Amanda Klein deixa programa na Jovem Pan após ser chamada de ‘burra’ e ‘desonesta’

A jornalista Amanda Klein, 40, pediu para sair do programa da Jovem Pan 3 em 1. Segundo conta em suas próprias redes sociais, o motivo foi o que chamou de “ambiente tóxico” que ela encontrava na atração e os “ataques pessoais” sofridos por ela. Procurada, a rádio não se manifestou. “Pedi pra sair do 3 em 1. Em ambiente tóxico e com ataques pessoais não se faz jornalismo. E eu sou jornalista. Continuo na JP no Jornal da Manhã e em outros programas. Conto com vocês”, publicou Amanda. No dia anterior à decisão, Amanda Klein teve uma discussão ríspida no programa com Rodrigo Constantino, 45, ao vivo, no momento em que comentavam a respeito da provável indicação de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal). Ambos se desentenderam quando o tema se voltou para o casamento gay. Amanda disse que Constantino tinha um posicionamento contrário ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e que depois queria negar a postura. E ele se exaltou ao negar a acusação. O comentarista e escritor a chamou de mentirosa e desonesta e disse que ela passava vergonha na televisão. Quando ambos os lados começaram a levantar o tom de voz, a discussão foi interrompida. Após o anúncio da saída feito pela própria jornalista, Constantino comemorou em sua conta no Twitter. “Já posso pedir música no Fantástico? É sempre a mesma coisa: desmascaro o esquerdista disfarçado de jornalista, que vem sem argumentos e só com narrativas fajutas e uma agenda, eles me atacam, depois bancam a vítima e pedem para sair. Virou rotina”, disparou. O escritor continuou a atacar Amanda Klein em diversas postagens nas redes sociais. Em uma delas indagou os seus seguidores se “Amanda é muito burra ou muito canalha?” Depois de confirmada a saída de Amanda, ele disse que a desistência do posto deverá ser benéfica ao jornal. “Tendência é o destino de alguém assim ser na TV Doria, sem audiência, enquanto a audiência do programa 3 em 1 deve aumentar”, emendou. Amanda também é apresentadora do Opinião no Ar (RedeTV!). Amanda tinha entrado no 3 em 1 em março após se destacar na atração da TV aberta e ser nela um contraponto às opiniões mais à direita de Luís Ernesto Lacombe, 54. Já Constantino voltou à rádio Jovem Pan em janeiro, dois meses após sua demissão. Em novembro de 2020, a emissora anunciava o desligamento de Rodrigo Constantino após uma transmissão ao vivo no canal dele no YouTube na qual comentava o caso da jovem Mariana Ferrer. A moça foi vítima de estupro em uma casa noturna de Jurerê Internacional (SC). Durante a live, Rodrigo Constantino afirmou que, caso a própria filha sofresse um abuso em condições semelhantes às descritas pela influenciadora digital, ele não denunciaria o homem e a deixaria de castigo. “Eu vou dar esporro na minha filha, que alguma coisa ali ela errou feio”, afirmou. “E eu devo ter errado pra ela agir assim.” Constantino também foi demitido da Record na ocasião. A emissora disse, em nota, que o desligamento aconteceu devido ao posicionamento de Constantino sobre violência contra a mulher.

Laudos reforçam tese de que homem estava rendido ao ser morto no Jacarezinho

Documentos obtidos pelo UOL reforçam a hipótese de que um homem rendido foi morto por policiais dentro do quarto de uma menina de 9 anos durante a Operação Exceptios —que resultou em 28 mortes na favela do Jacarezinho, em maio. Os relatos das circunstâncias da morte feitos pela família que mora no imóvel não foram investigados pela Polícia Civil —segundo os moradores, ele estava desarmado. O laudo de perícia também indica que a vítima não trocou tiros no local. Omar Pereira da Silva, um homem negro de 21 anos, foi morto com um tiro no peito, pouco abaixo do coração, segundo o laudo de necropsia. O disparo provocou ferimentos no pulmão e rim esquerdos, fígado, diafragma e alças intestinais. Apesar da gravidade das lesões em múltiplos órgãos, os policiais alegaram que ele estava vivo para removerem o corpo do local com a justificativa de levá-lo a um hospital. Omar era um dos alvos dos 21 mandados de prisão que deram origem à operação policial mais letal da história do Rio. Embora a investigação conduzida pela Polícia Civil passe ao largo de apurar a hipótese de morte sem chance de defesa por agentes, documentos reunidos no inquérito corroboram essa possibilidade. Moradores não foram ouvidos pela polícia O laudo de perícia realizada no local indica que Omar não trocou tiros dentro do imóvel. “Não foram constatados sinais característicos de confronto no interior do imóvel residencial. Acrescenta o perito que o local encontrava-se não preservado e que a área conflagrada prejudicou os exames periciais”, diz trecho do documento. A versão de que o homem foi morto sem chance de rendição foi levantada primeiramente pelos pais da menina que dorme no quarto onde ele foi baleado. Eles relataram as condições da morte à imprensa e a representantes da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), mas a Delegacia de Homicídios não colheu o depoimento deles, segundo o inquérito —que já foi encaminhado ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). O casal de comerciantes afirmou, em entrevista ao UOL no dia seguinte à operação realizada em 6 de maio, que Omar invadiu o apartamento desarmado em busca de socorro após ter sido baleado em um dos pés. No momento em que os policiais arrombaram o portão do prédio, ele se escondeu no quarto da filha do casal, de 9 anos. “O policial apontou o fuzil direto na minha direção. Aí, eu gritei: ‘Sou morador! Tô com criança!’. Ele respondeu: ‘Sai morador’. Não deu nem tempo de sair. Ele efetuou o disparo e matou o rapaz no quarto da minha filha. Depois, ouvi mais dois tiros. Quando descemos, vimos outros policiais. Aí, a minha filha me perguntou: ‘Papai, vão matar a gente?’.”, afirmou o pai da criança. A mãe da criança afirma que Omar não estava armado quando foi morto —os policiais apresentaram na delegacia uma pistola Glock, calibre .40 com kit rajado, como tendo sido apreendida com o homem. “Ele [Omar] só disse: ‘Me ajuda, pelo amor de Deus’. Ele não estava armado e só pediu uma toalha para cobrir o ferimento”, disse a moradora. Policial diz que homem apontou arma antes de ser morto Em depoimento, os dois policiais envolvidos diretamente na morte dão relatos idênticos. Os relatos foram inseridos no sistema da Polícia Civil com um intervalo de 35 minutos e têm trechos inteiros iguais, o que indica que podem ter sido copiados e colados. Segundo o software Copyleaks —sistema utilizado para, entre outras coisas, flagrar a ocorrência de plágios em trabalhos acadêmicos—, a equivalência no conteúdo dos documentos é superior a 84%. Na semana passada, o UOL revelou que outros depoimentos de policiais envolvidos em mortes na operação foram praticamente iguais. Um dos policiais declara ter atirado contra Omar. Em sua versão, o suspeito empunhava “uma arma em sua direção”. “O declarante então para se defender da injusta agressão efetuou disparos com o fuzil que portava”, afirma o depoimento. Ele diz ainda não se recordar quantas vezes atirou por causa “do estresse do momento”. Apesar de o policial admitir que atirou com seu fuzil em Omar, o laudo cadavérico da vítima afirma que ele foi atingido por um projétil de baixa energia, incompatível com esse tipo de armamento —a munição de fuzis é considerada de alta energia em perícias. O laudo cadavérico também não descreve a lesão que o jovem teria no pé, segundo os moradores. Investigação focou em envolvimento de morto com o tráfico A única pessoa ouvida além dos policiais foi uma tia de Omar —a oitiva foi conduzida apenas no sentido de confirmar o envolvimento do morto com o tráfico, sem buscar elementos sobre as circunstâncias de sua morte. Também foram anexados ao inquérito documentos e informações de bases cadastrais mantidas pela Polícia Civil com o histórico de registros de ocorrência, prisões e passagens pelo sistema prisional do morto —dados que não ajudam a esclarecer se ele foi morto em um confronto legítimo ou vítima de morte sem chance de defesa pelos policiais. O que diz a Polícia Civil Procurada pelo UOL, a Polícia Civil não respondeu perguntas sobre o fato de a denúncia de morte sem chance de rendição não ter sido investigada. Também não explicou por que os moradores que testemunharam a morte de Omar não prestaram depoimento até agora, tampouco respondeu sobre o fato de os policiais terem desfeito a cena do crime e prejudicado a perícia. Em nota, a Polícia Civil afirmou apenas que “as investigações estão em andamento, acompanhadas pelo Ministério Público, e a Polícia Civil só se pronunciará no final, evitando qualquer antecipação ou especulação”.

‘A eleição foi limpa, nós perdemos porque faltou voto’, diz vice de Aécio após fala de Bolsonaro

Candidato a vice na chapa de Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) rebate as suspeitas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre aquela disputa e diz que os tucanos não foram derrotados por fraude. “A eleição foi limpa, nós perdemos porque faltou voto”, afirma Nunes Ferreira à Folha. Na quarta-feira (7), Bolsonaro disse ter um levantamento “feito por gente que entende do assunto” que apontaria a vitória do candidato do PSDB naquela eleição. “O Aécio foi eleito em 2014”, declarou, sem apresentar provas, em entrevista à Rádio Guaíba. Naquele disputa, Dilma Rousseff (PT) foi reeleita com 52% dos votos, ante 48% do tucano Aécio, com vantagem de cerca de 3,5 milhões de votos. Derrotado pela chapa encabeçada por Dilma, o candidato tucano a vice-presidente rejeita essa afirmação. “É evidente que ele não tem prova nenhuma, porque não houve fraude”, diz Nunes Ferreira. Tucanos que participaram daquela disputa descartam essas suspeitas. Eles atribuem a derrota a um desempenho abaixo do esperado em estados como Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio. O próprio candidato do PSDB reconheceu a derrota no domingo em que foi realizado o segundo turno. Ele telefonou para Dilma e cumprimentou a presidente reeleita pela vitória. Embora os tucanos tenham pedido uma auditoria nas urnas eletrônicas após aquela eleição, eles não questionam o resultado da votação. Aécio não quis comentar as declarações de Bolsonaro. À Folha ele afirmou que a discussão sobre a confiabilidade da urna eletrônica e a possível adoção do voto impresso, defendida pelo presidente, ficou “contaminada pelo radicalismo dos discursos”. “Eu não acredito em fraude e tampouco que as urnas de primeira geração devam ser tratadas como cláusulas pétreas e que não possam evoluir”, declara. O deputado tucano integra a comissão especial da Câmara que discute a proposta para implementar a impressão do voto na urna eletrônica. Aécio defende a criação de “algum nível de auditagem” nesse sistema de votação, mas diz agora que essa discussão deve ficar para depois das próximas eleições. “Eu não acredito que devamos ficar presos eternamente às urnas de primeira geração. Mas é melhor deixarmos para voltar a esse debate depois de 2022.” Após a eleição de 2014, o PSDB pediu uma auditoria nas urnas eletrônicas. Segundo Aloysio Nunes Ferreira, “não houve alegação de fraude” naquela ocasião. “Havia uma grande polêmica sobre a segurança da urna, geralmente alimentada por segmentos da direita. Mas o que a direção do partido decidiu foi pedir uma auditoria, não uma recontagem de votos. A vitória da Dilma foi reconhecida publicamente pelo Aécio”, afirma o candidato a vice em 2014. Ao fim daquele processo, o PSDB declarou que as urnas eletrônicas eram “inauditáveis”, uma vez que não foi possível ter acesso a todos os níveis de criptografia das máquinas. “A conclusão foi que não se pode dizer que houve ou não houve fraude”, afirmou o advogado Flávio Pereira, um dos representantes do PSDB naquela auditoria. Ele diz que “um contingente expressivo da sociedade” demonstrava dúvidas sobre o sistema de votação e que “era preciso dar uma resposta para legitimar o processo eleitoral”. Esse, segundo ele, foi o objetivo da auditoria. “O maior propósito era trazer uma legitimidade para o processo. O passado estava resolvido, mas nós precisávamos legitimar para o futuro. E houve um aperfeiçoamento do sistema”, declara. Bolsonaro levantou suspeitas de fraude eleitoral diversas vezes, incluindo a disputa que ele venceu, em 2018. Ele já declarou que se recusará a passar a faixa presidencial para um adversário que vença as eleições caso ele considere que há irregularidades no processo. O presidente, no entanto, nunca apresentou indícios que reforcem suas suspeitas. No final de junho, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, deu 15 dias para que Bolsonaro apresente as provas que diz ter sobre uma suposta fraude no sistema eletrônico de votação. O magistrado, que integra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), editou uma portaria para estabelecer que todas as autoridades que relatem inconformidades no processo eleitoral ficam obrigadas a apresentar elementos nesse período. Diferentemente do que Bolsonaro tem difundido, o coordenador jurídico nacional de sua campanha presidencial em 2018, Tiago Ayres, defendeu em entrevista à Folha a confiabilidade e a segurança das urnas eletrônicas. O advogado eleitoral também é favorável à implantação de um sistema de impressão do comprovante do voto dado na urna eletrônica, mas com um argumento bem distinto do que prega Bolsonaro. “Todas as eleições realizadas até hoje tiveram resultados fiéis à vontade popular”, disse Ayres, para quem o mecanismo de impressão do comprovante servirá tão somente como reforço à segurança “do já louvável” sistema.

Preso suspeito de exigir vídeos íntimos de professora para não expô-la na internet

A Polícia Civil prendeu, na manhã de quinta-feira (24), um homem suspeito de praticar estupro virtual contra uma mulher residente em Goiânia. A vítima, que é professora, mantinha conversa e já havia enviado imagens íntimas ao suspeito. De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), o homem passou a proferir xingamentos contra a mulher e exigia a produção de mais vídeos sexuais para não expô-la na internet. O caso passou a ser investigado após a mulher, aos prantos, afirmar à equipe policial que estava determinada a tirar a própria vida, pois sofria ameaças de ter imagens íntimas dela divulgadas nas redes sociais. A vítima contou que é mãe de uma criança e, por ser professora em uma escola da capital, preferia morrer a ser exposta na internet. A equipe da DERCC, então, verificou que o suspeito, com o qual a vítima estava trocando mensagens há alguns dias no WhatsApp, proferia xingamentos contra a mulher e exigia que ela filmasse mais vídeos sexuais, nos quais deveria se exibir enquanto praticava atos libidinosos em si mesma. O homem, que é morador da cidade de Pires do Rio, exigia ainda que a vítima dissesse o nome dele durante a filmagem, para o criminoso ter certeza de que a autora do vídeo, de fato, era a mulher. O homem ameaçava divulgar na internet todas as fotos íntimas que já possuía da vítima. Após diligências, a Polícia identificou o suspeito e acionou a Delegacia de Pires do Rio. O homem foi localizado e preso em flagrante pelo crime de estupro consumado, na modalidade virtual. Se condenado, poderá ser apenado em até 10 anos de reclusão.

Aparecida premia alunos da rede pública em Festival de Fantoches

Aparecida premia alunos da rede pública em Festival de Fantoches das Escolas Municipais de Tempo Integral (EMEIs). Ao todo, mais de 300 espetáculos foram criados e gravados em vídeos por alunos dos EMEIs Profª Wilsonina de Fátima Silva Batista, Profª Vinovita Guimarães da Silva e Retiro do Bosque. Entre esses, 21 foram classificados para disputa. Os espetáculos foram avaliados em duas categorias. Uma delas foi escolhida por voto popular na internet e a outra foi avaliada por um júri técnico que elegeu as três melhores apresentações das escolas. As premiações ocorreram na última quinta-feira (24), na Cidade Administrativa Maguito Vilela. Votação O festival contou com mais de 160 mil votos para escolha da melhor apresentação em vídeo. A votação popular contou com 162 mil votos virtuais. A vencedora foi a aluna Taila Cristina, com o espetáculo “Pesadelo com o Coronavírus”. A garota conquistou o público e obteve 31.324 votos. “A minha professora de artes me deu a ideia de fazer a minha apresentação com o tema da pandemia e eu gostei da ideia e criei O Pesadelo do Coronavírus. Estou muito feliz por ter vencido e ganhado uma bicicleta”, revelou Taila Cristina, que refez a apresentação do seu espetáculo durante o evento de premiação. Premiação As três melhores apresentações avaliadas pelo júri técnico foram de autoria do aluno Henrique Gabriel, com espetáculo “A Lebre e a Tartaruga”, 1º lugar; Ana Clara Lemos Martins com o espetáculo “Aparecida faz 100 anos”, ficou em 2º lugar e em 3º foi escolhido o espetáculo “Reciclagem”, da aluna Ana Clara Conceição. Os prêmios para o primeiro lugar das duas categorias foram duas bicicletas. Os autores dos espetáculos de segunda e terceira posição da categoria júri técnico receberam dois tablets. A primeira edição do festival foi realizada remotamente com o auxílio dos professores e seguindo as orientações de isolamento social devido à pandemia de Covid-19. O projeto tem objetivo de estimular o trabalho artístico dos alunos das Escolas Municipais de Tempo Integral (EMEIs) e foi realizado por meio das secretarias de Cultura e de Educação.

Advogados negam que presos ajudaram Lázaro e diz que polícia não tem provas

Os advogados Ilvan Barbosa e Abel Cunha, que representam o fazendeiro Elmir Caetano Evangelista, de 75 anos, e o caseiro Alain Reis de Santos, presos na quinta-feira (25), negam que os clientes conheçam Lázaro Barbosa, de 32 anos, suspeito de assassinar uma família em Ceilândia no último dia 9. Os defensores ainda contestam que a força-tarefa tenha qualquer prova contra seus clientes. O fazendeiro e o caseiro foram presos suspeitos de ajudar Lázaro Barbosa a se esconder da polícia em matas na região de Cocalzinho. Eles estão detidos na 1ª Delegacia de Polícia de Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal, onde é lavrado o flagrante. O auto de prisão aberto contra os dois deve ser analisado pelo judiciário e ambos podem seguir para audiência de custódia ainda nesta tarde. O advogado argumenta que não há provas contra Elmir, que é um idoso que faz tratamento contra câncer e toma remédios para problemas no estômago. Os indícios que a polícia tem contra o fazendeiro e o caseiro constam apenas em depoimentos realizados ontem. Nestas oitivas, houve informações de um suposto favorecimento de ambos para que Lázaro ficasse na fazenda de Elmir. No entanto, o advogado questiona se os proprietários de outras chácaras e fazendas as quais Lázaro passou durante a fuga também seriam cúmplices. Além disso, acusa a polícia de ter induzido as respostas durante os três depoimentos prestados. Acusação Durante entrevista coletiva realizada na noite de quinta, o secretário Rodney Miranda não apresentou detalhes, mas disse ter “provas contundentes” contra o fazendeiro e o caseiro e os taxou de “cúmplices ou coautores”. “Quem ajuda psicopata é também psicopata”, afirmou. Os dois supostos comparsas teriam dado guarita a Lázaro em uma casa. O fugitivo teria se instalado por lá após tentativa de furar o cerco feito pela força-tarefa. “Uma testemunha o viu hoje [quinta-feira]. Depois confirmamos com relatos dos dois presos”, disse o secretário. “Não temos o visual dele. Mas temos um indicativo forte de onde ele esteja”, continuou. Uma das armas apreendidas é uma garrucha calibre 22 com 50 munições que Lázaro teria utilizado em invasão em algumas propriedades

CPI da Covid remarca para dia 19 depoimento de Pazuello

O depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello na CPI da Covid (Comissão Parlamentar de Inquérito), previsto inicialmente para esta terça-feira (4), foi adiado para dia 19, anunciou o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM). A fala do também ex-representante da pasta Nelson Teich, que ocorreria na tarde desta terça-feira, foi adiada para amanhã. Pazuello alegou à CPI que teve contato com dois coronéis que contraíram a covid-19. “Segundo a informação que eu tenho, ele vai entrar em quarentena e não virá depor amanhã”, disse Aziz durante a sessão desta terça (4) que ouve o ex-ministro Henrique Mandetta. A manifestação de Pazuello agora está prevista para ocorrer em 15 dias, no dia 19 de abril. Vale ressaltar que, desde a semana passada, o general tem feito “media training” no Palácio do Planalto para enfrentar os questionamentos dos parlamentares. Depoimento de Teich A sessão que ouvirá Teich deve começar às 10h de quarta (5). Antes dos questionamentos, ele deve fazer uma pequena explanação de 10 minutos e explicar as medidas tomadas durante o período de menos de um mês em que esteve à frente do Ministério da Saúde. À época, a média móvel de mortes pela covid no país era de 706 mortes por dia. Atualmente, mais de 408 mil pessoas morreram no Brasil em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O médico deixou a Esplanada dos Ministérios após discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com relação ao uso indiscriminado de medicamentos sem eficácia comprovado para o tratamento da covid-19, como hidroxicloroquina e ivermectina. Governistas no colegiado, que ainda são minoria, devem tentar minimizar o depoimento de Nelson Teich com base no pouco tempo que o médico ficou à frente da pasta.

Júnior Café, do Brasil Goiânia (antigo PMB), vai assumir o Imas, diz Santana Pires

O presidente estadual do partido Brasil (antigo PMB), Santana Pires, confirmou que o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) irá nomear e empossar, até esta quarta-feira (5), o presidente municipal da sigla, Júnior Café, para a presidência do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas). Segundo Santana, ele esteve reunido com o gestor até o fim desta tarde. “Temos a convicção de que o Presidente Municipal Júnior Café fará um belíssimo trabalho nesta pasta. O Partido agradece o convite do prefeito Rogério Cruz e reitera que estará trabalhando sempre em prol da sociedade goianiense”, declarou Santana. Participaram do evento vereadores da sigla e outras autoridades, além do deputado estadual Jeferson Rodrigues (Republicanos). O atual presidente do Imas é Adriano Franco Valotto.

Estrutura de metrô desaba e deixa mortos e feridos no México; vídeo

A estrutura de sustentação de uma linha de metrô desabou e deixou feridos e mortos na Cidade do México por volta das 22h30 da última segunda-feira (4) (horário local, 0h30 desta terça no horário de Brasília). Ao menos 23 pessoas morreram no acidente. A informação foi confirmada por Claudia Sheinbaum, chefe de governo, equivalente ao cargo de prefeita. Antes, em entrevista coletiva, ela informou que entre as vítimas estão menores de idade. Pelo menos 65 pessoas foram encaminhadas para hospitais, 7 delas em estado grave. O acidente aconteceu quando passava pela via elevada o trem que fazia o trajeto entre as estações de Tezonco e Olivos, da linha 12 do metrô, no distrito de Tláhuac, na região sudeste da capital mexicana. A estrutura ficava a uma altura de 5 metros.

Entenda o que será discutido na Cúpula de Líderes sobre o Clima

A Cúpula dos Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, começa nesta quinta-feira, Dia da Terra, às 9h, em formato virtual, e será transmitida em tempo real. O presidente Jair Bolsonaro discursará na sessão de abertura ao lado de outros 26 presidentes e primeiros-ministros, incluindo o próprio Biden, o chinês Xi Jinping e o russo Vladimir Putin. Ao todo, mais de 40 líderes internacionais participarão da cúpula de dois dias, incluindo o Papa Francisco. Desafio diplomático A cúpula é o maior desafio diplomático já enfrentado por Bolsonaro porque põe em xeque a relação com os Estados Unidos pós-Trump e expõe a falta de compromisso do seu governo com as metas que o próprio Brasil estabeleceu cumprir como signatário do Acordo de Paris sobre o clima, de 2015. Por esse acordo, o país se comprometeu, por exemplo, a a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Mas, durante o atual governo, as taxas oficiais de devastação da Amazônia Legal foram as mais altas desde 2008, segundo o sistema de monitoramento oficial Prodes. Em 2019, foram 10.129 km² desmatados, e em 2020, 11.088 km² A ambição de Biden Na cúpula, Biden busca estabelecer a liderança americana no tema climático após o recuo drástico promovido por Trump, que tirou os Estados Unidos do Acordo de Paris. Ele cobra que os países participantes se disponham a apresentar metas mais ambiciosas para a redução da emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, até a Cúpula do Clima da ONU, a COP-26, que ocorrerá em Glasgow, na Escócia, em novembro deste ano. O próprio Biden pretende apresentar na cúpula metas mais ambiciosas para os Estados Unidos. O mesmo deverá ser feito pelos 27 países da União Europeia, pelo Reino Unido, pela China e pela Rússia. A posição de Bolsonaro Bolsonaro, ao contrário, tem indicado que não pretende mudar as metas de 2015 — reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e 43% até 2030. Em 2020, ao reafirmar essas metas, o governo reviu o índice de liberação de poluentes em 2005, o ano de referência. Isso lhe permitiria cumprir o compromisso internacional mesmo se o desmatamento da Amazônia neste ano for maior que 13 mil km², superior ao registrado em 2020. O pedido de dinheiro A maior parte das emissões brasileiras vem do desmatamento, mas o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, alega que o Brasil deveria ter recebido US$ 133 bilhões pela redução do desmate ocorrida entre 2006 e 2017 – em governos passados. O cálculo de Salles se baseia no mercado livre de carbono da Califórnia. A regulamentação de um mercado internacional de carbono está prevista no Acordo de Paris, mas ainda não foi feita. O Brasil já recebeu recursos da ONU por reduzir o desmatamento entre 2014 e 2015 e doações bilionárias da Noruega e da Alemanha para o Fundo Amazônia, mas R$ 2,9 bilhões desse fundo tiveram sua aplicação congelada após a extinção de comitês gestores pelo governo. O argumento de Salles Salles alega que os países que mais contribuem para as emissões de gases do efeito estufa, entre eles os EUA e a China, deveriam pagar o Brasil para não desmatar. O Brasil é o sexto maior poluidor do planeta, com uma contribuição de 3% do total de emissões.   Cientistas do clima afirmam que o argumento de Salles não faz sentido, porque interessa ao próprio Brasil não desmatar. Eles explicam que a Floresta Amazônica retém nas árvores e no solo uma quantidade equivalente a todo o carbono emitido pelo planeta nos últimos dez anos. A destruição desse bioma teria efeito catastróficos no clima e prejudicaria a própria agricultura, um dos carros-chefes da economia brasileira. O sucateamento do Meio Ambiente Além do aumento do desmatamento, prejudica o Brasil a percepção de que ele é uma política proposital. No governo Bolsonaro, os órgãos federais de vigilância ambiental foram sucateados. O orçamento do Ministério do Meio Ambiente previsto para 2021 é o menor desde o início do século. Além disso, houve neste ano uma redução nos recursos destinados para o Ibama, de 29,1%, e para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) , de 40,4%. No Ibama, há um déficit de, no mínimo, 500 fiscais.  Na última semana, o então superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva enviou uma notícia-crime contra Salles por favorecimento a madeireiros ilegais. No dia seguinte, a PF anunciou sua substituição. O discurso de Bolsonaro Em seu discurso hoje, prevê-se que Bolsonaro apresentará um plano com cinco eixos para reduzir o desmatamento: ações de comando e controle, regularização fundiária, pagamentos por serviços ambientais, ações de zoneamento ecológico-econômico e promoção da bioeconomia. Os cinco itens fazem parte do Plano Nacional para Combate do Desmatamento Ilegal, lançado no ano passado, que Salles já admitiu não ter decolado por falta de engajamento de outros ministérios. A posição dos EUA A grande questão é se Bolsonaro conseguirá convencer os demais participantes da cúpula e o próprio Biden. O governo do democrata buscou o diálogo com o Planalto antes da cúpula e várias reuniões bilaterais ocorreram. No entanto, a Casa Branca tem ressaltado que, para que ocorram negociações de verdade e uma eventual ajuda ao Brasil na área climática, o país precisa apresentar resultados em matéria de redução do desmatamento.  Segundo disse Thomas Shannon, ex-embaixador americano no Brasil (2009-2013), “os EUA deixaram claro seu interesse em trabalhar com o Brasil, agora a bola está do lado dos brasileiros”.