{"id":13939,"date":"2023-12-13T17:09:43","date_gmt":"2023-12-13T20:09:43","guid":{"rendered":"https:\/\/radarocidental.com.br\/?p=13939"},"modified":"2023-12-13T17:09:57","modified_gmt":"2023-12-13T20:09:57","slug":"com-tratamento-especializado-df-tem-menor-mortalidade-de-tuberculose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radarocidental.com.br\/?p=13939","title":{"rendered":"Com tratamento especializado, DF tem menor mortalidade de tuberculose"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rede de UBSs conduz testes de diagn\u00f3sticos e tratamentos; centro especializado \u00e9 voltado a casos mais graves<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ag\u00eancia Bras\u00edlia* I Edi\u00e7\u00e3o: D\u00e9bora Cronemberger<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Distrito Federal teve, em 2022, a menor mortalidade por tuberculose do Brasil. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) apontam uma taxa de 0,9 \u00f3bitos anuais a cada 100 mil habitantes. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 2,71. Em n\u00fameros absolutos, foram 18 \u00f3bitos na capital em 2022 e 12 em 2023, com dados at\u00e9 o fim de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por tr\u00e1s do resultado positivo, est\u00e1 uma rede de aten\u00e7\u00e3o capaz de atender desde os casos considerados mais simples at\u00e9 os mais complexos: as 175 unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade (UBSs) est\u00e3o preparadas para fazer o diagn\u00f3stico e iniciar o tratamento. J\u00e1 os casos graves s\u00e3o encaminhados ao Centro Especializado em Doen\u00e7as Infecciosas (Cedin).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gerente de Vigil\u00e2ncia das Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis da Secretaria de Sa\u00fade (SES-DF), Kenia de Oliveira, alerta para a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os de diagn\u00f3stico e de tratamento, especialmente se iniciados com anteced\u00eancia.&nbsp;\u201cO n\u00famero de casos pode aumentar se os indiv\u00edduos infectados n\u00e3o forem devidamente diagnosticados, tratados e acompanhados, por isso a relev\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o dos sintomas e das popula\u00e7\u00f5es de maior risco\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais sinais s\u00e3o tosse seca ou com secre\u00e7\u00e3o por mais de tr\u00eas semanas \u2013 h\u00e1 possibilidade de tosse com pus ou sangue. Cansa\u00e7o excessivo, febre baixa, suor noturno, falta de apetite, emagrecimento e rouquid\u00e3o s\u00e3o outros sintomas prov\u00e1veis. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar a rede de UBSs para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, o&nbsp;\u201cteste do escarro\u201d, uma das t\u00e9cnicas de confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e definir o melhor caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como tratar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_573804\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/12\/cedin-lucio-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-573804\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Casos graves de tuberculose s\u00e3o encaminhados ao Centro Especializado em Doen\u00e7as Infecciosas (Cedin) | Foto: L\u00facio Bernardo Jr.\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento costuma ser longo: s\u00e3o seis meses tomando cerca de quatro comprimidos por dia, algumas vezes com efeitos colaterais como dor abdominal, n\u00e1useas, formigamento nos p\u00e9s e altera\u00e7\u00f5es no humor. Por\u00e9m, como o quadro geral do paciente melhora significativamente j\u00e1 nas primeiras semanas, o abandono da medica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores desafios no enfrentamento \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDepois de interromper o tratamento, a pessoa vai ficar alguns meses se sentindo bem, mas quando a doen\u00e7a volta, em geral volta pior que da primeira vez. E, \u00e0s vezes, nesse retorno, o sucesso terap\u00eautico \u00e9 bem menor\u201d, alerta a m\u00e9dica infectologista Denise Arakaki, do Cedin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O centro atende pacientes mais graves infectados com a tuberculose, incluindo os que abandonaram o tratamento e apresentaram retorno da doen\u00e7a, aqueles em quem os exames apontam para a inefic\u00e1cia das medica\u00e7\u00f5es padronizadas e portadores de doen\u00e7as que afetam o sistema imune, como \u00e9 o caso da Aids. \u201cCerca de um ter\u00e7o dos casos de mortes de quem tem HIV [sigla em ingl\u00eas para v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana] \u00e9 causado pela tuberculose\u201d, acrescenta a infectologista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_573806\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/12\/Sandra-Arakari-Foto-Humberto-Leite-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-573806\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A m\u00e9dica infectologista Denise Arakaki, do Cedin, alerta que o abandono da medica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos problemas mais desafiadores no tratamento da tuberculose | Foto: Humberto Leite\/Ag\u00eancia Sa\u00fade-DF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ser mais vulner\u00e1vel e necessitar de um acompanhamento complexo, a popula\u00e7\u00e3o com HIV apresenta 19 vezes mais chances de adoecimento por tuberculose que as pessoas em geral, conforme dados compilados pelo MS. Entre a popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade, a possibilidade de desenvolver a doen\u00e7a \u00e9 32 vezes maior que quando comparada ao restante da sociedade. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua apresenta 54 vezes mais chances.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre a popula\u00e7\u00e3o em geral, destacam-se os condicionantes sociais. Quem mora, estuda ou trabalha em ambientes com grande n\u00famero de pessoas no mesmo espa\u00e7o, pouca ventila\u00e7\u00e3o e baixa ilumina\u00e7\u00e3o natural tem mais chances de ser infectado. Em geral, n\u00e3o h\u00e1 riscos de transmiss\u00e3o em espa\u00e7os onde se passa um tempo limitado, como no transporte p\u00fablico ou em um cinema, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No DF, a SES-DF tamb\u00e9m faz diagn\u00f3sticos de tuberculose entre pacientes que v\u00e3o fazer ou est\u00e3o em tratamentos que reduzem a capacidade do sistema imunol\u00f3gico, como a quimioterapia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aumento no n\u00famero de casos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do indicador abaixo da m\u00e9dia, o n\u00famero de registros de tuberculose tem subido no DF. Em 2021, foram 383 casos; em 2022, 431, e at\u00e9 o final de novembro, 495 casos confirmados. Por\u00e9m, os especialistas apontam que isso pode significar uma situa\u00e7\u00e3o melhor do que a fase mais aguda da pandemia, quando servi\u00e7os de sa\u00fade foram afetados e havia a possibilidade de pessoas infectadas n\u00e3o terem diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados atuais mostram um retorno a n\u00fameros pr\u00f3ximos aos vistos antes da pandemia, o que permite uma maior quantidade de pessoas em tratamento. \u201cCom o coronav\u00edrus, a popula\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica respirat\u00f3ria tem buscado mais o servi\u00e7o de sa\u00fade, o que possibilita a investiga\u00e7\u00e3o de outras doen\u00e7as, como a tuberculose, principalmente quando h\u00e1 uma negativa no diagn\u00f3stico de covid-19\u201d, detalha Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Detectar e iniciar o tratamento \u00e9 fundamental, inclusive, para proteger as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. \u201cQuando tratamos quem est\u00e1 doente, interrompemos a cadeia de transmiss\u00e3o\u201d, completa Denise Arakaki.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Sa\u00fade<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede de UBSs conduz testes de diagn\u00f3sticos e tratamentos; centro especializado \u00e9 voltado a casos mais graves Ag\u00eancia Bras\u00edlia* I Edi\u00e7\u00e3o: D\u00e9bora Cronemberger O Distrito Federal teve, em 2022, a menor mortalidade por tuberculose do Brasil. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) apontam uma taxa de 0,9 \u00f3bitos anuais a cada 100 mil habitantes. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 2,71. Em n\u00fameros absolutos, foram 18 \u00f3bitos na capital em 2022 e 12 em 2023, com dados at\u00e9 o fim de novembro. Por tr\u00e1s do resultado positivo, est\u00e1 uma rede de aten\u00e7\u00e3o capaz de atender desde os casos considerados mais simples at\u00e9 os mais complexos: as 175 unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade (UBSs) est\u00e3o preparadas para fazer o diagn\u00f3stico e iniciar o tratamento. J\u00e1 os casos graves s\u00e3o encaminhados ao Centro Especializado em Doen\u00e7as Infecciosas (Cedin). A gerente de Vigil\u00e2ncia das Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis da Secretaria de Sa\u00fade (SES-DF), Kenia de Oliveira, alerta para a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os de diagn\u00f3stico e de tratamento, especialmente se iniciados com anteced\u00eancia.&nbsp;\u201cO n\u00famero de casos pode aumentar se os indiv\u00edduos infectados n\u00e3o forem devidamente diagnosticados, tratados e acompanhados, por isso a relev\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o dos sintomas e das popula\u00e7\u00f5es de maior risco\u201d, explica. Os principais sinais s\u00e3o tosse seca ou com secre\u00e7\u00e3o por mais de tr\u00eas semanas \u2013 h\u00e1 possibilidade de tosse com pus ou sangue. Cansa\u00e7o excessivo, febre baixa, suor noturno, falta de apetite, emagrecimento e rouquid\u00e3o s\u00e3o outros sintomas prov\u00e1veis. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar a rede de UBSs para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, o&nbsp;\u201cteste do escarro\u201d, uma das t\u00e9cnicas de confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e definir o melhor caminho. Como tratar? O tratamento costuma ser longo: s\u00e3o seis meses tomando cerca de quatro comprimidos por dia, algumas vezes com efeitos colaterais como dor abdominal, n\u00e1useas, formigamento nos p\u00e9s e altera\u00e7\u00f5es no humor. Por\u00e9m, como o quadro geral do paciente melhora significativamente j\u00e1 nas primeiras semanas, o abandono da medica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores desafios no enfrentamento \u00e0 doen\u00e7a. \u201cDepois de interromper o tratamento, a pessoa vai ficar alguns meses se sentindo bem, mas quando a doen\u00e7a volta, em geral volta pior que da primeira vez. E, \u00e0s vezes, nesse retorno, o sucesso terap\u00eautico \u00e9 bem menor\u201d, alerta a m\u00e9dica infectologista Denise Arakaki, do Cedin. O centro atende pacientes mais graves infectados com a tuberculose, incluindo os que abandonaram o tratamento e apresentaram retorno da doen\u00e7a, aqueles em quem os exames apontam para a inefic\u00e1cia das medica\u00e7\u00f5es padronizadas e portadores de doen\u00e7as que afetam o sistema imune, como \u00e9 o caso da Aids. \u201cCerca de um ter\u00e7o dos casos de mortes de quem tem HIV [sigla em ingl\u00eas para v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana] \u00e9 causado pela tuberculose\u201d, acrescenta a infectologista. Al\u00e9m de ser mais vulner\u00e1vel e necessitar de um acompanhamento complexo, a popula\u00e7\u00e3o com HIV apresenta 19 vezes mais chances de adoecimento por tuberculose que as pessoas em geral, conforme dados compilados pelo MS. Entre a popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade, a possibilidade de desenvolver a doen\u00e7a \u00e9 32 vezes maior que quando comparada ao restante da sociedade. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua apresenta 54 vezes mais chances. Entre a popula\u00e7\u00e3o em geral, destacam-se os condicionantes sociais. Quem mora, estuda ou trabalha em ambientes com grande n\u00famero de pessoas no mesmo espa\u00e7o, pouca ventila\u00e7\u00e3o e baixa ilumina\u00e7\u00e3o natural tem mais chances de ser infectado. Em geral, n\u00e3o h\u00e1 riscos de transmiss\u00e3o em espa\u00e7os onde se passa um tempo limitado, como no transporte p\u00fablico ou em um cinema, por exemplo. No DF, a SES-DF tamb\u00e9m faz diagn\u00f3sticos de tuberculose entre pacientes que v\u00e3o fazer ou est\u00e3o em tratamentos que reduzem a capacidade do sistema imunol\u00f3gico, como a quimioterapia. Aumento no n\u00famero de casos Apesar do indicador abaixo da m\u00e9dia, o n\u00famero de registros de tuberculose tem subido no DF. Em 2021, foram 383 casos; em 2022, 431, e at\u00e9 o final de novembro, 495 casos confirmados. Por\u00e9m, os especialistas apontam que isso pode significar uma situa\u00e7\u00e3o melhor do que a fase mais aguda da pandemia, quando servi\u00e7os de sa\u00fade foram afetados e havia a possibilidade de pessoas infectadas n\u00e3o terem diagn\u00f3stico. Os dados atuais mostram um retorno a n\u00fameros pr\u00f3ximos aos vistos antes da pandemia, o que permite uma maior quantidade de pessoas em tratamento. \u201cCom o coronav\u00edrus, a popula\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica respirat\u00f3ria tem buscado mais o servi\u00e7o de sa\u00fade, o que possibilita a investiga\u00e7\u00e3o de outras doen\u00e7as, como a tuberculose, principalmente quando h\u00e1 uma negativa no diagn\u00f3stico de covid-19\u201d, detalha Oliveira. 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