Brasil quadruplica mortes por covid-19 em 33 dias: 41.058 segundo consórcio

Em 33 dias, o Brasil saltou de 10 mil para 40 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. É o que revela dados do Ministério da Saúde, que na quinat-feira (11) confirmou um total de 40.919 óbitos, número pouco inferior ao contabilizado pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte (41.058). Foram 1.239 novas mortes registrados no dado oficial nas últimas 24 horas e 1.261 segundo a apuração junto às secretarias estaduais de Saúde. Passaram-se 52 dias desde a primeira morte para que o país chegasse ao marco de 10 mil óbitos (entre 18 de março e 9 de maio) e pouco mais de mês depois isso para o ultrapassar os 40 mil mortos em decorrência da covid-19. Com a inclusão de 30.412 novos diagnósticos da doença, o Ministério da Saúde chegou à soma de 802.828 pessoas infectadas. Já o consórcio contabiliza 30.465 novos casos, e um total de 805.649 pacientes que contraíram a doença. Segundo a pasta, 345.595 pessoas já se recuperaram. Os veículos de comunicação compilaram os dados com base nos boletins mais recentes de cada unidade da federação. Todos os estados e o Distrito Federal divulgaram atualizações hoje até as 20h, antes da publicação deste texto. Brasil acumula 100 mil diagnósticos em 3 dias O número crescente no total de casos e mortes atesta a velocidade com que o coronavírus avança pelo Brasil. Nos últimos três dias, a alta foi de quase 100 mil novos pacientes infectados e contabilizados, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde. Na última segunda-feira (8), o país tinha 707 mil casos. Já o boletim divulgado hoje pelo governo federal informa que já foram infectadas 802.828 pessoas desde o início da pandemia. A letalidade, informa o governo, é de 5.1%. Ontem, o país registrou a maior média de óbitos provocados pelo novo coronavírus em todo o mundo considerando a última semana. Quase metade das mortes estão concentradas no Sudeste, de acordo com os números dos estados: são 18.905, 46% do total. A segunda região que mais perdeu vidas para a covid-19 foi o Nordeste (13.061, 32%), e em seguida estão Norte (7.647, 18,4%), Sul (789, 2%) e Centro-Oeste (656, 1,6%). Ceará tem mais mortes do que a China Com a atualização para 4.708 óbitos por covid-19 até hoje, segundo o governo do estado, o Ceará perdeu mais vítimas para a doença do que a China, país a partir do qual o novo coronavírus se espalhou. Trata-se do terceiro estado brasileiro a perder mais vidas do que o país asiático, após São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo, aliás, passou das 10 mil mortes por covid-19 (são 10.145, precisamente, segundo o consórcio). Em seguida aparece o Rio, com 7.363 vítimas. Os dois estados registraram mais de 200 óbitos de ontem para hoje: 283 e 225, respectivamente, mas mesmo assim protagonizam o relaxamento do isolamento social: hoje a reabertura de centros comerciais teve aglomerações nas capitais de ambos os estados. Doze unidades da federação registraram mais de mil casos de ontem para hoje, de acordo com os dados das secretarias, começando por São Paulo (6.204 novos diagnósticos). Em seguida estão Ceará (2.745), Maranhão (2.172), Pará (1.746), Rio de Janeiro (1.402), Paraíba (1.338), Bahia (1.206), Amazonas (1.140), Distrito Federal (1.074), Pernambuco (1.059), Espírito Santo (1.037) e Alagoas (1.024). Nos últimos três dias, com base nos dados do consórcio, os diagnósticos de covid-19 no Brasil inteiro aumentaram 13%, enquanto as mortes cresceram em 10%. Desde segunda-feira (8) o Nordeste contabiliza mais casos oficiais da doença do que o Sudeste, e a diferença entre as regiões aumenta a cada dia. Hoje os estados nordestinos somam 285.465 diagnósticos, e os do Sudeste, 281.171. Em seguida aparecem os do Norte (167.185), os do Sul (35.578) e os do Centro-Oeste (36.250). Veículos se unem em prol da informação Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19, os veículos de comunicação UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa a partir desta semana e buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Bolsonaro pede para apoiadores irem a hospitais para filmar leitos

Presidente levanta dúvidas de que dados são manipulados para ‘ganho político’; pedido vai na contramão de orientação de médicos devido ao risco de contágio O presidente Jair Bolsonaro pediu a apoiadores que “arranjem” um jeito de entrar em hospitais públicos ou de campanha que atendam pacientes com a Covid-19 para filmarem o interior das instalações. A ideia, segundo ele, seria mostrar a real dimensão da epidemia causada pelo novo coronavírus. Mais uma vez sem provas, Bolsonaro levantou suspeitas de que os dados referentes à doença no país estariam sendo manipulados para atingir o seu governo. — Seria bom você fazer… na ponta da linha, se tem um hospital de campanha perto de você, se tem um hospital público… arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tem feito isso, mas mais gente tem que fazer pra mostrar se os leitos estão ocupados ou não. Se os gastos são compatíveis ou não. Isso ajuda. Tudo o que chega para mim nas redes sociais a gente faz um filtro e eu encaminho para a Polícia Federal ou Abin (Agência Brasileira de Inteligência) — afirmou Bolsonaro. No início do mês, deputados bolsonaristas chegaram a entrar no hospital de campanha do Anhembi, em São Paulo, com gritos e celulares ao punho para, supostamente, fiscalizar o funcionamento da unidade. Posteriormente, a prefeitura classificou o episódio como uma “invasão”. A administração municipal afirmou, ainda, que os deputados Coronel Telhada (PP), Leticia Aguiar (PSL) e Sargento Neri (Avante) agrediram pacientes e funcionários “verbal e moralmente”. A declaração de Bolsonaro vai na contramão das recomendações médicas durante a epidemia. Médicos recomendam que pacientes com Covid-19 e pessoas sem sintomas não compartilhem o mesmo espaço. A declaração foi feita em meio a críticas a governadores e prefeitos que implementaram medidas como o fechamento do comércio em estados e municípios do país como forma de enfrentar o avanço da Covid-19. Sem apresentar provas, Bolsonaro disse que vem recebendo informações sobre mortos que teriam sido classificados como vítimas da Covid-19 sem que suas famílias tivessem conhecimento sobre a infecção pela doença. — São dezenas de casos por dia que chegam desse tipo. Não sei o que acontece. O que é que querem ganhar com isso. Tem um ganho político dos caras. Só pode ser isso. Aproveitando as pessoas que falecem pra ter um ganho político e pra culpar o governo federal. Não tem como impedir essa doença, o óbito. O que acontece na verdade é que quem contrai o vírus e tem comorbidade, a pessoa é mais fraca, a possibilidade de entrar em óbito é grande — afirmou o presidente. Esta não é a primeira vez que Bolsonaro levanta suspeitas sobre os dados da Covid-19 no país. Em março, ele insinuou que governadores poderia estar inflando os dados de casos e mortes causadas pela doença com fins políticos. Mais recentemente, o empresário Carlos Wizard, que chegou a ser indicado para ocupar uma secretaria no Ministério da Saúde, disse que o governo faria uma recontagem no número de mortos causados pela Covid-19 por acreditar que os dados fosse “fantasiosos e manipulados”. Dias depois, Wizard recuou, anunciou que não ocuparia o cargo e o governo voltou atrás. Nesta semana, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse confiar nos dados enviados por estados e prefeituras.

Repórter da Globo diz que procurou manter a calma e teve fé ao ser feita de refém

A repórter Marina Araujo, da Globo, disse que se viu em uma situação limite e incontrolável ao ser feita de refém por um homem armado que invadiu a sede da TV Globo, no Jardim Botânico, no Rio, na tarde de quarta-feira (10). Em publicação nas redes sociais, a jornalista afirmou também que procurou manter a calma e teve fé. “Agradeço imensamente pelas mensagens de solidariedade e carinho, depois do episodio de hoje [quarta]. Me vi em uma situação limite, incontrolável, mas tentei manter a calma. Tive fé. Falei o que podia para acalmar os ânimos. Contei historias e deu certo. Agradeço ao coronel Heitor e a Renata [Vasconcellos]…E todos que ficaram do meu lado ate eu vir para casa”, escreveu a repórter no Instagram. De acordo com comunicado emitido pela Globo, o homem exigia encontrar a apresentadora do Jornal Nacional Renata Vasconcellos. A Polícia Militar foi chamada para lidar com a situação enquanto a repórter estava refém. Ainda segundo a nota, Vasconcellos compareceu ao local onde o invasor mantinha a repórter Marina de refém -seguindo orientação do comandante da PM. “Tão logo ele [invasor] a viu, largou a faca e liberou Marina. Foi preso imediatamente”, segue o texto. “Marina e todos os funcionários que estavam no local não se feriram e passam bem.” Segundo a colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, Renata Vasconcellos teme novas ameaças, como às que seu parceiro de bancada, o repórter William Bonner, já confirmou sofrer. Quando o homem invadiu a TV Globo ele também estava em posse de uma Bíblia, além de um faca. O diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, chegou a negociar com o homem, que foi imobilizado na emissora. Ninguém ficou ferido. Após a repercussão do caso envolvendo a repórter Marina Araujo, a TV Globo publicou uma nota sobre o ocorrido: Na tarde desta quarta-feira, um homem invadiu a sede da TV Globo, no Jardim Botânico, portando uma faca. Ele fez a repórter Marina Araújo refém. A segurança da Globo rapidamente agiu, isolou o local e chamou a PM. O comandante do 23° batalhão da corporação, coronel Heitor Henrique Pereira, compareceu à emissora e conduziu a negociação. O homem, que ameaçava a jornalista, liberou a repórter após alguns minutos. Marina e todos os funcionários que estavam no local não se feriram e passam bem. A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política. Um homem que exigia ver a jornalista Renata Vasconcellos. Seguindo instruções do comandante Heitor, Renata compareceu ao local onde estava Marina e o invasor. Tão logo ele a viu, largou a faca e libertou Marina. Foi preso imediatamente. A TV Globo agradece à PM, ao coronel Heitor e a todos os policiais, cuja condução foi exemplar. Marina se comportou com coragem, serenidade e firmeza, sendo fundamental para o desfecho da situação. Renata foi corajosa, desprendida, solidária e absolutamente imprescindível para que tudo acabasse bem. As duas profissionais estão bem. E foram recebidas pelos colegas com carinho e emoção.

Relator no STF vota pela legalidade de inquérito sobre fake news

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na quarta-feira (10) a favor da legalidade do inquérito aberto pelo próprio tribunal para apurar a divulgação de fake news e ameaças contra integrantes da Corte. Os 11 ministros analisam uma ação da Rede Sustentabilidade, protocolada no ano passado para contestar a forma de abertura da investigação. Pelas regras processuais penais, o inquérito – segundo a sigla – deveria ter sido iniciado pelo Ministério Público ou pela polícia. Após o voto do ministro, que é relator da ação, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima quarta-feira (17), às 9h30. Mais dez ministros devem votar. A abertura do inquérito foi feita em março de 2019. Na época, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater à veiculação de notícias falsas que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. Segundo o presidente, que nomeou o ministro Alexandre de Moraes como relator do caso, a decisão pela abertura está amparada no regimento interno da Corte. No entendimento de Fachin, houve omissão dos órgãos de controle, que não tomaram a iniciativa de investigar os ataques contra a independência do Poder Judiciário nas redes sociais. Dessa forma, segundo o ministro, o regimento interno pode ser aplicado como instrumento de defesa institucional. “São inadmissíveis a defesa da ditadura, do fechamento do Congresso ou do Supremo. Não há liberdade de expressão que ampare a defesa desses atos. Quem os pratica precisa saber que enfrentará a Justiça constitucional do seu país”, disse. Com base nas investigações desse processo foram cumpridos, no mês passado, mandados de busca e apreensão contra empresários e acusados de financiar, difamar e ameaçar ministros do tribunal por meio da internet. Essas buscas e outras ocorridas desde o início do inquérito também foram validados pelo relator. Limites Edson Fachin também estabeleceu no voto limites que deverão ser seguidos para justificar o prosseguimento do inquérito. Pelos parâmetros estabelecidos, a investigação deverá ser acompanhada pelo Ministério Público, os advogados dos investigados deverão ter acesso ao processo e o objeto do inquérito devem ser ameaças aos ministros, seus familiares, aos poderes constituídos, contra o estado de direito e contra a democracia. O relator também definiu que não poderão ser alvo do inquérito matérias jornalísticas e manifestações pessoais nas redes sociais, desde que não façam parte de “esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais.” PGR Durante o julgamento, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu o prosseguimento do inquérito, mas com balizas para garantir a participação do Ministério Público. Aras também repudiou ameaças contra os ministros da Corte e disse que notícias fraudulentas não são divulgadas somente por blogueiros. “Sabemos que este fenômeno maligno das fake news não se resume a blogueiros nas redes sociais. É estimulado por todos os segmentos da comunicação moderna, sem teias, sem aquele respeito que a nossa geração aprendeu a ler o jornal acreditando que aquilo era verdade”, afirmou. AGU O advogado-geral da União, José Levi do Amaral, defendeu o prosseguimento do inquérito, desde que seja garantida a não criminalização da liberdade de expressão. Segundo Levi, as liberdades de expressão e de imprensa devem ser plenas nos meios tradicionais de comunicação e nas redes sociais, sejam os autores das mensagens jornalistas profissionais ou não. “Censura, nunca. Aliás, as liberdades de expressão e de imprensa são necessariamente acompanhadas da garantia de não censura, ou seja, a proibição da censura”, disse.

Caixa interrompe pagamentos do auxílio nesta quinta-feira

O calendário de saques e transferências da segunda parcela do auxílio emergencial será interrompido nesta quinta (11), por causa do feriado de Corpus Christi. Mesmo nas cidades onde o feriado foi antecipado, todos os bancos irão fechar. Na sexta-feira (12), a Caixa libera o saque do benefício para 2,5 milhões de trabalhadores que nasceram em novembro. O calendário continua no sábado (13). O banco irá abrir 680 agências, das 8h às 12h, para os beneficiários nascidos em dezembro. Confira as unidades que serão abertas aqui. Beneficiários do Bolsa Família receberão a terceira parcela do auxílio a partir do dia 17 de junho, de acordo com o final do NIS (Número de Identificação Social), segundo o Ministério da Cidadania. Já o pagamento da última parcela do auxílio emergencial para os trabalhadores informais ainda não foi divulgado. O valor deverá ser creditado em conta poupança social digital da Caixa de maneira escalonada, seguindo o mês de nascimento, como na segunda parcela. O governo federal pretende acrescentar mais duas parcelas ao auxílio emergencial para pessoas que ficaram sem renda durante a crise do coronavírus. As regras para quem está no programa continuar a receber o auxílio ou mesmo para o ingresso de novos beneficiários e o novo valor do benefício dependerão da aprovação de uma nova lei. Até esta quarta (10), 58,6 milhões de pessoas já tinham recebido ao menos uma das duas parcelas do auxílio emergencial, ao custo de R$ 76,6 bilhões para os cofres públicos, segundo a Caixa. Mesmo que já tenha recebido uma parcela do auxílio emergencial, o trabalhador tem seu cadastro reavaliado a cada pagamento. A medida é para confirmar que ele ainda cumpre os requisitos do programa. Se conseguiu um emprego formal ou começou a receber outro benefício entre as parcelas do auxílio, como aposentadoria ou seguro-desemprego, perde o direito ao auxílio emergencial. Ajuda nos Correios É possível solicitar o auxílio emergencial até 3 de julho. Independente da data em que o benefício for aprovado, o trabalhador receberá as três parcelas. Mães menores de idade também podem solicitar o auxílio de R$ 600 pelo site https://auxilio.caixa.gov.br/ ou aplicativo CAIXA | Auxílio Emergencial. Quem não tem acesso à internet pode recorrer aos Correios para fazer o pedido do auxílio emergencial. É preciso obedecer um calendário, escalonado de acordo com da data de nascimento do interessado, para evitar aglomerações nas agências. Segunda-feira: nascidos em janeiro e fevereiro Terça-feira: nascidos em março e abril Quarta-feira: nascidos em maio e junho Quinta-feira: nascidos em julho, agosto e setembro Sexta-feira: nascidos em outubro, novembro e dezembro O interessado deve apresentar os seguintes documentos: Identificação oficial com foto, em que conste também o nome da mãe do beneficiário CPF do usuário e dos membros da família que dependem da renda do titular Dados bancários ou documento de identificação (RG, CNH, passaporte, CTPS, RNE ou CIE) para solicitar abertura de conta social digital, em nome do titular do benefício Confira os requisitos para receber o auxílio emergencial Pode receber o auxílio quem acumular as seguintes condições: É maior de 18 anos Não tem emprego formal Não recebe benefício assistencial ou do INSS, não ganha seguro-desemprego ou faz parte de qualquer outro programa de transferência de renda do governo, com exceção do Bolsa Família Tem renda familiar, por pessoa, de até meio salário mínimo, o que dá R$ 522,50, ou renda mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135) No ano de 2018, recebeu renda tributável menor do que R$ 28.559,70 Também é preciso cumprir pelo menos uma dessas condições: Exercer atividade como MEI (microempreendedor individual) Ser contribuinte individual ou facultativo da Previdência, no plano simplificado ou no de 5% Trabalhar como informal ou autônomo Estar desempregado Trabalhar como intermitente Estar inscrito no CadÚnico Se mais de um membro da família pedir o auxílio, é importante que todos informem corretamente quais sãos os demais membros da família que vivem no endereço.

‘Cobre do seu governador, sai daqui’, diz Bolsonaro a apoiadora

O presidente Jair Bolsonaro se irritou na manhã desta quarta-feira (10) ao ser cobrado por uma apoiadora que foi ao Palácio da Alvorada sobre o elevado número de mortes em função do coronavírus. Segundo os dados mais recentes do consórcio formado por veículos de imprensa, são 38.497 óbitos e 742.084 casos registrados da doença. A seguidora afirmou que Bolsonaro estava “traindo” a população ao minimizar os efeitos da pandemia. O presidente reagiu na sequência, afirmando que ela deveria deixar o espaço e cobrar o governador do estado onde vive. – Temos 38 mil mortos por Covid. Não são 38 mil de estatística. São 38 mil famílias, pessoas que estão chorando. O senhor, como chefe da nação, eu votei no senhor, fiz campanha para o senhor… Eu sinto que o senhor traiu a nossa população (…) Entregando cargos para o centrão. A população morrendo e o senhor me ignorando? – disse a apoiadora, enquanto Bolsonaro se afastava. A seguidora foi rechaçada por outros apoiadores que aguardavam para falar com o presidente, em um espaço já dentro dos limites do Palácio da Alvorada. Bolsonaro ficou irritado com a cobrança: – Se quiser falar, sai daqui, porque já foi ouvida. Cobre do seu governador. Sai daqui – afirmou o presidente. Depois de ouvir agradecimentos de caminhoneiros que também estavam no espaço, Bolsonaro referiu-se à apoiadora que fez a reclamação como “figura” e disse que a declaração dela seria “matéria o dia todo” na imprensa.

Tribunal arquiva ação contra sobrinho de Lula e pode beneficiar petista

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) trancou na terça-feira (9) uma ação penal contra Taiguara Rodrigues, sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, respondem a um processo criminal na 10ª Vara Federal de Brasília. Em julgamento, os desembargadores Neviton Guedes, Olindo Menezes e Cândido Ribeiro consideraram que a acusação não tinha elementos para embasar uma ação penal. A decisão, tomada na tarde de terça-feira (9) pela 4ª Turma do TRF-1, só beneficia Taiguara, mas os magistrados chegaram a discutir estender os seus efeitos aos demais réus do caso. Ao final, eles decidiram que cada um terá que fazer um pedido para o tribunal para avaliar a situação separadamente. Para o advogado de Taiguara, Roberto Podval, é possível que Lula e Marcelo Odebrecht consigam o mesmo benefício de seu cliente em breve. “Vamos aguardar a publicação dessa decisão tomada hoje pelo TRF-1 para avaliar os próximos passos da defesa do ex-presidente Lula nessa ação. Ainda não foi publicada a decisão tomada pelo Tribunal”, disse o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. Agora, o processo em primeira instância segue normalmente, mas sem Taiguara como réu. O Ministério Público possivelmente vai recorrer da decisão dos desembargadores da 4ª Turma. E as demais defesas devem ir ao tribunal nos próximos dias pedindo extensão do benefício. Denúncia envolvia pagamentos após BNDES financiar obras da Odebrecht Em 2016, o Ministério Público denunciou 11 pessoas, entre elas Taiguara, Lula e Marcelo Odebrecht, por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. A Procuradoria sustenta que o ex-presidente cometeu crimes entre 2008 e 2015 para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberasse empréstimos para a empreiteira Odebrecht fazer obras de engenharia em Angola, na África. A Odebrecht pagou R$ 30 milhões para a empresa de Taiguara. Trocas de mensagens mostraram contatos entre o sobrinho e o ex-presidente no período. Depois da denúncia, executivo da Odebrecht fecharam acordo de colaboração premiada. Mas, para Podval, as informações da delação mostraram a legalidade dos pagamentos. “Os executivos da Odebrecht disseram que Taiguara trabalhou”, disse ele ao UOL. “Eles falaram na delação. Ficou comprovado que a denúncia é inépcia. Não comprova nenhum pagamento a não ser de serviço.” O patriarca do conglomerado Odebrecht, Emílio Odebrecht, chegou a mudar seu primeiro depoimento prestado em delação premiada à PGR (Procuradoria-Geral da República) na Operação Lava Jato. Ele disse a investigadores que possivelmente o serviço de Taiguara foi “útil”. “A oportunidade pode e deve ser dada, mas ele só continuará (…) se efetivamente tiver condições de fazer com qualidade e competitividade”, declarou o patriarca. Ao depor novamente para investigadores da Operação Janus, Emílio foi confrontado com documentos da empresa em que há reclamações da qualidade do serviço do sobrinho – contratado entre 2011 e 2015 para consultorias, projetos sondagens, perfurações e serviços de topografia

Morre aos 64 anos ex-deputada federal Nair Lobo

Morreu nesta terça-feira (9), aos 64 anos, a ex-deputada federal Nair Lobo. Ela estava em casa, no Alphaville – DF, em Brasília recebendo tratamento através de uma cuidadora, após um ano de luta contra um câncer na tireoide, que acabou desenvolvendo metástase. Ela foi parlamentar pelo então PMDB de Goiás em duas legislaturas. Divorciada, ela deixa quatro filhos e cinco netos. O velório está sendo realizado nesta quarta-feira (10), no Cemitério Jardim das Palmeiras, no Setor Fama, em Goiânia. O sepultamento está marcado para às 15 horas, no mesmo local. Trabalho Um dos principais projetos de Nair Lobo foi a aprovação de lei que estende a estabilidade no emprego a quem obtiver a guarda do recém-nascido, quando a mãe biológica morrer nos meses seguintes ao parto. A estabilidade no emprego é um direito garantido pela Constituição Federal às mães por cinco meses após o parto. O texto, apresentado na Câmara em maio de 2009, só foi aprovado pelo senado em junho de 2014, quando foi sancionado pela ex-presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Outra curiosidade de Nair Lobo é que em 1998, ela e outras quatro parlamentares deixaram sessão em Brasília para se reunir com duas ufólogas dos Estados Unidos. A intenção era de discutir a implantação da Cidade Internacional do Conhecimento, centro dedicado à meditação e atividades místicas, em Alto Paraíso de Goiás. Outro ponto importante da carreira política de Nair ocorreu em 7 de abril de 1999, quando defendeu que o plenário deveria cassar o mandato do deputado Talvane Albuquerque, que foi assassino da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL). A discussão envolveu o então deputado e hoje presidente da República, Jair Bolsonaro. Talvane era suplente de Ceci. Bolsonaro lançou dúvidas sobre a honestidade da vítima de um dos mais emblemáticos crimes políticos do Brasil. Talvane foi cassado em votação secreta em 7 de abril de 1999, com 427 votos pela cassação, após ser denunciado como mandante de uma chacina que também vitimou o esposo e mais dois familiares de Ceci. Biografia Nair Maria Xavier Nunes de Oliveira Lobo nasceu em Anápolis (GO), no dia 25 de março de 1956, filha de Rivadávia Xavier Nunes e de Marina de Carvalho Brito Xavier Nunes. Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 1981, especializada em direito administrativo e constitucional, foi nomeada consultora jurídica da Assembléia Legislativa de Goiás, em 1987. Três anos depois iniciou atividades político-partidárias, ingressando no Partido de Reconstrução Nacional (PRN). Presidente da seção municipal do PRN-Mulher e superintendente estadual da Legião Brasileira de Assistência, em 1993 integrou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nessa mesma ocasião assumiu a presidência do Conselho do Bem-Estar Social de Goiás. Em outubro de 1994 concorreu à Câmara dos Deputados na legenda do PMDB, obtendo uma suplência. Assumiu o mandato em 27 de abril de 1995 no lugar de Josias Gonzaga. Titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, bem como da Comissão Especial de Débitos nas Operações de Crédito Rural, votou a favor da extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado navegação de cabotagem. Também apoiou a mudança do conceito de empresa nacional e a criação do Fundo Social de Emergência (FSE) . Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde. Em janeiro/fevereiro de 1997, votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos e, em novembro, pela quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. No pleito de outubro de 1998 reelegeu-se na legenda do PMDB. Em novembro votou a favor do teto de R$ 1,2 mil para aposentadorias no setor público. Foi favorável também aos critérios de idade mínima e tempo de contribuição para os trabalhadores no setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Foi reeleita em 1998.

Sem saída, entregadores ficam entre a covid-19 e o bloqueio dos aplicativos

Dados divulgados pelo governo de São Paulo mostram que as mortes de motoboys quase dobraram em relação aos últimos dois meses de março: foram 39 contra 21 e 22, em 2019 e 2018 respectivamente. Segundo o presidente da Associação dos Motofrentistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMABR), Edgar Francisco de Silva, o aumento está relacionado ao maior número de entregadores na rua —e ao aumento expressivo das entregas nos últimos meses, devido à pandemia. Segundo o presidente da associação, não existem dados precisos a respeito do número de colaboradores contaminados pelo novo coronavírus. “Entre os nossos associados, apenas um nos procurou para avisar. Ele está internado no hospital de campanha do Anhembi. Outros comentaram que tiveram sintomas, mas não fizeram o teste. Quando você é entregador, as empresas não ficam sabendo se você está doente ou não; o profissional apenas para de trabalhar, não precisa dar justificativa”, conta. Ainda assim, acredita que o número de contaminados é grande. “As empresas fazem propaganda do delivery como se o entregador fosse imortal. Houve um aumento enorme nas entregas, mas não há preocupação com a saúde desses caras. Agora, nós, da associação, estamos pedindo às empresas que, além de distribuírem mais EPIs, contratem um infectologista para gravar um vídeo explicando, de forma detalhada, como os entregadores podem se proteger em todos os momentos do dia. Ao saírem de casa, na rua e ao voltarem”, afirma. A reportagem consultou as empresas Rappi, iFood e Uber Eats, que disseram estar fornecendo EPI (equipamento de proteção individual) e assistência para higienizar mochilas de entrega e veículos (veja mais abaixo). A associação argumenta ainda que o número de entregadores aumentou devido ao desemprego decorrente da pandemia —assim como o número de pedidos, que cresceu. “As pessoas estão trabalhando absurdamente, se expondo e, ainda, ganhando uma miséria. É trabalho escravo, mesmo”. É o caso de Valdir Camargo, de 29 anos: após trabalhar 12 horas por dia todos os dias, em duas semanas ele ganhou R$ 300. “Não consegui pegar as máscaras que o iFood liberou, tinha que passar em um lugar específico para retirar e era bastante longe para mim. Eu trabalho de bicicleta. Agora, preciso pagar as contas, ficar em casa não dá. Se eu paro, não tem sobrevivência em casa e a gente morre de outra forma”, diz. Andar com fome carregando comida “Não recebi álcool em gel de nenhuma das empresas para as quais trabalho, nem mesmo mensagens dizendo que eu poderia retirar o produto em algum lugar. A gente passa fome. Você imagina a tortura que é andar com fome carregando comida nas costas?”, questiona Paulo Roberto da Silva, 31 anos, que trabalha como motoboy há nove meses. Paulo fez um vídeo denunciando o descaso de empresas de entrega de comida em relação à covid-19. A publicação completou um mês e ele foi bloqueado pelas três companhias —Rappi, iFood e Uber Eats. A renda como entregador é a única responsável pelo sustento dele e da família —ele mora com a mulher, a filha e a sogra. “Desde que fui bloqueado pelos aplicativos, minha única fonte de renda são os R$ 600 de auxílio emergencial”, diz. Paulo mobilizou colegas e fundou a associação “Entregadores Antifascistas”, cujo intuito é criar uma rede de apoio aos profissionais de entrega. Paulo, líder da associação Entregadores AntifascistasImagem: Divulgação/Guimel Salgado, PANDELIVERY Motoboys apelam a manifestações e abaixo-assinado O vídeo viralizou e, em entrevista ao UOL, ele conta que conseguiu criar um abaixo-assinado que pede às empresas alimentação, EPIs e equipamentos de segurança aos motoboys. O documento já tem quase 300 mil assinaturas. Na sexta-feira (5), membros do grupo fizeram uma manifestação por direitos e segurança dos entregadores na avenida Paulista, em São Paulo. “Ainda está difícil convencer o trabalhador de que ele pode lutar pelos direitos, uma vez que ele tem medo de sofrer represálias por parte da empresa e ficar sem trabalhar”, afirma Paulo. “Antes da pandemia, já vivíamos um pandemônio, e o coronavírus só escancarou a nossa realidade, intensificou o que já estava doendo. E pior: reforçou o preconceito contra a gente, porque as empresas criaram a “entrega sem contato físico” e isso gera um estigma de que somos um vírus ambulante, que nós levamos o vírus para as pessoas em casa”. Silvio Junior, entregadorImagem: Arquivo Pessoal Antes enfrentar a covid-19 do que um bloqueio no app Silvio Junior, de 20 anos, trabalha desde os 17 fazendo entregas. Ele conta que costumava participar dos atos, mas parou quando começou a ser bloqueado com frequência pelos aplicativos. A cada bloqueio, o entregador fica algumas horas sem receber chamados. O medo de contrair o novo coronavírus faz com que ele evite contato com os pais, com quem mora e divide as despesas de casa. “Ouvi sobre colegas que pegaram covid-19 e estou com medo, claro. Mas o que posso fazer? Preciso trabalhar”, diz. O jovem presta serviço para iFood e Rappi. Segundo ele, as empresas entregaram um potinho de álcool em gel e máscara. “Ainda assim, a segurança é muito pouca. Os motoboys se aglomeram nas filas dos restaurantes, não por culpa deles, mas porque muitos espaços demoram para entregar o pedido. A gente não tem o que fazer a não ser ficar esperando. Se a gente chega em um restaurante que está lotado e cancela o pedido, somos bloqueados e ficamos horas sem trabalhar. É o que tem”. Entregadores se aglomeram enquanto aguardam os pedidos no restauranteImagem: Reprodução Empresas anunciam ações de apoio Procurado pelo reportagem, o iFood afirma que distribuiu kits de higiene, criou dois fundos solidários para entregadores isolados por integrar grupo de risco ou apresentar sintomas do coronavírus. A empresa diz ainda que distribuiu 150 mil kits (contendo álcool em gel, máscaras reutilizáveis e materiais informativos), que foram disponibilizados em maio a entregadores cadastrados na empresa. A Uber Eats afirma que “o motorista ou entregador parceiro diagnosticado com covid-19 ou que fizer parte do grupo de risco poderá solicitar assistência por até 14 dias mediante apresentação de atestado médico solicitando seu isolamento”. A Uber reitera que “parceiros podem solicitar reembolso para itens como

Onça-pintada é atropelada e morta por caminhão na BR-050 em Ipameri

Um macho adulto da espécie onça-pintada morreu atropelado por um caminhão na noite deste domingo (8), no quilômetro 131 da BR-050, no município de Ipameri, Região Sudeste de Goiás. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista trafegava pela rodovia, quando o animal atravessou a pista. O caminhoneiro não teria percebido a situação a tempo e acabou atingindo o animal. O veículo, que estava carregado com bebidas, teve o radiador danificado e ficou no local aguardando por socorro mecânico.   Extinção A onça-pintada é o terceiro maior felino do mundo e o maior do continente americano. Espécie é ameaçada de extinção, grande parte pela destruição do habitat natural para fazer pastagens e pela caça predatória.