GO-020 entra em nova etapa de restauração com mudanças no trânsito entre Goiânia e Bela Vista; veja o que muda

Obras começam em trecho de 600 metros, próximo à Avenida Jamel Cecílio, com investimento de R$ 62,5 milhões. Serviços serão realizados principalmente à noite, e motoristas terão que trafegar por uma faixa Por Jeice Oliveira – Goiânia,GO A restauração da GO-020, na Região Metropolitana de Goiânia, está em uma nova etapa desde a noite desta sexta-feira (16), com intervenções na pista no sentido Goiânia-Bela Vista de Goiás. Os trabalhos se concentram em um trecho de 600 metros, próximo ao entroncamento com a Avenida Jamel Cecílio, sob o viaduto da BR-153. Durante as obras, os veículos podem passar por apenas uma das três faixas da pista, e o acesso à rodovia pela alça da BR-153 está interditado. Com investimento de R$ 62,5 milhões, a obra faz parte da recuperação de 30,7 quilômetros da rodovia, um dos principais corredores de ligação entre a capital goiana e municípios da região. Segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), os trabalhos já alcançaram 47% de execução. A maior parte dos serviços desta nova etapa será realizada entre as 20h e as 6h, de segunda a sexta-feira, para reduzir os impactos no trânsito durante os períodos de maior movimento. Aos sábados e domingos, as equipes atuarão durante o dia, também com atenção aos horários de maior fluxo de veículos. Interdições exigem atenção dos motoristas Na primeira fase dos trabalhos iniciados nesta sexta, as equipes vão recuperar os 600 metros iniciais a partir do encontro com a Avenida Jamel Cecílio. Depois de concluir esse segmento, a obra avançará por mais 600 metros, passando pelo retorno da Porsche até chegar ao trecho que já recebeu duas camadas de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), material utilizado na pavimentação asfáltica. Quando os serviços chegarem a essa segunda extensão, os acessos à Avenida Dr. José Hermano e ao retorno da Porsche serão interditados. Os motoristas devem seguir até os próximos retornos e saídas disponíveis para continuar o trajeto. O acesso à GO-020 para quem vem da Avenida Jamel Cecílio permanece liberado. Já os condutores que utilizam a alça de acesso à BR-153 para entrar na rodovia estadual precisam buscar outro caminho durante a execução dos serviços. Mesmo com uma faixa aberta ao tráfego, a redução do espaço para circulação pode provocar congestionamentos, principalmente nos horários de maior movimento. A orientação da Goinfra é que os motoristas diminuam a velocidade, respeitem a sinalização e redobrem a atenção ao passar pelo trecho em obras. A restauração da GO-020 será a primeira obra rodoviária estadual de Goiás a utilizar o SMA, sigla em inglês para Stone Matrix Asphalt, um tipo de revestimento asfáltico desenvolvido para oferecer mais resistência e durabilidade em vias submetidas a tráfego intenso e cargas elevadas. A tecnologia utiliza uma concentração maior de pedras e outros agregados graúdos, além de fibras de celulose. Essa composição melhora a estabilidade do pavimento e permite o uso de uma quantidade maior de ligante asfáltico, responsável por unir os materiais da mistura. A implantação do novo revestimento está prevista para a segunda fase da obra. Antes disso, as equipes trabalham na retirada da camada desgastada do asfalto, processo conhecido como fresagem, e na aplicação do tratamento superficial duplo (TSD) e de duas camadas de CBUQ. Esses serviços já foram executados em 24 quilômetros da rodovia. Na etapa final, serão realizados os serviços de drenagem e a implantação da sinalização viária, necessários para concluir a recuperação e melhorar as condições de circulação e segurança. A GO-020 conecta Goiânia a cidades como Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Bela Vista de Goiás e Cristianópolis. A rodovia também é utilizada no deslocamento de pessoas e no transporte de cargas destinadas a polos industriais e agropecuários.
Mercosul Impulsiona Exportações do Agronegócio Goiano e Gera Renda no Interior

Novas portas se abrem para produtores goianos, com destaque para frutas e agroindústria, mas desafios logísticos e de profissionalização persistem. Por Redação Voz do Centro-Oeste Pontos-chave Avanços recentes no cenário comercial internacional abrem novas e promissoras perspectivas para o agronegócio goiano no Mercosul. Com a habilitação do município de Britânia para a exportação de cucurbitáceas e a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, Goiás se posiciona para expandir suas exportações. Isso gera mais renda e fortalece a economia de suas regiões interioranas. Neste domingo, 18 de outubro de 2026, produtores e autoridades celebram as oportunidades. Eles também se preparam para os desafios logísticos e de adequação que acompanham essa expansão. O estado de Goiás já se destaca como um dos maiores produtores agrícolas do país. Agora, vislumbra um horizonte ainda mais amplo para seus produtos, especialmente no comércio com o bloco do Mercosul e a União Europeia. A expectativa é que essa abertura de mercado não apenas impulsione os volumes exportados. Ela também deve valorizar a produção local e criar novas cadeias de valor, beneficiando diretamente os trabalhadores e as comunidades do Centro-Oeste brasileiro. Como a habilitação de Britânia impulsiona a fruticultura goiana? O município de Britânia, localizado no Vale do Araguaia, alcançou um marco significativo. Ele se tornou o 20º de Goiás a ser habilitado para exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora. Esses produtos são destinados a mercados internacionais com exigências fitossanitárias específicas. Essa autorização, concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e oficializada pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695 no início de outubro, é resultado de um rigoroso processo de monitoramento e controle de pragas. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) ofereceu apoio técnico. Para obter o reconhecimento, produtores rurais e responsáveis técnicos de Britânia precisaram comprovar o cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pelo Mapa. O processo envolveu o monitoramento contínuo da praga Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Esta praga representa uma preocupação fitossanitária para a comercialização internacional. Segundo Mário Sérgio de Oliveira, coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, foram realizadas coletas regulares e ações de monitoramento nas áreas de produção por seis meses consecutivos. Isso demonstrou a ausência da praga conforme os protocolos exigidos. A inclusão de Britânia no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) permite que os produtores locais atendam às exigências de mercados que adotam restrições quarentenárias relacionadas à mosca-das-frutas. Isso amplia as possibilidades de comercialização para países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a habilitação é um avanço para a fruticultura goiana. É fruto do investimento e dedicação da equipe em fornecer respaldo técnico aos produtores. A proximidade geográfica com os países do Mercosul, como Paraguai, Argentina e Uruguai, é uma vantagem logística crucial para Goiás. Isso é especialmente importante para o transporte rodoviário de produtos perecíveis como as frutas. Em 2025, Goiás já exportou cerca de 33 mil toneladas de melancia para mercados internacionais com exigências fitossanitárias específicas. Isso inclui países do Mercosul e os Emirados Árabes Unidos. A expectativa é que esse volume cresça com a expansão das áreas habilitadas. Qual o impacto do Acordo Mercosul-União Europeia nas exportações de Goiás? Paralelamente à abertura de mercado para frutas, o Acordo Mercosul-União Europeia entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio de 2026. Isso ocorreu após cerca de 27 anos de negociações, conforme o ministro Márcio Elias Rosa, ou 25 anos, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou em 13 de outubro de 2026 que o acordo elevou as exportações brasileiras em 30% desde sua implementação. O comércio exterior brasileiro como um todo cresceu, em média, 10,5%, com recordes em praticamente todos os destinos. Para Goiás, as perspectivas são ainda mais animadoras. Um estudo da Fieg, divulgado em 16 de maio de 2026, estima que as exportações goianas para a União Europeia podem crescer até US$ 218 milhões com a plena implementação do tratado. Em 2025, o estado exportou US$ 1,68 bilhão para o bloco europeu, com destaque para soja, cobre, minério de ferro e carne bovina. O acordo prevê a eliminação imediata de tarifas para 2,9 mil produtos brasileiros, sendo 93% deles industriais. Isso beneficia segmentos como alimentos processados, metalurgia, máquinas, equipamentos, produtos químicos e materiais elétricos. Entre os itens agropecuários, 77% terão suas tarifas de importação eliminadas pela UE, com reduções graduais em prazos que variam de quatro a dez anos. Frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído já passaram a ter taxa zero. Produtos considerados “sensíveis” pelos europeus, como carne bovina, frango e porco, terão redução de imposto condicionada a cotas de exportação. A análise da Fieg aponta que os dez principais produtos goianos beneficiados pela redução tarifária podem ter um incremento de US$ 60,1 milhões em exportações. Isso ocorrerá quando as concessões comerciais estiverem totalmente implementadas em 2036. No primeiro ano de vigência, a estimativa é de um crescimento de cerca de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 66 milhões). Setores como carne bovina (com potencial de crescimento de até US$ 38,7 milhões anuais para carne desossada congelada e US$ 12,3 milhões para carne fresca ou refrigerada), carne de frango, couro, açúcar, gelatinas e produtos químicos estão entre os mais favorecidos. Edson Novaes, gerente técnico do grupo de estudos da Faeg, considera o acordo uma oportunidade histórica de expansão para o agronegócio brasileiro. Saulo Nogueira, da Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Fieg, ressalta que a redução das tarifas de importação facilita o acesso a máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias europeias. Isso moderniza as cadeias produtivas e aumenta a competitividade da indústria goiana. O agronegócio goiano no Mercosul está preparado para essa expansão? O estado de Goiás tem demonstrado uma robustez crescente em suas exportações. Em 2025, as exportações totais alcançaram US$ 13,4 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação aos US$ 12,3 bilhões registrados em 2024. No agronegócio, Goiás respondeu por
Prazo para convocação da lista de espera do Fies termina nesta quinta-feira

Por Júnior Kamenach/Jornal Opção O prazo de convocação dos pré-selecionados na lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre termina nesta quinta-feira, 24. O Ministério da Educação (MEC) orienta que os inscritos nesta edição acompanhem a própria classificação, por curso e turno de cada local de oferta, no endereço eletrônico do Fies Seleção. Para acessar o sistema, é necessário utilizar a conta do portal Gov.br. O Fies é o programa federal que oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em instituições privadas. Caso seja pré-selecionado na lista de espera, o candidato deverá complementar as informações da inscrição na página do Fies em até três dias úteis, contados a partir da data da convocação. Na sequência, o estudante deverá validar a documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de ensino superior para a qual foi pré-selecionado. De acordo com o edital, devem ser apresentados: O prazo para a validação na CPSA é de cinco dias úteis, contados a partir do dia da complementação das informações da inscrição. Após a aprovação da documentação, o estudante deverá procurar uma agência da Caixa Econômica Federal, agente financeiro do programa, para a validação e contratação do financiamento. Vagas Nesta edição, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de ensino superior, para ingresso em 28.741 cursos e turnos. O processo seletivo teve 127.175 candidatos inscritos, que realizaram 315.431 inscrições, já que cada participante pôde escolher até três opções de curso. O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Os pré-selecionados que atendem aos critérios do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, cobrindo integralmente os valores das mensalidades. Tanto no Fies quanto no Fies Social, há reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD), indígenas, quilombolas e candidatos autodeclarados pretos e pardos. Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, um para cada semestre, além das seleções destinadas ao preenchimento de vagas remanescentes. Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161. Leia também:
Celular e direção não combinam: atenção deve estar no trânsito

Mensagens, ligações e outros compromissos não devem dividir a atenção de quem está ao volante Uma mensagem recebida, uma ligação ou um compromisso que precisa ser resolvido podem parecer urgentes. Mas, para quem está dirigindo, a prioridade deve ser o trânsito. Ao assumir o volante, a orientação é deixar o celular de lado e concentrar a atenção no deslocamento. A correria cotidiana pode reunir atrasos, tarefas, reuniões, compras e outros compromissos. Mesmo assim, mensagens, ligações e outras atividades no celular devem esperar. O aparelho não deve disputar a atenção de quem está conduzindo, independentemente da urgência ou do tempo que falta para chegar ao destino. Durante a Semana Nacional de Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro, o uso do celular ao volante aparece entre os comportamentos que devem ser evitados, ao lado do excesso de velocidade e da combinação entre bebida alcoólica e direção. A orientação é não permitir que as demandas do dia a dia interfiram na condução. O cuidado com o celular está relacionado a uma recomendação mais ampla: não levar a pressa da rotina para dentro do veículo. O objetivo não deve ser resolver tudo enquanto se desloca, mas chegar ao destino em segurança. Compromissos e mensagens podem ser retomados depois. Entre tantas demandas do cotidiano, desacelerar também significa reconhecer que algumas coisas podem esperar. Durante a direção, a atenção deve permanecer no trânsito. “Desacelere. Seu bem maior é a vida.” Estado de Goiás/Detran
Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização
