Hospital Regional de Luziânia, que atenderá só casos de Covid-19, oferece 138 vagas de trabalho

O Hospital Regional de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, que será usado exclusivamente para tratar pacientes com Covid-19, abriu processo seletivo com 138 vagas de trabalho. As oportunidades são para os níveis médio, técnico e superior de escolaridade. A contratação obedece o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas os salários não foram informados. A seleção se dará por meio de envio de currículo, o que pode ser feito por meio do site do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) ou pelo e-mail selecaorh.luziania@imed.org.br, onde é preciso descrever o tipo da vaga. As inscrições serão feitas em duas etapas: Refere-se a 50% das vagas do edital, na qual serão consideradas inscrições recebidas até as 17h desta terça-feira (19), com divulgação dos resultados entre 20 e 25 de maio no site do Imed. Refere-se aos 50% das vagas remanescentes, na qual serão consideradas inscrições recebidas até o dia 25 de maio, com divulgação do resultado até o dia 15 de junho no site do Imed. O edital explica que os cabe aos candidatos se atentarem à divulgação dos resultados em virtude da “necessidade de urgência da admissão”. Os aprovados devem comparecer ao início do processo admissional na data determinada. As vagas são para os seguintes cargos: Analista Administrativo/Financeiro Analista de RH Assistente de RH Assistente financeiro Assistente Social Auxiliar Administrativo Auxiliar de Farmácia Auxiliar de Tesouraria Auxiliar de Patrimônio Coordenador de Enfermagem Coordenador de Faturamento Coordenador Fisioterapia Enfermeiro Estagiário de RH Farmacêutico Fisioterapeuta Fonoaudiólogo Gerente Administrativo Gerente de Enfermagem Jovem Aprendiz Motorista Ouvidor Psicólogo Supervisor Administrativo Técnico de Informática Técnico de Segurança do Trabalho Caiado vistoriou Hospital Regional de Luziânia — Foto: Naiara Santos/TV Anhanguera Hospital A unidade conta com 82 leitos de UTI, sendo que, inicialmente, 12 estarão em funcionamento e começarão a ser utilizados num primeiro momento. O hospital começou a ser construído há sete anos e custou mais de R$ 8 milhões, segundo a assessoria da Prefeitura de Luziânia. A unidade já tem alguns equipamentos e leitos para começar a funcionar. O governador Ronaldo Caiado (DEM) vistoriou a unidade na última quinta-feira (14). Na ocasião, ele disse que o hospital ia começar a funcionar na segunda-feira (18), mas isto não aconteceu. No entanto, segundo a assessoria da prefeitura, os atendimentos devem começar nesta semana. Caiado disse que o Hospital Regional de Luziânia é a opção para o tratamento de pessoas com a Covid-19 no Entorno do Distrito Federal enquanto o Hospital de Campanha de Águas Lindas, construído pelo governo federal, não é repassado para a administração estadual.

Justiça do Trabalho em Goiás inicia devolução de mais de R$ 100 milhões esquecidos em contas judiciais

A Corregedoria Regional do TRT de Goiás iniciou a devolução de mais de R$ 100 milhões de reais esquecidos em contas judiciais. Partes, advogados e peritos em mais de 85 mil processos trabalhistas já arquivados, estão sendo notificados para buscarem dinheiro esquecido ou abandonado em contas judiciais que permanecem ativas na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Estes são valores referentes a depósitos judiciais e recursais que não foram procurados por empregados, empresas, advogados, peritos e leiloeiros. Os valores variam de 50 reais à casa dos milhões e foram encontrados por meio do Sistema de Identificação de Valores e Informações (SIVI), desenvolvido pelo TRT18. A busca pelos donos do dinheiro esquecido faz parte do Projeto Garimpo, iniciativa da Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O Projeto Garimpo localiza o dinheiro por meio do cruzamento de dados de processos arquivados com informações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com a Justiça do Trabalho, a maior parte do dinheiro encontrado até agora pertence a empresas (28 milhões). Já o total esquecido por reclamantes ultrapassa a casa de R$ 2 milhões. Também têm verbas esquecidas a recuperar peritos que prestaram serviços à Justiça do Trabalho (R$ 650 mil), advogados (R$ 44 mil) e leiloeiros (R$ 23 mil). A União possui crédito aproximado de R$ 1 milhão de reais, a título de INSS e custas processuais que serão recolhidas aos cofres públicos pelas Varas do Trabalho, independentemente de requerimento. Força-tarefa O Diretor da Corregedoria Regional e Gerente do Projeto Garimpo no TRT18, Marcelo Matos, afirmou que, devido à crise provocada pelo novo coronavírus, a equipe de trabalho está fazendo uma força-tarefa para agilizar a liberação desse dinheiro. Ele alertou, no entanto, que não é necessário que a pessoa ligue no TRT ou nas Varas do Trabalho para saber se tem dinheiro a receber, pois todos os credores dessas contas estão sendo notificados pelo TRT-18 no momento oportuno. Marcelo Matos explicou que a ferramenta utilizada no projeto não identifica os donos dos valores, apenas o processo e o respectivo valor existente em conta judicial ativa. Por esse motivo, as Varas do Trabalho da 18ª Região estão examinando todos os processos arquivados, a fim de que possa ser identificado o beneficiário do crédito, que pode ser o reclamante, reclamado, advogado, perito, leiloeiro ou a União, viabilizando assim a restituição dos valores. O diretor Marcelo Matos esclareceu, ainda, que aqueles beneficiários que não forem encontrados terão os seus valores depositados em conta poupança por um período de 10 anos. Por fim, se os valores não forem sacados nesse período, serão recolhidos à União como depósitos judiciais abandonados. “O que nós recomendamos é que as partes mantenham seus endereços atualizados nos autos a fim de viabilizar a intimação pelas unidades judiciárias do Tribunal”, concluiu. Auxiliar de produção recebe R$ 20 mil que havia esquecido A Justiça do Trabalho notificou uma auxiliar de produção que havia ajuizado uma reclamação trabalhista em 2016 em desfavor de uma avícola da zona rural de Buriti Alegre de Goiás. À época, ela conseguiu receber as verbas trabalhistas por meio de um acordo, mas acabou ficando para trás o valor referente a uma multa paga pela empresa por atraso no cumprimento da avença, que, atualizado, contabilizou mais de R$ 20 mil. O advogado da auxiliar de produção, Vinícius Barbosa, contou que ficou surpreso ao receber uma ligação do pessoal da Vara do Trabalho de Goiatuba informando a existência do saldo em conta judicial a ser sacado pela sua cliente, já que o processo era relativamente antigo. “A reação da reclamante foi de espanto, pois ela me disse não esperar pelo dinheiro e estar desempregada e endividada. Ela está muito feliz com a verba e, em um momento delicado, especialmente agravado pela crise decorrente da Covid-19, poderá satisfazer algumas necessidades”, comentou o advogado. Valores O valor total apurado até o momento pelas Varas do Trabalho do Estado de Goiás, mediante exame dos processos arquivados, soma aproximadamente R$ 32 milhões, dos quais aproximadamente R$ 5 milhões já foram restituídos ao legítimo beneficiário. O valor até então identificado em nome de empresas reclamadas na Justiça do Trabalho soma o montante de R$ 28 milhões e será utilizado, preferencialmente, para a quitação de outras dívidas trabalhistas existentes em nome do mesmo devedor. Caso a empresa quite todos os seus débitos ou não possua nenhuma outra pendência na Justiça do Trabalho, o saldo porventura existente será liberado pela respectiva Vara do Trabalho. Para a liberação desses valores, o grupo de trabalho do Projeto Garimpo em Goiás, coordenado pelo Desembargador Daniel Viana Júnior, corregedor do TRT-18, fixou o valor do teto mínimo em R$ 50,00. As contas judiciais com valores abaixo do piso serão consolidadas numa conta única e terão o saldo total recolhido em favor da União, considerando que se tratam, em sua grande maioria, de valores insignificantes, na casa de centavos e que não justificariam as despesas geradas para a Justiça do Trabalho na localização do titular do crédito.

Casos de covid-19 na Petrobras chegam a 573, com 330 recuperados

O Ministério de Minas e Energia informou nesta segunda-feira (18), em seu boletim, que até domingo (17), 330 empregados próprios da Petrobras, de 573 infectados pelo novo coronavírus (covid-19), já estão recuperados, enquanto 243 ainda se encontram em quarentena, de um universo de 46.416 trabalhadores. O ministério deixou de divulgar os terceirizados que trabalham para a estatal, afirmando que com isso “os dados ficam mais precisos na apuração dentro do intervalo da publicação do boletim”. No último boletim com esse dado, a soma de empregados e terceirizados era de cerca de 800 pessoas. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) também adotou a mesma medida e descontinuou um boletim que publicava diariamente. O último informe da ANP foi publicado no dia 13 de maio, um dia após a informação sobre a primeira morte entre trabalhadores que acessaram plataformas offshore. De acordo com a agência, até o dia 12 de maio, 196 trabalhadores haviam sido infectados, o mesmo número divulgado no dia anterior. A agência informou que no dia 26 de abril foi registrada a primeira morte por covid-19 no setor. Perguntada, a agência não soube informar porque parou de publicar seus informes. A Petrobras também não informa quantos trabalhadores terceirizados estão infectados. O último número divulgado sobre os seus empregados apontava 222 pessoas contaminadas. A disseminação de casos na empresa levou ao aumento de cuidados nas suas unidades, como testagem rápida nos aeroportos que levam trabalhadores para as plataformas. Na semana passada, passou a testar também em refinarias. Os sindicatos de trabalhadores da empresa – Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) – têm denunciado diariamente, desde o início da pandemia, o que consideram descaso com os empregados. Uma campanha foi iniciada nas redes sociais pedindo a demissão do atual presidente, Roberto Castello Branco, e nesta segunda, segundo a FUP, foram distribuídas ações judiciais pedindo a demissão do executivo. “É grave a situação dos trabalhadores terceirizados que atuam em diversas unidades da Petrobras, pois não está havendo fiscalização das gerências da estatal em relação à adoção dos procedimentos para a prevenção contra o novo coronavírus”, diz a FUP em nota, ressaltando que a Petrobras só distribui máscaras para os empregados próprios. Depois de ter sido obrigada a parar duas plataformas por contaminação da pandemia – Capixaba e Cidade de Santos – o problema agora, segundo a FUP, além de refinarias, seria na plataforma no campo de Manati, na bacia de Camamu, na Bahia, operada por uma empresa terceirizada, onde convivem trabalhadores próprios e de empresas contratadas. “Nenhuma dessas pessoas fez o teste rápido da covid-19 antes de serem confinadas em um local pequeno e sem ventilação”, acusa da FUP, informando que já houve um caso na plataforma e a pessoa foi retirada, mas antes conviveu no ambiente que é propício à disseminação e os números devem, aumentar. Também nas refinarias da empresa a todo momento aparecem denúncias, o que levou Ministério Público do Trabalho a aumentar a atenção sobre o problema, indicando que a Petrobras precisa estender o mesmo tratamento dados aos seus trabalhadores aos terceirizados, assim como nas plataformas. Em reunião sobre o balanço na semana passada, a Petrobras informou que vem testando milhares de empregados e que multa as empresas terceirizadas que não cumprem as medidas de combate ao coronavírus nas suas operações. A estatal argumenta que tomou várias outras medidas, como isolamento de suspeitos e retirada imediata dos contaminados das unidades.

Programa Volta Pra_Mim meu_BMG: ganhe dinheiro enquanto gasta

Imagine como seria bom poder comprar o que quiser no seu cartão de débito ou crédito e receber dinheiro de volta, na sua conta poupança. Melhor ainda, com a opção de resgatar os valores acumulados quando achar mais conveniente. Com o programa Volta Pra_Mim meu_BMG, é exatamente o que acontece. Parece um sonho, mas o nome da ação é cashback, que traduzindo do inglês significa dinheiro de volta. Um programa em que você recebe uma porcentagem do dinheiro que gastar toda vez que fizer uma compra, utilizando os cartões de débito ou crédito vinculados à sua conta digital meu_BMG Para utilizar o serviço e começar a desfrutar as vantagens, basta abrir uma conta digital e solicitar a adesão ao Poupa Pra_Mim, a poupança virtual do meu_BMG. Simples assim. O cadastro é gratuito e deve ser feito pelo aplicativo do banco, disponível para download na Google Play e na AppStore. Siga o passo a passo: 1. Baixe o app meu_BMG e abra sua conta digital, é grátis e sem tarifas; 2. Escolha seu plano de benefícios e ative o programa Poupa Pra_Mim; 3. Faça suas compras no débito ou no crédito e receba uma porcentagem do valor das compras de volta, na sua conta poupança digita No meu_BMG você recebe até seis vezes mais dinheiro de volta Divulgação/ Banco BMG Vale lembrar que a iniciativa do meu_BMG é uma das mais atraentes do mercado, revertendo para os clientes valores até seis vezes maiores do que os programas similares de outros bancos. Depois de efetuada a compra no débito, o valor é colocado no seu cofrinho virtual Poupa Pra_Mim em até sete dias corridos. Se for no crédito, entra na conta após a compensação do pagamento da fatura. A consulta pode ser feita quando quiser, no extrato disponível pelo aplicativo, e as taxas devolvidas variam de 0,10% a 0,80%, de acordo com o plano de benefícios escolhido no momento da adesão. Em tempos de economia instável, esta é uma ótima notícia!

Bolsonaro diz que Tarifa Social teve R$ 250 bi, mas foram R$ 900 mi

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para divulgar ações do governo no combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus no País, mas acabou inflando muito os valores destinados ao programa Tarifa Social, que dá descontos na conta de luz para famílias de baixa renda. O Ministério da Economia destinou R$ 900 milhões ao programa, mas o presidente citou um valor bem maior, de R$ 250 bilhões. Segundo a postagem de Bolsonaro nesta terça-feira (19), seriam “R$ 250 bilhões liberados para cobrir os descontos do Programa tarifa social que garantem desconto para famílias de baixa renda na conta de luz. No início de abril, o governo editou uma MP (Medida Provisória) para prever que o Tesouro ajude a pagar a conta de luz das pessoas de baixa renda, por até três meses, desde que o consumo seja de no máximo 220 kWh. Na prática, famílias que têm desconto entre 10% e 65% de acordo com as regras do programa Tarifa Social passarão, nestes três meses, a ter desconto de 100%. Esses descontos adicionais é que serão bancados com o aporte do Tesouro, no valor de R$ 900 milhões. Na mesma postagem, Bolsonaro destacou outras medidas do governo, como aprovação de linha emergencial de R$ 2 bilhões em crédito do BNDES para pequenas empresas, entrega de cestas básicas a indígenas e a destinação de R$ 12,7 bilhões para o benefício emergencial pago a trabalhadores com carteira assinada que tiverem salário e jornada reduzidos ou contrato suspenso.

Governo divulga diretrizes para enfrentar covid-19 em presídios

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão ligado ao Ministério da Justiça, publicou resolução no Diário Oficial da União nesta terça-feira (19), com as diretrizes a serem seguidas para o enfrentamento do novo coronavírus (covid-19) nos presídios do país. De acordo com a resolução, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e demais órgãos de administração penitenciária ficam autorizados a “buscar e implementar soluções alternativas e temporárias para as unidades prisionais, visando à instalação de estruturas extraordinárias específicas para o enfrentamento do novo coronavírus”. Para tanto, deverão observar algumas diretrizes relacionadas à triagem de presos, às unidades de saúde e aos grupos de risco. Segundo o documento, serão destinadas estruturas onde presos que ingressem no estabelecimento prisional possam permanecer por 14 dias, a título de verificação sintomática. Essa separação deverá ser feita conforme as condições de saúde do detido, apresentando ou não sintomas, “sendo vedado o isolamento de contaminados nesse local”. A triagem de inclusão deverá observar critério cronológico de ingresso dos presos, buscando evitar contato que possibilite a disseminação do Ainda no âmbito das diretrizes estabelecidas pela resolução, está a de destinar estruturas ao atendimento e tratamentos que não demandem encaminhamentos à rede hospitalar devido à complexidade, segundo critério da equipe médica da unidade prisional. Novamente a resolução observa ser vedado o uso desse espaço “exclusivamente para o isolamento celular de presos contaminados”. Com relação aos grupos de risco, a resolução prevê a disponibilização de estruturas destinadas ao isolamento de presos idosos, portadores de comorbidades ou quaisquer outros que integrem grupos de maior risco para contaminação pela covid-19. Eles deverão permanecer sem contato com os demais presos durante o tempo de duração da pandemia. “As estruturas a serem disponibilizadas devem atender requisitos de conforto ambiental, ventilação, iluminação, segurança contra incêndio e outros, que assegurem a salubridade e segurança das pessoas presas nelas alojadas provisoriamente e dos servidores envolvidos no atendimento a ser indispensavelmente prestado”, detalha a medida, que veda o uso de contêineres ou outras estruturas similares. Caberá ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestar previamente, por meio de documentos oficiais, se o espaço ocupado é adequado. Também está vedado o emprego ou a disponibilização de estruturas que ponham em risco a saúde ou a integridade física de presos e servidores, ou que violem requisitos de segurança, salubridade e conforto ambiental. O texto acrescenta que é obrigatório que a situação da saúde do preso seja acompanhada, e veda o uso das estruturas para “finalidades que destoem das determinadas pela situação excepcional”, ou acima da capacidade máxima definida para a ocupação. Está previsto o reexame da resolução, pelo próprio conselho, no prazo de 120 dias ou a qualquer tempo, para ajustes eventuais e para a produção de relatórios sobre os resultados obtidos. As medidas entram em vigor a partir de hoje, data de sua publicação.

Em reunião citada por Moro, ministro das Relações Exteriores culpa China pela pandemia do coronavírus

A reunião apontada por Sergio Moro como uma das provas de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal não se restringe a palavrões e pressões do presidente sobre o ex-ministro. Interlocutores de Bolsonaro têm mostrado que um dos temas mais sensíveis foram as falas do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a China. Araújo culpou o país asiático pela pandemia e apelidou a covid-19 de “comunavírus”. Participantes do encontro de 22 de abril relataram que o chanceler declarou, em alto e bom som, que o novo coronavírus é uma “coisa da China”, com o propósito de dominar outras nações. Ao dar o apelido de “comunavírus” à covid-19, o ministro deu uma gargalhada que, segundo presentes, foi acompanhada por Bolsonaro, dando sinais de que concorda com o ministro. Procurado, o ministro disse, por meio da assessoria de imprensa do Itamaraty, que “não tem nada a declarar”. Antes da Advocacia-Geral da União (AGU) entregar o vídeo ao Supremo Tribunal Federal, na sexta-feira passada (8), o órgão pediu que a corte reconsiderasse a entrega da gravação argumentando que, no referido encontro, “foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros”. Outro momento tenso do encontro, desta vez protagonizado por Bolsonaro e Sergio Moro, foi quando o presidente reclamou de uma nota de pesar divulgada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), instituição vinculada à pasta da Justiça, na época chefiada por Moro. No comunicado, a PRF lamentou a morte de um funcionário por covid-19. O presidente se queixou e disse, conforme relatos de quem estava no local, que a corporação deveria ter relacionado a causa da morte a “comorbidades” (como problemas cardíacos, imunidade baixa e pressão alta, por exemplo) e não coronavírus. Como a coluna informou, autoridades que participaram do encontro relataram que Bolsonaro disse, aos gritos, que se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio, trocaria o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, e, se não pudesse substituí-lo, demitiria o então ministro da Justiça, Sergio Moro. A ameaça de demissão foi revelada pelo jornal “O GLOBO”. O Palácio do Planalto também tem mostrado bastante apreensão com as falas de Abraham Weintraub sobre STF no encontro citado por Moro. Integrantes do governo afirmam que, em outras agendas, o ministro da Educação já fez críticas ostensivas aos integrantes do Supremo, sendo que, em uma delas, Weintraub chegou a abrir a janela e a apontar para o outro lado da Praça dos Três Poderes, dizendo que no STF só tinha bandidos. Antes de entregar a gravação citada por Moro, a AGU tinha tentado evitar seu repasse, alegando que o conteúdo seria de “segurança nacional”. Presentes na reunião relataram que não se recordam de temas de segurança abordados no encontro. O relator do caso, o ministro Celso de Mello, afirmou em decisão que, muito em breve, decidirá pelo levantamento do sigilo parcial ou total do material.

Goiás tem 421 pessoas infectadas com coronavírus e investiga mais de 7 mil casos suspeitos

O balanço de atualização diária dos casos de coronavírus em Goiás traz 421 pessoas com a doença Covid-19, derivada do novo vírus. O documento publicado nesta terça-feira (21) mostra ainda que 19 pacientes morreram no estado por complicações provocadas pela doença. Há 7.003 casos notificados como suspeitos, onde os pacientes apresentaram os mesmos sintomas da Covid-19, mas aguardam exames para a confirmação da doença. O Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen) analisa, nesta tarde, 66 amostras coletadas de pessoas com suspeita de infecção pelo novo vírus. O resultado fica pronto entre 24 e 48 horas. Mortes por coronavírus As mortes por Covid-19 foram registradas nas cidades de Aparecida de Goiânia (1), Goiandira (1), Goiânia (10), Luziânia (2), Paraúna (1), Pires do Rio (1), Professor Jamil (1), Rio Verde (1) e Valparaíso de Goiás (1). Há uma pessoa que morreu com suspeita da doença em Araçu. Cidades com casos confirmados Os casos confirmados no estado estão nas seguintes cidades, em ordem alfabética, e com o respectivo número de registros: Águas Lindas de Goiás – 5 Aloândia -1 Anápolis – 35 Anhanguera – 1 Aparecida de Goiânia – 15 Aragoiânia – 1 Bela Vista de Goiás – 1 Bom Jesus de Goiás – 1 Caldas Novas – 1 Campestre – 1 Carmo do Rio Verde – 1 Catalão – 1 Ceres – 3 Cidade Ocidental – 4 Faina – 1 Formosa – 4 Goiandira – 1 Goianira – 1 Goianésia – 24 Goiânia – 240 Goiatuba – 1 Guapó – 1 Inhumas – 1 Itaguaru – 2 Itumbiara – 8 Jataí – 4 Luziânia – 9 Montividiu – 1 Nerópolis – 1 Nova Glória – 1 Nova Veneza – 1 Paranaiguara – 1 Paraúna – 1 Pires do Rio – 3 Planaltina – 1 Professor Jamil – 5 Rialma – 4 Rio Verde – 13 Santo Antônio do Descoberto – 1 São Luís de Montes Belos – 2 Senador Canedo – 2 Silvânia – 1 Trindade – 7 Valparaíso de Goiás – 7 Vianópolis – 1 Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Piauí autoriza agentes a entrar nas casas e desapropriar imóveis

O governo do Piauí autorizou agentes da Sedec (Secretaria de Estado da Defesa Civil) e responsáveis pelo combate ao coronavírus no estado a entrar em propriedades particulares, como casas, para prestar socorro ou para a retirada de famílias do local, quando houver risco de contaminação. Além disso, autoriza o uso de propriedade particular para executar “ações de combate” ao coronavírus. O governo explica que a medida poderá ser usada na escolha de algum imóvel em localização estratégica para transformá-lo em hospital de campanha, por exemplo. A determinação foi publicada em decreto na última quinta (16), assinado pelo governador  Wellington Dias (PT), que estabelece situação de calamidade pública no estado por causa da covid-19. A Sedec também está autorizada a mobilizar servidores do estado e municípios e convocar voluntários para reforçar ações de resposta e realização de campanhas de arrecadação de recursos.

Governador do Pará, Helder Barbalho, está com novo coronavírus

O governador do Pará, Helder Barbalho, informou nesta terça-feira (14) por meio das suas redes sociais que está com covid-19. Segundo o governador, parte da equipe que o acompanha já havia testado positivo para a doença. Barbalho fez um exame no último sábado (11) e o resultado tinha dado inconclusivo. Ele fez também uma contra-prova que havia sido negativa, mas havia a recomendação médica de que refizesse o exame hoje e esse resultado foi positivo para covid-19. Apesar de estar com a doença, o governador afirmou em vídeo publicado nas suas redes sociais que seu estado de saúde é bom, que ele não apresenta sintomas e pediu que a população fique em casa e siga as recomendações de isolamento social. Barbalho disse que sua mulher e filhos estão bem e que desde a última sexta-feira (10) ele trabalha de casa. “Este vírus é extremamente contagioso, ele não escolhe idade, ele não escolhe classe social. Todo mundo está exposto e todo mundo pode pegá-lo. Por isso faço um apelo a você. Fique em casa e vamos juntos vencer o Coronavírus”.