Provas do Enem 2024 serão em 3 e 10 de novembro; confira o cronograma

Inscrições começam no próximo dia 27 e vão até 7 de junho O cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 foi divulgado nesta segunda-feira (13). As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro, e o gabarito oficial será divulgado em 20 de novembro. A previsão é de que os resultados sejam divulgados em 13 de janeiro de 2025. De acordo com o edital, as inscrições começam no próximo dia 27 e vão até 7 de junho. A inscrição deve ser realizada pelo endereço enem.inep.gov.br/participante. A taxa de inscrição (R$ 85) deve ser paga de 27 de maio até 12 de junho. As solicitações para tratamento por nome social e para atendimento especializado devem ser apresentadas até 7 de junho. O resultado inicial do pedido de atendimento especializado será publicado em 17 de junho, quando inicia o período para apresentação de recursos, que vai até o dia 21. Já o resultado final, em resposta aos recursos apresentados, está previsto para 27 de junho. É também na Página do Participante que será disponibilizado o Cartão de Confirmação da Inscrição, em data ainda a ser divulgada. O cartão informa o número de inscrição; a data, a hora e o local do exame; a opção de língua estrangeira, e as indicações para atendimento especializado e tratamento por nome social. O edital do Enem 2024 foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13), data que coincide com a divulgação dos resultados sobre os pedidos de isenção da taxa de inscrição, na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – entidade organizadora do certame. Cronograma Inscrições: 27 de maio a 7 de junho Solicitações (nome social e atendimento especializado): até 7 de junho Resultado do pedido de atendimento especializado: 17 de junho Pagamento da taxa de inscrição: 27 de maio a 12 de junho Provas: 3 e 10 de novembro Gabarito oficial: 20 de novembro Resultado da prova: 13 de janeiro de 2025 Provas O edital prevê que o exame será constituído de quatro provas objetivas (cada uma com 45 questões de múltiplas escolhas) e uma redação em língua portuguesa. São quatro áreas de conhecimento a serem avaliadas. A primeira, de linguagens, redação, códigos e suas tecnologias, tem como componentes curriculares as disciplinas língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação. A segunda área de conhecimento (ciências humanas e suas tecnologias) tem como componentes curriculares as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia. Na área de ciências da natureza e suas tecnologias, serão cobrados conteúdos de química, física e biologia. A quarta área de conhecimento é a de matemática. De acordo com o Ministério da Educação, o exame é estruturado a partir de matrizes de referências disponibilizadas no portal do Inep. No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens; redação; códigos, ciências humanas e suas tecnologias. Os candidatos terão cinco horas e 30 minutos para responderem as questões. O segundo dia será dedicado à aplicação das provas de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. A aplicação terá cinco horas de duração. Enem Há mais de duas décadas, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e representa a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. Isso porque as instituições de ensino públicas e privadas adotam as notas do Enem para selecionar estudantes, nos processos seletivos. Os resultados servem também para seleções de beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas. Algumas universidades lusitanas possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame. *Matéria ampliada às 11h40
Nova cheia do Guaíba deve aumentar área de alagamento

Moradores de áreas atingidas não devem voltar para casa, diz prefeito O nível do Guaíba, em Porto Alegre, ultrapassou 5 metros no início da tarde desta segunda-feira (13) e a tendência é de que continue subindo nos próximos dias, podendo superar a marca de 5,5 metros. A prefeitura estima que a área que já tinha sido afetada na semana passada será alagada novamente, com a possibilidade de um “pequeno avanço” na área atingida. O prefeito da capital, Sebastião Melo, disse que as pessoas que tiveram as residências atingidas na semana passada não devem voltar ainda para casa. “Meu apelo é para que ninguém volte para casa. Tomara que não chegue a 5,5m, mas temos que acreditar na meteorologia”, disse em entrevista coletiva. Na última semana, o nível do lago atingiu 5,35m, deixando milhares de pessoas desabrigadas. Segundo ele, a prefeitura está preparada para alojar mais pessoas nos abrigos já existentes e em outros abrigos que serão disponibilizados. Atualmente, oito estações de bombeamento de águas pluviais estão em operação na cidade e até amanhã devem voltar a funcionar mais duas. Os equipamentos servem para permitir a drenagem das águas pluviais. A capital tem 23 estações de bombeamento, mas parte delas ficou danificada pelas inundações. Segundo o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Mauricio Loss, foi feita uma contenção reforçada para conter as águas do Guaíba, além de diversos diques de contenção pela cidade. Ele não quis estimar quanto tempo será necessário para que as águas baixem totalmente na capital. “Diversos fatores influenciam no tempo de escoamento da água, estamos sujeitos a diversas intempéries, não tem como prever”, disse. Estragos O prefeito estima que a limpeza da cidade após a inundação vai custar mais de R$ 100 milhões. “Você vai ter que raspar o lodo, desentupir esses canos entupidos. O estrago da cidade é monstruoso”, disse. Um levantamento da prefeitura mostra que mais de 157,7 mil pessoas foram afetadas pelas cheias na capital gaúcha. Um total de 39,4 mil edificações foram atingidas e 1.081 quilômetros de vias públicas ficaram danificadas. Abastecimento Segundo Loss, amanhã serão religados os motores da estação de tratamento de água do bairro Moinhos de Vento, com a possibilidade de retomar o abastecimento a partir de quarta-feira. “Há previsão do repique do Guaíba, temos a contenção para isso, esperamos que nada ocorra, mas não podemos descartar que a força e o nível das águas possam atrasar esse serviço”, explicou. O Dmae também anunciou que os 152 abrigos cadastrados pela prefeitura serão isentos do pagamento de água até um mês após o término do acolhimento. Os moradores que são beneficiários da tarifa social serão isentos da conta de água por seis meses. Edição: Lílian Beraldo
Data da Abolição da Escravatura retoma debate sobre reparação a negros

Países da Europa pediram desculpas pelo tráfico de negros O 13 de maio marca o Dia da Abolição da Escravatura, instituída pela Lei Áurea há 136 anos. A data marca debate sobre como deve ser a reparação histórica ao povo negro escravizado. Em 1992, o Papa João Paulo II pediu perdão pelo papel da Igreja a favor da escravidão. Holanda, Alemanha e França, países que lucraram com regimes escravistas, também reconheceram os crimes cometidos contra ex-colônias. Um dos atos mais recentes foi de Portugal. No fim de abril deste ano, o presidente Marcelo Rebelo disse que o país foi responsável por crimes cometidos durante a escravidão transatlântica e a era colonial, e sugeriu a necessidade de reparações.Apesar de não ter sido formalizado, o gesto do presidente português atende a uma antiga reivindicação do movimento negro no Brasil e é considerado primeiro passo para a implementação de uma política de reparação, focada em reduzir as injustiças históricas contra negros. Durante mais de quatro séculos, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados, transportados à força por longas distâncias, principalmente por navios e comerciantes europeus, e vendidos como escravos. Portugal e Inglaterra aparecem como os países que mais traficaram. Estima-se que quase 6 milhões de negros tenham sido vítimas do sistema escravista português. O Brasil era o principal destino, para onde vieram entre 4 e 5 milhões de homens, mulheres e crianças. Cerca de 1 milhão chegou pelo Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, o maior porto escravagista das Américas. A historiadora especialista em escravidão e relações raciais nas Américas, Ynaê Lopes Santos, destaca que a reparação pode ocorrer com ações de curto, médio e longo prazo. Ela cita, como exemplo, a devolução de artefatos aos países colonizados. “No caso de Portugal e muitos países europeus, há um reconhecimento das suas ações colonialistas em relação a artefatos. Uma trajetória interessante da devolução de objetos que estão em muitos museus na Europa, mas que pertencem a países que foram colonizados. Eu acredito em uma política de reparação financeira”, afirmou. Brasil Há também a cobrança por reparação pelo Estado brasileiro. Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal, por exemplo, passou a investigar a responsabilidade do Banco do Brasil no tráfico de pessoas negras escravizadas no século XIX. A instituição financeira pediu perdão ao povo negro. Outra proposta é a criação de um fundo soberano para sanar privações de direitos. Para o presidente da Comissão da Igualdade Racial do Instituto dos Advogados Brasileiro (IAB), Humberto Adami, as propostas de reparação devem ser buscadas, mas acredita em uma “difícil implementação com as forças políticas de hoje”.
Rio Grande do Sul tem previsão de mais chuva forte neste domingo

Cemaden vê risco alto de alagamentos e deslizamentos RIO DE JANEIRO (AGÊNCIA BRASIL) – Um bloqueio atmosférico causado por uma frente estacionária vai continuar provocando instabilidade no tempo do Rio Grande do Sul com volumes de 30 a 50 milímetros (mm) de chuva, pelo menos até quarta-feira (15), quando está prevista a entrada de uma massa polar. A informação é do meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Glauco Freitas. Segundo Freitas, esses volumes em situações anteriores não provocariam esse descontrole, mas agora, com a quantidade de chuva dos últimos dias, qualquer incidência acima de 10 mm traz preocupação e, quando atinge 30 mm, causa transtornos à população. “Esse sistema deve permanecer, pelo menos, até quarta-feira, provocando chuva. Na quarta-feira teremos a entrada de uma massa de ar polar, abrindo o tempo em grande parte do estado”, disse em entrevista à Agência Brasil. O meteorologista adiantou que o avanço intenso da massa polar vai provocar queda nas temperaturas, que deve ficar em torno de 0°C em algumas regiões. Na Campanha, a mínima pode ficar perto de 2°C a 3°C e, em Porto Alegre, perto de 10°C. “[Há previsão de] bastante frio nesta região no decorrer da próxima semana”, afirmou, acrescentando que o estado de Santa Catarina também será atingido. Freitas disse que existe uma expectativa de que a chegada do frio possa reduzir a quantidade de chuva, mas os modelos meteorológicos ainda não apontam essa situação. “A princípio ainda não vai conseguir quebrar o bloqueio [atmosférico que provoca as chuvas]. Há uma expectativa, mas até agora as análises e modelos não mostraram isso.” Cemaden vê riscos O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertou neste sábado que considera muito alta a possibilidade de novas ocorrências hidrológicas, como alagamentos, em várias regiões do Rio Grande do Sul, devido à previsão de chuva com possibilidade de altos acumulados para domingo, principalmente na porção centro-norte do estado. O risco aumenta por estar somado à permanência das inundações, aos níveis fluviométricos (dos rios) elevados em vários municípios e ao deslocamento das ondas de cheia, decorrentes dos acumulados de chuva dos últimos dias e das condições de saturação do solo. O alerta vale para as mesorregiões Noroeste, Centro-Ocidental, Nordeste, Sudeste e Sudoeste Rio-Grandense e Metropolitana de Porto Alegre. Além disso, o Cemaden considera alta a probabilidade de ocorrência de deslizamentos nas mesorregiões Nordeste e Centro-Oridental do Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana de Porto Alegre, principalmente na Serra Gaúcha, também devido à grande quantidade de chuva na última semana e à previsão de mais temporais no decorrer do dia. Neste cenário, há possibilidade de deslizamentos de terra esparsos, especialmente “quedas de barreira” à margem de estradas e rodovias e reativação dos deslizamentos já registrados. Domingo e segunda A meteorologista da Sala de Situação do Estado do Rio Grande do Sul, Cátia Valente, informou por meio de vídeo que as chuvas vão voltar a ser fortes, principalmente, neste domingo (12) e na segunda-feira (13). No sábado (11), segundo ela, houve registro de chuvas em todas as regiões do estado. “Os volumes não são tão elevados, mas a nossa preocupação é que as chuvas vão voltar a ficar muito intensas ao longo de todo o domingo. Os volumes podem ser bastante expressivos desde o noroeste gaúcho, passando pelo centro, região dos vales, região metropolitana, serra e litoral norte”, alertou. Cátia Valente chamou atenção também para a condição de ventos fortes, especialmente, na parte leste do estado. “Muita atenção aos avisos e aos alertas da Defesa Civil do estado, porque novamente podemos ter respostas hidrológicas e, principalmente, podemos ter movimentos de massa, especialmente nas áreas mais elevadas”, destacou a meteorologista.
Caiado visita Bolsonaro no hospital em São Paulo

Ex-presidente está internado para tratar de uma infecção na pele e um quadro de obstrução intestinal O governador Ronaldo Caiado (União) fez uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (11/5), no no Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo. O ex-presidente está internado para tratar de uma infecção na pele e um quadro de obstrução intestinal. O senador Magno Malta (PL-RS) estava presente. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve “melhora progressiva”, mas ainda segue sem previsão de alta, conforme aponta boletim médico, divulgado na manhã deste sábado (11/5). O documento da atualização clínica diz ainda que Bolsonaro “continua sem febre, recebendo antibióticos por via endovenosa, fisioterapia e medidas de prevenção de trombose venosa”. Caiado está em São Paulo para participar de eventos e fazer um check-up.
Bolão do ES leva 46,7 milhões na Mega; em Goiás, três acertam 5 números

Cada goiano vai levar R$ 38,6 mil pela quina O prêmio de R$ 46.726.380,41 da Mega-Sena foi para um bolão de 22 cotas em Fundão, Espírito Santo. O grupo acertou as seis dezenas do concurso 2723, na noite de sábado (11). Confira os números: 06 – 12 – 19 – 28 – 50 – 60 Outros 100 apostadores vão levar, cada um, R$ 38.633,40 por acertarem cinco dezenas. Três deles em Goiás: dois em Anápolis e um em Senador Canedo.
Climatologista aponta risco de mais desastres ambientais no mundo

Carlos Nobre diz que é preciso conscientização sobre mudanças climáticas Chuvas intensas como as que ocorrem no Rio Grande do Sul são eventos extremos com tendência de ser mais frequentes em todo o mundo. Segundo o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e co-presidente do Painel Científico para a Amazônia, Carlos Nobre, é preciso haver conscientização sobre as mudanças climáticas. “Todo mundo precisa abrir o olho. No mundo inteiro, esses fenômenos extremos estão acontecendo. Em 2021 tivemos recorde de chuvas em uma parte da Europa, e morreram mais de 100 pessoas. Em 2022, houve recorde de chuva no Grande Recife e, em duas horas, em Petrópolis. No ano passado, em fevereiro, tivemos o maior volume de chuva da história do Brasil com 600 milímetros (mm) em 24 horas no litoral norte de São Paulo, na cidade de São Sebastião”, disse o climatologista em entrevista à Agência Brasil. Carlos Nobre destacou ainda as temperaturas extremas que estão ocorrendo, com o registro de 2023 e parte de 2024 como os anos mais quentes da história em um longo período. “O Instituto Climático Copernicus mostrou que foram os anos mais quentes em 125 mil anos. Para ver a temperatura a que o planeta Terra chegou no ano passado e neste ano, tem que ir ao último período interglacial, 125 mil anos atrás. Esses fenômenos extremos, quando os oceanos estão muito quentes, marcaram recordes no ano passado e neste ano. Com isso, evapora muita água, e a água é o alimento de chuvas muito intensas em um lugar ou de seca em outro”, explicou. Seca De acordo com Nobre, os fenômenos da seca são o outro lado da moeda das mudanças climáticas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul. “As secas de 20, 21 e 22 foram causadas pelo mais longo fenômeno La Niña, que foi muito forte porque as águas do Oceano Pacífico ficaram muito quentes perto da Indonésia e induziram secas mais pronunciadas em boa parte do Sul do Brasil. Com El Niño, ocorre o contrário, com a indução de chuvas muito fortes como as de setembro no ano passado em boa parte do Rio Grande do Sul”, ressaltou. Segundo o climatologista, o revezamento dos dois tipos de fenômeno vai continuar existindo. “Isso está acontecendo no mundo inteiro. Tivemos no ano passado a seca histórica mais forte no Amazonas e no Cerrado. Os anos de 2023 e 2024 estão batendo todos os recordes de ondas de calor em inúmeras partes do Brasil, o Sudeste, o Centro-Oeste, o Nordeste e partes da Amazônia. Secas, chuvas intensas e ondas de calor estão batendo recordes em todo o mundo.” Nobre disse que a população tem que se conscientizar de que aquilo que estava previsto para as próximas décadas está ocorrendo agora e que é preciso se adaptar às mudanças climáticas. “A população tem que entender que esses eventos extremos são quase uma pandemia climática. Dando o exemplo da covid, quando a Organização Mundial da Saúde [OMS] anunciou que era uma pandemia global, praticamente todos os países decretaram o uso de máscara, o chamado lockdown. E todo mundo ficou em casa”, enfatizou. O climatologista lembrou que a OMS decretou emergência, e todo mundo respondeu. “Agora estamos entrando em uma emergência climática. As populações têm que responder ao que foi na covid. Não tem mais volta. Não vamos mais baixar a temperatura. Com muito esforço global, poderemos, quem sabe, baixar a temperatura no século 22. A conta já está dada”, apontou. Negacionismo Para o pesquisador, o combate ao negacionismo, que existe em relação às mudanças climáticas, tem que ser por meio da educação. Ele exemplificou com o Japão, que além de fazer construções mais resilientes, transmite informações desde cedo às crianças sobre como se proteger de terremotos, que são frequentes naquele país. “O número de mortos em terremotos diminuiu muito por causa do sistema educacional”, disse Carlos Nobre, destacando que “houve melhora na infraestrutura, embora o sistema educacional seja essencial”. Nos Estados Unidos, as crianças também recebem informações sobre como enfrentar tornados, que são também destruidores. No Rio Grande do Sul, os alertas sobre a ocorrência de chuvas foram feitos dias antes e, por isso, é preciso educar a população para melhor enfrentar situações extremas, acrescentou Nobre. Apesar de recomendar a saída para locais mais protegidos quando chuvas mais intensas chegarem, o pesquisador destacou que algumas pessoas temem deixar suas casas com receio de saques e invasões. Para esta situação, Nobre sugeriu que órgãos públicos incluam em seu planejamento um esquema de segurança. “Tem que ter uma ação das polícias para evitar que ladrões e criminosos se aproveitem desses desastres.” De acordo com Nobre, isso já é feito em Campos do Jordão, em São Paulo, onde as chuvas costumam provocar deslizamentos de terra. Conforme o climatologista, o desmatamento é uma das causas de tais desastres e, no caso do Rio Grande do Sul, contribui para prejudicar o processo de escoamento das águas. Nobre alertou para reflexos também nas encostas, onde há construções irregulares. “Temos mais de 3 milhões de brasileiros vivendo em áreas de altíssimo risco de deslizamento de encostas. De fato não tem como manter as populações em áreas de risco para a vida. Grande parte é pobre, então tem que haver investimento público”, concluiu. Previsão de mais chuva De acordo com Carlos Nobre, embora em menor volume, ainda há previsão de chuvas no estado neste final de semana com a entrada de uma nova frente fria. A repetição das ocorrências mantém os rios e as áreas alagadas ainda com níveis elevados de água. “As previsões meteorológicas não indicam uma chuva na quantidade que caiu na semana passada, mas, ainda assim, o desastre continua e pode levar uma semana para o nível das regiões inundadas baixar”, contou. Outro fator que causa influência é a posição do vento que se dirige do oceano para a parte terrestre ou se movimenta da Argentina saindo de sudoeste para noroeste. Nesses casos, segundo Nobre, o escoamento da água da Lagoa dos Patos fica prejudicado por diminuir o
Suspeito de simular contratações com a ANTT e lesar vítimas é alvo de operação em Planaltina

Segundo as investigações, José Reinaldo simulou a realização de contrato de transporte público junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Planaltina, deflagrou a Operação Transportari, que deu cumprimento ao mandado de busca e apreensão na residência de um homem de 41 anos, suspeito de estelionato. A ação foi deflagrada na última sexta-feira (10) e contou com o apoio da 31ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. Segundo as investigações, José Reinaldo simulou a realização de contrato de transporte público junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e cobrou valores exorbitantes das vítimas, ao fundamento de que seriam utilizados para o pagamento de taxas. Após o repasse dos valores, as vítimas desconfiaram e constataram que nenhum procedimento foi aberto perante a ANTT, tendo o investigado obtido vantagem ilícita em prejuízo das vítimas. Além disso, as denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia da Polícia Civil, no número 197, ou da Polícia Militar, pelo telefone 190. Para checar o contato da viatura mais próxima em sua cidade ou em seu bairro, basta baixar o aplicativo “Goiás Seguro” ou acessar o site da PMGO, no endereço: https://www.pm.go.gov.br/disque-denuncia.
Abolição da escravatura no Brasil não encerrou ciclo de racismo e celebrou heróis errados

Data não representa o início nem o fim da luta contra a escravidão O Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, comemorado em 13 de maio, marca a assinatura da Lei Áurea em 1888, um evento histórico que pôs fim à escravidão no país. No entanto, essa data não representa o início nem o ápice da luta contra a escravidão, mas o resultado de um longo processo de resistência e mobilização de diversos setores da sociedade, incluindo figuras notáveis como Luiz Gama. Luiz Gama, um herói nacional, foi um dos grandes defensores do abolicionismo no Brasil durante o século XIX. Nascido livre em Salvador, Bahia, em 1830, foi vendido como escravo aos 10 anos de idade. Após conquistar sua liberdade, Gama se tornou um influente rábula (advogado sem diploma formal), jornalista e poeta, dedicando sua vida à luta pela emancipação dos escravizados. Estima-se que ele tenha ajudado a libertar mais de 500 pessoas da escravidão através de sua atuação jurídica e ativismo político. A história de Luiz Gama é um exemplo da complexidade da luta contra a escravidão no Brasil. Ele e outros ativistas negros, como José do Patrocínio e André Rebouças, não apenas lutaram pela liberdade legal dos escravizados, mas também pela inclusão social e econômica dos negros na sociedade brasileira pós-abolição. Eles entenderam que a abolição legal não seria suficiente para desfazer séculos de opressão e desigualdade. O 13 de maio, portanto, é um dia de reflexão sobre a história e as consequências da escravidão no Brasil. É um momento para reconhecer os esforços dos que lutaram pela liberdade e para reafirmar o compromisso contínuo com a igualdade racial e a justiça social. A data também serve como um lembrete de que a abolição foi apenas o primeiro passo em um longo caminho para a verdadeira liberdade e dignidade para todos os cidadãos brasileiros. A celebração do Dia da Abolição da Escravatura deve ir além da memória da Lei Áurea e honrar a memória de todos aqueles que resistiram à escravidão e contribuíram para a construção de um Brasil mais justo e igualitário. É uma oportunidade para educar as novas gerações sobre a importância da luta contra a escravidão e o racismo, e para inspirar ações que promovam a inclusão e o respeito à diversidade. Lutadores José do Patrocínio, jornalista e ativista político, foi uma das vozes mais influentes contra a escravidão. Filho de uma mulher livre e de um padre, Patrocínio usou sua habilidade com as palavras para defender a causa abolicionista em jornais e em discursos públicos, tornando-se um dos líderes do movimento. André Rebouças, engenheiro e intelectual, também teve um papel significativo na luta pela abolição. Ele defendeu a causa em seus escritos e atuou diretamente na promoção de projetos de lei que visavam a emancipação dos escravizados. Outra figura notável foi Antônio Bento, um advogado que liderou a Sociedade Emancipadora de São Paulo. Bento organizou e participou de campanhas que ajudaram na fuga de escravizados, além de promover ações legais para garantir a liberdade de muitos indivíduos. A história da abolição da escravidão no Brasil é complexa e multifacetada, envolvendo uma rede de pessoas que, juntas, lutaram por justiça e igualdade. Reconhecer esses indivíduos é essencial para entendermos o passado e construirmos um futuro mais justo e inclusivo.
Correios expande para todo Brasil a arrecadação de donativos ao Rio Grande do Sul

Com a ampliação, mais de 10 mil unidades passam a receber doações para o estado Os Correios estão recebendo na rede de agências de todo Brasil donativos destinados às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. Com a ampliação, mais de 10 mil unidades em todo País passam a receber a doação de itens como água (prioritário), alimentos da cesta básica, material de higiene pessoal, material de limpeza seco, roupas de cama e de banho e ração para pet. “Não medimos esforços nessa grande força-tarefa, de forma a garantir comunicação e donativos para a população gaúcha. Vamos seguir com toda a dedicação que foi solicitada pelo presidente Lula para que o Rio Grande do Sul esteja conectado ao restante do Brasil”, diz o ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Os Correios também são responsáveis pelo transporte desses donativos aos moradores do estado gaúcho, por meio de suas carretas. O transporte é feito pela estatal de maneira gratuita, sem custo para quem faz a doação. Se possível, a empresa pede que o doador embale e identifique o tipo de material, mas não é uma exigência. “No decorrer da semana, nossas carretas entregaram mais de 1 mil toneladas de donativos para a Defesa Civil no Rio Grande do Sul. Estamos comovidos com a solidariedade e a união do povo brasileiro em torno da reconstrução do estado e não mediremos esforços para contribuir, disponibilizando nossos times e nossa estrutura”, afirma o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos. De forma a aproveitar melhor a rede logística, os Correios pedem que a população do Sudeste e do Sul concentre doações de água potável e as pessoas das demais regiões, de itens secos, como ração para pets, material de limpeza seco, material de higiene pessoal e alimentos da cesta básica. A ação integrada está sendo realizada por iniciativa conjunta da Diretoria Executiva da estatal e do Ministério das Comunicações, pasta à qual a empresa está vinculada e que atua no grupo de crise criado para enfrentar a situação. Voluntários Mais de 1 mil já se inscreveram para atuar como voluntários na triagem de donativos realizada pelos Correios. A empresa está recrutando pessoas para apoio nas cidades de Brasília (SOF Sul) e nos municípios de Cajamar e Guarulhos, na Grande São Paulo. O apoio será necessário nos municípios de Cajamar e Guarulhos, no estado de São Paulo; em Brasília (DF), no Setor de Oficinas Sul/SOF Sul; e em Curitiba, Cascavel e Londrina, no Paraná. As inscrições podem feitas pelos e-mails sgreo-bsb@correios.com.br (Brasília), pelo formulário https://forms.office.com/r/aWbDzJ2Ac1 (São Paulo) e voluntariosparana@correios.com.br (Paraná), e devem conter nome completo e telefone de contato. Mais informações sobre a atuação como voluntário também podem ser obtidas nesses e-mails de contato. Rede no RS No Rio Grande do Sul, as doações podem ser entregues nas agências centrais dos municípios São Borja, Santo Angelo, Santa Rosa, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Parobe, Taquara, Montenegro, Pelotas, Rio Grande, Camaqua, Bagé, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Anta Gorda, Arvorezinha, Butia, Cachoeira do Sul, Charqueadas, Estrela, Foutoura Xavier, Guaporé, Ilopolis, Mato Leitão, Nova Brescia, Pântano Grande, Rio Pardo, Salto do Jacuí, Santa Cruz do Sul, Sobradinho, Teotoania, Taquari, Venancio Aires e Vera Cruz. Em Porto Alegre, a arrecadação ocorre nos Centros de Distribuição Domiciliária Vila Jardim, (Avenida Saturnino de Brito, 46, Vila Jardim), Antônio de Carvalho (Avenida Bento Gonçalves, 6613) e, a partir de terça-feira (7), nos CDDs Restinga (Estrada Barro Vermelho, 59) e Cavalhada, (Camaquã, 408). Todos funcionam das 8h às 17h e recebem itens como: colchões, cobertores, lençóis de solteiro, água, produtos de higiene, copos plásticos, fraldas infantis e geriátricas e rações para cães e gatos.Categoria Comunicações e Transparência Pública