Motorista bêbado causa acidente na BR-040, bate em muro e acaba preso

Um motorista suspeito de dirigir embriagado após causar confusão na segunda-feira (7), na região do Jardim Ingá, distrito de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Ao tentar fugir da abordagem policial, ele chegou a ferir um mulher que transitava pelo local em outro carro. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes deram ordem de parada ao motorista, que estava em um Fiat Siena. Ele não obedeceu e tentou fugir em alta velocidade pela região. A polícia passou, então, a persegui-lo pelas ruas do bairro. O motorista só parou após colidir em outro veículo e bater em um muro. Uma mulher que estava no outro carro acabou ferida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi ao local para fazer o atendimento. Carteira suspensa O motorista que causou a confusão se recusou a passar pelo teste do etilômetro. Os agentes, entretanto, constataram que ele estava bêbado e o autuaram. Ele estava ainda com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por ter dirigido embriagado em 2013. Ele foi encaminhado ao Centro Integrado de Operações (Ciops) de Luziânia.

Mensalidade na pandemia: veja lista de escolas goianas na mira do promotoria

Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Procon montou uma lista com 50 escolas e faculdades de Goiás que têm sido alvo de reclamações de pais e alunos desde que a pandemia do coronavírus começou. A principal reclamação diz respeito ao valor das mensalidades. Pais argumentam que as despesas das escolas com manutenção caíram drasticamente com o sistema de aulas remotas; nada mais justo, portanto, que abater parte do valor das mensalidades – algo que muitas escolas relutam em fazer. Muitos destes pais estão também desempregados e ficariam aliviados com um desconto nos carnês. Esta relação de 50 escolas e faculdades consta em ação civil pública, proposta pela força-tarefa, que visa a exigir o cumprimento de uma série de direitos do consumidor que, pelo que se depreende das reclamações colhidas pelo Procon, estão sendo desrespeitados. Veja a lista: Colégio Elite (Pinguinho de Gente) Uni Araguaia Uni Alfa Colégio Progressivo Escola Letras Douradas Escola Recanto do Saber Colégio Agostiniano Instituto Monte Pascoal Colégio Prevest Escola Cantinho Feliz Escola Atos Colégio WR Instituto Paulo Freire Escola Impacto Colégio Seg Berçário e Escola Vila Petit Escola Conceito Colégio Atual 2000 Escola Lápis de Cor Universidade Estácio de Sá Colégio Jesus Maria José Escola Professora Sílvia Bueno Rede de Ensino Integração Colégio Apoio Colégio Integrado Jaó Junior Colégio Simbios Colégio Meta Colégio Fractal Fractal Kids Colégio Planeta Vestibulares Colégio Anhanguera Berçário e Educação Infantil Criarte II Colégio Master Saga Escola de Arte, Game e Animação Faculdade Brasileira de Educação e Cultura (Fabec Brasil) IGD Educacional Instituto de Pós-Graduação & Graduação (Ipog) Centro Tecnológico Cambury Incursos Faculdade CGESP Goiânia (FAC Goiânia) Faculdade Padrão Instituto Ana Neri Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) Faculdade Objetivo Faculdade Sul-Americana (Fasam) Universidade Salgado de Oliveira (Universo) Universidade Paulista Cursos Proordem RTG Especialização Associação Goiana de Ensino Uni Anhanguera

Justiça autoriza escritórios de advocacia a abrir em Goiás

O desembargador Gerson Santana Cintra determinou a abertura dos escritórios de advocacia em Goiás. A decisão foi favorável a um mandado de segurança coletivo impetrado pela seccional goiana da Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e que pedia que os estabelecimentos funcionassem de forma ininterrupta durante o novo decreto assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM). O desembargador ressaltou que a abertura deverá seguir as recomendações do decreto nº 9.653 e da Nota Técnica nº 7/2020 da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Na decisão, o desembargador levou em consideração os argumentos apresentados de que o Poder Judiciário funcionará durante o período de quarentena e que os processos judiciais não serão interrompidos na vigência do decreto. Além disso, a OAB pontuou que “o decreto não considerou que os prazos processuais, especialmente dos processos digitais, não estão suspensos, de modo que se torna necessário o pleno funcionamento dos escritórios de advocacia para garantir que os patronos possam receber os seus constituintes em atendimento presencial para consultas e atendimentos. Tal prática, inclusive, não representa, nem potencialmente, qualquer risco à saúde pública dada a natureza intimista do serviço de consultoria e assessoria jurídica que, muitas vezes, se resume ao atendimento individual”. A OAB ainda alegou que e “o Decreto Estadual nº 9.685, de 29 de junho de 2020, de autoria do Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Goiás, que estabeleceu novas medidas e condicionantes ao comércio no âmbito do estado-membro como parte da estratégia do Poder Público de enfrentamento à pandemia causada pelo vírus Covid-19 é desarrazoado e desproporcional para a classe advocatícia”. Por fim, a entidade destacou que “grande parte dos advogados investiram na instalação de equipamentos telemáticos nos seus próprios escritórios para acompanhar os atos processuais que estão sendo praticados de forma não presencial.”

Cesta básica está 5,16% mais barata em Goiânia, diz Procon

Apesar da pandemia do coronavírus afetar negativamente a vida financeira das pessoas, uma boa notícia surge no meio de todo esse tumulto. A cesta básica diminuiu 5,16% em Goiânia, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Procon Municipal. Segundo o órgão, no mês de maio, a cesta básica custava R$ 454,51 e, agora, passou para R$ 431,06. Ainda de acordo com o Procon Goiânia, o levantamento foi realizado entre os dias 17 a 26 de junho e abarcou 29 produtos em nove estabelecimentos de todas as regiões da capital. Os maiores valores de cestas básicas foram registrados em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). Nessa linha, Goiânia ficou em 11ª colocação. Em comparação das cidades que têm os menores preços, a capital goiana perde apenas para Salvador (BA) e Aracaju (SE). Apesar da boa notícia, alguns produtos apresentaram altas variações de preço. Um bom exemplo foi o quilo do tomate, que variou até 573% de um estabelecimento para o outro. Ele foi encontrado de R$ 0,89 até R$ 5,99. A batata inglesa registrou discrepância de 369%, sendo encontrada de R$ 1,49 até R$ 6,99 o quilo. Em seguida, a banana prata também teve variação de 286%: foi encontrada de R$1,29 até R$ 4,99. A diferença percentual da banana nanica foi de 176%, sendo o valor mínimo encontrado de R$ 1,79 e o maior de R$ 4,95. O pão francês apresentou aumento. O quilo varia de R$ 9,90 a 14,99, dando uma variação de 51%. O leite foi encontrado com valores de R$ 3,69 até R$ 4,09. O preço do óleo de soja varia de R$ 3,69 a R$ 4,25. Assim como o pacote de arroz de 5 quilos, que pode varia de R$ 15,99 a R$ 18,59. Dicas Apesar do distanciamento social ser regra nesse tempo de pandemia, o órgão recomenda que os consumidores não se sintam atraídos pelo primeiro preço que vêem e que façam pesquisas antes de adquiri o produto. Além disso, o Procon pontua que o consumidor evite comprar em grande quantidade para estocar em casa, pois essa conduta contribui com o aumento dos preços. Além disso, é recomendado que os idosos não devem ir fazer compras nos supermercados. O consumidor deve permanecer no máximo 30 minutos dentro do supermercado e apenas uma pessoa deve ficar encarregada de realizar as compras necessárias. O Procon também destaca que crianças não devem ser levadas aos supermercados, as pessoas devem se manter a 1,5 metro afastado em caso de filas dentro do estabelecimento. Também deve-se evitar aproximação no pagamento ao caixa e realizar  limpeza de carrinhos e cestas de compras com álcool. Confira a pesquisa completa aqui.

Justiça derruba decisão que determinou uso de máscara ao presidente

A desembargadora Danielle Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, anulou hoje (30) a decisão que impôs ao presidente Jair Bolsonaro o uso obrigatório de máscara em espaços públicos do Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus.  Na decisão, motivada por um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), a desembargadora afirmou que um decreto do Distrito Federal já obrigou o uso de máscara de proteção nas ruas e não cabe ao Judiciário interferir na questão. “Assim, reconheço ausência de necessidade de ajuizamento da ação de origem para a finalidade de compelir os cidadãos ao uso de máscaras, independentemente do posto que ocupem na Administração do Estado”, decidiu a magistrada. A decisão derrubada foi proferida pelo juiz Renato Coelho Borelli, da 9ª Vara Federal Cível de Brasília, a partir de uma ação popular protocolada por um advogado.

Brasil registra 3º pico de morte com 1,2 mil óbitos por covid-19 em 24h

Nesta terça-feira (30), o Brasil teve o terceiro maior pico de registros de mortes em 24 horas desde o início da pandemia. Foram 1.280 novos óbitos. Antes disso, as maiores marcas ocorreram no dia 23 de junho com 1.374 óbitos e no dia 4 de junho com 1.473 mortes. Ao todo, a pandemia do novo coronavírus já vitimou 59.594 mil brasileiros. A marca de hoje representou um aumento de 2,1% em relação ao balanço de ontem(29), quando foram contabilizados 58.314 óbitos em função da covid-19. Ainda há 3.950 mortes em investigação. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,3%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 28,4. O levantamento do Ministério da Saúde mostra também 33.486 novos casos confirmados da doença, atingindo 1.402.041 casos acumulados de covid-19 em todo o país, um aumento de 2,4%, se comparado com os dados de ontem. Com isso, a incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes subiu para 667,2. O balanço aponta ainda que 552.407 pacientes estão em observação, enquanto o total de recuperados desde o início da pandemia é de 790.040. Geralmente, o número de novos registros de óbitos e casos confirmados de covid-19 é menor aos sábados, domingos e segundas-feiras devido a dificuldade das secretarias estaduais alimentarem o banco de dados com as notificações. Já às terças-feiras, os números são maiores em razão do acúmulo de notificações dos dias anteriores. Covid-19 nos estados Os estados com mais mortes em função da pandemia: São Paulo (14.763), Rio de Janeiro (10.080), Ceará (6.146), Pará (4.920) e Pernambuco (4.829). As Unidades da Federação com menos óbitos: Mato Grosso do Sul (46), Tocantins (200), Roraima (283), Santa Catarina (341) e Acre (365).

Covid-19: Brasil chega a 54,9 mil mortes e 1,22 milhão de casos

O Brasil teve 1.141 novas mortes registradas em função da covid-19 registrados nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (25). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 54.971 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus. A atualização diária traz um aumento de 2,1% no número de óbitos em relação a ontem (24), quando o total estava em 53.830. O balanço também teve 39.483 novos casos registrados, totalizando 1.228.114. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,3% sobre o número de ontem (24), quando os dados do ministério registravam 1.188.631 de pessoas infectadas. Do total, 499.414 estão em observação e 673.729 foram recuperados. Diferentemente de balanços anteriores, o de hoje não trouxe o número de mortes em investigação. Os registros são menores aos domingos e às segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação de dados aos fins de semana, e maiores às terças-feiras, em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,5%. A mortalidade (óbitos por 100.000 habitantes) foi de 26,2. Já a incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 584,4. Estados Os estados com maior número de óbitos são: São Paulo (13.759), Rio de Janeiro (9.450), Ceará (5.875), Pará (4.748) e Pernambuco (4.488). Ainda figuram entres as unidades da Federação com altos índices de mortes Amazonas (2.731), Maranhão (1.871), Bahia (1.601), Espírito Santo (1.490), Alagoas (958) e Paraíba (842). São Paulo também lidera entre os estados com maior número de casos (248.587), seguido de Rio de Janeiro (105.897), do Ceará (102.126), do Pará (94.036) e do Maranhão (74.925).

Auxílio emergencial: Governo divulga calendário de pagamento da 3ª parcela

O governo brasileiro publicou na quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU) o calendário para a 3ª parcela do auxílio emergencial durante a pandemia do coronavírus. A 3ª parcela de R$ 600 começa a ser depositada neste sábado (27) para pessoas que se inscreveram pelo aplicativo ou site da Caixa, ou que já estavam no Cadastro Único mas não são beneficiários do Bolsa Família. Por enquanto, apenas beneficiários do Bolsa Família com direito ao auxílio emergencial haviam recebido a 3ª parcela, seguindo o calendário de pagamentos do programa, conforme o número final do NIS. O pagamento do auxílio para inscritos no Bolsa Família segue até terça-feira (30). Na quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou a possibilidade de pagar mais 3 parcelas para o auxílio emergencial, durante transmissão de live realizada na noite de hoje, mas que ainda não há nada confirmado. Os valores, segundo Bolsonaro, seriam de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, somando assim R$ 1.200. O público beneficiário do auxílio emergencial que tenha recebido a segunda parcela em maio de 2020 receberá o crédito da terceira parcela em poupança social digital aberta em seu nome. De acordo com a portaria assinada pelo Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, serão dois calendários, ambos levando em conta a data de nascimento do trabalhador. Um deles, que começa em 27 de junho, é para o depósito na poupança digital da Caixa. Todos os beneficiários da segunda parcela vão receber o dinheiro em uma conta digital, mesmo aqueles que indicaram conta de outro banco no cadastro. Nesse caso, os valores poderão ser usados apenas para pagamento de contas e boletos e para compras por meio de cartão de débito virtual. O segundo calendário, que começa em 18 de julho, é para o saque do auxílio em dinheiro nas agências da Caixa. Calendário do depósito na conta digital Nessas datas, os recursos estarão na conta, mas não poderão ser sacados em dinheiro: Nascidos em janeiro/fevereiro: 27 de junho Nascidos março/abril: 30 de junho Nascidos em maio/junho: 1 de julho Nascidos em julho/agosto: 2 de julho Nascidos em setembro/outubro: 3 de julho Nascidos em novembro/dezembro: 4 de julho Calendário do saque em dinheiro Segundo a portaria, “para fins de organização do fluxo de pessoas em agências bancárias e evitar aglomeração”, os recursos estarão disponíveis para saques e transferências bancárias conforme o seguinte calendário: Nascidos em janeiro: 18 de julho Nascidos em fevereiro: 25 de julho Nascidos em março: 1 de agosto Nascidos em abril: 8 de agosto Nascidos em maio: 15 de agosto Nascidos em junho: 29 de agosto Nascidos em julho: 1 de setembro Nascidos em agosto: 8 de setembro Nascidos em setembro: 10 de setembro Nascidos em outubro: 12 de setembro Nascidos em novembro: 15 de setembro Nascidos em dezembro: 19 de setembro

Com covid-19, maio se torna o mês com mais mortes na história do Brasil

Maio de 2020 já é o mês com o maior número de registros de óbitos feitos por cartórios na história do Brasil. Até a última segunda-feira (22), haviam sido registradas 123.857 declarações de pessoas que morreram em todo o Brasil, sendo 24.021 pela principal causa: a covid-19. O número de mortes no mês passado representa uma alta de 13,1% em relação a maio de 2019, quando os cartórios registraram 109.479 declarações de óbito no Brasil. Historicamente, o mês de julho é o que registra maior número de mortes no país devido à maior circulação de vírus respiratórios (veja abaixo). Há, ainda, o fato de que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias, e o aumento dessas doenças faz com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho. Maio de 2020 – 123.702* Julho de 2017 – 122.610 Julho de 2018 – 119.675 Julho de 2016 – 118.151 Julho de 2019 – 118.097* (*Dados ainda sujeitos a ampliação) Um mês mortal Os dados, entretanto, ainda podem crescer, já que o Portal da Transparência da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) é abastecido com informações enviadas pelos cartórios que podem levar alguns dias para informar o óbito ao sistema nacional. O UOL consultou o banco de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde —que também tem como base a causa-morte indicada nas certidões. Não há registro de um mês tão mortal como foi maio de 2020. A plataforma do ministério traz dados detalhados de mortes e suas causas desde 1996 até 2018. Os números de 2019 ainda estão em fase final de apuração para divulgação. Antes de 1996, não há relatos históricos que apontem para uma mortalidade tão alta em apenas um mês. Ao longo do tempo, com o crescimento da população e a explosão da violência urbana, o número de mortes mensais foi aumentando. A primeira vez que o país passou da marca de 100 mil mortes foi em janeiro de 2011. De lá para cá, tornou-se algo recorrente que o dado alcançasse os seis dígitos. Até maio de 2020, o mês com o maior número de óbitos já registrados no país havia sido julho de 2017, quando 122.610 pessoas morreram no Brasil das mais diversas causas. Naquele ano, ressalte-se, os números mensais foram puxados para mais por conta da guerra de facções, que fez o país ter recorde de homicídios. Julho e o histórico de mortes O mês de julho, historicamente, é o que registra maior número de mortes no país. Em 2018, por exemplo, foram 119.675 mortes. No ano passado, 118.097. O professor da UnB (Universidade de Brasília) e integrante do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Brasília, Ricardo Martins, explica que o número mais alto de mortes nos meses de julho ocorre pela maior circulação de vírus respiratórios no país. “São as doenças do inverno, aqueles quadros de gripe, de problemas por causas respiratórias. Isso começa ali por abril e chega a julho no pico. E já está bem demonstrado que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias. Então acredito que esse aumento dessas doenças faça com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho”, afirma. Situação inédita Martins ainda ressalta que a situação dramática causada pela covid-19 é inédita para profissionais de saúde de sua geração. “Nunca tivemos uma complicação desse nível, com tantas mortes por uma causa em tão curto tempo. Não tenho dúvidas de que esse vai ser o maior problema nos últimos 100 anos”, compara. Além da alta em maio, Martins prevê dias difíceis pela frente no país por causa do novo coronavírus em junho e julho, ao menos. “É uma doença de altíssimo grau de contagiosidade e que está sobrecarregando hospitais —não só UTIs, mas também enfermarias. É uma coisa impressionante e angustiante. A gente vai acompanhando e só vê aumentar a mortalidade”, lamenta. Sobrecarga no sistema Em maio, a mortalidade atingiu em cheio as metrópoles, que tiveram uma superprocura por hospitais —o que sobrecarregou serviços de saúde. “Foi sem dúvida nosso mês de pico. Os casos surgiam em todas as classes sociais. Pensei que fôssemos ter um colapso no atendimento hospitalar e ambulatorial”, conta Artur Gomes Neto, diretor médico da Santa Casa de Maceió. No maior hospital particular de Alagoas, 94 mortes por covid-19 foram registradas em maio. O hospital chegou a ficar totalmente ocupado com 144 pacientes internados de um só vez —ontem, esse número era bem menor: 102 pessoas, 38 delas em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). O professor e pesquisador na área de doenças infecciosas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e do IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), Luís Carlos Arraes, afirma que não há como pensar em qualquer outro fator que justifique uma alta tão grande de mortes em maio deste ano que não a covid-19. “Os dados comprovam aquilo que já era até esperado, que houvesse um aumento na mortalidade em geral. A única coisa que aconteceu para justificar isso foi a epidemia do coronavírus”, afirma. A mortalidade geral só não é maior, diz Arraes, porque no período de isolamento social houve uma queda natural em outras causas de morte, como acidentes de trânsito e complicações geradas por cirurgias eletivas (que foram suspensas por causa da pandemia). “Realmente é uma tragédia sem precedente recente. Esse número de mortes por covid-19, apesar de altíssimo, ainda está bem abaixo do real. Basta ver a quantidade de mortes por SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], que tiveram aumento, mas não tem a causa dela. E com essa interiorização do vírus pelo país, temo que a gente vai perder mais dados”, lamenta.

Goleiro Bruno faz propaganda de canil 10 anos após homicídio de Eliza Samudio

Na última terça-feira (23) o ex-goleiro Bruno Fernandes usou as redes sociais para fazer um agradecimento e uma propaganda para um canil do Rio de Janeiro. Muitas pessoas têm relacionado a publicação com o assassinato de Eliza Samudio pois, na época do homicídio, testemunhas afirmaram que partes da ex-modelo foram jogadas para cachorros. Na publicação, o goleiro Bruno diz que teve “o grande prazer de conhecer um canil incrível”, da mesma raça do seu cachorro Booba, da raça American Bully. O ex-craque também agradeceu o canil pela receptividade e parabenizou pelos lindos animais que estão no local. Após a repercussão, o perfil do canil Friends Bull Kennel foi fechado e os comentários das publicações desativados. Contudo, a publicação permanece no Instagram de Bruno Fernandes Deprê@universitariaOF se vcs acharam que nada podia piorar saibam que o goleiro Bruno que MATOU, ESQUARTEJOU E DEU OS RESTOS MORTAIS DA EX MULHER PRA CACHORROS COMEREM tá fazendo publipost de canil no instagram 589 14:54 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads 139 pessoas estão falando sobre isso Eduardo Ritalino@EduardoRitalino Goleiro Bruno fazendo merchan de Canil no instagram, bixo que país desgraçado… 10 16:51 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de Eduardo Ritalino matheus@matheusbrum Acho que nem as notícias do governo me deixaram mais assustado que goleiro Bruno fazendo propaganda para canil. É um nível de desrespeito além do que eu já vi… 10 13:38 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de matheus Bianca Portiglioti@_biancapp Goleiro Bruno fazendo publi post pra um CANIL. Esse país ri da cara das mulheres. 10 13:40 – 24 de jun. de 2020 Informações e privacidade no Twitter Ads Veja outros Tweets de Bianca Portiglioti O caso Goleiro Bruno e Eliza Samudio Bruno Fernandes e Eliza Samudio se relacionaram em 2009. Ele passou a ser pressionado pela modelo para que assumisse a paternidade de uma criança. No mesmo ano, Samudio prestou queixa contra o jogador por agressão e por forçá-la a abortar. No dia 9 de junho de 2010, a modelo foi até o sítio do jogador em Esmeraldas, Minas Gerais, supostamente para resolver a situação. Após esse dia, Eliza Samudio não foi mais vista. No dia 24 de junho a polícia recebeu uma denúncia anônima sobre o suposto assassinato, que envolveria outras oito pessoas. Após as denúncias, em julho de 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recolheu na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, dez cães da raça rottweiler e um cão sem raça definida para serem examinados. A suspeita era de que os restos da modelo teriam sido jogados para os cães. Em 6 de julho de 2010, a Justiça decretou a prisão do então goleiro do Flamengo. Bruno Fernandes respondeu por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. As penas somadas variam de 14 a 36 anos de prisão. Bruno foi condenado, cumpriu parte da pena e teve o benefício do regime domiciliar. Eliza Samudio (Foto: Arquivo pessoal) Em 2013, o ex-jogador afirmou que não mandou matar Eliza Samudio, mas confessou que o corpo da modelo foi esquartejado e levado para os cães do ex-policial. “O Jorge falou comigo que o Macarrão começou a seguir um cara de moto até uma casa na região de Vespasiano e lá entregou Eliza para um rapaz chamado Neném. Lá um rapaz pediu que Macarrão amarrasse as mãos dela para frente, e deu uma gravata nela. E o Macarrão pegou e ainda chutou as pernas de Eliza. Foi o que o Jorge me falou. E que ainda tinha esquartejado o corpo dela e jogado para os cachorros comerem”, disse o goleiro Bruno na época. Liberado pela Justiça, em agosto do ano passado Bruno foi anunciado como reforço do time Poços de Caldas (MG). Contudo, em outubro o time da terceira divisão mineira anunciou que houve comum acordo entre as partes e o contrato do atleta foi rescindido. Em dois meses de vínculo, o goleiro esteve em campo por apenas 45 minutos.