Trabalho doméstico no DF é sustentado por mulheres do Entorno

Das 117 mil trabalhadoras domésticas no DF, 50 mil são do Entorno (42,7%), aponta estudo do IPEDF O trabalho doméstico no Distrito Federal depende, em grande parte, de mulheres que moram fora da capital. Em 2024, cerca de 117 mil pessoas atuavam na área. Desse total, aproximadamente 50 mil viviam em cidades do Entorno, como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia — e a maioria delas, cerca de 35 mil, precisava se deslocar diariamente até o DF para trabalhar. Já cerca de 67 mil trabalhadoras moravam no próprio DF. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na região de Brasília, referente a 2024, elaborada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na prática, parte importante da rotina das famílias brasilienses — como limpeza, preparo de alimentos e cuidados — depende dessas trabalhadoras que enfrentam longos trajetos todos os dias. A diarista Tania Dias de Souza, de 36 anos, é uma delas. Moradora de Valparaíso de Goiás e mãe de dois filhos, de 14 e 3 anos, ela trabalha na Asa Sul, onde há maior demanda e melhor remuneração. Segundo relata, a diferença salarial entre atuar no Entorno e no Distrito Federal pode chegar a quase um salário mínimo. A busca por uma renda maior explica a rotina puxada. “Eu moro no Valparaíso e trabalho em Brasília porque o pessoal de lá não paga o mesmo que Brasília paga”, afirma. Mãe solo e chefe de família, ela é a única responsável pelo sustento da casa e gasta cerca de R$ 23 por dia com transporte. Para chegar ao trabalho, Tania sai de casa às 6h30. O trajeto leva cerca de duas horas e inclui ônibus lotados. “Eu saio às 6h30 de casa, chego no trabalho por volta de 8h, 8h30 — isso quando não tem acidente. Quando tem, chego 9h, 9h e pouco, até 10h”, relata. “É ônibus, né? Sempre muito cheio.” Entre as moradoras do DF, quase todas (99,7%) trabalham perto de casa, o que evidencia ainda mais o impacto da mobilidade na rotina das trabalhadoras do Entorno. Há ainda a preocupação com a segurança e as condições de trabalho. Em 2024, cerca de 47 mil trabalhadoras tinham carteira assinada (40,2%), enquanto aproximadamente 50 mil atuavam como diaristas (42,9%), sem vínculo fixo, o que resulta em renda variável e menor acesso a direitos trabalhistas. O rendimento médio mensal gira em torno de R$ 1,6 mil, e cerca de 66 mil trabalhadoras (56,7%) recebiam até um salário mínimo. Entre as moradoras do Entorno, essa proporção é ainda maior: cerca de 31 mil (61,4%) estavam nessa faixa de renda. A falta de proteção social também é expressiva. Mais de 64 mil trabalhadoras (54,8%) não contribuíam para a Previdência Social em 2024, o que significa menor acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Metade das empregadas domésticas do DF são chefes da famíliaMesmo com salários baixos e vínculos mais frágeis, o trabalho doméstico é a principal fonte de renda para muitas famílias. Em 2024, cerca de 58 mil trabalhadoras (49,6%) eram as principais responsáveis pelo sustento da casa. O percentual era de 50,6% entre as moradoras do DF e de 48,2% entre as residentes no Entorno, mostrando que, em ambos os casos, quase metade depende diretamente dessa atividade para manter o domicílio. Nesse cenário, a rotina de longos deslocamentos e jornadas intensas faz parte do dia a dia de quem sustenta não só a própria família, mas também o funcionamento de milhares de lares no Distrito Federal.
Aluno é agredido por 10 crianças dentro de colégio militar do DF

Garoto foi abordado, cercado e agredido por outras 10 crianças, no momento em que os alunos chegavam para o início da aula Um aluno de 10 anos foi agredido por um grupo de ao menos 10 crianças dentro do Colégio Militar Dom Pedro II, na tarde dessa terça-feira (28/4), na Asa Sul (DF). A instituição de ensino é gerida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Segundo a mãe da vítima, o grupo também tentou roubar pertences do menino. “Enquanto ele ia buscar uma bola, já abordaram ele batendo, derrubando, dando chutes, tapas, deram joelhada no rosto dele, tentaram enforcar e tentaram roubar a carteira dele, que caiu no chão. Eles só pararam quando a coordenadora da escola chegou”, explicou a mãe. A situação teria acontecido durante o momento de acolhida, quando os alunos chegam à escola e aguardam em uma quadra para serem encaminhados para as salas de aula. Ainda segundo a mãe do jovem, as agressões teriam acontecido sem qualquer motivação. “Eles simplesmente chegaram e bateram nele, não teve discussão e motivação nenhuma. As agressões foram feitas gratuitamente por mais de 10 crianças”, relatou. O CBMDF informou que o aluno foi prontamente atendido pela equipe escolar, sem necessidade de encaminhamento hospitalar. “A escola prestou acolhimento ao aluno e o encaminhou ao Posto de Primeiros Socorros. Após avaliação, não foram identificadas lesões ou queixas que justificassem o transporte a uma unidade hospitalar, motivo pelo qual o estudante retornou à sala de aula, acompanhando normalmente as atividades.” O ocorrido foi registrado por volta de 12h30, mas a mãe do jovem foi acionada somente às 17h, no fim do período das aulas, fazendo com que o o garoto ficasse exposto durante toda a tarde. Segundo a genitora, a criança foi atendida na enfermaria do colégio. “Eles foram muito sem preocupação com a segurança da criança. É absurda a falta de consciência deles. Eu estou chocada com isso”, desabafou a mãe. Boletim de ocorrência registradoA família resolveu registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal na 14ª Delegacia de Polícia (Gama) contra quatro alunos que o garoto agredido se recordou que estavam no momento. Um exame de corpo de delito foi realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) para atestar as agressões. Por: João Paulo Nunes / Carlos Carone
Retroescavadeira pega fogo, ameaça moradores e fica carbonizada

Bombeiros tiveram que agir rápido para combater as chamas que podiam se espalhar para áreas próximas. Apesar do susto, não houve feridos Uma retroescavadeira ficou totalmente carbonizada após um incêndio na manhã desta quarta-feira (29/4), na BR-060, na região de Vargem da Benção, em Samambaia (DF). O incidente mobilizou quatro viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) que foram até o local para combater as chamas no equipamento. Os bombeiros chegaram ao local por volta das 11h e já encontraram a máquina totalmente carbonizada. Imediatamente, a equipe utilizou água e espuma para apagar o incêndio. Segundo informações dos militares, as instalações próximas corriam risco de serem atingidas pelo fogo, o que motivou uma ação rápida de combate às chamas. Não houve feridos. Após apagarem o incêndio, os bombeiros deixaram a retroescavadeira sob os cuidados do proprietário. A causa do incêndio não foi informada.
Justiça do DF marca data da audiência de instrução de Pedro Turra

Jovem de 19 anos está preso preventivamente e responde por homicídio doloso contra Rodrigo Castanheira. Crime ocorreu em janeiro deste ano Thalita VasconcelosCarlos Carone 27/04/2026 19:10, atualizado 27/04/2026 19:10 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) designou, nesta segunda-feira (27/4), a audiência de instrução de Pedro Arthur Turra Basso (foto em destaque). O jovem de 19 anos está preso preventivamente e responde por homicídio doloso contra Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que morreu após uma briga. A sessão foi marcada para o dia 25 de maio, às 9h, e será realizada na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. A ação penal, movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), teve início em janeiro deste ano. A fase de instrução, que se inicia agora, é o momento em que o juiz colhe as provas orais, ouvindo testemunhas de acusação, de defesa e, por fim, o interrogatório do réu. Por se tratar de homicídio qualificado, o processo segue o rito do Tribunal do Júri. Encerrada a audiência de instrução, caberá ao magistrado avaliar se há indícios suficientes de autoria e materialidade que justifiquem o envio do réu a julgamento pelo júri popular. Turra, se condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. Prisão preventiva Pedro Arthur Turra Basso está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 30 de janeiro de 2026, após matar o adolescente Rodrigo Castanheira. Desde então, todos os pedidos de habeas corpus da defesa do ex-piloto da Fórmula Delta foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entenda o caso
“Derrota unânime reacende alerta no cenário eleitoral”

A vice-governadora do DF, Celina Leão, sofreu mais uma derrota no TJDFT. Por decisão unânime, a 3ª Turma Criminal negou um recurso da defesa no caso ligado à Operação Drácon, mantendo o entendimento anterior da Justiça. ⚖️ A investigação apura um suposto esquema de cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares, com movimentação de cerca de R$ 30 milhões.Jornal Opção Mesmo já tendo sido absolvida na esfera penal, o caso ainda segue em outras frentes judiciais.📉 A nova decisão é vista como mais um revés para a defesa e pode ter impacto direto no cenário político e eleitoral do Distrito Federal. 👀 Nos bastidores, o desfecho do processo é acompanhado de perto, já que uma eventual condenação pode resultar em inelegibilidade. Fonte: Jornal Opção
Cerveja e cigarro: operação apreende R$ 10,6 milhões em mercadorias

A Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) apreendeu R$ 10,6 milhões em mercadorias irregulares durante uma operação de fiscalização iniciada em 12 de abril. As ações também resultaram na recuperação de R$ 3,85 milhões em crédito tributário, referente a impostos e multas aplicados aos responsáveis pelas irregularidades. A fiscalização foi realizada em rodovias e pontos estratégicos do Distrito Federal, com apoio das polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar do DF (PMDF). As ações se concentraram em regiões como Ceilândia e Samambaia. Também foram feitas abordagens nas BRs 020, 040 e 060 e no Setor de Transporte de Cargas. Entre os principais itens apreendidos estão: De acordo com a Secretaria de Economia, as operações têm como objetivo coibir a sonegação fiscal, especialmente em períodos de maior circulação de mercadorias, garantindo a regularidade das atividades comerciais e a arrecadação de tributos no Distrito Federal. Com informações da Agência Brasília
PCDF recupera mais de 80 celulares e devolve aparelhos a vítimas em Santa Maria

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta sexta-feira (17), uma ação para devolução de aparelhos celulares recuperados durante a Operação “Última Chamada”, voltada ao combate de crimes patrimoniais em Santa Maria. A iniciativa foi conduzida pela Seção de Investigação Geral da 33ª Delegacia de Polícia e beneficiou dezenas de vítimas. As investigações ocorreram entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, período em que policiais mapearam ocorrências de furtos e roubos de celulares na região administrativa. O trabalho resultou na recuperação de mais de 80 aparelhos, posteriormente identificados e vinculados aos respectivos proprietários. Com a conclusão dessa etapa, a corporação organizou um mutirão para restituição dos bens, permitindo que vítimas reavessem seus dispositivos. A medida também integra estratégias de aproximação com a comunidade e de fortalecimento da confiança nas ações policiais. Segundo a PCDF, a operação reforça a atuação da 33ª Delegacia de Polícia no enfrentamento a crimes contra o patrimônio e evidencia a eficácia das investigações na redução desse tipo de ocorrência em Santa Maria.
Motoristas destroem 20 postes de iluminação por mês em acidentes de trânsito no DF

Desde o começo do ano, 208 postes foram danificados. CEB estima prejuízo de R$ 1 milhão. Por Gabriel Luiz, G1 DF Motoristas do Distrito Federal destruíram, desde o início do ano, 208 postes de iluminação pública em adientes. O número representa uma média de 20 postes por mês. Responsável pela distribuição de energia na capital federal, a CEB estima um prejuízo de R$ 1 milhão, por ano, para refazer as estruturas. Em todo o ano passado, 268 postes foram quebrados. De acordo com a CEB, existem cerca de 300 mil pontos de iluminação pública em todo o Distrito Federal. Três tipos costumam ser os mais ser atingidos por motoristas, com custo variando de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil: Quem paga a conta? Quem paga pelo conserto, normalmente, é o motorista. No entanto, o “meio de campo” para reaver o dinheiro fica a cargo da administração regional. A CEB, porém, diz não ter conhecimento de quantos postes deixaram de ser pagos pelos motoristas que causaram o dano. “O processo de troca de poste envolve muitas variáveis. Para remover o poste, a equipe precisa ser acionada, ir ao local verificar o ocorrido e recolher o poste danificado. A reposição do poste não acontece de imediato, pois vai depender de autorização da administração.” Questionada pelo G1, a companhia também não informou se já chegou a entrar com ação na Justiça contra motoristas imprudentes – por dano ao patrimônio público, por exemplo. A pena prevê até três anos de prisão. Casos Os casos são recorrentes. No último dia 10, um carro da Polícia Militar do Distrito Federal se chocou contra um poste em um trecho da L4 Sul. O motorista, um tenente da PM de 37 anos, foi resgatado com ferimentos e levado ao Hospital de Base. Um acidente parecido foi registrado poucas horas depois, a poucos quilômetros de distância do local. Na madrugada de sábado para domingo (11), por volta das 5h30, um motorista atingiu um poste de luz na Ponte das Garças, sentido Lago Sul. O poste caiu, e o carro pegou fogo em seguida. Em fevereiro, uma ambulância do Samu atingiu um poste de iluminação na Epia Sul, sentido Gama. Quatro pessoas ficaram feridas – o motorista, a médica, a enfermeira e o paciente, que naquele momento era transportado para uma unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Regional de Santa Maria.
Colisão entre carro e caminhão deixa uma pessoa morta

A vítima era o motorista do carro, que ficou preso às ferragens. Logo após a retirada do condutor pelo CBMDF, o veículo pegou fogo Uma colisão entre um carro e um caminhão deixou uma pessoa morta na tarde deste sábado (8/11), na DF-251, próximo à Estação de Rádio da Marinha, em São Sebastião. A vítima era o motorista do carro, que ficou preso às ferragens do veículo. De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMDF), o condutor foi retirado com o uso do protocolo de desencarceramento usado para salvamento de vítimas presas em ferragens. Logo após a retirada, o carro pegou fogo. Apesar da aplicação do protocolo de atendimento ao trauma, a vítima não resistiu e teve o óbito declarado no local. O condutor do caminhão recebeu atendimento médico pelo CBMDF e, após avaliação médica, não houve necessidade de transporte ao hospital. Durante o atendimento, as duas faixas da via permaneceram interditadas. A Polícia Militar (PMDF) ficou responsável pela segurança do local. Ainda não se sabe a dinâmica do acidente.
Mais de 900 oportunidades de emprego disponíveis nesta quinta-feira (27)

Salário mais alto chega a R$ 3 mil para cozinheiro de restaurante em Taguatinga e não exige experiência prévia As agências do trabalhador têm 926 vagas de emprego disponíveis em todo o Distrito Federal, nesta sexta-feira (27). O salário mais alto chega a R$ 3 mil para cozinheiro de restaurante em Taguatinga. Para concorrer, basta ter o ensino fundamental completo e não é necessário ter experiência anterior. Algumas colocações têm 50 vagas disponíveis cada. Caso de açougueiro, com salário de R$ 1.568,63; ajudante de carga e descarga de mercadoria (R$ 1.515); auxiliar de limpeza (R$ 1.412); motorista entregador (R$ 1.583,63); e repositor de mercadorias (R$ 1.515). Todas são em Taguatinga e não exigem experiência. Também têm oportunidades para pessoas com deficiência. São duas vagas para repositor de mercadorias, na Asa Norte, com salário de R$ 1.515 sem necessidade de ter trabalhado no ramo antes. No Lago Sul, há uma vaga para pintor de paredes (R$ 2.200); e três vagas para servente de obras (R$ 1.438). Para se candidatar a essas vagas é necessário ter experiência. Os interessados podem cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet). Por Ana Paula Siqueira, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira
