Colisão entre carro e caminhão deixa uma pessoa morta

A vítima era o motorista do carro, que ficou preso às ferragens. Logo após a retirada do condutor pelo CBMDF, o veículo pegou fogo Uma colisão entre um carro e um caminhão deixou uma pessoa morta na tarde deste sábado (8/11), na DF-251, próximo à Estação de Rádio da Marinha, em São Sebastião. A vítima era o motorista do carro, que ficou preso às ferragens do veículo.  De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMDF), o condutor foi retirado com o uso do protocolo de desencarceramento usado para salvamento de vítimas presas em ferragens. Logo após a retirada, o carro pegou fogo. Apesar da aplicação do protocolo de atendimento ao trauma, a vítima não resistiu e teve o óbito declarado no local. O condutor do caminhão recebeu atendimento médico pelo CBMDF e, após avaliação médica, não houve necessidade de transporte ao hospital.  Durante o atendimento, as duas faixas da via permaneceram interditadas. A Polícia Militar (PMDF) ficou responsável pela segurança do local. Ainda não se sabe a dinâmica do acidente.

Mais de 900 oportunidades de emprego disponíveis nesta quinta-feira (27)

Salário mais alto chega a R$ 3 mil para cozinheiro de restaurante em Taguatinga e não exige experiência prévia As agências do trabalhador têm 926 vagas de emprego disponíveis em todo o Distrito Federal, nesta sexta-feira (27). O salário mais alto chega a R$ 3 mil para cozinheiro de restaurante em Taguatinga. Para concorrer, basta ter o ensino fundamental completo e não é necessário ter experiência anterior. Algumas colocações têm 50 vagas disponíveis cada. Caso de açougueiro, com salário de R$ 1.568,63; ajudante de carga e descarga de mercadoria (R$ 1.515); auxiliar de limpeza (R$ 1.412); motorista entregador (R$ 1.583,63); e repositor de mercadorias (R$ 1.515). Todas são em Taguatinga e não exigem experiência. Também têm oportunidades para pessoas com deficiência. São duas vagas para repositor de mercadorias, na Asa Norte, com salário de R$ 1.515 sem necessidade de ter trabalhado no ramo antes. No Lago Sul, há uma vaga para pintor de paredes (R$ 2.200); e três vagas para servente de obras (R$ 1.438). Para se candidatar a essas vagas é necessário ter experiência. Os interessados podem cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet). Por Ana Paula Siqueira, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

GDF envia bombeiros para combater incêndios no Pantanal sul-matogrossense

A missão terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação para 90 dias O Governo do Distrito Federal (GDF) enviará uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) para ajudar a combater os incêndios que assolam o Pantanal sul-matogrossense. Trinta militares especializados partem para a missão na madrugada desta quarta-feira (26), em caminhonetes munidas de equipamentos como abafadores, sopradores e bombas costais. O Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por causa dos incêndios, nessa segunda-feira (24), uma vez que, somente neste ano, o fogo já consumiu cerca de 600 mil hectares do bioma. Conforme o planejamento da corporação, a missão terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação para 90 dias, caso necessário | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “Os nossos coirmãos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul já estão neste combate há meses. Então, quando a Secretaria Nacional de Segurança Pública, juntamente com a Força Nacional, conversou conosco (sobre a missão), o governador Ibaneis Rocha de pronto atendeu a demanda. A nossa maior preocupação é com a vida. E quando falamos de vida, falamos da natureza e dos animais que estão sendo acometidos pelo fogo”, afirmou o comandante-geral do CBMDF, Sandro Gomes. Conforme o planejamento da corporação, a missão terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação para 90 dias, caso necessário. Com o lema de “Vidas alheias e riquezas salvar”, o CBMDF atua em diversas outras missões no Brasil, inclusive no próprio Pantanal. Atualmente, há uma equipe de 20 militares especializados em combate a incêndios participando da Operação Tamoiotatá no Amazonas. A ação ocorre em conjunto com a Força Nacional e visa o planejamento, instrução e combate aos incêndios florestais na região amazônica. O comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (GPRAM) do CBMDF, tenente coronel Daniel Saraiva, explica que os militares enviados dominam os conhecimentos e técnicas necessárias para combater incêndios florestais. “Temos um curso de especialização que dura oito semanas e aborda os diversos biomas no território brasileiro. O Distrito Federal tem experiências em missões desse tipo, enviando militares para ajudar em queimadas há muitos anos”, observou. “Estamos indo com recursos, que são nossos equipamentos, para poder ajudar no combate e minimizar o impacto ambiental na região.” Formada no Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal, Debora Lopes, 28 anos, é a única mulher enviada para a missão pelo GDF Entre as 30 pessoas enviadas para a missão no Pantanal sul-matogrossense, há uma única mulher – a bombeira militar Debora Lopes, 28 anos. Formada no Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal, ela está na corporação desde 2021 e terá a primeira experiência em queimadas fora do DF. “É uma oportunidade muito grande estar representando o DF e combatendo incêndios em outro bioma, diferente do que estamos acostumados”, comentou. “O curso de incêndio florestal nos torna especialistas em combate a incêndios, mostrando a melhor forma de atacar. Por estarmos em Brasília, o foco são as queimadas que ocorrem no Cerrado, que é o nosso bioma, mas temos noções sobre os outros estados também”, comentou. Em maio deste ano, a corporação mandou uma equipe de militares para missão humanitária no Rio Grande do Sul, com atuação em diversas frentes em prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em decorrência das catástrofes climáticas que assolaram o estado. Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

Qualifica DF abre inscrições para mais de 12 mil vagas

Programa do Governo do Distrito Federal oferece cursos de atendente de farmácia, auxiliar administrativo, auxiliar de contabilidade, cabeleireiro, manicure e pedicure, entre outros O Qualifica DF vai abrir inscrições para 12.600 vagas na próxima segunda-feira (24). Os interessados em participar do programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet) têm até o dia 4 de julho para se inscrever no link disponível no site da pasta. Os cursos de qualificação profissional oferecidos têm uma carga horária total de 240 horas/aula e serão ministradas nos turnos matutino, vespertino e noturno. Entre as modalidades disponíveis estão atendente de farmácia, auxiliar administrativo, auxiliar de contabilidade, cabeleireiro, manicure e pedicure, entre outros. O cursos do Qualifica DF aumentam a chance de o aluno conseguir uma vaga de emprego | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília O Qualifica DF proporciona capacitação e qualificação profissional, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Os cursos são destinados a pessoas que buscam aprimorar suas habilidades e aumentar as chances de inserção no mercado de trabalho. Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader *Com informações da Sedet

Estudantes de engenharia acompanham obras da bacia de detenção do Drenar DF

Os universitários conheceram os trabalhos de concretagem do reservatório, com capacidade para armazenar 96 mil m³ de água. Obra tem investimento de R$ 180 milhões e vai resolver as inundações da região central do Plano Piloto Nesta sexta-feira (21), estudantes do primeiro semestre de engenharia da Universidade de Brasília (UnB) visitaram o maior programa de escoamento e captação de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF): o Drenar DF. Os 18 alunos iniciantes no curso já tiveram contato com uma das obras mais grandiosas de Brasília, participando de um seminário e seguindo para a bacia de detenção das águas pluviais, no Setor de Embaixadas Norte. Os serviços são executados por empresas contratadas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e o investimento total da obra gira em torno de R$ 180 milhões. Com capacidade para armazenar até 96 mil m³ de água e volume útil de 70,2 mil m³, a bacia atuará para reduzir a pressão do volume que desemboca no Lago Paranoá. Os 18 alunos iniciantes da UnB já tiveram contato com uma das obras mais grandiosas de Brasília, participando de um seminário e seguindo para a bacia de detenção das águas pluviais, no Setor de Embaixadas Norte Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O presidente da Terracap, Izidio Santos Junior, ressaltou que a obra traz uma nova rede de captação de água pluvial, que se conecta e reaproveita a antiga. “Com isso a gente espera solucionar, para o próximo período de chuva, o problema das enxurradas. Principalmente nas quadras 201, 202, 401 e 402, que são o ápice desse problema todo que começa acima do Estádio Nacional”, observou o gestor. O presidente da empresa pública frisou também a importância da visita dos universitários, que puderam compreender como formular uma política pública, elaborar um projeto e executar uma obra. “Eu não tive a oportunidade de conhecer uma obra dessa magnitude quando era estudante, então acho muito importante para que eles entendam a dinâmica de uma cidade”, acentuou. Aprendizado na prática Leonardo Inojosa, professor de engenharia civil da UnB, destacou que esse tipo de visita incentiva as turmas do primeiro semestre a enxergarem o que a engenharia pode contribuir para a infraestrutura e bem-estar da sociedade. “Acho que todo aluno de um curso universitário entra com uma vontade de entender o que vai fazer para a cidade quando ele se formar”. Os serviços são executados por empresas contratadas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e o investimento total da obra gira em torno de R$ 180 milhões | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O estudante de engenharia da UnB Heitor Cestari, 18, já havia passado por perto do Drenar DF, mas não imaginava a grandeza das construções que teve a oportunidade de conferir de perto. “Quando você entra tem essa imersão, é muito mais imponente o tamanho da obra. Tenho certeza que vai ser muito útil para solucionar um problema que afeta principalmente os moradores da Asa Norte e até a própria UnB”, enfatizou o jovem. “A gente teve um panorama muito legal das diversas áreas que envolveram essa obra, tanto da parte hidrossanitária quanto da parte estrutural de materiais. Isso abre um leque de oportunidades imensas, vai ajudar a gente a entender o que a gente está fazendo e emergir mais ainda na profissão”, completa o estudante. O estudante de engenharia da UnB Nicolas Manica, de 19 anos, reforça a fala do colega. “É muito legal a experiência de estar no campo. Passamos muito tempo na sala de aula, então quando a gente vê presencialmente o que a gente está estudando é muito impressionante saber onde o homem consegue chegar através dos estudos. É muito gratificante estar aqui”. “Com a obra, a gente espera solucionar, para o próximo período de chuva, o problema das enxurradas. Principalmente nas quadras 201, 202, 401 e 402, que são o ápice desse problema todo que começa acima do Estádio Nacional” Izidio Santos Junior, presidente da Terracap Atualizações da obra De um total de 7,7 km de túneis, cerca de 6,4 quilômetros já foram escavados, além de mais mil metros de escavação vertical. A fase atual é focada na concretagem, que já completou mais de 3,5 mil metros. A bacia já está totalmente pronta, gramada e com a confecção da pista e dispositivos de saída e entrada de água praticamente finalizados. “Já estamos na fase de fazer boca de lobo, entrando na fase final de obra mesmo. Os poços já estão todos escavados, com um terço concretado, e vai só avançando”, afirma o diretor técnico responsável pela obra, Hamilton Lourenço Filho. O diretor pontua que faltam menos de 1.400 metros para escavar na horizontal, enquanto na escavação vertical faltam poucos metros. Já na concretagem, faltam cerca de quatro quilômetros, somando todos os lotes da obra. “A concretagem é muito rápida. Com a bacia 100% completa, a gente já está começando a obra da praça fazendo pavimentação em pedra portuguesa. No paisagismo já dá para ver mudas plantadas”, acrescenta. Segundo o projeto, serão retirados 245,8 mil m³ de terra do local, onde, futuramente, ficará o Parque Urbano Internacional da Paz. O programa utiliza o método tunnel liner, que possibilita a construção de galerias e passagens subterrâneas sem a necessidade de interferência na superfície, evitando transtornos no cotidiano dos moradores das regiões onde as obras estão sendo realizadas. O Drenar DF foi dividido em cinco lotes e está sendo executado por cinco empresas distintas contratadas pela Terracap e coordenadas pela Concremat. O sistema avança simultaneamente nas quadras 902, 702, 302, 102, 202 e 402 da Asa Norte, atravessando o Eixo Rodoviário Norte (Eixão) e a L2 Norte. Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO

Prazo para declaração de vacinação e atualização cadastral de propriedades pecuárias é prorrogado

Nova data é 30 de junho e a expectativa é de aumento na adesão dos produtores à campanha de sanidade pecuária O prazo para a declaração de vacinação de animais de interesse pecuário e a atualização cadastral de propriedades rurais no Distrito Federal foi prorrogado até o dia 30 de junho. A medida, oficializada pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) garante que os produtores rurais tenham tempo suficiente para cumprir com as exigências de controle sanitário dos rebanhos. Essa campanha foi implementada após a suspensão da vacinação contra febre aftosa no Distrito Federal para intensificar medidas de vigilância e controle de doenças nos rebanhos. A decisão considera a Instrução Normativa nº 48, de 14 de julho de 2020, que aprova as diretrizes do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA), exigindo que cada unidade federativa desenvolva regulações específicas para a atualização de cadastro e vacinação dos animais. A medida visa assegurar a adesão completa dos produtores rurais à campanha anual de vacinação e atualização cadastral, o que permite um maior controle e auxilia na prevenção de doenças como brucelose, raiva e a própria febre aftosa. Além disso, a atualização cadastral também permite um melhor planejamento e desenvolvimento das atividades agropecuárias na região A adesão dos produtores rurais à campanha anual de vacinação e atualização cadastral ajuda na prevenção de doenças como brucelose, raiva e febre aftosa | Foto: Divulgação/ MapaA atualização cadastral inclui a conferência e alteração dos dados pessoais dos proprietários, além de informações sobre a propriedade e as explorações pecuárias, como o número de animais por espécie, gênero e faixa etária. “Um cadastro atualizado permite que o Serviço de Defesa Agropecuária comunique rapidamente as medidas necessárias em caso de surtos de doenças, além de investigar outros animais potencialmente afetados”, explica Vinícius Campos, diretor de Sanidade e Fiscalização Agropecuária da Seagri. Os produtores rurais que não atualizarem os cadastros dentro do prazo estarão sujeitos a sanções administrativas e não poderão emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentação dos animais. “É fundamental que os produtores regularizem a situação cadastral para evitar transtornos e garantir a continuidade de suas atividades”, alerta Janaína Licurgo, gerente de Saúde Animal da Seagri. Vacinação A Portaria nº 105, de 15 de abril de 2024, recomenda a vacinação anual contra raiva para bovinos, bubalinos e equídeos, além da imunização das fêmeas bovinas e bubalinas contra brucelose. Apesar de não ser obrigatória, a vacinação contra raiva é fortemente recomendada, especialmente devido à alta incidência de casos relacionados à falhas no esquema de vacinação.“A vacinação anual é crucial, pois mais de 90% dos casos de raiva em animais de interesse pecuário no DF nos últimos dez anos estavam relacionados a falhas no esquema de vacinação”, explica Janaína Licurgo. “É essencial o reforço vacinal após 30 dias da primeira dose para garantir a proteção dos animais jovens.” O prazo de vacinação contra brucelose e apresentação do atestado emitido por médico veterinário cadastrado na Seagri também vai até o próximo dia 30. Com a prorrogação do prazo, espera-se um aumento significativo no número de propriedades e animais cadastrados, fortalecendo as ações de vigilância e controle sanitário no Distrito Federal. Os produtores devem procurar os postos de atendimento da Seagri para regularizar a situação de suas propriedades e garantir a vacinação adequada dos animais. A Portaria nº 105 entra em vigor na data da publicação, garantindo mais tempo para que os produtores rurais do Distrito Federal cumpram as obrigações sanitárias e contribuam para a saúde e segurança de seus animais e do setor pecuário.

Estudantes de engenharia e arquitetura conhecem as obras da bacia de detenção do Drenar DF

Além de aulas teóricas, universitários acompanharam na prática o avanço dos trabalhos de concretagem do reservatório, com capacidade para armazenar 96 mil m³ de água Nesta sexta-feira (7), o maior programa de escoamento e captação de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF), o Drenar DF, recebeu a visita de 20 estudantes dos cursos de engenharia e de arquitetura do Centro Universitário Uniceplac. O local da recepção foi a bacia de detenção das águas pluviais, no Setor de Embaixadas Norte. Os estudantes puderam conferir de perto as obras de escavação do reservatório, que estão em ritmo acelerado, com mais de 3 mil metros já escavados. De acordo com o diretor técnico responsável pela obra, Hamilton Lourenço Filho, faltam menos de 1,5 mil metros para cavar. “Já temos trechos totalmente concluídos, até com grama recuperada”. Os estudantes puderam conferir de perto as obras de escavação do reservatório, que estão em ritmo acelerado, com mais de 3 mil metros já escavados. | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília O diretor destacou, ainda, que a concretagem que atualmente está em andamento é a parte final da escavação. Já são mais de 3 km concluídos, ou seja, quase metade do túnel já está concretada. De um total de 7,7 km de túneis contratados, cerca de 6,3 km já foram escavados. O programa utiliza o método tunnel liner, que possibilita a construção de galerias e passagens subterrâneas sem a necessidade de interferência na superfície, evitando transtornos no cotidiano dos moradores das regiões onde as obras estão sendo realizadas. Atualmente são cerca de 400 funcionários trabalhando nas estruturas. Aprendizado na prática Thiago Primo: “Não é todo dia que aluno tem a possibilidade de ver uma obra de uma infraestrutura com o tamanho e a relevância que essa tem” “É uma obra enterrada, que não aparece. As pessoas só veem nos canteiros. A obra não causa nenhum transtorno à população, mas está acontecendo”, destaca Hamilton. Ele ressalta que esse é um dos benefícios de trazer os visitantes ao local. “A ideia é que eles virem os multiplicadores da informação e saibam quais são os desafios que a profissão vai apresentar para eles”, acrescenta. O coordenador do curso de engenharia da Uniceplac, Thiago Primo, reforça a importância desse intercâmbio. “Não é todo dia que aluno tem a possibilidade de ver uma obra de uma infraestrutura com o tamanho e a relevância que essa tem. Eles conseguem ver na prática o que aprenderam dentro de sala de aula”, observa. “É uma obra de grande porte e vindo a campo você conhece melhor a estrutura. Brasília é uma cidade que não foi planejada para a grande expansão populacional que temos. Percebemos que há necessidade de uma remodelagem com projetos como esse para atender a população”, afirma o estudante de engenharia civil Eridan Sampaio. O estudante de arquitetura Fábio Rodrigues comemora a oportunidade de conhecer as obras do Drenar DF Segundo o projeto, serão retirados 245,8 mil m³ de terra do local, onde, futuramente, ficará o Parque Urbano Internacional da Paz. O estudante de arquitetura Fábio Rodrigues acentua a preocupação da obra com o paisagismo demonstrado no projeto: “Olhando as instalações, percebemos que de fato é uma obra muito bem elaborada, até porque tem muitos órgãos envolvidos. Da forma que está sendo feita, com certeza vai ter frutos para a população usufruir por muitos anos, mantendo o mesmo visual de Brasília”. Sem alagamentos Os serviços são executados por empresas contratadas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e o investimento total da obra gira em torno de R$ 180 milhões. Com capacidade para armazenar até 96 mil m³ de água e volume útil de 70,2 mil m³, a bacia atuará para reduzir a pressão do volume que desemboca no Lago Paranoá. Outra funcionalidade prevista para a lagoa é a requalificação dessas águas pluviais. O Drenar DF foi dividido em cinco lotes e está sendo executado por cinco empresas distintas contratadas pela Terracap e coordenadas pela Concremat. O sistema avança simultaneamente nas quadras 902, 702, 302, 102, 202 e 402 da Asa Norte, atravessando o Eixo Rodoviário Norte (Eixão) e a L2 Norte. Além da escavação da bacia de detenção, que já está totalmente pronta, outra etapa em estágio avançado das obras é a construção dos 105 poços de visita (PVs). Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

Museu Vivo da Memória Candanga recebe Encontro Nacional de Folia de Reis

A 22ª edição do evento é realizada com recursos do FAC-DF e tem entrada gratuita; programação começa nesta sexta (31), às 19h, e vai até domingo (2/6) Missa sertaneja, comidas típicas, apresentações culturais, exposições, danças e música caipira fazem parte da programação da 22ª edição do Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal. Pela primeira vez o evento será realizado no Museu Vivo da Memória Candanga, com abertura oficial às 19h desta sexta-feira (31) e a entrada é gratuita. Dez grupos vão se apresentar durante os três dias do evento, cinco do Distrito Federal e os outros de Minas Gerais, Bahia e Goiás. Representantes do Tocantins e do Rio de Janeiro também estarão presentes. Com apoio do FAC, o Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal será realizado pela primeira vez no Museu Vivo da Memória Candanga | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília O evento é uma organização da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e o Entorno foi contemplado em seleção pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) em fevereiro deste ano com valor de R$ 500 mil. “Receber a 22ª edição do Encontro de Folia de Reis do Distrito Federal, pela primeira vez, no nosso Museu Vivo da Memória Candanga é uma grande honra e motivo de muito orgulho. A Folia de Reis, sem dúvidas, é uma das mais belas manifestações culturais populares do nosso país. E tê-la em um dos nossos espaços é a reafirmação do nosso compromisso em valorizar, em todos os níveis, a cultura popular brasileira”, comemorou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. O Encontro da Folia de Reis começou no final da década de 1990 com o objetivo de proporcionar as festividades no Distrito federal. Antes do encontro, as comitivas tinham que ir para outros estados para se apresentarem. O primeiro encontro teve apenas dois grupos. O evento aconteceu durante 10 anos no Parque de Exposições da Granja do Torto, depois passou a ser itinerante indo para Ceilândia, na “Casa do Cantador”, no Gama e em São Sebastião, por exemplo. “Quem passar por aqui fará um passeio pela cultura popular brasileira”, diz Pereira da Viola, uma das atrações do evento, que já fez parcerias com Almir Sater e Renato Teixeira Para Walério dos Reis, presidente da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e Entorno e membro da Folia de Reis João Timóteo, a escolha do Museu Vivo da Memória Candanga foi acertada porque “é um bom local, concentra as atrações, utiliza o espaço que, por vezes, é esquecido e resgata a história do Distrito Federal”. Walério dos Reis é filho do capitão, já falecido, João Timótio, que dá nome ao seu grupo de foliões. Ele participa de folias desde os cinco anos de idade. “A Folia de Reis remonta a visita dos três Reis Magos, que foram visitar o menino Jesus. A Folia de Reis vai até onde o padre não pode ir, onde o pastor não pode ir, vai nas fazendas e leva a palavra de Deus de uma forma diferente, mais animada, cantando e dançando”, afirma. “A Folia de Reis remonta a visita dos três Reis Magos, que foram visitar o menino Jesus”, diz Walério dos Reis, presidente da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e Entorno O encontro foi para o Parque de Exposições da Granja do Torto em um contraponto aos shows que acontecem no local ligados à música sertaneja romântica. “Temos uma política de descentralização das ações culturais com o dinheiro público. Depois da Granja do Torto, o encontro passou a ser itinerante. Agora é a primeira vez que estamos no Museu Vivo da Memória Candanga, com o objetivo de valorizar esse espaço tão importante e que não tem muita visibilidade. Temos que ter esse espaço como um espaço de cultura e de diversidade”, explicou Volmi Batista, coordenador do evento. Pereira da Viola é uma das atrações da 22ª edição do Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal. Mineiro de Belo Horizonte, músico há 30 anos, com oito CDs gravados, parcerias com Almir Sater e Renato Teixeira, promete realizar um passeio musical pela cultura brasileira lembrando do lado criança dos foliões. “Agora é a primeira vez que estamos no Museu Vivo da Memória Candanga, com o objetivo de valorizar esse espaço tão importante”, afirma o coordenador do evento, Volmi Batista “Falar de um encontro da Folia de Reis é falar de uma identidade brasileira. Traz esse Brasil profundo e traduz os sentimentos das etnias, que formam o Brasil. Por mais que seja uma tradição da cultura europeia, aqui ela encontra as culturas afro e indígena. Quem passar por aqui fará um passeio pela cultura popular brasileira. Apresentarei músicas clássicas, eruditas e brasileiras todas na linguagem da viola. Teremos uma apresentação lúdica, vamos cantar juntos e brincar de roda”, disse. Confira a programação: Sexta (31) → 19h: Abertura oficial, com encontro das bandeiras e chegada dos três reis. Sábado (1º/6) → 8h: Café da manhã dos foliões com Canto de Bendito→ 9h: Oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 1; roda de prosa→ 12h: Almoço dos foliões; Bendito de Mesa – Reisado Doze Dos Reis→ 12h30: Contação de Histórias – Duo Flor de Cacau→ 14h: Oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 2; Assembleia Aforeis→ 17h: Manifestações espontâneas→ 18h: Jantar; Bendito de Mesa com a Folia Nossa Senhora Aparecida; apresentações das oficinas de Luthieria e Trilha Sonora – Etapa 3→ 20h: Apresentações• Reisado Doze Dos Reis (BA)• Estrela Da Guia (MG)• Folia De Niquelândia (GO)• Folia Feminina De Vazante (MG)Violeiros e violeiras:• Idelbrando Calazâncio• Ânderes e Fernandes• Leyde e Laura Domingo (2/6) → 8h: Café da manhã dos foliões – Canto de Bendito→ 9h: Missa Sertaneja com o Padre Preguinho e Folia João Timoteo→ 12h: Almoço dos foliões / Bendito de Mesa com a Folia João Timóteo→ 12h30: Contação de Histórias – Duo Flor de Cacau→ 14h: Apresentações• Saudade Do Interior (DF)• Menino Jesus (DF)• Despedida das bandeirasVioleiros e violeiras:• Claudinho da

Católicos celebram Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios

A festa marca o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo representados pelo pão e pelo vinho, respectivamente, e relembra a última ceia com os apóstolos Fiéis católicos de várias partes do Distrito Federal se reuniram para a confecção dos tapetes com imagens que relembram o sacramento da eucaristia, nesta quinta-feira (30), no canteiro central da Esplanada dos Ministérios. Os tapetes são uma tradição de Corpus Christi e atrai religiosos, curiosos e turistas que estão na capital. Ao contrário do que muitos pensam, Corpus Christi não é um feriado nacional, mas sim um ponto facultativo muito tradicional no país. O material utilizado para a feitura dos tapetes é serragem de várias cores. Cada igreja é responsável pela confecção | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Os tapetes começaram a ser confeccionados às 6h da manhã e é uma tradição de origem portuguesa, trazida para o Brasil na época da colonização. O trabalho artístico remonta a chegada de Jesus Cristo em Jerusalém, quando seguidores cobriram seu caminho com ramos e tapetes. “Essa é uma festa muito importante para a gente, que é a eucaristia. Com o passar do tempo, a igreja foi olhando para essa solenidade com muito amor. A eucaristia é a centralidade da nossa fé. A temática dos tapetes é sempre a eucaristia. A montagem já é uma oração. É um momento de renovação da fé, de agradecer a Deus e reverencia-lo com o nosso trabalho. Para a gente, a eucaristia não é apenas um pão, é Jesus Eucarístico”, explicou Cássia Renata, 31 anos, da Congregação Apóstola do Sagrado Coração de Jesus. O material utilizado para a feitura dos tapetes é serragem de várias cores. Cada igreja é responsável pela confecção. “Venho de uma família católica e meus pais sempre participaram desse evento. É importante estar aqui porque a gente acaba aumentando nossa espiritualidade, além de fortificar laços e amizades com a comunidade. Para a confecção dos tapetes, a gente utilizou tinta para tecido, serragem, palha de arroz, sal e borra de café”, detalha Bárbara Leal, 22 anos, estudante de marketing e moradora de Vicente Pires. Cássia Renata: “Essa é uma festa muito importante para a gente que é a eucaristia. Com o passar do tempo, a igreja foi olhando para essa solenidade com muito amor. A eucaristia é a centralidade da nossa fé” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O evento conta com a participação de muitas famílias, jovens e crianças. O estudante André Bandeira, 11 anos, que mora no Jardins Mangueiral, teve sua primeira experiência na celebração. “Esse é meu primeiro dia e eu já adorei tudo que a gente fez aqui. A gente pega os ingredientes e coloca a mão na massa. A gente fez uma hóstia. Vamos celebrar Jesus que vai passar pelo nosso tapete”, disse. Além da celebração, cada fiel presente traz sua motivação para estar no festejo. “É uma tradição na nossa família de todos os anos vir e trazer nossos filhos para valorizar o que a nossa juventude faz com o que Deus nos deixou de legado nas nossas vidas. É importante passar esses valores porque tanto os meus pais como os pais da minha esposa já tinham essa tradição de vir. Estamos passando para os nossos filhos cidadania e principalmente espiritualidade e é importante para nossa saúde mental. Estar aqui também é valorizar a cidade. Brasília é um museu a céu aberto”, defendeu o militar Ney Mota, 50 anos, que esteve presente com a esposa e os dois filhos e vieram do Noroeste. Bárbara Leal: “Venho de uma família católica e meus pais sempre participaram desse evento” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Corpus Christi é celebrado também por algumas igrejas Anglicanas, mas não por católicos ortodoxos e evangélicos. Hidratação Para a celebração de Corpus Christi, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) instalou pontos de distribuição de água ao longo do canteiro central da Esplanada dos Ministério. Eles estavam abastecidos com 2.700 litros de água, suficiente para atender o público estimado em 30 mil pessoas. Foram também distribuídos mais 1.200 copos com água para equipes de profissionais do Governo do Distrito Federal (GDF), que estiveram trabalhando no evento. Trânsito Para a realização do evento, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), fez interdições em vias da Esplanada do Ministérios a partir das 23h59 de quarta-feira (29). Nesse horário, foram interditados os acessos aos blocos A e B da Esplanada dos Ministérios. A via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República, também está fechada, sendo reservada para o estacionamento de táxis. Os agentes do Detran-DF ainda fizeram o bloqueio de três faixas das vias N1 e S1, do Eixo Monumental, próximas ao canteiro central, no trecho do quadrante em frente à Catedral. As demais faixas permanecerão liberadas para o tráfego de veículos. Na quinta-feira, a partir das 14h, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também interdita a via S1, na altura da Catedral. O tráfego de veículos da S1 foi desviado para a via L2 Sul. Já os veículos que vem da L2 Sul em direção à Esplanada seguirão para o Buraco do Tatu. A partir das 18h, em razão da procissão dos fiéis, a via N1 será fechada para o tráfego de veículos. A interdição ocorre nos acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela via L4, e na altura do bloco K da Esplanada dos Ministérios. A previsão é que a abertura das vias ocorra por volta das 21h. Por Rodrigo Pael, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

Em 2023, Distrito Federal produziu duas mil toneladas de peixe; trabalho de capacitação e suporte técnico deu resultado, e número de piscicultores cresceu 47,3% Atividade agropecuária milenar, a piscicultura tem encontrado um cenário próspero de crescimento na capital federal, detentora do terceiro maior mercado consumidor de pescados do país. Em solo brasiliense, a prática vem ganhando força especialmente entre novos produtores rurais, que contam com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para se consolidarem no ramo. “Já são mais de dez anos nessa atividade em constante crescimento, pois a demanda também é crescente e se trata de um produto de alto valor agregado e com grande apelo do consumidor local”, diz o produtor Guilherme Gonçalves | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), em 2023 a produção de pescados superou impressionantes 2 mil toneladas – a maior da história da capital, representando um aumento de quase 25% em relação a 2019. Esse salto expressivo na criação reflete o potencial e a atratividade do negócio no Quadradinho. O Gama concentra mais de um quarto de toda a produção local e, em 2023, foi responsável pela criação de 555 mil kg de peixes Os números da Emater indicam que o quantitativo de produtores rurais dedicados à criação de peixes também acompanhou a tendência de crescimento da atividade. Nos últimos cinco anos, o montante de piscicultores cresceu 47,3%, saltando de 624, em 2019, para 919, no último ano. Nesse cenário de expansão, a Emater tem desempenhado papel fundamental na oferta de capacitação, suporte técnico e orientação tanto para os novos piscicultores quanto para os produtores rurais já consolidados na atividade. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, diz que a empresa atua para incentivar a agroindústria de pequeno porte “A empresa atua no sentido de ajudar os produtores a obterem o licenciamento ambiental e a outorga de água”, resume Adalmyr Morais Borges, coordenador do programa de aquicultura. “Também estimulamos a adoção de novas tecnologias e métodos de produção sustentáveis, utilizando-se da energia fotovoltaica e voltada para o menor consumo de água possível.” Do total de criadores, em torno de 100 comercializam regularmente a produção. Os demais produzem para a própria subsistência ou para o comércio informal. Para o presidente da Emater, Cleison Duval, um dos desafios da empresa está justamente na formalização desses piscicultores menores. “O nosso grande projeto é incentivar a agroindústria de pequeno porte. É uma preocupação nossa formalizar esses produtores para eles se inserirem no mercado formal e institucional”, afirma. A comerciante Rayane Araújo, dona de restaurante, compra pescado produzido no DF: “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa” Atualmente, são poucos os produtores locais capazes de acessar o mercado brasiliense, ainda que a capital esteja entre as unidades da Federação onde mais se consome peixe. “Queremos transformar Brasília em mais que um grande consumidor, mas um grande produtor também, formalizando todo o processo e conseguindo fechar esse ciclo. É fomento para a economia local, gerando mais empregos e renda para esses produtores”, defende o presidente. Gama lidera produção Nenhuma outra região administrativa do DF produz mais pescados que o Gama (veja a relação completa abaixo). Sozinha, a cidade concentra mais de um quarto de toda a produção local e, em 2023, foi responsável pela criação de 555 mil kg de peixes. Entre os maiores piscicultores gamenses, está Éber Maia, da Terra Mare Pescados. Arte: Agência Brasília No segmento há dez anos, o produtor é o único de todo o DF a exportar peixes para outros estados. Atualmente, ele concentra sua atividade na criação de tilápias juvenis, ou seja, em estágio de desenvolvimento. “Faço parte de um nicho específico da cadeia produtora. Eu recebo o peixe alevino, transformo em juvenil e posteriormente vendo para pesque-pagues e empresas de engorda da tilápia para abate”, detalha Maia. Os números de comercialização da criação impressionam. “Estamos vendendo uma média mensal de 240 mil juvenis. Em abril, foram 320 mil comercializados. É um mercado em crescimento, e a gente conta com todo apoio da Emater para seguir expandindo. Aqui, as visitas dos técnicos da empresa são periódicas”, continua o piscicultor. Na propriedade, os peixes juvenis são alimentados por seis meses em viveiros escavados sem revestimento e com solo natural. “Meu produto é o peixe gordo para ser vendido para frigorífico e restaurantes. Já são mais de dez anos nessa atividade em constante crescimento, pois a demanda também é crescente e se trata de um produto de alto valor agregado e com grande apelo do consumidor local”, diz. A comerciante Rayane Araújo é compradora recorrente das tilápias criadas por Gonçalves. “É um fornecedor de bastante confiança, e compramos com ele uma vez por semana”, conta. “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa. Aqui no restaurante, a tilápia frita é um dos pratos mais vendidos”. Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger