Força-tarefa da Polícia Civil prende suspeitos de matar Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas

Com 91% de eficiência em elucidação de crimes, Polícia Civil esclarece caso de corretora desaparecida em Caldas Novas Força-tarefa resultou na prisão de dois suspeitos pelo assassinato de Daiane Alves Souza; helicóptero foi utilizado para auxiliar na localização do corpo A Polícia Civil de Goiás mobilizou uma força-tarefa e utilizou o novo helicóptero da corporação, em operação desde dezembro de 2025, nas buscas pela corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. O emprego da aeronave auxiliou na varredura da região, resultando na localização do corpo da mulher de 43 anos, nesta quarta-feira (28/1), em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. O síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos como suspeitos do homicídio. A investigação contou com o apoio de grupos especializados e recursos estratégicos, como análise de videomonitoramento. “Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. A gente busca muito, não só suspeitos, mas precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio, uma vez que o corpo foi encontrado”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, durante coletiva de imprensa nesta manhã. O delegado-geral também exaltou o trabalho do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa. “Realmente fez um trabalho excepcional durante esse período, conseguindo provas de materialidade e de autoria, trazendo robustez para o inquérito policial. Graças a toda equipe do GIH, Caldas Novas tem um índice de resolução de homicídio e tentativa de homicídio de mais de 91%. Hoje comprovamos esse trabalho que tem sido feito”. Além do GIH, a força-tarefa envolveu equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Inteligência da Polícia Civil. Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela. Após o desaparecimento, familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em unidades de saúde, com amigos e conhecidos. Para a Polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais entre a corretora e o síndico. “A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então houve um atrito aí, uma questão de relação comercial”, disse o delegado André Luiz Barbosa. “Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”, emendou. Em depoimento, o síndico confessou o crime e afirmou ter retirado o corpo do local em sua picape. Fotos e vídeos: Polícia Civil

Goiás é o quinto estado com menos assassinatos no país em 2025

Polícia Militar de Goiás recebeu investimentos para contratação de efetivo, reformas de unidades e aquisição de armamento Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás Foto: SECOM Estado registra 11,27 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, de acordo com levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Número é 4 vezes menor que o registrado entre 2012 e 2016, quando Goiás teve taxas de homicídios acima de 43 a cada grupo de 100 mil habitantes Goiás fechou o ano de 2025 como o quinto estado brasileiro com menos registros de mortes violentas a cada 100 mil habitantes, de acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (21/1). A posição coloca o estado em destaque nacional no quesito segurança pública e reflete o compromisso do Governo de Goiás com a redução constante da criminalidade em território goiano. De acordo com os dados, Goiás registrou média de 11,27 assassinatos a cada grupo de 100 mil habitantes entre janeiro e dezembro de 2025, abaixo da média nacional de 15,97 mortes violentas. “Estamos trazendo a incidência de crimes no nosso estado de Goiás a patamares mínimos. E a segurança pública dá sustentação para que todos os outros setores da economia e da sociedade possam avançar”, afirma o governador Ronaldo Caiado. As maiores taxas estão em estados da região Nordeste: Ceará (32,6), Pernambuco (31,6) e Alagoas (29,4). Já as menores foram registradas em São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38), Distrito Federal (8,88) e Rio Grande do Sul (10,59). Os dados são enviados pelas secretarias estaduais ao governo federal, que é responsável pela divulgação e considera como mortes violentas os homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. O levantamento converge com os dados apurados internamente pelo Governo de Goiás, que evidenciam uma trajetória consistente de redução da violência nos últimos anos. No ano passado, o estado registrou 808 homicídios, número 16% menor que o notificado em 2024 (959). Já na comparação com o ano de 2018, quando ocorreram 2.117 mortes desse tipo, a queda chega a 62%. Os dados foram divulgados na última segunda-feira (19/1). Redução históricaPor muitos anos, o Estado de Goiás figurou entre os estados com as cidades mais violentas do país, com altos índices de criminalidade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, mostram que, entre 2012 e 2016, Goiás registrou taxas de homicídios acima de 43 a cada grupo de 100 mil habitantes. Já dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), de 2015, colocavam Goiás como o quinto estado mais violento do país. Entretanto, desde 2019, o Governo de Goiás tem realizado constantes investimentos na área, o que culminou em queda recorde dos índices criminais e fortalecimento histórico das forças policiais. Nesse período, foram investidos mais de R$ 30 bilhões, com a contratação de mais de 1,6 mil policiais militares; construção e modernização de unidades de segurança; aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos modernos; e ampliação do sistema prisional.

Equipe da unidade durante a primeira captação de órgãos de 2026 em Goiás

Doação de múltiplos órgãos beneficiará pacientes em Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul Fonte:Secretaria da Saúde – Governo de Goiás O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemir Cruz (Hugo) realizou neste domingo (4/1) a primeira captação de órgãos de 2026 no Estado. Foram doados coração, fígado, rins, córneas e pâncreas, que beneficiarão cerca de oito pacientes nos estados de Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A operação mobilizou cerca de 30 profissionais, em uma atuação conjunta entre a equipe médico-assistencial do Hugo, o Corpo de Bombeiros e a Força Aérea Brasileira (FAB). A saída dos órgãos foi marcada por uma salva de palmas de profissionais da unidade, em reconhecimento ao gesto de solidariedade da família do doador e ao trabalho integrado das equipes envolvidas. O fígado, destinado ao Mato Grosso do Sul, e o coração, que seguiu para São Paulo, foram transportados por ambulâncias do Corpo de Bombeiros até o hangar do Governo de Goiás. De lá, o fígado foi levado em aeronave da FAB e o coração seguiu em avião particular, em parceria com o projeto TransplantAR, garantindo agilidade para a realização dos transplantes. A diretora médica da unidade, Fabiana Rolla, destacou a complexidade do procedimento e o empenho das equipes. “A captação de um coração em condições adequadas para transplante é um processo raro e desafiador. Com o apoio da família do doador e o trabalho integrado dos profissionais, foi possível captar não apenas o coração, mas outros órgãos de forma segura e eficiente”, afirmou. Fabiana também ressaltou a importância da parceria com as forças de segurança e o significado do gesto. “A doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade de uma família que enfrenta um momento de profunda dor, mas que, por meio dessa decisão, possibilita salvar e transformar várias vidas”, completou. Em 2025, o hospital registrou o consentimento de 43 famílias para a doação de múltiplos órgãos e tecidos, beneficiando mais de 110 pessoas. Os números consolidam a unidade como referência estadual em captação de órgãos e tecidos para transplantes. O recorde do ano passado ocorreu no mês de agosto, com nove captações, refletindo o engajamento das equipes e a crescente conscientização da sociedade sobre a importância da doação de órgãos. Foto: Hugo

Alunos ligados às Escolas do Futuro de Goiás participam de intercâmbio em Sydney, na Austrália

Alunos goianos desembarcam na Austrália para intercâmbio do programa Goiás Pelo Mundo FONTE:Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação — Governo de Goiás FOTO:Secti Iniciativa do Governo de Goiás envia jovens para curso de um mês em Sydney com todas as despesas custeadas pelo Estado. Programa deve levar mais de 2 mil goianos ao exterior nos próximos 5 anos Trinta e nove estudantes ligados às Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) desembarcaram em Sydney, na Austrália, na noite deste domingo (4), onde vão fazer intercâmbio de um mês, com todas as despesas pagas pelo governo estadual. Eles ficam em solo australiano até o dia 31 de janeiro de 2026 com o objetivo de promover a internacionalização de talentos goianos, desenvolvendo competências linguísticas, interculturais e socioemocionais em jovens que se preparam para o futuro do trabalho. A viagem é a primeira do programa Goiás pelo Mundo, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) que vai levar mais de 2 mil goianos para o exterior nos próximos 5 anos. O programa contempla estudantes, professores, pesquisadores e servidores públicos com oportunidades de intercâmbios, bolsas de mestrado nas melhores universidades do mundo, e fomento para participação em missões de pesquisa e eventos internacionais. Dos 39 participantes desta primeira turma, 31 foram selecionados por desempenho nos cursos de tecnologia das Escolas do Futuro de Goiás e oito conquistaram vaga após vencerem a primeira edição da Olimpíada de Inteligência Artificial, promovida pela Secti em 2024, em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia). A programação inclui curso imersivo de inglês em instituição de referência, além de visitas técnicas e atividades culturais guiadas. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, destaca que o programa abre portas para jovens talentos, especialmente os de baixa renda. “Os estudantes estão hospedados dentro do distrito tecnológico de Sydney, ao lado de universidades de referência global, e estudando na melhor escola de inglês da Austrália. Esta é a primeira turma do programa de internacionalização de capital humano de Goiás, que vai realizar o sonho de muitos que, mesmo com esforço e talento, não teriam acesso a uma experiência como essa”, relata. Mestrado internacional Em outro eixo, o programa vai oferecer bolsas e crédito subsidiado para que estudantes e servidores públicos goianos façam mestrado nas melhores universidades do mundo, com apoio para acesso, permanência e alto desempenho acadêmico. A iniciativa é fruto de parceria entre o Governo de Goiás e o Instituto Trajetórias, adotando um modelo de financiamento inédito no país. O primeiro edital está previsto para fevereiro. Entre as universidades envolvidas estão University College London e London School of Economics (Reino Unido), École Polytechnique (França), Hertie School (Alemanha), Yale (Estados Unidos) e Tsinghua Shenzhen (China). Para impulsionar a produção científica brasileira, o Goiás pelo Mundo também contempla o financiamento de pesquisadores pós-graduandos e doutores para missões de pesquisa no exterior, além de incentivar goianos que queiram participar de competições e festivais internacionais.

Motoristas destroem 20 postes de iluminação por mês em acidentes de trânsito no DF

Desde o começo do ano, 208 postes foram danificados. CEB estima prejuízo de R$ 1 milhão. Por Gabriel Luiz, G1 DF Motoristas do Distrito Federal destruíram, desde o início do ano, 208 postes de iluminação pública em adientes. O número representa uma média de 20 postes por mês. Responsável pela distribuição de energia na capital federal, a CEB estima um prejuízo de R$ 1 milhão, por ano, para refazer as estruturas. Em todo o ano passado, 268 postes foram quebrados. De acordo com a CEB, existem cerca de 300 mil pontos de iluminação pública em todo o Distrito Federal. Três tipos costumam ser os mais ser atingidos por motoristas, com custo variando de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil: Quem paga a conta? Quem paga pelo conserto, normalmente, é o motorista. No entanto, o “meio de campo” para reaver o dinheiro fica a cargo da administração regional. A CEB, porém, diz não ter conhecimento de quantos postes deixaram de ser pagos pelos motoristas que causaram o dano. “O processo de troca de poste envolve muitas variáveis. Para remover o poste, a equipe precisa ser acionada, ir ao local verificar o ocorrido e recolher o poste danificado. A reposição do poste não acontece de imediato, pois vai depender de autorização da administração.” Questionada pelo G1, a companhia também não informou se já chegou a entrar com ação na Justiça contra motoristas imprudentes – por dano ao patrimônio público, por exemplo. A pena prevê até três anos de prisão. Casos Os casos são recorrentes. No último dia 10, um carro da Polícia Militar do Distrito Federal se chocou contra um poste em um trecho da L4 Sul. O motorista, um tenente da PM de 37 anos, foi resgatado com ferimentos e levado ao Hospital de Base. Um acidente parecido foi registrado poucas horas depois, a poucos quilômetros de distância do local. Na madrugada de sábado para domingo (11), por volta das 5h30, um motorista atingiu um poste de luz na Ponte das Garças, sentido Lago Sul. O poste caiu, e o carro pegou fogo em seguida. Em fevereiro, uma ambulância do Samu atingiu um poste de iluminação na Epia Sul, sentido Gama. Quatro pessoas ficaram feridas – o motorista, a médica, a enfermeira e o paciente, que naquele momento era transportado para uma unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Regional de Santa Maria.

Policial militar mata colega de farda após discussão dentro de carro

Segundo as investigações preliminares, o policial preso disse à polícia que não lembrava do momento dos disparos Dois policiais militares de folga trocaram tiros na madrugada de domingo (19/10), na Vila Valqueire, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, após se desentenderem dentro do carro em que estavam. O sargento Eduardo Filipe Santiago Ferreira, de 42 anos, lotado no 18º Batalhão Policial Militar (BPM), em Jacarepaguá, morreu no confronto. O sargento William Amaral da Conceição, de 36 anos, lotado no 40ª BPM (Campo Grande), ficou ferido e precisou ser hospitalizado. Ele foi preso em flagrante por homicídio. Um dos agentes não resistiu aos ferimentos, enquanto o outro precisou ser socorrido ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, de onde foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no bairro do Estácio. A ocorrência ficou a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Corregedoria Geral da Corporação acompanha o caso”, disse a Polícia Militar. Segundo as investigações preliminares, o policial preso disse à polícia que não lembrava do momento dos disparos. Antes da chegada da Polícia Civil no local, William Amaral chegou a dizer aos PMs que atenderam a ocorrência que ele e Eduardo haviam sido vítimas de uma tentativa de assalto.

IGP-M avança 0,27% em novembro

IGP-M acumulado em 12 meses recua mesmo com alta no mês O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,27% em novembro, invertendo a taxa registrada em outubro, quando caíra 0,36%. Com esse resultado, o índice acumula queda de 1,03% no ano e de -0,11% nos últimos 12 meses. Em novembro de 2024, o IGP-M subira 1,30% no mês, acumulando uma alta de 6,33% em 12 meses. “Apesar da alta do IGP-M no mês, chama atenção o fato de que a taxa em 12 meses voltou ao campo negativo, algo que não ocorria desde maio de 2024. Esse resultado está muito relacionado ao comportamento do IPA ao longo do ano. Diferentemente do que se observou em novembro, quando houve altas em algumas commodities agrícolas, em boa parte de 2025 prevaleceram quedas expressivas de preços, tanto de produtos industriais quanto agropecuários. Em vários meses, o IPA registrou variações negativas, o que levou a uma desaceleração mais nítida a partir de maio: naquele momento, a taxa em 12 meses recuou de 7,68% em maio para 4,02% em junho, até alcançar os atuais -2,06%. A queda do IGP-M em 12 meses seria ainda maior não fosse a compensação exercida pelos preços ao consumidor e pelos custos da construção”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Qual o valor do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses? O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumula alta de -0,11% nos últimos 12 meses. Mês dereferência EvoluçãoMensal Acumulado12 meses nov/25 0,27% -0,11% out/25 -0,36% 0,92% set/25 0,42% 2,82% ago/25 0,36% 3,03% jul/25 -0,77% 2,96% jun/25 -1,67% 4,39% mai/25 -0,49% 7,02% abr/25 0,24% 8,50% mar/25 -0.34% 8,58% fev/25 1,06% 8,44% jan/25 0,27% 6,75% dez/24 0,94% 6,54% nov/24 1,30% 6,33% O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avança 0,27% Em novembro, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,27%, invertendo o movimento quando comparada à taxa de outubro, de -0,59%. Analisando os diferentes estágios de processamento, percebe-se que o grupo de Bens Finais subiu 0,12% em novembro, registrando taxa inferior a alta de 0,39% em outubro. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, avançou de 0,25% em outubro para 0,58% em novembro. A taxa do grupo Bens Intermediários subiu 0,46% em novembro, após registrar queda de 0,35% no mês anterior. Registrando comportamento semelhante, o índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) subiu 0,60% em novembro, contra queda de 0,39% em outubro. O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 0,25% em novembro, ante queda de 1,41% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor acelera 0,25% Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,25%, acelerando em relação ao divulgado em outubro, quando o índice subiu 0,16%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três apresentaram avanço em suas taxas de variação: Saúde e Cuidados Pessoais (0,08% para 0,67%), Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 1,17%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,46%). Em sentido oposto, os grupos Vestuário (0,58% para -0,23%), Habitação (0,04% para -0,07%), Comunicação (0,20% para 0,11%), Transportes (0,23% para 0,16%) e Alimentação (0,05% para 0,00%), exibiram recuos em suas taxas de variação. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,28% O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,28% em novembro, acelerando em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,21%. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentos distintos em suas respectivas taxas de variação na transição de outubro para novembro: o grupo Materiais e Equipamentos acelerou a taxa de 0,29% para 0,36%; a variação do grupo Serviços inverteu a taxa de 0,08% para -0,01%; e o grupo Mão de Obra avançou de 0,13% para 0,22%.

Uma mulher ou menina é morta a cada 10 minutos por seu parceiro íntimo ou outro membro da família

O relatório mais recente sobre feminicídios revela que 60% de todos os homicídios de mulheres são cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família.  Uma mulher ou menina é morta a cada 10 minutos por seu parceiro íntimo ou outro membro da família 25.11.2024 O relatório mais recente sobre feminicídios revela que 60% de todos os homicídios de mulheres são cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família.  Nova York, 25 de novembro de 2024 – No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, o relatório Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família, da ONU Mulheres e do UNODC, revela que o feminicídio—forma mais extrema de violência contra mulheres e meninas—continua sendo um problema generalizado em todo o mundo. Globalmente, 85.000 mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em 2023. Desses homicídios, 60% — 51.000 — foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. Isso equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias por seus parceiros ou parentes próximos, ou seja, uma mulher ou menina assassinada a cada 10 minutos. Em 2023, a África registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguida pelas Américas e pela Oceania. Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas no ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto em outras regiões os principais agressores foram membros da família. “A violência contra mulheres e meninas não é inevitável—é prevenível. Precisamos de legislação robusta, coleta de dados aprimorada, maior responsabilidade governamental, uma cultura de tolerância zero e mais financiamento para organizações de direitos das mulheres e órgãos institucionais. À medida que nos aproximamos do 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim em 2025, é hora de líderes mundiais se UNIR e agir com urgência, renovar compromissos e direcionar os recursos necessários para acabar com essa crise de uma vez por todas“, destacou Sima Bahous, Diretora Executiva da ONU Mulheres. “O novo relatório sobre feminicídios destaca a necessidade urgente de sistemas de justiça criminal eficazes que responsabilizem os perpetradores, ao mesmo tempo em que garantam apoio adequado para as sobreviventes, incluindo acesso a mecanismos seguros e transparentes de denúncia“, afirmou Ghada Waly, Diretora Executiva do UNODC. “Ao mesmo tempo, precisamos confrontar e desmantelar os preconceitos de gênero, os desequilíbrios de poder e as normas prejudiciais que perpetuam a violência contra as mulheres. Com o início da campanha deste ano dos 16 Dias de Ativismo, devemos agir agora para proteger a vida das mulheres.” “Nenhum país está livre do feminicídio. Por isso, nosso trabalho tem foco em buscar e compartilhar práticas promissoras que possibilitem real impacto na vida das mulheres e meninas. O primeiro passo é garantir acesso à informação como direito humano primordial. Conhecer seus direitos, saber como exercê-los e onde buscar apoio em situações de violência,” explicou a  Representante Interina de ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino. “Transformar normas sociais que criam as condições de tolerância para a violência, principalmente aquelas ligadas à organização social do patriarcado e assimetrias de poder com base no gênero, também é absolutamente indispensável” O 30º aniversário da Plataforma de Ação de Pequim, em 2025, juntamente com a rápida aproximação do prazo de cinco anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, apresenta uma oportunidade crítica para mobilizar todas as partes interessadas para ações decisivas e urgentes em prol dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero. Isso inclui acabar com a impunidade e prevenir todas as formas de violência contra mulheres e meninas.  21 dias de ativismo Por meio da campanha dos 21 Dias de Ativismo, a ONU Mulheres pedirá a revitalização de compromissos e exigirá responsabilidade e ação por parte de tomadores de decisão. Este ano, comemoramos o 25º aniversário do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com um evento oficial em Nova York, em 25 de novembro, que destacará as melhores práticas de investimento na prevenção da violência contra mulheres, as lacunas, os desafios e o caminho a seguir. Uma campanha global nas redes sociais foi lançada para mobilizar vozes contra a violência de gênero, utilizando as hashtags #NaoTemDesculpa, #21dias #NoExcuse e #16Days. Uma cópia do relatório *Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família* está disponível mediante solicitação e sob embargo até 25 de novembro, às 00h EST / 6h CET. “UNA-SE pelo fim da violência contra mulheres e meninas” é uma campanha global do Secretário-Geral da ONU para gerar visibilidade e compartilhar conhecimento para eliminar a violência contra mulheres e meninas de maneira definitiva. No Brasil, UNA-SE é o marco de comunicação dos 21 dias de ativismo.

Placa Solar ou Geração Distribuída? Entenda qual faz mais sentido

Saiba as diferenças entre instalar placas no telhado e aderir à energia limpa compartilhada e descubra qual opção faz sentido para o seu bolso Por Lemon Energia – TV ANHANGUERA Quando se fala em energia solar A primeira imagem que vem à cabeça de muita gente são telhados cobertos de painéis fotovoltaicos. Essa é uma solução cada vez mais popular, mas não a única forma de consumir energia limpa no Brasil. A chamada Geração Distribuída Compartilhada (G.D.) cresce em ritmo acelerado justamente por resolver um dos principais obstáculos de quem sonha em gerar energia própria: o alto custo de instalação e a falta de espaço para painéis. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mais de 90% dos brasileiros vivem em apartamentos ou imóveis comerciais onde não há área, ou autorização, para instalar placas solares. O sol como ativo energético O Brasil está entre os países mais privilegiados em incidência solar no mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em boa parte do território a radiação diária supera 5 kWh/m². Em termos práticos, significa energia abundante quase o ano inteiro, um recurso que poderia reduzir nossa dependência das bandeiras tarifárias e da oscilação nos preços da eletricidade. Transformar o sol em economia, no entanto, não é simples. E aqui se abrem dois caminhos: instalar placas próprias ou aderir à energia limpa compartilhada. No telhado ou à distância? A placa solar própria é a imagem clássica: o consumidor compra os equipamentos, instala no telhado e passa a gerar sua própria energia. A conta de luz cai, mas o investimento inicial é alto. Segundo a ABSOLAR, o valor médio de um sistema residencial varia entre R$ 18 mil e R$ 25 mil, dependendo da potência e da região. A Geração Distribuída Compartilhada, por sua vez, funciona de forma diferente. O consumidor se torna assinante de uma usina solar remota: a energia é injetada na rede elétrica e os créditos aparecem diretamente na fatura. É como se o telhado do vizinho estivesse trabalhando por você, mas, nesse caso, o vizinho é uma usina inteira. Quando cada modelo faz sentido A escolha depende do perfil: – Quem mora em imóvel próprio com telhado disponível – Possui recursos para o investimento inicial – Está disposto a esperar alguns anos até que o sistema se pague. – Moradores de apartamentos, condomínios, pequenos negócios – Pessoas que não querem (ou não podem) lidar com obras – Ainda não são proprietárias do imóvel – Não possuem o espaço necessário para as placas Esse formato explica por que a G.D. se tornou tão popular. Em 2024, a modalidade cresceu quase 60% no país, segundo a ANEEL. Empresas especializadas, como a Lemon Energia, já reúnem dezenas de usinas parceiras e mais de 15 mil clientes consumindo energia solar compartilhada todo mês. O que dizem as regras A Lei nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, garante que tanto os consumidores com placas próprias quanto os assinantes de usinas remotas tenham direito a compensar a energia gerada com a consumida. Essa previsibilidade dá segurança jurídica e fortalece o setor. Energia do futuro, agora Mais do que uma decisão financeira, a adoção da energia solar é também uma resposta à crise climática. O setor elétrico ainda é responsável por parte significativa das emissões globais, e cada quilowatt limpo injetado na rede é um passo na transição energética. No fim, a pergunta não é apenas se você vai ter energia solar, mas como. E, para a maioria dos brasileiros, a resposta tende a estar na energia limpa compartilhada.

PF pediu prisão de Bolsonaro por conta de vigília convocada por Flávio

Senador Flávio Bolsonaro convocou vigília em frente ao condomínio do pai, no Jardim Botânico (DF). PF solicitou a medida cautelar Manoela AlcântaraPedro Grigori A vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) em frente ao Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, é um dos motivos citados pela Polícia Federal para solicitar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal viu risco à ordem pública no ato e solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a prisão preventiva fosse efetuada. Segundo a PF, uma aglomeração colocaria em risco os agentes, os apoiadores do ex-presidente e o próprio Bolsonaro. “A Informação de Polícia Judiciária 099/2025 identificou que teria sido convocada para o dia 22 de novembro de 2025 uma vigília em prol de JAIR MESSIAS BOLSONARO nas proximidades da residência deste, na cidade de Brasília/DF”, diz trecho da decisão. O documento cita a postagem de Flávio Bolsonaro, que “incita adeptos” de Bolsonaro “a se deslocarem até as proximidades da residência do condenado”. “O senador da República faz uso do mesmo modus operandi, empregado pela organização criminosa que tentou um golpe de Estado no ano de 2022, utilizando a metodologia da milícia digital para disseminar por múltiplos canais mensagens de ataque e ódio contra as instituições”, diz trecho. Moraes diz que os elementos apresentados evidenciam a possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, “com a concentração de centenas de adeptos do ex-presidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares, especialmente no final do ano de 2022, com efeitos, desdobramentos e consequências imprevisíveis”. Além disso, o documento ainda cita que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica na madrugada deste sábado (22/11). Segundo informações do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal apresentadas ao STF, houve ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico, à 0h08. Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22/11) e levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. No mandado de prisão preventiva, Moraes disse que a prisão deveria ser cumprida no início da manhã deste sábado, “com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática”. Na sexta-feira (21/11), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma vigília religiosa em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar chama apoiadores para um encontro de oração “pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade no Brasil”. “Nesse primeiro momento, a gente vai buscar o Senhor dos exércitos. Eu te convido para uma vigília que começa neste sábado”, disse o senador. “Vamos pedir a Deus que aplique a sua justiça […]. E, com a sua força, a força do povo, a gente vai reagir e resgatar o Brasil desse cativeiro que ele se encontra hoje”, disse.