O Governo de Goiás divulgou, ( o balanço da Operação Destroyer, realizada pela Polícia Civil, que resultou no cumprimento de 129 mandados de prisão nos últimos 50 dias e no bloqueio de mais de R$ 235 milhões em bens de organizações criminosas. Apenas na terça-feira (14/4), durante a fase mais recente da ação, 51 pessoas foram presas.

“Vamos seguir avançando até extirpar quaisquer facções criminosas existentes em nosso estado”, assegurou o governador Daniel Vilela. Na fase atual, as ações se concentraram nos municípios de Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. No entanto, o trabalho será agora ampliado para todas as regionais da Polícia Civil, passando a ter caráter permanente.

O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, reforçou a abrangência do combate ao crime. “Nosso trabalho não cessará até que tenhamos eliminado todas as facções, pequenas ou grandes, em território goiano”, afirmou. A primeira etapa da Destroyer teve início em 2023, com 123 operações deflagradas e 228 investigações concluídas e remetidas ao Poder Judiciário. Já a segunda etapa, com monitoramento em nível de inteligência estratégica, teve início neste ano de 2026 e está em sua quarta etapa.

O delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde – 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Jorge Mesquita, explicou que a operação teve origem em uma investigação sobre o aumento no número de homicídios no município. “Os chefes da facção identificavam traficantes que não pertenciam à organização, invadiam suas casas e os obrigavam, por meio de violência, a comprar ou comercializar drogas fornecidas pelo grupo, forçando sua adesão à facção”, detalhou.