Dia do Macarrão: Brasil é o terceiro maior produtor do mundo
O macarrão, cujo dia é celebrado mundialmente hoje (25), está presente em 99,3% dos lares brasileiros, mostra pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). O brasileiro é o terceiro maior produtor mundial de macarrão, segundo estudo da Organização Mundial de Pasta (IPO). “A pesquisa revelou que o Brasil come muito macarrão. Somos o terceiro produtor mundial em volume [de macarrão]. Perdemos para a Itália e para os Estados Unidos”, disse Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi, em entrevista à Agência Brasil. Quanto ao consumo, no entanto, o brasileiro consome cerca de 6 kg de macarrão por pessoa, bem abaixo da Itália, onde o consumo é o maior do mundo e chegava a 25,3 kg por pessoa em 2013, de acordo com a IPO. Segundo uma teoria, o macarrão teria surgido na China há 4 mil anos e se espalhado pela a Itália por meio do explorador italiano Marco Polo, embora haja outras versões dizendo que ele já existia no Ocidente antes disso. Na Itália, ele é tão popular, disse Zanão, que há mais de 500 tipos de massas. No Brasil, chegou, segundo ele, por meio da Família Real e se difundiu por todo o país por meio dos imigrantes italianos. As massas secas (tradicional, caseira, sêmola, integral, grano duro e com ovos) são as preferidas dos brasileiros, respondendo por 81,3% do consumo, o que correspondia a cerca de 744,9 mil toneladas no ano passado, segundo a Abimapi. Em seguida, aparecem as instantâneas [lámen], com 14,7% (134,6 mil toneladas), e as frescas [que necessitam refrigeração], com 4% (ou 36,6 mil toneladas). As massas secas são mais consumidas por pessoas das classes D e E, enquanto as frescas pelas classes A e B. As instantâneas, por sua vez, são consumidas por pessoas das classes D e E, principalmente jovens. A preferência do brasileiro é pelo espaguete, principalmente com o molho à bolonhesa [preparado com tomate e carne moída]. Outra massa que se destaca é a lasanha seca. “Infelizmente, 50% dos brasileiros gostam mais do espaguete. E digo infelizmente porque temos mais de 60 tipos diferentes [de massas]”, disse Zanão. Outra preferência brasileira é comê-lo em casa. “Onde se gasta mais com macarrão é dentro de casa, talvez pela aceitação, pela praticidade em prepará-lo ou por ser um produto nutritivo também”, disse o presidente executivo da associação. O grano duro, muito consumido na Europa, por outro lado, não faz parte dessa preferência nacional seja por um problema cultural [aqui se prefere macarrão mais mole], seja pelo preço, geralmente mais alto. “De 1 milhão de toneladas que consumimos de massa seca, apenas 0,3% é grano duro”, disse. O estudo foi feito no ano passado em mais de 11,3 mil lares brasileiros. No ranking nacional de consumo, as regiões Norte e Nordeste juntas apresentaram o maior índice de compra, responsáveis por 39% do volume de vendas. Em 2018, segundo dados da Abimapi, o volume total de vendas de massas alimentícias no país foi de R$ 916,3 mil toneladas. O Dia Mundial do Macarrão existe em diversos países e foi criado em 1995 durante o 1º Congresso Mundial de Pasta, em Roma, na Itália. No Brasil, ele foi instituído em 2014.
Operadoras querem planos de saúde para doenças específicas
Congresso e governo receberam de operadoras de saúde uma proposta para abrandar as regras que regulamentam o setor. A ideia apresentada pelo grupo é facilitar a oferta de planos individuais, permitindo a criação de contratos com menor cobertura e mensalidades mais baixas. Caso a solicitação seja atendida, será possível a oferta de planos para atender apenas determinados tipos de doença – como cardíacas ou renais – ou para procedimentos específicos. A ideia é fazer uma espécie de “pay-per-view” da saúde, em que clientes montam o plano de atendimento conforme seu interesse e pagam de acordo com as opções que incluírem. Se a proposta for aceita, poderá haver no mercado planos que não façam atendimento para câncer ou problemas renais, por exemplo. Pacientes que necessitarem o tratamento e não tiverem previsão de cobertura, terão de recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas em saúde preventiva e direito do consumidor ouvidos pela reportagem dizem temer que, uma vez aceita essa modalidade, planos deixem de colocar no mercado modalidades de coberturas que impliquem tratamentos muito caros. Ou, então, que cobrem para esses contratos preços proibitivos. Pela proposta, esses novos contratos não responderiam às regras atuais para o reajuste. Os porcentuais seriam determinados caso a caso, de acordo com a característica de cada carteira. Operadoras reivindicam ainda o fim da proibição do reajuste por idade para usuários com mais de 60 anos, a possibilidade de o setor privado “alugar” equipamentos do SUS para atender seus clientes, a permissão do uso da telemedicina, prazos mais longos para a regra que fixa um limite de espera para a obtenção de uma consulta ou terapia e punições mais leves em caso de descumprimento. Uma carta com as diretrizes gerais foi encaminhada para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O assunto também já é debatido por um grupo restrito de parlamentares. De acordo com assessores de Maia, ele ainda não fez uma análise aprofundada do tema. A intenção de operadoras de saúde é de que a pauta comece a ser debatida tão logo a reforma da Previdência seja concluída. Parte das mudanças conta com o apoio do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que no passado foi presidente da Unimed. O setor tem ainda com outro aliado no governo: Rogério Marinho, atual secretário especial de Previdência. Há dois anos, durante seu mandato de deputado federal, Marinho foi relator de um projeto na Câmara dos Deputados para reformular a Lei de Planos de Saúde. Em vigor desde 1998, a lei de planos fixa garantias mínimas de atendimento para usuários. Atualmente não é permitida a existência de planos segmentados, que ofereçam, por exemplo, apenas alguns tipos de consultas. Há ainda a garantia de acesso a um rol mínimo – uma lista de exames e terapias que são de oferta obrigatória. O rol é atualizado periodicamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O relatório apresentado por Marinho apresentava muitas semelhanças das sugestões agora feitas pelas operadoras de saúde. Na época, no entanto, a discussão não avançou em virtude de resistência de empresas que atuam como administradoras de planos. O presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Reinaldo Scheibe, avalia que o relatório inicial era muito extenso, o que aumentava os riscos de pontos divergentes. A estratégia do setor, agora, é apresentar uma proposta enxuta, com pontos que todos integrantes do setor estejam de acordo. A reportagem teve acesso à carta encaminhada para o Legislativo com as principais reivindicações. Com 11 páginas, o documento sugere ainda a reativação do Conselho de Saúde Suplementar, uma instância que, para analistas, esvaziaria as atribuições da ANS. Caberia ao conselho definir as estratégias principais do setor, incluindo as regras para reajustes de planos. Especialistas consideram o conjunto de propostas uma ameaça para o usuário. “Planos segmentados são um engodo. Não há como fragmentar a saúde”, afirma o professor da Universidade de São Paulo (USP) Mário Scheffer, especialista na área. “Muito menos saber que tipo de doença você pode estar suscetível”, completou. A proposta das operadoras é que planos individuais possam ter o que Scheibe classifica como “plano de entrada”. São planos que oferecem, por exemplo, apenas consultas. Aqueles interessados em ter uma assistência maior, poderiam agregar módulos – seja por especialidade médica, seja por tipo de atendimento – internação ou consultas com médicos especialistas. “É uma forma de garantir plano de saúde para aqueles que atualmente dependem exclusivamente do SUS”, afirma a diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente. A federação representa 15 grupos de operadoras de planos, que representam 36% do mercado e defende as alterações. Na próxima semana, num evento organizado pela federação, as mudanças serão apresentadas formalmente. Mandetta e Marinho estão na lista de palestrantes. Para a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Lígia Bahia, a proposta de planos segmentados altera a relação do mercado de seguros. “Quando sofre um acidente, o reembolso do seguro ocorre qualquer que seja o outro carro envolvido, caminhão, moto ou outro veículo. A proposta agora apresentada é como se você somente recebesse atendimento se o seu veículo tivesse batido em outro carro”, compara. Lígia considera que a regra seria trágica quando aplicada para a área da saúde. “Uma criança com crise de asma, por exemplo. Se ela tem um plano simples, ela não teria atendimento no hospital. Será que isso de fato é o que uma família gostaria?” De acordo com Vera Valente, pesquisas indicam que uma dos maiores sonhos da população brasileira é ter um plano de saúde. Com as regras atuais, afirma, não há como ofertar um contrato com preços mais acessíveis a essa população que hoje depende do Sistema Únicos de Saúde. O professor da USP, contudo, afirma que um contrato de abrangência limitada estaria longe de atender esse sonho, muito menos de evitar uma fila de espera no Sistema Único de Saúde. “A satisfação vai até esse usuário precisar de fato de um atendimento mais complexo”, disse Scheffer. Como o plano de saúde não apresenta cobertura maior, no momento
Sequestrador capota carro com vítima dentro de porta-malas em avenida na Serra
Um criminoso capotou um veículo durante um sequestro na tarde desta sexta-feira (18), no município da Serra. A vítima estava no porta-malas do carro no momento do acidente. O incidente ocorreu na Avenida Talma Rodrigues Ribeiro, na altura do bairro Feu Rosa. O suspeito teria abordado a vítima no bairro São Francisco, localizado na região da Grande Jacaraípe, no mesmo município. De acordo com uma testemunha, no momento em que o sequestrador tentava fugir em direção ao bairro Vila Nova de Colares, populares teriam avistado e abordado o indivíduo. “Inicialmente eu não sabia que era um sequestro. Quando olho para trás, vejo aproximadamente uns 20 homens batendo no cara. Eles bateram nele desde a entrada de Vila Nova de Colares até aqui. Ele apanhou muito”, disse a mulher, apontando para um local próximo a ela. Segundo a mulher que presenciou o ocorrido, a vítima apresentava um machucado na perna no momento em que foi resgatada. Duas viaturas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro. “Hoje em dia a gente sai de casa e não sabemos se vamos voltar vivos”, desabafou a testemunha.
MP garante pensão a crianças nascidas com microcefalia ligada ao zika
O governo federal editou nesta quarta-feira (4) Medida Provisória (MP) que assegura pensão especial por toda a vida para crianças vítimas de microcefalia decorrente do vírus Zika. O benefício será concedido apenas a quem nasceu entre 2015 e 2018 e cuja família receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio no valor de 1 salário-mínimo concedido a pessoas de baixa renda. Para obter a pensão, a pessoa que se enquadrar nos critérios deverá requerer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento vai envolver uma avaliação da condição da criança por meio de perícia médica, que examinará a relação entre a microcefalia e o vírus Zika. No total, 3,1 mil crianças se enquadram no universo potencial da pensão. Segundo o Ministério da Cidadania, o período foi estabelecido pelo fato desses terem sido os anos de pico da incidência da doença no país. O intuito é que a pensão possa servir como substituto do BPC, permitindo que os pais de crianças nessas condições possam trabalhar sem perder o apoio do Estado. Até então, para fazer jus ao BPC os pais deveriam estar na faixa de renda de até 25% do salário-mínimo. Se obtivessem um emprego, sairiam desta faixa e deixariam de receber o benefício. Com a MP, as pessoas hoje inscritas nesse auxílio e que atendem aos critérios estabelecidos no texto podem manter a pensão especial e procurar uma vaga no mercado sem o risco de ficar sem recurso. “A grande maioria das mães [de crianças com microcefalia] são pessoas muito pobres. Tiveram que parar porque crianças com esta síndrome exigem muito. Mas parando elas não teriam renda nenhuma. Essas mães passaram a ganhar o BPC, mas não podiam ter emprego porque se a renda delas aumentassem perderiam o direito ao benefício”, comentou o titular da pasta da Cidadania, Osmar Terra, em cerimônia de assinatura da MP no Palácio do Planalto. O ministro manifestou posição contrária a qualquer ampliação para além do previsto na redação original e justificou o benefício em um momento de dificuldade no orçamento do Executivo Federal pelo fato de, “neste caso”, o Estado ter “falhado”. “Que a MP seja específica para essas mães, para que pelo menos elas tenham a mudança”, disse. Na mesma linha, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que a MP não seja alterada no Congresso Nacional. Nesta hipótese, ameaçou fazer uso do seu poder de veto. “Peço a deputados e senadores que não alterem a MP. Não façam demagogia. Caso contrário, serei obrigado a vetar a Medida porque não posso incorrer em crime de responsabilidade e me submeter a processo de impedimento”, declarou Bolsonaro, durante a cerimônia. Em sua página em rede social, o presidente destacou que a medida atende a demanda das famílias das crianças com microcefalia decorrente do zika. Conquista A presidente da Associação Pais de Anjos da Bahia e líder da Frente Nacional na Luta pelos Direitos da Pessoa como a Síndrome Congênita do Zika, Ingrid Guimarães, ressaltou as dificuldades vividas pelas famílias com crianças nesta condição e manifestou esperar que a medida marque o começo de uma série de conquistas. “Desejo que esta conquista seja o início. Para cuidar das crianças tivemos que nos abster da nossa vida. Essa luta não é fácil. Desejamos que esta conquista não pare por aqui. Nós cidadãos ao pagar impostos ao Estado temos que ter a retribuição nos requisitos mínimos”, declarou.
Oceanos são o verdadeiro pulmão do mundo, diz pesquisador
As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta. Os dados são do Instituto Brasileiro de Florestas. Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100ºC e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indica ainda que peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo. Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas estiveram reunidas na última terça-feira (3/9), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. Entre os condutores do debate e da sensibilização da plateia estavam personalidades de diferentes setores, como o ator Mateus Solano, as jornalistas Sônia Bridi e Paula Saldanha, a atriz Maria Paula Fidalgo, a velejadora olímpica Isabel Swan, o empresário Vilfredo Schurmann, o surfista Rico de Souza, os pesquisadores Frederico Brandini, Alexander Turra e Ronaldo Christofoletti, entre outras. Durante o encontro, os participantes debateram os impactos sofridos pelos mares, além de compartilharem formas de engajar a sociedade em torno do tema, que é de extrema relevância para a sobrevivência e para o desenvolvimento econômico e social. O público foi formado principalmente por comunicadores, empresários, representantes da sociedade, pesquisadores e estudantes. Professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini destacou o importante papel dos oceanos, lembrando que eles são o verdadeiro pulmão do mundo. “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou. Durante sua fala, Mateus Solano lembrou que os humanos não são donos do planeta. “Somos filhos dele. Precisamos dar alguns passos atrás e entender quais caminhos errados tomamos no decorrer da história. Um deles foi utilizar tanto plástico. Se não repensarmos tudo isso, a natureza continuará sofrendo. E é importante lembrar que ela não precisa de nós. A gente é que precisa dela”, ressaltou. De acordo com a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes, o objetivo principal do evento – promovido pela entidade em conjunto com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a UNESCO no Brasil e o Museu do Amanhã – foi aproximar as pessoas dos oceanos. “Temos o compromisso de proteger os mares, engajar a sociedade e ajudar a ter uma economia mais forte, bem-estar amplo e vida marinha conservada. A ideia foi detectar os principais desafios e ‘inputs’ para cumprirmos esse objetivo”, disse. Comunicação O evento foi o primeiro realizado no Brasil voltado a comunicadores, influenciadores e pesquisadores, com o objetivo de estruturar diretrizes para engajar a sociedade sobre a importância do oceano. “A comunicação é um fator importantíssimo para a conservação da saúde oceânica. Por isso, os meios de comunicação têm papel preponderante na conscientização da população nesta causa. O impacto da não conservação afeta não apenas quem vive no litoral, mas também quem está no interior”, lembrou o vice-presidente da COI/UNESCO na América Latina e Caribe, Frederico Saraiva Nogueira. Outro ponto importante apresentado no evento é que os oceanos enfrentam problemas que podem influenciar negativamente na segurança alimentar dos seres humanos. “Precisamos reverter esse quadro urgentemente, pois a tragédia é iminente. O Acordo de Paris e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) devem ser cumpridos mundialmente e o Brasil tem um papel fundamental nessas metas, pois tem uma diversidade marinha fantástica, além de grande dependência do sistema marinho. Essa iniciativa de realizar o evento tem um papel preponderante, pois vai ajudar a propagar esse conteúdo e despertar nas pessoas o compromisso de defender o oceano, tão importante para nosso futuro”, disse por vídeo o secretário especial das Nações Unidas para o Oceano, Peter Thomson. Para Alexander Turra, Cátedra UNESCO para Sustentabilidade dos Oceanos, é preciso relacionar mais a vida do oceano com a vida da sociedade. “Os cientistas precisam ser cada vez mais protagonistas da informação. Não adianta ficar apenas dentro dos laboratórios e não interagir com a sociedade. É preciso comunicar de forma simples e objetiva aquilo que nós defendemos”, afirmou o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Já Vilfredo Schurmann destacou que “o mar está perdendo fôlego devido ao excesso de poluição. E pude ver isso ao redor do mundo”. Especializada em coberturas ambientais, Sônia Bridi afirmou que “a civilização depende barbaramente da preservação do meio ambiente e algo precisa ser feito”. As ideias surgidas no decorrer do Conexão Oceano farão parte de estratégias de comunicação em prol da conservação e sustentabilidade dos oceanos e da vida marinha, tema da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2021 a 2030. (Com informações da Fundação Boticário)
Estafa pode ser tratada com a técnica Neurofeedback
A estafa vem afetando milhares de pessoas e, no último final de semana, ganhou espaço até mídia. Portais de notícias divulgaram que a cantora Anitta foi diagnosticada com a doença e também sintomas de depressão. Também conhecida como síndrome de burnout e esgotamento profissional e físico, a enfermidade já integra a lista Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) que entrará em vigor em 2020. É preocupante, mas tem tratamento e um bastante eficaz é a técnica Neurofeedback. Na maioria das vezes, a estafa está relacionada ao stress. Dentre os sintomas, há uma sensação de cansaço constante, a incapacidade do corpo conseguir relaxar e também falta de motivação, conforme pontua o psicólogo Yuri Wolff. “O sono também pode ficar deficiente, o que desregula o ciclo circadiano que controla nosso sistema de “regeneração” do corpo enquanto dormimos, trazendo mais cansaço, pois o corpo não foi capaz de se reorganizar para o dia seguinte. Há também casos que as pessoas desenvolvem irritação ou desânimo, sentimentos depressivos assim como a memória que também fica prejudicada”. O psicólogo Yuri Wolff é especialista na técnica Neurofeedback e desenvolve o treinamento personalizado para casos como estafa e depressão. Ele explica que o Bio/Neurofeedback tem como objetivo principal a auto regulação do sistema fisiológico. “Portanto promove o reconhecimento de estados disfuncionais, como stress, tensões, falta de energia. A partir dessa observação, conseguimos ensinar ao corpo e a mente estratégias e ferramentas que o próprio indivíduo desenvolve durante o trabalho, modificando esses padrões disfuncionais”. Mas o que é Neurofeedback? O Neurofeedback é uma técnica não invasiva, não medicamentosa e sem efeitos colaterais, pois o objetivo consiste no aprendizado feito pelo próprio cérebro. Essa técnica possibilita enxergar o cérebro funcionando em tempo real e a partir dessa visão são identificados padrões cerebrais disfuncionais para aquele indivíduo. Com a avaliação realizada, o especialista pode “elaborar um protocolo de treinamento com o objetivo de ensinar ao cérebro outros caminhos de funcionamento, aumentando sua capacidade de neuroplasticidade e ativação em situações que causam desconforto e sofrimento a aquele sujeito”, conclui Yuri Wolff. A técnica é muito útil para tratamento de depressão, ansiedade, enxaquecas, transtornos obsessivos compulsivos, insônia, memória e TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Conforme a necessidade de cada caso, será definido um protocolo de treinamento personalizado com o número de sessões. Jaqueline Vaz – Agência Educa Mais Brasil
Governo lança programa que deverá “impor” escolas cívico-militares em todo o Brasil
O governo federal lançou hoje (05/09) o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), em cerimônia no Palácio do Planalto. Com o objetivo de promover a melhoria na qualidade do ensino na educação básica, a meta é implementar 216 escolas em todos as unidades da federação até 2023. Em seu discurso chegou a dizer que não é opção das comunidades aceitar ou não os Colégios em suas regiões. “Não tem que aceitar não, tem que impor”, destacou. As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. Em julho, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado a implementação de 108 escolas nesse modelo, no âmbito do Compromisso Nacional pela Educação Básica. Agora, a meta foi dobrada. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou que as escolas cívico-militares têm um desempenho muito acima da média e são instrumento para a melhoria da educação no país. Segundo ele, a meta é criar 216 escolas, mas o desafio é ter 10% de todas as escolas brasileiras no modelo cívico-militar até o final do governo do presidente Jair Bolsonaro. “As famílias sentem muito mais segurança em deixar seus filhos nas escolas, o ambiente é muito mais seguro, a camaradagem entre os colegas é melhor, eu realmente tenho virado fã desse modelo”, disse. Para o presidente Bolsonaro, o bom desempenho das escolas cívico-militares está ligado à disciplina dos alunos. “Tem que botar na cabeça dessa garotada a importância dos valores cívicos-militares, como tínhamos há pouco no governo militar, sobre educação moral e cívica, sobre respeito à bandeira”, disse. Durante seu discurso, Bolsonaro disse ainda que o que tira um país da miséria e da pobreza é conhecimento, e que o Brasil tem um potencial enorme para explorar, incluindo as riquezas da Amazônia. “Tenho oferecido a líderes mundiais, em parceria, explorar a nossa Amazônia, nossa biodiversidade, a descoberta de novos seres vivos para a cura de doenças, darmos um salto naquilo que o mundo está buscando. Temos um potencial enorme para isso, mas precisamos de cérebros, temos que trabalhar esses cérebros”, ressaltou. De acordo com o MEC, os militares atuarão na disciplina dos alunos, no fortalecimento de valores éticos e morais, e na área administrativa, no aprimoramento da infraestrutura e organização da escola e dos estudantes. As questões didático-pedagógicas continuarão atribuições exclusivas dos docentes, sem sobreposição com os militares, e serão respeitadas as funções próprias dos profissionais da educação, que constam na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A implantação das escolas cívico-militares vai ocorrer preferencialmente em regiões que apresentam situação de vulnerabilidade social e baixos índices no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Entre as premissas do programa estão a contribuição para a melhoria do ambiente escolar, redução da violência, da evasão e da repetência escolar. Para o presidente Bolsonaro, entretanto, a depender do desempenho dos alunos, a implantação da escola cívico-militar pode ser imposta. Ele citou o caso do Distrito Federal, onde o modelo foi adotado em quatro escolas, em parceria com a Polícia Militar. “Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar não, tem que impor”, disse. “Não queremos que essa garotada cresça e vai ser, no futuro, um dependente até morrer de programas sociais do governo”, completou. Neste ano, 54 escolas serão contempladas com o programa, em formato piloto, duas em cada unidade da Federação. A indicação das instituições deverá ser feita pelos estados até 27 de setembro. Os colégios devem ter de 500 a mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e/ou médio. O Ministério da Defesa vai destacar militares da reserva das Forças Armadas para o trabalho de tutores. Eles serão contratados por até dez anos e vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração das escolas. O MEC investirá R$ 1 milhão por escola, para o pagamento dos militares, melhoria da infraestrutura das unidades e materiais escolares. (Com informações da Agência Brasil)
Bolsonaro só aceitará ajuda do G7 à Amazônia se Macron ‘retirar insultos’
O presidente Jair Bolsonaro impôs como condição nesta terça-feira para a aceitação da ajuda do G7 para combater incêndios na Floresta Amazônica o presidente francês, Emmanuel Macron, retirar “seus insultos” pelas declarações questionando a capacidade do Brasil de preservar esta área essencial para todo o planeta. “Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, afirmou o presidente brasileiro a jornalistas que o entrevistavam sobre o anúncio de seu principal ministro de recusar a ajuda do G7 de 20 milhões de dólares para combater os incêndios amazônicos. A tensão com a França – que se soma às recentes controvérsias do Brasil com outros países europeus sobre a política amazônica de Bolsonaro e ameaça um acordo comercial entre a UE e o Mercosul – contrasta com os elogios que o presidente de extrema direita recebeu de seu aliado dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça. “Conheço bem o presidente Jair Bolsonaro por nossa relação com o Brasil. Ele está trabalhando duro nos incêndios na Amazônia e, em todos os aspectos, está fazendo um ótimo trabalho para o povo brasileiro”, tuitou. Ele e seu país têm o apoio total e completo dos Estados Unidos!”, disse ainda. Na mesma rede social, Bolsonaro agradeceu a Trump. “Estamos tendo grande sucesso no combate aos incêndios. O Brasil é e continuará sendo exemplo para o mundo em desenvolvimento sustentável”, afirmou Bolsonaro. “A campanha de fake news fabricada contra nossa soberania não funcionará”, acrescentou. Na Bolívia, onde o fogo também afeta uma parte de seu território na Amazônia, o presidente Evo Morales agradeceu a ajuda do G7, mas a definiu como uma quantia “muito pequena”. – Questão de soberania – Macron questionou na segunda-feira, no final da cúpula do G7 na França, a possibilidade de conferir um “estatuto internacional” à Floresta Amazônica, caso “um Estado soberano adotasse medidas concretas claramente contrárias ao interesse de todo o planeta”. As tensões entre a França e o Brasil aumentam desde que Macron chamou os líderes do G7 na semana passada para uma discussão urgente na cúpula sobre incêndios na Amazônia. Bolsonaro respondeu acusando-o de ter uma “mentalidade colonialista”. A presidência francesa afirmou ainda que Bolsonaro “mentiu” quando assegurou que iria respeitar os compromissos de combater as mudanças climáticas. O ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni sugeriu a Macron na segunda-feira que cuidasse de “sua casa e suas colônias”, esta última em referência aos territórios franceses no exterior, que incluem o Guiana Francesa, na fronteira com o Brasil, exatamente no norte da Amazônia. A tensão tomou contornos pessoais quando Bolsonaro fez um comentário no fim de semana no Facebook que continha uma mensagem ofensiva em relação à primeira-dama francesa Brigitte Macron. O presidente francês classificou os comentários de “extraordinariamente desrespeitosos”. Bolsonaro, ao ser indagado pelos jornalistas na terça, negou qualquer má intenção. “Alguém que botou a foto lá, e eu falei para ele não falar besteira”, afirmou o presidente brasileiro, que, no entanto, encerrou abruptamente a entrevista quando os jornalistas pediram mais explicações. A situação levou o escritor Paulo Coelho a pedir desculpas em francês, em um vídeo postado no Twitter, pelo que chamou de “histeria de Bolsonaro em relação à França, ao presidente da França e a sua esposa”. “Enquanto a Amazônia está queimando, eles não têm nenhum argumento e apenas insultam, negam, dizem qualquer coisa para evitar assumir (sua) responsabilidade”, acrescentou o escritor em referência às autoridades brasileiras. – Mais incêndios – Os dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisa (Inpe) contabilizam 82.285 focos de incêndio de janeiro até segunda-feira, 26 de agosto, 51,9% do total na Floresta Amazônica. O número total marca um aumento de 1.650 focos de incêndio em comparação com o dia anterior e representa um aumento de 80% em relação ao mesmo período de 2018. Mas o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse na segunda que a situação “está sob controle”, observando que o destacamento de mais de 2.500 soldados, centenas de veículos e 15 aeronaves, incluindo dois aviões-tanque Hércules C-130, foram mobilizados para controlar as chamas em nove estados através dos quais a Floresta Amazônica se estende. Porto Velho, capital de Rondônia, uma das cidade mais afetadas, acordou nesta terça-feira com o céu mais limpo graças a uma chuva de cerca de 10 minutos na tarde anterior. O aeroporto, que na segunda-feira ficou fechado por cerca de duas horas por causa da fumaça, funcionou normalmente.
Bolsonaro está disposto a discutir ajuda do G7 à Amazônia se Macron ‘retirar insultos’
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que o Brasil está disposto a discutir a ajuda oferecida pelo G7 para combater as queimadas na Amazônia se seu colega francês, Emmanuel Macron, “retirar os insultos”. “Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, afirmou o presidente brasileiro a jornalistas que o entrevistavam sobre o anúncio de seu principal ministro de recusar a ajuda do G7. “Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, acrescentou. Na noite de segunda-feira, Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, informou que o Brasil recusou a ajuda dos países do G7 para combater os incêndios na Amazônia, e aconselhou o presidente francês a cuidar da “sua casa e das suas colônias”. “Agradecemos, mas talvez estes recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa”, disse Lorenzoni ao portal de notícias G1, em referência ao fundo de 20 milhões de dólares para os países amazônicos anunciado por Macron durante a Cúpula do G7 em Biarritz. “O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio em uma igreja que é um patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país?! Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colônias francesas”, disparou Onyx.
Advogado diz que procuradores tinham ‘ódio’ e pede libertação de Lula
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os advogados do ex-presidente Lula apresentaram nesta terça-feira (27) ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma petição reiterando pedido de habeas corpus para que ele seja solto. O caso está com o ministro Edson Fachin. Os defensores juntaram ao pedido a reportagem publicada nesta terça pelo UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil, que mostra procuradores da Operação Lava Jato ironizando a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Eles debocham do comportamento do ex-presidente, tanto no velório dela quanto no enterro do neto. Arthur, de 7 anos, morreu no começo do ano, vítima de infecção generalizada causada por uma bactéria. “Referidas mensagens mostram, em verdade, que a atuação dos procuradores da República em questão sempre foi norteada por ódio e desapreço pessoal pelo paciente e pelos seus familiares”, afirma o advogado Cristiano Zanin. Tal ódio, diz ainda o defensor, torna os investigadores “absolutamente incapazes de cumprir com seus deveres de imparcialidade, impessoalidade e isenção garantidos pela legislação pátria e internacional”. Em uma das mensagens, a procuradora Laura Tessler diz, depois da morte de Marisa: “Quem for fazer a próxima audiência do Lula, é bom que vá com uma dose extra de paciência para a sessão de vitimização”. Já a procuradora Jerusa Viecili diz: “Querem que eu fique para o enterro?”. Eles ainda comentam o discurso de despedida de Lula no velório de Marisa, em que ele diz esperar que os “facínoras que fizeram isso contra ela [Marisa] tenham um dia a humildade de pedir desculpas”. “Bobagem total…. ninguém mais dá ouvidos a esse cara”, diz Deltan Dallagnol. A reportagem mostra ainda mensagens trocadas entre os procuradores quando Vavá, irmão de Lula, morreu, no começo deste ano. Um deles, Antônio Carlos Welter, pondera que Lula tem direito de ir ao enterro, como a lei prevê para qualquer preso. O procurador Januario Paludo responde: “O safado só queria passear e o Welter com pena”. Quando o neto de Lula morreu, a procuradora Jerusa Viecili comentou no grupo: “Preparem para nova novela ida ao velório”.
