Caiado convoca partidos de sua base para uma reunião de emergência
Dois dias após o PSDB anunciar que está proibida a coligação com o DEM nas eleições municipais em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) convocou para uma reunião de emergência todos os presidentes estaduais de partidos que compõem a sua base aliada. O encontro está marcado para a manhã desta sábado (1°), no Palácio das Esmeraldas. Atualmente, Caiado conta com 14 partidos. São eles, DEM, Podemos, PMN, PMB, PPL, PRP, PROS, PRTB, PSC, PSL, PTC, PDT, PSB e Cidadania.
Assembleia Legislativa retornará com equipes reduzidas
As atividades na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) retornam do recesso parlamentar com equipes reduzidas no administrativo da Casa e nos gabinetes dos deputados, na próxima segunda-feira (3). O presidente Lissauer Vieira (PSB) orientou aos membros do legislativo que dividam suas equipes para um retorno gradual. Na segunda, a Assembleia reabrirá normalmente no período integral, das 8h às 18h, mas as sessões ainda serão remotas. Na terça-feira (4), vai ocorrer a primeira plenária do segundo semestre. De acordo com o Lissauer, um sistema misto das sessões, algumas presenciais e outras remotas, poderá ser implantado caso exista, nos próximos meses, condições técnicas e sanitárias para que o plenário presencial volte a funcionar.
Pré-candidatos endurecem tom de críticas a Iris
Com a proximidade das eleições, aos poucos o tom de críticas dos pré-candidatos em relação à administração municipal vai subindo. Os postulantes ao cargo de prefeito de Goiânia se manifestam de forma mais dura em redes sociais neste final de semana. A tendência é que o furor dos adversários persista em curva crescente. Boa parte das críticas tem se direcionado à área da Saúde, ao enfrentamento da covid-19 na cidade. Elias Vaz (PSB) e Major Araújo (PSL), por exemplo, repercutiram reportagem da Tv Globo argumentando que a frota do SAMU em Goiânia não é suficiente para atender a população. Dra Cristina (PL), argumentou sobre a retirada das horas extras da Guarda Civil Metropolitana e, como consequência a diminuição do efetivo das Unidades de Saúde. Há poucos dias, questionado sobre as críticas dos pré-candidatos, o prefeito Iris Rezende disse que é natural que aqueles que pretendem disputar a prefeitura não façam elogios. “Eu estou na política há 60 anos. Eu nunca vi adversário que sonha ocupar a posição elogiar”, disse o prefeito.
‘Não tem como evitar morte’, diz Bolsonaro sobre coronavírus
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que “não tem como evitar” mortes causadas pelo novo coronavírus. Segundo Bolsonaro, a única maneira de não se infectar é viver isolado da sociedade. O Brasil já registrou mais de 83 mil mortes pelo coronavírus, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. A declaração foi feita durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada. Bolsonaro reclamou dos que criticam “qualquer negocinho” feito pelo governo, e citou a Argentina, em referência a críticas feitas contra o ex-presidente Maurício Macri que, na visão dele, levaram ao retorno do kirchnerismo. O presidente ironizou e disse que agora o país vizinho está uma “maravilha”. — Muito coisa errada vem acontecendo há muito tempo. Não dá para a gente resolver de uma hora para outra. Qualquer negocinho o pessoal costuma criticar e atirar. Argentina estava assim. Voltou agora para o…Está uma maravilha agora a Argentina, né? Está uma boa lá. Uma maravilha. Nesse momento, um apoiador citou que a Argentina bateu recordes de óbitos pelo coronavírus — no total, o país tem 2.588 vítimas da doença. Então, Bolsonaro disse que “isso não tem nada a ver” e que “mais cedo ou mais tarde” todos vão pegar o vírus. — Isso não tem nada a ver. A questão da pandemia não existe como evitar, a não ser ficar isolado em um canto aí. Fora isso, quem está vivendo em sociedade, mais cedo ou mais tarde vai pegar. Não tem como evitar morte no tocante a isso. No Brasil, ninguém morreu, pelo que eu tenho conhecimento, por falta de atendimento médico. Todos os recursos o governo passou para estados e municípios. O presidente também criticou os que defendem uma ampliação das medidas de isolamento até 2022, dizendo que isso iria “empobrecer todo mundo”;— Alguns estão falando que isso vai durar até 2022, imagina? Vai empobrecer todo mundo. Se continuar com essa política que está aí, empobrece todo mundo. Bolsonaro já minimizou antes as mortes do coronavírus. Em uma ocasião, em abril, disse que não era “coveiro”. Dias depois, questionou “e daí?” ao ser perguntado sobre o número de mortes e afirmou que não poderia fazer milagres. Em junho, quando um apoiadora pediu uma “palavra de conforto” para os “enlutados”, o presidente disse que a morte “é o destino de todo mundo”.
Aliados de Bolsonaro indicam parentes para cargos no governo
A indicação da filha de Braga Netto, ministro da Casa Civil, para uma vaga na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), frustrada após a divulgação, não seria algo inédito na gestão de Jair Bolsonaro. Em seu mandato, persiste a velha prática da nomeação de parentes de deputados, senadores e demais aliados em cargos do governo federal. Em maio deste ano, o filho do senador Elmano Férrer (PODE-PI), Leonardo Férrer, tornou-se ouvidor na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Ele teve um voto contrário da representante dos trabalhadores da companhia, que disse que o cargo deveria ser de um servidor de carreira. Só na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), entidade vinculada ao Ministério da Saúde, o governo nomeou em agosto passado a mulher do líder do PL, Wellington Roberto (PB), Deborah Roberto, e uma tia do deputado Gustinho Ribeiro (SD-SE), Maria Luiz Felix. Na superintendência do órgão na Paraíba, foi mantida a mãe do líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Virgínia Velloso Borges ocupa o cargo desde 2017. Procurado, Aguinaldo Ribeiro se restringiu a dizer, através de sua assessoria, que sua mãe foi nomeada no governo de Michel Temer. Wellington Roberto diz que a indicação de sua mulher é técnica: — Ela é competentíssima, já trabalhou em vários órgãos aqui em Brasília e agora está na diretoria de saúde ambiental e fazendo um trabalho excelente. Está comunicando tudo ao presidente e colocando ordem por lá. Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), vice-líder do governo no Senado Federal, tem o filho, Sérgio Fernandes Ferreira, empregado em uma diretoria no Ministério do Turismo, mas nega qualquer tipo de favorecimento. — Ele é jovem de boa formação e secretário-geral do partido. Tem vida independente e não sou eu que vou proibi-lo de atuar no governo, até porque já fiz isso durante toda minha trajetória — afirma Izalci. Em 17 de abril de 2019, o deputado Julio Cesar (PSD-PI) conseguiu a nomeação de sua irmã, Jacqueline Carvalho Maia, na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Ela é assessora da presidência da companhia, ligada ao Ministério da Agricultura. — Eu já fui diretor administrativo da Conab em 2001, e conhecendo lá as pessoas consegui uma indicação dela. Não foi critério político, foi mais pela relação de amizade, por eu conhecer as pessoas — diz. Há ainda o caso da esposa do deputado federal Herculano Passos (MDB-SP), ex-vice-líder do governo, que ocupava uma secretaria no Ministério da Cidadania de maio do ano passado até fevereiro deste ano, quando saiu para disputar a prefeitura em Itu (SP). Segundo o deputado, ela foi nomeada por ter “competência técnica” e “notória experiência na área”. O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) também emplacou a indicação de sua mulher em um cargo no governo no ano passado. Superintendente da Funasa na Bahia de julho de 2019 até janeiro deste ano, Andreia Cajado deixou o cargo para assumir uma diretoria em uma agência no governo da Bahia. Ela é pré-candidata à prefeitura de Dias D’Ávila (BA). — Ela tem uma atividade política independente da minha, foi prefeita três vezes, é bacharel em Direito e Geografia. A experiência dela exitosa como gestora pública foi que a levou para esse cargo — diz Cajado. O governo também negociou com Elmar Nascimento (BA) para manter seu irmão, Elmo Nascimento, como superintendente da Codevasf em Juazeiro (BA). Ele deixou o cargo em junho deste ano, também devido às eleições municipais. Nepotismo cruzado A nomeação de parentes de aliados não configura nepotismo, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso desde que não se trate de nepotismo cruzado — quando, em troca de uma indicação, o político nomeia também um parente de seu aliado. O senador Elmano Férrer e o deputado Gustinho Ribeironão responderam aos contatos da reportagem. O deputado Elmar Nascimento se limitou a dizer que o irmão foi nomeado ainda no governo Temer.
“Não sou a briga de Jardel e Adib”, diz Gustavo Sebba, pré-candidato em Catalão
“Não sou a briga de Jardel e Adib”, diz o deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), pré-candidato à prefeitura de Catalão. Segundo o parlamentar, os adversários podem tentar vincular o desgaste do ex-prefeito Jardel Sebba a ele, mas não acredita no sucesso dessa estratégia. “Nunca fui prefeito. No debate, se fizerem isso vou dizer: ‘chame o Jardel’”, adianta. Gustavo que reconhece alguns erros na gestão do pai, Jardel, afirma que a gestão foi boa em áreas essenciais. “Mas teve um secretariado fraco, trouxe equipe de fora”, diz e reforça: “Não somos a mesma pessoa. Eu tenho minha equipe, minha ideologia e mandato será diferente”. Questionado sobre a participação de Jardel no pleito, ele diz que o ex-prefeito irá ajudar como puder. “Ele tem um público que gosta muito dele, fiel. Mas não está mexendo mais com política, saiu da vida pública”, declara. Votações Em 2018, Gustavo Sebba teve 6.419 votos para deputado estadual, apenas em Catalão. Jardel, oito anos antes, 16.847. O número não preocupa o pré-candidato. Segundo ele, o pleito passado teve 15 candidatos a deputado estadual por Catalão e região, inclusive nomes do prefeito Adib. “E só eu eleito.” Ainda de acordo com Sebba, os votos diminuíram, mas ele se fortaleceu no contexto geral. Pré-campanha Em relação à pré-campanha, Gustavo demonstra animação. Segundo ele, as articulações seguem e os apoios têm sido fechados. “Crescendo.” Ele revela que o trabalho ocorre mais nas redes sociais, mas diz fazer visitas pontuais, sem aglomeração. A chapa de vereadores está completa, segundo ele, com 26 nomes – na verdade mais, porém alguns terão de ficar de fora. “Inclusive, a Rosângela (Santana), que já é vereadora, deve ser a mais bem votada”, acredita Sebba. Atualmente, segundo Gustavo, o PSDB é aliado, na cidade, de o Avante e PV. Outros ainda estão em negociação e a aliança com uma grande sigla deve ser anunciada nesta semana. Leia mais:
9,7% da população de Goiás é filiada a partidos políticos
Em Goiás, 9,7% da população é filiada a algum partido político, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o IBGE, no estado há cerca de 7 milhões de habitantes e 680 mil pessoas tem algum vínculo partidário. Nesse contexto, o partido com o maior número de filiados é o MDB, com 123.077 pessoas, o que representa 18,09% do total. O PSDB que já esteve à frente da gestão estadual por muito tempo é a segunda legenda com maior número de integrantes, com 73 mil 195. O Partido Progressista (PP), presidido pelo ex-deputado federal Alexandre Baldy, aparece em terceiro, com 54.491 membros. Em quarto o DEM, do governador Ronaldo Caiado, possui 50.322 registros. Na sequência, em sétimo, vem o PT, com 45.031. O PL, da deputada federal Magda Mofatto é a sexta legenda com mais componentes em Goiás, 37.958 filiados. O PTB – mesmo com a saída do grupo do ex-deputado federal Jovair Arantes- ainda tem um grande número de membros, um total de 35.070, ocupando a sétima colocação no ranking. O PDT, da deputada federal Flávia Morais, tem 26.664 membros, sendo o oitavo partido com mais filiados no estado. O PSB, presidido pelo deputado federal Elias Vaz, vem em seguida. São 20.450 filiados. A lista é encerrada com o Podemos, que aparece com 20.419 filiados, entre eles o deputado federal José Nelto. Menos filiados Os seis partidos com menor quantitativo de filiados em Goiás são mais ligados ao segmento da esquerda considerada mais radical. A Unidade Popular (UP) é o partido com menos membros no estado, um total de apenas 21. O PCO, que lançou nas eleições passadas candidatura para o governo estadual tem 93 pessoas nos seus quadros. Em seguidam o PSTU que já teve vereador eleito em Goiânia, conta 235 integrantes. O tradicional PCB que sempre tem marcado presença nas disputas eleitorais em Goiânia e a nível estadual tem 397 filiados. Por fim, o Novo tem 703 integrante no estado; pouco atrás da Rede Sustentabilidade, com 805 filiados. Goiânia A capital tem 97.832 pessoas filiadas a partidos políticos, um total de 6.4% da população. O percentual na capital é menor do que no interior goiano, em que os números indicam que o eleitor tem um pouco mais de ligação com segmentos partidários. Em Goiânia, a situação é semelhante à do quadro estadual, com MDB e UP nas duas pontas opostas, com mais e menos filiados, respectivamente. O primeiro acumula 24.802 filiações, cerca de 25% do total; UP tem 20, ou seja, apenas um membro do partido é morador do interior. Brasil Segundo dados do TSE, o Brasil tem hoje 16.499.493 pessoas filiadas a partidos políticos. Das 33 legendas registradas, o MDB é o que tem mais filiados: 2.163.450 pessoas. Apenas outros seis partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral contam com mais de 1 milhão de membros: Partido dos Trabalhadores (PT, 1.535.390); Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, 1.379.564); Progressistas (PP, 1.342.038); Partido Democrático Trabalhista (PDT, 1.162.475); Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, 1.092.195); e Democratas (DEM, 1.025.415 ). Na outra ponta, o recém-criado Unidade Popular (UP) é a agremiação política brasileira com menos filiados, totalizando 1.116 membros. Reduto O estado de São Paulo é o reduto da maior parte dos filiados brasileiros, com 3.092.214; seguido do estado de Minas Gerais, com 1.724.890; e do Rio Grande do Sul, com 1.343.540.
PM do RJ associa partidos de oposição a vandalismo e elogia bolsonaristas
Documentos internos da Polícia Militar do Rio de Janeiro obtidos com exclusividade pelo UOL mostram que a corporação associa partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro a atos de vandalismo. É com esse argumento que a corporação justificou a inclusão de aparatos de repressão em planos de policiamento para manifestações políticas no estado durante a pandemia da covid-19. Os registros internos da PM — solicitações de policiamento, ordens de serviço e outros documentos relativos a mais de uma dezena de manifestações no Rio desde 18 de abril— revelam uma postura seletiva no tratamento de atos públicos (veja documentos a seguir). Enquanto manifestações de oposição ao governo Bolsonaro são tratadas sempre como eventos com potencial de distúrbios, atos de apoiadores do presidente são vistos como inofensivos e até rendem elogios a bolsonaristas mesmo quando contrariaram normas de isolamento social. Para a PM, as manifestações que justificam aparato de repressão variam de atos abertamente contra o governo a protestos como o de entregadores de aplicativos no dia 1º deste mês. O uso de grande aparato policial, que envolveu inclusive batalhões de elite, é motivado segundo a PM pela “possibilidade de grande mobilização de manifestantes em virtude da convocação de adeptos dos partidos políticos opositores e anarquistas, com histórico em atos anteriores desse mesmo gênero, registros de confusões e depredação do patrimônio público”. Partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro viram grave ameaça à democracia na associação com atos de vandalismo revelada pelo pelo UOL —um deles prometeu ir ao STF para questionar ações policiais parciais. Por sua vez, protestos bolsonaristas nunca são associados pela corporação a riscos de distúrbio. A possibilidade de confrontos só é mencionada quando a PM especula a chance de manifestantes contra o governo dividirem espaço com bolsonaristas no mesmo local —sobretudo após atos contra e a favor do governo se encontrarem na avenida Paulista, em 31 de maio. Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, presidente do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), a forma de atuação da PM do Rio é inconstitucional. “A medida da polícia do Rio é frontalmente ilegal, porque trata a mesma ação [a organização de atos públicos] de dois grupos políticos de forma completamente diferente. Está discriminando oficialmente um grupo por sua orientação política e ideológica”, critica. Procurada, a PM do Rio afirmou que “dimensiona o planejamento das operações para acompanhar manifestações políticas com base em informações estratégicas e sigilosas, colhidas pelo setor de inteligência”. Os documentos listam contudo informações ao alcance de buscas nas redes sociais. Ainda segundo a PM, “independentemente do objetivo das manifestações, as operações seguem orientação técnica, priorizando a segurança dos cidadãos e do patrimônio público e privado. Para tanto, são empregadas equipes dos batalhões de área, assim como das unidades especiais”. A corporação classifica os resultados obtidos no patrulhamento de manifestações durante a pandemia como “bastante satisfatórios”.
Sancionada lei de incentivo a consumo de produtos locais
O governador Ronaldo Caiado (DEM) sancionou, na última quinta-feira (16), a lei que incentiva a compra e consumo de produtos locais. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), o dispositivo º20.809/20 ajuda instituir o programa “Dê uma Força Para Goiás”. O texto destaca a importância de se criar mecanismos para conscientizar a população ao consumo de produtos e serviços goianos para tentar minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A política pública é voltada ao estímulo do desenvolvimento do empreendedorismo e da promoção da cooperação entre das diferentes esferas do Poder Público, setor empresarial e demais segmentos para fomentar o comércio local. Uma das formas de se fazer isso é com campanhas publicitárias. “O Estado precisa dar uma retomada e a lei busca o incentivo de campanhas publicitárias de produtos goianos. Mas não é somente industrializados. É incentivar a compra na frutaria, farmácia do bairro, de produtos por meio de e-commerce, que cresceu muito na pandemia, de empresas que seja do nosso estado ou fabricado aqui”, ressalta Lissauer. Com isso, a lei prevê que todos os órgãos e instituições públicas estaduais devem aderir à política. Além disso, para fortalecer o comércio local, é prevista a realização de audiências públicas para debater o tema, colher propostas, planejar ações para encaminhar relatórios à Alego. “A lei de incentivo de consumo estimula a usar produtos que são daqui, como o etanol. Os postos de combustíveis terão de colocar cartazes para estimular a preferência de abastecer com o combustível que é feito em Goiás. Com isso, teremos uma união de esforços para conseguir enfrentar esse momento”, destaca o presidente.
“Se for extremamente necessário, eu não fujo à luta”, diz Iris sobre candidatura
Com a proximidade do processo eleitoral, aumenta a expectativa sobre a participação do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB) no pleito de 2020. Ele novamente foi questionado sobre o assunto nesta quarta-feira (15) e destacou que não pretende se candidatar, embora tenha deixado claro que poderá entrar na disputa desde que seja “extremamente necessário”. Iris voltou a dizer que se candidatou em 2016 por ver que a situação da prefeitura era crítica, com dívidas próximas de R$ 1 bilhão e déficit mensal de R$ 31 milhões. Ele ressalta que não poderia ficar omisso e por isso se colocou na última disputa. “Tomei aquela atitude para disputar a prefeitura para consertar e consertei a prefeitura e posso dizer a vocês. Não tem um centavo de dívida, tem o dinheiro em caixa com essa crise e todas as obras estão em andamento. Se chegar a um determinado momento, se for extremamente necessário, eu não fujo à luta, mas não faz parte do meu programa hoje me candidatar à reeleição”, declarou. Pré-candidatos O Mais Goiás conversou com 14 pré-candidatos a prefeito de Goiânia. Eles fizeram críticas à gestão municipal relativas a administração no enfrentamento do novo coronavírus, as obras que estão sendo realizadas na cidade, entre outros pontos. Questionado sobre o assunto, o prefeito diz que está acostumado com essas ponderações feitas em época de eleição. Iris argumentou que nunca viu adversário elogiar quem está ocupando o cargo que se almeja chegar. “Eu estou na política há 60 anos. Eu nunca vi adversário que sonha ocupar a posição elogiar. Agora faça uma pesquisa em qualquer bairro de Goiânia. Pare na rua e pergunta se ele está satisfeito ou não com o trabalho que se realiza na prefeitura de Goiânia, é obra de todo os lados de ponta a ponta, em todas as áreas da administração, não tem ideia das pontes, dos viadutos, de tudo para melhorar o futuro da população em Goiânia, de forma que eu me acostumei com crítica”. Ele continua: Quando a crítica é construtiva, busco me corrigir, mas essas críticas aí em época de eleição eu não levo em conta. Tenho dado aí tudo de mim, nestes quatro anos, por esta cidade que me fez político, esta cidade que amo e este povo que tenho por ele um absoluto respeito”, respondeu o prefeito.