baixista José Henrique Campos Pereira, conhecido como Canisso, morreu nesta segunda-feira (13/3), aos 57 anos. A informação foi confirmada pelo empresário da banda, mas a causa da morte não foi divulgada. O músico fez parte da formação original do grupo brasiliense de rock Raimundos. Segundo a página oficial no Facebook, o baixista faleceu às 11h30. Ele teria sofrido uma queda, decorrente de um desmaio, e foi encaminhado ao hospital. Canisso, no entanto, não resistiu. No Instagram, o último post do artista era uma despedida após um show em uma casa de Santa Catarina chamada Tortuga Underground, onde subiu ao palco junto com a banda Sigma, nesse sábado (11/3). “Valeu, Faísca. Grande noite na melhor casa do oeste de SC. Tortuga Raaarr”, escreveu o artista. Trajetória de Canisso Canisso é um dos integrantes históricos do Raimundos. Junto a Digão e Rodolfo, ele fez parte da formação original da banda. Em outubro de 2002, Canisso deixou Os Raimundos e foi tocar com Rodolfo na Rodox. Em 2007, ele voltou aos Raimundos e fez turnês ao lado de Digão. Uma das últimas apresentações de Canisso em Brasília pelo Raimundos foi no show do The Killers, promovido pelo Metrópoles Music. A banda estava no line-up e agitou o público com grandes sucessos, como Mulher de Fases, Me Lambe e A Mais Pedida.
Estudante obtém nota máxima na redação do Enem, sem acesso à internet nem curso pré-vestibular

Rilary Manoela Coutinho, uma estudante de 18 anos de Itapiranga, um município do interior do Amazonas, alcançou a pontuação máxima na redação do Enem, mesmo sem acesso à internet em casa ou a um curso pré-vestibular. Rilary, que sonha em cursar Engenharia Civil na Universidade Federal do Amazonas, sabe que sua situação financeira a impede de estudar longe de casa. Ela mora com a avó e o irmão mais velho, que teve que trancar o curso de Engenharia de Software na universidade pública por falta de recursos. Embora a estudante tenha sido aprovada em Engenharia de Materiais na Universidade do Estado do Amazonas, ela não pôde se matricular porque a viagem para o local custaria R$ 78, o que comprometeria o orçamento familiar.
Bombeiros resgatam duas vítimas de afogamento neste domingo (19) de carnaval

O Corpo de Bombeiros de Goiás resgatou duas vítimas de afogamento neste domingo (19) de carnaval em Goiás. Um dos casos ocorreu em Cavalcante, na região da Chapada dos Veadeiros, e outro em Abadiânia, município a cerca de 100 km de Goiânia. Equipes dos bombeiros foram acionadas na manhã deste domingo para atender uma vítima de afogamento no rio Paranã em Cavalcante. Uma equipe se deslocou até o local, e conseguiu localizar a vítima submersa, já sem vida. Os bombeiros deram o suporte operacional às pessoas envolvidas e aguardaram a chegada da Polícia Técnico Científica para transferir a responsabilidade do corpo.
Polícia investiga esteticista que usou crianças de biquíni em anúncio de bronzeamento

Uma esteticista de Manaus, no Amazonas, utilizou imagens de crianças de biquíni para divulgar, em suas redes sociais, seu trabalho de bronzeamento artificial. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) do estado informou que a profissional foi notificada “a comparecer na unidade especializada, para fins de esclarecimentos” e “apuração dos fatos”. Após a repercussão do caso, a profissional, conhecida como Danny Bronze, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual se defende das acusações. — Só para esclarecer a foto que está rolando no story e no meu feed, inclusive no meu feed eu até apaguei, sem a mãe das minhas sobrinhas saber. Mas, enfim, se você acha que é certo ou que não é certo, fique na sua. Não faz comentário nas minhas fotos, tá certo? Se tu gosta ou não gosta, o problema é seu, não é meu. Se eu coloquei é porque eu gostei. Cada um tem seu jeito de criar e fazer o que quer no seu Instagram — disse a esteticista em sua conta no Instagram. As registros circularam pelas redes sociais após uma blogueira local denunciar a publicação. Em seguida, a esteticista fechou a conta no Instagram, na qual tinha 12,7 mil seguidores e usava para divulgar seus trabalhos. — A gente vai investigar, sobretudo, a intenção dessa publicação, dessa divulgação. Se era para atrair clientes para o estúdio ou se era para expor mesmo aquelas crianças. A responsável legal pelas crianças também deve trazê-las para que elas possam passar por uma entrevista para que a gente possa saber a real intenção do que foi realizado nesse estúdio — disse a delegada Joyce Coelho, da Depca, responsável pelas investigações.
Saiba quem é a falsa vidente acusada de golpe milionário no Rio

As investigações da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti) sobre um golpe de mais de R$ 724 milhões, em pagamentos e obras de artes, contra uma idosa, de 82 anos, identificaram que a responsável por abordar a vítima é Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic. Ela ofereceu serviços espirituais para evitar que a filha da idosa morresse. Diana, que é considerada foragida, já havia sido presa por atuar como falsa vidente. Ela aplicava os golpes nas ruas de Copacabana, Ipanema e Leblon, na Zona Sul do Rio. Ela é investigada por cometer crimes como estelionato, extorsão, ameaça, falsidade ideológica, lesão corporal, injúria por preconceito e até maus-tratos, cárcere privado e estupro. De acordo com o inquérito da Deapti, em janeiro de 2020, após sair de uma agência bancária em Copacabana, a idosa foi abordada por Diana, que, apresentando-se como vidente, disse que sua filha, Sabine Coll Boghici, estava doente e morreria em breve. Ela conseguiu convencê-la a ir até seu apartamento, na Rua Barata Ribeiro, onde teria jogado búzios e confirmado o “evento trágico”. De lá, elas seguiram para o imóvel de outra vidente, no Leme, para a realização de trabalhos espirituais e a cura da filha. No apartamento, as golpistas perguntaram a idosa onde a filha morava e se possuía objetos de valor. Desconfiada, ela não respondeu. Segundo a idosa, Diana falou para ela procurar uma pessoa de confiança para salvar a vida de sua filha. Elas seguiram então para a casa de Rosa Stanesco Nicolau, conhecida como Mãe Valéria de Oxossi, na Rua Maria Quitéria, em Ipanema. Após jogar búzios e colocar cartas, a mulher novamente afirmou que a filha estaria com “espírito ruim”. Afirmou ainda que isso a levaria à morte. Em seguida, a falsa vidente pediu o pagamento pelo serviço. Ao questionar as videntes sobre os valores, a idosa recebeu como resposta que ela poderia pagar o que lhe fora cobrado. A vítima contou tudo para a filha, que orientou a mãe a providenciar imediatamente o pagamento para afastar o mal que a atingia. Acreditando nas previsões, sobretudo diante dos problemas psicológicos como depressão e síndrome do pânico que Sabine sofria, ela concordou em efetuar transferências de mais de R$ 5 milhões. Segundo as investigações, além de Diana e de Sabine, pelo menos mais cinco pessoas participaram do golpe aplicado contra a mulher. Como o jornal O Globo mostrou em abril, Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic, de 37 anos, foi presa em flagrante, na Rua Joana Angélica, em Ipanema, por policiais da 13ª DP (Ipanema). Indiciada por extorquir dinheiro de uma dona de casa, de 24 anos, ela a teria atraído, após uma conversa, com a promessa de uma consulta gratuita em seu escritório, em um edifício na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no bairro vizinho. Durante o atendimento, porém, foram cobrados R$ 4.300 com o pretexto da realização de uma “cirurgia espiritual”. Segundo a vítima, era necessário um “trabalho” para desfazer o “ritual macabro” que teria sido praticado contra ela. Na delegacia, a vítima contou que para quebrar a “maldição” era preciso comprar ovos brancos, panos e velas. De volta à sala de Diana, a mulher teve que passar por um suposto ritual em que a criminosa teria identificado um “demônio” em seu corpo. Após isso, a estelionatária cobrou que fossem feitas transferências bancárias. No dia seguinte ao encontro, Diana novamente voltou a insistir pelo pagamento, dizendo que a vítima seria hospitalizada em seis meses caso não o fizesse o recomendando. Em um vídeo enviado por rede social, ela mostrava uma menina vomitando sangue por estar com “carga espiritual” e ameaçava a mulher que o mesmo iria acontecer a ela. — Os inquéritos mostram que esses criminosos, com promessas de reatar relacionamentos, oferecer promoções em empregos e até desfazer maldições espirituais, exigem dinheiro e chegam a ameaçar as vítimas. Realmente impressiona a frieza como as ludibriam para alcançar vantagens econômicas, demonstrando ganância e explorando crenças religiosas — disse o delegado Felipe Santoro, titular da 13ª DP, à época — Nossa orientação é no sentido de que todos fiquem atentos a essas abordagens e evitem se deslocar para endereços de desconhecidos, procurando referências seguras e não se deixando levar por postagens em redes sociais.
População LGBTQIA+ vê risco de estigma com surto de varíola dos macacos

Em 1981, a chegada de uma doença desconhecida, que afetava principalmente homens que tinham relações sexuais com outros homens, à Califórnia, nos Estados Unidos, deixava o mundo em alerta. Ali, o HIV, vírus causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), iniciava aquela que seria a “epidemia da homofobia”, diz o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas. A enfermidade chegou a ser chamada de câncer gay. De lá para cá, 40 milhões de pessoas morreram por doenças relacionadas à Aids –como tuberculose e hepatites virais–, segundo dados do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids). No Brasil, cerca de 920 mil pessoas vivem com o vírus. O anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde), no último mês de julho, de classificar a varíola dos macacos como uma emergência pública de preocupação global já seria grave o bastante. No entanto, o acréscimo da informação de que mais de 95% dos casos —15.510 confirmados até aquele momento— se davam entre homens que se relacionavam com homens, além da recomendação para que essa população diminua seu contato sexual, reviveu o medo do estigma dos anos 1980. O gerente administrativo Pedro Martins, 25, vê com desconfiança as orientações da OMS e cobra que as mesmas também sejam destinadas à população heterossexual. Martins afirma que foi sempre cuidadoso e nada mudou em sua vida sexual. “Novamente, tratam uma doença como peste gay, como fizeram na década de 80. Por que só nós [homens LGBTQIA+] precisamos diminuir nossos parceiros sexuais? E as orientações para os héteros? Isso é um erro, todo mundo faz sexo”, diz. À reportagem, outros dois homens que declaram ter relações sexuais com outros homens compartilham da opinião sobre a doença estar sendo rotulada. Eles afirmam que continuam tendo vários parceiros, além de frequentar baladas e “darkrooms” (ambiente escuro onde frequentadores fazem sexo), mas têm conversado sobre a doença antes de se relacionarem. Ao contrário da Aids, a varíola dos macacos não é sexualmente transmissível. A sua principal forma de propagação é o contato pele a pele com as vesículas que o doente apresenta. Como no sexo o contato íntimo é mais recorrente, a transmissão é mais fácil de acontecer. Oficial para Comunidades, Gênero e Direitos Humanos do Unaids Brasil, Ariadne Ribeiro diz que a pandemia de Aids traz uma forte lição da importância de não estigmatizar pessoas ou grupos sociais pela vulnerabilidade que possam ter, inicialmente, a determinado surto epidêmico. “Quando os primeiros casos de Aids surgiram, havia ainda pouco conhecimento sobre sua forma de propagação, o que gerou uma abordagem equivocada voltada para os grupos de risco. Essa abordagem não apenas estigmatizou esses grupos, como passou a ilusão de que o restante da sociedade não seria afetada, uma mentira fácil de aceitar”, declara Ribeiro. A representante do Unaids ressalta que, no caso da varíola dos macacos, existe uma atenção para o risco de estigmatização, além de uma sociedade civil muito mobilizada para evitar que os mesmos equívocos do passado se repitam. Jamal Suleiman diz ver muitas semelhanças entre o tratamento dado, em seus primórdios, ao HIV e o hoje dado ao monkeypox, vírus causador da varíola dos macacos. “É fácil culpar os mais vulneráveis, um erro que não podemos permitir que se repita. O preço é muito alto para tirar esse estigma depois”, acrescenta o infectologista. Como o Unaids, ele afirma que apenas uma comunicação assertiva sobre prevenção pode funcionar no combate à doença. “O vírus não escolhe uma comunidade, ele escolhe comportamento. Não dá para tapar o sol com a peneira, temos que falar sobre e para quem, hoje, é mais vulnerável. Mas é importante ressaltar que comportamentos não podem ser criminalizados, ninguém é fiscal de moral. É uma questão de saúde, não de julgamento.” O médico do Instituto Emílio Ribas atendeu durante a epidemia de HIV/Aids e atualmente cuida de pacientes com varíola dos macacos. “É uma doença chata, dolorida e limitante.” Gay, o estudante Lucas Vasquez, 24, confia na maneira como o progresso da doença tem sido retratado e nas orientações da OMS. “Acho desproporcional a reação da comunidade LGBTQIA+. É como se fosse mentira que uma parte dela é inconsequente. Não se deve defender o direito à contaminação. Acredito que a OMS só queria entender como as coisas estão acontecendo”, diz Vasquez. Apesar disso, ele afirma que nada mudou em sua vida sexual, que considera moderada. Com o avanço da contaminação em todo o mundo, o Grindr, plataforma de paquera voltada à população LGBTQIA+ masculina, tem alertado seus usuários para os riscos do contato físico na propagação do monkeypox. Segundo o portal Our World in Data, da Universidade de Oxford, até a última sexta-feira (5), foram confirmados 27.562 casos de varíola dos macacos em 83 países, além de nove mortes. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 1.369 casos até a última segunda-feira (1º). Cerca de 75% dos infectados estão em São Paulo, onde uma pessoa morreu.
Polícia apura 30 denúncias de mulheres contra cirurgião preso no Rio

Pelo menos 30 mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, para denunciar por erro médico o cirurgião plástico equatoriano Bolívar Guerrero Silva, 63. Um dos casos investigados é uma morte inicialmente notificada como decorrente de Covid-19. Porém, suspeita-se que possa ter sido causada por uma falha do profissional. Silva está preso desde o dia 18 do mês passado. Ele é suspeito de manter uma paciente em cárcere privado em um hospital. Procurado, o advogado de defesa dele, Darlan Renato, não atendeu as ligações. A delegada Fernanda Fernandes confirmou que as denúncias foram feitas somente por mulheres atendidas pelo cirurgião. A mais recente foi feita nesta segunda (1º). A polícia também deve apurar se a morte de uma mulher teria relação com a atuação do médico. Fernandes não deu detalhes dos casos, que estão sob sigilo. Pacientes que procuraram a delegacia afirmaram que ficaram deformadas e com sequelas após terem sido operadas por Silva. Em 25 de julho, quando 20 pessoas já haviam buscado a polícia para denuncia-lo, a defesa do médico disse que não poderia comentar os casos que chegaram à delegacia porque ainda não tinha tido acesso aos relatos. A prisão do cirurgião ocorreu a partir do caso da paciente Daiana Chaves Cavalcanti, 36. Depois de realizar uma abdominoplastia em março, ela retornou outras duas vezes ao Hospital Santa Branca, do qual Silva é sócio, ao sentir dores no período pós-operatório. No início de julho, ela voltou a ser internada no hospital e permaneceu contra a própria vontade, segundo a família, porque Silva não a liberava. Enquanto isso, feridas não cicatrizadas foram se agravando, a ponto de necrosar. Cavalcanti foi resgatada pela polícia e transferida para o Hospital Federal de Bonsucesso, zona norte do Rio. O Hospital Santa Branca disse, em nota, que as alegações de Cavalcanti são “inverídicas”, que “jamais houve qualquer tentativa de mantê-la em nosso estabelecimento contra a sua vontade” e que “a paciente teve prestado pelo hospital todos os cuidados devidos”. A defesa de Cavalcanti entrou na Justiça com um pedido de reparação por danos morais no valor de R$ 200 mil contra o Hospital Santa Branca e contra Silva.
Comandante de lancha que naufragou em Belém é preso

A Polícia Civil do Pará deteve hoje (12), em caráter preventivo, o contramestre fluvial Marcos de Souza Oliveira, comandante da lancha Dona Lourdes II, que naufragou na quinta-feira (8), em Belém, com um número ainda incerto de passageiros a bordo. A prisão foi tornada pública pelo governador do Pará, Helder Barbalho, que usou sua conta pessoal no Twitter para informar que, cinco dias após a tragédia, o marítimo foi detido em Ananindeua “graças ao trabalho integrado das forças de segurança do estado”. Em entrevista à Agência Brasil, o advogado de Oliveira, Dorivaldo Belém, confirmou a prisão. Segundo ele, o contramestre foi detido quando estava prestes a se entregar às autoridades policiais, “conforme combinado anteriormente”. “Já tínhamos comunicado ao juiz e ao delegado que ele se apresentaria hoje. Ficou combinado que ele faria isso esta manhã, às 10h. Ele veio do interior e estava em uma residência, prestes a se apresentar, mas se sentiu mal e pediu que o prazo fosse estendido até a tarde, no máximo para amanhã (14). A Polícia achou por bem fazer isso [detê-lo] e levá-lo para a delegacia geral, onde ele vai depor”, informou o advogado. Ontem (11), o advogado disse à Agência Brasil que o contramestre classifica a tragédia como um “acidente causado pela força da natureza”. Segundo Dorivaldo Belém, Oliveira disse que, após o naufrágio, deixou o local onde os sobreviventes se concentravam por medo de ser agredido, e não compareceu antes à delegacia por estar emocionalmente abalado. Ainda de acordo com o advogado, o contramestre disse que ouviu um forte barulho na parte inferior da lancha pouco antes dela perder o sistema de controle, ficar à deriva e começar a afundar. Oliveira também disse que havia 82 coletes salva-vidas a bordo da Dona Lourdes II, além de quatro boias de apoio que, juntas, serviriam para salvar a mais 60 pessoas a bordo. Segundo as autoridades marítimas, a lancha tinha capacidade para 82 pessoas, incluindo tripulantes. Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) trabalha com a hipótese de que ao menos 89 pessoas estavam a bordo no momento do acidente. Já foram confirmadas as mortes de 22 pessoas e o resgate de 66 sobreviventes. As equipes de buscas continuam à procura de ao menos uma pessoa desaparecida que, segundo parentes, estava na lancha. De acordo com o advogado do comandante da lancha, Oliveira nega que a embarcação estivesse transportando mais pessoas que sua capacidade, mas reconhece que não tinha autorização para operar no trajeto entre Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, e Belém, próximo de onde a embarcação afundou. “A embarcação está devidamente registrada na Capitania dos Portos e, portanto, estava autorizada a fazer esse tipo de transporte [de passageiros], mas com um detalhe irregular, ela não estava autorizada a operar no trajeto em que houve o acidente”, declarou o advogado à Agência Brasil, admitindo que o cliente já vinha operando no trecho há cerca de 6 meses, enquanto, segundo ele, aguardava a resposta definitiva ao processo em que pediu autorização para trabalhar. Segundo a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), Oliveira passou a usar a Dona Lourdes II após ter outras duas embarcações (Clícia e Expresso) apreendidas por estarem sendo usadas para o transporte irregular de passageiros.
Morre assassinado intérprete do bebê de Barriga de Aluguelv

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o principal suspeito de ter assassinado Bruno Moreira, aos 31 anos, durante um assalto em Marechal Hermes, Zona Norte da capital fluminense. O rapaz, que era motorista de aplicativo, interpretou o filho de Clara (Claudia Abreu) e Ana (Cássia Kis) em Barriga de Aluguel (1990). A criança era alvo de disputa da maternidade das duas mulheres no folhetim de Glória Perez, já que Clara topou gerar o bebê em sua barriga em troca de dinheiro de Ana, que não conseguia engravidar. Ao RJ1 desta terça-feira (23), a mãe de Bruno, Liliana Ferreira, contou que o jovem guardava com carinho os vídeos em que aparece com as atrizes no último capítulo da trama. “A novela foi uma das boas recordações. Ele tinha orgulho de ter feito a novela. Meu filho foi muito amado e só tinha amor para dar”, afirmou a mãe de Bruno aos prantos. O rapaz, que também era formado em administração, teve o carro parado por bandidos em uma motocicleta. Mesmo o homem não ter reagido ao assalto, o criminoso atirou na cabeça de Bruno, que morreu na hora. Após o latrocínio, o carro do rapaz foi encontrado queimado em outro bairro. Depois de dois meses de investigação, o suspeito do crime foi identificado como Tiago Rosas, mais conhecido como Burgão que já tinha várias passagens pela polícia por tráfico de drogas. Ele é considerado foragido da polícia. O outro criminoso que estava na moto ainda não foi identificado pelas autoridades.
Rio Grande do Norte registra oito tremores de terra em 24 horasRio Grande do Norte registra oito tremores de terra em 24 horas

O Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis) registrou oito tremores de terra em 24 horas no Rio Grande do Norte. Os abalos sísmicos aconteceram entre 00h34 de domingo (31) e 00h10 desta segunda-feira (1º). Pelo menos dois desses tremores foram sentidos pela população. Conforme informou o LabSis, todos os tremores foram registrados a uma distância de no máximo 30 quilômetros da costa. A profundidade do abalo ainda não foi identificada. Esses abalos se ocasionam pela ativação de falhas geológicas na região de Touros (RN), ao norte de Natal. O mais forte dos tremores foi na tarde de domingo (31), teve magnitude 3.7 e foi sentido por moradores de Natal e cidades do litoral norte do estado. O segundo tremor mais forte foi às 0h34 de domingo e teve magnitude 2.4. Segundo o Laboratório Sismológico, esse foi sentido por moradores das regiões de Maxaranguape e Maracajaú. Os outros registros tiveram magnitude menor e não foram sentidos pela população. O maior tremor de terra já registrado no RN aconteceu em 30 de novembro de 1986. O abalo sísmico de magnitude 5.1 fez casas desabarem e milhares moradores deixarem a cidade de João Câmara.