Estado contabilizou 207 mil pessoas analfabetas em 2025, enquanto indicadores de conclusão da educação básica e permanência escolar apresentaram crescimento.

Por Arieny Alves

Em 2025 Goiás registrou a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 3,5% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, resultado inferior ao registrado em 2024, quando o índice era de 3,6%. Em 2016, a taxa alcançava 5,9%.

Segundo o levantamento, cerca de 207 mil pessoas estavam em situação de analfabetismo no estado neste ano, uma redução em relação às 213 mil contabilizadas no ano anterior. A maior queda foi observada entre a população com mais de 60 anos, cuja taxa passou de 14% para 12,3% entre 2024 e 2025.

Além da redução do analfabetismo, a pesquisa aponta avanços nos indicadores de escolaridade. Entre os moradores de 25 anos ou mais, 32,5% concluíram a educação básica obrigatória, percentual superior ao registrado no ano anterior, refletindo o aumento da permanência dos estudantes até o fim do ensino médio.

Na educação básica, a frequência escolar entre crianças de 6 a 14 anos atingiu 96,7%, acima da meta prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para essa faixa etária. Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 92,3%, indicando ampliação da presença dos jovens nas escolas.

Outro indicador destacado pela PNAD Contínua é a redução do número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham. Em 2025, esse grupo representou 14,1% da população dessa faixa etária em Goiás, o equivalente a aproximadamente 239 mil pessoas. O percentual é o menor desde o início da série histórica, em 2019, e permanece abaixo da média nacional, de 17,5%.

Os dados também mostram maior inserção dos jovens em atividades educacionais e no mercado de trabalho. Em 2025, 64% da população de 15 a 29 anos no estado estava estudando, trabalhando ou conciliando as duas atividades, cenário que acompanha a evolução dos indicadores educacionais observados nos últimos anos.