Pazuello nomeia veterinário como diretor responsável por vacinação

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, nomeou nesta segunda-feira o médico veterinário Laurício Monteiro Cruz para o cargo de Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde. Cruz substitui Marcelo Wada, servidor de carreira da pasta. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. O cargo é peça-chave no combate à pandemia da Covid-19 por gerenciar, entre outras atribuições, o programa de vacinação brasileiro. O departamento é responsável pelo Programa Nacional de Imunizações do Brasil, incluindo as campanhas de vacinação e a distribuição de imunizantes pelo território nacional. O novo diretor preside o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal e é servidor da Secretaria de Saúde do governo distrital desde 1989, segundo a Plataforma Lattes, que compila currículos de pesquisadores brasileiros. Em seu currículo Cruz informa ter especialização em vigilância sanitária em saúde pela Faculdade de Ciências Wenceslau Braz (Facibra), no Paraná, e mestrado em veterinária pela Universidade de Brasília (UnB). Entre as especialidades salientadas pelo veterinário estão a vigilância epidemiológica e o estudo de animais disseminadores de doenças como dengue, Zika e febre amarela, além de biossegurança. Já Wada, substituído por Cruz, também é formado em Medicina Veterinária e cursou mestrado em Saúde Coletiva na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele se especializou em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins (EUA), uma das maiores referências acadêmicas no estudo da pandemia da Covid-19.

Polícia Militar intimida manifestantes contra Bolsonaro em Caldas Novas

A Polícia Militar (PM) intimidou pelo menos duas pessoas em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última sexta-feira (28), em Caldas Novas, na região sul de Goiás. Dois manifestantes confeccionavam faixas com dizeres contra o presidente. O dono do ateliê de pintura chegou a ser colocado em um carro policial. “Quem é o político por trás por disso?”, teria indagado um policial militar identificado como tenente Alexandre ao pintor, S.O., de 51 anos, que confeccionou as faixas. Os policias chegaram até ele após irem ao ateliê em que as faixas foram produzidas. Ao serem informados de que o autor não estaria no local, colocaram o dono do estabelecimento na viatura para que ele indicasse a casa do pintor. Ao chegar na casa do pintor, os policias militares o indagaram sobre quem estava por trás do protesto e disseram que poderia ser preso pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. A viatura ficou parada na frente da residência por pelo menos uma hora. Ele não quis se identificar com medo de represálias. “Obrigado, Bolsonaro, pela alto do dólar, alta dos combustíveis e arroz custando 30 contos”, diz faixa afixada em Caldas Novas (Foto: Leitor Mais Goiás) O protesto A manifestação foi organizada pelo radialista Andreazza Joseph Gomes, de 37 anos, a partir de perguntas sugeridas pelos usuários em redes sociais. Ele selecionou as que considerou mais impactantes para serem afixadas no aeroporto durante de visita de Bolsonaro a Caldas Novas para inauguração de uma usina fotovoltaica. Entre as frases selecionadas estão “Bolsonaro, o Brasil quer saber por que o Queiroz depositou 89 mil na conta da sua mulher” e “Obrigado, Bolsonaro, pela alta do dólar, alta dos combustíveis e o arroz custando 30 contos”. Assim, S.O. disse que confeccionaria as faixas se ele comprasse o material. Com o material em mãos, o pintor foi até o ateliê de um amigo para fazer as faixas. “Quando o policial foi na casa do pintor, pedi para falar com ele. Ele me disse que estava cumprindo ordens da Abin [Agência Brasileira de Inteligência] e da Polícia Federal. Não tinham mandados de busca, nem de prisão”, diz Andreazza. Após a passagem de Bolsonaro, as faixas foram afixadas no aeroporto de Caldas Novas. Confira a nota da PM sobre o caso: A propósito da solicitação de nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás informa o que se segue: – A PMGO esclarece que não cerceou o direito à Livre Manifestação, na cidade de Caldas Novas, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro, conforme informação divulgada ao veículo de comunicação em questão; – A corporação informa que, na última sexta-feira, 28/08, foi feita uma denúncia de que manifestantes colocariam faixas na parte interna do aeroporto da cidade, o que não é permitido devido ao cumprimento das Normas de Segurança do local; – A PMGO salienta que orientou os manifestantes que não colocassem faixas no local pretendido (cabeceira da pista do aeroporto) por medida de segurança, uma vez que poderia provocar grave acidente. Após a orientação, os próprios manifestantes retiraram o material do local. – Por fim, a PMGO reconhece e apoia o direito da Livre Manifestação, mas destaca a necessidade de obedecer os protocolos de segurança estabelecidos para garantir a proteção de toda população. *[Matéria atualizada às 15h20 do dia 31/08/2020 para inserção de nota da PM]

Covid-19: Brasil tem 118,6 mil mortes e 3,76 milhões de casos

O Brasil atingiu 118.649 mortes em função da pandemia do novo coronavírus, conforme a atualização diária do Ministério da Saúde divulgada na noite desta quinta-feira (27). O resultado marca um aumento de 0,8% sobre ontem, quando eram contabilizados 117.665 óbitos desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 984 novos óbitos.  Os casos acumulados chegaram a 3.761.391 Entre ontem e hoje as secretarias de saúde enviaram ao Ministério da Saúde informações sobre 44.235 novos diagnósticos de infecção pelo coronavírus. O total marca acréscimo de 1,2% sobre ontem, quando o painel do Ministério da Saúde trazia 3.717.156 casos acumulados. Ainda de acordo com a atualização, 695.492 pessoas estão em acompanhamento e outras 2.947.250 já se recuperaram. Covid-19 nos estados Os estados com o maior número de mortes foram São Paulo (29.415), Rio de Janeiro (15.859), Ceará (8.265), Pernambuco (7.480) e Pará (6.102). As Unidades da Federação com menos óbitos até o momento são Roraima (586), Acre (607), Tocantins (635), Amapá (652) e Mato Grosso do Sul (800).

Justiça afasta Witzel do governo do RJ; Pastor Everaldo é preso

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro (RJ), Wilson Witzel (PSC). O vice-governador do Estado, Claudio Costa (PSC) assume o cargo. Witzel é suspeito de praticar fraude em compras na área da saúde durante a pandemia do coronavírus. Também foram expedidos mandados de prisão contra o presidente do PSC, Pastor Everaldo, contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão. Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda (RJ); Mário Peixoto, empresário; Alessandro Duarte, empresário; Cassiano Luz, empresário; também são alvos da operação. Peixoto, Duarte e Luz já foram presos no mês de maio, durante a operação Favorito. As empresas de Peixoto, das quais Duarte e Luz são sócios, têm contratos com o governo estadual desde a gestão de Sérgio Cabral. Pastor Everaldo já tinha depoimento agendado para semana que vem, a ser cedido à Comissão Especial que apura irregularidades ocorridas durante a pandemia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O presidente do PSC foi candidato ao cargo de presidente da República, nas eleições de outubro de 2014. Porém, acabou ficando em 5º lugar, com 0,75% dos votos. Em 2016, o  Pastor Everaldo, batizou o presidente da República Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, em Israel. Em nota enviada à rede de TV CNN, ele afirmou que sempre esteve à disposição de todas as autoridades e que mantém sua confiança na Justiça. O governador do Rio de Janeiro e a mulher dele, Helena Witzel, estão no centro das investigações de corrupção no combate à covid-19. Supostas irregularidades podem ter resultado em contratos de mais de R$ 2 bilhões com empresas e organizações sociais, principalmente, ligadas ao mencionado empresário Mário Peixoto.

Paraná pretende testar vacina russa em pelo menos dez mil voluntários

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciou na quinta-feira, 27, a intenção de testar a vacina russa contra a covid-19 em pelo menos dez mil voluntários. O protocolo para validar a fase 3 dos estudos clínicos deve ser submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em até 30 dias. Depois de aprovado, o Estado estima um prazo de duas semanas para realizar os ajustes finais. Em um cenário realista, o Tecpar espera iniciar os testes em voluntários em 50 dias. Uma comitiva paranaense realizou duas reuniões em Brasília, nesta quinta-feira, com o objetivo de acelerar o processo de aprovação dos testes. Pela manhã, os emissários se encontraram com representantes da Anvisa. “Foi uma reunião de alinhamento. O protocolo nós conhecemos, mas é importante conversar, tirar dúvidas e buscar soluções. Saímos bem informados”, disse ao Estadão o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, que durante à tarde também participou de um encontro com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov. Segundo Callado, a prioridade é aprovar o início da fase 3 dos estudos clínicos em território brasileiro. A etapa final serve para atestar a segurança e a eficácia do imunizante. Para tanto, é necessário analisar os resultados em milhares de pessoas. O processo leva, no mínimo, dois meses para ser concluído. O número exato de voluntários ainda não foi definido pelo Tecpar. Inicialmente, o instituto pretende testar a vacina russa em profissionais da área da saúde e em pessoas que compõem grupos de risco. Em larga escala, a fase 3 também tem o objetivo de revelar como os antígenos respondem de forma diferente em cada grupo. Tecnologia russa A vacina que o governo do Paraná pretende testar a partir de outubro é a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleia de Moscou. Um acordo embrionário para auxiliar os estudos e viabilizar a transferência de tecnologia foi assinado no dia 12 de agosto. No início do mês, uma força-tarefa liderada pelo Tecpar foi criada para ampliar a troca de informações com a Rússia. O acordo é protegido por termos de confidencialidade. “Nós estamos promovendo o intercâmbio de informações e analisado os dados internamente. Todas as informações serão submetidas à Anvisa no momento em que solicitarmos a autorização para a fase 3”, explicou Jorge Callado. Vencida a fase três, as próximas etapas incluiriam o registro e a produção da vacina. Não há estimativa de prazo para a conclusão do processo. De acordo com o Tecpar, a Rússia tem mostrado uma boa capacidade de transferência de tecnologia e metodologia. O Instituto Gamaleia de Moscou trabalha com uma técnica inovadora que utiliza dois tipos de adenovírus humanos para provocar uma reação imune ao Sars-CoV-2, causador da covid-19.

Terminais de ônibus oferecem vacinação contra sarampo e influenza

A vacinação contra sarampo e influenza está sendo em terminais de ônibus de Goiânia. Usuários do transporte coletivo poderão receber as doses nos terminais Bandeiras e Novo Mundo até a próxima sexta-feira (28). Objetivo da ação é aumentar a cobertura vacinal, principalmente em relação ao sarampo, que está muito baixa em todo país. A vacina oferecida é a tríplice viral, a qual protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), podem se vacinar aquelas pessoas que tiverem entre 20 e 49 anos, independente do número de doses tomadas anteriormente. A tríplice viral, no entanto, é contraindicada para gestantes e pessoas imunocomprometidas – receptores de transplante, queimados, portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e indivíduos com câncer . Isso porque, nesses casos, é necessária uma avaliação médica para analisar os riscos e benefícios antes de receber a dose, conforme informou a pasta. No caso da gripe, pessoas de todas as idades podem ser imunizadas, desde que ainda não tenham recebido doses das mesmas vacinas este ano. Vacinação de 6% da meta A campanha de vacinação contra sarampo em Goiânia, iniciada em outubro de 2019, tinha como objetivo imunizar 680 mil pessoas com idades entre 20 e 49 anos. Todavia, até o momento, somente 41 mil procuraram os postos de saúde, ou seja, 6% da meta. A vacinação é de suma importância, uma vez que o vírus do sarampo voltou a circular no Brasil em fevereiro de 2018. Até março de 2020, o país já havia registrado 29.233 casos confirmados e 30 óbitos.

MDB e DEM dialogam por união diante da eleição municipal

A saída de Iris Rezende (MDB) do cenário eleitoral mudou as articulações entre os partidos que estão na disputa. O MDB, que até o mês passado se declarava oposição ao DEM, abriu um diálogo com o governador Ronaldo Caiado (DEM). Um aliado do presidente do diretório estadual do MDB, Daniel Vilela, e do ex-governador Maguito Vilela conversou com o Blog Poder em Jogo e afirmou conversam com objetivo de se unirem nas eleições municipais de Goiânia e de Aparecida de Goiânia. “Eles negam, mas existe um diálogo para compor nessas eleições,” confidenciou a fonte, cujo nome será preservado. A tática do MDB é ganhar em Goiânia com a candidatura de Maguito, que deve se confirmar pré-candidato nos próximos dias, e fortalecer o partido para as eleições majoritárias. As negociações garantiriam ainda apoio ao governador Ronaldo Caiado na sua reeleição, sem Daniel na disputa. Ainda de acordo com o aliado dos emedebistas, o nome do prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, está nas negociações para ser vice de Caiado em 2022. Para selar o acordo entre o grupo dos Vilela e o democratas, o governador indicaria ainda o vice de Mendanha derrubando partidos aliados do emedebista como o PSD e o PP.

Em um só dia, polícia prende dois suspeitos de tráfico de drogas em Aparecida

Em ações distintas, realizadas na quarta-feira (26), dois suspeitos de tráfico de drogas foram presos por agentes da Delegacia Estadual de Repressão aos Narcóticos (Denarc) em Aparecida de Goiânia. Ambos já haviam sido autuados anteriormente pelo mesmo delito, e um deles, que é aposentado, alegou que vendia drogas para complementar a renda mensal. A primeira prisão aconteceu na região central da cidade, onde um homem de 51 anos foi flagrado com várias porções de maconha, uma balança de precisão, e papel filme usado para embalar a droga. Este mesmo suspeito, segundo a Denarc, já havia sido autuado também por tráfico em março de 2018. Assim como na primeira vez em que foi preso, o aposentado, que usava uma moto para entregar os entorpecentes, reclamou que o salário mínimo que recebe mensalmente é insuficiente para mantê-lo. Já no Bairro Maria Inês, outro homem também foi preso em flagrante com várias porções de skunk, entorpecente conhecido como “supermaconha”. De acordo com os agentes, este suspeito também já tinha sido autuado pelo mesmo crime em 2015, e ainda responde por roubo à mão armada. Os dois homens, que não tiveram os nomes divulgados, foram autuados novamente por tráfico de drogas, crime que tem pena de reclusão, de cinco, até 15 anos. Tocador de vídeo

Justiça paraguaia permite que Ronaldinho Gaúcho e irmão retornem ao Brasil

Foram 171 dias em solo paraguaio, o que corresponde a mais de cinco meses. Nesta segunda, Ronaldinho Gaucho e seu irmão Assis enfim ouviram do juiz Gustavo Amarillo a permissão para deixar o país. A dupla de ex-jogadores aceitou as condições propostas pelo Ministério Público local e recebeu o aval para cumprir no Brasil a pena por uso de documentos falsos. Para isso, irão desembolsar cerca de R$ 1,1 milhão de multa. Eles agora viajam para o Rio de Janeiro, onde informaram às autoridades paraguaias que irão morar. Amarilla determinou que Assis pague uma multa de 110.000 dólares (cerca de R$ 615 mil). O dinheiro será usado na aquisição de insumos na luta contra a Covid-19 para o sistema penitenciário paraguaio. O magistrado ainda impôs que ele fixe um endereço no Brasil, informe um número de telefone celular em que possa ser contactado pelas autoridades paraguaias e que compareça às autoridades judiciais brasileiras a cada quatro meses. Já em relação a Ronaldinho, Amarilla determinou o pagamento de 90.000 dólares (R$ 503,5 mil), que serão destinados a um hospital e a uma campanha beneficente. O ex-jogador não precisará se apresentar às autoridades brasileiras, como foi determinado a seu irmão. A investigação concluiu que Ronaldinho não sabia que estava usando um passaporte adulterado. Mas Assis, sim. O primeiro foi condenado a um ano. Já o segundo, a dois. O pagamento das multas e o cumprimento das condições suspendem a privação de liberdade. Durante a audiência, eles abriram mão de fazer qualquer tipo de declaração e aceitaram a proposta do Ministério Público. Sua defesa, contudo, sugeriu que as apresentações trimestrais fossem realizadas no consulado paraguaio, o que não foi aceito pelos promotores. Os dois chegaram a ser investigados por envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Porém, ao concluir os trabalhos, no início do mês, o Ministério Público decidiu não apresentar nova denúncia contra eles, que cumpriam prisão domiciliar em Assunção. Após pagarem uma fiança no valor de 1,6 milhões de dólares, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, foram transferidos da penitenciárias para um hotel de luxo em Assunção, onde cumpriam a prisão domiciliar. De acordo com a imprensa local, a partir daí a vida do ex-jogador brasileiro passou a ser agitada, com direito a visitas de modelos e festas no quarto. Entenda o caso O ex-astro do Barcelona e da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto Assis, foram detidos pela polícia do Paraguai sob acusação de ter entrado no país usando supostos passaportes adulterados. Euclides Acevedo, ministro do Interior do Paraguai, informou que investigadores entraram na suíte presidencial do Hotel Yacht y Golf Club, onde Ronaldinho estava hospedado, e encontraram dois passaportes adulterados. Um estava em nome do ex-jogador e o outro no do irmão. Ronaldinho chegou ao Paraguai na quarta-feira para o lançamento do seu livro “Gênio da vida” e participaria do lançamento de um programa social destinado a crianças organizado pela Fundação Fraternidade Angelical. Ronaldinho Gaúcho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes. Os irmãos cumpriam prisão domiciliar após passarem 32 dias na penitenciária.

Paulo Skaf diz que não vai disputar reeleição da Fiesp após 16 anos

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (MDB), comunicou, em reuniões realizadas na semana passada com sindicatos patronais filiados à entidade, que não concorrerá a um novo mandato na entidade de classe. Skaf está no comando da Fiesp desde 2004 e se reelegeu pela última vez em 2017, tendo começado o seu último mandato em 2018. Ele deixa o cargo em dezembro de 2021. Pelo estatuto da federação, ele não poderia concorrer à reeleição, mas aliados do dirigente chegaram a pedir que ele alterasse as regras para poder disputar novamente. O emedebista já escolheu um nome para sucedê-lo. Em ao menos outras duas oportunidades a Fiesp havia alterado o estatuto para permitir a reeleição do empresário. Skaf pretende disputar o governo de São Paulo em 2022 com o apoio do Palácio do Planalto. O emedebista é hoje um dos principais aliados políticos do presidente no Estado de São Paulo e tem feito a ponte entre o mandatário e os representantes do empresariado paulista. O empresário foi candidato ao governo nas últimas três eleições. Em 2010, pelo PSB, ficou em quarto lugar, com 1.038.430 votos; em 2014, já no MDB, ficou em segundo, com 4.594.708 votos; e em 2018, foi o terceiro, com 4.269.865 votos. A relação entre Skaf e o MDB está desgastada e a expectativa no seu entorno é que ele migre para a sigla que Bolsonaro pretende criar, o Aliança pelo Brasil, ou para a legenda para onde o mandatário migrar para disputar a reeleição. Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.