Publicado em 03/09/2025

Armando Hussein Ali Mourad é irmão de um dos principais alvos da megaoperação Carbono Oculto

O empresário Armando Hussein Ali Mourad, irmão de um dos principais alvos da megaoperação Carbono Oculto na última quinta-feira (28), Mohamad Hussein Mourad, é sócio e/ou administrador de, pelo menos, oito postos de combustíveis no Entorno do Distrito Federal, além de outros cerca de 20 pelo restante Estado, inclusive em Goiânia.  A ação da última semana cumpriu 200 ordens de busca, apreensão e prisão contra 350 alvos ligados a um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis (por meio de adulteração), controlado pelo PCC, em dez estados brasileiros, entre eles o território goiano.

Segundo a PF, Mohamad usava parentes para dar aparência de legalidade aos negócios. Além dos postos, Armando também assumiu uma distribuidora em Goiás, conforme a corporação. Os locais foram usados para lavar dinheiro e expandir os negócios da família.

Os postos de Armando, informou a PF, são “bandeira branca”. Isso significa que eles não possuem vínculo direto com grandes distribuidoras de petróleo. Ainda sobre os estabelecimentos, quatro levam o nome de Infinity e dois de PPostos. Saiba onde estão aqueles localizados no entorno do DF:

Ele ainda possui ou administra outros 20 postos pelo Estado, inclusive em Goiânia e região metropolitana. Confira:

O levantamento foi divulgado pelo Metrópoles.

Megaoperação

Conforme as investigações, importadoras traziam Nafta e diesel do exterior com recursos de empresas ligadas aos criminosos. As distribuidoras, então, revendiam com fraudes e sonegavam impostos, além de adulterar os combustíveis com metanol para potencializar os lucros.

Foi apurado, ainda, que os mais de mil postos envolvidos recebiam pagamentos em espécie e máquinas de cartão, e registravam como valores legais. A movimentação estimada, entre 2020 e 2024, foi de R$ 52 bilhões, com baixa arrecadação de impostos. Apenas uma Fintech ligada ao grupo movimentou R$ 46 milhões nos quatro anos.

Ainda sobre a lavagem de dinheiro, os suspeitos investiam em fundos e bens, como caminhões, usinas, bem como imóveis e fazendas, e mais. Durante a megaoperação, a investigação também solicitou bloqueio de R$ 7,6 bilhões na tentativa de recuperar R$ 7,6 bilhões em tributos estaduais. Mais de mil postos participavam da lavagem de dinheiro, conforme a Receita Federal, Ministério Público e Polícia Militar.