Maio Verde: Dia do Defensor Público é celebrado neste domingo (19)

Data homenageia os profissionais que se dedicam à garantia dos direitos da população em situação de vulnerabilidade econômica, social e jurídica O Dia do Defensor Público é celebrado neste domingo (19). A data homenageia os profissionais que se dedicam à garantia dos direitos da população em situação de vulnerabilidade econômica, social e jurídica. Os defensores públicos atuam diariamente para assegurar o cumprimento da missão institucional da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) de promover o acesso à assistência jurídica integral, gratuita e de excelência às pessoas em condições de vulnerabilidade. A atuação da instituição tem como foco a defesa e a promoção da dignidade da pessoa humana, da cidadania plena e da inclusão social. A DPDF conta, atualmente, com 35 Núcleos de Assistência Jurídica (NAJs) espalhados pelo Distrito Federal | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, poder atuar em prol dos direitos da população do Distrito Federal é um privilégio. “Ter a oportunidade de acolher e ajudar as pessoas que mais precisam é algo indescritível. Esses cidadãos, por vezes, passaram por vários outros lugares e encontram na Defensoria Pública a última esperança para a resolução de seus problemas”, explicou. A DPDF conta, atualmente, com 35 Núcleos de Assistência Jurídica (NAJs) espalhados pelo Distrito Federal. Alguns deles são especializados e outros, regionais. Os primeiros atuam em áreas específicas do direito, a fim de proteger públicos determinados. Os demais promovem a defesa dos assistidos nas áreas cível, criminal, de família e de sucessões nas regiões administrativas do DF. Além de acessar os serviços da instituição diretamente pelos núcleos, a população também conta, desde março de 2023, com o Disque Defensoria 129, coordenado pelo NAJ da Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC). Com a implementação do canal, as pessoas não precisam mais se dirigir presencialmente a uma unidade da DPDF para receber o primeiro atendimento, economizando recursos e tempo. Os defensores públicos atuam diariamente para assegurar o cumprimento da missão institucional da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) de garantir o acesso à assistência jurídica integral, gratuita e de excelência às pessoas em condições de vulnerabilidade São quatro ramais, para atendimentos em diferentes áreas. O dígito 1 é direcionado para casos de competência da Defensoria Pública da União (DPU). O 2 destina-se ao atendimento e ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. O ramal 3 redireciona a ligação ao Núcleo de Execução Penal da DPDF. O dígito 4, por sua vez, recebe, acolhe e orienta demandas sobre todos os outros assuntos não abarcados pelos ramais anteriores. É importante lembrar que o número 129 está disponível de forma gratuita apenas para ligações realizadas no Distrito Federal. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55. Pessoas de outros estados podem entrar em contato com a CRC por meio do número (61) 2196-4300. Dia do Defensor Público O Dia do Defensor Público foi instituído a partir do Decreto nº 10.448, de 9 de maio de 2002. No entanto, as comemorações são feitas desde 1983. A escolha da data é uma homenagem ao falecimento do Santo Ivo (Ivo Hélory de Kermartín), em 19 de maio de 1303, na França. Doutor em teologia, direito, letras e filosofia, ele é considerado o patrono dos advogados. De acordo com os relatos históricos, durante a sua vida, Santo Ivo atuou como defensor dos menos afortunados contra pessoas mais poderosas. Por Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

13 estados relatam casos da febre oropouche; saiba mais sobre a doença

Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 13 de março, o País contabilizava 5.102 casos da doença (ESTADÃO CONTEÚDO) O Ministério da Saúde fez um alerta para o aumento e a disseminação da febre do oropouche no Brasil. Segundo o órgão, até o dia 13 de março, o País contabilizava 5.102 casos da doença, número cinco vezes maior do que o registrado no ano passado (832). Entre os casos registrados até o momento, 2.947 estão no Amazonas e 1.528 em Rondônia. No entanto, já há ocorrências em outros 11 Estados: Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná. Para o governo, o principal motivo por trás do aumento no número de casos é a descentralização da distribuição dos testes para diagnóstico. Sobre a febre oropouche Conforme o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus. A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos, sendo o principal o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, embora outros vetores tenham sido envolvidos na transmissão como o Culex quinquefasciatus. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, muscular, nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede municipal de saúde.

Nova frente fria avança no Sul, e Inmet coloca parte do RS, Santa Catarina e Paraná em alerta

Uma nova frente fria avança pelo Sul desde a sexta-feira, 17. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acendeu alertas de chuvas intensas e temporais para o noroeste e nordeste do Rio Grande do Sul, e todo o Estado de Santa Catarina e do Paraná até o fim da tarde deste sábado, 18, e a madrugada do domingo, 19. O alerta de tempestade pega uma faixa entre sul, oeste e norte catarinense, passa pelo Vale do Itajaí e pela Grande Florianópolis; e chega até sudeste e centro oriental paranaense. Segundo o Inmet, os volumes de chuva podem ficar entre 30 e 60 mm/h, com ventos intensos, de 60 a 100 km/h, e possibilidade de queda de granizo. Nas demais áreas, com alerta de chuva intensa, o Inmet aponta para volumes entre 20 e 30 mm/h, e ventos fortes, entre 40 e 60 km/h. De acordo com o Climatempo, a frente fria espalha nuvens por todo o Sul, mas prevê chuva mais volumosa sobre o “norte gaúcho, incluindo a serra gaúcha, no oeste e sul de Santa Catarina”. O Rio grande do Sul vive sua maior tragédia climática desde que as chuvas começaram no fim de abril. Ao menos 155 pessoas morreram no Estado, mas esse número ainda é considerado parcial e tende a aumentar ao longo dos próximos dias. Ainda há 94 desaparecidos e 806 feridos em decorrência das chuvas, conforme a Defesa Civil. Mais de 2,2 milhões de gaúchos foram afetados e há 540 mil desalojados. O frio continua no RS e em SC, enquanto Sudeste e Centro-Oeste esquentam mais, diz a Climatempo. A frente fria se aproxima de São Paulo, mas, por ora, só aumenta a nebulosidade, e traz pancadas de chuva no Mato Grosso do Sul. O Inmet também acendeu alerta de chuvas intensas para o sudoeste e pantanal sul de Mato Grosso do Sul.

Quantos brasileiros não conseguem ler e escrever um bilhete simples? Veja novo dado de alfabetização

O Brasil possui 11,4 milhões de analfabetos, número que representa 7% do total da população com 15 anos ou mais, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente a 2022. Apesar de ainda permanecer alto, o índice manteve uma sequência histórica de queda; em 2010, o censo apontou que 10% dos brasileiros não sabia ler e escrever um bilhete simples. Em 1940, quando iniciou a série, a taxa era de 56%. O estudo foi baseado nos resultados do Censo 2022 e considera apenas os brasileiros com 15 anos ou mais, que é o recorte mais utilizado internacionalmente para aferir a taxa de alfabetização. O IBGE informou que os dados sobre a população entre 5 e 14 anos serão divulgados em outro momento. Ao todo, em 2022 o Brasil tinha 163 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais. Desse contingente, 151,5 milhões eram considerados alfabetizados, o que equivale a 93% do universo naquela faixa etária. O estudo mostra ainda que quase todos os Estados apresentaram melhores taxas em relação ao censo anterior, de 2010, enquanto alguns permaneceram estáveis – todos eles acima da média nacional. “Esses indicadores são um retrato do investimento em educação feito em décadas passadas. Essa queda (no analfabetismo) já era esperada, porque novas gerações mais educadas vão substituindo as gerações mais velhas e menos educadas”, explica Betina Fresneda, que é analista do IBGE. O nível de alfabetização, contudo, não é uniforme considerando as cinco grandes regiões do País. Enquanto que no Sul o índice chega a 97% da população, no Nordeste ele está em 86%. Houve melhoras em todos os Estados, mas nenhum dos nove que compõem a região ultrapassou a marca de 87%. A disparidade tem a ver com dificuldades históricas de acesso à educação. “O Brasil tem um histórico de atraso e de intermitência de garantia de recursos para a educação, especialmente educação básica, gratuita, pública”, lembra Betina. A analista recorda que recursos financeiros só foram assegurados à educação a partir da Constituição de 1988, e que a Lei de Diretrizes e Bases surgiu ainda mais tarde, em 1996. “Mesmo que você atribua um porcentual das receitas de Estados, Municípios e União para educação, a disponibilidade de recursos é muito diferente entre as regiões”, pontua a analista do IBGE. “Nós temos uma história de diminuição dessas diferenças regionais muito recente. E por ser um indicador de estoque, você vê que essa diferença fica mais pronunciada entre as regiões, principalmente as faixas etárias mais velhas, que não tiveram acesso à expansão educacional que acontece a partir do início da década de 1990.” Apesar de a taxa de analfabetismo ser maior entre os mais velhos – reflexo desse “indicador de estoque” -, todas as faixas etárias apresentaram diminuição nos índices ao longo das décadas. A alfabetização também é maior entre as mulheres; em 2022, 93,5% das brasileiras com 15 anos ou mais sabiam ler e escrever, enquanto o índice era de 92,5% entre os homens. Taxa de alfabetização é menor entre pretos, pardos e indígenas; diferença vem caindo O IBGE também analisou os dados sobre alfabetização por cor ou raça. Segundo o levantamento, “é possível verificar que a expansão educacional não beneficiou todos os grupos populacionais no mesmo ritmo”, segundo o instituto. Entre aqueles que se declararam da raça branca ou amarela, a taxa de analfabetismo ficou abaixo da média nacional. Pretos, pardos e indígenas, por sua vez, apresentaram índice acima da média do País quando são considerados os brasileiros com 15 anos ou mais. De acordo com os dados apurados no censo, 4,3% que se declararam brancos são analfabetos, índice que fica 2,5% entre a raça amarela. Entre os que se declararam pretos a taxa é de 10,1%; pardos, 8,8%; e indígenas 16,1%. Apesar da discrepância, o IBGE apontou que houve diminuição dessa distância em relação ao levantamento anterior, de 2010. Naquele ano, a variação na taxa de alfabetização era de 8,5 pontos entre brancos e pretos, 7,1 entre brancos e pardos, e 14,1 pontos percentuais entre brancos e indígenas. Em 2022, essa distância caiu para 5,8 pontos, 4,5 e 11,8, respectivamente. Brasil chega a 93% de alfabetizados, mas taxa não é uniforme

Criança é resgatada de apartamento em chamas no Rio Grande do Sul

Uma mulher de 38 anos, que seria a mãe do garoto, também foi resgatada, mas sofreu queimaduras em mais de 60% do corpo Uma criança de 6 anos foi resgatada por vizinhos após ficar presa em um apartamento em chamas, na última terça-feira (14), em Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Nas imagens, o menino aparece em um cantinho da sacada, tentando fugir do fogo. Os homens que estavam no andar de baixo precisaram cortar a rede de proteção para salvar a criança, que teve ferimentos leves nos braços e pernas, mas foi liberada do hospital. Uma mulher de 38 anos, que seria a mãe do garoto, também foi resgatada, mas sofreu queimaduras em mais de 60% do corpo. Ela foi levada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As autoridades investigam o que pode ter ocasionado o incêndio.

Governo do RS vai pagar R$ 2,5 mil a famílias na extrema pobreza

Benefício deve ser pago a partir da próxima semana O governo do Rio Grande do Sul promete liberar, até o fim da próxima semana, recursos financeiros emergenciais do programa Volta Por Cima para cerca de 40 mil famílias pobres ou extremamente pobres e que foram afetadas pelas consequências das recentes chuvas que levaram o estado a decretar estado de calamidade pública. Cada família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) residente em regiões reconhecidamente atingidas pelos efeitos adversos dos temporais, como inundações, alagamentos e enchentes, poderá receber R$ 2,5 mil. “Até a sexta-feira [24] da próxima semana, 40 mil famílias vão receber do governo estadual, com este cartão, R$ 2,5 mil”, assegurou o governador Eduardo Leite, informando que 7 mil famílias desabrigadas cujos cadastros já foram apresentados pelas prefeituras receberam nesta sexta-feira (17) a quantia. “É um recurso para ajudá-las a recompor suas casas, para que comprem o que precisarem comprar. O governo não tem que dizer o que elas precisam”, comentou Leite, durante coletiva de imprensa no fim da manhã, em Porto Alegre, e durante a qual o governador detalhou o chamado Plano Rio Grande, projeto que visa a reparar os danos causados pelos temporais. Os R$ 2,5 mil serão disponibilizados por meio do Cartão Cidadão, que o governo já usa para devolver aos cidadãos inscritos no CadÚnico parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). E também para disponibilizar o benefício dos estudantes contemplados no programa estadual Todo Jovem na Escola, de combate à evasão escolar. Beneficiários que tenham perdido seus cartões devem solicitar outro em qualquer agência do Banrisul ou por meio da central telefônica da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no número 0800 541-2323. SOS Rio Grande Em outra iniciativa, o governo estadual decidiu dividir entre milhares de famílias diretamente atingidas pelos efeitos adversos das chuvas parte dos quase R$ 100 milhões que arrecadou por meio de uma conta PIX oficial. Leite já tinha antecipado a ação na última segunda-feira. Na ocasião, o governador assegurou que, parte do dinheiro doado por pessoas de todo o Brasil e do exterior permitiria ao governo estadual distribuir um auxílio emergencial de R$ 2 mil a pelo menos 45 mil famílias. Desde então, o valor arrecadado passou de cerca de R$ 93 milhões para mais de R$ 100 milhões. “Montamos um comitê gestor, com a participação do governo estadual e da sociedade civil, e este comitê decidiu que este recurso deve ir diretamente para as mãos das pessoas atingidas, que precisam ter apoio para se reestabelecer”, disse Leite, hoje, quando as primeiras 428 famílias começaram a receber o dinheiro. Segundo o governo estadual, o benefício já foi liberado para 329 famílias de Arroio do Meio e para 99 da cidade de Encantado, ambas no Vale do Taquari, uma das regiões afetadas já em condições de começar o processo de recuperação e reconstrução. “São pessoas inscritas no CadÚnico, mas que não fazem parte do programa Volta Por Cima porque não estão em condições de pobreza ou extrema pobreza”, acrescentou Leite explicando que, para receber o benefício, as famílias que atendem aos critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor responsável por gerir os recursos arrecadados devem procurar os serviços de assistência social de suas cidades. Edição: Carolina Pimentel Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Eldorado do Sul (RS) tem 75% dos moradores desalojados pelas enchentes

Mais de 6,5 mil residentes estão em abrigos de sete cidades vizinhas Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, é um dos municípios mais atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Com cerca de 90% da cidade debaixo d’água, 30 mil moradores ficaram desalojados, conforme boletim divulgado pela prefeitura nessa quinta-feira (16). O número equivale a 75% da população. Sem condições de permanecer na cidade, 6.572 pessoas foram para abrigos de sete municípios vizinhos (Sentinela do Sul, Camaquã, Mariana Pimentel, Sertão Santana, Gravataí, Guaíba e Porto Alegre). Em Eldorado do Sul, os abrigos receberam 534 deslocados.  Há mais de 12 dias, os moradores esperam pela água do Guaíba baixar para poderem voltar, como a supervisora Rosângela Cerqueira. “Não tem como entrar lá [na casa]. A água está batendo [na altura] no peito”, contou à equipe da TV Brasil.  Por Agência Brasil e Guilherme Portanova – Enviado especial da TV Brasil – Brasília e Eldorado do Sul (RS)

Saque-calamidade do FGTS está disponível em 72 cidades gaúchas

Valor máximo para retirada é de R$ 6.220 por conta do trabalhador Os trabalhadores de 72 municípios do Rio Grande do Sul afetados pelas fortes chuvas que caíram no estado desde o fim de abril já podem fazer a solicitação de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na modalidade Calamidade. O número considera os 14 municípios habilitados a receberem o benefício, incluídos na lista atualizada nesta sexta-feira (17). O saque-calamidade pode ser realizado pelos trabalhadores residentes em áreas afetadas por desastre natural indicadas pelas secretarias de defesa civil dos municípios. A liberação do saque será autorizada após o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR) reconhecer, por meio de portaria, o estado de calamidade pública ou situação de emergência daquela localidade. Municípios habilitados Qualquer cidadão com saldo na conta do FGTS poderá fazer o saque-calamidade no valor máximo de R$ 6.220 por conta. Inclusive quem já fez o saque nos últimos 12 meses pelo mesmo motivo. A solicitação a este tipo de saque poderá ser realizada até 90 dias depois da publicação da portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconhecendo a situação de emergência ou o estado de calamidade pública. Os 14 novos municípios habitados pela Caixa que tiveram o estado de calamidade pública decretado, são: Até 09/07/2024 ·         Uruguaiana Até 03/08/2024 ·         Muçum Até 12/08/2024 ·         Bom Princípio ·         Canela ·         Dois Lajeados ·         Paraíso do Sul ·         Porto Lucena ·         Putinga ·         Sapucaia do Sul ·         São Gabriel ·         São Vendelino ·         Silveira Martins ·         Três Coroas ·         Vera Cruz Em relação às últimas enchentes, os trabalhadores de 58 outros municípios já estão com período de saque válido. Agudo, Anta Gorda, Arroio do Meio, Arvorezinha, Bento Gonçalves, Bom Retiro do Sul, Cachoeirinha, Campo Bom, Candelária, Canoas, Capela de Santana, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Encantado, Esteio, Farroupilha, Faxinal do Soturno, Feliz, Forquetinha, Guaíba, Guaporé, Harmonia, Jaguari, Igrejinha, Lagoão, Lajeado, Maratá, Mata, Montenegro, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Passo do Sobrado, Paverama, Portão, Porto Alegre, Porto Xavier, Rio Pardo, Roca Sales, Rolante, Santa Cruz do Sul, Santa Tereza, Santiago, São Jerônimo, São José do Herval, São Leopoldo, São Marcos, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Serafina Corrêa, Sinimbu, Sobradinho, Taquara, Taquari, Teutônia, Triunfo e Venâncio Aires. A lista completa das cidades habilitadas e o prazo de cada uma delas para solicitar o saque pode ser conferido no site Como sacar A Caixa Econômica Federal (CEF) informa que não há mais intervalo mínimo de 12 meses entre o último e o novo saque na modalidade Calamidade para os residentes nos municípios habilitados do Rio Grande do Sul neste mês de maio. Para pedir a liberação do benefício, o trabalhador que tem direito deve acessar no aplicativo FGTS e fazer a solicitação com clique na opção “Solicitar meu saque 100% digital” ou, no menu inferior, “Saques” e selecionar “Solicitar saque”. Na seleção do motivo do saque, apontar “Calamidade pública” — Informar o nome do município e selecionar na lista disponível, depois digitar o CEP e número da residência e clicar em “Continua”. Depois, é necessário encaminhar os seguintes documentos: -Documento de identidade (— carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte — com envio da frente e do verso do documento; foto do próprio rosto (selfie) segurando este mesmo documento de identificação aparecendo na foto) -Comprovante de residência em nome do trabalhador (conta de luz, água, telefone, gás, fatura de internet e/ou TV, fatura de cartão de crédito, entre outros), emitido até 120 dias antes da decretação de calamidade; -Certidão de Casamento ou Escritura Pública de União Estável, caso o comprovante de residência esteja em nome de cônjuge ou companheiro(a). Em razão dos alagamentos, se não for possível apresentar comprovante de residência em nome do trabalhador, o cidadão deverá apresentar uma declaração do município atestando que o trabalhador é residente na área afetada. A dispensa do comprovante de residência foi oficializada nesta quinta-feira (16), pelo governo federal. O cidadão deve selecionar a opção para creditar o valor em conta CAIXA, inclusive poupança, ou outro banco. Após o envio, a Caixa irá analisar sua solicitação e, caso esteja tudo certo, o valor será creditado em na conta. Dúvidas Mais informações sobre o saque-calamidade podem ser obtidas no site oficial do FGTS . Caso necessário, os telefones de contato com a Caixa são os números 4004 0104 (para ligações feitas a partir das capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 104 0 104 (nas demais regiões). Edição: Aline Leal Por Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Aumenta para 151 o número de mortos na tragédia no Rio Grande do Sul

Segundo a Defesa Civil, 104 pessoas seguem desaparecidas no estado As fortes chuvas do Rio Grande do Sul causaram ao menos 151 mortes, de acordo com boletim divulgado às 9h desta quinta-feira (16). O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 104 desaparecidos. As mortes ocorrem em 44 cidades, conforme a Defesa Civil, e há 806 feridos. No total, 458 municípios foram afetados, sendo que 77.199 pessoas estão desabrigadas e 538.164 ficaram desalojadas. Conforme o governo do Rio Grande do Sul, 76.620 pessoas foram resgatadas. Até a manhã desta quinta, 236.888 endereços continuam com o fornecimento de energia elétrica interrompido. Outros 129.977 seguem sem abastecimento de água. As informações são do governo do estado e constam em boletim divulgado às 9h desta quinta. Segundo a CEEE Equatorial, 112.488 pontos estão sem energia. O que representa 6,2% do seu total de clientes. A RGE Sul, por sua vez, afirmou que 124.400 endereços seguem sem eletricidade. O número representa 4% dos clientes da companhia. Os serviços de telefonia e internet da Claro e da Tim estão normalizados, mas os da Vivo estão sem funcionar em cinco municípios. As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e mais de 378 mil alunos foram impactados. Nesta quinta, são 1.057 escolas afetadas, 554 danificadas e 88 servindo de abrigo. A tragédia tem sido comparada ao furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans, na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais de mil mortes. Profissionais de saúde apontam semelhanças entre as duas tragédias, como falta de prevenção de desastres naturais e inexistência de uma coordenação centralizada de decisões. Colapso nos hospitais, dificuldade de equipes de saúde chegarem aos locais de trabalho e desabastecimento de medicamentos e outros insumos são outras semelhanças apontadas. SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS O nível do lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), ficou abaixo dos 5 metros pela primeira vez desde segunda-feira (13), de acordo com medição realizada no início da manhã desta quinta-feira. O nível chegou a 4,99 às 6h15, no cais Mauá. Segundo o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o nível do lago deve diminuir lentamente nos próximos dias, ficando acima dos 4 metros durante a semana. O pico até o momento foi registrado há uma semana, quando o lago subiu para a faixa de 5,3 metros. Segundo o Painel Informativo da Prefeitura de Porto Alegre, os eventos climáticos de maio deste ano no Rio Grande do Sul superaram qualquer registro histórico e impactaram milhões de pessoas. O IPH recomenda a manutenção de atenção às áreas de risco, mesmo onde houve redução da inundação, e ações imediatas para restabelecimento da infraestrutura e manutenção de serviços essenciais como o saneamento básico. Apesar de o lago estar acima da cota de inundação (3 m no Centro), a Prefeitura de Porto Alegre planeja a limpeza da cidade. Em uma primeira etapa, os trabalhos serão realizados nos 21 bairros mais atingidos pela enchente e incluirão raspagem e remoção de terra e lodo, lavagem das ruas e avenidas, recolhimento de resíduos e entulhos como móveis inutilizados pelas águas. Vinte equipes começarão a limpeza, à medida que as águas baixarem. A previsão é de contratação emergencial de 55 equipamentos, entre caminhões, carretas, pás carregadeiras e escavadeiras hidráulicas. A prefeitura informou, em postagem nas redes sociais, que vai precisar de equipamentos e ajuda voluntária, além da estrutura e equipes própria.

Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas enchentes no RS

Boletim aponta que 90% dos municípios do estado foram atingidos Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil  – Brasília Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul. Até o momento, 76,5 mil pessoas foram resgatadas, segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 18h.  O estado contabiliza ainda 538.126 desalojados e 76.580 pessoas em abrigos. Foram confirmadas 149 mortes. Há ainda 108 pessoas desaparecidas e 806 feridas. Mais de 90% dos municípios do estado foram atingidos – 452  cidades de um total de 497. O estado tem 241,1 mil pontos sem energia elétrica e 136 mil domicílios sem abastecimento de água.  As chuvas que atingiram o estado também provocam danos e alterações no tráfego nas rodovias estaduais gaúchas. Atualmente, são 91 trechos com bloqueios totais e parciais em 49 rodovias, entre estradas, pontes e balsas, segundo informações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), consolidadas com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, segue com as operações suspensas por tempo indeterminado. A orientação aos passageiros é para que entrem em contato com a sua companhia aérea para mais informações sobre os seus voos. Os aeroportos administrados pelo governo do estado (Canela, Capão da Canoa, Carazinho, Erechim, Passo Fundo, Rio Grande, Santo Ângelo, Torres), pela CCR  (Bagé, Pelotas e Uruguaiana) e os aeroportos municipais (Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul) operam normalmente.  Edição: Lílian Beraldo