8 são presos e 3 morrem durante ação policial em São Luís de Montes Belos
A Polícia Civil em ação conjunta com a Polícia Militar realizou operação para coibir tráfico de drogas, nesta quinta-feira (16), no município de São Luís de Montes Belos, a cerca de 130 quilômetros de Goiânia. Durante as buscas, houve oito prisões em flagrante e três suspeitos acabaram mortos após a intervenção policial. Sob comando do delegado regional de Iporá, Tiago Junqueira, a polícia cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em diversas localidades do município. Na ação, os policiais encontraram porções de drogas e balanças de precisão, o que são considerados indícios para o crime de tráfico de entorpecentes. Quantidades dos entorpecentes apreendidos não foram reveladas. Pelo menos 45 policiais participaram da iniciativa (foto). Droga apreendida (Foto: PC/ Divulgação) De acordo com o delegado, durante as buscas houve troca de tiros e três suspeitos acabaram morrendo. Todos os detidos foram presos em flagrante com posse de drogas, material para a venda dos entorpecentes e armas. “Essa operação foi desencadeada para coibir a mercância de drogas e ação de facções criminosas que tenta dominar a região. As forças de segurança pública estão dando a resposta à sociedade. Aqui em Goiás bandido não cria nome”, reforça o delegado Tiago Junqueira. A operação continua ao longo do dia. Nossas ações devem ser realizadas para coibir o crime na região. Maconha preparada para a venda (Foto: PC/ Divulgação)
Guedes confirma nova CPMF digital: “É feio, mas não é tão cruel”
O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo irá propor a criação de um imposto sobre as transações financeiras digitais, como a antiga Contribuição provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). Guedes admitiu que a proposta sofre resistência, mas alegou que o novo tributo “é feio, mas não é tão cruel” quanto. O titular ainda afirmou que “se todo mundo pagar um pouquinho, não precisa pagar muito”. A ideia, segundo o Ministério da Economia, é incluir uma terceira base de arrecadação sobre o comércio eletrônico, ou seja, tributar as transações financeiras que ocorrem de forma digital com uma alíquota entre 0,2% e 0,4%. A justificativa é que as transações eletrônicas estão crescendo e poderiam gerar uma arrecadação expressiva para o governo. “Acho que esse vai ser o debate para a frente. Vai entrar e vai ser conversado”, acrescentou o ministro. Guedes reiterou que esse novo imposto não vai pesar mais para os mais pobres, isto porque será proporcional ao nível de pagamentos de cada cidadão. “O rico que é quem faz mais transação vai pagar mais”, afirmou, acrescentando que “ninguém vai escapar” do novo imposto. “Traficante de droga paga, traficante de arma paga, corrupto paga, todo mundo paga”, destacou. *Com informações do Correio Braziliense
“O governo federal lavou as mãos”, diz ex-secretário de atenção primária
O médico de família Erno Harzheim, ex-secretário de atenção primária à saúde do Ministério da Saúde, foi exonerado do cargo no final de abril, pouco depois da demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta. Gaúcho de Porto Alegre e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele viveu no Ministério da Saúde o início da crise provocada pela covid-19. Em entrevista à coluna, Harzheim fala sobre essa experiência e aponta o que a população pode esperar da gestão federal da saúde nos próximos meses. VivaBem: O governo federal demonstra incapacidade no enfrentamento da pandemia. Como chegamos à situação em que estamos? Erno Harzheim: Algumas coisas importantes ainda estão acontecendo, mas acho que o governo federal lavou as mãos em relação à pandemia. A principal atuação tem sido dos gestores estaduais e municipais. Isso é diferente do que estávamos construindo na gestão do ministro Mandetta. Havia uma tentativa do Ministério da Saúde de ser protagonista das ações, em permanente discussão com os gestores estaduais e municipais. VivaBem: O que a população perde quando o governo federal lava as mãos? Erno Harzheim: A gente deixa de ter um discurso único. Uma crise importante é uma grande oportunidade para a aceleração de reformas essenciais. O governo brasileiro perdeu duas oportunidades: a de ter protagonismo na gestão da pandemia e a de fazer reformas estruturantes do Estado brasileiro. Mesmo em um caminho recheado de dúvidas como nesta pandemia, a liderança tem que apontar para onde a gente deve ir com um pouco mais de segurança. Crises importantes são os grandes gatilhos dos momentos de união nacional, mas perdemos a possibilidade de unir a nação. VivaBem: Como em uma guerra? Erno Harzheim: A pandemia tem semelhanças com a guerra. Ela produz perda de vidas, sofrimento, impacto econômico e organizacional, medo, pânico, insegurança. Felizmente, a infraestrutura não é destruída, mas há necessidade de reconstrução processual. O Sistema Único de Saúde (SUS), construído na Constituição de 88, representa a união nacional após o fim da ditadura. A Constituição tentou ser o melhor marco para aquele momento. Talvez ela tenha sido um pouco ambiciosa e hoje precisaria ser revista. Não em seus princípios, mas em várias diretrizes organizacionais. VivaBem: Qual é a sua análise sobre o atual momento da saúde? Erno Harzheim: Nenhum sistema de saúde estava preparado para enfrentar uma situação tão desestabilizadora como a pandemia. É necessário usar muito a capacidade instalada do sistema para atender a um único problema, mas os outros não deixam de existir. Nas semanas de pico da pandemia, houve excesso de mortalidade geral em várias capitais do mundo. Isso acontece porque as pessoas ficaram desassistidas em relação a outras condições de saúde. É a demonstração inequívoca da falta de preparo dos sistemas para enfrentar uma carga extra de doença súbita e aguda. VivaBem: O sr. diz que fica frustrado quando a discussão sobre sistema de saúde é centrada em financiamento e não em eficiência. Por quê? Erno Harzheim: Não quero discutir muito o problema do financiamento. Se a gente exagera um pouco o volume de financiamento que é colocado na saúde de um país, isso o desequilibra financeiramente. Ele tem perda de renda, de riqueza, de distribuição dessa riqueza. Isso gera mais agravos à saúde. Acho que o Brasil deveria investir um pouco mais em saúde. A parcela pública desse investimento deveria ser maior. Hoje ela está em torno de 40% do que a sociedade brasileira investe globalmente em saúde. O atual investimento público é insuficiente para dar conta dos princípios e da missão do SUS. Mas antes de aumentar o investimento é preciso corrigir o sistema. VivaBem: Como é possível ganhar eficiência na saúde brasileira em um momento tão difícil? Erno Harzheim: Vivemos uma crise do desenho do Estado brasileiro. Acho difícil que a gente tenha uma reforma profunda do setor de saúde, sem ter uma reforma do Estado. Não sou especialista em reforma do Estado, mas participei de forma intensa da gestão pública (direta e indireta) nos últimos 12 anos. Tenho uma noção clara, pragmática, de que o desenho de Estado que temos hoje não vai conseguir enfrentar nossos desafios. O Brasil responde com muito atraso aos seus desafios. O que nos mantém como país atrasado sempre. VivaBem: Qual é o modelo de Estado que o sr. defende? Erno Harzheim: Tenho uma visão liberal clássica. Guardadas as devidas proporções, defendo aquilo que o Winston Churchill propunha para a Inglaterra. O Estado tem que ser muito responsável pelas suas ações essenciais, mas não tem que se envolver com outras ações. Ele tem que ser um observador ativo de outros setores. Em alguns momentos talvez ele tenha que intervir. Agora, no meio de uma baita crise, tem que ter intervenção do Estado. Como vejo o Estado em relação à saúde? Defendo um sistema universal de saúde financiado pelo Estado, mas ele não tem que ser executado pelo Estado. VivaBem: Um sistema de saúde semelhante ao da Inglaterra? Erno Harzheim: Não dá para ser semelhante ao da Inglaterra porque todos os sistemas nacionais de saúde estão ultrapassados no seu modo de gestão e de execução. Como princípio, defendo algo semelhante ao da Inglaterra — talvez até com maior execução privada do que o da Inglaterra. Não importa quem executa a ação. Importa qual entrega é feita ao cidadão. Qual é o papel do gestor público? Monitorar a realidade, planejar, financiar, contratar e fiscalizar os serviços. Os serviços não precisam ser estatais. Essa é a discussão que não dá para ter no Brasil. Tu começa a ser apedrejado nos primeiros minutos. VivaBem: O processo de gestão é lento? Erno Harzheim: No Brasil, a prestação da saúde pública é quase um monopólio estatal. A pandemia deixou evidente que isso é um grave problema. Qual é a agilidade que o Estado brasileiro tem para reagir frente a uma situação aguda? Quem conseguiu comprar respiradores? Alguns gestores que compraram estão enfrentando problemas judiciais. Não conheço a natureza de cada processo. Não sei se houve ou não má-fé. Sei que no modelo do Estado brasileiro, adquirir um equipamento
“Não é hora de relaxar, pois não temos vacina”, diz prefeito de Aparecida de Goiânia
Aparecida de Goiânia passa a dar mais flexibilidade para abertura do comércio na cidade a partir desta quarta-feira (15). A cidade da Região Metropolitana passa a adotar o cenário amarelo, considerado moderado no combate à pandemia de covid-19. Isso quer dizer que os estabelecimentos das macrozonas da cidade poderão voltar a fechar apenas uma vez por semana, além do fechamento de todas aos domingos. Confira abaixo. A novidade é que restaurantes e academias poderão voltar a funcionar. Ambos com restrição de entrada a no máximo 30% na capacidade. Além da adoção de protocolos sanitários e de saúde, como medição de temperatura, espaçamento entre clientes e uso obrigatório de máscaras no interior dos estabelecimentos. Feiras livres menores, com menos de 100 bancas, terão permissão de funcionamento diferente do escalonamento. As maiores continuam a fazer revezamento de bancas da fileira par em uma semana e, em outra semana, de bancas da fileira ímpar: Medidas O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), considera as ações de enfrentamento à pandemia na cidade bem articuladas. O que é demonstrado pelo retorno a um cenário considerado mais brando. No entanto, não descarta retorno a medidas mais severas para contenção do coronavírus. Tudo depende, segundo o gestor, da participação da população para que os casos não aumentem e a capacidade do sistema de saúde não seja tensionada. O transporte público é uma grande preocupação. Por isso, Mendanha salienta que trabalha junto com as empresas o uso de transporte próprio específico para os funcionários. Entretanto, há o movimento pendular de quem mora em Aparecida e vai a Goiânia para trabalhar, voltando no fim do dia com uso do transporte coletivo. “O inteligente do nosso modelo é justamente a análise de área da situação da cidade para avançarmos para um cenário verde, que é mais flexível, ou para o laranja, que é mais restritivo. Isso depende muito do momento da cidade. Fazemos análise diária. Se os estabelecimentos obedecerem às regras, se as pessoas contribuírem, se vermos que o número de doentes e na UTI está reduzindo, flexibilizamos mais. Não é hora de relaxar, nem de baixar a guarda, pois não temos uma vacina”, avalia o prefeito. Flexibilização Vigorou por duas semanas, o cenário laranja, de risco alto. Na ocasião, cada macrozona fechava duas vezes de segunda a sexta-feira e todas aos sábados a partir das 13 h e aos domingos o dia todo. Entretanto, o Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento à covid-19 definiu ser possível o retorno ao cenário moderado. Entre as avaliações feitas pelo comitê está o aumento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a compra de 40 respiradores e redução do número de casos ativos da doença na cidade. Segundo o levantamento realizado pelo município, o número de pacientes ativos com a covid-19, ou seja, aqueles que foram infectados pelo coronavírus e ainda não foram recuperados, caiu de 1.121, no início do mês, para 875. De acordo com o boletim publicado pela Secretaria Municipal de Saúde na terça-feira (14), o município possui 5.012 casos confirmados e 88 óbitos por covid-19. São 4045 pacientes recuperados e 875 ativos. A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 75%. Veja como funciona o escalonamento em Aparecida:
Aliados avaliam que adiamento das eleições contribui para candidatura de Iris
As eleições deste ano, programadas para o mês de outubro, serão realizadas em novembro. Vale ressaltar que a alteração se refere apenas às datas das votações de primeiro e segundo turnos, mas interfere em outras fases do processo. Esse contexto, segundo análise de aliados do prefeito Iris Rezende (MDB), foi favorável para que ele se firmasse como candidato. Na avaliação deles, o adiamento do período das convenções eleitorais foram fundamentais para que o gestor repensasse o papel que terá no pleito de 2020. Íris, entretanto, ainda não confirmou se estará ou não no pleito. De acordo com o novo calendário eleitoral, ocorrerá, entre 31 de agosto e 16 de setembro, o período de realização de convenções partidárias e definição de coligações. Antes o prazo era iniciava em 20 julho e era estendido até 5 de agosto; ou seja, começaria em dez dias. Com isso, a avaliação interna de correligionários é de que a gestão de Iris terá condições de concluir uma série de obras, o que pode conferir índices positivos ao prefeito. Nos bastidores, aguarda-se uma repercussão do recapeamento de ruas e avenidas da cidade e da conclusão do asfaltamento de ruas não pavimentadas. Entre as obras que deverão ser entregues antes do processo eleitoral estão: O novo Terminal Isidória, a liberação do elevado da Jamel Cecílio (Todo o complexo viário deve ser finalizado em dezembro), a finalização das obras na Avenida Leste Oeste e a Ponte da Vila Alpes, entre outras. Politicamente, Iris tem ido aos bairros em frentes de serviço, já que os Mutirões foram suspensos por conta da pandemia da Covid-19. Nesta sexta-feira (10), por exemplo, foi ao Jardim Petrópolis e bairros vizinhos. Mesmo com os cuidados sanitários tomados, com menor presença de pessoas em entregas e vistorias, há o resultado de pequenas intervenções em praças e uma possibilidade de estreitamento de relações com as comunidades. Além da questão relativa às obras, nos bastidores também considera-se que o adiamento é propício, pois permite que a gestão municipal concentre esforços no enfrentamento do coronavírus. Casos da doença continuam em curva de crescimento no estado, mas espera-se que Goiás tenha índices melhores no início de setembro. Ainda, o adiamento das eleições tirou das costas de Iris a pressão de ter que se declarar candidato até agosto, já que as convenções vão até o início de setembro. Tempo esse que alarga o prazo para entrega das mencionadas obras que conduz na capital. Outro ponto favorável foi a saída do senador Vanderlan Cardoso do processo eleitoral para apoiar a candidatura de Francisco Jr. Apesar do clima favorável, Íris só deve se declarar candidato se, de fato, considerar que tem condições reais de reeleição.
Em Goiás, casos de coronavírus aumentam 30% em uma semana
O estado de Goiás registrou 7.953 casos de coronavírus em uma semana, de acordo com os dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES)*. Nesta quinta-feira (9), foram registradas 34.216 confirmações, contra 26.263 do dia 2 de julho. O aumento no período foi de 30,28%. Os números mostram que a doença se espalhou com maior velocidade no território goiano com relação à semana anterior. No último levantamento semanal feito pelo Mais Goiás, que apurou dados publicados entre os dias 25 de junho e 2 de julho, o crescimento foi de 21,88%. Entretanto, o aumento é menor do que o apurado entre os dias 18 e 25 de junho de junho (50,50%) e do que o levantado entre os dias 11 e 18 de junho (73,67%). O número de mortes por Covid-19 continua subindo em um percentual maior do que o de casos. Foram registrados 226 óbitos no período e o total chegou a 771, o que representa um aumento de 41,46%. O resultado foi menor do que nas duas semanas anteriores, quando foram registrados 41,92% (entre os dias 25 de junho e 2 de julho) e 45,45% (entre os dias 18 e 25 de junho). Os dados também mostram que tanto o número de casos quanto de óbitos continuam crescendo acima da média nacional. Em todo o país, o número de casos confirmados de coronavírus subiu 17,29% no período, chegando a 1.755.779 infectados, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). Já o número de vítimas fatais aumentou 11,79% e chegou a 69.184. Entretanto, a taxa de letalidade no estado de Goiás (2,25%) é menor do que a média brasileira (3,94%). Covid-19 nos três maiores municípios Entre as três maiores cidades do estado, Aparecida de Goiânia registrou o maior aumento. O número de casos de coronavírus saiu de 2.907 para 3.889, um crescimento de 33,78% no período. O percentual está acima da média estadual e foi maior do que o notado no período anterior, quando o acréscimo foi de 19,80%. Ocorreram ainda 15 novos óbitos, o que representa um aumento de 25%. O total agora é de 75 vítimas fatais na cidade. Em Anápolis, foram confirmados 298 novos casos, o que representa um aumento de 30,84%. Na semana anterior, o crescimento foi de 47,93%. O número de mortes na cidade saiu de 14 para 21, um acréscimo de 50%. Em Goiânia, foram confirmados 1.982 novos casos da doença em uma semana, um crescimento de 27,84%. O total de casos na capital agora é de 9.101. O aumento foi maior do que na semana anterior, que registrou 19,80%, mas foi menor do que o apurado entre os dias 25 de junho e 2 de julho (35,13%). O total de óbitos apurado na cidade até quinta (9) foi de 252. Foram 66 mortes no período, o que representa um aumento de 35,48%. Este percentual foi maior do que o percebido na semana anterior, quando atingiu 34,78%. Goiânia continua a ser o epicentro da doença, concentrando 26,59% dos casos do estado. Entretanto o percentual de casos da capital com relação a Goiás vem caindo. Na semana anterior, o índice era de 27,10%. Rio Verde O município de Rio Verde, no Sudoeste do estado, tem o segundo maior número de casos confirmados da doença. Até quinta (9), foram 5.034 registros de Covid-19 na cidade. Em uma semana, o crescimento foi de 16,74%. O número de mortes saiu de 46 para 80, o que representa um aumento de 73,91%. Coronavírus no Entorno do DF A região do Entorno de Brasília apresentou um percentual de crescimento abaixo da média estadual. Em uma semana, o número de casos de coronavírus saiu de 4.325 para 5.454, o que representa um aumento de 26,10%. O percentual apurado é menor do que o registrado na semana anterior, de 36%. Foram confirmadas também 47 mortes na semana, um crescimento de 41,59%. O maior número de casos foi registrado em Luziânia. Lá foram confirmados 218 casos em uma semana o total agora é de 1.012. Em seguida vem Águas Lindas de Goiás (925) Valparaíso de Goiás (814), Planaltina de Goiás (492) e Cidade Ocidental (478). Já foram registados óbitos em 15 das 19 cidades da microrregião. A cidade de Águas Lindas de Goiás tem o maior número de mortes, com 37 confirmações. Isolamento social O índice de isolamento social em Goiás aumentou nesta semana, saindo de 35,2% para 37,1%, de acordo com o monitoramento da empresa de georreferenciamento In Loco. O estado possui o terceiro pior índice de isolamento social do país, perdendo apenas para Santa Catarina (37%) e Tocantins: 34,2%. A média nacional é de 39,3% e o recomendado pelas autoridades de saúde é de 70%. *Os dados foram colhidos no painel digital da SES ao longo da semana. A reportagem coletou os números, dia a dia, às 16 horas. Os dados da SES e das prefeituras podem ser diferentes.
Estoque encalhado fará preço de usados cair em concessionárias, diz estudo
Por conta da pandemia do coronavírus, que levou ao fechamento do comércio, o estoque de carros usados já soma cerca de 5 milhões de unidades nas concessionárias. Em maio, o tempo médio de permanência dos veículos em estoque foi de 69 dias. Os veículos usados são um ativo essencial para as concessionárias venderem carros zero-quilômetro, pois servem como parte do pagamento, e também ajudam a garantir fluxo de caixa para sustentar o negócio e pagar as contas. Neste momento de crise, fica o dilema: é melhor manter a margem e levar mais tempo para vender ou abrir mão de parte do lucro por venda unitária e, assim, desovar os estoques? Os números mencionados integram o Estudo de Performance de Veículos Usados, realizado pela consultoria MegaDealer em parceria com a plataforma AutoAvaliar. O levantamento é referente aos cinco primeiros meses de 2020 e foi feito com base em mais de 650 mil operações efetuadas em mais de 2.000 concessionárias de todo o País. Segundo a pesquisa, no mês de maio, em plena pandemia, houve aumento no preço médio de venda ao consumidor final, atingindo R$ 46.134 – um recorde no ano. Ao mesmo tempo, o lucro bruto por venda individual também atingiu o maior patamar de 2020: R$ 5.416 em média. De acordo com Fabio Braga, country manager da MegaDealer no Brasil, “essas margens absurdas não têm como se sustentar” e inevitavelmente as concessionárias terão de baixar os preços – e facilitar negociação – se quiserem dar giro ao estoque e colocar dinheiro no caixa. “São 5 milhões de carros em estoque sem fluxo, em uma conta aproximada. Mais vale reduzir a margem para algo entre 5% e 6% e vender um determinado modelo por mês do que manter o lucro bruto e levar de dois a três meses para encontrar um comprador”, avalia Braga. “Após a reabertura das concessionárias e das lojas multimarcas, hoje é absolutamente impossível aumentar margem com um estoque de quase três meses parado”, complementa. O executivo também destaca que a situação dos veículos zero, cujos preços têm subido, é outro fator a empurrar para baixo os valores dos usados. “Além disso, as locadoras, sem clientes, estão começando a colocar no mercado uma quantidade considerável de seminovos, que também deve contribuir para reduzir os preços médios praticados”. Margem x giro O Estudo de Performance de Veículos Usados também enfatiza a importância de as concessionárias buscarem um equilíbrio entre lucratividade por transação e tempo de permanência em estoque. A pesquisa classifica 30 modelos usados em três diferentes cenários: “Ideal”, “Neutro” e de “Atenção”. O cenário “Ideal” é relativo a carros que permanecem de 35 a cerca de 45 dias na loja entre a captação e a venda, com margem bruta em torno de 15%. Confira os modelos: Volkswagen Gol Volkswagen Voyage Volkswagen Fox Volkswagen Up Fiat Uno Fiat Palio Fiat Siena Chevrolet Onix Chevrolet Prisma Ford Fiesta Ford Ka Renault Sandero Por sua vez, o cenário “Neutro” considera automóveis com margem bruta na faixa de 10% que ficam menos do que 45 dias em estoque. Inclui, ainda, veículos com margem um pouco acima de 10%, mas que ficam mais de 45 dias aguardando um comprador. Veja os modelos: Honda Civic Honda Fit Hyundai HB20 Chevrolet S10 Chevrolet Spin Citroën C3 Por fim, o cenário de “Atenção” leva em conta carros com margem bruta de 10% para baixo e que permanecem em estoque durante mais de 45 dias. São eles: Volkswagen Saveiro Volkswagen Polo Chevrolet Cobalt Chevrolet Cruze Toyota Corolla Toyota Etios Ford EcoSport Honda HR-V Hyundai HB20S Jeep Renegade Fiat Toro Renault Duster
Justiça libera farmácias a funcionarem fora do escalonamento em Aparecida
Decisão liminar do desembargador Guilherme Gutemberg Isac Pinto, relator do processo, de terça-feira (7) exclui as farmácias e drogarias do escalonamento do comércio imposto em Aparecida de Goiânia. A decisão acolhe pedido de agravo de instrumento do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma). A entidade recorreu de uma decisão de primeira instância que negou pedido de liminar para abertura total do segmento. Na negativa, o magistrado argumentou que não havia ato ilegal ou abusivo por parte da prefeitura de Aparecida de Goiânia em deixar somente a modalidade de “delivery” para drogarias e farmácias. O argumento dos sindicatos, para o agravo de instrumento, é de que a restrição de funcionamento prejudica a assistência farmacêutica e não garante o funcionamento pleno deste tipo de atividade. O pedido ainda argumenta que tratar farmácias e drogarias como um comércio normal “penaliza a população, já desemparada com a saúde pública”. Diante disso, o desembargador considerou que a manutenção da ordem econômica, social e política “exige que sejam mantidos os serviços considerados essenciais“. Entretanto, o magistrado não entrou no exame de mérito e as conclusões são marcadas pelo caráter de provisoriedade. Escalonamento O modelo utilizado por Aparecida de Goiânia desde o dia 8 de junho estabelece funcionamento de atividades divididas por macrozonas, de acordo com a taxa de ocupação de leitos no município. Atualmente, a cidade passa pelo escalonamento do modelo laranja, em que cada macrozonas fecham duas vezes, alternadas, de segunda a sexta e a cidade fecha inteira a partir das 13 horas e aos domingos o dia todo. Nos dias de fechamento, as farmácias e drogarias funcionam por ‘delivery’.
Recém-nascido é encontrado ainda com cordão umbilical em rua de Rio Verde
Uma criança recém-nascida foi encontrada abandonada em uma rua da cidade de Rio Verde, no Sudoeste do estado, na manhã desta quarta-feira (8). O bebê, ainda com o cordão umbilical, estava envolto em sacos plásticos e um pedaço de tecido, conforme informou o casal que o resgatou. Em um vídeo, a mulher que acolheu a criança falou sobre a surpresa que teve. “Esse bebê estava na minha porta. Meu marido estava saindo para trabalhar agora na madrugada e encontrou um rapaz que já havia visto e chamado a polícia. Ele [marido] me chamou e eu tomei um susto. Eu não sei quem consegue fazer uma coisa dessas, está muito frio”. Tocador de vídeo 00:00 00:52 A Polícia Militar (PM) informou que o recém-nascido foi atendido pelo Samu, e o Conselho Tutelar foi acionado em seguida. O caso foi encaminhado para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), e será investigada a suspeita de tentativa de infanticídio. Aguardem mais informações.
Inscrições para o Sisu começam nesta terça (7)
A partir desta terça-feira (7), estudantes que participaram da edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem se inscrever para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do meio do ano. Até sexta-feira (10) serão oferecidas mais de 51 mil vagas em instituições de ensino superior do país. Pela primeira vez, além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu 2020.2 vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Além de ter feito o Enem de 2019, os interessados não podem ter zerado a redação. Estudantes que fizeram o exame na condição de treineiros também não podem participar. Como se inscrever? Por meio do site do Ministério da Educação (MEC), na tela “Minha inscrição”, o candidato poderá escolher até duas opções de cursos, por prioridade, na mesma instituição ou em universidades diferentes. Para fazer a primeira escolha, basta clicar em “Fazer inscrição na 1ª opção”. A pesquisa de vagas pode ser feita por nome do município, instituição ou curso. Após selecionar a opção, basta clicar em “Escolher este curso” para continuar. Nesta fase, o candidato deverá indicar se irá participar do Sisu pelas vagas de ampla concorrência, pela Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) ou pelas políticas afirmativas das instituições. No caso das universidades e institutos federais, os alunos de escola pública que se candidatarem às vagas reservadas serão divididos em grupo e subgrupo, conforme renda familiar e raça. Clique em “Escolher esta modalidade” para continuar. Critérios De acordo com o edital do Sisu, a ordem dos critérios para a classificação de candidatos é a seguinte: maior nota na redação, maior nota na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; maior nota na prova de Matemática e suas Tecnologias; maior nota na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e maior nota na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Lista de Espera Segundo cronograma divulgado pelo MEC, o resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 14 de julho. O candidato que não foi selecionado em uma das duas opções, em primeira chamada, deverá manifestar seu interesse em participar da lista de espera, por meio da página do Sisu na internet, entre os dias 14 e 21 de julho. A partir daí, basta acompanhar as convocações feitas pelas instituições para preenchimento das vagas em lista de espera, observando prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da instituição, inclusive horários e locais de atendimento por ela definidos.
