Moraes manda MS retomar divulgação de dados acumulados da Covid-19

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Saúde (MS) volte a divulgar em seu site os casos e óbitos acumulados de coronavírus como vinha fazendo até 4 de junho. Moraes acatou pedido protocolado pelos partidos Rede, PSOL e PC do B. Moraes decidiu “determinar ao ministro da Saúde que mantenha, em sua integralidade, a divulgação diária dos dados epidemiológicos relativos à pandemia (Covid-19), inclusive no sítio do Ministério da Saúde e com os números acumulados de ocorrências, exatamente conforme realizado até o último dia 4 de junho”. Na sexta-feira passada, dia 5, a pasta divulgou pela primeira vez apenas os dados do dia e tirou do ar a plataforma que apresentava todo o histórico da doença no país. No domingo, o ministério chegou a divulgar dois dados divergentes. Direito constitucional à vida e à saúde Em sua decisão, Moraes destaca que o direito à vida e à saúde estão consagrados na Constituição. E afirma que a gravidade da pandemia “exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis para o apoio e a manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde”. O ministro afirma ser necessário adotar medidas de “efetividade internacionalmente reconhecidas” para enfrentar a Covid-19 e cita entre elas “a colheita, análise, armazenamento e divulgação de relevantes dados epidemiológicos necessários, tanto ao planejamento do poder público para tomada de decisões e encaminhamento de políticas públicas, quanto do pleno acesso da população para efetivo conhecimento da situação vivenciada no País”. Moraes ressalta que a Constituição consagra ainda o princípio da publicidade e que somente em situações excepcionais o sigilo pode ser decretado, o que não se aplicaria a este tipo de dados. “A presente hipótese não caracteriza qualquer excepcionalidade às necessárias publicidade e transparência, sendo notório o fato alegado pelos autores da alteração realizada pelo Ministério da Saúde no formato e conteúdo da divulgação do “Balanço Diário” relacionado à pandemia (COVID-19), com a supressão e a omissão de vários dados epidemiológicos que, constante e padronizadamente, vinham sendo fornecidos e publicizados, desde o início da pandemia até o último dia 4 de junho de 2020, permitindo, dessa forma, as análises e projeções comparativas necessárias para auxiliar as autoridades públicas na tomada de decisões e permitir à população em geral o pleno conhecimento da situação de pandemia vivenciada no território nacional”, afirma o ministro. Moraes justifica a concessão de liminar “pelo grave risco de uma interrupção abrupta da coleta e divulgação de importantes dados epidemiológicos imprescindíveis para a manutenção da análise da série histórica de evolução da pandemia (COVID-19) no Brasil”. O ministro pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU) seja instada a se manifestar em 48 horas para prestar informações. Ao fim deste prazo, o ministro pretende analisar outros pedidos feitos pelos partidos e submeter o caso ao plenário. Nova plataforma Nesta segunda-feira, foi mostrada uma plataforma que o governo diz pretender lançar nesta terça-feira na qual aparecem os dados totais novamente. Mas o governo confirmou que pretende passar a divulgar, daqui alguns dias, apenas os óbitos ocorridos em determinado dia e não mais os registros das últimas 24 horas. Assim, caso um óbito ocorrido em dia anterior seja registrado posteriormente ele não entraria no cálculo. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse que não há a intenção de recontar os dados divulgados anteriormente sobre a Covid-19. Na semana passada, em entrevista à colunista Bela Megale, do GLOBO, o empresário Carlos Wizard, que havia sido convidado para chefiar a secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, disse que haveria uma recontagem da quantidade de mortos, porque os números seriam “fantasiosos ou manipulados”. Wizard anunciou que não aceitará mais o cargo.  

Quadrilha especializada em furtos a residências é presa em Goiânia

Uma quadrilha especializada em furtos a residências foi em presa na BR-060, em Goiânia, no último domingo (7). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo criminoso agia no estado de Minas Gerais e estender a atuação em condomínios da capital goiana. De acordo com a polícia, dois homens e duas mulheres trafegavam pela rodovia em um veículo pálio e fugiram em alta velocidade no momento em que receberam ordem de parada. Cerca de três quilômetros à frente, o carro parou e os dois homens fugiram pela vegetação às margens da pista. As duas mulheres, de 32 e 19 anos, foram detidas. A PRF solicitou apoio da aeronave do Graer para localizar os suspeitos. Um deles foi detido pelos policiais militares nas imediações do município de Terezópolis, já o outro segue foragido. A polícia informou também que a quadrilha confessou ter roubado um cofre em um condomínio de luxo momentos antes. O objeto foi encontrado e a vítima acionada para dar prosseguimento às investigações.

Marcos Cabral deixa presidência da Codego

Após desgastes envolvendo a venda de áreas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) para a construção de um shopping, cuja cessão havia sido obtida pela empresa ETS, de Matheus Henrique Aprígio Ramos, filho do empresário Carlinhos Cachoeira, Marcos Cabral deixou o cargo de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Agora ele assume área política no governo estadual. Ele será assessor Especial da Governadoria. A nomeação de Marcos Cabral ocorreu ainda nesta segunda-feira (8), em publicação em suplemento do Diário Oficial do Estado. O substituto de Cabral na Codego é o empresário Hugo Goldfeld, que ocupava diretoria na Saneago. O contrato entre a Codego e a empresa do filho de Cachoeira foi firmado em 20 de abril deste ano) e estabelece a venda de duas áreas de 22 mil metros quadrados por R$ R$ 53.424,62 à ETS Importação e Exportação. O deputado estadual Humberto Teófilo (PSL) havia apresentado denúncia sobre possíveis irregularidades na cessão das áreas. Um dos pontos destacados foi o fato de que Marcos Cabral acabou ignorando parecer da Controladoria Geral do Estado (CGE), que foram solicitados pelo ex-presidente da Codego, Pedro Sales que depois foi para a Goinfra. Os pareceres jurídicos recomendaram a negociação das áreas a preço de mercado – o valor seria de R$ 5 milhões – e ainda houve falta de demonstração de capacidade financeira pela empresa ETS. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Goiás. Outro ponto é que fosse feito um encontro de contas relativo ao que a empresa gastou para construir a nova sede regional da Polícia Civil e o valor de mercado da área em que o shopping seria construído. A nova sede teve custo aproximado de R$ 1.2 milhão. A permuta das áreas foi firmada em 2017, na gestão de Júlio Vaz à frente da companhia. A Codego iniciou na semana passada a revisão dos atos administrativos após o rompimento de cessão de terreno. O distrato havia ocorrido no último dia 2. A alegação da companhia é de que o processo foi iniciado na gestão anterior, apesar de o contrato ter sido assinado no último mês de abril. Marcos Cabral tem ligação política com Ronaldo Caiado. Foi vereador em Santa Terezinha de Goiás, prefeito por três vezes. No Governo Caiado, foi secretário de Desenvolvimento Social (Seds), de onde saiu para a Codego em outubro de 2019.

Mundo tem mais de 400.000 mortes e 7 milhões de casos de covid-19

Mais de 400.000 mortes e sete milhões de casos de contágio oficialmente registrados desde que surgiu na China, no final de dezembro passado: este é o último balanço da covid-19, que segue atingindo especialmente a América Latina e levou neste domingo (7) o papa a lamentar que na região “o vírus continue fazendo muitas vítimas”. Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades brasileiras neste domingo para se manifestar contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em meio a críticas contra a gestão do governo diante do avanço do novo coronavírus e de sua aversão a medidas de confinamento para contê-lo. Epicentro da pandemia há duas semanas, a América Latina registra quase 1,3 milhão de casos de contágio e mais de 64.000 óbitos. Neste domingo, durante o Ângelus, o papa Francisco lamentou que o vírus letal continue castigando a região. Depois de agradecer pelo fato de a epidemia parecer ter sido superada na Itália, o sumo pontífice acrescentou que “infelizmente, em outros países, especialmente na América Latina, o vírus continua fazendo muitas vítimas”. Francisco expressou sua “proximidade com essas populações, os doentes, suas famílias e todos os que cuidam deles”. – A passos acelerados na AL -No Brasil, o terceiro país com mais mortes no mundo, o ministério da Saúde atualizou no fim da noite deste domingo um balanço divulgado horas antes. De acordo com a nova plataforma da pasta, o Brasil soma 36.455 mortes por covid-19 (+525 em 24 horas) e 691.758 casos confirmados (+18.912 desde o sábado). Mais cedo, o Ministério tinha divulgado outros números: 37.312 óbitos (+1.382 em 24 horas) e 685.427 casos (+12.581 com relação a sábado). A pasta tinha deixado de computar os totais de casos e óbitos no país e voltou a fazê-lo neste domingo. A pasta não informou se os novos números resultaram de uma correção de cifras anteriores ou explicou a diferença entre eles. Tampouco respondeu à AFP sobre qual dos dois balanços é o correto. O México, com mais de 13.500 mortes e 117.000 infecções, está no pico de disseminação e mortalidade. No entanto, o governo iniciou a reabertura econômica e social. No Chile, uma revisão nos números adicionou 653 óbitos ao balanço total, que superou as 2.000 mortes. Na Bolívia, a região produtora de coca do Trópico de Cochabamba, área de influência do ex-presidente Evo Morales, foi posta em isolamento pelo governo interino do país, depois de terem sido registrados 300 casos e conhecidos informes de que pessoas falecidas foram sepultadas sem o acompanhamento dos protocolos, aumentando os riscos de contágio. O país soma 13.358 contágios e 454 óbitos. Com 386 mortes e 16.000 infecções, o Panamá, o mais atingido da América Central, retomará a quarentena por gênero na capital e em uma província adjacente na segunda-feira, depois do aumento de número de casos decorrente do desconfinamento. Temendo uma maior disseminação do vírus, a Venezuela anunciou que reduzirá o fluxo de migrantes autorizados a retornarem para o país através de uma importante passagem de fronteira com a Colômbia, a partir de segunda-feira. Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel declarou a covid-19 “sob controle” e afirmou que poderá anunciar uma estratégia de desconfinamento gradual na próxima semana. Neste domingo, o país completou oito dias sem registrar óbitos por coronavírus. Em um artigo no jornal espanhol “El País”, o escritor peruano Mario Vargas Llosa destacou a “eficiente” maneira como o Uruguai vem lutando contra o vírus. Até o momento, o país acumula 826 infectados e 23 mortes. No texto, o Prêmio Nobel de Literatura critica Brasil e Argentina por não imitarem seu pequeno vizinho. “A estes gigantes teria sido melhor se, em vez de fazer o que fizeram para deter (ou incentivar, no caso brasileiro) a pandemia, tivessem seguido o exemplo uruguaio”, afirma. – Mais reaberturas na Europa -Procurando emergir do colapso econômico causado por semanas de restrições e de confinamentos para conter a propagação do vírus, os países, incluindo muitos que ainda sofrem com o vendaval da pandemia, continuam se abrindo. Dada a desaceleração das infecções e a queda no número de mortes, a Europa seguirá, nesta semana, com a reativação de seu comércio e indústria e com a reabertura de atividades sociais e de suas fronteiras. Com mais de 27.000 mortos, a Espanha continua na segunda-feira com seu cauteloso desconfinamento por fases, com a passagem de Madri e Barcelona para a segunda e penúltima etapa. Nela, está autorizada a abertura de praias para banhos de sol e das áreas internas dos restaurantes. Com mais de 40.000 mortes, o Reino Unido anunciou hoje a reabertura dos locais de culto “para a oração individual”, a partir de 15 de junho. Neste fim de semana, locais emblemáticos como o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, ou os grandes museus de Madri, como o Prado, voltaram a receber o público. De longe o país mais afetado do mundo pela pandemia em números absolutos, os Estados Unidos somavam neste domingo 110.482 óbitos e 1.938.842 casos de covid-19. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, diz que a economia está se recuperando e insiste em flexibilizar o confinamento. Em um momento em que a indústria do petróleo foi particularmente afetada pela queda da demanda durante o confinamento, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados decidiram, neste fim de semana, prolongar os atuais cortes de produção em julho para estimular preços do petróleo.

Adriano Rocha Lima deixa Secretaria de desenvolvimento por novo cargo Auxiliar assume chefia geral da governadoria. Semana anterior foi marcada por mudanças no alto escalão

A saída de Adriano Rocha Lima da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) foi oficializada com publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (8). Ele vai assumir o cargo de secretário-chefe geral da Governadoria a convite do governador Ronaldo Caiado (DEM), no lugar de Fábio Cidreira Cammarota, que deixa o governo. O novo titular da Sedi é Márcio César Pereira, que era subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fábio Cammarota assumiu a Secretaria Geral da Governadoria em agosto. Até então, ele ocupava a presidência do Instituto de Tecnologia do Paraná. Cammarota foi um dos responsáveis pela elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado. Mudanças O primeiro escalão da administração passou nos últimos dias por algumas mudanças. Wilder Morais saiu da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) para disputar eleições em Goiânia. Nas Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás), Vanuza Valadares, deixou o cargo para se candidatar em Porangatu e na Agência Goiana de Habitação (Agehab) Eurípedes do Carmo, se descompatibilizou da função para participar do pleito em Bela Vista de Goiás. Por desgastes, Rodney Miranda deixou o comando da Secretaria de Segurança Pública. Ernesto Roller que está na Secretaria de Governo deve ser o substituto. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial do Estado.

07/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS

POSTADO EM 07/06/2020 EMBOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 07/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS   Dados obtidos até às 17h do dia 07/06/20    186º Caso: Paciente do sexo masculino 45 anos, com resultado  da rede pública do GO. Encontra-se internado na rede pública de saúde do DF, em acompanhamento pela equipe da unidade de internação.  187º Caso: Paciente do sexo feminino 61 anos, com resultado da  rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.  188º Caso: Paciente do sexo feminino 39 anos, com resultado da rede privada do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde.   CASOS CONFIRMADOS DE COVID-19 POR BAIRRO CÉU AZUL I: 16 CÉU AZUL III: 15 RIO BRANCO: 14 ESPLANADA II: 13 ANHANGUERA C: 13 ETAPA C: 12 ETAPA A: 10 ESPLANADA I: 10 VALPARAÍSO II: 10 CIDADE JARDINS: 09 JARDIM ORIENTE: 08 MORADA NOBRE: 07 ANHANGUERA B: 07 CÉU AZUL II: 06 ESPLANADA III: 06 ETAPA B: 06 ANHANGUERA A: 05 IPIRANGA: 05 PACAEMBÚ: 05 ETAPA D: 04 ETAPA E: 03 ESPLANADA V: 01 SÃO BERNARDO: 01 JARDIM DOS IPÊS: 01 CRUZEIRO DO SUL: 01 TOTAL: 188   Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) Leitos de Enfermaria total: 20 Leitos de Enfermaria ocupados: 03 Leitos em box de emergência total: 02 Leitos em box de emergência ocupados: 00 Respiradores: 05 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Total:04 Leitos ala especial COVID-19 Ocupados:01 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) total: 08 Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) ocupados: 04 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) total: 02 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) ocupados: 02 Respiradores: 02   Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Leitos de Enfermaria total: 07 Leitos de Enfermaria ocupados: 01 Leitos em box de emergência total: 02 Leitos em emergência ocupados: 01 Respiradores: 01   A atualização de leitos segue recomendação do Ministério Público que solicita a divulgação diária de leitos gerais (todas patologias) disponíveis nos hospitais públicos e conveniados.   A população que precisar tirar dúvidas sobre a COVID-19 pode ligar para a Secretaria Municipal de Saúde no telefone: (61) 3627-1351 ou Tele saúde do Ministério da Saúde no número 136.   Secretaria Municipal de Saúde

Por que o Brasil simplesmente não imprime dinheiro para sair da crise?

A crise do coronavírus, que atingiu a economia brasileira, fez com que a ideia de “imprimir dinheiro” ganhasse apelo entre economistas e especialistas como uma das formas de o país sair deste momento com os menores impactos econômicos possíveis. A ideia, que sempre foi refutada pela teoria econômica, ganhou apoio de profissionais reconhecidos no Brasil, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, por exemplo, como forma de reanimar a economia. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no entanto, descartou a medida. De acordo com ele, aumentar a massa monetária pode ser perigoso, pois haveria o risco de inflação. “Eu acho que a saída não é por aí. É uma ideia, estamos sempre dispostos às ideias, mas hoje nós não entendemos que seja a melhor saída”, disse. Segundo o BC, nenhuma medida acerca da flexibilização da base monetária ainda foi tomada. Economistas ouvidos pelo UOL, porém, refutam a ideia de existir pressão inflacionária neste momento dado o baixo nível da atividade econômica atual. Não se trata de criar mais notas Apesar de o imaginário popular crer que a tarefa de imprimir dinheiro passe pela geração de novas cédulas físicas, não é exatamente sobre isso que a discussão atual trata. De acordo com Simão Silber, professor de economia da USP (Universidade de São Paulo) e doutor em economia Universidade Yale, nos Estados Unidos, a proposta debatida por economistas é para que o governo amplie a base monetária, injetando liquidez na economia. Quando alguém compra um título de uma empresa está emprestando dinheiro a ela. Depois pode trocar o título para recuperar o dinheiro. Segundo Silber, a maneira mais simples é o BC comprar títulos de instituições financeiras para deixar mais dinheiro para bancos e empresas emprestarem. A maioria do dinheiro que é ‘criado’ é contabilmente. Então, não é rodar máquina para fazer dinheiro fisicamente. O que o BC pode fazer é comprar um título privado, por exemplo, e ele creditar o dinheiro na conta desse banco. Simão Silber, professor de economia da USP Há também a possibilidade de o governo aumentar o dinheiro em circulação comprando recebíveis e dívidas das empresas, como forma de aliviar as contas. Isso deixaria um montante maior livre para que a roda da economia voltasse a rodar. Outra possibilidade é o Tesouro emitir novos títulos públicos e oferecer ao mercado e ao próprio BC. Medidas seriam positivas? Segundo os economistas ouvidos pelo UOL, o governo poderia, sim, aumentar o dinheiro em circulação para ajudar o país a sair da crise, tomando apenas alguns cuidados. “O nosso cenário é de uma retração tão forte e violenta, que a emissão de moeda vai simplesmente devolver a economia a uma certa normalidade e, mesmo assim, abaixo da ideal”, disse Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap. De acordo com Cézar, o governo optar por não realizar essa estratégia faz com que a economia seja muito abalada, principalmente no curto prazo, atingindo emprego e renda dos brasileiros. A sociedade precisa entender que existe a possibilidade de o governo federal socorrê-la, e é uma opção do governo não fazê-lo. Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap O principal argumento do BC é que essa ampliação da base monetária traria o risco de uma inflação maior. Segundo Silber, no entanto, a atividade econômica está em um nível tão baixo que não há esse risco. “Não há problema inflacionário. A economia parou, já são quase três meses consecutivos com deflação, com os preços na média caindo. E assim sucessivamente. Há 12 anos, desde 2008, em uma grande crise econômica, emissão de moeda não tem problema agora”, afirmou. Ampliação não pode ser eterna Para Juliana Inhasz, economista e coordenadora da graduação em economia no Insper, a discussão é positiva, mas o ponto principal é a manutenção dessa política por um período prolongado, o que seria negativo ao Brasil no longo prazo. O grande problema é a incerteza que esse processo causa. Essa política é muito sedutora. Amanhã o governo pode estar lotado de títulos públicos na prateleira do BC. Meu medo é daqui a seis meses a gente não fazer reversão. a inflação voltar e a sociedade pagar o custo. Juliana Inhasz, professora do Insper

Suspeito de tráfico é preso com 4 kg de cocaína no estepe do carro

Um suspeito de tráfico de drogas foi preso na noite de sexta-feira (6) após ser flagrado com cocaína escondida no estepe do veículo em que estava, em Jataí, no sudoeste do estado. Ele levaria a droga para ser vendida em Brasília. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, após informações repassadas pela Polícia Federal, o suspeito foi abordado no trevo da BR-364 com a GO-341. Carro apreendido com cocaína no estepe (Foto: PRF/ Divulgação) Durante a revista, os policiais encontraram 4 kg de cocaína dentro do pneu de estepe do veículo. O motorista alegou aos agentes que adquiriu a droga na fronteira com o Paraguai, como destino a capital federal. A cocaína apreendida está avaliada em R$100 mil. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Jataí

Gusttavo Lima não terá que pagar indenização milionária sobre processo

vv A empresa do cantor Gusttavo Lima, 30, N&R Empreendimento, está sendo processada após se envolver na morte de um motociclista em abril de 2019. O acontecimento ocorreu em Goiânia, quando um funcionário do sertanejo dirigia um veículo da empresa e atropelou o motoqueiro. Segundo a assessoria do cantor, os acordos entre a família da vítima e a empresa estão em fase de homologação pelo Judiciário de Goiás. Lima foi citado formalmente em três processos na justiça goiana com relação ao caso. Diferentemente do que foi veiculado, de que a família do motociclista pedia cerca de R$ 1,5 milhão como indenização, a assessoria do cantor negou à reportagem nesta sexta-feira (5), e disse que os valores não serão expostos, mas não se trata de uma indenização milionária. O responsável pelo caso é o advogado Cláudio Bessas. “As partes fecharam acordo extrajudicial nos três processos, em danos morais e materiais. Um dos processos corre em segredo de justiça, por ter menores no polo ativo”, comunicou a assessoria. Gusttavo Lima enfrenta mais um processo na justiça, este movido pelo compositor André Luiz Gonçalves que pede pelos direitos da música “Fora do Comum” do cantor. O julgamento do processo aconteceria no dia 25 de maio mas foi adiado pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Ainda não há uma data definitiva para que ele ocorra. Uma das partes pediu sustentação oral. Porém, de acordo com o TJ, isso poderia ocorrer por videoconferência. Só que o magistrado decidiu tocar essa demanda, anteriormente marcada para 25 de maio, só após acabar a pandemia do coronavírus, pois esse tipo de chamada poderia gerar ecos e ruídos que prejudicariam as defesas. Recentemente o cantor recebeu advertência do Conar, órgão de regulamentação publicitária, após o excesso de bebidas alcoólicas em duas lives feitas por ele que eram patrocinadas. Nas ocasiões, ele fez propaganda de algumas bebidas. O Conar abriu uma representação ética contra o cantor e a Ambev por possíveis irregularidades em relação ao consumo.