto à Atlas Intel. Nela, ele aparecia quase empatado tecnicamente com Alcides. Ele apostava nesse levantamento para reverter o cenário junto a base caiadista. Agora, enquanto a base do governador prepara o lançamento da pré-candidatura do ex-deputado no município, Vilmar avalia os cenários junto ao seu primeiro escalão e aliados. Ele convocou duas reuniões extraordinárias na Cidade Administrativa: uma às 17h30 e outra as 20h30. Uma das alternativas postas à mesa é lançar, dentro de seu grupo, um nome à Prefeitura de Aparecida. O deputado federal Glaustin da Fokus (Podemos) já declarou que, se Vilmar recuasse, poderia lançar sua pré-candidatura. Uma ala minoritária na Cidade Administrativa defende até o apoio da máquina a seu principal opositor, o deputado federal professor Alcides Ribeiro (PL).
Caiado ainda espera contar com apoio do PL, em Goiânia, mas reforça: “Eles têm independência”

Aceno foi feito em Encontro Nacional do União Brasil O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) reforçou, neste sábado (15), que respeita a “independência” que outros partidos possuem, mas ainda tem esperanças em contar com o apoio do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma conjuntura de apoio ao empresário Sandro Mabel (União Brasil), nome da base em Goiânia. Caberá ao presidente licenciado da Fieg, entretanto, conduzir esse processo. “Cada partido tem sua independência. Um não tem que abafar ou impedir a ação de outro. O Sandro Mabel vai saber dialogar para compor. Tem espaço para todo o mundo”, destacou. Caiado disse, inclusive, que espera, em algum momento da eleição, o apoio do PL. “Se não der no primeiro turno, tem o segundo turno. A nossa preocupação não é com quem vai se lançar em outro partido”, declarou Caiado, durante coletiva com a imprensa no Encontro Nacional do União Brasil, em Goiânia. Atualmente, o PL conta com a pré-candidatura do deputado federal Gustavo Gayer, na capital. O parlamentar tem liderado boa parte das pesquisas de intenção de voto registradas até aqui. Ele já anunciou seu vice, o ex-deputado estadual Fred Rodrigues, do mesmo partido. Ambos não abrem mão do projeto e já fizeram até piada de uma eventual composição com o União Brasil. Caiado também reforçou que nunca escondeu que vai buscar caminhos convergentes aos do ex-presidente Bolsonaro em seus projetos. “É lógico que vamos buscar o apoio do ex-presidente. Eu nunca omiti isso em nenhum momento. Você tem que entender que temos um perfil de convergência e também temos uma capacidade de mostrar que estamos abertos ao diálogo.”
Moro diz que debate de 2026 está antecipado “porque país está à deriva”

Senador faz críticas ao governo Lula e elogia Caiado Encontro Nacional do União Brasil, realizado neste sábado (15) pela manhã em Goiânia, o senador Sérgio Moro (PR) afirmou que o debate sobre a sucessão presidencial de 2026 está antecipado devido ao fracasso do governo do presidente Lula (PT). “No fundo, o que a gente, durante o governo Lula, é que o país está à deriva.É natural, portanto, que o debate sobre 2026 seja antecipado. Nós entendemos que o Brasil vai precisar, acima de tudo, de união”, declarou o senador. Sérgio Moro destacou a trajetória do governador Ronaldo Caiado afirmou que ele tem “a oferecer uma experiência administrativa sólida em Goiás”. Moro elogiou, principalmente, a melhoria nos indicadores da Segurança Pública.
Eurípedes Júnior, alvo da PF por desvio milionário, tem passado marcado por polêmicas

A Polícia Federal o considera foragido presidente do diretório nacional do Solidariedade, Eurípedes Júnior, um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (12), que investiga o desvio de aproximadamente R$ 36 milhões do fundo partidário e eleitoral pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros), possui uma trajetória marcada por polêmicas e imbróglios judiciais. Não é a primeira vez que seu nome emerge nas páginas policiais em meio a suspeitas de corrupção e desvios de recursos. Ele já foi acusado de outras práticas anteriormente que extrapolam a política, como uma suposta agressão à filha, há aproximadamente 4 anos, em 2020. Eurípedes Júnior iniciou sua trajetória na vida pública, em 2008, quando foi eleito vereador por Planaltina de Goiás. Logo mostrou poder de articulação política ao conseguir ser eleito presidente da Câmara Municipal no mesmo ano. Anos depois, em 2013, conseguiu fundar o Pros, partido que presidiu por muitos anos e viveu disputas pelo poder durante as eleições em 2020. Em 2014, já com o Pros fundado, tentou uma campanha para a Câmara dos Deputados numa chapa que apoiou a presidente da República reeleita, Dilma Rousseff (PT). Com 72.781 votos, no entanto, acabou ficando apenas com a suplência. Disputas internas Antes do partido ser incorporado ao Solidariedade, o Pros viveu disputas internas que culminaram em seu afastamento da presidência da legenda. Começou em julho de 2020. A rachadura ficou escancarada. Na época, as impressões sobre indícios de corrupção já estavam no rastro de Eurípedes Júnior. Sob pretexto de que Eurípedes lavava dinheiro e desviava recursos do partido, uma ala da legenda conseguiu o afastamento do presidente. Júnior teria adquirido um helicóptero no valor de R$ 2,4 milhões de reais, oriundos do fundo partidário para uso pessoal. O mandatário alegou golpe político. A oposição interna foi liderada também pelo goiano Marcus Vinicius Chaves de Holanda.
Advogado Bruno Pena é preso em operação da PF contra direção do Pros

Polícia Federal alega valores superfaturados em valores cobrados pelo advogado Bruno Pena junto ao Pros Operação da Polícia Federal que investiga indícios de desvio de dinheiro do fundo partidário do partido Pros, nas eleições de 2022, levou à prisão do advogado Bruno Pena, especialista em direito eleitoral. No total, os desvios cometidos pela cúpula da legenda chegariam a R$ 36 milhões. Ao Mais Goiás, a defesa de Pena repudiou a operação e disse que adota medidas cabíveis para que a “verdade se reestabeleça”. De acordo com a apuração feita pelo Mais Goiás, a Polícia Federal alega valores superfaturados em valores cobrados por Bruno junto ao Pros. Hoje, ele está na superintendência da PF, em Curitiba, onde tenta com sua defesa a derrubada do mandado de prisão. A defesa diz que o advogado estava na capital paranaense a trabalho. Ele era o advogado do diretório nacional do Pros nas eleições de 2022. Em sua cartela de clientes, estão partidos políticos, vereadores, deputados estaduais e federais. Por meio de nota, a defesa de Pena chamou a operação de “criminalização do exercício da advocacia”. O posicionamento poderá ser lido na íntegra no fim do post. A Operação Fundo no Poço cumpre sete mandados de prisão preventiva, 45 mandados de busca e apreensão em dois estados, bloqueio e indisponibilidade de R$ 36 milhões e o sequestro judicial de 33 imóveis, deferidos pela Justiça Eleitoral do DF. O presidente nacional do Solidariedade, Eurípedes Júnior, também é alvo de um mandado de prisão. O Mais Goiás tentou contato com a defesa dele e representantes legais do partido, mas não houve retorno. Uma tesoureira do Pros, Cinthia Lourenço, e outros quatro secretários da legenda também foram alvos de busca e apreensão. Segundo as investigações, relatórios de inteligência financeira e análise de prestações de contas de supostos candidatos localizaram indícios que apontam para existência de uma organização criminosa estruturalmente ordenada com o objetivo de desviar e se apropriar de recursos do Fundo Partidário e Eleitoral, utilizando-se de candidaturas laranjas ao redor do país.
Gayer compara nordestinos com galinhas depenadas que recebem ‘migalhas’ de governo

“Essa história representa o que a esquerda faz com o Brasil, principalmente o que a esquerda faz com o Nordeste” (PL) comparou nordestinos com galinhas depenadas que recebem “migalhas” de governos da esquerda para seguir com o apoio. A fala é do último 24 de maio, durante evento do Plano Nacional de Educação (PNE) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), mas ganhou repercussão no domingo (9). No vídeo que circulou pelas redes sociais, o congressista conta uma parábola sobre o ex-primeiro-ministro da União Soviética, Josef Stalin (1878-1953). Ele diz que o russo depena e fere uma galinha, mas depois oferece migalhas, fazendo com que o animal volte a se aproximar e confiar no agressor. “Eles estão fazendo com o Nordeste, o que Stalin fez com a galinha.” Ainda segundo ele, a “história representa o que a esquerda faz com o Brasil, principalmente o que a esquerda faz com o Nordeste”. E ainda: “Como que eles conseguiram colocar essa população maravilhosa nesse calabouço ideológico? É só olhar para o Ideb da Bahia, é só olhar para o Ideb do Nordeste. O nível de analfabetização daqui, do Maranhão, dos Estados do Nordeste.” De acordo com Gayer, “a gente tenta falar para as pessoas e elas dizem ‘não é. Ele me dá cesta básica, o governo me deu R$ 300’. Estão dando migalhas para uma população cada vez mais depenada”. O Mais Goiás procurou a assessoria do deputado, que não respondeu até o fechamento da matéria.
Ronaldo Caiado está ganhando espaço junto a Bolsonaro

Governador vem conquistando aos poucos a simpatia do ex-presidente Bolsonaro para a disputa pelo Planalto em 2026 Ronaldo Caiado está lentamente ganhando mais espaço junto a Jair Bolsonaro no objetivo de conquistar o apoio do ex-presidente para a disputa de 2026. É o que informa a colunista Bela Megale no jornal O Globo de hoje. Segundo integrantes do PL ouvidos pela jornalista, Bolsonaro virava a cara de imediato quando o nome do goiano surgia no papo. Hoje, isso não aconteceria mais. Bolsonaro estaria mais simpático à hipótese. O que é uma ótima notícia pra Caiado. Bolsonaro é um sujeito rancoroso e jamais negou tal característica. Nunca engoliu o fato de Caiado ter rompido com ele durante a pandemia. Perdoar o que considera uma traição não estava no horizonte do capitão. Mas as demonstrações recentes de apoio de Caiado à pauta bolsonarista vêm amolecendo o coração do ex-presidente. A estratégia do governador, até o momento, é exitosa. Está aumentando a presença na mídia nacional o que eleva a taxa de conhecimento de seu nome pelo eleitorado. A aproximação com o líder do PL se dá por afeição ideológica e pela fidelidade atual de Caiado ao bolsonarismo. O problema é domar o temperamento mercurial de ambos. Beijo entre bicudos é difícil de rolar. Caiado e Bolsonaro são figuras bicudíssimas. Duvido que o governador tenha digerido a vaia homérica que recebeu em Rio Verde sob o olhar regozijado de Bolsonaro. Assim como o ex-presidente tem entalado na traqueia quando Caiado o chamou de ignorante citando Barack Obama. Pra completar, Bolsonaro tem comportamento típico de biruta de aeroporto e pode trocar a boa vontade atual com Caiado pelo ódio profundo daqui pra ali. Basta o vento mudar de rumo. Por ora, a estratégia de Caiado de engolir sapos, colar em Bolsonaro e mostrar lealdade está surtindo efeito. O coração do ex-presidente está se deixando permear pelos gestos do governador. O desafio do goiano é manter essa toada numa crescente até meados de 2026.