Receita paga restituições do 3º lote do Imposto de Renda nesta sexta (29)

A Receita Federal paga nesta sexta-feira (29) as restituições do terceiro lote do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2022. O lote também contemplará restituições de anos anteriores. Ao todo, 5.242.668 contribuintes receberão R$ 6,3 bilhões. Desse total, são 5.134.337 de contribuintes não prioritários que entregaram declarações de exercícios anteriores até 3 de maio deste ano. O restante tem prioridade legal, sendo 9.461 idosos acima de 80 anos; 62.969 entre 60 e 79 anos; 6.361 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 29.540 cuja maior fonte de renda é o magistério. A restituição será paga diretamente na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por indicação de chave PIX. Caso o contribuinte tenha entregado a declaração até 3 de maio e não receba a restituição, deverá verificar se entrou na malha fina. Inicialmente prevista para terminar em 29 de abril, o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física foi adiado para 31 de maio para diminuir os efeitos da pandemia de covid-19 que pudessem prejudicar o envio, como atraso na obtenção de comprovantes. Apesar do adiamento, o calendário original de restituição foi mantido, com cinco lotes a serem pagos entre maio e setembro, sempre no último dia útil de cada mês. Como consultar A consulta pode ser feita na página da Receita Federal da internet. Basta o contribuinte clicar no campo Meu Imposto de Renda e, em seguida, Consultar Restituição. A consulta também pode ser feita no aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para os smartphones dos sistemas Android e iOS. Quem não está na lista ou caiu na malha fina pode consultar o extrato da declaração para verificar eventuais pendências. Nesse caso, o contribuinte deverá entrar na página do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) e verificar se há inconsistências de dados. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A restituição fica disponível no banco durante um ano. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento da Receita por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.
Cachorro ‘se rende’ e deita ao lado de suspeitos durante operação policial

Um rottweiler chamou a atenção durante uma operação contra suspeitos de tráfico de drogas em Hortolândia (SP), nesta quinta-feira (28). Em imagens divulgadas pela polícia, o cachorro aparece deitado no chão, onde também estavam deitados três homens algemados. Um carregamento de aproximadamente 1 tonelada de maconha foi apreendido com o trio. Segundo o telejornal da EPTV, afiliada da Rede Globo, o animal fazia a segurança do local, uma chácara. O cão ficou com a dona do imóvel, que, segundo a polícia, não tem envolvimento com o crime. Ainda de acordo com o telejornal, havia outros dois vira-latas no local. Cachorro se rende e deita ao lado de suspeitos durante operação policial: Não é a primeira vez que cachorros provam que são melhores amigos em todas as horas. Em março, um vira-lata caramelo surpreendeu policiais militares ao se deitar ao lado de dois suspeitos durante uma abordagem em Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba. “A gente abordou os suspeitos e colocamos eles ao chão, porque um dele estava armado. O cachorro passava no momento da revista a dupla, deve ter pensando que era uma brincadeira e decidiu deitar ao lado deles”, disse na ocasião o soldado Maurício Brito ao UOL. Em 2015, outro vira-lata deitou ao lado de suspeitos e ficou ali paradinho durante uma operação policial em Santa Catarina. + Homem convida 5 mil pessoas para festa de cachorro com bolo de 100 kg na Índia
Ministério Público abre investigação sobre curso que usa pacientes da Santa Casa

O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta quarta (20) procedimento investigatório para apurar eventuais irregularidades nos cursos ministrados por uma empresa privada, comandada por um casal de médicos da Santa Casa, que utiliza recursos e pacientes do próprio hospital filantrópico nas aulas. A apuração foi aberta após o jornal Folha de S.Paulo revelar que os cursos chegam a custar mais de R$ 70 mil por aluno –caso da pós-graduação em Endoscopia Ginecológica e Ginecologia Minimamente Invasiva, que rende mais de R$ 2 milhões por edição. O hospital fica com 30% desse valor, e a empresa, com os 70% restantes. O procedimento foi aberto pela Promotoria do Patrimônio Público porque a Santa Casa atende com recursos provenientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O caso também deve ser acompanhando pela Promotoria da Saúde Pública, conforme apuração da reportagem, por haver questões médicas. A advogada Maria Luiza Gorga, especializada em crimes médicos, diz que o caso pode configurar improbidade administrativa por haver possível enriquecimento ilícito com um bem público, atentando, assim, contra os princípios da boa administração, incluindo a impessoalidade e legalidade. Os cursos são coordenados pelo Naveg, associação criada em maio de 2020 pelo diretor do departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa, Paulo Ayroza Ribeiro, e pela mulher dele, Helizabet Ayroza Ribeiro, chefe do setor de Endoscopia e Endometriose do mesmo departamento. De acordo com a Santa Casa, eles são realizados pela empresa em parceria com o Ipitec, instituto criado pelo hospital para fomento de pesquisas e ensino, mas só há referência a eles no site do Naveg. A direção da Santa Casa não quis informar o valor total já repassado à empresa. Ela nega, porém, irregularidades e diz que a parceira traz recurso adicional ao hospital, que é revertido “integralmente na assistência que presta à população.” O hospital afirma que a empresa fica com a maior parte porque “efetua o pagamento das despesas administrativas e de apoio, alimentação, manutenção de equipamentos e a remuneração dos profissionais” envolvidos. “Aos dois médicos coordenadores aqui mencionados são repassados menos de 20% dos valores”, informa o hospital (leia mais abaixo). A direção do hospital não quis explicar quais tipos de “despesas administrativas” seriam essas, já que as cirurgias dos cursos são realizadas na Santa Casa, com a estrutura do próprio hospital, como ocorre com os pacientes comuns. Esse também outro ponto a ser apurado nas investigações. Algumas pacientes, conforme apuração da Folha, afirmam que não foram informadas de que estariam expostas a intervenções cirúrgicas realizadas por profissionais em aprendizado, o pode configurar irregularidade grave. Para o médico Bráulio Luna Filho, ex-presidente da Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), toda intervenção cirúrgica com participação ou presença de alunos deve ser informada de forma clara ao paciente, que precisa assinar um termo de anuência com essa situação. Além disso, médicos da instituição apontam descontentamento com a situação porque, segundo eles, os cursos trazem prejuízos financeiros e educacionais -já que os residentes seriam desviados de funções e as cirurgias realizadas nas aulas têm valores defasados em relação à tabela do SUS. Entidade nega irregularidades Procurada nesta quarta, a Santa Casa de São Paulo afirma que “não recebeu até esse momento nenhuma notificação do Ministério Público sobre esse assunto”. Antes da publicação da reportagem, a Folha solicitou entrevistas com o casal de médicos e, ainda, com a superintendente da Santa Casa, Maria Dulce Cardenuto. Todos declinaram alegando falta de espaço na agenda. Concordaram, porém, em responder as questões por escrito. As respostas foram enviadas de forma conjunta. A entidade afirma não ver problema na relação com a empresa privada. “Todo processo que possa gerar conhecimento e ao mesmo tempo melhorar o cuidado ao paciente interessa à Santa Casa.” Ainda segundo a Santa Casa, a parceira é importante porque a instituição recebe recurso adicional, que é revertido “integralmente na assistência que presta à população”. “A Santa Casa, como hospital de ensino, cumpre seu compromisso assistencial e de capacitação de médicos, que replicarão os aprendizados em todos os locais do Brasil”, diz. Sobre a suposta falta de devido aviso às pacientes, a Santa Casa afirma que elas foram informadas, sim, da situação, “como em todas as outras situações em nossa instituição”. A reportagem solicitou envio de cópia das autorizações, mas o pedido foi negado. “Não podemos enviar documentos de prontuário que são sigilosos.” Sobre a suposta utilização de material e pacientes do SUS, a Santa Casa diz não haver irregularidade porque “o curso em nada se difere da rotina de ensino médico praticada na Santa Casa: as cirurgias são realizadas por profissionais experientes que contam com o auxílio de médicos em treinamento nos seus diversos níveis”. Sobre o suposto desvio de função dos residentes, o hospital diz não haver reclamações de profissionais e que eles cumprem horários previstos. “Em algumas situações o médico residente irá apenas observar, em outras instrumentar, em outras pode auxiliar o médico supervisor e realizar gestos sob supervisão. Assim sendo, os comentários sobre a atuação não são pertinentes.”
Fiscais apreendem mais de 3 toneladas de cobre em ferro-velho no Rio

Agentes da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio de Janeiro apreenderam nesta quarta-feira (20) mais de 3 toneladas de fios e cobre sem procedência em fiscalização a um ferro-velho instalado na Rua Abre Campo, no bairro de Paciência, zona oeste do Rio de Janeiro. O valor aproximado do material apreendido é de R$ 150 mil. Durante a fiscalização do estabelecimento e dos materiais armazenados, os agentes se depararam com uma grande quantidade de cobre trancados em uma sala com cadeado. Ao questionarem o proprietário sobre o material armazenado, ele não possuía comprovação da origem do material. O responsável foi conduzido para a 36ª Delegacia de Polícia para esclarecimentos e todo o material foi apreendido. A Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização abrirá processo para cassação do alvará do estabelecimento, uma vez que, de acordo com a Lei Complementar 241 de março de 2022, é proibido o recebimento, armazenamento e comercialização de cobre de origem desconhecida. O secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, informou que “o caminho dos fios e cobres furtados são os ferros-velhos irregulares e clandestinos. Por isso, desde o ano passado a Seop vem fazendo essas operações. Não vamos permitir que a população sofra com os furtos e a prefeitura seguirá fiscalizando diariamente esses ferros-velhos”, disse. Desde o início de 2022, a Secretaria de Ordem Pública já realizou 42 operações de fiscalização em ferros-velhos e apreendeu mais de 6 toneladas de fios e cobre.
Vacinas da Pfizer e da Moderna protegem contra Covid por mais tempo, diz pesquisa

Vacinas contra Covid-19 desencadeiam diferentes períodos de imunidade e aquelas que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) são as que protegem por mais tempo, segundo estudo conduzido por cientistas das universidades Yale e da Carolina do Norte publicado na última sexta (15) na revista científica PNAS. A pesquisa buscou estimar a probabilidade de infecções futuras por Sars-Cov-2 entre quem já contraiu o vírus e em pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen. Para tanto, foram compilados os dados de dez estudos anteriores que avaliaram a resposta induzida pelos imunizantes e pela exposição ao vírus e compara o nível de anticorpo IgG anti-S ao longo do tempo. Tanto os anticorpos por infecção natural quanto os induzidos por vacinas diminuem gradativamente, aumentando a probabilidade de infecções, porém as taxas são diferentes em cada caso. Segundo os autores, enquanto a mediana do tempo para infecção após a vacinação com doses da Moderna e da Pfizer é de 29,6 meses, a observada com as vacinas da AstraZeneca e da Janssen é de 22,4 e 20,5 meses, respectivamente. No caso das infecções naturais, a mediana é de 21,5 meses. A partir desses números, os pesquisadores sugerem quando aplicar novas doses. Para permitir não mais do que 5% de probabilidade de infecção futura como consequência do declínio da imunidade, eles indicam que as pessoas totalmente vacinadas com Moderna e Pfizer recebam o primeiro reforço pós-vacinação dentro de um ano e que os totalmente imunizados com AstraZeneca e Janssen tomem a dose de reforço em cinco meses e 4,5 meses, respectivamente. Para o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor na Unesp e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, o artigo contribui com informações importantes. A primeira é que o pico e a duração da imunidade com vacinas de mRNA são muito maiores do que aqueles por infecção natural, contrariando a ideia de que é melhor se expor ao vírus para adquirir anticorpos. O estudo também confirma que vacinas de mRNA oferecem maior proteção do que aquelas por vetor viral. “Isso, porém, não inviabiliza os imunizantes de vetor viral porque eles conferem anticorpos e reduzem as chances de hospitalização e óbito”, ressalta o professor. Ele destaca também que, com o avanço da variante ômicron, a resposta por infecção natural pode agora ser mais curta do que a indicada no artigo, ampliando a distância entre o nível de proteção por contrair a doença e o oferecido pelas vacinas. Por outro lado, tanto Barbosa quanto a médica imunologista Cristina Bonorino, professora da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e integrante do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, advertem que o estudo não considerou a ação das células T, imprescindíveis nas respostas antivirais. “Os anticorpos impedem cargas virais mais altas, mas o que protege mesmo são as células T. É comum as pesquisas analisarem apenas anticorpos porque é mais fácil medi-los, mas essa não é toda a história, não podemos nos basear apenas neles”, diz Cristina Bonorino. Ela comenta que o ideal seria cruzar dados de anticorpos, células T, número de casos e variantes e que ainda não há um modelo matemático para essa análise. “O problema no Brasil é que não temos dados claros do Ministério da Saúde“, critica a professora. Foi por não conseguirem encontrar dados suficientes que os pesquisadores não incluíram a Coronavac em sua análise, conta Jeffrey Townsend, professor na Escola de Saúde Pública de Yale e autor principal do artigo. Ele menciona, contudo, que as durabilidades relativas encontradas na pesquisa parecem corresponder às eficácias relativas apontadas nos ensaios clínicos, então seria possível especular que o tempo de proteção da Coronavac estaria abaixo de AstraZeneca e Janssen. “Estamos trabalhando agora nos benefícios de diferentes esquemas de reforço. Os resultados ainda não passaram pela revisão por pares, mas é lógico que reforços em intervalos substancialmente maiores do que aqueles que mostramos para o primeiro reforço pós-vacinação provavelmente sejam ineficazes na supressão da infecção”, afirma Townsend. Tanto o pesquisador quanto Bonorino acreditam que esquemas de imunização como o visto no Brasil, com vacinação com Coronavac e reforço com Pfizer, por exemplo, promovem a proteção. As dúvidas são qual combinação é melhor e quando tomar. A médica observa ainda que, mais do que administrar reforços, o Brasil precisa neste momento priorizar a vacinação de suas crianças. “Elas ficaram sem escola, sem vacina e voltaram às aulas sem imunização, sujeitas a complicações e Covid longa. As crianças são o grupo mais negligenciado na pandemia”.
Após prejuízo de quase R$ 7 mil, mulher arma flagrante contra suspeita de aplicar golpe do Pix no Acre

Após descobrir um prejuízo em compras de produtos de quase R$ 7 mil, uma empresária de Rio Branco, no Acre acionou a polícia e armou um flagrante para a suspeita de aplicar golpe do Pix. Andressa Camily Filgueira, de 19 anos, foi presa na segunda-feira (18), quando recebia as compras que tinha pedido após aplicar o golpe. Para armar o flagrante, a lojista disse que concluiu o pedido feito pela mulher e informou à polícia sobre o caso. Os policiais foram junto com o entregador da loja até o endereço indicado pela suspeita e ela foi presa quando recebia os produtos. A mulher teria feito outras vítimas em Rio Branco. Segundo a polícia, ela confessou o crime após ser presa em flagrante e chegou a levar os policiais até outro endereço onde estariam outros produtos furtados. O golpe A mulher fazia o pedido, dizia que ia pagar com Pix, mas enviava comprovante de pagamento falso para as vítimas. A primeira compra foi no dia 23 de maio, desde então, a mulher pedia praticamente todos os dias nas duas lojas da empresária, que vendem maquiagem e outros produtos para presentes. No primeiro pedido, ela fazia uma transferência muito abaixo do preço da compra para pegar os dados da empresa e adulterava o dado referente ao valor. Depois, quando percebia que a loja não conferia se tinha caído o pagamento na conta, ela seguia aplicando o golpe. A empresária, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que ficou sabendo sobre o golpe no sábado (16), quando uma outra lojista avisou que uma pessoa tinha feito um Pix para ela de R$ 0,05 e entregue um comprovante falso de R$ 50. Foi então, que ela decidiu conferir os comprovantes que tinha de pagamento e descobriu o prejuízo. Após a prisão, a golpista foi levada para a delegacia da 1ª Regional e depois para a Delegacia de Flagrantes (Defla). *Com informações do portal G1
Telemarketing abusivo: Ministério da Justiça cria canal exclusivo de denúncias

O Ministério da Justiça criou um canal específico para denunciar empresas que insistem na prática telemarketing abusivo o denuncia-telemarketing.mj.gov.br. Na segunda-feira (18), 180 empresas foram notificadas a suspender imediatamente as chamadas para venda de produtos e serviços feitas sem o consentimento do consumidor sob pena de multa que pode chegar a R$ 13 milhões. Os consumidores que foram incomodados por telemarketing feito sem o seu consentimento devem preencher um formulário no site para denúncias, com informações como data da chamada e o número de origem da ligação, o nome da empresa de telemarketing ou da companhia que representa. É preciso dizer ainda e se foi dada a permissão para a oferta de produtos e serviços. As denúncias serão apuradas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e encaminhadas aos Procons, para análise e abertura de eventual processo administrativo. Em junho, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) considerou chamadas abusivas aquelas que não chegam a ser completadas quando o consumidor atende o celular ou que sejam desligadas automaticamente em até três segundos.
Homem é encontrado morto em meio a entulhos acumulados por 30 anos em casa de Piracicaba (SP)

Agentes do Corpo de Bombeiro e da Defesa Civil encontraram, nesta quarta-feira (20), o corpo de um catador de recicláveis, de 52 anos, em meio ao entulho acumulado por cerca de 30 anos em uma casa, em Piracicaba, São Paulo. Segundo vizinhos e familiares, ele estava desaparecido desde segunda-feira (18). As equipes de resgate iniciaram um trabalho de remoção do material às 8h e o corpo foi encontrado às 12h40, em uma espécie de despensa, próxima à cozinha do imóvel. De acordo com a Prefeitura de Piracicaba, a residência estava tomada por materiais inservíveis, acumulados pelo homem, o que dificultou o trabalho de busca. Os bombeiros foram acionados por vizinhos do homem, por volta das 22h, de terça-feira (19). Por conta da escuridão durante a noite, os agentes retornaram ao local nesta quarta e começaram a abrir caminho. Um balanço parcial da Defesa Civil apontou que foram retirados três caminhões cheios de materiais. A polícia chegou no local por volta das 15h30 para isolar a área e uma equipe da perícia esteve no imóvel às 15h50 desta quarta-feira (20). O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Uma equipe da perícia da Polícia Civil também foi até o local. A causa da morte ainda será apurada. A residência estava tomada por materiais acumulados pelo homem (Foto: Divulgação – Prefeitura de Piracicaba
Bolsonaro rebate cobranças por apoio à Ucrânia: ‘Estou do lado da paz’

O presidente Jair Bolsonaro rebateu nesta quarta-feira cobranças por não estar apoiando a Ucrânia na guerra contra a Rússia, dizendo que está “do lado da paz”. Bolsonaro também reconheceu que “apanhou muito” por ter viajado à Rússia em fevereiro, logo antes do início do conflito, mas manteve sua posição. Na segunda-feira, Bolsonaro conversou por telefone com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Após a ligação, Zelensky afirmou que defendeu na conversa sanções contra a Rússia. Depois, em entrevista à TV Globo, o ucraniano criticou a posição de “neutralidade” em relação ao conflito defendida por Bolsonaro. Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta, Bolsonaro recordou que membros do governo recomendaram que ele não viajasse para a Rússia, já que já havia a chance de início do conflito. — Vá para a Rússia ou não? Se dependesse de quem tá do meu lado, eu não iria. Não, se mantenha neutro, a Rússia pode invadir a Ucrânia. Eu fui para Rússia. Resolvi a questão do fertilizante. O presidente, então, relatou as críticas que recebeu: — Apanhei muito porque fui para a Rússia. (Dizem) “Tem que estar do lado da Ucrânia…”. Estou do lado da paz. Se eu tivesse como resolver a guerra, já teria resolvido.
Quatro em cada 10 casos de suicídio envolvem uso de álcool e outras drogas, diz estudo

Quatro em cada dez pessoas que se suicidam usam substâncias psicoativas, especialmente o álcool, antes de tirar a própria vida, mostra um estudo inédito da UnB (Universidade de Brasília) que investigou dados comportamentais e sociodemográficos das vítimas com objetivo de ajudar na formulação de políticas públicas de prevenção. O trabalho analisou 1.088 suicídios ocorridos no Distrito Federal, em um período de nove anos. Desses casos, 780 passaram por exames toxicológicos e 44% tiveram resultados positivos para substâncias psicoativas, sendo desses 72% para o uso exclusivo de álcool e 22% para outras drogas associadas, em especial a cocaína, além do álcool. O estudo mostra que entre 2005 e 2014 o aumento da taxa de suicídio relacionada ao uso de substâncias psicoativas foi dez vezes maior que o crescimento populacional do Distrito Federal. Na pesquisa, só esses casos passaram por uma análise mais minuciosa sobre o perfil das vítimas. Os resultados, publicados em artigo científico na revista BMC Psychiatric, refletem a situação preocupante da saúde mental dos brasileiros. O total de óbitos no país pelas chamadas lesões autoprovocadas dobrou de cerca de 7.000 para 14 mil nos últimos 20 anos, segundo o Datasus. A maioria dos suicídios analisados no estudo foi cometida por homens (84%), o que também ocorre no resto do país. Dados do Ministério da Saúde mostram uma taxa média anual de 6,13 casos de suicídios por 100 mil pessoas (9,8 para homens e 2,5 para mulheres). Pretos e pardos responderam por 82% dos casos analisados. Essa população constitui o grupo mais socialmente vulnerável no país e, segundo os pesquisadores, isso pode ser fator de risco para o suicídio. A proporção, porém, não é a mesma observada no cenário nacional. Dos 14.084 suicídios registrados no país em 2021, 50% são de pretos e pardos e 47%, de brancos. Indígenas respondem por 1% e aqueles de cor ignorada, por 2%. A maior parte dos casos investigados ocorreu em casa (74%) e nas faixas etárias entre 30 e 59 anos (55%), seguida pelos jovens entre 18 e 29 anos (35%). Para a professora Andrea Gallassi, autora do estudo e coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da Universidade de Brasília (UnB), estudos como esse são essenciais para identificar padrões associados aos suicídios e, a partir deles, investir em políticas de prevenção voltadas aos indivíduos com maior risco. “Temos um problema cultural em relação aos homens. Essa sociedade patriarcal, machista, faz com que o homem tenha muita dificuldade em lidar com seus sentimentos e fraquezas e de procurar ajuda”, diz ela. Segundo a professora, as campanhas de comunicação em saúde precisam levar esses dados em conta para ajudar os homens a reconhecerem o adoecimento. “Todos os anos tem o Novembro Azul focado no câncer de próstata. Precisamos avançar, falar em saúde mental dos homens. Tem que falar que homem sofre, tem depressão e dificuldade de lidar com sentimentos.” Na opinião dela, essa situação está relacionada, inclusive, a muitos casos de feminicídio seguidos de suicídio do homem. “Ele foi educado numa cultura machista de que a mulher pertence ao homem e tem uma enorme dificuldade de lidar com a perda de alguém que, na cabeça dele, lhe pertence.” Segundo relatos da família coletados no estudo, depois do uso de álcool e drogas, o crime ligado a relacionamentos é citado como a segunda maior motivação do suicídio. Em terceiro lugar estão as doenças mentais prévias, como depressão e ansiedade. De acordo com o estudo, a concentração de álcool no sangue das pessoas que morreram por suicídio estava entre 1,5 e 2,99 gramas por litros, quantidade que pode causar desorientação e confusão mental, por exemplo. O efeito agudo do álcool sobre os neurotransmissores e as funções cognitivas também pode aumentar a agressividade, a impulsividade e a desinibição. “A pessoa faz uso para se encorajar a tirar a própria vida. Mas não sabemos se era dependente de álcool ou outras drogas ou se usou para ter coragem”, diz Gallassi. Nas entrevistas com familiares sobre o comportamento de quem e suicidou, foi relatado que 88% apresentaram mudança de comportamento antes de praticar o ato: 52% se tornaram mais depressivos e 32%, mais agressivos. Um outro dado que chama atenção é que a maioria das pessoas que tinham histórico anterior de tentativas de suicídio não usou álcool e outras drogas antes de tirar a própria vida. “A hipótese é que elas já tinham um planejamento mais consolidado e não precisaram de um elemento encorajador.” De acordo com Gallassi, é grande a chance de uma pessoa que tentou se matar anteriormente repetir a tentativa. “Por isso, é fundamental monitorá-la de perto para ver se vai permanecer com a ideação suicida.” Em relação a políticas de prevenção, a pesquisadora afirma que uma das principais estratégias seria a capacitação das equipes de saúde da família na atenção primária do SUS para as questões de saúde mental, especialmente os fatores de risco relacionados aos suicídios. “Tem que questionar as famílias sobre casos de transtornos mentais, depressão, tentativas anteriores de suicídios, dependência de álcool e outras drogas e, uma vez identificados, encaminhar a pessoa aos Caps [centros de apoio psicossocial]. Muitas vezes, isso nem é questionado.” A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda quatro diretrizes para a prevenção do suicídio: dificultar o acesso aos principais métodos utilizados, qualificar o trabalho da mídia para que neutralize relatos e enfatize histórias de superação, expandir e fortalecer serviços de saúde mental, capacitando profissionais para identificar casos precoces e trabalhar habilidades socioemocionais nos espaços de ensino. Onde procurar ajuda? Mapa Saúde Mental Site mapeia diversos tipos de atendimento: www.mapasaudemental.com.br CVV (Centro de Valorização da Vida) Voluntários atendem ligações gratuitas 24 horas por dia no número 188: www.cvv.org.br. Fique atento se alguém próximo de você… – Mostrar falta de esperança ou muita preocupação com sua própria morte – Expressar ideias ou intenções suicidas – Se isolar de suas atividades sociais e cortar o contato com outras pessoas – Além disso: perder o emprego, sofrer discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, sofrer agressões psicológicas ou físicas, diminuir práticas de autocuidado.