Tribunal suspende sessão virtual após homem parcialmente nu aparecer na privada

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) suspendeu uma sessão virtual após um homem aparecer parcialmente nu e sentado em um vaso sanitário. O caso aconteceu na quarta-feira (25) e a situação inusitada foi revelada pelo portal Metrópoles. De acordo com o TJ-RS, em nota, o homem não é “magistrado, procurador, advogado ou servidor do TJ”, mas uma das partes do processo. Ainda conforme o texto, ele estava “indevidamente” com a câmera aberta. A corte informou que, após a suspensão, o participante foi bloqueado e sessão recomeçou. Advogados, procuradores e desembargadores participavam da transmissão.
Idoso é encontrado morto com o crânio esmagado em Uberlândia (MG)

O corpo de um homem de 72 anos foi encontrado com o crânio esmagado no bairro Morumbi, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ocorrência foi registrada pelo Corpo de Bombeiros na noite de quarta-feira (25), próximo a um ponto de ônibus. A Polícia Civil investiga o caso e as causas da morte. Segundo os bombeiros, a suspeita é que o idoso tenha sido atropelado, e o motorista fugido após o acidente. Um homem, que saía de um culto religioso, avistou o corpo e acionou a Polícia Militar (PM). Corpo foi levado para o IML Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exames. Ainda conforme a corporação, assim que acionada, deslocou perícia técnico-científica ao local para identificar e coletar vestígios que irão determinar a causa e circunstâncias da morte.
Mulher tatua bombom Caribe e ganha 10 kg de chocolate da Garoto

veterinária paulista Mariane Brasil, 39, postou nas redes sociais uma foto de uma tatuagem inusitada e viralizou nas redes. Ela registrou um bombom Caribe, da Garoto, para demonstrar seu amor pelo quitute. “Simplesmente o melhor da caixa. Obrigada @pettattoo_tacconi [tatuador] pelo trabalho impecável e obrigada @garotochocolates por essa maravilha tão brasileira quanto meu nome”, postou ela no Instagram em 12 de abril. Com a repercussão, a marca de chocolates tomou conhecimento e como agradecimento enviou para a fã 10 kg do chocolate. O bombom com recheio de banana gera debates divertidos e divide opiniões dos consumidores. Mas, na verdade, Mariane conta que Caribe não é o preferido dela de fato. “Mas é um deles. Meu preferido segue sendo o Opereta”, afirma. ++ Rafa Kalimann faz tatuagem no bumbum; foto E por que não tatuou o Opereta? “Porque ele não é polêmico, não é deixado de lado, não fica por último na caixa. Eu achava que o Caribe era mais incompreendido”, diz aos risos a moradora de São Bernardo do Campo, que já perdeu a conta de quantas tatuagens tem. “Umas 20 e poucas.” “O Caribe é um bombom que está em nosso portfólio há alguns anos e, mesmo dividindo opiniões, tem uma grande parcela do público consumidor que é fã do chocolate”, afirma Marcos Freitas, gerente de marketing de Caixas e Sazonais da Nestlé Brasil. “Depois dessa homenagem irreverente da consumidora, decidimos reconhecer o carinho especial que ela teve enviando um mar de Caribe com 10 kg do chocolate.” Além do presente enviado, a Garoto também produziu um vídeo com essa história de amor irreverente entre Mariane e o bombom Caribe –que resultou no ship “Maribe”. No dia 30 de abril, quando ela completou 39 anos, a marca também postou um vídeo com o Garotinho fazendo uma tatuagem. + Aos 73 anos, Antonio Fagundes faz primeira tatuagem; veja foto
MPF acusa pastor e casal por manterem 19 pessoas em regime análogo à escravidão

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal em Rondônia um pastor e um casal por redução de 19 trabalhadores à condição análoga à de escravo na extração de castanhas em terras bolivianas. De acordo com a Procuradoria, os acusados – Dione Chaves Sousa, Maria Irismar Lago de Lima e Sidnei Joaquim da Silva – aliciavam pessoas em situação de rua e as obrigavam a trabalhar 12 horas por dia, sem pausas. À Dione e Maria, a Procuradoria ainda imputa suposto tráfico de pessoas e de drogas. A denúncia narra que a primeira era integrante do Comando Vermelho, ‘com envolvimento em diversos crimes como tentativa de homicídios, furtos e ameaças’. Já Sidnei, é apontado como arrendatário de terras dos castanhais, e teria auxiliado no aliciamento de pessoas em Porto Velho, ainda cedendo seu veículo para o transporte de alguns dos trabalhadores. “Trata-se de uma bizarra prática de um crime em si mesmo repugnante. Os acusados praticamente sequestraram vários moradores de rua em Porto Velho, levaram todos para a Bolívia e lá os mantiveram sob condições degradantes. Não bastasse, ainda cobraram valores absurdos por coisas essenciais (comida inclusive) e ainda forneceram drogas a todos”, indicou o procurador da República Reginaldo Trindade, autor da denúncia apresentada na esteira da Operação Finis Messi, deflagrada em novembro de 2021. De acordo com o Ministério Público Federal, o inquérito indicou que os três denunciados realizaram o transporte das vítimas, de Rondônia até a Bolívia, e lá as obrigavam ‘a exercer jornada de trabalho exaustiva, com média de 12 horas diárias sem interrupções, descanso ou pausa para alimentação’. O trabalho era realizado independentemente das condições climáticas do local, diz a Procuradoria. O órgão indica que os castanhais estão situados em região de floresta inóspita, acessível apenas por barco ou voadeira (canoa com motor). Considerando que os meios de transporte pertenciam a Dione Sousa e Maria Irismar, os procuradores indicam que o controle da saída do local era ‘dominado’ pelos denunciados. A alimentação das vítimas era limitada a duas refeições, uma pela manhã e outra ao fim da jornada de trabalho, o valor da refeição era cobrado, aumentando a dívida das vítimas com os supostos empregadores. “Se os trabalhadores desejassem adquirir outros produtos, deviam comprar do casal, que cobrava preços abusivos. Para se ter uma ideia dos abusos, segundo as vítimas, uma garrafa de cachaça custava R$ 600 e uma pasta de dente, R$ 100. Além disso, as vítimas eram impedidas de adquirir ‘bens das poucas embarcações que passavam pelo local’”, narra o MPF. A Procuradoria ainda aponta que Dione Chaves e Maria Irismar vendiam drogas ilícitas aos trabalhadores. Depoimentos colhidos no âmbito do inquérito indicaram que os ‘entorpecentes eram fornecidos diariamente e de modo forçado’. Com a palavra, os denunciados Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com os acusados, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.
Covid-19: Brasil registra 12,7 mil casos e 39 mortes em 24 horas

O Ministério da Saúde divulgou hoje (23) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem, no acumulado, 30,8 milhões de casos confirmados da doença e 665,6 mil mortes registradas. Os pacientes recuperados até agora são 29,8 milhões (96,9% dos casos). Nas últimas 24 horas, o ministério registrou mais 12,7 mil casos e 39 mortes pela doença. O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia (5,4 milhões) e mais óbitos pela doença (168,9 mil). Em seguida estão Minas Gerais (3,3 milhões de casos e 61,4 mil mortes); Paraná (2,5 milhões de casos e 43,2 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,3 milhões de casos e 39,4 mil óbitos). Vacinação Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 431,4 milhões de doses de vacinas contra contra a covid-19 já foram aplicadas. A primeira dose foi aplicada em 176,7 milhões de pessoas, e a segunda, em 158,4 milhões de pessoas. Receberam a dose de reforço 84,3 milhões de pessoas e a segunda dose de reforço, 3,4 milhões.
Anvisa sugere máscara e isolamento para adiar chegada de varíola

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está pedindo reforço de medidas não farmacológicas, como distanciamento, uso de máscara e higienização frequente de mãos, em aeroportos e aeronaves, para retardar a entrada do vírus da varíola dos macacos no Brasil. Desde o início do mês, ao menos 120 ocorrências da doença foram confirmadas em 15 países. O Ministério da Saúde instituiu ontem uma sala de situação para monitorar o cenário da monkeypox no Brasil. A rara doença pode chegar nos próximos dias, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão. No domingo foram registrados casos suspeitos na vizinha Argentina. A varíola dos macacos é, na verdade, doença original de roedores silvestres, mas isolada inicialmente em macacos. É frequente na África, mas de ocorrência muito rara em outros continentes. Cientistas acreditam que o desequilíbrio ambiental esteja por trás do atual surto, mas não veem razão para pânico. “Acho muito difícil que (a doença) não chegue aqui”, afirmou o presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez “Mas se trata de uma doença considerada benigna.” Além disso, existem tratamento e vacinas. Mas é necessário alerta, segundo a Chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da USP, Anna Sara Levin. “Essa transmissão pessoal é um pouco preocupante, temos de entender se houve uma adaptação do vírus ou contato muito intenso entre as pessoas.” “É mais um problema que vem se somar ao nosso quadro atual”, disse Urbaez. “O ponto positivo é que a nossa vigilância está muito sensível, conseguindo detectar os problemas em tempo real “
Tribunal dos Povos julga Bolsonaro por crimes contra a humanidade

O tribunal internacional que surgiu em 1966 para investigar crimes cometidos pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã (1959-1975) vai julgar nestas terça (24) e quarta-feira (25) se o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu ou não crimes contra a humanidade durante a pandemia da Covid-19. A denúncia foi feita em conjunto pela Comissão Arns (Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Coalizão Negra por Direitos e a Internacional de Serviços Públicos (ISP). O TPP (Tribunal Permanente dos Povos) é considerado como um tribunal de opinião com impacto simbólico e reputacional: profere vereditos sem aplicar penalidades. A peça acusatória aponta para uma disseminação intencional do coronavírus a partir de ações e omissões do governo brasileiro, o que teria afetado desproporcionalmente as populações indígena e negra bem como os profissionais de saúde, acentuando violações de direitos humanos, vulnerabilidades e desigualdades que promoveram mortes evitáveis. A acusação será sustentada a partir do salão nobre da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, durante a 50ª sessão do TPP, que acontece simultaneamente na capital paulista e em Roma, onde fica a sede do órgão. A sessão será híbrida, com a participação remota dos 12 membros do júri, de sete nacionalidades diferentes, e terá transmissão ao vivo no canal da Comissão Arns no YouTube. A secretaria do TPP notificou o governo brasileiro por meio de sua representação diplomática em Roma, do Itamaraty e do Palácio do Planalto sobre a denúncia e a sessão. Em nota, o Itamaraty informou que o TPP é uma iniciativa da sociedade civil e “não se confunde com atuação de tribunais internacionais, constituídos pelos Estados, perante aos quais o Itamaraty tem competência para representar a União”. A Advocacia Geral a União (AGU), também por meio de nota, informou não haver atuação prevista do órgão, uma vez que “não existe Tribunal Permanente dos Povos no sentido jurídico do tema, muito menos ao qual o Brasil tenha aderido por meio de tratado internacional”. Ao reunir evidências e testemunhas que indiquem violações graves, no entanto, o TPP alerta a comunidade internacional, o que promete expor internacionalmente o governo brasileiro e seu atual presidente. O julgamento do TPP reúne e organiza provas de que direitos fundamentais de povos foram violados, informando instituições dos sistemas internacional e regional de Justiça, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que podem vir a julgar formalmente esses casos, com penalidades concretas previstas para indivíduos e Estados. Bolsonaro foi alvo de ao menos cinco denúncias enviadas ao Tribunal de Haia (TPI), das quais uma está sob análise preliminar de jurisdição da Procuradoria e outras duas foram protocoladas na corte internacional, criada pelo Estatuto de Roma, de 1998, para tratar dos crimes considerados os mais graves e que não podem ficar impunes, como o genocídio e os crimes contra a humanidade. “A questão da impunidade é crucial nesse processo de denúncia ao TPP porque nenhuma das acusações que foram feitas contra o presidente brasileiro e seu governo, em especial a partir da CPI da Covid, teve consequências no Brasil”, afirma o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos e membro fundador da Comissão Arns, que articulou a denúncia. “O presidente comete crimes de responsabilidade cotidianamente, mas tem contado com uma garantia de impunidade por parte da Procuradoria-Geral da República”, avalia Pinheiro, sobre o comportamento do procurador-geral da República, Augusto Aras. “O TPP exprime essa insatisfação e revolta com a impunidade diante de crimes tão bem fundamentados.” O TPP nasceu como Tribunal Russell, organizado pelo filósofo, matemático e Nobel de literatura britânico Bertrand Russell (1982-1970) para investigar violações cometidas pelas forças militares dos EUA na Guerra do Vietnã. Conhecido também como Tribunal de Estocolmo e Tribunal Internacional de Crimes de Guerra, seu júri foi presidido pelo filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre, e composto pela escritora Simone de Beauvoir, o político italiano Lélio Basso e escritor argentino Júlio Cortazar, entre outros. Em 1979, a partir dos princípios da Declaração Universal dos Direitos dos Povos, criada em 1976, por iniciativa de Lélio Basso, o Tribunal Russell se tornou Tribunal Permanente dos Povos. A advogada Eloísa Machado, professora de Direito Constitucional da FGV Direito e integrante da Comissão Arns, explica que o TPP “surge com o propósito de dar vazão e visibilidade a temas que não encontram apoio nos sistemas formais de Justiça formal, seja por falta de acesso ou de condições políticas para o processamento de denúncias”. Segundo Eloísa, “a centralidade do TPP é a escuta dos povos afetados” e, com isso, o tribunal “evidencia lacunas no sistema formal de Justiça e antecipa movimentos” que depois buscam preencher esses vácuos. Como exemplos, ela cita o fato de o TPP ter sido o primeiro a se debruçar sobre violações cometidas pelas ditaduras latino-americanas e o primeiro a julgar casos contra empresas transnacionais, algo que só agora o sistema internacional avalia como viável. “Por isso, o TPP é uma instância de visibilidade e de reparação simbólica para crimes que foram cometidos sistematicamente na pandemia e que não encontram eco em nenhuma das jurisdições formais, nacionais ou internacionais”, diz Eloísa, responsável pela sustentação oral da acusação contra o presidente, ao lado de Maurício Terena, advogado e assessor jurídico da Apib, e de Sheila de Carvalho, advogada e articuladora da Coalizão Negra por Direitos. O júri responsável pela 50ª Sessão do TPP é integrada pelo ex-juiz italiano Luigi Ferrajoli, pelo magistrado argentino Eugênio Raúl Zaffaroni, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, pela baronesa britânica Vivien Stern, membro independente da Câmara dos Lordes no Parlamento do Reino Unido, pelo sociólogo suíço Jean Ziegler, ex-relator da ONU para o direito à alimentação, e pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, entre outros. O veredito deve ser tornado público até o final do mês de julho. Para Dinaman Tuxá, coordenador executivo da Apib, o momento “é muito oportuno” para que esses elementos sejam trazidos a público. “Passamos por uma série de violações provenientes de omissões do Estado brasileiro e de ações que contrariam direitos já
Molécula com ação antiobesidade é testada com sucesso em animais

Estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que uma molécula sintética denominada Pep19 age sobre o sistema endocanabinoide, que tem importante função no controle do metabolismo, na regulação do apetite, na lipólise (quebra da gordura) e na liberação de energia. Divulgado recentemente no International Journal of Molecular Sciences, o trabalho contou com apoio da Fapesp e a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de Málaga (Espanha), Centro Biomédico de Pesquisa de Diabetes e Doenças Metabólicas Associadas (Espanha) e da empresa Proteimax BioTechnology (Israel). Não é de hoje que os cientistas estão trabalhando em formas de influenciar o funcionamento do sistema endocanabinoide para ajudar as pessoas a perder peso. Em 2008, um fármaco chamado rimonabanto chegou a ser usado com esse objetivo, mas sua venda acabou suspensa no Brasil devido a efeitos colaterais graves, como ansiedade e depressão, em alguns casos com tendência suicida. De lá para cá, estudos têm sido feitos para descobrir formas mais seguras de transformar o sistema endocanabinoide em um aliado de quem precisa baixar o ponteiro da balança. E o Pep19 – diminutivo de peptídeo DIIADDEPLT – é uma das grandes apostas nessa seara, pois já apresentou bons resultados em testes com animais sem interferir no sistema nervoso central, o que provocaria efeitos colaterais similares aos do rimonabanto. Desempenho promissor No estudo recentemente divulgado, os pesquisadores criaram uma versão sintética de um peptídeo naturalmente encontrado em células humanas. O Pep19 é quimicamente idêntico ao peptídeo natural, mas pode ser usado em concentrações mais efetivas para o fim desejado. A molécula foi então testada em 50 camundongos, que foram divididos em dois grupos. Um deles foi alimentado com dieta normal durante 30 dias. O outro recebeu alimentação rica em calorias. Metade dos animais de cada grupo recebeu uma solução salina e a outra metade uma solução salina com Pep19 diluído. Os resultados do experimento foram bem animadores. Os roedores que receberam a dieta mais calórica acompanhada do Pep19 tiveram o ganho de peso atenuado e diminuição na resistência à insulina – fenômeno que pode levar a problemas como diabetes do tipo 2 e hipertensão, entre outros. Além disso, a molécula reduziu a inflamação no fígado, o acúmulo e a distribuição de gordura no órgão e a atividade da alanina aminotransferase, substância que indica lesões hepáticas. Outro benefício notado pelos pesquisadores foi que o peptídeo sintético transformou parte da gordura branca (que serve de reserva energética para o organismo) em marrom, o que é muito positivo já que esta tem função termogênica, ou seja, queima calorias para gerar energia e calor, estimulando o processo de emagrecimento. “Esse processo tem relação com a ativação de um tipo de proteína desacopladora da cadeia respiratória, conhecida pela sigla UCP1. A gordura branca normalmente não produz essa substância, ao contrário da marrom”, conta Emer Suavinho Ferro, professor do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) e responsável pelo Laboratório de Farmacologia dos Peptídeos Intracelulares da instituição, que participou da análise. “E pudemos ter certeza dessa relação quando fizemos a análise visual da gordura dos animais e vimos que parte dela estava com um tom bege e, assim, tivemos a indicação de que o Pep19 induzia a ativação da UCP1”, explica. Segundo Ferro, nos animais, os ganhos oferecidos pelo uso do Pep19 não foram acompanhados de efeitos colaterais como no caso do rimonabanto. “Sua ação é periférica e não acontece diretamente sobre o sistema nervoso central”, explica. O grupo pretende agora fazer novos trabalhos, inclusive em humanos, para tentar transformar essa molécula em uma opção viável a quem precisa emagrecer. A investigação conta com apoio da Fapesp por meio de dois projetos (16/04000-3 e 19/25943-1).
Bolsonaro troca nome de crítico de cinema Pablo Villaça por Pabllo Vittar

Em seu perfil na rede social Twitter, nesta quarta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o escritor e crítico de cinema Pablo Villaça de “Pabllo Vittar” ao responder a uma das publicações de Villaça datada de 2020. A assessoria do presidente não confirma se o chefe do Executivo se equivocou ou fez uma provocação. Na plataforma, Bolsonaro tem explicado diversas políticas adotadas durante seu governo, incluindo ações que englobam de impactos econômicos a obras de infraestrutura. A troca com Pablo Villaça foi parte de mais uma dessas exposições, tratando, dessa vez, dos impostos sobre video-games, defendendo que o Brasil é “um dos maiores mercados do mundo”. “Por falar em gamers, seguindo nossa política de reduzir impostos sempre que possível, ultimamos estudos junto à Camex para zerar o IPI dos games, Pablo Vitar. Temos reduzido gradativamente o imposto desde 2019, baixando de 50% para 20%. Somos um dos maiores mercados no mundo”, respondeu Bolsonaro ao tuíte de Villaça que chamava meio gamer de “ninho de fascistoides”. Em seu próprio perfil, Pablo Villaça criticou Bolsonaro, chamando-o de “imbecil” e “presidente miliciano”, além de dizer que o político está “tremendo de medo por saber que a cadeia espera por ele e por seus filhos que amam um funcionário-fantasma”. Junto a isso, Villaça abriu sua crítica aos apoiadores de Jair Bolsonaro, que fizeram piadas com a publicação do presidente o chamando de ‘Pabllo Vittar’. Segundo o escritor, os ‘bolsominions’ estão felizes “por acharem que eu encararia a ‘confusão’ do meu nome com a da Pabllo Vittar como ofensa”. “E o “Pabllo Vittar” é uma provocaçãozinha adolescente como de hábito. TODAS AS VEZES que ele me cita, ele troca meu nome ou minha profissão pra dar a entender que não sabe quem sou. Não sabe, mas vive me respondendo”, escreveu também.
Jovem de 18 anos desaparece e tem nome do ex tatuado a força no rosto

A mãe de uma jovem de 18 anos registrou um boletim de ocorrência contra o ex-namorado da filha, após ela ficar desaparecida e reaparecer com o nome dele tatuado no rosto. O caso ocorreu no sábado (21), em Taubaté, interior de São Paulo. O rapaz de 20 anos foi detido porque descumpriu duas medidas protetivas —uma de 2021 e outra de 2022— ao ter contato com a ex-namorada. Segundo a mãe da garota, foi a terceira tatuagem feita pelo rapaz na vítima com o seu nome. O caso foi registrado no plantão policial e corre em segredo de Justiça devido às medidas protetivas contra o rapaz. Ele será investigado, a partir de segunda-feira (23), pela DDM (Delegacia da Mulher) de Taubaté. Segundo a mãe, de 34 anos, sua filha saiu para ir à escola na sexta-feira (20) e até as 22h não havia retornado para casa. Ela então procurou a polícia. “Pela manhã, fui até a rua do rapaz e vi minha filha dentro do carro. Voltei para casa e quando cheguei aqui já a encontrei tentando tapar a tatuagem com maquiagem porque tinha de ir trabalhar. Ali eu desabei”, conta. A mãe afirmou que a jovem foi agredida ao resistir a aplicar a tatuagem. “Ela está com o olho roxo. E ele a forçou a gravar um vídeo autorizando a tatuagem. Minha filha falou que gravou com medo de algo pior acontecer”, continuou. Segundo ela, sua filha e o rapaz começaram a namorar em 2019. “No começo, ele era um rapaz bom. Mas, após um ano de namoro começaram as crises de ciúme até que, no início de 2020, ocorreu a primeira agressão. Desde então luto para distanciar os dois”, afirmou. O casal ficou oito meses separado e, segundo a mãe, voltou a se encontrar quando ele prometeu que não haveria mais agressões. Mas o rapaz passou a ameaçar a jovem caso esta se separasse dele. “Ele impedia ela de ter contato com amigos e familiares. Minha filha chegou a ficar incomunicável dentro da casa dele em duas ocasiões. Eu ia até lá, ninguém abria a porta, ele respondia por ela nas redes sociais. Até que ela conseguiu fugir”, disse. A família optou por levar a jovem embora para São Paulo, mas uma oportunidade de emprego em um mercado atacadista a levou novamente a Taubaté. “Um dia, quando ela ia para o seu curso, ele a encontrou na rua e, com uma arma, a coagiu a entrar no carro. Logo depois, no dia 29 de maio, quando ela fez 18 anos, ele publicou nas redes duas fotos de tatuagens que ele tinha feito nela: seu nome no peito e na virilha. Na sequência fomos atrás da segunda medida protetiva.” Depois da ocorrência deste final de semana, a filha tem chorado muito e sua mãe optou por não deixá-la sozinha. “Ela está com medo, fala em tirar a própria vida. Estou tentando falar para todo o mundo que não sou uma mãe chata impedindo um namoro. É um caso grave que está acontecendo. Ele fala que se ela não for dele, não será de mais ninguém. Não tenho conseguido dormir. Eu não quero ter que enterrar minha filha.”
