Óculos militar com tecnologia avançada chega ao Brasil a preço de fábrica e promete melhorar visibilidade na pescaria e no trânsito

Conheça a incrível tecnologia do exército americano capaz de enxergar através da água e eliminar reflexos – saiba mais sobre essa poderosa ferramenta! Há quem acredite que os óculos de sol tenham apenas a finalidade de proteger contra os raios solares, no entanto, nos últimos anos, uma nova tecnologia de lentes solares tem se popularizado rapidamente entre pescadores, motoristas e praticantes de esportes. Essa tecnologia é chamada de “lentes fotocromáticas” e tem a capacidade de: Porém, devido à produção limitada e ao alto custo, essa tecnologia de lentes solares era restrita apenas às forças militares e policiais para utilização em operações táticas. Foi pensando nisso que uma empresa brasileira trouxe para o Brasil o MaxFocus™, o óculos fotocromático mais vendido nos EUA em 2022. E o melhor de tudo: devido a sua produção em larga escala, ele chega ao Brasil por menos de R$ 130 (isso mesmo!). Confira a nossa análise: Como funciona? Com tecnologia revolucionária, o MaxFocus™ possui lentes fotocromáticas polarizadas, capazes de mudarem de tonalidade de forma rápida e automática de acordo com a intensidade da luz solar. Isto é possível devido à presença de haletos de prata microcristalinos, que reagem de imediato quando expostos à radiação UV. Em ambientes claros, as lentes se escurecem para proteger os olhos da radiação solar, e em ambientes escuros, as lentes se clareiam para permitir uma visão mais nítida e confortável. Veja os benefícios: ✓ Lentes polarizadas:A técnica de polarização das lentes proporciona uma série de benefícios, inclusive a redução da fadiga ocular, aumento da clareza visual e eliminação do brilho excessivo, permitindo experimentar cores vibrantes e contraste intenso. ✓ Bloqueio de 100% dos Raios UV:O MaxFocus™ bloqueia as três faixas de radiação ultravioleta: UVA, UVB e UVC e protege o olho humano de 100% dos efeitos nocivos dos raios solares. Isso é obtido graças ao seu design de lente multicamadas para proteção dos olhos. ✓ Alta durabilidade:Estes óculos se destacam não apenas pela tecnologia avançada de suas lentes, mas também pela sua qualidade de construção e durabilidade. A armação é produzida com uma combinação de alumínio e magnésio, materiais conhecidos por sua resistência e leveza.Como resultado, estes óculos são muito resistentes e duráveis, superando a maioria dos concorrentes no mercado. ✓ Confortável de usar:Com hastes ajustáveis e protetores de nariz de silicone, ele se encaixa perfeitamente em todos os tipos de rostos. ✓ Lentes fotocromáticas:Resposta instantânea a incidência de luz UV, reduzindo os reflexos das luzes que atingem a visão, axuliando contra dores de cabeça causadas por fadiga ocular. Como faço para comprar? Este artigo se tornou rapidamente um dos mais lidos do nosso portal por conta do sucesso do MaxFocus. Por conta disso, entramos em contato com o fornecedor oficial do MaxFocus no Brasil e foi disponibilizado um cupom exclusivo para nossos leitores de 50% de Desconto + Frete Grátis para todo o Brasil. O produto não está sendo comercializado em lojas físicas, apenas no site oficial. Portanto, fique atento às réplicas no mercado. Clique no botão abaixo para reivindicar o seu MaxFocus com 50% de desconto e Frete Grátis para todo o Brasil: Por Camila Teixeira (Redatora N7-Notícias)

Brasília recebe 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Evento ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães até este domingo (22) Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira Durante a solenidade de abertura, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Gustavo Amaral, destacou o valioso potencial das instituições de pesquisa e startups brasilienses. “O ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal é formado por diversas instituições de renome, startups inovadoras e empresas que estão comprometidas em desenvolver e apresentar soluções para os grandes desafios da atualidade”, frisa. Na ocasião, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a Semana Nacional representa uma oportunidade ímpar para despertar o interesse de crianças e jovens pelo conhecimento científico e tecnológico. “Este é um evento que mobiliza a população em torno do papel da ciência como ferramenta para geração de valor, inovação, riquezas, soluções para os nossos desafios de inclusão social e de melhoria da qualidade de vida do nosso povo”, enfatiza. Saiba mais A SNCT foi criada em 2004 e tem como mote a mobilização da população, principalmente de crianças e jovens, em torno de atividades de ciência e tecnologia. O evento é coordenado pelo MCTI por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social e ocorre nas escolas, universidades, museus, instituições de ciência e tecnologia, centros de pesquisa, parques e jardins botânicos em várias cidades do país. A programação conta com palestras, oficinas, debates e exposições.

A Nvidia ficou cara. Compre TSMC e ASML, diz este analista 

O avanço nos sistemas de inteligência artificial promete revolucionar os negócios e a economia. A questão, do ponto de vista dos investidores, é identificar quem vai ganhar com a popularização dessa tecnologia.  Até aqui, a Nvidia foi a empresa que mais aproveitou essa onda. A desenvolvedora dos microchips usados pelo ChatGPT e outros sistemas de IA generativa viu suas ações valorizarem 165% desde o início do ano, e o seu valor de mercado chegou a ultrapassar US$ 1 trilhão. Para alguns analistas, no entanto, a Nvidia ficou cara demais — e quem ainda não entrou, deve procurar outros papéis que também vão se beneficiar do boom da IA. Duas das melhores opções para capturar o valor desse mercado são a TSMC e a ASML, na visão de Jordan Cvetanovski, o chief investment officer da gestora australiana Pella Funds Management.  Em entrevista à CNBC, o gestor afirmou que, para fabricar os seus processadores, a Nvidia depende das fábricas da taiwanesa TSMC, que, por sua vez, usa em suas linhas de produção as máquinas da holandesa ASML.  Existe uma disputa acirrada entre os desenvolvedores de processadores, e, eventualmente, a Nvidia poderá ser superada por uma concorrente. Mas atualmente apenas a TSMC é capaz de fabricar em grande escala os chips mais avançados, e a ASML é a única empresa do mundo que faz um equipamento específico necessário para a produção.  “Já existem outros players com processadores alternativos, e grandes empresas como a Apple vem investindo nas suas próprias soluções,” disse Cvetanovski. “A competição em GPU vai se intensificar, e as margens e receitas da Nvidia vão diminuir.” A disparada na valorização da Nvidia teve início em janeiro, logo depois de a Microsoft ter anunciado o seu investimento de US$ 10 bilhões na OpenAI – a startup que criou o ChatGPT. A empresa negocia ao redor de 50x o lucro estimado para este ano. No S&P 500, o múltiplo médio é de 19x.  Nas contas do gestor, os investidores estão pagando 40 vezes o EBITDA esperado — um valuation que ele considera robusto, com uma margem estreita para acomodar mesmo os menores deslizes. “IA é uma grande história, Nvidia é uma grande história, mas um investimento ruim em razão do preço atual. ”  A TSMC e a ASML oferecem valores mais atrativos a um risco menor, já que ambas são praticamente monopólios, segundo ele. A ASML, por exemplo, é a única fabricante mundial de máquinas de litografia extrema com ultravioleta, equipamento usado na impressão do silício nos chips mais avançados.  Os papéis de ambas as companhias já começaram a entrar na mira dos investidores, e os preços vêm subindo nas últimas semanas, ainda que não tanto como os da Nvidia. A ASML acumula alta de 33% no ano, e a TSMC, 44%.  Para o gestor, a TSMC possui margens não muito menores do que as da Nvidia, mas com um valuation menos esticado. Ele vê um upside de 30% para o papel.  Já em relação à ASML, a empresa de tecnologia mais valiosa da Europa, ele acredita que o valuation seja justo.  “A TSMC é um investimento melhor, em termos de retorno. Acredito que esteja mais barata, com um potencial mais favorável do que a ASML,” disse Cvetanovski. “Mas a ASML é uma das melhores companhias do mundo. Sem a ASML não haveria a TSMC, e sem a TSMC não havia a Apple, e sem a Apple, não teríamos o iPhone.”

O Nano Art colocou as galerias num marketplace. O Carlão da XP comprou a ideia

O Nano Art Market — um marketplace de arte fundado pelo dono da galeria Oma, Thomaz Pacheco — acaba de fazer uma rodada para tentar escalar o negócio, o primeiro do tipo no Brasil e um dos poucos no mundo. O Nano vendeu 20% da empresa a um valuation de cerca de R$ 7 milhões. A captação foi liderada por Carlos Ferreira, o ‘Carlão’ – que chefiou a mesa institucional da XP por mais de uma década e era um dos três maiores sócios da corretora – e teve a participação da 2TM, a holding do Mercado Bitcoin, e de mais quatro investidores-anjo ligados ao mundo da arte. A startup opera hoje três linhas de negócios: o Nano Art Market, o marketplace de obras físicas que dá nome à empresa; o Tropix, um marketplace de NFTs que ela comprou no ano passado; e uma vertical de educação especializada no mercado de arte, que já tem cerca de 1.000 alunos pagantes. Naturalmente, a 2TM entrou na rodada por conta do Tropix, que hoje é a maior plataforma brasileira de venda de NFTs. Já Carlão decidiu investir porque é colecionador de arte há mais de 10 anos, cliente da Oma, e porque acredita que o mercado de arte eventualmente terá que se digitalizar.  “De todos os mercados, o único que ficou para trás em termos de tecnologia é o de arte,” o investidor disse ao Brazil Journal. “Com o tempo isso vai ter que evoluir, e acho que o Nano Art pode ser o player para liderar esse movimento.”  Segundo ele, isso aconteceu, em parte, por uma certa resistência das galerias.  “Muitas galerias do Brasil ainda tem o mesmo modus operandi de quando começaram. Essas galerias acreditam que quanto mais ‘caixa preta’ o mercado for mais interessante para elas, porque elas ganham no spread.” Mas, como o negócio do Nano Art depende justamente das galerias, “nosso desafio é criar transparência nos preços e negociações, sem prejudicar o business das galerias,” disse Carlão.  O desafio do Nano será gigantesco.  A startup está apostando num nicho que ainda é pequeno no Brasil. O mercado de arte brasileiro é menos de 1% do mercado global, que movimenta cerca de US$ 60 bilhões por ano. Para completar: boa parte das transações de valores mais altos é feita por grandes colecionadores e intermediada por merchants.  A tese da startup é começar apostando nas transações menores — obras de R$ 1.000 a R$ 200.000 — e em compradores mais jovens, que ainda estão iniciando no mundo da arte. Para isso, a plataforma educacional tem um papel fundamental. “Nossa ideia é formar o comprador pela escola e depois converter ele num usuário do marketplace,” disse Thomaz. “Nas aulas ensinamos sobre o mercado de arte, e não sobre arte. Falamos sobre compra, revenda, valorização e consolidação dos artistas e os aspectos que o colecionador tem que olhar. Não temos pudor de falar de dinheiro.” Carlão nota que esse modelo é semelhante ao adotado pela XP no início, quando ela apostou em educar seus futuros clientes sobre finanças para depois começar a monetizá-los.   Por enquanto, a parte educacional tem contribuído mais para a receita que o marketplace, que teve poucas transações desde que começou a operar em fevereiro do ano passado.  De lá para cá, o Nano Art vendeu 27 obras, que movimentaram R$ 490 mil. Já a Tropix vendeu pouco mais de 130 NFTs, com um volume financeiro próximo de R$ 100 mil.  O Nano Art fica com uma comissão de 10% sobre as vendas.  O marketplace já tem 71 galerias conectadas — um número relevante dado que existem hoje em torno de 120 galerias respeitadas no Brasil, segundo Thomaz. Há grandes nomes do setor como a Luciana Brito, Galeria Leme e Jaqueline Martins, de São Paulo, a Albuquerque Galeria (ex-Celma Albuquerque), de Belo Horizonte, a Cavalo, do Rio, e a RV Arte e Cultura, de Salvador. Mas essas galerias estão expondo no marketplace apenas uma pequena parte do acervo — em torno de 10 a 20 obras — e, em geral, obras com um tíquete menor.  Segundo Thomaz, a obra mais cara à venda no Nano Art custa cerca de R$ 200 mil, enquanto a venda mais cara até agora ficou na faixa de R$ 30 mil, uma obra da Bolsa de Arte de Curitiba.  Por Pedro Arbex

Fusão entre Google e DeepMind visa acelerar avanços na Inteligência Artificial

A DeepMind, uma das principais referências em pesquisa de aprendizado de máquina e inteligência artificial, está se unindo ao Google para formar a equipa “Google DeepMind”. A fusão visa acelerar os avanços na área de IA e desenvolver sistemas mais capazes e seguros. A nova unidade combina a equipa da DeepMind com a equipa Brain do Google Research, responsável por importantes conquistas, como o AlphaGo, Transformers, WaveNet, AlphaFold e TensorFlow, entre outros. A junção dos talentos dessas equipas pretende desenvolver pesquisas que irão impulsionar a próxima geração de produtos e serviços da empresa. Demis Hassabis, co-fundador da DeepMind, liderará o novo grupo como CEO, enquanto Jeff Dean assumirá o papel de Cientista-Chefe do Google, trabalhando em pesquisas relacionadas à IA e coordenando projetos técnicos estratégicos. Ambos irão se reportar a Sundar Pichai, CEO do Google. Além disso, o Google Research continuará a atuar em avanços fundamentais em áreas como algoritmos, privacidade e segurança, computação quântica, saúde, clima, sustentabilidade e IA responsável. Essa equipa irá reportar avanços a James Manyika, vice-presidente sênior de Tecnologia e Sociedade.

SpaceX adia lançamento do maior foguete da história por falha técnica

Starship foi projetado para levar pessoas à Lula, Marte e dar uma volta na Terra Starship foi projetado para levar pessoas à Lula, Marte e dar uma volta na Terra A SpaceX, empresa de transporte aeroespacial do empresário Elon Musk, cancelou o lançamento do foguete Starship, que inicialmente seria realizado nesta segunda-feira (17), às 10h (horário de Brasília). O adiamento é válido por pelo menos 48 horas. O comunicado da empresa informou que houve um problema técnico na nave. “Uma válvula de pressurização parece estar congelada, portanto, a menos que comece a operar em breve, não haverá lançamento hoje”, escreveu o CEO em uma rede social. Este seria o primeiro lançamento do maior foguete do mundo, com 120 metros de altura e 9 metros de diâmetro. O equipamento tem capacidade de armazenar 100 toneladas em órbita, o que facilitaria, por exemplo, a construção de bases espaciais. O foguete foi projetado para levar pessoas à Lua e Marte, e também fazer uma volta completa em torno da Terra.

Jardins filtrantes despoluem águas de riacho que desagua no Capibaribe

Tecnologia inovadora pode ser replicado em outras cidades As águas do riacho do Cavouco, que nascem dentro da Universidade Federal de Pernambuco e desaguam no rio Capibaribe, no Recife (PE), estão sendo despoluídas por jardins filtrantes. A tecnologia sustentável usa plantas aquáticas nativas e tanques de pedras para filtragem de aproximadamente 360 mil litros de água por dia. Ao todo, a obra ocupa 7 mil metros quadrados (m²), em um trecho deste afluente do Capibaribe, que corta o Parque do Caiara, na Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. O projeto dos jardins filtrantes foi implantado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma organização social de inovação, sem fins lucrativos. A execução foi possível devido à cooperação internacional com a CITInova, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A pasta trabalha para que o modelo dos jardins filtrantes seja reproduzido em outras cidades brasileiras. O custo da ação foi de U$$ 1,4 milhão, aproximadamente R$ 7 milhões, financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente para (GEF, na sigla em inglês) mantido com doações de países industrializados e apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A diretora da Agência Aries e coordenadora dos projetos do CITInova no Recife, a arquiteta e urbanista Mariana Pontes falou sobre essa parceria . “Foi muito importante ter o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a gente para testar tecnologias novas e manter o foco na inovação, sabendo que as cidades precisam de inovação. É muito dinâmico. A troca entre os parceiros do CITInova também foi muito positiva, como com o Distrito Federal, que tinha experiência em gestão ambiental”. No próximo dia 31, a prefeitura do Recife – que trabalhou em parceria com a Aries neste projeto-piloto – vai assumir a operação total dos jardins filtrantes do Parque do Caiara. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) fará a manutenção da filtragem e do paisagismo dos jardins. “Estamos ensinando a operação do sistema para que a prefeitura dê continuidade e para que o parque tenha sobrevida após o encerramento da nossa participação no projeto-piloto”, prevê Mariana Pontes. A secretária Municipal de Infraestrutura do Recife, Marília Dantas, cita os ganhos da iniciativa que despolui o riacho. “Não há geração de lodo, nem uso de produtos químicos, e é baixo o consumo de energia [elétrica] e carbono positivo”. A prefeitura vai estudar o caso para avaliar a ampliação do projeto na cidade. Por ora, a Emlurb já investiu R$ 500 mil na instalação de iluminação pública no local para atrair os visitantes ao parque público. Marília Dantas exalta os jardins filtrantes que, segundo ela, também têm efeito pedagógico para população. “A prefeitura entende que a implantação desse sistema traz uma mensagem de conscientização ambiental porque, se bem mantido, provoca uma relação maior das pessoas com a natureza. Entende-se que é levada essa mensagem de cuidado com o meio ambiente”. A tecnologia As obras dos jardins filtrantes tiveram início em 2022, e o sistema começou a operar, de fato, em fevereiro deste ano. A implantação total do projeto está prevista para abril, com a capacidade de filtragem mantida em cerca de 360 mil litros de água/dia. A tecnologia usada no projeto é baseada em recursos naturais, com uso basicamente de pedras, areia e plantas aquáticas, por onde fluem as águas. A absorção dos nutrientes pelas raízes dos vegetais, associada à passagem da água suja por cinco tanques de pedras, com diferentes substratos, resulta na remoção e detenção de resíduos sólidos, como metais. A água então é tratada sem química. Este processo de filtragem, principalmente de esgoto, é contínuo. Ao mesmo tempo em que a água do riacho do Cavouco entra no sistema, há água purificada saindo e sendo devolvida ao Capibaribe. Para este projeto do riacho do Cavouco foram empregadas 7,5 mil mudas de 36 tipos de macrófitas aquáticas nativas da região – como Heliconia psittacorum, Pontederia cordata, Canna generalis, Thalia geniculata, Echinodorus grandiflorus e Nymphea sp –, plantadas nas pedras dos tanques. As espécies foram selecionadas considerando a resistência ao clima local e o paisagismo projetado para o Parque do Caiara. Este tipo de vegetação macrófita contribui para a manutenção da biodiversidade e pode servir como indicador da qualidade da água. A tecnologia é semelhante à empregada na despoluição do rio Sena, da cidade de Paris, na França, que foi visitada por representantes da Aries. Mariana aponta que no Brasil a experiência já desperta interesse, por exemplo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e da cidade de Florianópolis (SC) para futura implantação. “Tem havido muita curiosidade”. O engenheiro civil responsável pela obra recifense dos jardins filtrantes pela Aries, Renato Martiniano, registra que há uma técnica similar em Niterói (RJ) e em algumas indústrias nacionais. Em entrevista à Agência Brasil, Martiniano garante que o projeto pernambucano é pioneiro na gestão pública do Nordeste brasileiro. Ele considera que a manutenção dos jardins filtrantes é simples e de custo mais baixo que o tratamento convencional, além de respeito à natureza do riacho. “A foz do Cavouco é um ponto estratégico, onde foi instalado o jardim dentro do parque. Fico feliz porque é uma solução de design urbano sensível à água, que interage com o ciclo hidrológico natural, ou seja, capta e devolve para o rio Capibaribe uma água de melhor qualidade.” Martiniano, que é especialista em recursos hídricos pela UFP, defende a ativação de mais sistemas de jardins filtrantes pelo país e formas inovadoras para promover o saneamento básico em áreas menores. Para ele, a solução seria uma alternativa para complementar o tratamento convencional de esgoto, realizado nas grandes cidades com elementos considerados tóxicos à vida humana e de peixes. “É possível a gente fazer ações, não precisa centralizar isso no sistema tradicional de tratamento de esgoto. A gente pode, sim, trazer soluções descentralizadas, sem desmerecer o outro sistema, que somando aumentem a segurança hídrica, tratem e protejam esses corpos e melhorem a classificação das águas. Assim, melhora como um todo o bem-estar das pessoas e o futuro das gerações vindouras”. Resultados A expectativa da Agência Aries é de que o projeto sustentável possa reduzir entre 90% e

ESG na prática: proteção de dados e privacidade devem nortear atuação das empresas

Uma gestão segura de dados, e que garanta privacidade dos usuários, cada vez mais ocupa um lugar estratégico para as empresas que buscam na inovação e tecnologia suportes para seu crescimento sustentável. Com o processo de digitalização crescente dos últimos anos, a privacidade e segurança dos dados passou a integrar o pilar de governança dentro da sigla ESG, conhecida pelo conjunto de boas práticas voltadas ao meio ambiente, aos temas sociais e à própria governança como forma de gerar confiança entre seus stakeholders. Os dados estão no centro das interações pessoais, relações com empresas, governos e possibilitam o acesso a praticamente todos os serviços e aquisição de produtos. Desde que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (13.709/18) entrou em vigor no Brasil, empresas e pessoas têm compreendido o valor dos dados pessoais e, exercido na prática, ações de proteção às informações compartilhadas. Do lado das empresas, a estratégia passa por estruturar políticas e procedimentos para estabelecer precisão, confiabilidade, integridade e segurança dos dados, além de assegurar ao usuário a autoridade para decidir sobre seus próprios dados pessoais. No caso justamente das pessoas, vemos hoje um crescente movimento em prol das marcas responsáveis e alinhadas às práticas ESG. Conforme o estudo da consultoria Walk The Talk by La Maison, 20% dos brasileiros já boicotam marcas que não são responsáveis em temas de ESG. A pesquisa ainda revela que 94% dos entrevistados esperam que as empresas façam algo sobre ESG e atuem para solucionar tais problemas. “A opinião pública tem motivado mudanças importantes nas empresas ao redor do mundo. As pessoas querem entender como seus dados pessoais são captados, utilizados e armazenados, exigindo privacidade e segurança durante as transações, como acesso a serviços e compras online. Privacidade é algo inegociável e, por isso, o desafio é ir além da regulação para oferecer privacidade como diferencial competitivo”, diz Yasodara Cordova, pesquisadora em privacidade da Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital. Metodologias como o Privacy By Design (privacidade desde a concepção), podem apoiar os negócios a desenvolver soluções incorporando a privacidade desde a concepção e durante todo o ciclo de vida dos produtos, garantindo controle sobre os dados pessoais e transparência. Desenvolvido nos anos 1990 pela especialista em privacidade de dados, Ann Cavoukian, a metodologia garante competitividade às organizações que a colocam em prática, conforme explica a pesquisadora da Unico: “ao investir em engenharia de privacidade, as companhias têm adotado uma postura proativa e transparente para implementarem soluções em conformidade com a LGPD, com segurança de ponta a ponta. Com respeito ao cidadão, os investimentos são mais assertivos e, consequentemente, há benefícios para todo o ecossistema em que a empresa atua.” A conscientização sobre a atuação das empresas e o entendimento da sociedade sobre a importância da privacidade e da governança de dados tem ganhado destaque nos últimos anos. E seus benefícios podem ser aliados estratégicos para os negócios, incluindo dados assertivos e confiáveis, em conformidade com a LGPD e aos temas de compliance, além da redução de custos e garantia da própria sustentabilidade do negócio.