Atualmente 127 afegãos aguardam acolhimento no Aeroporto de Guarulhos

É com diploma na mão e visto brasileiro que centenas de afegãos vem chegando ao país neste ano de 2022. São engenheiros, médicos, servidores, professores, profissionais de alta patente. Pessoas formadas que deixaram tudo em seu país, o Afeganistão, fugindo do poder dos radicais do Talibã, que assumiram o poder no ano passado. Muitas desembarcam no Aeroporto Internacional de Guarulhos em busca de uma oportunidade no Brasil mas, sem condições ou apoio, acabam montando um acampamento e vivendo dentro do aeroporto. Há pelo menos 10 dias, uma engenheira química afegã fez do Terminal 2 do aeroporto sua casa. Junto com marido, filha pequena, irmã médica e cunhado, ela fugiu do regime do Talibã, grupo religioso fundamentalista que voltou ao poder após os Estados Unidos (EUA) terem retirado suas tropas do Afeganistão, depois de 20 anos de ocupação. A reportagem da Agência Brasil conversou com ela ontem (13) no aeroporto, mas preserva seu nome por segurança. “Lá estava muito ruim. Quando o Talibã chegou, não pudemos mais ir à escola, à universidade ou ao trabalho”, contou. “A situação no Afeganistão para as mulheres é muito ruim. É muito e muito difícil para as mulheres viverem no Afeganistão”, acrescentou sua irmã. Ao chegar ao Brasil, elas receberam alimentos, água, biscoitos para a criança e algumas roupas. Também foram vacinadas contra sarampo, poliomielite e covid-19. Mas, agora, esperam por oportunidades para se estabelecerem por aqui. “Nós esperamos do Brasil, do governo brasileiro, poder ter nossa casa, nosso próprio trabalho e oportunidade”, disse a médica, que também pretende continuar com os estudos. O Brasil se tornou destino de muitos afegãos desde que, em setembro do ano passado, foi publicada uma portaria interministerial autorizando o visto temporário e a autorização de residência por razões humanitárias. Os afegãos chegam ao Brasil com a esperança de conseguir um lugar para morar e um emprego. Mas ao desembarcar, nem sempre conseguem receber acolhimento. A prefeitura de Guarulhos, o governo de São Paulo e o governo federal dizem buscar alternativas para atender a essas famílias. Mas logo que entram em território brasileiro, elas acabam assistidas, principalmente, por voluntários. Um dos que passam dias no aeroporto para ajudar os afegãos é a ativista Swany Zenobini. Desde o dia 19 de agosto, ela tem ido até o local o todos os dias. “Desde a retomada do Talibã ao poder, no Afeganistão, muitos começaram a ser perseguidos e a sofrer retaliações. Uma das formas para fugir disso é saindo do país. Como o Brasil, em setembro do ano passado, deu o visto humanitário, deu chance para essas pessoas virem para o Brasil, muitos optaram pelo nosso país”, explicou ela à reportagem da Agência Brasil. “Neste ano, a partir de julho, começou um boom muito grande de afegãos chegando ao Brasil. A prefeitura de Guarulhos não consegue comportar todos eles. A cidade de São Paulo, que é próxima e grande, também não consegue comportar. Cidades do interior não estão preparadas para a situação, até porque a crise humanitária nunca avisa que vai acontecer. Mas a gente, minimamente, deveria estar preparado, já que o Brasil é signatário de convenções internacionais, principalmente de refugiados. Essas pessoas têm chegado ao Brasil e encontrado o chão do aeroporto como forma de acolhimento”, disse Swany. Diplomados Em geral, contou, as pessoas que chegam ao Brasil são homens, jovens e solteiros ou famílias com crianças pequenas. “Todas as pessoas que vieram para cá aparentam ter poder aquisitivo de médio para alto. Alguns falam inglês. Muitos deles são diplomados, com faculdade, mestrado e doutorado”, afirmou. Segundo a ativista, apesar de fornecer o visto humanitário para essas pessoas, o Brasil erra ao não oferecer atendimento ao desembarcar. “Não existe hoje um fluxo de atendimento e de acolhimento. Não existe perspectiva a longo prazo de se gerar emprego para essas pessoas. Hoje só se pensa em assistencialismo”, reclamou. Quem também tem ajudado os afegãos no aeroporto é o jornalista e voluntário José Luiz Santiago. “Eles chegam aqui realmente esperando algo melhor como um lugar no mínimo digno para dormir, com banho diário. Mas o que ele encontra aqui é o chão. Aqui é um lugar de passagem e de ida e volta. Aqui não é moradia. O Brasil deveria ter se preparado para recebê-los”. A Delegacia da Polícia Federal no aeroporto informou que, somente em setembro, 653 afegãos ingressaram no país. Em outubro, até ontem (13), foram 343. Na manhã de ontem, a prefeitura de Guarulhos conseguiu encaminhar 47 afegãos para um abrigo em Morungaba, na região metropolitana de Campinas, interior paulista. Com isso, até o final da tarde de ontem, 127 afegãos permaneciam abrigados no aeroporto, informou a administração municipal. MPF Nesta semana, o Ministério Público Federal cobrou explicações dos governos federal e estadual e da concessionária que administra o aeroporto sobre a situação dos afegãos acampados no aeroporto. Segundo o órgão, o grupo que vive em situação precária tem aumentado nos últimos meses “à medida que novos conterrâneos desembarcam no Brasil, fugindo das violações a direitos humanos perpetradas em seu país de origem pelo regime fundamentalista do Talibã. Todos possuem visto humanitário, mas devido a dificuldades financeiras e de comunicação, muitos não têm escolha senão permanecer no terminal”, disse o MPF. O Ministério Público Federal informou que vem conduzindo reuniões interinstitucionais nas últimas semanas, mas cobrou o governo federal que é preciso melhor coordenação e prestação de apoio material para atender as pessoas. De acordo com o MPF, a Lei nº 13.684/2018 estabelece que cabe aos três entes federativos adotar medidas que proporcionem direitos básicos a esses refugiados, tais como proteção social, atenção à saúde e qualificação profissional. “O governo federal, que emitiu os vistos humanitários, precisa, conforme determina a lei, coordenar os trabalhos com os demais entes federativos de modo a evitar situações tão graves como a atual onde, nesse momento, crianças e bebês afegãos estão em situação de total vulnerabilidade no saguão do aeroporto. Isso é inadmissível”, disse o procurador da República Guilherme Rocha Göpfert. Ele convocou uma nova reunião interistitucional para hoje (14) para debater soluções para esse problema. Guarulhos A prefeitura de Guarulhos informou que seu trabalho é realizar a primeira acolhida às famílias afegãs recém-chegadas ao Brasil, oferecendo alimentação com café da manhã, almoço e jantar de todas as pessoas que ali estão, além de

Turistas italianos são baleados ao entrar por engano em favela do Rio

Dois turistas italianos foram baleados por um tiro de fuzil quando entraram por engano no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, segundo a polícia. O ataque ocorreu por volta das 4h30 desta sexta-feira (14). Riccardo Cefis, 21, foi atingido na costela e Nicolo Desiato, 23, foi ferido no braço esquerdo. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde deles é estável. Outros três italianos estavam com o grupo, mas não ficaram feridos. Os cinco estão hospedados em São Paulo, onde fazem intercâmbio, e estavam no Rio a passeio. O grupo estava retornando para a capital paulista quando, segundo a Polícia Militar, foram induzidos a entrarem em uma comunidade pelo GPS. De acordo com a PM, o fato teria ocorrido quando as vítimas estavam na Avenida Brasil e entraram nos acessos ao Complexo da Maré. Ao entrar na favela, o veículo foi alvejado por disparos de arma de fogo. Os tiros atravessaram o porta-malas, e, segundo a PM, um único disparo feriu os dois turistas. Na traseira do veículo, há marcas de sangue. A Polícia Militar informou que os turistas conseguiram sair do local e ir direto para o hospital. De acordo com a corporação, policiais militares foram acionados para verificar a entrada de duas pessoas feridas por disparo de arma de fogo no Hospital Municipal Evandro Freire. O caso foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador) e encaminhado à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que seguirá com as investigações. A Polícia Civil informou que colheu depoimento de um dos turistas que estava no carro e não foi atingido, e que outras testemunhas serão ouvidas. Ainda na manhã desta sexta (14), peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) realizaram perícia no veículo.

PF prende candidato bolsonarista no Amapá acusado de ligação com tráfico de drogas

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (14) o candidato a deputado estadual bolsonarista Sidney Leite (PTB-AP). Delegado licenciado da Polícia Civil, ele teve prisão preventiva decretada por supostamente ter facilitado a saída de um líder de facção criminosa por meio de um esquema de laudos médicos falsos. Em uma troca de mensagens interceptada pela PF, Sidney acerta detalhes da saída de uma pessoa identificada com Ryan. De acordo com as investigações, seria Ryan Richelle, conhecido como “Tio Chico”, líder da facção criminosa Família Terror Amapá. Pelo esquema, um médico da penitenciária dava laudos falsos atestando doenças graves para os detentos serem autorizados a cumprir a pena em regime domiciliar. O delegado licenciado tenta em janeiro deste ano contato com o responsável pelo esquema para facilitar a saída e pede a Ryan que não o esqueça em seus “planos”. Para os investigadores, seria uma indicação de recebimento de vantagens indevidas. Em uma das conversas interceptadas, Ryan diz ter pago R$ 150 mil para conseguir a prisão domiciliar. Sidney tenta, ainda, alugar um carro blindado para o dia que Ryan saísse da prisão, mas não consegue devido à visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Macapá em janeiro deste ano. O ex-titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes busca também um local para o integrante da facção ficar hospedado após a saída da prisão e lamenta que, se não fosse o uso da tornozeleira eletrônica, poderia colocá-lo na sua própria casa. A prisão preventiva de Sidney e outros sete investigados foi autorizada pelo juiz Diego Moura de Araújo do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá. Foi determinado também o bloqueio das contas dos investigados. Delegado Sidney Leite, como registrou-se no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disputa uma vaga de deputado estadual no Amapá. Em sua propaganda eleitoral, diz “respirar” segurança pública e pede voto porque “com segurança pública, não se brinca”. As redes sociais do candidato foram apagadas após a operação, mas, antes, era possível ver fotos com o candidato a governador Jaime Nunes (PSD), nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado.

Passageiro quebra poltronas de avião e causa confusão em voo; veja vídeo

Um passageiro com sinais de confusão mental quebrou poltronas de um avião da companhia Gol durante uma viagem entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Gilberto Freyre, no Recife, na noite domingo (14). Ele acabou detido por agentes da Polícia Federal após a aeronave pousar na capital pernambucana. A confusão e a chegada dos policiais federais foram registradas por passageiros em vídeos que circularam nas redes sociais.   De acordo com a Polícia Federal, o homem é um vendedor ambulante de 34 anos, morador em Naque, cidade mineira a cerca de 250 km de Belo Horizonte. Seu nome não foi divulgado. Em nota, a Gol informou que o homem foi contido pela tripulação. “A Polícia Federal foi acionada para acompanhar o desembarque pela porta traseira”, afirmou a empresa aérea. A companhia aérea também disse que que “todas as ações e procedimentos adotados pela companhia foram tomados com foco na segurança dos comissários e clientes.” Os vídeos mostram o passageiro chutando as bandejas dobráveis e os encostos de três poltronas. Ele estava sentado do lado da janela e não havia ninguém nos dois assentos próximos. Um comissário de bordo e um passageiro que estava na fileira de trás tentaram conter o homem enquanto peças das poltronas eram arrancadas com violência. As imagens mostram o comissário retirando as peças quebradas pelos chutes do passageiro. Outro vídeo mostra um policial federal tentando conversar com o homem, observado pelo comissário de bordo, enquanto ele é xingado por outros passageiros. “Abaixa a bola, a polícia chegou”, afirmou o policial, segundo o vídeo. “Enfiaram a agulha sem eu saber”, rebateu o homem. Nesse momento, uma voz da tripulação pede para que as pessoas deixem o corredor livre. Segundo a Polícia Federal, meia hora antes de o avião iniciar a descida, o ambulante começou a ficar desorientado e demonstrando sintomas de náuseas. “Foi solicitado apoio de um passageiro médico que, ao fazer uma aplicação de glicose [por suspeita de que o ambulante havia ingerido bebida alcoólica], ele passou a agredir fisicamente e verbalmente a tripulação e os passageiros, quebrando poltrona e mesa de apoio”, afirmou. Ainda segundo a PF, foi encontrada na bagagem de mão do passageiro uma garrafa plástica contendo o resto de uma substância transparente semelhante a cachaça. A polícia disse que a contenção do ambulante demorou mais de 15 minutos, em virtude de ele ter colocado o voo em perigo, “expondo todos a um desastre aéreo”. ​​Ainda de acordo com a Polícia Federal, o ambulante estava bastante alterado, cuspindo nas pessoas e chutando mesas ao ser levado para a sede da corporação. O passageiro foi autuado em flagrante por dano qualificado, por expor aeronave a perigo e por impedir ou dificultar navegação aérea, cujas penas variam de 2 a 5 anos de reclusão, informou a PF. Ele passou por audiência de custódia e foi liberado devendo responder ao processo em liberdade. A Gol não disse se vai pedir ressarcimento dos prejuízos.

Anvisa aprova fim da obrigatoriedade de máscaras em aviões

Depois de mais de dois anos, as máscaras deixarão de ser exigidas nos aviões e nos aeroportos. Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (17) o fim da exigência do equipamento de proteção em voos no Brasil. Apesar do fim da obrigatoriedade, as máscaras faciais e o distanciamento social continuarão a ser recomendados como medidas para minimizar o risco de transmissão da covid-19. A medida foi aprovada pelos cinco diretores da agência: Alex Machado Campos, que foi o relator; Daniel Pereira; Rômison Rodrigues Mota; Meiruze Sousa Freitas e Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa. Mesmo com o fim da obrigatoriedade das máscaras, uma série de protocolos em vigor desde o início da pandemia de covid-19 foi mantida. Os aeroportos e as companhias aéreas continuarão a cumprir as seguintes medidas: disponibilização de álcool em gel avisos sonoros com adaptações, recomendando o uso de máscaras, especialmente por pessoas vulneráveis procedimentos de limpeza e desinfecção contínuas sistemas de climatização desembarque por fileiras Em documento, a Anvisa informou que o cenário epidemiológico atual permite que algumas medidas sanitárias tomadas em 2020 sejam atualizadas, como o uso obrigatório das máscaras. “Diante do atual cenário, o uso de máscaras, adotado até então como medida de saúde coletiva, é convertido em medida de proteção individual”, destacou a Anvisa. A máscara nos terminais aéreos e nos aviões deixou de ser exigida em diversos países, como os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e Portugal. Em maio, a Anvisa liberou o serviço de bordo e autorizou o uso da capacidade máxima de passageiros nos aviões, mas manteve o uso de máscaras em aviões e áreas restritas de aeroportos. As medidas entram em vigor assim que forem publicadas no Diário Oficial da União.

Primo mata bebê de 11 meses e fere mais 4 pessoas da mesma família, em Brumadinho (BH)

Na noite da última terça-feira (23), um homem de 28 anos matou um primo, um bebê de apenas 11 meses, e atirou contra outras quatro pessoas da mesma família em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eduardo Jorge Pinto confessou o crime logo após ser preso pela Polícia Militar (PM). Eduardo disse aos policiais que tem “problema com drogas”. Segundo ele, a motivação do crime seria uma represália pela tentativa de internação compulsória dele para tratamento do vício. De acordo com a PM, o homem chegou à casa da família no início da noite. Ele estava pilotando uma motocicleta quando parou em frente à residência e ameaçou os primos. Eduardo teria dito: ‘Hoje vocês vão ver quem eu sou!’. Depois da ameaça, Eduardo deixou o local. Pouco tempo depois, voltou armado. Ele atirou contra cinco primos, com idade entre 11 meses e 25 anos. Quando os jovens correram para dentro do imóvel, Eduardo os perseguiu e baleou dois deles, de 14 anos, e também o bebê Enzo Gabriel Ambrósio, que não resistiu e morreu. Enzo completaria um ano no mês de setembro. Quando o atirador deixava o local do crime, outro primo, de 21 anos, chegava de carro. Ele tentou barrar Eduardo, jogando o veículo em cima dele, mas também terminou baleado. O primo do atirador perdeu o controle da direção e colidiu em um ponto de ônibus. O criminoso tentou fugir a pé, mas foi localizado e preso pela PM. A Polícia Civil investiga o caso. *Com informações do G1

Juiz que debochou da Lei Maria da Penha é punido com remoção compulsória

O juiz Rodrigo de Azevedo Costa recebeu nesta quarta-feira (17), a punição de remoção compulsória. O magistrado foi julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo por ter dito “não estar nem aí para a Lei Maria da Penha“. A afirmação viralizou nas redes sociais em 2020. Com a decisão, Costa vai trabalhar em outra cidade, uma vez que a remoção compulsória consiste no aproveitamento do magistrado em uma comarca diferente daquela onde causou transtornos. O juiz mantém seus salários. Costa debochou da Lei Maria da Penha em uma audiência. Na ocasião, ele afirmou: “Vamos devagar com o andor que o santo é de barro. Se tem lei Maria da Penha contra a mãe (sic), eu não tô nem aí. Uma coisa eu aprendi na vida de juiz: ninguém agride ninguém de graça”. O caso foi revelado pelo site “Papo de Mãe”, do portal UOL. O processo em questão, que corria em segredo de Justiça, tratava da pensão alimentícia e da guarda de filhos menores de idade de um casal que se separou. A mulher já havia denunciado agressões do ex-companheiro e, por duas vezes, obteve medidas protetivas contra ele. Na mesma audiência, uma advogada tenta interrompê-lo para falar. Mas Costa não deixa e prossegue: “Eu não estou falando que esse de graça é porque a pessoa fez para provocar. De repente a pessoa que agrediu entende que a pessoa olhar para ele de um jeito x é algo agressivo. Eu não sei o que passa na cabeça de cada um”. Em outro momento, o magistrado critica o uso da lei brasileira voltada à punição da violência doméstica e põe em xeque a guarda dos menores: “Qualquer coisinha vira Lei Maria da Penha. É muito chato também, entende? Isso depõe muito contra quem… Eu já tirei guarda de mãe, e sem o menor constrangimento, que cerceou o acesso de pai. Já tirei e posso fazer de novo. Não tenho nenhum problema quanto a isso”. No terceiro trecho, escuta-se ele dizer: “Eu não sei de medida protetiva, não tô nem aí para medida protetiva e tô com raiva já de quem sabe dela. Eu não tô cuidando de medida protetiva”. O advogado Pedro Gilbert, representante do juiz, reconheceu durante o julgamento a gravidade das atitudes de Costa. Mas alegou que o magistrado sofria de depressão, síndrome de Burnout e que em 13 anos de magistratura ele cometeu erros em apenas três audiências.

Vegetarianas têm risco 33% maior de quebrar o quadril, diz estudo

Um estudo feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, aponta que mulheres vegetarianas têm 33% mais chance de quebrar o quadril quando comparadas a mulheres que comem carne regularmente. Segundo o trabalho, fatores que podem justificar a ocorrência são o IMC (índice de massa corporal), que é frequentemente mais baixo em pessoas que não comem carne, e o menor consumo de nutrientes importantes para a saúde dos ossos. A amostra do estudo, publicado neste mês na revista BMC Medicine, contou com mais de 20 mil mulheres, que foram acompanhadas por cerca de duas décadas. Nesse período, os 822 casos de fratura no quadril contabilizados no grupo foram estatisticamente mais expressivos entre aquelas que não consumiam carne. Segundo Vitor Magalhães, ortopedista especialista em quadril e membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), a baixa massa corporal é comumente um dos fatores que podem influenciar a ocorrência de fratura. “A massa corporal maior do paciente é um fator de proteção durante uma queda, porque acaba ajudando a amortecer o impacto. Já a massa muscular diminuída enfraquece a musculatura, o que pode levar a desequilíbrios e a quedas mais frequentes”, diz. Ainda assim, o especialista alerta que a osteoporose, condição que deixa os ossos frágeis e, portanto, mais sujeitos a rupturas, é multifatorial e não se relaciona apenas com o peso corporal ou a dieta. Histórico familiar, consumo excessivo de álcool ou cigarro, assim como a falta de exercício físico podem influenciar o desenvolvimento da doença. Outro fator que interfere na maior probabilidade de quebra do quadril, segundo o médico, é o envelhecimento. Magalhães explica que, com o passar dos anos, os ossos ficam cada vez mais fracos e sem flexibilidade. “A gente troca cerca de 10% da nossa massa óssea por ano. Esse processo acontece de forma constante”, explica. “Com o passar dos anos, essa troca do esqueleto ósseo vai diminuindo e ele vai ficando fragilizado, poroso e menos flexível. Por isso, acaba quebrando com mais facilidade. É algo progressivo”. No estudo da Universidade de Leeds, as participantes tinham entre 35 e 69 anos. O fato de todas serem mulheres e majoritariamente brancas foi uma das limitações apontadas pelos pesquisadores envolvidos, que reforçaram a importância de que outros trabalhos levem em consideração o público masculino e indivíduos de outras etnias. O ortopedista afirma que a osteoporose é mais comum em mulheres devido a fatores hormonais. Após a menopausa há uma diminuição na taxa de hormônios, o que contribui para a diminuição da massa óssea. Quanto ao consumo de nutrientes bons para a saúde óssea, apontado pelo estudo como possível fator que explica a diferença na probabilidade de quebra do quadril entre vegetarianas e mulheres que comiam carne regularmente, a nutricionista funcional vegetariana Shila Minari aponta que é importante estar atento à ingestão adequada de cálcio, magnésio, ferro e vitaminas C, D e B12. “Mesmo que a gente entenda que uma dieta vegetariana possa aumentar o risco de fraturas, ainda assim, já está muito bem estabelecido que esse é um tipo de alimentação que contribui para o menor risco de câncer, de diabetes e de doença cardiovascular”, diz Minari. “Além disso, melhora a longevidade e ajuda a manter um IMC dentro da normalidade. A gente só precisa ter uma atenção para esse potencial risco aumentado”, afirma. Segundo a nutricionista, o ideal é comer muitos vegetais, leguminosas e castanhas, com uma dieta diversificada e rica em cálcio. “Pessoas que adotam dietas vegetarianas, principalmente dietas restritas ou veganas, precisam ter uma preocupação maior com relação à vitamina B12. A deficiência dela aumenta a produção de uma substância que a gente não metaboliza, chamada homocisteína, que piora a saúde óssea”. Neste caso, Minari indica a suplementação, desde que feita com acompanhamento médico. A profissional também ressalta a importância da realização de exercícios físicos e da exposição adequada ao sol. Os autores do estudo apontam que o resultado corroborou as descobertas de dois outros trabalhos similares, um feito também no Reino Unido e outro nos Estados Unidos, que também indicaram o maior risco em vegetarianas. ++ Saiba onde pedir marmita vegana ou vegetariana em Goiânia

Incomodado com cães, homem é acusado de jogar sangue na casa da vizinha no MS

Uma mulher de 32 anos procurou a delegacia, nesta terça-feira (23), para denunciar um vizinho, em Campo Grande (MS). Há alguns dias, o acusado que, incomodado com os latidos dos cachorros, teria jogado um líquido vermelho no portão da casa dela que se assemelha com sangue. A polícia investiga o caso. Como ele trabalha no banco de sangue da Santa Casa, a mulher acredita que é de lá a origem do líquido. Outra vizinha relatou para a mulher que o suspeito já havia chutado o portão várias vezes quando ela não estava em casa. Consta no Boletim de Ocorrência que, há dois anos o homem foi até a mulher e reclamou dos latidos dos cachorros dela, dizendo que o incomodavam muito, segundo informações do portal Topmídia News. Ela explicou que os animais ficam agitados por conta das crianças que ficam na rua, mas que fecharia os vãos do portão para que eles não enxergassem o lado de fora. Mesmo conversando com o homem, o suspeito seguiu jogando objetos no telhado da residência dela como garrafas, pedras e dejetos de cachorro. A casa possui câmeras de segurança que registraram os momentos dos ataques. O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia e seguirá em investigação.

BMW envolvida em racha que matou adolescente é encontrada abandonada em Goiânia

Uma BMW supostamente envolvida no racha que matou uma adolescente de 15 anos foi encontrada abandonada em Goiânia. O veículo estava estacionado no Setor Bueno e foi removido ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), no domingo (8). O acidente ocorreu na madrugada do último sábado (7) e vitimou Marcella Sonia Gomes do Amaral, que estava no banco de trás de uma camionete. Os motoristas envolvidos foram identificados, mas ainda não foram localizados. Ao Mais Goiás, a delegada Adriana Fernandes de Carvalho disse que a BMW, de cor branca, estava com os pneus estourados e a lataria arranhada. A investigadora informou que a Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict) vai solicitar, ainda nesta segunda-feira (9), a realização de perícia no automóvel. Ainda segundo a delegada, o motorista da BMW e da camionete já foram identificados, mas ainda não foram localizados. Eles podem responder pelo crime de racha, embriaguez ao volante, homicídio culposo e lesão corporal culposa, com pena aumentada por dirigir alcoolizado. Relembre o racha que matou adolescente em Goiânia Uma disputa de racha causou um acidente que matou a adolescente Marcella Sonia Gomes do Amaral, de 15 anos, na Avenida T-9, Setor Jardim América, em Goiânia, na madrugada do último sábado (7). De acordo com a polícia, uma das vítimas sobreviventes relatou que todos estavam em uma boate, no Setor Marista. Lá, ingeriram bebidas alcoólicas durante toda a madrugada. Depois de saírem do estabelecimento, houve uma disputa de racha entre a caminhonete envolvida no acidente e outro carro (BMW de cor branca). A caminhonete era conduzida por Eduardo Henrique de Souza Resende, de 22 anos. Dentro do veículo estavam Anna Luiza de Almeida Sucupira (banco da frente), Mirella das Neves Silva, Andressa Gonçalves da Silva e Marcella Sonia Gomes do Amaral, que morreu. Já a BMW era conduzida por Arthur Yuri. Ambos os motoristas trafegavam em alta velocidade pela Avenida T-9, sentido terminal Bandeiras, quando próximo ao cruzamento com a Avenida C-231, Eduardo perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro central, capotou na pista e atingiu duas lojas. A vítima Marcella foi arremessada do veículo e teve o óbito constatado no local. Os outros ocupantes do veículo foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Eduardo, que dirigia a caminhonete, recebeu atendimento médico no Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia (CROF). Porém fugiu do hospital.