“Só pedi ajuda”, diz mãe que foi retirada de voo da Latam pela PF

Segundo Viviane Carvalho, ela pediu ajuda a uma comissária para guardar o carrinho do bebê de 1 ano, mas a profissional não quis ajudar “Não exigi nada. Só pedi ajuda.” O relato é da advogada Viviane Carvalho Souza de Araújo (foto em destaque), que viajava sozinha com o filho, de 1 ano e 10 meses, quando foi retirada de um voo da Latam por agentes da Polícia Federal (PF), após uma confusão com uma comissária de bordo por causa de um carrinho de bebê. Segundo Viviane, ela foi destratada e humilhada por uma funcionária durante o embarque em um voo da companhia aérea que partiu de São Paulo com destino a Brasília, na manhã dessa segunda-feira (5/5). A advogada conta que pediu ajuda à comissária para guardar o carrinho dobrável do bebê no compartimento superior da cabine, mas a profissional teria reagido de forma ríspida e sem empatia. “Ela disse que não poderia ajudar porque, se ajudasse um passageiro, teria que ajudar todos. Eu sou mãe, estava sozinha com meu neném no colo. Não exigi nada. Só pedi ajuda”, afirmou. Mesmo diante da negativa, Viviane relata que conseguiu acomodar os pertences sozinha e seguiu até o assento. Em seguida, decidiu procurar a equipe da aeronave para registrar uma reclamação sobre o atendimento. Segundo ela, foi nesse momento que a situação começou a sair do controle. “Depois que todos se sentaram, decidi ir até os funcionários, com o celular gravando, para tentar registrar uma reclamação sobre o atendimento recebido no voo. Foi quando a comissária se alterou ainda mais”, detalhou. Viviane afirma que viaja com frequência de avião com o filho e que, em outras ocasiões, recebeu ajuda para guardar o carrinho. As orientações publicadas pela Latam informam que o transporte do item dobrável na cabine é permitido, desde que haja espaço. Em nota ao Metrópoles, a Latam confirmou que solicitou apoio da Polícia Federal durante o embarque do voo e que o pedido ocorreu “após a discordância de uma passageira em relação às normas de segurança da companhia para a acomodação do carrinho de bebê a bordo da aeronave”. “Humilhada” No vídeo gravado por Viviane após a negativa da comissária (veja acima), ela pede para falar com o responsável pelo voo. A funcionária em questão afirma que ela é a responsável e, após perceber que está sendo gravada, chama outros funcionários da companhia, dizendo “acho que ela está querendo desembarcar”. Em seguida, um funcionário se aproxima e a comissária da Latam avisa que vai chamar a Polícia Federal (PF). “Todos que estavam próximos ao portão me viram sendo escoltada pela PF. Parecia que eu tinha cometido algum crime”, disse Viviane. Ainda de acordo com ela, durante a discussão, a funcionária teria se aproximado de maneira exagerada, chegando a ficar “cara a cara” com ela. Dentro da aeronave, segundo relatos, passageiros ouviram o piloto informar que o voo estava atrasado porque uma passageira estaria descumprindo normas de segurança — situação que, para Viviane, aumentou ainda mais a sensação de exposição e humilhação pública. Xingamento Após a chegada dos agentes da PF, a passageira foi retirada da aeronave. “Eles me disseram que nenhuma ocorrência seria registrada, até porque não tinha nada para ser relatado”, afirmou. Segundo Viviane, durante a confusão dentro do avião, outros passageiros se solidarizaram, trocaram contato com ela se dispuseram a ajudar no que fosse necessário. “Depois que saí do voo, um dos passageiros me mandou mensagem, afirmando que ouviu a comissária me xingar, se referindo a mim como ‘advogada de porta de cadeia’. Fiquei horrorizada, até porque, em nenhum momento, usei da minha profissão para tentar intimidar qualquer um dos funcionários”, garantiu. Viviane foi acompanhada pelos agentes da PF até o portão de embarque. “Todos os passageiros que estavam passando pelo portão ou próximo a ele, me viram sendo escoltada pela PF. Foi constrangedor”, lamentou. Um dos presentes que havia trocado contato com Viviane questionou um comissário sobre o que havia acontecido e ele disse que “havia informações sobre a passageira que não poderiam ser divulgadas”. Para Viviane essa resposta deu a entender que havia algo contra ela, como se ela tivesse cometido algum crime. Agora, a advogada afirmou que vai processar a companhia aérea pela forma como foi tratada. “A equipe de solo foi totalmente solícita, mas somente para resolver a minha realocação de voo. Não tive sequer a oportunidade de registrar a reclamação”, disse Viviane.
Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda”

Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” após o contraste injetado extravassar no braço do paciente Uma técnica de radiologia registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o senador Magno Malta (PL-ES), por agr3ssão. Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” durante um exame no hospital DF Star, que iniciou uma apuração administrativa sobre o fato. O caso foi registrado nessa quinta-feira (30/4). De acordo com a funcionária do hospital, o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronariana. A técnica era responsável por conduzir o paciente até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos necessários, incluindo o teste com soro para acesso venoso. A vítima relatou, ainda, que, ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão, interrompendo automaticamente o procedimento. Ao verificar a situação, a profissional constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente. Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de realizar compressão no local afetado, o parlamentar teria reagido de forma agr3ssiva. Malta teria se levantado do aparelho e, quando a auxiliar se aproximou para prestar assistência, foi recebida com um tapa no rosto. A agr3ssividade foi tanta que chegou a entortar os óculos da mulher. O parlamentar ainda teria xingado a auxiliar de enfermagem de “imunda” e “incompetente”. Em nota, o senador alegou que houve falha técnica no acesso, mesmo após alertar, por diversas vezes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores. Questionado se ele confirma o tapa que a técnica alega ter sofrido, o senador disse, apenas, que só se recorda da dor intensa que sentiu com o extravasamento do contraste.
Trabalho doméstico no DF é sustentado por mulheres do Entorno

Das 117 mil trabalhadoras domésticas no DF, 50 mil são do Entorno (42,7%), aponta estudo do IPEDF O trabalho doméstico no Distrito Federal depende, em grande parte, de mulheres que moram fora da capital. Em 2024, cerca de 117 mil pessoas atuavam na área. Desse total, aproximadamente 50 mil viviam em cidades do Entorno, como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia — e a maioria delas, cerca de 35 mil, precisava se deslocar diariamente até o DF para trabalhar. Já cerca de 67 mil trabalhadoras moravam no próprio DF. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na região de Brasília, referente a 2024, elaborada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na prática, parte importante da rotina das famílias brasilienses — como limpeza, preparo de alimentos e cuidados — depende dessas trabalhadoras que enfrentam longos trajetos todos os dias. A diarista Tania Dias de Souza, de 36 anos, é uma delas. Moradora de Valparaíso de Goiás e mãe de dois filhos, de 14 e 3 anos, ela trabalha na Asa Sul, onde há maior demanda e melhor remuneração. Segundo relata, a diferença salarial entre atuar no Entorno e no Distrito Federal pode chegar a quase um salário mínimo. A busca por uma renda maior explica a rotina puxada. “Eu moro no Valparaíso e trabalho em Brasília porque o pessoal de lá não paga o mesmo que Brasília paga”, afirma. Mãe solo e chefe de família, ela é a única responsável pelo sustento da casa e gasta cerca de R$ 23 por dia com transporte. Para chegar ao trabalho, Tania sai de casa às 6h30. O trajeto leva cerca de duas horas e inclui ônibus lotados. “Eu saio às 6h30 de casa, chego no trabalho por volta de 8h, 8h30 — isso quando não tem acidente. Quando tem, chego 9h, 9h e pouco, até 10h”, relata. “É ônibus, né? Sempre muito cheio.” Entre as moradoras do DF, quase todas (99,7%) trabalham perto de casa, o que evidencia ainda mais o impacto da mobilidade na rotina das trabalhadoras do Entorno. Há ainda a preocupação com a segurança e as condições de trabalho. Em 2024, cerca de 47 mil trabalhadoras tinham carteira assinada (40,2%), enquanto aproximadamente 50 mil atuavam como diaristas (42,9%), sem vínculo fixo, o que resulta em renda variável e menor acesso a direitos trabalhistas. O rendimento médio mensal gira em torno de R$ 1,6 mil, e cerca de 66 mil trabalhadoras (56,7%) recebiam até um salário mínimo. Entre as moradoras do Entorno, essa proporção é ainda maior: cerca de 31 mil (61,4%) estavam nessa faixa de renda. A falta de proteção social também é expressiva. Mais de 64 mil trabalhadoras (54,8%) não contribuíam para a Previdência Social em 2024, o que significa menor acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Metade das empregadas domésticas do DF são chefes da famíliaMesmo com salários baixos e vínculos mais frágeis, o trabalho doméstico é a principal fonte de renda para muitas famílias. Em 2024, cerca de 58 mil trabalhadoras (49,6%) eram as principais responsáveis pelo sustento da casa. O percentual era de 50,6% entre as moradoras do DF e de 48,2% entre as residentes no Entorno, mostrando que, em ambos os casos, quase metade depende diretamente dessa atividade para manter o domicílio. Nesse cenário, a rotina de longos deslocamentos e jornadas intensas faz parte do dia a dia de quem sustenta não só a própria família, mas também o funcionamento de milhares de lares no Distrito Federal.
Aluno é agredido por 10 crianças dentro de colégio militar do DF

Garoto foi abordado, cercado e agredido por outras 10 crianças, no momento em que os alunos chegavam para o início da aula Um aluno de 10 anos foi agredido por um grupo de ao menos 10 crianças dentro do Colégio Militar Dom Pedro II, na tarde dessa terça-feira (28/4), na Asa Sul (DF). A instituição de ensino é gerida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Segundo a mãe da vítima, o grupo também tentou roubar pertences do menino. “Enquanto ele ia buscar uma bola, já abordaram ele batendo, derrubando, dando chutes, tapas, deram joelhada no rosto dele, tentaram enforcar e tentaram roubar a carteira dele, que caiu no chão. Eles só pararam quando a coordenadora da escola chegou”, explicou a mãe. A situação teria acontecido durante o momento de acolhida, quando os alunos chegam à escola e aguardam em uma quadra para serem encaminhados para as salas de aula. Ainda segundo a mãe do jovem, as agressões teriam acontecido sem qualquer motivação. “Eles simplesmente chegaram e bateram nele, não teve discussão e motivação nenhuma. As agressões foram feitas gratuitamente por mais de 10 crianças”, relatou. O CBMDF informou que o aluno foi prontamente atendido pela equipe escolar, sem necessidade de encaminhamento hospitalar. “A escola prestou acolhimento ao aluno e o encaminhou ao Posto de Primeiros Socorros. Após avaliação, não foram identificadas lesões ou queixas que justificassem o transporte a uma unidade hospitalar, motivo pelo qual o estudante retornou à sala de aula, acompanhando normalmente as atividades.” O ocorrido foi registrado por volta de 12h30, mas a mãe do jovem foi acionada somente às 17h, no fim do período das aulas, fazendo com que o o garoto ficasse exposto durante toda a tarde. Segundo a genitora, a criança foi atendida na enfermaria do colégio. “Eles foram muito sem preocupação com a segurança da criança. É absurda a falta de consciência deles. Eu estou chocada com isso”, desabafou a mãe. Boletim de ocorrência registradoA família resolveu registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal na 14ª Delegacia de Polícia (Gama) contra quatro alunos que o garoto agredido se recordou que estavam no momento. Um exame de corpo de delito foi realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) para atestar as agressões. Por: João Paulo Nunes / Carlos Carone
Retroescavadeira pega fogo, ameaça moradores e fica carbonizada

Bombeiros tiveram que agir rápido para combater as chamas que podiam se espalhar para áreas próximas. Apesar do susto, não houve feridos Uma retroescavadeira ficou totalmente carbonizada após um incêndio na manhã desta quarta-feira (29/4), na BR-060, na região de Vargem da Benção, em Samambaia (DF). O incidente mobilizou quatro viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) que foram até o local para combater as chamas no equipamento. Os bombeiros chegaram ao local por volta das 11h e já encontraram a máquina totalmente carbonizada. Imediatamente, a equipe utilizou água e espuma para apagar o incêndio. Segundo informações dos militares, as instalações próximas corriam risco de serem atingidas pelo fogo, o que motivou uma ação rápida de combate às chamas. Não houve feridos. Após apagarem o incêndio, os bombeiros deixaram a retroescavadeira sob os cuidados do proprietário. A causa do incêndio não foi informada.
Justiça do DF marca data da audiência de instrução de Pedro Turra

Jovem de 19 anos está preso preventivamente e responde por homicídio doloso contra Rodrigo Castanheira. Crime ocorreu em janeiro deste ano Thalita VasconcelosCarlos Carone 27/04/2026 19:10, atualizado 27/04/2026 19:10 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) designou, nesta segunda-feira (27/4), a audiência de instrução de Pedro Arthur Turra Basso (foto em destaque). O jovem de 19 anos está preso preventivamente e responde por homicídio doloso contra Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que morreu após uma briga. A sessão foi marcada para o dia 25 de maio, às 9h, e será realizada na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. A ação penal, movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), teve início em janeiro deste ano. A fase de instrução, que se inicia agora, é o momento em que o juiz colhe as provas orais, ouvindo testemunhas de acusação, de defesa e, por fim, o interrogatório do réu. Por se tratar de homicídio qualificado, o processo segue o rito do Tribunal do Júri. Encerrada a audiência de instrução, caberá ao magistrado avaliar se há indícios suficientes de autoria e materialidade que justifiquem o envio do réu a julgamento pelo júri popular. Turra, se condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. Prisão preventiva Pedro Arthur Turra Basso está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 30 de janeiro de 2026, após matar o adolescente Rodrigo Castanheira. Desde então, todos os pedidos de habeas corpus da defesa do ex-piloto da Fórmula Delta foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entenda o caso
“Derrota unânime reacende alerta no cenário eleitoral”

A vice-governadora do DF, Celina Leão, sofreu mais uma derrota no TJDFT. Por decisão unânime, a 3ª Turma Criminal negou um recurso da defesa no caso ligado à Operação Drácon, mantendo o entendimento anterior da Justiça. ⚖️ A investigação apura um suposto esquema de cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares, com movimentação de cerca de R$ 30 milhões.Jornal Opção Mesmo já tendo sido absolvida na esfera penal, o caso ainda segue em outras frentes judiciais.📉 A nova decisão é vista como mais um revés para a defesa e pode ter impacto direto no cenário político e eleitoral do Distrito Federal. 👀 Nos bastidores, o desfecho do processo é acompanhado de perto, já que uma eventual condenação pode resultar em inelegibilidade. Fonte: Jornal Opção
Cerveja e cigarro: operação apreende R$ 10,6 milhões em mercadorias

A Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) apreendeu R$ 10,6 milhões em mercadorias irregulares durante uma operação de fiscalização iniciada em 12 de abril. As ações também resultaram na recuperação de R$ 3,85 milhões em crédito tributário, referente a impostos e multas aplicados aos responsáveis pelas irregularidades. A fiscalização foi realizada em rodovias e pontos estratégicos do Distrito Federal, com apoio das polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar do DF (PMDF). As ações se concentraram em regiões como Ceilândia e Samambaia. Também foram feitas abordagens nas BRs 020, 040 e 060 e no Setor de Transporte de Cargas. Entre os principais itens apreendidos estão: De acordo com a Secretaria de Economia, as operações têm como objetivo coibir a sonegação fiscal, especialmente em períodos de maior circulação de mercadorias, garantindo a regularidade das atividades comerciais e a arrecadação de tributos no Distrito Federal. Com informações da Agência Brasília
PCDF recupera mais de 80 celulares e devolve aparelhos a vítimas em Santa Maria

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta sexta-feira (17), uma ação para devolução de aparelhos celulares recuperados durante a Operação “Última Chamada”, voltada ao combate de crimes patrimoniais em Santa Maria. A iniciativa foi conduzida pela Seção de Investigação Geral da 33ª Delegacia de Polícia e beneficiou dezenas de vítimas. As investigações ocorreram entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, período em que policiais mapearam ocorrências de furtos e roubos de celulares na região administrativa. O trabalho resultou na recuperação de mais de 80 aparelhos, posteriormente identificados e vinculados aos respectivos proprietários. Com a conclusão dessa etapa, a corporação organizou um mutirão para restituição dos bens, permitindo que vítimas reavessem seus dispositivos. A medida também integra estratégias de aproximação com a comunidade e de fortalecimento da confiança nas ações policiais. Segundo a PCDF, a operação reforça a atuação da 33ª Delegacia de Polícia no enfrentamento a crimes contra o patrimônio e evidencia a eficácia das investigações na redução desse tipo de ocorrência em Santa Maria.
Motoristas destroem 20 postes de iluminação por mês em acidentes de trânsito no DF

Desde o começo do ano, 208 postes foram danificados. CEB estima prejuízo de R$ 1 milhão. Por Gabriel Luiz, G1 DF Motoristas do Distrito Federal destruíram, desde o início do ano, 208 postes de iluminação pública em adientes. O número representa uma média de 20 postes por mês. Responsável pela distribuição de energia na capital federal, a CEB estima um prejuízo de R$ 1 milhão, por ano, para refazer as estruturas. Em todo o ano passado, 268 postes foram quebrados. De acordo com a CEB, existem cerca de 300 mil pontos de iluminação pública em todo o Distrito Federal. Três tipos costumam ser os mais ser atingidos por motoristas, com custo variando de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil: Quem paga a conta? Quem paga pelo conserto, normalmente, é o motorista. No entanto, o “meio de campo” para reaver o dinheiro fica a cargo da administração regional. A CEB, porém, diz não ter conhecimento de quantos postes deixaram de ser pagos pelos motoristas que causaram o dano. “O processo de troca de poste envolve muitas variáveis. Para remover o poste, a equipe precisa ser acionada, ir ao local verificar o ocorrido e recolher o poste danificado. A reposição do poste não acontece de imediato, pois vai depender de autorização da administração.” Questionada pelo G1, a companhia também não informou se já chegou a entrar com ação na Justiça contra motoristas imprudentes – por dano ao patrimônio público, por exemplo. A pena prevê até três anos de prisão. Casos Os casos são recorrentes. No último dia 10, um carro da Polícia Militar do Distrito Federal se chocou contra um poste em um trecho da L4 Sul. O motorista, um tenente da PM de 37 anos, foi resgatado com ferimentos e levado ao Hospital de Base. Um acidente parecido foi registrado poucas horas depois, a poucos quilômetros de distância do local. Na madrugada de sábado para domingo (11), por volta das 5h30, um motorista atingiu um poste de luz na Ponte das Garças, sentido Lago Sul. O poste caiu, e o carro pegou fogo em seguida. Em fevereiro, uma ambulância do Samu atingiu um poste de iluminação na Epia Sul, sentido Gama. Quatro pessoas ficaram feridas – o motorista, a médica, a enfermeira e o paciente, que naquele momento era transportado para uma unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Regional de Santa Maria.