Tripulação segue presa em barco que derrubou ponte nos EUA há quase 2 meses

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A tripulação do navio cargueiro que se chocou contra uma ponte em Baltimore, nos EUA, no dia 26 de março continua presa na embarcação, sem permissão de autoridades americanas para sair. O acidente matou seis pessoas e destruiu a ponte Francis Scott Key, ligação de 2,5 quilômetros que atravessa o rio Patapsco, próxima a um dos portos mais movimentados do país. Na última segunda-feira (13), parte dos destroços da ponte foram alvo de uma demolição controlada, em um esforço para liberar o navio e começar a reconstrução da estrutura. Entretanto, os 21 membros da tripulação do cargueiro Dali, 20 indianos e um cingalês, estão proibidos de sair do navio por falta da documentação necessária, uma vez que os vistos que tinham já venceram desde o acidente. As autoridades também impedem sua saída por conta de uma investigação sobre as causas do ocorrido que está sendo conduzida pelo governo americano e pelo FBI. A polícia confiscou os celulares dos homens, os deixando sem nenhum contato com o mundo exterior por semanas. As autoridades americanas, incluindo um almirante da Guarda Costeira, argumentam que a presença da equipe é necessária por serem as pessoas mais bem familiarizadas com o navio e cujo conhecimento da embarcação pode ser importante. A tripulação não pode sair do barco nem durante a demolição de parte da ponte, que caiu em cima do navio e o deixou preso nos escombros. A operação visa remover os destroços e permitir que o navio cargueiro volte ao porto de Baltimore. Um relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança de Transportes, órgão do governo dos EUA, apontou que o Dali, navio com bandeira de Singapura, sofreu dois apagões logo antes do acidente, e que já havia passado por problemas semelhantes no mesmo dia. Segundo a mídia local, os homens receberam visitas de representantes sindicais, e receberam novos celulares, mas ainda não têm acesso a suas contas bancárias e outros dados. “Pedimos que as autoridades levem em conta o fato de que marinheiros precisam de celulares para pagar contas e, principalmente, transferir dinheiro e sustentar suas famílias nos seus países de origem”, disse em nota o presidente do Sindicato Internacional de Marinheiros, David Heindel. “A tripulação [do Dali] está ficando desmoralizada sem essas ferramentas que são tão comuns para todos nós. Os direitos e bem-estar deles não podem ser violados, não importa quanto tempo dure a investigação”, afirmou. O sindicato também disse que os homens temem o resultado do inquérito e uma possível acusação relacionada ao acidente e às mortes. Vídeo relacionado: As imagens impressionantes de ponte destruída pela força da água em Santa Maria (BBC News Brasil)
Homem que recebeu transplante de rim de porco morre nos Estados Unidos

Segundo hospital, não há indicação de que perda seja decorrente do procedimento inédito a que foi submetido SÃO PAULO (FOLHAPRESS) – O primeiro humano a receber o transplante de um rim de porco geneticamente modificado morreu. O Hospital Geral de Massachusetts, em Boston (EUA), onde o procedimento havia sido realizado, fez o anúncio neste sábado (11). Em um comunicado, o hospital afirmou que não há indicação de que a morte de Richard Slayman, 62, seja decorrente do transplante. Ainda segundo a instituição, ele sempre será visto como um símbolo de esperança para inúmeros pacientes transplantados em todo o mundo. “Somos profundamente gratos por sua confiança e disposição em avançar no campo da xenotransplantação”, afirmou o hospital. Slayman passou pela cirurgia inédita em 16 de março deste ano. A operação se estendeu por quatro horas. A equipe médica foi liderada pelo nefrologista brasileiro Leonardo Riella, diretor-médico do centro de transplante de rim da unidade. Duas depois da cirurgia, ele teve alta. Na ocasião, ele agradeceu aos médicos e enfermeiros. “Hoje, marca um novo começo não apenas para mim, mas também para eles”, afirmou. O rim, fornecido pela eGenesis, era de um porco geneticamente editado. Cientistas retiraram três genes que poderiam causar a rejeição do órgão e adicionaram sete genes humanos para melhorar a compatibilidade. A empresa de biotecnologia também inativou vírus com potencial para infectar humanos. Antes, em 2018, o paciente havia recebido um transplante de rim humano no mesmo hospital, encerrando sete anos de diálise. Mas, passados cinco anos, o novo órgão falhou e ele teve de retomar a diálise. Ele optou pelo procedimento experimental porque tinha poucas opções. Além disso, estava tendo dificuldades com a diálise devido a problemas com seus vasos sanguíneos e enfrentava uma longa espera por um rim. Dois transplantes de órgãos anteriores de porcos geneticamente modificados falharam. Ambos os pacientes receberam corações e ambos morreram algumas semanas depois. Em um paciente, houve sinais de que o sistema imunológico havia rejeitado o órgão, um risco constante.
Helicópteros colidem no ar da Malásia e dez pessoas morrem

Imagens mostram vários helicópteros cruzando o céu, quando duas aeronaves entram em colisão. Eles faziam ensaio para desfile da Marinha Real Dois helicópteros colidiram no ar causando a morte de dez pessoas, na Malásia, nesta terça-feira (23). O acidente aconteceu próximo da base naval de Lumut, que fica no oeste do país. Imagens mostram vários helicópteros cruzando o céu, quando duas aeronaves entram em colisão. O governo informou que os helicópteros estavam fazendo um ensaio para um desfile da Marinha Real da Malásia. As aeronaves caíram em um complexo esportivo. Uma colisão entre dois helicópteros da Marinha da Malásia causou a morte de todos os dez tripulantes durante um treino no oeste da península malaia, anunciaram os serviços de emergência nesta terça-feira. A Marinha informou que o acidente não deixou sobreviventes. Os corpos das vítimas foram resgatados e encaminhados para a identificação. “Os dois helicópteros colidiram durante o treinamento de voo. A morte das 10 vítimas foi confirmada por médicos militares”, disse Suhaimy Mohamad Suhail, funcionário do serviço de bombeiros e resgate, em comunicado. O acidente aconteceu próximo da base naval de Lumut, que fica no oeste do país. As imagens mostram vários helicópteros cruzando o céu, quando duas aeronaves colidem. O governo informou que os helicópteros estavam fazendo um ensaio para um desfile da Marinha Real da Malásia. As aeronaves caíram em um complexo esportivo. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram vários helicópteros voando baixo em formação sobre o Estádio Naval de Lumut. A Marinha informou que o acidente não deixou sobreviventes. Os corpos das vítimas foram resgatados e encaminhados para a identificação.
Itamaraty pede para brasileiros estocarem comida e água no Irã

Mauro Vieira, chanceler brasileiro: “O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada”, escreveu o órgão – (crédito: Evaristo Sá/ AFP)
G20: polícia simula ação contra ameaça terrorista no Cristo Redentor

Exercício contou com 40 policiais do Core Policiais civis fizeram nesta segunda-feira (15) um exercício simulado contra ameaça terrorista no monumento do Cristo Redentor, em preparação para a reunião de cúpula do G20, que acontece em novembro, no Rio de Janeiro. O local é um dos atrativos turísticos mais icônicos do Brasil. A simulação envolveu 40 policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que tiveram que lidar com um pacote suspeito abandonado no local, seguido por uma ameaça que indicava a existência de suspeitos ainda nas proximidades. Um perímetro de segurança foi montado, com o posicionamento estratégico de atiradores de elite. Aeronaves e cães farejadores buscaram os suspeitos nos arredores, enquanto uma equipe do Esquadrão Antibombas trabalhava para lidar com o possível artefato explosivo. Questões globais que atingem e preocupam o mundo, como o aquecimento do planeta, a fome e o desenvolvimento sustentável, são discutidas pelo G20, principal fórum de cooperação econômica internacional. O Brasil faz parte do grupo desde a sua criação em 1999, e este ano ocupa a presidência temporária, pela primeira vez no seu formato atual. O professor de Relações Internacionais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Williams Gonçalves, ressalta que o Brasil é um dos protagonistas do grupo pelo seu poder econômico. E além disso, lidera as discussões em alguns campos essenciais. “Não pode haver nenhuma discussão séria consequente sobre meio ambiente sem a participação do Brasil, tendo em vista as nossas características geográficas, a Amazônia, etc. É a mesma coisa em relação à matriz energética. O Brasil tanto é um grande produtor, um grande reservatório de petróleo, como é também um país que usa diferentes matrizes energéticas como eólica, a queda d’água. Então nós temos, pelas nossas características, uma importância muito grande”. Ocupar a presidência do G20 é uma oportunidade única de definir os assuntos prioritários e exercer influência nos debates. Ao assumir a liderança temporária do grupo, o presidente Lula anunciou os três temas eleitos pelo Brasil. “Temos que colocar a redução das desigualdades no centro da agenda internacional. Por isso, a presidência brasileira do G20 tem três prioridades: a inclusão social e o combate à fome, a transição energética e o desenvolvimento sustentável, em três vertentes. A vertente social, a vertente econômica, e a vertente ambiental. Terceiro, a reforma das instituições de governança global”. O principal evento do ciclo da presidência brasileira será a reunião de cúpula, marcada para os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro, quando chefes de Estado e de Governo irão debater acordos negociados ao longo do ano, em centenas de reuniões temáticas, que já estão sendo realizadas. Até agora, duas forças-tarefa resultantes dessas discussões foram anunciadas: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima. O Brasil também lidera as negociações de medidas como o apoio do G20 à criação de um estado Palestino e um compromisso entre os países membros para a taxação de grandes riquezas. O professor Williams Gonçalves acredita que o ciclo da presidência brasileira terá bons resultados. “O Brasil tem condições de fazer, de ter um bom desempenho, exercer uma boa presidência e fazer com que com que os temas que o presidente Lula considera os mais importantes, a começar pelo combate à fome e reforma da organização das Nações Unidas, isso possa vir a ser discutido seriamente”, afirma. Os acordos decididos no âmbito do G20 têm impacto global porque o grupo responde por cerca de 85% do PIB mundial e 75% do comércio internacional. Além disso, o grupo é composto por 19 países membros, mais a União Europeia e a União Africana, onde vivem 2/3 da população mundial. Edição: Tâmara Freire / Fran de Paula Publicado em 05/03/2024 – 16:45 Por Carolina Pessoa – repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro
Ciclone extratropical começa a se formar na Argentina

Amanhã, ele pode se juntar a uma frente fria na Região Sul do Brasil Um ciclone extratropical está se formando na Argentina. A expectativa é de que ele ganhe força nesta segunda-feira (15), com o aprofundamento de uma área de baixa pressão. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone se juntará à frente fria que atinge o sul do Brasil, entre terça e quarta-feira (dias 16 e 17), podendo avançar pela Região Sudeste no próximo fim de semana. “O padrão é comum para esta época do ano”, informou o instituto, ao ressaltar que, devido à quantidade de dias à frente para a configuração deste cenário, “é possível e bastante provável que ocorram mudanças na previsão, especialmente no que se refere a intensidade e data de formação do possível ciclone e frente fria”. Ainda segundo o Inmet, há também “diferenças significativas” no que se refere aos volumes de chuva que poderão ocorrer, motivo pelo qual é preciso cautela sobre grandes volumes. Santa Catarina A frente fria já resultou, durante o último fim de semana, em “intenso volume de chuvas” em algumas localidades de Santa Catarina, com destaque para Florianópolis. De acordo com relatório divulgado pela Defesa Civil do estado no início da noite de domingo (14), em pelo menos sete municípios da Grande Florianópolis houve chuvas. “Ao todo, 50 pessoas estão desalojadas. Famílias foram resgatadas e transferidas para locais seguros”, informou a Defesa Civil. Entre as principais ocorrências relatadas pelos municípios, destaca-se a obstrução de um trecho da BR-101 próximo ao município de Palhoça (altura do Morro dos Cavalos). Houve registros de desabamento de muro e deslizamento de terra no bairro Costeira, em Florianópolis. “Até o momento, houve seis deslizamentos em encostas de morros e alagamentos crônicos em vias públicas no centro da cidade”, detalhou a Defesa Civil estadual. Em Garopaba, houve vários pontos de alagamento, o que resultou no bloqueio de duas ruas principais. Alagamentos atingiram também a cidade de Paulo Lopes, o que acabou por dificultar a mobilidade. Quatro pontes ficaram submersas na área urbana, com três quedas de barreira em via pública. Todos os acessos já foram desbloqueados. Publicado em 15/04/2024 – 11:42 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília ouvir:
O alerta máximo em Israel após ataque iraniano sem precedentes

Foi a primeira vez que o Irã realizou ataques diretos contra o território de Israel. O Irã lançou centenas de drones aéreos e mísseis contra Israel neste fim de semana, em um ataque de represália que era amplamente esperado. Foi a primeira vez que o Irã realizou ataques diretos contra o território de Israel. Os dois inimigos estão envolvidos há anos numa guerra paralela (shadow war). O Irã vinha usando as chamadas forças “por procuração” (proxy) — ou seja, usando terceiros na disputa, evitando assumir um confronto direto. Os militares israelenses disseram que Israel e outros países interceptaram mais de 300 mísseis de cruzeiro e drones, a maioria fora do espaço aéreo israelense. Israel disse que muito pouco dano foi causado, mas disse que as pessoas devem permanecer em alerta. Ao expressar forte condenação pelo ataque, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que “ajudamos Israel a derrubar quase todos” os mísseis e drones. “O Irã e os seus representantes que operam a partir do Iêmen, Síria e Iraque lançaram um ataque aéreo sem precedentes contra instalações militares em Israel”, disse Biden. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã disse que o ataque visava “alvos específicos”. O Irã havia prometido retaliar um ataque ao seu consulado na Síria, no primeiro dia de abril, que matou sete oficiais do IRGC, incluindo um general. O Irã acusou Israel de realizar esse ataque, mas Israel não o confirmou, nem negou. Após o ataque, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “juntos venceremos”, mas não está claro qual será a resposta de Israel. O presidente Biden disse ter reafirmado “o firme compromisso da América com a segurança de Israel”. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), contra-almirante Daniel Hagari, disse que alguns mísseis iranianos atingiram o interior de Israel, causando pequenos danos a uma base militar, mas sem vítimas. O serviço de ambulância de Israel disse que uma menina beduína de sete anos foi ferida por estilhaços de destroços na região sul de Arad. Hagari disse que o ataque em larga escala foi uma “grande escalada” e disse que Israel e seus aliados operaram com força total para defender Israel. Em um comunicado separado, ele disse que o Irã disparou mais de 300 projéteis contra Israel durante a noite, 99% dos quais foram abatidos. Ele acrescentou que alguns dos lançamentos chegaram do Iraque e do Iêmen. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que “muito poucos danos foram causados”, mas alertou que “a campanha ainda não terminou” e disse que Israel deve “permanecer alerta”. Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à CBS, emissora norte-americana parceira da BBC, que as forças americanas derrubaram vários drones, mas não especificaram onde ou como foram interceptados. O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que os jatos de sua força aérea (RAF, na sigla em inglês) foram usados no Iraque e na Síria para interceptar “quaisquer ataques aéreos dentro do alcance das nossas missões existentes”. Sirenes soaram em Israel e fortes explosões foram ouvidas em Jerusalém, com sistemas de defesa aérea derrubando objetos sobre a cidade. O IRGC do Irã disse ter lançado o ataque “em retaliação contra os repetidos crimes do regime sionista [Israel], incluindo o ataque ao consulado da embaixada iraniana em Damasco”. O presidente Biden encerrou mais cedo que o previsto uma viagem a Delaware para retornar à Casa Branca enquanto as tensões aumentavam no sábado (13/4). Depois de falar com Netanyahu, Biden disse que convocaria “meus colegas líderes do G7 para coordenar uma resposta diplomática unida ao ataque descarado do Irã”. Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à CBS, emissora norte-americana parceira da BBC, que as forças americanas derrubaram vários drones, mas não especificaram onde ou como foram interceptados. O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que os jatos de sua força aérea (RAF, na sigla em inglês) foram usados no Iraque e na Síria para interceptar “quaisquer ataques aéreos dentro do alcance das nossas missões existentes”. Sirenes soaram em Israel e fortes explosões foram ouvidas em Jerusalém, com sistemas de defesa aérea derrubando objetos sobre a cidade. O IRGC do Irã disse ter lançado o ataque “em retaliação contra os repetidos crimes do regime sionista [Israel], incluindo o ataque ao consulado da embaixada iraniana em Damasco”. O presidente Biden encerrou mais cedo que o previsto uma viagem a Delaware para retornar à Casa Branca enquanto as tensões aumentavam no sábado (13/4). Depois de falar com Netanyahu, Biden disse que convocaria “meus colegas líderes do G7 para coordenar uma resposta diplomática unida ao ataque descarado do Irã”. *Com reportagem adicional de Laurence Peter, Emily Atkinson e Doug Faulkner.
Cruz Vermelha faz operação para transferir reféns de Gaza

Até o momento, 24 pessoas já foram levadas para o Egito Publicado em 24/11/2023 – 14:17 Por Emma Farge – Repórter da Agência Brasil – Genebra A Cruz Vermelha Internacional confirmou nesta sexta-feira que suas equipes começaram a realizar uma operação de vários dias para facilitar a libertação e a transferência de reféns mantidos em Gaza e de detidos palestinos. Um porta-voz confirmou que 24 reféns foram transferidos para fora de Gaza e entregues às autoridades egípcias na passagem da fronteira de Rafah. Ele disse que os libertados estavam acompanhados por oito funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em um comboio de quatro carros. Vários cidadãos tailandeses foram libertados fora do acordo de trégua entre Israel e o Hamas e estão saindo de Gaza com a Cruz Vermelha, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al-Ansari, em uma publicação no X. “A dor profunda que os membros da família separados de seus entes queridos sentem é indescritível. Estamos aliviados com o fato de que alguns serão reunidos após uma longa agonia”, disse Fabrizio Carboni, diretor regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para o Oriente Próximo e Médio. Nenhum detalhe adicional foi dado. O CICV, uma organização neutra com sede na Suíça, também afirma que a operação envolve a entrega de ajuda adicional e muito necessária a Gaza. Edição: Maria Claudia
Ministro israelense diz que mundo deve escolher entre civilização e barbárie

Eli Cohen criticou o secretário-geral da ONU, que havia dito que ‘os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo’ O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, afirmou nesta terça-feira (24) que a resposta do país ao massacre de 7 de outubro, praticado pelo grupo terrorista Hamas, é “uma questão de sobrevivência”. Em discurso no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o chanceler disse que o mundo está diante de uma escolha de “clareza moral”. “Alguém pode fazer parte do mundo civilizado ou estar cercado pelo mal e pela barbárie. Não há meio-termo.” Anteriormente, o secretário-geral da ONU, António Guterrez, havia feito um retrospecto do sofrimento do povo palestino e ressaltou que “os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo”. A fala foi rechaçada por Cohen. “Senhor secretário-geral, em qual mundo você vive?”, questionou ele, antes de reproduzir uma gravação em que, supostamente, um terrorista diz aos pais que estava orgulhoso de ter assassinado dez judeus. “Senhor secretário-geral, este é o mundo em que vivemos”, completou. Nova resolução O Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil, foi convocado para votar mais uma vez uma resolução para o conflito na Faixa de Gaza. Em duas semanas de guerra, duas propostas foram barradas. A primeira foi apresentada pela Rússia, mas não contou com o apoio necessário por não condenar o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel. A outra proposta foi apresentada pelo governo brasileiro, mas os EUA, que têm poder de veto, votaram contra. O motivo seria não ter incluído o direito de Israel de se defender do ataque sofrido. As armas apreendidas por Israel foram encontradas após a invasão do país pelo Hamas, no dia 7.
Líder de seita, que diz ser Jesus, é acusado de manter menores como escravos sexuais em ilha nas Filipinas

Jey Rence B Quilario lidera o culto Omega de Salonera Um líder de uma seita, que acredita ser a reencarnação de Jesus, está sendo acusado de criar um cenário apocalíptico nas Filipinas. Jey Rence B Quilario lidera o culto Omega de Salonera. De acordo com a entidade Save The Children “estupro, violência sexual, abuso infantil e casamento forçado foram perpetrados contra menores” que são mantidos numa ilha remota no país insular asiático. Estima-se que haja 1.500 crianças na localidade isolada na região de Surigao del Norte. Na última sexta-feira (22/9), a Save the Children decidiu fazer campanha contra Quilario depois que o senador Ronald Dela Rosa acusou os líderes do grupo de usar membros do culto como “escudos humanos” e de manter um laboratório de metanfetamina num bunker subterrâneo perto de onde Quilario e outros importantes membros da seita vivem, contou o jornal britânico “The Telegraph”. “Apelamos urgentemente ao governo, especificamente às nossas agências de aplicação da lei, para que conduzam investigações imediatas e completas sobre esses incidentes, garantam a proteção das crianças afetadas e levem os responsáveis à Justiça“, declarou Alberto Muyot, executivo-chefe da filial da organização nas Filipinas.