PF busca armas na casa de Bolsonaro a mando de Moraes

Advogado de defesa de Jair Bolsonaro, João Henrique Freitas afirmou na rede social X que a Polícia Federal fez, nesta quarta-feira (8/7), nova operação de busca e apreensão na casa em que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Segundo Freitas, o mandado, assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, buscava por armas, munições, acessórios e documentos de registros. A operação durou cerca de 1 hora. Segundo o defensor, nada foi encontrado. A ação da PF ocorre após o ministro Alexandre de Moraes manter a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas determinar que todas as armas em nome dele fossem entregues à Polícia Federal. Em um primeiro momento, a defesa informou que oito armas estavam em Batalhão do Exército e outras duas com a Polícia Federal. No entanto, o Exército só encontrou seis armas de Bolsonaro para fazer a entrega na Superintendência, e a defesa teve de mandar ao STF novo esclarecimento. O Exército Brasileiro entregou à PF somente seis armas registradas em nome de Jair Bolsonaro. Segundo o comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, duas armas não foram localizadas nas dependências do batalhão: uma pistola Glock calibre .9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre .12. Em petição encaminhada ao Supremo, os advogados do ex-chefe do Planalto alegam que a espingarda Maestro Arms Company permaneceu, desde sua aquisição, sob a guarda da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, em Caxias do Sul (RS). Veja as armas que o Exército entregou à PF: Pistola Taurus calibre .380 Automatic (permitido);Pistola Taurus calibre .40 S&W (restrito);Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (restrito);Espingarda Typhoon calibre 12 GA (restrito);Pistola Arex calibre 9×19 mm (restrito);Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm (restrito). Armas de BolsonaroNa madrugada de 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro durante abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de inquérito.
Flávio é rifado pelo pai para evitar que a crise engula toda a família

A exposição do conflito atende a um cálculo político: impedir que o desgaste consuma toda a família e deixe Bolsonaro sem alternativa Andreza Matais 26/06/2026 06:00, atualizado 26/06/2026 09:33 São inúmeras as versões para o vídeo de Michelle Bolsonaro detonando o enteado. Por que divulgá-lo agora se o diálogo narrado ocorreu em dezembro? Por que torná-lo público poucos minutos antes do jogo do Brasil? Por que escolher justamente um dia ruim para a campanha de Lula? E por que Jair Bolsonaro autorizou a divulgação? O país não pararia para ouvir Michelle Bolsonaro a poucos minutos do jogo da Seleção se não houvesse os ingredientes de um enredo irresistível: drama, treta familiar, traição e bate-boca – tudo o que o brasileiro adora acompanhar em uma novela. Pode parecer contraditório que a família se beneficie da própria autofagia. Mas é assim que a direita atua. Se alguém ainda duvida de que Flávio será atingido pelo “furacão Vorcaro”, o vídeo de Michelle mostrou que a família tem certeza. Ao “romper” com o enteado, Michelle evita que a lama respingue sobre todo o clã. Não há outro nome no banco de reservas da família na disputa eleitoral. Carlos, Eduardo e Jair Renan dispensam comentários. A narrativa busca separar o casal do escândalo. O problema é apresentado como sendo do enteado, não de Michelle e Jair Bolsonaro. Por isso, espalha-se a história de que o ex-presidente chorou ao descobrir, pela televisão, que o filho havia recorrido a dinheiro de Vorcaro para bancar um filme sobre sua trajetória política. Não significa que se tolerem. Significa que ligaram o modo sobrevivência.
Governo Lula anuncia bloqueio dos recursos financeiros de bets ilegais

O governo federal fará o bloqueio preventivo de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas. A medida foi efetivada por meio de um decreto assinado, nesta sexta-feira (19/6), pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A assinatura foi postada nas redes sociais do presidente e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta. Uma entrevista coletiva é realizada nesta manhã para apresentar detalhes do decreto. Na postagem da rede social, Durigan explicou a Lula que a Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) vão montirar as empresas e, quando for identificada uma suspeita, os bancos serão comunicados com a determinação de congelar, “respeitando o devido processo legal”, qualquer conta pertencente às bets, que devem ter os recursos bloqueados. Paralelamente à notificação aos bancos, o Banco Central (BC) será comunicado. Também será cedido um prazo para que os detentores dos recursos financeiros possam requisitar o valor e comprovar que os mesmos não são de origem ilícita ou irregular. Se não for provado que os recursos são lícitos e regulares, os mesmos serão alocados no Fundo de Segurança Pública. O decreto presidencial, diz Durigan, tem amparo na Lei Antifacção e os recursos serão destinados para o combate ao crime organizado. O decreto assinado por Lula ainda não foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Antes da existência do decreto, as instituições financeiras já eram notificadas sobre os recursos associados a apostas em bets ilegais. No entanto, não havia a possibilidade de a Fazenda determinar que os bancos congelassem as contas. Passo a passo do bloqueioNa primeira fase, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) identifica o operador irregular, notifica a instituição financeira que se relaciona com bet ilegal e avisa o Banco Central;O bloqueio da conta pela instituição financeira deve ser feito em até 24 horas, paralelamente à comunicação ao dono dos recursos financeiros;A instituição financeira deve retornar informações sobre o bloqueio para a SPA em até 48 horas;Na segunda fase, há a instauração de um processo administrativo preparatório pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Pm envenena taça de vinho da ex-companheira, mas mulher desconfia, trocas as bebidas e militar acaba morrendo

O cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas após passar a noite no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife. A Polícia Civil investiga a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais. As informações são do Metrópoles. O caso ocorreu na quinta-feira, 11 de junho, e chamou a atenção dos investigadores por uma sequência de circunstâncias consideradas incomuns, entre elas a suspeita envolvendo uma taça de vinho que teria sido trocada durante o encontro. De acordo com as informações levantadas até agora, o policial foi ao imóvel da ex-companheira depois de deixar o serviço. A mulher, uma advogada de 48 anos, tinha uma medida protetiva em vigor contra ele. Durante a madrugada e parte da manhã, os dois teriam permanecido no apartamento consumindo bebidas alcoólicas e energético. Em determinado momento, segundo os elementos apurados pela investigação, a mulher desconfiou que sua taça poderia ter sido trocada e decidiu substituí-la novamente. Via Metrópoles
CCJ da Câmara aprova admissibilidade de PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação terminou com 44 votos favoráveis e 18 contrários. A decisão da CCJ não representa a aprovação definitiva da proposta, mas confirma que o texto atende aos requisitos constitucionais e pode continuar tramitando no Congresso Nacional. Com o aval da comissão, a PEC seguirá para uma comissão especial, que ainda deverá ser criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Nesse colegiado, os parlamentares irão analisar o mérito da proposta, debatendo os impactos e o conteúdo da mudança. O prazo para conclusão dos trabalhos é de até 40 sessões do plenário. Caso receba parecer favorável na comissão especial, a PEC será encaminhada ao plenário da Câmara, onde precisará passar por dois turnos de votação. Para ser aprovada, serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis em cada turno. A discussão sobre a redução da maioridade penal é um dos temas mais debatidos no cenário político brasileiro e costuma dividir opiniões entre parlamentares e especialistas em segurança pública, direitos humanos e justiça juvenil. Se aprovada em todas as etapas da Câmara e posteriormente pelo Senado Federal, a proposta poderá alterar uma das regras mais importantes da legislação brasileira relacionada à responsabilização criminal de adolescentes. Por: Radar Ocidental
Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan

O Ministério da Saúde afirmou nesta segunda-feira (8) que ainda não há prazo definido para a conclusão da investigação envolvendo a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa temporariamente pelo governo federal. Durante coletiva de imprensa, representantes da pasta afirmaram que o ministério tem cobrado rapidez nas análises, mas ressaltaram que o processo seguirá os protocolos de segurança e farmacovigilância adotados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Os casos foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendaram a suspensão temporária da vacinação. Questionado sobre quantas cidades receberam a vacina durante a campanha, o ministério afirmou que os dados ainda seriam levantados e poderiam ser divulgados posteriormente. O número não foi informado durante a coletiva. Segundo dados apresentados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 501.044 doses da vacina entre janeiro e 30 de maio deste ano. Desse total, 417.432 foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde em todo o país e 83.612 foram aplicadas em estratégias ampliadas de vacinação realizadas em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO). A decisão não afeta a vacina contra a dengue atualmente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A suspensão envolve exclusivamente o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. 42 casos estão sendo investigadosDe acordo com o Ministério da Saúde, o sistema de farmacovigilância identificou 3.703 notificações de pessoas que apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue após a vacinação, o equivalente a 0,7% dos vacinados. Entre esses registros, 42 casos apresentaram sinais de alerta, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Segundo a pasta, esses eventos representam 0,008% do total de vacinados e são considerados raros, embora inesperados, já que não haviam sido identificados nos estudos clínicos nem previstos em bula.
Mulher que fingia ser adolescente foi a hospital infantil em SC

Em 2023, Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, buscou atendimento em hospital de Florianópolis e afirmou que tinha 13 anos A mulher de 37 anos presa após se passar por uma adolescente de 12 para aplicar golpes chegou a buscar atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis (SC), em setembro de 2023. Amanda Maria Souza de Oliveira foi detida na terça-feira (2), em Joinville, no norte do estado. Segundo o Jornal do Almoço, da RBS TV, a mulher se apresentou no hospital como Caroline da Silva Bastos e disse ter 13 anos. À época, ela vivia em uma casa de acolhimento e procurou atendimento de emergência após relatar fortes dores abdominais. O caso despertou suspeitas na equipe médica. Segundo a diretora-geral do hospital, Maristela Cardozo Biazon, os profissionais consideraram as queixas incomuns e passaram a apurar o histórico da paciente. “Os médicos acharam as queixas estranhas e também identificaram algumas agulhas pelo corpo. Tinha-se a suspeita de maus-tratos. Foi marcada uma consulta no ambulatório e, no intervalo de uma semana até a consulta, foi investigada a história e descoberto que ela já tinha dado essa mesma queixa e aplicado esse mesmo golpe, se podemos chamar assim, em outros locais”, disse Biazon.
Quais clubes brasileiros mais abastecem a Copa do Mundo? O peso dos convocados

Entenda o recorde de jogadores do futebol brasileiro convocados para a Copa do Mundo 2026, a liderança de Flamengo e Palmeiras e a transformação do Brasileirão. Quando uma seleção convoca um jogador para a Copa do Mundo, o clube que o emprega ganha mais do que visibilidade. Ganha validação institucional, prestígio internacional e um selo de qualidade sobre seu modelo de gestão esportiva. Em 2026, o futebol brasileiro alcançou um patamar inédito nesse aspecto, e os números revelam muito mais do que uma simples lista de nomes. Com 32 atletas chamados por suas respectivas seleções, o recorde superou o ano de 1974, quando 27 jogadores foram convocados. Em 2022, na Copa do Catar, apenas sete jogadores que disputavam a elite brasileira estiveram no torneio. O crescimento de mais de 350% em relação ao último Mundial expõe uma transformação estrutural do Brasileirão. O ranking atualizado dos times com mais representantes no torneio traz dados expressivos: Por que Flamengo e Palmeiras lideram o cenário atual A liderança desses dois clubes não é acidental. A expansão das SAFs, aliada ao fortalecimento financeiro, mudou o panorama competitivo. Segundo o especialista em marketing esportivo Amir Somoggi, da Sports Value, a diferença financeira entre Brasil e rivais sul-americanos cresceu de forma expressiva, com os 20 maiores clubes brasileiros atingindo 2,7 bilhões de dólares em faturamento. Essa capacidade financeira permite atrair e reter talentos internacionais. Flamengo e Palmeiras mantêm atletas frequentemente convocados por diferentes seleções sul-americanas, ampliando sua influência regional. Mais convocados significam mais chance de sucesso para o Brasil? A resposta não é tão direta quanto parece. Carlo Ancelotti convocou sete jogadores que atuam em clubes brasileiros, o maior número desde a Copa de 2002, quando o país conquistou o pentacampeonato. Ainda assim, simulações estatísticas colocam a Seleção atrás de rivais europeus. O que dizem projeções e favoritismo para a Copa 2026 O supercomputador da Opta realizou 10 mil simulações da competição e apontou a Espanha como a seleção com maior probabilidade de conquistar o título mundial. O Brasil surge na sexta colocação entre os favoritos, atrás de seleções europeias e da Argentina nas projeções estatísticas. França, Inglaterra e Argentina completam as primeiras posições, enquanto Portugal aparece em quinto lugar. Quem acompanha mercados preditivos e plataformas de análise pode consultar os resultados de análises sobre favoritos e projeções em sites especializados de apostas para entender como esses modelos posicionam cada seleção na disputa pelo título. Apenas para maiores de 18 anos. Na Copa de 2022, a mesma ferramenta colocou o Brasil como grande favorito, mas a seleção pentacampeã perdeu prestígio para 2026 e sequer figura no top 5. Isso sugere que ter jogadores de Copa no campeonato local não se traduz automaticamente em favoritismo para a Seleção. O futebol brasileiro virou polo regional de talentos? Dos 32 convocados que atuam no Brasileirão, sete defendem a Seleção Brasileira, enquanto outros 25 foram chamados por seleções estrangeiras. Esse dado evidencia uma mudança profunda: o campeonato nacional deixou de ser apenas celeiro de jogadores brasileiros para se tornar hub multinacional. O caso do Paraguai é emblemático. A seleção comandada por Gustavo Alfaro retorna ao Mundial depois de 16 anos e conta com sete jogadores que atuam no futebol brasileiro. O Uruguai levou sete nomes ligados ao futebol brasileiro para a Copa. Equador e Colômbia também encontram parte significativa de seus elencos na Série A. Esse fenômeno é impulsionado pela diferença econômica entre o Brasil e o restante da América do Sul. O fortalecimento financeiro dos clubes brasileiros ampliou a competitividade do Brasileirão e sua capacidade de atrair talentos do continente. Os clubes brasileiros ainda moldam seleções como antigamente? Historicamente, os convocados da Seleção Brasileira atuavam majoritariamente em clubes nacionais. Em 2022, apenas três convocados por Tite jogavam no Brasil: Weverton, Everton Ribeiro e Pedro. A recuperação para sete nomes em 2026 é significativa, mas ainda distante dos 13 convocados de 2002. A Copa do Mundo FIFA 2026 será a primeira com 48 seleções e também a primeira com um técnico estrangeiro comandando a Seleção Brasileira. Sob a liderança de Ancelotti, o Brasil tenta provar que a força de seus clubes pode se converter em resultado dentro de campo. A pergunta que permanece é se os clubes que dominam os rankings de convocação estão construindo legados duradouros ou apenas aproveitando um ciclo econômico favorável. Os próximos anos dirão se o modelo de investimento e internacionalização do Brasileirão se sustenta, ou se a próxima geração vai redesenhar o mapa do futebol nacional.
Anac reduz 40% da fiscalização do setor aéreo após cortes no Orçamento

Cortes no Orçamento atingem atividades essenciais da agência, como fiscalização, certificações e formação de profissionais O bloqueio de recursos no Orçamento de 2026 começou a impactar diretamente as atividades finalísticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com risco de prejuízos à segurança operacional e ao funcionamento do setor aéreo no país, conforme a autarquia. 40% de todas as ações de fiscalização de seus regulados serão interrompidas imediatamente. De acordo com comunicado oficial da Anac, as restrições orçamentárias afetam ações centrais da agência, como a fiscalização de empresas aéreas, a certificação de aeronaves e operadores e a qualificação de profissionais da aviação. Essas atividades são consideradas essenciais para garantir padrões de segurança e regularidade no transporte aéreo. O cenário ocorre em meio a um bloqueio mais amplo de gastos do governo federal. Em maio, a equipe econômica anunciou a contenção de R$ 22,1 bilhões no Orçamento deste ano, como forma de cumprir as regras do arcabouço fiscal e acomodar o aumento de despesas obrigatórias. Impactos A limitação de recursos pode levar à redução de inspeções e auditorias, atrasos em processos de certificação e dificuldades na execução de projetos estratégicos da agência. Em momentos anteriores de restrição orçamentária, a Anac chegou a suspender exames teóricos para pilotos e comissários, além de interromper certificações e reduzir fiscalizações. Essas atividades são consideradas sensíveis porque impactam diretamente a segurança do setor aéreo. A diminuição da frequência de inspeções, por exemplo, pode aumentar o risco de falhas não identificadas em companhias aéreas, aeroportos e oficinas de manutenção. “A Anac reitera que bloqueios orçamentários que implicam a atuação finalística de agências reguladoras causam prejuízos diretos a toda a sociedade brasileira, além de queda na arrecadação, como no caso da suspensão das ações de certificação. Sem certificação, não há operação de novas aeronaves no mercado de aviação civil brasileiro”, informou em nota. Orçamento pressionado O orçamento da Anac já vinha sendo pressionado nos últimos anos. Estimativas internas apontam que os recursos disponíveis não cobrem integralmente as necessidades da agência, o que limita sua capacidade operacional e de expansão. Mesmo com tentativas de recomposição parcial em períodos anteriores, a agência ainda opera com restrições que afetam desde contratos até deslocamentos de servidores para atividades de fiscalização e certificação. A Anac alerta que o impacto vai além da gestão interna e pode atingir todo o ecossistema da aviação civil. Isso inclui atrasos na entrada de novas empresas no mercado, entraves à inovação tecnológica e gargalos na formação de mão de obra qualificada. Além disso, a redução da capacidade de supervisão pode gerar preocupação internacional sobre os padrões de segurança da aviação brasileira, com possíveis reflexos em acordos e operações no exterior.
Centro-Oeste pode ter temperaturas acima da média em junho

Previsão do Inmet indica calor acima do esperado em Goiás Por Dinake Nubia O mês de junho deve ser marcado por temperaturas acima da média histórica em todo o Centro-Oeste, segundo a previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O cenário afeta Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, com destaque para áreas que podem registrar desvios de até 1,5°C acima do normal para o período. De acordo com o prognóstico, o calor mais intenso deve ser observado no leste de Goiás, além de regiões do noroeste e sudoeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul. Para o restante da região, a expectativa é de temperaturas até 1°C superiores à média climatológica de junho. Chuvas devem ficar próximas da média na maior parte da região Em relação às chuvas, a previsão aponta um cenário de relativa estabilidade no Centro-Oeste. Os volumes devem permanecer próximos da média histórica em praticamente todos os estados da região. A exceção é uma estreita faixa do sudoeste de Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ficar abaixo do esperado para o mês. Ainda assim, junho já faz parte do período seco em grande parte do Centro-Oeste, especialmente em Goiás e no Distrito Federal, onde as precipitações costumam ser reduzidas nesta época do ano. Início do inverno ocorre em junho Junho marca a transição entre o outono e o inverno no Brasil. O inverno começa oficialmente no dia 21 de junho, às 5h24, pelo horário de Brasília, com o solstício de inverno. O Inmet também destaca que o fenômeno El Niño está em desenvolvimento no Oceano Pacífico Equatorial e pode ser oficialmente caracterizado ainda em junho. O fenômeno é associado ao aquecimento das águas do Pacífico e costuma influenciar o regime de chuvas e temperaturas em diversas partes do mundo.
