Hoje live do Elvis Santos
Hoje as 19:00 live Elvis Santos, com pré cadidatos a vereadores Francisca e José Frazão
Marcos Cabral deixa presidência da Codego
Após desgastes envolvendo a venda de áreas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) para a construção de um shopping, cuja cessão havia sido obtida pela empresa ETS, de Matheus Henrique Aprígio Ramos, filho do empresário Carlinhos Cachoeira, Marcos Cabral deixou o cargo de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Agora ele assume área política no governo estadual. Ele será assessor Especial da Governadoria. A nomeação de Marcos Cabral ocorreu ainda nesta segunda-feira (8), em publicação em suplemento do Diário Oficial do Estado. O substituto de Cabral na Codego é o empresário Hugo Goldfeld, que ocupava diretoria na Saneago. O contrato entre a Codego e a empresa do filho de Cachoeira foi firmado em 20 de abril deste ano) e estabelece a venda de duas áreas de 22 mil metros quadrados por R$ R$ 53.424,62 à ETS Importação e Exportação. O deputado estadual Humberto Teófilo (PSL) havia apresentado denúncia sobre possíveis irregularidades na cessão das áreas. Um dos pontos destacados foi o fato de que Marcos Cabral acabou ignorando parecer da Controladoria Geral do Estado (CGE), que foram solicitados pelo ex-presidente da Codego, Pedro Sales que depois foi para a Goinfra. Os pareceres jurídicos recomendaram a negociação das áreas a preço de mercado – o valor seria de R$ 5 milhões – e ainda houve falta de demonstração de capacidade financeira pela empresa ETS. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Goiás. Outro ponto é que fosse feito um encontro de contas relativo ao que a empresa gastou para construir a nova sede regional da Polícia Civil e o valor de mercado da área em que o shopping seria construído. A nova sede teve custo aproximado de R$ 1.2 milhão. A permuta das áreas foi firmada em 2017, na gestão de Júlio Vaz à frente da companhia. A Codego iniciou na semana passada a revisão dos atos administrativos após o rompimento de cessão de terreno. O distrato havia ocorrido no último dia 2. A alegação da companhia é de que o processo foi iniciado na gestão anterior, apesar de o contrato ter sido assinado no último mês de abril. Marcos Cabral tem ligação política com Ronaldo Caiado. Foi vereador em Santa Terezinha de Goiás, prefeito por três vezes. No Governo Caiado, foi secretário de Desenvolvimento Social (Seds), de onde saiu para a Codego em outubro de 2019.
Mundo tem mais de 400.000 mortes e 7 milhões de casos de covid-19
Mais de 400.000 mortes e sete milhões de casos de contágio oficialmente registrados desde que surgiu na China, no final de dezembro passado: este é o último balanço da covid-19, que segue atingindo especialmente a América Latina e levou neste domingo (7) o papa a lamentar que na região “o vírus continue fazendo muitas vítimas”. Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades brasileiras neste domingo para se manifestar contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em meio a críticas contra a gestão do governo diante do avanço do novo coronavírus e de sua aversão a medidas de confinamento para contê-lo. Epicentro da pandemia há duas semanas, a América Latina registra quase 1,3 milhão de casos de contágio e mais de 64.000 óbitos. Neste domingo, durante o Ângelus, o papa Francisco lamentou que o vírus letal continue castigando a região. Depois de agradecer pelo fato de a epidemia parecer ter sido superada na Itália, o sumo pontífice acrescentou que “infelizmente, em outros países, especialmente na América Latina, o vírus continua fazendo muitas vítimas”. Francisco expressou sua “proximidade com essas populações, os doentes, suas famílias e todos os que cuidam deles”. – A passos acelerados na AL -No Brasil, o terceiro país com mais mortes no mundo, o ministério da Saúde atualizou no fim da noite deste domingo um balanço divulgado horas antes. De acordo com a nova plataforma da pasta, o Brasil soma 36.455 mortes por covid-19 (+525 em 24 horas) e 691.758 casos confirmados (+18.912 desde o sábado). Mais cedo, o Ministério tinha divulgado outros números: 37.312 óbitos (+1.382 em 24 horas) e 685.427 casos (+12.581 com relação a sábado). A pasta tinha deixado de computar os totais de casos e óbitos no país e voltou a fazê-lo neste domingo. A pasta não informou se os novos números resultaram de uma correção de cifras anteriores ou explicou a diferença entre eles. Tampouco respondeu à AFP sobre qual dos dois balanços é o correto. O México, com mais de 13.500 mortes e 117.000 infecções, está no pico de disseminação e mortalidade. No entanto, o governo iniciou a reabertura econômica e social. No Chile, uma revisão nos números adicionou 653 óbitos ao balanço total, que superou as 2.000 mortes. Na Bolívia, a região produtora de coca do Trópico de Cochabamba, área de influência do ex-presidente Evo Morales, foi posta em isolamento pelo governo interino do país, depois de terem sido registrados 300 casos e conhecidos informes de que pessoas falecidas foram sepultadas sem o acompanhamento dos protocolos, aumentando os riscos de contágio. O país soma 13.358 contágios e 454 óbitos. Com 386 mortes e 16.000 infecções, o Panamá, o mais atingido da América Central, retomará a quarentena por gênero na capital e em uma província adjacente na segunda-feira, depois do aumento de número de casos decorrente do desconfinamento. Temendo uma maior disseminação do vírus, a Venezuela anunciou que reduzirá o fluxo de migrantes autorizados a retornarem para o país através de uma importante passagem de fronteira com a Colômbia, a partir de segunda-feira. Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel declarou a covid-19 “sob controle” e afirmou que poderá anunciar uma estratégia de desconfinamento gradual na próxima semana. Neste domingo, o país completou oito dias sem registrar óbitos por coronavírus. Em um artigo no jornal espanhol “El País”, o escritor peruano Mario Vargas Llosa destacou a “eficiente” maneira como o Uruguai vem lutando contra o vírus. Até o momento, o país acumula 826 infectados e 23 mortes. No texto, o Prêmio Nobel de Literatura critica Brasil e Argentina por não imitarem seu pequeno vizinho. “A estes gigantes teria sido melhor se, em vez de fazer o que fizeram para deter (ou incentivar, no caso brasileiro) a pandemia, tivessem seguido o exemplo uruguaio”, afirma. – Mais reaberturas na Europa -Procurando emergir do colapso econômico causado por semanas de restrições e de confinamentos para conter a propagação do vírus, os países, incluindo muitos que ainda sofrem com o vendaval da pandemia, continuam se abrindo. Dada a desaceleração das infecções e a queda no número de mortes, a Europa seguirá, nesta semana, com a reativação de seu comércio e indústria e com a reabertura de atividades sociais e de suas fronteiras. Com mais de 27.000 mortos, a Espanha continua na segunda-feira com seu cauteloso desconfinamento por fases, com a passagem de Madri e Barcelona para a segunda e penúltima etapa. Nela, está autorizada a abertura de praias para banhos de sol e das áreas internas dos restaurantes. Com mais de 40.000 mortes, o Reino Unido anunciou hoje a reabertura dos locais de culto “para a oração individual”, a partir de 15 de junho. Neste fim de semana, locais emblemáticos como o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, ou os grandes museus de Madri, como o Prado, voltaram a receber o público. De longe o país mais afetado do mundo pela pandemia em números absolutos, os Estados Unidos somavam neste domingo 110.482 óbitos e 1.938.842 casos de covid-19. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, diz que a economia está se recuperando e insiste em flexibilizar o confinamento. Em um momento em que a indústria do petróleo foi particularmente afetada pela queda da demanda durante o confinamento, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados decidiram, neste fim de semana, prolongar os atuais cortes de produção em julho para estimular preços do petróleo.
Adriano Rocha Lima deixa Secretaria de desenvolvimento por novo cargo Auxiliar assume chefia geral da governadoria. Semana anterior foi marcada por mudanças no alto escalão
A saída de Adriano Rocha Lima da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) foi oficializada com publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (8). Ele vai assumir o cargo de secretário-chefe geral da Governadoria a convite do governador Ronaldo Caiado (DEM), no lugar de Fábio Cidreira Cammarota, que deixa o governo. O novo titular da Sedi é Márcio César Pereira, que era subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fábio Cammarota assumiu a Secretaria Geral da Governadoria em agosto. Até então, ele ocupava a presidência do Instituto de Tecnologia do Paraná. Cammarota foi um dos responsáveis pela elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado. Mudanças O primeiro escalão da administração passou nos últimos dias por algumas mudanças. Wilder Morais saiu da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) para disputar eleições em Goiânia. Nas Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás), Vanuza Valadares, deixou o cargo para se candidatar em Porangatu e na Agência Goiana de Habitação (Agehab) Eurípedes do Carmo, se descompatibilizou da função para participar do pleito em Bela Vista de Goiás. Por desgastes, Rodney Miranda deixou o comando da Secretaria de Segurança Pública. Ernesto Roller que está na Secretaria de Governo deve ser o substituto. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial do Estado.
07/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS
POSTADO EM 07/06/2020 EMBOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 07/06 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO COVID-19 E ATUALIZAÇÃO DE LEITOS EM VALPARAÍSO DE GOIÁS Dados obtidos até às 17h do dia 07/06/20 186º Caso: Paciente do sexo masculino 45 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se internado na rede pública de saúde do DF, em acompanhamento pela equipe da unidade de internação. 187º Caso: Paciente do sexo feminino 61 anos, com resultado da rede pública do GO. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde. 188º Caso: Paciente do sexo feminino 39 anos, com resultado da rede privada do DF. Encontra-se em isolamento domiciliar e em acompanhamento pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde. CASOS CONFIRMADOS DE COVID-19 POR BAIRRO CÉU AZUL I: 16 CÉU AZUL III: 15 RIO BRANCO: 14 ESPLANADA II: 13 ANHANGUERA C: 13 ETAPA C: 12 ETAPA A: 10 ESPLANADA I: 10 VALPARAÍSO II: 10 CIDADE JARDINS: 09 JARDIM ORIENTE: 08 MORADA NOBRE: 07 ANHANGUERA B: 07 CÉU AZUL II: 06 ESPLANADA III: 06 ETAPA B: 06 ANHANGUERA A: 05 IPIRANGA: 05 PACAEMBÚ: 05 ETAPA D: 04 ETAPA E: 03 ESPLANADA V: 01 SÃO BERNARDO: 01 JARDIM DOS IPÊS: 01 CRUZEIRO DO SUL: 01 TOTAL: 188 Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) Leitos de Enfermaria total: 20 Leitos de Enfermaria ocupados: 03 Leitos em box de emergência total: 02 Leitos em box de emergência ocupados: 00 Respiradores: 05 Leitos ala especial COVID-19 Semi UTI Total:04 Leitos ala especial COVID-19 Ocupados:01 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) total: 08 Leitos de Enfermaria (Sala Amarela) ocupados: 04 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) total: 02 Leitos em box de emergência (Sala Vermelha) ocupados: 02 Respiradores: 02 Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Leitos de Enfermaria total: 07 Leitos de Enfermaria ocupados: 01 Leitos em box de emergência total: 02 Leitos em emergência ocupados: 01 Respiradores: 01 A atualização de leitos segue recomendação do Ministério Público que solicita a divulgação diária de leitos gerais (todas patologias) disponíveis nos hospitais públicos e conveniados. A população que precisar tirar dúvidas sobre a COVID-19 pode ligar para a Secretaria Municipal de Saúde no telefone: (61) 3627-1351 ou Tele saúde do Ministério da Saúde no número 136. Secretaria Municipal de Saúde
Por que o Brasil simplesmente não imprime dinheiro para sair da crise?
A crise do coronavírus, que atingiu a economia brasileira, fez com que a ideia de “imprimir dinheiro” ganhasse apelo entre economistas e especialistas como uma das formas de o país sair deste momento com os menores impactos econômicos possíveis. A ideia, que sempre foi refutada pela teoria econômica, ganhou apoio de profissionais reconhecidos no Brasil, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, por exemplo, como forma de reanimar a economia. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no entanto, descartou a medida. De acordo com ele, aumentar a massa monetária pode ser perigoso, pois haveria o risco de inflação. “Eu acho que a saída não é por aí. É uma ideia, estamos sempre dispostos às ideias, mas hoje nós não entendemos que seja a melhor saída”, disse. Segundo o BC, nenhuma medida acerca da flexibilização da base monetária ainda foi tomada. Economistas ouvidos pelo UOL, porém, refutam a ideia de existir pressão inflacionária neste momento dado o baixo nível da atividade econômica atual. Não se trata de criar mais notas Apesar de o imaginário popular crer que a tarefa de imprimir dinheiro passe pela geração de novas cédulas físicas, não é exatamente sobre isso que a discussão atual trata. De acordo com Simão Silber, professor de economia da USP (Universidade de São Paulo) e doutor em economia Universidade Yale, nos Estados Unidos, a proposta debatida por economistas é para que o governo amplie a base monetária, injetando liquidez na economia. Quando alguém compra um título de uma empresa está emprestando dinheiro a ela. Depois pode trocar o título para recuperar o dinheiro. Segundo Silber, a maneira mais simples é o BC comprar títulos de instituições financeiras para deixar mais dinheiro para bancos e empresas emprestarem. A maioria do dinheiro que é ‘criado’ é contabilmente. Então, não é rodar máquina para fazer dinheiro fisicamente. O que o BC pode fazer é comprar um título privado, por exemplo, e ele creditar o dinheiro na conta desse banco. Simão Silber, professor de economia da USP Há também a possibilidade de o governo aumentar o dinheiro em circulação comprando recebíveis e dívidas das empresas, como forma de aliviar as contas. Isso deixaria um montante maior livre para que a roda da economia voltasse a rodar. Outra possibilidade é o Tesouro emitir novos títulos públicos e oferecer ao mercado e ao próprio BC. Medidas seriam positivas? Segundo os economistas ouvidos pelo UOL, o governo poderia, sim, aumentar o dinheiro em circulação para ajudar o país a sair da crise, tomando apenas alguns cuidados. “O nosso cenário é de uma retração tão forte e violenta, que a emissão de moeda vai simplesmente devolver a economia a uma certa normalidade e, mesmo assim, abaixo da ideal”, disse Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap. De acordo com Cézar, o governo optar por não realizar essa estratégia faz com que a economia seja muito abalada, principalmente no curto prazo, atingindo emprego e renda dos brasileiros. A sociedade precisa entender que existe a possibilidade de o governo federal socorrê-la, e é uma opção do governo não fazê-lo. Sillas de Souza Cézar, professor de economia da Faap O principal argumento do BC é que essa ampliação da base monetária traria o risco de uma inflação maior. Segundo Silber, no entanto, a atividade econômica está em um nível tão baixo que não há esse risco. “Não há problema inflacionário. A economia parou, já são quase três meses consecutivos com deflação, com os preços na média caindo. E assim sucessivamente. Há 12 anos, desde 2008, em uma grande crise econômica, emissão de moeda não tem problema agora”, afirmou. Ampliação não pode ser eterna Para Juliana Inhasz, economista e coordenadora da graduação em economia no Insper, a discussão é positiva, mas o ponto principal é a manutenção dessa política por um período prolongado, o que seria negativo ao Brasil no longo prazo. O grande problema é a incerteza que esse processo causa. Essa política é muito sedutora. Amanhã o governo pode estar lotado de títulos públicos na prateleira do BC. Meu medo é daqui a seis meses a gente não fazer reversão. a inflação voltar e a sociedade pagar o custo. Juliana Inhasz, professora do Insper
Suspeito de tráfico é preso com 4 kg de cocaína no estepe do carro
Um suspeito de tráfico de drogas foi preso na noite de sexta-feira (6) após ser flagrado com cocaína escondida no estepe do veículo em que estava, em Jataí, no sudoeste do estado. Ele levaria a droga para ser vendida em Brasília. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, após informações repassadas pela Polícia Federal, o suspeito foi abordado no trevo da BR-364 com a GO-341. Carro apreendido com cocaína no estepe (Foto: PRF/ Divulgação) Durante a revista, os policiais encontraram 4 kg de cocaína dentro do pneu de estepe do veículo. O motorista alegou aos agentes que adquiriu a droga na fronteira com o Paraguai, como destino a capital federal. A cocaína apreendida está avaliada em R$100 mil. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Jataí
Gusttavo Lima não terá que pagar indenização milionária sobre processo
vv A empresa do cantor Gusttavo Lima, 30, N&R Empreendimento, está sendo processada após se envolver na morte de um motociclista em abril de 2019. O acontecimento ocorreu em Goiânia, quando um funcionário do sertanejo dirigia um veículo da empresa e atropelou o motoqueiro. Segundo a assessoria do cantor, os acordos entre a família da vítima e a empresa estão em fase de homologação pelo Judiciário de Goiás. Lima foi citado formalmente em três processos na justiça goiana com relação ao caso. Diferentemente do que foi veiculado, de que a família do motociclista pedia cerca de R$ 1,5 milhão como indenização, a assessoria do cantor negou à reportagem nesta sexta-feira (5), e disse que os valores não serão expostos, mas não se trata de uma indenização milionária. O responsável pelo caso é o advogado Cláudio Bessas. “As partes fecharam acordo extrajudicial nos três processos, em danos morais e materiais. Um dos processos corre em segredo de justiça, por ter menores no polo ativo”, comunicou a assessoria. Gusttavo Lima enfrenta mais um processo na justiça, este movido pelo compositor André Luiz Gonçalves que pede pelos direitos da música “Fora do Comum” do cantor. O julgamento do processo aconteceria no dia 25 de maio mas foi adiado pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Ainda não há uma data definitiva para que ele ocorra. Uma das partes pediu sustentação oral. Porém, de acordo com o TJ, isso poderia ocorrer por videoconferência. Só que o magistrado decidiu tocar essa demanda, anteriormente marcada para 25 de maio, só após acabar a pandemia do coronavírus, pois esse tipo de chamada poderia gerar ecos e ruídos que prejudicariam as defesas. Recentemente o cantor recebeu advertência do Conar, órgão de regulamentação publicitária, após o excesso de bebidas alcoólicas em duas lives feitas por ele que eram patrocinadas. Nas ocasiões, ele fez propaganda de algumas bebidas. O Conar abriu uma representação ética contra o cantor e a Ambev por possíveis irregularidades em relação ao consumo.
Ministério da Saúde vai recontar mortos pela covid-19 porque diz ver “dados fantasiosos”
O Ministério da Saúde vai recontar o número de mortos no Brasil vítimas da covid-19. Segundo Carlos Wizard, que já despacha na pasta e que assumirá a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, os dados atuais seriam “fantasiosos ou manipulados”. À coluna, Wizard afirmou que o número de mortos, que ontem chegou a 35.026 pessoas, conforme dados oficiais, estaria inflado, apesar de pesquisas já terem demonstrado e do próprio Ministério da Saúde ter admitido, em outras gestões, que há um grande número de subnotificações. – Tinha muita gente morrendo por outras causas e os gestores públicos, puramente por interesse de ter um orçamento maior nos seus municípios, nos seus estados, colocavam todo mundo como covid. Estamos revendo esses óbitos. – afirmou. Nesta sexta-feira (5), o governo Bolsonaro suprimiu o número total de mortos e contaminados pela doença, informações que eram divulgadas pelo Ministério da Saúde desde início da pandemia. Também retirou do ar o site que continha esses dados. Nos últimos dias, o governo tem atrasado a publicidade do balanço sobre o coronavírus com o objetivo de prejudicar a veiculação nos telejornais do horário nobre. Segundo Wizard, a pasta tem convicção que o número de mortos no Brasil seria menor que o divulgado até agora. – Eu acredito que vai ter um dado mais real, porque o número que temos hoje está fantasioso ou manipulado. O futuro secretário disse à coluna que participou da decisão de rever o levantamento e que um balanço atualizado deve ser publicado dentro de um mês. As informações divulgadas diariamente pelo Ministério da Saúde são resultados das soma de casos e mortes contabilizados pelas secretarias de saúde de cada estado. TÓPICOS
STF deve ter maioria para investigar fake news
Alvo de críticas de governistas, o inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar notícias falsas e ataques a ministros da Corte deve continuar aberto. Na próxima quarta-feira, o plenário do tribunal vai julgar uma ação em que a Rede Sustentabilidade pede o arquivamento do caso, por irregularidades na tramitação. Ministros ouvidos em caráter reservado pelo GLOBO apontam que, por maioria, o inquérito será considerado legítimo e as investigações vão continuar. Em manifestação ao STF, o procurador-geral da República, Augusto Aras, reconheceu nesta quinta-feira que a Corte tem sofrido ataques ilegais que vão além do conceito constitucional de liberdade de expressão: “O Supremo Tribunal Federal tem sido alvo de uma campanha difamatória. Temos visto manifestações que transbordam dos limites da liberdade de expressão para não só veicular notícias falsas (fake news), mas perpetrar crimes, sobretudo contra a honra da Suprema Corte e de seus integrantes”, escreveu. Segundo Aras, a investigação sobre políticos com foro privilegiado no inquérito das fake news tem por base participação em “manifestações atentatórias ao STF” e está citada em trechos do inquérito que apuram o funcionamento do chamado “gabinete do ódio”. Aras não cita os políticos sob suspeita. Já foram seis deputados federais que prestaram depoimento sobre a distribuição de notícias falsas e a produção de campanhas difamatórias: Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP) e Cabo Junio Amaral (PSL-MG). A manifestação de Aras foi entregue em resposta à ação da Rede Sustentabilidade que contesta o inquérito. Aras cita o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o gabinete do ódio, como é conhecido o grupo que articula campanhas difamatórias nas redes sociais supostamente ligado ao Palácio do Planalto. “Os primeiros investigados com prerrogativa de foro vieram a aportar nos autos, a partir de indícios de participações em manifestações atentatórias ao STF, apenas nos recentes apensos de número 70 e 74, os quais investigam, respectivamente, o chamado ‘Gabinete do Ódio’ e as manifestações do Ministro Abraham Weintraub reveladas em trechos da reunião Ministerial ocorrida em 22 de abril de 2020”, escreveu Aras, que ainda defendeu que o processo fosse fatiado para separar a análise de indícios referentes a políticos com foro especial. União A tendência de maioria do STF para validar o inquérito das fake news é fruto de uma unidade dos integrantes da Corte em torno do fortalecimento do STF como instituição. A decisão seria também uma forma de apoiar o ministro Alexandre de Moraes, alvo de ataques de aliados do presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, ele determinou buscas e apreensões em endereços de bolsonaristas suspeitos de disseminarem discurso de ódio e notícias falsas contras o Supremo. No tribunal, ministros têm dito, publicamente e em caráter reservado, que o momento é de defesa da instituição. O presidente Bolsonaro tem sido presença frequente em manifestações que pedem o fechamento do STF, bem como do Congresso Nacional. Para os ministros, ao agirem com espírito de corpo, estão se defendendo de ataques de manifestantes e das investidas do presidente. A ação da Rede chegou ao STF em março do ano passado, assim que o inquérito foi instaurado. O partido questionou o fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) não ter sido consultada sobre as investigações. Outro ponto foi Toffoli escolher Moraes para conduzir o caso, em vez de sortear um relator, como é a praxe. Depois da operação contra bolsonaristas, o partido informou ao Supremo que não tem mais interesse no julgamento. De acordo com a Rede, se na origem o inquérito das fake news apresentava “indícios antidemocráticos”, agora ele teria se transformado em “um dos principais instrumentos de defesa da Democracia e da lisura do processo eleitoral”. No entanto, não existe a possibilidade de desistência nesse tipo de processo, como ressaltou o relator da ação, ministro Edson Fachin. Toffoli decidiu pautar a ação para julgamento logo após a operação. O momento escolhido foi justamente para legitimar a medida determinada por Moraes, diante da tendência do plenário em apoiar o relator. Também deve ser analisado na quarta-feira pedido de Augusto Aras para suspender o inquérito. O procurador-geral da República está incomodado com o fato de não participar das investigações e quer saber o papel do Ministério Público no caso. O plenário deverá declarar que a PGR tem o direito de se manifestar ao fim das investigações, para opinar se será apresentada denúncia ou se o caso deve ser arquivado. Na operação da semana passada, foram feitas buscas e apreensões em endereços de 17 pessoas suspeitas de integrar uma rede de ataques a integrantes da Corte. O governo considerou a medida abusiva, o que deixou ainda mais delicada a relação do Supremo com o Planalto. Após as críticas sucessivas, Bolsonaro abaixou o tom, e emissários têm procurado integrantes do Supremo, como Moraes. Habeas corpus Toffoli também pautou para começar no dia 12 o julgamento de um habeas corpus ajuizado em nome do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele seja excluído do inquérito das fake news. O titular da Educação é alvo de apuração porque, na reunião ocorrida em 22 de abril no Palácio do Planalto, defendeu a prisão de ministros do Supremo, a quem chamou de “vagabundos”. O julgamento do habeas corpus será feito no plenário virtual, sistema eletrônico no qual os ministros postam seus votos ao longo de uma semana, sem a necessidade de debate. Já a ação da Rede será julgada por videoconferência, com debate entre os ministros.
