Governador apresenta investimentos do Estado em Goiânia

PUBLICADO EM 20/10/25 O governador Ronaldo Caiado abriu a semana em que Goiânia completa 92 anos com um retrospecto dos investimentos do Estado voltados para a capital nas áreas de saúde, transporte, segurança, educação e inovação. O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (20/10), durante o programa Café com CBN, dedicado ao aniversário da cidade, comemorado no próximo dia 24 de outubro. Conduzido por Luiz Geraldo, o bate-papo também teve a participação do vice-governador Daniel Vilela e convidados. Cora O Complexo Oncológico de Referência do Estado (Cora), principal obra entregue pelo governador, mereceu destaque: “É a primeira vez que o Estado tem leitos para tratar câncer infantil na capital. E o mais importante: com o protocolo mais moderno do mundo, tudo SUS, tudo público”, destacou. A unidade recebeu R$ 255 milhões em recursos e já realizou mais de 2,7 mil atendimentos desde que abriu as portas, em junho. “É uma obra que realmente me emociona e faz arrepiar porque foi construída com o que há de mais moderno no mundo”, disse. Transporte No setor de transporte público, foi anunciada a chegada de ônibus movidos a gás biometano, fonte de energia limpa e renovável. “A partir de dezembro, vamos ter parte da frota abastecida com biometano, que é energia totalmente renovável e não vai provocar aumento de CO₂ [gás carbônico] na atmosfera”, afirmou Caiado. A aquisição dos veículos faz parte de um pacote de reestruturação completa do sistema, orçado em R$ 2,6 bilhões e que prevê ainda a substituição de 1,5 mil veículos por modelos novos, com sistemas Euro VI, de menor emissão de poluentes, e elétricos. Mudanças que, ressaltou o governador, não penalizam o bolso do passageiro. “Eu desafio: qual é a região metropolitana do país que tem, há sete anos, uma passagem a R$ 4,30? Atravessamos a covid-19, a crise de aumento no preço do petróleo e dos combustíveis, de energia elétrica e tudo. Só Goiânia. Porque, quando se governa com seriedade, o dinheiro dá para atender às necessidades das pessoas e também viabilizar as empresas para que modernizem cada vez mais seus ônibus”, afirmou o governador. E ainda, todos os seis terminais e as 19 estações do Eixo Anhanguera estão passando por reformas. Segurança plena Na segurança pública, o programa ressaltou que a queda da criminalidade tem contribuído para que cada vez mais pessoas escolham Goiás para viver. “Aqui as pessoas se sentem tranquilas em morar, criar seus filhos e cuidar da sua família”, afirmou Caiado, ao lembrar que o Estado é um dos que mais recebem migrantes, de acordo com pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados da Secretaria de Segurança Pública demonstram redução de 68,89% nos homicídios e de 96,43% nos roubos a veículos e comércio desde 2018, na capital. Educação e preservação Na área da educação, Caiado confirmou para o início de 2026 a entrega do novo Colégio Lyceu de Goiânia. A tradicional unidade de ensino está em reforma e adotará um modelo bilíngue, tendo o francês como segunda língua. “O colégio vai manter a tradição bilíngue, português e francês, por meio de um convênio com o governo francês. Além disso, toda a sua estrutura art déco será preservada e 100% recuperada”, explicou o governador. Praça Cívica Ele acrescentou que, até o final deste ano, os prédios históricos da Praça Cívica também serão entregues reformados. “Até dezembro, entrego a Praça Cívica mais linda, recuperada 100%, mantendo o padrão de quando a cidade foi construída”. E continuou dizendo que esses projetos visam não só a melhoria na infraestrutura, mas também o fortalecimento da identidade cultural de Goiânia: “Toda essa recuperação histórica é extremamente importante para que a gente tenha orgulho de viver aqui”. Inovação O centro da capital, juntamente com o Setor Leste Universitário, também deve ser beneficiado pela criação do Distrito de Inovação Digital, uma aposta do Governo de Goiás para transformar a região em um ambiente de conexão para startups, universidades e investidores. Apresentado pelo vice-governador Daniel Vilela, o projeto está sendo conduzido pela empresa Porto Digital, responsável pelo maior parque tecnológico urbano da América Latina, que funciona no centro histórico de Recife. O Distrito será uma parceria entre Estado e Prefeitura. A entrega da estratégia completa está prevista para o primeiro semestre de 2026 e, embora a implementação só tenha início após a conclusão dessa fase, os preparativos estão em andamento. “Até o final de dezembro, nós receberemos um projeto urbanístico ali da Praça Universitária, e a gente vai apresentar para a nossa sociedade esse nosso distrito de inovação, cujo objetivo é ter um local onde várias empresas possam ter a sua área de P&D”, projetou Daniel. O vice-governador anunciou um novo programa com uso de inteligência artificial no combate ao crime. “Daqui a poucos dias, eu e o governador vamos lançar. Já temos um piloto bastante avançado em Luziânia e Novo Gama. Estamos avançando antes que qualquer outro estado e vamos ser referência nacional e até internacional com esse novo sistema”, disse Daniel. “O segundo passo, depois desse piloto, é fazer até abril do ano que vem um cinturão digital na Região Metropolitana e, posteriormente, avançar para todo o Estado.” MotoGP Durante o programa, também foi destacado o grande potencial turístico de Goiânia, impulsionado pela infraestrutura e pela segurança pública garantida pelo Governo de Goiás. A capital se prepara para entrar definitivamente na rota dos grandes eventos internacionais com a realização da etapa brasileira da MotoGP, de 20 a 22 de março de 2026. O Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna passa por uma ampla modernização, com melhorias na pista, boxes, camarotes e áreas de segurança. A expectativa é de que o circuito goiano se torne um dos mais modernos e velozes do mundo, recolocando Goiás no mapa global do esporte e fortalecendo o turismo e o entretenimento no estado Editado por Kattia Barreto via Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás20 de outubro, 2025 

Desentendimento familiar termina em tentativa de homicídio em Aparecida

PUBLICADO EM 20/10/25 Suspeito afirmou que agiu para proteger a mãe de uma suposta agressão Um desentendimento familiar terminou em tentativa de homicídio na noite de sexta-feira (18/10), no Setor Cidade Satélite São Luiz, em Aparecida de Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, um jovem de 25 anos alegou que esfaqueou o padrasto para defender a mãe, após uma briga em frente a uma distribuidora de bebidas. Segundo testemunhas, o enteado chegou ao local muito alterado e discutiu com o padrasto. Durante a confusão, o suspeito, que estava com uma faca, golpeou a vítima de 46 anos, pelas costas, a qual caiu na calçada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou os primeiros socorros ao homem ainda no local. Ele foi levado consciente para o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdomiro Cruz (Hugo), em Goiânia. O estado de saúde dele não foi informado. Após o crime, o agressor tentou fugir, mas foi localizado por equipes da Força Tática do 41º Batalhão da Polícia Militar nas proximidades. Aos policiais, o homem disse que teria agido para defender a mãe, que supostamente estava sendo agredida pelo padrasto. As imagens das câmeras de segurança da distribuidora registraram o momento da confusão e devem ajudar nas investigações. O local foi isolado pela PM até a chegada da perícia, que recolheu a faca usada no crime. O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, onde foi autuado por tentativa de homicídio. O caso será acompanhado pela Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e apurar se houve legítima defesa.

GoiásFomento e FGM promovem parcerias para desenvolvimento dos municípios

PUBLICADO EM 20/10/25 A GoiásFomento, com o apoio da Federação Goiana dos Municípios (FGM), promoverá na próxima quinta-feira (23/10) o encontro GoiásFomento + Municípios: Parcerias para o Desenvolvimento. Durante o evento, serão apresentadas: O objetivo do encontro é aproximar a Agência de Fomento dos gestores municipais e fortalecer o diálogo sobre oportunidades de crédito e iniciativas de desenvolvimento econômico e social voltadas aos municípios goianos. O presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar Pereira, destacou o caráter inovador da iniciativa em parceria. “Vamos mostrar aos gestores municipais tudo o que a GoiásFomento tem a oferecer para impulsionar o crescimento econômico e social de cada município”, afirmou. Atualmente, a instituição financeira mantém diversas parcerias com prefeituras na execução de programas sociais e de desenvolvimento. “Nosso intuito é divulgar essas experiências de sucesso, compartilhar boas práticas e colocar a Agência à disposição de todos os municípios goianos”, acrescentou Rivael Pereira. Soluções e casos de sucesso Durante o encontro, a equipe técnica da GoiásFomento apresentará exemplos de programas e projetos já desenvolvidos com as prefeituras parceiras. “Vamos mostrar esses casos de sucesso e reforçar que as parcerias abrangem toda uma rede de soluções — desde programas sociais até o incentivo ao empreendedorismo local”, explicou o presidente. Entre as vantagens das parcerias da GoiásFomento com as prefeituras, Rivael destacou o uso da tecnologia para modernizar a gestão pública e o fortalecimento do comércio local, com a circulação de recursos que geram emprego e renda nos municípios. “Vamos apresentar aos prefeitos as nossas soluções e nos colocar à disposição para ampliar essas parcerias em todo o Estado de Goiás”, concluiu. O evento será realizado a partir das 14 horas, na sede da FGM, localizada na Rua 102, nº 186, Setor Sul, em Goiânia. Inscrições Editado por Hosana Alves via Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) – Governo de Goiás 20 de outubro, 2025

Aparecida: Traficante é morto em confronto em menos de 20 dias após deixar prisão

PUBLICADO EM 20/10/25 Homem havia sido solto há menos de um mês Um traficante reincidente foi morto em confronto com policiais militares (PMs), em Aparecida de Goiânia, menos de 20 dias após deixar a prisão pela última vez. Gerciley Gonçalves Lopes, 36, foi alvejado no último sábado (18/10), depois de reagir à abordagem no Setor Sítios Santa Luzia. Ele acumulava antecedentes criminais por roubo, associação criminosa, tráfico, associação para o tráfico, receptação, furto qualificado e dano qualificado com intenção de fuga de unidade prisional. Ele havia sido solto em 29 de setembro. A abordagem aconeceu quando Gerciley se aproximava de um imóvel abandonado com uma sacola em mãos. Conforme registro da Polícia Militar (PM), ele percebeu a chegada dos agentes e correu, efetuando disparos. No entanto, ele acabou atingido na troca de tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou primeiros-socorros, mas o baleado não resistiu aos ferimentos. Nenhum dos policiais se feriu na ação. A sacola levada pelo suspeito continha duas peças de maconha. Policiais apreenderam também um revólver calibre 32, três munições intactas e duas deflagradas. Henrique Alcaraz – Goiânia, GO – Mais Goiás

Coroa com 1.300 diamantes roubada do Louvre é encontrada danificada

PUBLICADO EM 20/10/25 Peça que pertenceu à imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão Bonaparte (FOLHAPRESS) Duas das joias roubadas do Museu do Louvre, em Paris, na manhã deste domingo (19) foram encontradas nas proximidades do local —e uma delas é nada menos do que a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão Bonaparte. O crime surpreendeu pela ousadia: os ladrões entraram no museu logo depois de o Louvre ser aberto ao público. No total, nove joias foram levadas da galeria Apolo, que abriga tesouros da Coroa Francesa, no museu mais visitado do mundo. A coroa da imperatriz Eugênia, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, foi localizada no entorno da instituição, quebrada. Segundo o jornal Le Parisien e a emissora BFMTV, que citaram fontes próximas às investigações, outra peça ainda não detalhada também foi recuperada. No total, duas coroas foram levadas pelos ladrões, além de um colar, um par de brincos, um conjunto de colar e brincos e um broche, joias “de um valor inestimável”, indicou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez. Segundo ele, os criminosos realizaram a operação em “sete minutos” e fugiram em uma scooter, também localizada horas depois do roubo. Por volta das 9h30 locais (4h30 em Brasília), entre três e quatro invasores entraram na sala depois de quebrar as janelas do espaço com o auxílio de uma minisserra de vidros. Eles chegaram ao local por meio de uma escada instalada na parte externa, na quadra voltada para o rio Sena, no centro de Paris. Segundo o jornal Le Parisien, eles estavam vestidos como operários. As joias estavam protegidas por vitrines de vidro. Os visitantes do museu, que abriu às 9h (4h em Brasília), foram rapidamente convidados a se retirar, “sem incidentes”, informou o Louvre à agência de notícias AFP. Construída a pedido do rei Luís XIV, a galeria Apolo abriga a coleção real de pedras preciosas e os diamantes da Coroa, incluindo três peças históricas: os diamantes Regente, Sancy e Hortênsia. O último roubo registrado no Louvre ocorreu em 1998, quando uma pintura do pintor francês Camille Corot foi roubada em plena luz do dia e nunca mais foi recuperada. Muito antes, a Mona Lisa foi roubada em 1911 por um vidraceiro italiano, que queria que a obra-prima fosse devolvida ao seu país de origem. Laurent Nuñez, ex-chefe de polícia de Paris recentemente nomeado ministro do Interior, disse ter esperança de que os criminosos sejam presos “muito rapidamente”. Ele afirmou que eram ladrões experientes, que poderiam ser estrangeiros. O museu recebeu quase 9 milhões de visitantes em 2024, 80% dos quais estrangeiros. A instituição anunciou seu fechamento no domingo por “motivos excepcionais”, para “preservar vestígios e pistas para a investigação”. Questionado sobre possíveis falhas no sistema de vigilância, o ministro do Interior não quis comentar, mas observou que a segurança do museu era frágil. “Sabemos muito bem que os museus franceses são extremamente vulneráveis”, disse Nuñez, lembrando que um plano de segurança lançado recentemente pelo Ministério da Cultura não poupou o Museu do Louvre. Recentemente, vários assaltos ocorreram em museus na França. Em meados de setembro, peças de ouro nativo foram roubadas durante um arrombamento no Museu Nacional de História Natural de Paris, que lamentou uma “perda inestimável” para a pesquisa e o patrimônio. No mesmo mês de setembro, um museu em Limoges, no centro da França, com um dos maiores acervos de porcelana do país, sofreu um assalto com prejuízos estimados em € 6,5 milhões (R$ 40,9 milhões). “O crime organizado hoje tem como alvo objetos de arte, e os museus se tornaram alvos”, disse a ministra da Cultura, Rachida Dati, enfatizando que a França é o principal alvo por ser um “país patrimônio”. “Esses museus precisam se adaptar às novas formas de crime”, acrescentou a ministra, garantindo que uma auditoria de segurança havia sido realizada recentemente no Louvre, a pedido da administração do local.

Pesquisa do Butantan padroniza nomenclatura de vírus da dengue

PUBLICADO EM 20/10/25 Pesquisa realizada pelo Instituto Butantan e mais 23 instituições definiu nova nomenclatura para as linhagens do vírus da dengue. As denominações já começaram a ser utilizadas desde setembro de 2024 pelos participantes do estudo, entre eles a Universidade Yale, nos Estados Unidos, a Universidade Oxford, no Reino Unido, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, no Brasil.  “Por ter sido desenvolvido de forma consensual por várias instituições nacionais e internacionais, [a adoção da nova nomenclatura] não depende de aprovação formal da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, espera-se que a OMS e redes regionais de vigilância passem a utilizá-lo como referência, como já ocorreu com outros vírus”, destaca o bioinformata do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS) e do Laboratório de Ciclo Celular do Instituto Butantan (LCC), Alex Ranieri. Segundo o instituto, o objetivo da nova nomenclatura é facilitar a vigilância das mutações que podem ocorrer com o vírus e favorecer a comunicação entre laboratórios e autoridades de saúde, permitindo acompanhar potenciais novas linhagens com risco epidemiológico.  A pesquisa A new lineage nomenclature to aid genomic surveillance of dengue vírus (Uma nova nomenclatura de linhagem para auxiliar na vigilância genômica do vírus da dengue, em tradução livre) foi publicada na revista científica PLOS Biology. Nomenclatura O vírus da dengue é composto por quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) e cada um apresenta diferentes variações genéticas, totalizando 17 genótipos. O novo sistema propõe dois níveis adicionais (linhagens maiores e linhagens menores), permitindo uma classificação mais detalhada e padronizada da diversidade viral. No novo esquema de nomenclatura, os genótipos são indicados por números romanos e abaixo deles há dois níveis hierárquicos: as linhagens maiores, representadas por letras e as linhagens menores, indicadas por números separados por pontos: DENV-3III_C.2 é o vírus da dengue sorotipo 3, genótipo III, linhagem maior C, linhagem menor 2. “Enquanto um genótipo pode abranger vírus de vários continentes, uma linhagem específica pode refletir circulação restrita a uma região ou país. O artigo no qual foi publicado o sistema mostra, por exemplo, que a linhagem DENV-2II_A foi identificada apenas no hemisfério oriental. Assim, se essa linhagem surgisse em outro continente, isso indicaria nova rota de introdução, permitindo resposta rápida das autoridades sanitárias”, ressalta Ranieri. De acordo com ele, a nova nomenclatura pode influenciar de forma indireta o processo de vacinação contra a doença. O novo sistema identifica mutações específicas que definem cada linhagem e algumas dessas alterações podem influenciar a resposta imune induzida por vacinas.  “Com o monitoramento contínuo das linhagens, é possível detectar precocemente variantes com potencial de escape imunológico e avaliar se há impacto na eficácia vacinal. Isso oferece uma base científica para ajustar futuras formulações de vacinas de forma mais precisa”. Em 2024, os países onde circulam os quatro sorotipos de dengue notificaram mais de 13 milhões de casos. O Brasil foi o país com o maior número de casos (10,2 milhões), seguido pela Argentina (581,5 mil), o México (558,8 mil) a Colômbia (321 mil) e o Paraguai (295,7 mil), segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que coloca em risco mais de 100 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), especialmente em países tropicais como o Brasil.

Acidente entre dois carros e carreta mata mulher e deixa outros 7 feridos na GO-080

PUBLICADO EM 20/10/25 Alguns feridos precisaram ser retirados das ferragens pela equipe de resgate Uma mulher de 59 anos morreu e sete outras pessoas ficaram feridas após uma batida envolvendo dois carros e um caminhão na GO-080, entre o município de Goianésia e o distrito de Artulândia, na tarde de domingo (19). De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um dos veículos tentou ultrapassar a carreta, quando colidiu de frente com o outro carro que seguia no sentido oposto da pista. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a vítima fatal, Jeane de Oliveira Paula, ficou presa às ferragens após o acidente e precisou ser resgatada pela equipe. As causas e a dinâmica do sinistro ainda serão investigadas pela Polícia Civil. O local foi isolado para a realização da perícia e a remoção dos veículos envolvidos. Segundo a PRE, a colisão aconteceu por volta das 15h, em um trecho de pista simples. A batida envolveu um VW Gol, um Nissan Kicks e uma carreta. O impacto foi tão forte que os veículos ficaram completamente destruídos. Equipes do Corpo de Bombeiros de Goianésia e do SAMU fizeram o resgate das vítimas. A mulher morreu no local. As outras pessoas feridas foram levadas para o Hospital Municipal de Goianésia. Até o começo desta segunda-feira (20), não há informações sobre o estado de saúde dos feridos. A PRE pede que os motoristas evitem ultrapassagens perigosas e redobrem a atenção em pistas simples.

Contribuintes goianos podem negociar dívidas tributárias com desconto de até 70% e em 145 vezes

PUBLICADO EM 20/10/25 Iniciativa permite a adesão de pessoas físicas e jurídicas com débitos de tributos como ICMS, ITCMD e IPVA Os contribuintes goianos podem negociar suas dívidas tributárias com o Estado de Goiás com até 70% de desconto sobre juros e multas e em 145 vezes, a partir desta segunda-feira (20) pelo Quita Goiás. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), a iniciativa permite a adesão de pessoas físicas e jurídicas com débitos de tributos como ICMS, ITCMD e IPVA. O primeiro edital, publicado na sexta-feira (17) pela PGE, abrange as “grandes dívidas”, com valores superiores a R$ 500 mil e histórico de baixa recuperabilidade. Esses débitos representam cerca de R$ 20 bilhões inscritos em dívida ativa e envolvem aproximadamente 3 mil empresas ou grupos societários – em dezembro, haverá o lançamento do edital para menores valores, como do IPVA. Mas sobre o Quita Goiás, o contribuinte pode aderir ao solicitar pelo e-mail ntt@pge.go.gov.br. No pedido, ele deve incluir os dados da pessoa física ou jurídica e a documentação exigida. Destaca-se que os documentos necessários e todas as informações sobre o programa estão disponíveis no site da PGE (goias.gov.br/procuradoria). Após o envio, o contribuinte ou seu representante legal receberá por e-mail a simulação com os créditos tributários aptos à transação e as respectivas condições de pagamento. Critérios da Secretaria de Economia são utilizados para calcular os descontos. Em caso de acordo, o pagamento à vista encerra a cobrança. Já o parcelamento é acompanhado pela pasta até a quitação total da dívida. Durante o processo, contudo, a exigibilidade do crédito é suspensa, assim como eventuais ações judiciais relacionadas. “O programa é um mecanismo crucial para facilitar o cumprimento das obrigações tributárias e reduzir o volume de litígios, permitindo uma solução mais eficiente e consensual para as dívidas”, destaca o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda. Atualmente, a dívida ativa goiana, registro dos contribuintes inadimplentes, soma cerca de R$ 40 bilhões. Para o procurador-geral, o programa deve contribuir para reduzir esse montante, ao permitir que contribuintes em dificuldade regularizem sua situação fiscal com condições mais acessíveis. “O volume de processos tributários no Poder Judiciário é crescente, mas a cobrança judicial tem baixa eficácia na recuperação de créditos da dívida ativa. Diversos órgãos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recomendam a transação tributária como uma alternativa eficiente, por dispensar a intervenção judicial e reduzir a litigiosidade”, conclui Arruda.

Novo desenho do fornecimento de energia não garante autonomia

PUBLICADO EM 17/10/25 Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, a Europa conseguiu o que parecia improvável: reduzir de forma drástica sua dependência do petróleo e do gás russos sem mergulhar em uma recessão energética. A façanha, impulsionada pelo plano REPowerEU (estratégia adotada em maio de 2022 para economizar energia, aumentar a produção renovável e diversificar fornecedores) e sustentada por uma rede cada vez mais diversificada de fornecedores, marca uma inflexão histórica na matriz energética do continente. Mas o desafio agora é consolidar essa autonomia em meio a um cenário de tensões geopolíticas, custos elevados e desigualdade persistente entre Estados-membros. De acordo com dados do Statista, entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2025, a União Europeia reduziu em mais de 90% as importações de petróleo russo, fazendo com que a participação do país caísse de 29% para menos de 2% do total das importações extra-UE. No caso do gás natural, a queda também foi expressiva: de 39% para 13% no mesmo período. O bloco reduziu principalmente o gás transportado por gasoduto – que recuou 52% – e substituiu parte do volume por gás natural liquefeito (GNL), cuja importação total mais do que quadruplicou desde 2021. O avanço europeu só foi possível graças à rápida ampliação das compras de GNL de países como Estados Unidos, Catar e Noruega. As importações americanas, em especial, tornaram-se um pilar central da segurança energética da Europa, um movimento que também reposiciona Washington como ator dominante no fornecimento global de gás e, inevitavelmente, como origem de nova vulnerabilidade estratégica. O paradoxo da transição inacabada Esse redesenho da matriz energética europeia reflete não apenas uma necessidade técnica, mas uma decisão estratégica: reduzir a vulnerabilidade a um fornecedor que utilizou o gás como instrumento político. A Rússia, que até 2021 respondia por mais de um terço das importações de gás do bloco, viu seu poder de barganha desmoronar. Ainda assim, a ruptura está longe de ser completa. Dados recentes da Reuters revelam que sete países da UE – França, Holanda, Bélgica, Croácia, Romênia, Portugal e Hungria – aumentaram as importações de energia russa no início de 2025 em comparação com o ano anterior. Na França, as compras subiram 40%, para 2,2 bilhões de euros; na Holanda, o aumento foi de 72%, atingindo 498 milhões de euros. Nos primeiros oito meses de 2025, o bloco importou mais de 11 bilhões de euros em recursos energéticos russos. O fenômeno expõe a fragilidade da narrativa de “descolamento”. Embora a participação percentual russa tenha caído drasticamente, o fluxo absoluto de capital para Moscou permanece robusto. A ironia é ainda mais evidente no caso do GNL: enquanto o gás russo por gasoduto foi severamente reduzido, o GNL russo continua chegando aos terminais europeus. O valor dessas importações quase triplicou desde 2021, ainda que sua participação relativa tenha diminuído devido à explosão das importações totais de GNL. A resistência do Leste e a política dos custos Nem todos os Estados-membros embarcaram com o mesmo ritmo nessa transição. Hungria e Eslováquia, altamente dependentes do petróleo russo, continuam entre os maiores compradores remanescentes. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem reiterado que o abandono total do fornecimento russo traria custos “inaceitáveis” à economia doméstica. Suas objeções não são apenas econômicas: Orbán mantém relações políticas próximas com o Kremlin, transformando a questão energética em um teste de coesão europeia. A divergência expõe um dilema latente: enquanto parte da Europa busca acelerar a descarbonização e o investimento em renováveis, outros países ainda veem o gás russo como um mal necessário para manter energia acessível e competitividade industrial. A memória recente da crise do gás de 2022, quando os preços chegaram a multiplicar-se por dez, forçando indústrias a fechar e disparando as contas de famílias, ainda assombra governos e consumidores, especialmente em economias menores ou mais expostas a choques de preços. Em resposta à persistência dessas importações, a Comissão Europeia adotou, em 17 de junho de 2025, uma proposta legislativa para eliminar gradualmente todas as importações de gás e petróleo russos até o final de 2027. A proposta, agora em tramitação no Parlamento Europeu e no Conselho da UE, marca uma tentativa de transformar a meta política em obrigação legal, mas também expõe as divisões internas que dificultam sua implementação. Autonomia energética e segurança continental A guerra evidenciou que energia é também uma questão de segurança nacional. O risco de sabotagens, ciberataques e interferências em gasodutos ou redes elétricas ampliou a percepção de vulnerabilidade. Nesse sentido, o REPowerEU tornou-se não apenas um programa de transição verde, mas uma política de defesa continental. Entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, a UE conseguiu reduzir sua demanda de gás em 17%, equivalente a 70 bilhões de metros cúbicos por ano, uma conquista notável em termos de eficiência energética e gestão de demanda. A aceleração na instalação de capacidade solar, que deve ultrapassar 320 gigawatts até o final de 2025 rumo à meta de 600 gigawatts em 2030, representa outro avanço estrutural. A nova fase, porém, exigirá coordenação e solidariedade entre os Estados-membros, uma condição nem sempre presente. Países como Alemanha e Países Baixos, que conseguiram diversificar com rapidez, precisarão sustentar financeiramente e tecnicamente os vizinhos com menor capacidade de adaptação, sob pena de reabrir fissuras no projeto europeu. A encruzilhada europeia O descolamento parcial da energia russa representa uma vitória política improvisada, mas longe de ser uma solução estrutural. A nova dependência do GNL americano apenas troca uma vulnerabilidade geopolítica por outra, enquanto a transição para renováveis avança de forma fragmentada e desigual. As importações que continuam fluindo para alguns Estados-membros, inclusive com aumentos em 2025, revelam que a retórica de autonomia ainda não se traduziu em política uniforme. A Europa comprou tempo, não autonomia. Se 2027 marcará a ruptura definitiva com Moscou ou apenas o início de um novo capítulo de dependência externa é uma questão que os próximos meses ajudarão a responder. No fim, o que está em jogo é mais do que o equilíbrio energético: trata-se da capacidade da

Bruxelas lança estratégia ambiciosa para acelerar adoção de IA em empresas e governos

PUBLICADO EM 17/10/25 Enquanto o Vale do Silício (centro da indústria tech americana) e Shenzhen (polo tecnológico chinês) disputam a liderança global em inteligência artificial, a União Europeia prepara seu contra-ataque. A estratégia Apply AI, apresentada pela Comissão Europeia em colaboração com o Centro Comum de Pesquisa (JRC), representa mais que um plano de modernização tecnológica: é uma declaração de intenções sobre qual papel o continente pretende ocupar na reconfiguração digital do mundo. A proposta chega num momento delicado. Enquanto os Estados Unidos dominam o desenvolvimento de modelos generativos através de empresas como OpenAI e Google, e a China avança rapidamente em aplicações industriais com apoio estatal massivo, a Europa corre o risco de se tornar mera consumidora de tecnologias desenvolvidas além de suas fronteiras. Apply AI é a tentativa de reverter essa dinâmica. Dois pilares, uma ambição A estratégia se estrutura sobre objetivos aparentemente simples, mas de execução complexa. Primeiro, democratizar o acesso à IA para pequenas e médias empresas, a espinha dorsal da economia europeia, que representa cerca de 99% das companhias do bloco. Segundo, modernizar serviços públicos através da inteligência artificial, transformando a relação entre Estado e cidadão. O que diferencia a abordagem europeia é a ênfase simultânea em competitividade e valores. Enquanto outras potências correm atrás de avanços técnicos, Bruxelas insiste que inovação deve vir acompanhada de ética, transparência e respeito à privacidade: uma aposta em que a confiança cidadã pode se tornar vantagem competitiva. O estudo do Centro Comum de Pesquisa (JRC, na sigla em inglês) que fundamentou a estratégia identificou profunda desconexão entre demanda e oferta: o mercado procura desesperadamente engenheiros de IA, cientistas de dados e especialistas em machine learning, mas a formação permanece concentrada em áreas tradicionais como robótica e automação, com tímida cobertura de IA generativa, justamente a fronteira tecnológica do momento. Mais revelador ainda é o déficit de capacitação interdisciplinar. Juristas, administradores públicos e profissionais de ciências sociais permanecem à margem dos programas de formação em IA, criando um abismo entre quem desenvolve a tecnologia e quem precisa regulá-la, implementá-la ou avaliar seus impactos sociais. É como tentar construir uma ponte com engenheiros que não conversam com arquitetos. Para endereçar essas lacunas, a Apply AI pretende transformar os European Digital Innovation Hubs (EDIHs), uma rede de centros regionais de apoio tecnológico, em polos especializados em inteligência artificial. A ideia é que PMEs possam testar soluções, receber consultoria técnica e navegar o labirinto regulatório europeu sem precisar montar departamentos especializados internamente. Paralelamente, a estratégia reconhece que sem infraestrutura adequada não há inovação que se sustente. Computação de alto desempenho, redes robustas de dados, acesso facilitado à nuvem e sistemas interoperáveis deixaram de ser luxo para se tornarem necessidade básica. A questão é se os investimentos virão na velocidade e escala necessárias. A aplicação de IA em governos ganha tratamento estratégico. Não se trata apenas de ganhos de eficiência, embora estes sejam bem-vindos, mas de construir legitimidade social para a tecnologia. Se cidadãos europeus perceberem melhorias concretas em saúde, educação, transportes e serviços públicos, a aceitação da IA tende a crescer organicamente. O JRC recomenda que administrações públicas cultivem “cultura de inovação” interna, internalizem expertise técnica e adotem liderança ativa na implementação. O observatório Public Sector Tech Watch, mantido pelo próprio centro de pesquisa, já monitora casos de uso e compartilha boas práticas entre os estados-membros: um embrião do que poderia se tornar padrão continental. Os fantasmas no caminho A estratégia não navega em águas tranquilas. A desigualdade entre estados-membros representa risco concreto: países com maior capacidade tecnológica e recursos financeiros podem avançar rapidamente, enquanto regiões periféricas ficam para trás, aprofundando assimetrias já existentes no bloco. Mecanismos de coesão serão essenciais, mas historicamente difíceis de implementar. A governança ética da IA em setores críticos levanta preocupações legítimas. Vieses algorítmicos em sistemas de saúde, justiça ou segurança pública podem perpetuar ou amplificar discriminações. A Europa insiste em regulação robusta e transparência, mas o equilíbrio entre inovação e controle permanece tenso. E há o desafio temporal. Enquanto a UE debate, estrutura hubs e forma profissionais, Estados Unidos e China aceleram. A janela de oportunidade para a Europa estabelecer padrões próprios e conquistar relevância global não permanecerá aberta indefinidamente. Resistências institucionais também não podem ser subestimadas. Administrações públicas europeias carregam camadas de burocracia sedimentadas por décadas. Transformar culturas organizacionais avessas ao risco em ambientes de inovação exigirá mais que intenções: demandará liderança política consistente e investimento em capacitação interna. No fundo, Apply AI é uma aposta sobre identidade. A Europa pode não ter os gigantes tecnológicos do Vale do Silício nem o dirigismo estatal chinês, mas possui algo potencialmente valioso: a possibilidade de construir um modelo alternativo de desenvolvimento de IA, centrado em confiança, valores democráticos e benefício social. Se bem-sucedida, a estratégia pode reposicionar o continente como definidor de padrões globais, não necessariamente os mais rápidos ou agressivos, mas os mais sustentáveis e socialmente aceitos. Para pequenas e médias empresas europeias, representa chance concreta de competir globalmente com ferramentas de ponta. Para cidadãos, a promessa de serviços públicos melhores e mais responsivos.