Renee Nicole Good: quem era a mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA

Mãe de três filhos e poeta premiada, a morte repentina de Good, acusada de ‘agitadora profissional’ por Donald Trump, desencadeou protestos em várias partes do país. Por BBC A mulher morta a tiros por um agente federal de imigração em Minneapolis foi identificada como Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos, de 37 anos, que havia acabado de se mudar para a cidade. Ela era uma poeta premiada e guitarrista amadora, e, segundo a senadora representante do Estado de Minnesota Tina Smith, uma cidadã norte-americana. Líderes da cidade afirmaram que Good era uma observadora legal das atividades do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). No entanto, o governo Trump a chamou de “terrorista doméstica”. A morte de Good desencadeou protestos em todo o país, com muitas pessoas carregando cartazes que diziam “Justiça por Renee”. MENU Mundo Olá, NOAH NOAH DIGITAL ADMMinha contaSair da conta Renee Nicole Good: quem era a mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA Mãe de três filhos e poeta premiada, a morte repentina de Good, acusada de ‘agitadora profissional’ por Donald Trump, desencadeou protestos em várias partes do país. Por BBC 08/01/2026 09h35 Atualizado há 2 horas Renee Nicole Good foi uma poetisa premiada — Foto: Arquivo Pessoal A mulher morta a tiros por um agente federal de imigração em Minneapolis foi identificada como Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos, de 37 anos, que havia acabado de se mudar para a cidade. Ela era uma poeta premiada e guitarrista amadora, e, segundo a senadora representante do Estado de Minnesota Tina Smith, uma cidadã norte-americana. Líderes da cidade afirmaram que Good era uma observadora legal das atividades do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). No entanto, o governo Trump a chamou de “terrorista doméstica”. A morte de Good desencadeou protestos em todo o país, com muitas pessoas carregando cartazes que diziam “Justiça por Renee”. Morte nos EUA provoca protestos contra agentes de imigração Sua mãe, Donna Ganger, disse ao jornal Minnesota Star Tribune que sua filha estava “provavelmente apavorada” durante o confronto com os agentes que resultou em seu disparo fatal e que ela era “uma das pessoas mais gentis que já conheci”. “Ela era extremamente compassiva”, disse Ganger ao jornal. “Ela cuidou de pessoas a vida toda. Ela era amorosa, generosa e afetuosa. Era um ser humano incrível.” Seu pai, Tim Ganger, disse ao Washington Post que “ela teve uma vida boa, mas uma vida difícil”. Uma arrecadação de fundos para a família de Good, que foi estabelecida com uma meta de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 290 mil), arrecadou mais de US$ 370 mil em 10 horas. No que parece ser a conta de Good no Instagram, que agora foi tornada privada, ela se descrevia como uma “poeta, escritora, esposa e mãe”, que está “conhecendo Minneapolis”. Originalmente de Colorado Springs, ela havia se mudado para Minneapolis apenas no ano passado, vinda de Kansas City. O Minnesota Star Tribune relata que ela costumava apresentar um podcast com seu segundo marido, Tim Macklin, que morreu em 2023. Eles tiveram um filho juntos, que agora tem seis anos, disse o pai de Macklin ao jornal. Ela teve outros dois filhos com seu primeiro marido, que falou à mídia dos EUA sob a condição de que seu nome não fosse divulgado. Ele disse que Good não era uma ativista, e que era uma cristã devota que foi para a Irlanda do Norte em missões juvenis quando era mais jovem. De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), ela havia trabalhado anteriormente como assistente odontológica e em uma cooperativa de crédito, mas nos últimos anos tinha sido principalmente dona de casa. Good estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, e em 2020 ganhou um prêmio de graduação da Academy of American Poets por sua obra intitulada On Learning to Dissect Fetal Pigs (“Sobre Aprender a Dissecar Porcos Fetais”, em tradução literal). “Quando não está escrevendo, lendo ou falando sobre literatura, ela faz maratonas de filmes e arte bagunçada com sua filha e seus dois filhos”, diz uma biografia resumida pelo prêmio, conforme citada pela mídia dos EUA. O texto parece ter sido removido agora. Good graduou-se no mesmo ano na Faculdade de Artes e Letras da universidade com um diploma em Inglês. Em um comunicado, o presidente da instituição disse que sua morte repentina “é mais um exemplo claro de que o medo e a violência infelizmente se tornaram comuns em nossa nação”. “Que a vida de Renee seja um lembrete do que nos une: liberdade, amor e paz”, escreveu o presidente da Old Dominion University, Brian Hemphill. Várias lideranças estaduais disseram que Good estava no local de uma operação do ICE no sul de Minneapolis como observadora legal — uma voluntária que monitora as forças policiais e de segurança em protestos e operações. O objetivo deles é ajudar a manter a calma, deter condutas impróprias e garantir que os direitos legais sejam respeitados. A mãe de Good disse ao Minnesota Star Tribune que sua filha “não fazia parte de nada” que envolvesse desafiar os agentes do ICE. Mas autoridades da Casa Branca, incluindo o presidente, disseram que Good não estava apenas observando, como também interferindo no trabalho dos agentes. A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, disse que Good estava “perseguindo e impedindo o trabalho deles” o dia todo ao “bloqueá-los” com seu carro e “gritar com eles”. Good “usou seu veículo como arma”, disse Noem a repórteres, e teria tentado atropelar um dos agentes “em uma tentativa de matar ou causar danos corporais aos agentes, um ato de terrorismo doméstico”. O agente do ICE temeu por sua vida, disse Noem, e “disparou tiros defensivos”. Essa história foi apoiada por Trump, que escreveu na Truth Social que “a mulher que dirigia o carro estava muito desordeira, obstruindo e resistindo”. Ele a chamou de “agitadora profissional” que atropelou “violenta, deliberada e brutalmente” um oficial do ICE. Já o prefeito da cidade disse que o agente que atirou em Good agiu de forma imprudente. “Tendo visto o vídeo eu
Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia

Aliados europeus se movimentam para proteger ilha no Ártico, que pertence à Dinamarca, caso ameaças de Donald Trump se materializem, segundo França e Alemanha. Tomada da Groenlândia pelos EUA ganhou força após ação militar contra Venezuela. Por Redação g1 Países europeus estão trabalhando em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, afirmou nesta quarta-feira (7) o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot. Barrot não deu mais detalhes sobre o plano até a última atualização desta reportagem, mas disse que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta-feira. Ainda não se sabe quais países participariam do plano além da França e da Alemanha. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, afirmou Barrot à rádio francesa “France Inter”. Uma fonte do governo alemão afirmou à agência de notícias Reuters que a Alemanha está “trabalhando em estreita colaboração com outros países europeus e com a Dinamarca nos próximos passos em relação à Groenlândia”. MENU Mundo Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia Aliados europeus se movimentam para proteger ilha no Ártico, que pertence à Dinamarca, caso ameaças de Donald Trump se materializem, segundo França e Alemanha. Tomada da Groenlândia pelos EUA ganhou força após ação militar contra Venezuela. Por Redação g1 07/01/2026 07h31 Atualizado há 4 horas Dinamarca e Groenlândia exigem respeito a fronteiras, após Trump anunciar enviado especial Países europeus estão trabalhando em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, afirmou nesta quarta-feira (7) o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot. Barrot não deu mais detalhes sobre o plano até a última atualização desta reportagem, mas disse que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta-feira. Ainda não se sabe quais países participariam do plano além da França e da Alemanha. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, afirmou Barrot à rádio francesa “France Inter”. Uma fonte do governo alemão afirmou à agência de notícias Reuters que a Alemanha está “trabalhando em estreita colaboração com outros países europeus e com a Dinamarca nos próximos passos em relação à Groenlândia”. A movimentação dos europeus ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter retomado ameaças de tomar a Groenlândia, uma ilha no Ártico que pertence à Dinamarca, e que não descarta o uso de força militar para tal (leia mais abaixo). Barrot disse também que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, descartou a ideia de invadir a Groenlândia. Na terça-feira, uma declaração conjunta da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca afirmou que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. O texto disse também que a segurança no Ártico deve ser garantida de forma coletiva, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os EUA e a Dinamarca fazem parte. Além da declaração conjunta, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que um eventual ataque dos EUA à Groenlândia poderia significar o fim da Otan. No início da semana, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também reclamou da atitude do governo Trump em relação à ilha: “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu Nielsen nas redes sociais. Segundo uma reportagem do jornal norte-americano “The Washington Post” publicada na terça, autoridades dos EUA disseram a interlocutores europeus nos últimos dias que uma ação contra a Groenlândia é uma possibilidade cada vez mais concreta. A informação foi relatada ao jornal por um diplomata europeu. Rubio disse a membros do Congresso dos EUA na segunda-feira que Trump tem planos de comprar a Groenlândia em vez de invadi-la, segundo o jornal norte-americano “The New York Times”. As declarações recentes do presidente norte-americano e da Casa Branca fariam parte de uma tática para forçar a venda, completou Rubio durante o encontro, de acordo com “Washington Post”. No entanto, europeus já disseram no passado que a Groenlândia não está à venda. Alguns congressistas norte-americanos disseram ao governo Trump que “os EUA devem honrar suas obrigações decorrentes de tratados e respeitar a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca (…) quando deixarem claro que a Groenlândia não está à venda”. Os ministros das Relações Exteriores dinamarquês e groenlandês afirmaram na terça-feira que solicitaram uma reunião com Marco Rubio para discutir a atual escalada de tensões contra a ilha. Pedidos anteriores por um encontro dessa natureza foram recusados pelos EUA, segundo os ministros. Trump quer Groenlândia e não descarta força militar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores estão discutindo opções para adquirir a Groenlândia, afirmou a Casa Branca na terça-feira (6). Em comunicado, o governo americano disse que o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa. Em nota enviada em resposta a questionamentos da agência de notícias Reuters, o governo dos EUA afirmou que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional. A Casa Branca diz que avalia diferentes caminhos para alcançar esse objetivo. Segundo o governo, a medida é vista como estratégica para conter adversários na região do Ártico. O comunicado afirma ainda que o presidente e a equipe analisam uma série de opções de política externa e que o uso do Exército dos EUA está entre as possibilidades. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, disse em entrevista à imprensa americana na segunda-feira que “ninguém vai lutar militarmente contra os EUA pelo futuro da Groenlândia”, mas desconversou sobre a hipótese de que o governo Trump estaria cogitando uma intervenção armada na ilha. Trump demonstra interesse pela Groenlândia desde o primeiro mandato como presidente. Ao retornar à Casa Branca, no ano passado, voltou a dizer que deseja anexar o território aos Estados Unidos. O tema voltou a ganhar destaque no sábado (3), após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, publicar em uma conta no X um mapa que mostra a Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos. Na legenda, ela escreveu “em breve”. Veja abaixo. A publicação foi feita
Alunos ligados às Escolas do Futuro de Goiás participam de intercâmbio em Sydney, na Austrália

Alunos goianos desembarcam na Austrália para intercâmbio do programa Goiás Pelo Mundo FONTE:Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação — Governo de Goiás FOTO:Secti Iniciativa do Governo de Goiás envia jovens para curso de um mês em Sydney com todas as despesas custeadas pelo Estado. Programa deve levar mais de 2 mil goianos ao exterior nos próximos 5 anos Trinta e nove estudantes ligados às Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) desembarcaram em Sydney, na Austrália, na noite deste domingo (4), onde vão fazer intercâmbio de um mês, com todas as despesas pagas pelo governo estadual. Eles ficam em solo australiano até o dia 31 de janeiro de 2026 com o objetivo de promover a internacionalização de talentos goianos, desenvolvendo competências linguísticas, interculturais e socioemocionais em jovens que se preparam para o futuro do trabalho. A viagem é a primeira do programa Goiás pelo Mundo, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) que vai levar mais de 2 mil goianos para o exterior nos próximos 5 anos. O programa contempla estudantes, professores, pesquisadores e servidores públicos com oportunidades de intercâmbios, bolsas de mestrado nas melhores universidades do mundo, e fomento para participação em missões de pesquisa e eventos internacionais. Dos 39 participantes desta primeira turma, 31 foram selecionados por desempenho nos cursos de tecnologia das Escolas do Futuro de Goiás e oito conquistaram vaga após vencerem a primeira edição da Olimpíada de Inteligência Artificial, promovida pela Secti em 2024, em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia). A programação inclui curso imersivo de inglês em instituição de referência, além de visitas técnicas e atividades culturais guiadas. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, destaca que o programa abre portas para jovens talentos, especialmente os de baixa renda. “Os estudantes estão hospedados dentro do distrito tecnológico de Sydney, ao lado de universidades de referência global, e estudando na melhor escola de inglês da Austrália. Esta é a primeira turma do programa de internacionalização de capital humano de Goiás, que vai realizar o sonho de muitos que, mesmo com esforço e talento, não teriam acesso a uma experiência como essa”, relata. Mestrado internacional Em outro eixo, o programa vai oferecer bolsas e crédito subsidiado para que estudantes e servidores públicos goianos façam mestrado nas melhores universidades do mundo, com apoio para acesso, permanência e alto desempenho acadêmico. A iniciativa é fruto de parceria entre o Governo de Goiás e o Instituto Trajetórias, adotando um modelo de financiamento inédito no país. O primeiro edital está previsto para fevereiro. Entre as universidades envolvidas estão University College London e London School of Economics (Reino Unido), École Polytechnique (França), Hertie School (Alemanha), Yale (Estados Unidos) e Tsinghua Shenzhen (China). Para impulsionar a produção científica brasileira, o Goiás pelo Mundo também contempla o financiamento de pesquisadores pós-graduandos e doutores para missões de pesquisa no exterior, além de incentivar goianos que queiram participar de competições e festivais internacionais.
Uma mulher ou menina é morta a cada 10 minutos por seu parceiro íntimo ou outro membro da família

O relatório mais recente sobre feminicídios revela que 60% de todos os homicídios de mulheres são cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. Uma mulher ou menina é morta a cada 10 minutos por seu parceiro íntimo ou outro membro da família 25.11.2024 O relatório mais recente sobre feminicídios revela que 60% de todos os homicídios de mulheres são cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. Nova York, 25 de novembro de 2024 – No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, o relatório Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família, da ONU Mulheres e do UNODC, revela que o feminicídio—forma mais extrema de violência contra mulheres e meninas—continua sendo um problema generalizado em todo o mundo. Globalmente, 85.000 mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em 2023. Desses homicídios, 60% — 51.000 — foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. Isso equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias por seus parceiros ou parentes próximos, ou seja, uma mulher ou menina assassinada a cada 10 minutos. Em 2023, a África registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguida pelas Américas e pela Oceania. Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas no ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto em outras regiões os principais agressores foram membros da família. “A violência contra mulheres e meninas não é inevitável—é prevenível. Precisamos de legislação robusta, coleta de dados aprimorada, maior responsabilidade governamental, uma cultura de tolerância zero e mais financiamento para organizações de direitos das mulheres e órgãos institucionais. À medida que nos aproximamos do 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim em 2025, é hora de líderes mundiais se UNIR e agir com urgência, renovar compromissos e direcionar os recursos necessários para acabar com essa crise de uma vez por todas“, destacou Sima Bahous, Diretora Executiva da ONU Mulheres. “O novo relatório sobre feminicídios destaca a necessidade urgente de sistemas de justiça criminal eficazes que responsabilizem os perpetradores, ao mesmo tempo em que garantam apoio adequado para as sobreviventes, incluindo acesso a mecanismos seguros e transparentes de denúncia“, afirmou Ghada Waly, Diretora Executiva do UNODC. “Ao mesmo tempo, precisamos confrontar e desmantelar os preconceitos de gênero, os desequilíbrios de poder e as normas prejudiciais que perpetuam a violência contra as mulheres. Com o início da campanha deste ano dos 16 Dias de Ativismo, devemos agir agora para proteger a vida das mulheres.” “Nenhum país está livre do feminicídio. Por isso, nosso trabalho tem foco em buscar e compartilhar práticas promissoras que possibilitem real impacto na vida das mulheres e meninas. O primeiro passo é garantir acesso à informação como direito humano primordial. Conhecer seus direitos, saber como exercê-los e onde buscar apoio em situações de violência,” explicou a Representante Interina de ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino. “Transformar normas sociais que criam as condições de tolerância para a violência, principalmente aquelas ligadas à organização social do patriarcado e assimetrias de poder com base no gênero, também é absolutamente indispensável” O 30º aniversário da Plataforma de Ação de Pequim, em 2025, juntamente com a rápida aproximação do prazo de cinco anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, apresenta uma oportunidade crítica para mobilizar todas as partes interessadas para ações decisivas e urgentes em prol dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero. Isso inclui acabar com a impunidade e prevenir todas as formas de violência contra mulheres e meninas. 21 dias de ativismo Por meio da campanha dos 21 Dias de Ativismo, a ONU Mulheres pedirá a revitalização de compromissos e exigirá responsabilidade e ação por parte de tomadores de decisão. Este ano, comemoramos o 25º aniversário do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com um evento oficial em Nova York, em 25 de novembro, que destacará as melhores práticas de investimento na prevenção da violência contra mulheres, as lacunas, os desafios e o caminho a seguir. Uma campanha global nas redes sociais foi lançada para mobilizar vozes contra a violência de gênero, utilizando as hashtags #NaoTemDesculpa, #21dias #NoExcuse e #16Days. Uma cópia do relatório *Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família* está disponível mediante solicitação e sob embargo até 25 de novembro, às 00h EST / 6h CET. “UNA-SE pelo fim da violência contra mulheres e meninas” é uma campanha global do Secretário-Geral da ONU para gerar visibilidade e compartilhar conhecimento para eliminar a violência contra mulheres e meninas de maneira definitiva. No Brasil, UNA-SE é o marco de comunicação dos 21 dias de ativismo.
Placa Solar ou Geração Distribuída? Entenda qual faz mais sentido

Saiba as diferenças entre instalar placas no telhado e aderir à energia limpa compartilhada e descubra qual opção faz sentido para o seu bolso Por Lemon Energia – TV ANHANGUERA Quando se fala em energia solar A primeira imagem que vem à cabeça de muita gente são telhados cobertos de painéis fotovoltaicos. Essa é uma solução cada vez mais popular, mas não a única forma de consumir energia limpa no Brasil. A chamada Geração Distribuída Compartilhada (G.D.) cresce em ritmo acelerado justamente por resolver um dos principais obstáculos de quem sonha em gerar energia própria: o alto custo de instalação e a falta de espaço para painéis. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mais de 90% dos brasileiros vivem em apartamentos ou imóveis comerciais onde não há área, ou autorização, para instalar placas solares. O sol como ativo energético O Brasil está entre os países mais privilegiados em incidência solar no mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em boa parte do território a radiação diária supera 5 kWh/m². Em termos práticos, significa energia abundante quase o ano inteiro, um recurso que poderia reduzir nossa dependência das bandeiras tarifárias e da oscilação nos preços da eletricidade. Transformar o sol em economia, no entanto, não é simples. E aqui se abrem dois caminhos: instalar placas próprias ou aderir à energia limpa compartilhada. No telhado ou à distância? A placa solar própria é a imagem clássica: o consumidor compra os equipamentos, instala no telhado e passa a gerar sua própria energia. A conta de luz cai, mas o investimento inicial é alto. Segundo a ABSOLAR, o valor médio de um sistema residencial varia entre R$ 18 mil e R$ 25 mil, dependendo da potência e da região. A Geração Distribuída Compartilhada, por sua vez, funciona de forma diferente. O consumidor se torna assinante de uma usina solar remota: a energia é injetada na rede elétrica e os créditos aparecem diretamente na fatura. É como se o telhado do vizinho estivesse trabalhando por você, mas, nesse caso, o vizinho é uma usina inteira. Quando cada modelo faz sentido A escolha depende do perfil: – Quem mora em imóvel próprio com telhado disponível – Possui recursos para o investimento inicial – Está disposto a esperar alguns anos até que o sistema se pague. – Moradores de apartamentos, condomínios, pequenos negócios – Pessoas que não querem (ou não podem) lidar com obras – Ainda não são proprietárias do imóvel – Não possuem o espaço necessário para as placas Esse formato explica por que a G.D. se tornou tão popular. Em 2024, a modalidade cresceu quase 60% no país, segundo a ANEEL. Empresas especializadas, como a Lemon Energia, já reúnem dezenas de usinas parceiras e mais de 15 mil clientes consumindo energia solar compartilhada todo mês. O que dizem as regras A Lei nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, garante que tanto os consumidores com placas próprias quanto os assinantes de usinas remotas tenham direito a compensar a energia gerada com a consumida. Essa previsibilidade dá segurança jurídica e fortalece o setor. Energia do futuro, agora Mais do que uma decisão financeira, a adoção da energia solar é também uma resposta à crise climática. O setor elétrico ainda é responsável por parte significativa das emissões globais, e cada quilowatt limpo injetado na rede é um passo na transição energética. No fim, a pergunta não é apenas se você vai ter energia solar, mas como. E, para a maioria dos brasileiros, a resposta tende a estar na energia limpa compartilhada.
Partido de Milei obtém mais de 40% dos votos e vence eleições legislativas na Argentina

Partido do presidente argentino conquistou 64 das 127 cadeiras em disputa na Câmara e 13 das 24 no Senado, aumentando sua base no Congresso. Por Redação g1 O partido do presidente Javier Milei, A Liberdade Avança, venceu as eleições legislativas da Argentina neste domingo (26) e vai aumentar sua base no Congresso. ➡️As eleições deste domingo renovaram cerca de metade da Câmara dos Deputados da Argentina — 127 das 257 cadeiras — e um terço do Senado — 24 das 72 cadeiras. Com 99% da apuração concluída, o partido de Milei conquistou: Já o Força Pátria, principal partido da oposição, levou 31 cadeiras na Câmara e 6 no Senado. Somando os aliados, a força de oposição peronista ganhou 44 vagas na Câmara e 7 no Senado. “Foi um dia histórico para a Argentina. O povo argentino resolveu deixar para trás 100 anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento. Hoje começa a construção da Argentina grande“, disse Milei em um discurso em Buenos Aires após a divulgação dos resultados. “Os argentinos deram um ‘basta ao populismo’. Populismo nunca mais”, afirmou o presidente em um momento de ovação do público. Segundo a autoridade eleitoral argentina, A Liberdade Avança conquistou mais de 40% dos votos nas disputas pela Câmara, enquanto a Força Pátria obteve 24% (ou 31%, se considerados os partidos aliados). A chapa do A Liberdade Avança liderou na maior parte das províncias, inclusive na maior delas, Buenos Aires, onde Milei havia amargado uma derrota em eleições locais em setembro. De acordo com a autoridade eleitoral argentina, 67,9% dos eleitores foram às urnas neste domingo. A imprensa argentina considerou surpreendente o desempenho do partido do presidente. O jornal argentino La Nación, por exemplo, classificou o resultado como “impactante”, com uma “vitória esmagadora em todo o país”. A eleição representou, na prática, um referendo sobre o governo de Javier Milei, que está no segundo ano de seu mandato. O presidente argentino votou na manhã deste domingo no bairro de classe média de Almagro, em Buenos Aires. Ele acenou para o público, mas não deu nenhuma declaração. Por volta das 18h50, Milei chegou ao hotel Libertador, em Buenos Aires, onde se reuniu com integrantes do seu partido, A Liberdade Avança, para acompanhar a apuração.
Trump impõe tarifas de 10% sobre madeira e 25% para armários e móveis

O decreto assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, estipula que as novas tarifas entrem em vigor a partir do dia 14 de outubro Fábio Matos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa segunda-feira (29/9) a imposição de tarifas adicionais sobre madeira, armários de cozinha, pias de banheiro e móveis estofados. A Casa Branca definiu uma nova taxa de 10% sobre a madeira e de 25% para armários e móveis. A medida afeta, principalmente, países como Canadá, México e Vietnã – os canadenses são os maiores fornecedores de madeira serrada para os EUA. O decreto assinado por Trump estipula que as novas tarifas entrem em vigor a partir do dia 14 de outubro. A medida já havia sido antecipada pelo republicano na última quinta-feira (25/9), quando o presidente dos EUA também afirmou que taxaria produtos farmacêuticos e caminhões pesados. No caso destes produtos, as tarifas começam a valer já a partir de 1º de outubro. Tarifas vão subir, diz Trump Segundo Trump, as importações de madeira vêm “enfraquecendo” a economia norte-americana, levando ao fechamento de serrarias e causando uma ruptura nas cadeias de suprimento e o desabastecimento da indústria local. Em uma mensagem publicada em sua rede social, a Truth Social, Trump anunciou ainda que, a partir de 1º de janeiro de 2026, aumentará a tarifa sobre armários para 30% e a sobre móveis estofados, para 50%. “Na minha opinião, as ações desta proclamação irão, entre outras coisas, fortalecer as cadeias de suprimentos, reforçar a resiliência industrial, criar empregos de alta qualidade e aumentar a utilização da capacidade doméstica de produtos de madeira, de modo que os EUA possam satisfazer totalmente o consumo doméstico e, ao mesmo tempo, criar benefícios econômicos por meio do aumento das exportações”, escreveu Trump.
Protestos contra Trump levam multidão às ruas nos EUA

Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado (18/10) nos Estados Unidos em protestos organizados contra o presidente americano, Donald Trump, em cidades como Washington, Chicago, Miami e Los Angeles. A primeira entre as mais de 2.500 manifestações em todo o território do país aconteceu na cidade de Nova York, onde uma multidão se reuniu na região da Times Square. Muitos dos manifestantes carregavam faixas e cartazes com dizeres como “Democracy not Monarchy” (“democracia, não monarquia”), “The Constitution is not optional” (“a Constituição não é opcional”) e “No Kings” (“sem reis”). Esta última expressão é uma referência à campanha que deu nome aos eventos, organizados por uma coalizão de grupos de esquerda. Atos sob essa mesma bandeira feitos pelo movimento em junho reuniram mais de cinco milhões de pessoas em todo o país e foram, em grande parte, pacíficos. O nome faz referência à crítica que alguns americanos fazem a Donald Trump apontando que ele agiria de forma autoritária, como um rei. “O presidente acha que seu governo é absoluto”, diz a página na internet dedicada aos atos. “Mas na América não temos reis e não recuaremos diante do caos, da corrupção e da crueldade”, completa o texto. Aliados do presidente acusaram os manifestantes de estarem alinhados com o movimento de extrema esquerda Antifa e condenaram o que chamaram de “manifestação de ódio à América”. Governadores republicanos em vários Estados americanos colocaram tropas da Guarda Nacional de prontidão à espera de eventuais episódios de violência. Organizadores e manifestantes presentes nos eventos de sábado afirmaram que eles foram pacíficos.
Por que esquerda está fora do 2º turno na Bolívia pela primeira vez após duas décadas no poder

A Bolívia vai às urnas no próximo domingo (19/10) em um segundo turno presidencial que marcará o fim de uma era política na América Latina. Há quase 20 anos no poder, o esquerdista Movimento ao Socialismo (MAS) obteve uma derrota histórica nas urnas no primeiro turno, realizado em agosto, e não estará nas cédulas na disputa final pela presidência boliviana. Completamente rachado entre os grupos políticos do ex-presidente Evo Morales e do atual mandatário, Luis Arce, o partido obteve menos de 4% dos votos no primeiro turno, concorrendo com Eduardo del Castillo como nome principal. O mais bem colocado candidato à esquerda foi Andrónico Rodríguez, com 8,15%. Assim, o inédito segundo turno no país andino será entre o senador Rodrigo Paz Pereira (Partido Democrata Cristão) e o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga (Aliança Livre). Considerado centrista, Paz Pereira obteve 32,08% dos votos na primeira volta, contra 26,94% de Tuto, mais alinhado à direita conservadora. A eleição, portanto, marca o fim do ciclo bem-sucedido do movimento liderado por Evo Morales, que causou transformações profundas em um dos países mais pobres da América do Sul. Na década de 2010, a Bolívia cresceu em média a 5% ao ano, impulsionada pelos ganhos com a exportação de gás natural, especialmente ao Brasil e à Argentina. Mas esses anos de bonança acabaram, e a memória deles não parece ser mais suficiente para os eleitores de 2025, que enfrentam crise econômica com pico da inflação e falta de dólares.