Força-tarefa da Polícia Civil prende suspeitos de matar Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas

Com 91% de eficiência em elucidação de crimes, Polícia Civil esclarece caso de corretora desaparecida em Caldas Novas Força-tarefa resultou na prisão de dois suspeitos pelo assassinato de Daiane Alves Souza; helicóptero foi utilizado para auxiliar na localização do corpo A Polícia Civil de Goiás mobilizou uma força-tarefa e utilizou o novo helicóptero da corporação, em operação desde dezembro de 2025, nas buscas pela corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. O emprego da aeronave auxiliou na varredura da região, resultando na localização do corpo da mulher de 43 anos, nesta quarta-feira (28/1), em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. O síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos como suspeitos do homicídio. A investigação contou com o apoio de grupos especializados e recursos estratégicos, como análise de videomonitoramento. “Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. A gente busca muito, não só suspeitos, mas precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio, uma vez que o corpo foi encontrado”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, durante coletiva de imprensa nesta manhã. O delegado-geral também exaltou o trabalho do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa. “Realmente fez um trabalho excepcional durante esse período, conseguindo provas de materialidade e de autoria, trazendo robustez para o inquérito policial. Graças a toda equipe do GIH, Caldas Novas tem um índice de resolução de homicídio e tentativa de homicídio de mais de 91%. Hoje comprovamos esse trabalho que tem sido feito”. Além do GIH, a força-tarefa envolveu equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Inteligência da Polícia Civil. Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela. Após o desaparecimento, familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em unidades de saúde, com amigos e conhecidos. Para a Polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais entre a corretora e o síndico. “A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então houve um atrito aí, uma questão de relação comercial”, disse o delegado André Luiz Barbosa. “Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”, emendou. Em depoimento, o síndico confessou o crime e afirmou ter retirado o corpo do local em sua picape. Fotos e vídeos: Polícia Civil

Secretário de Educação pede exoneração em Cidade Ocidental

Fonte: Redação Radar Foto: Instragan Fábio Dutra não é mais o secretário de Educação de Cidade Ocidental. Ele pediu exoneração do cargo nesta semana. Nos bastidores, a saída teria sido motivada por desentendimentos internos dentro da própria pasta. Desde a nomeação da subsecretária Cilene Ramos, há rumores de que a relação ficou estremecida. Cilene estaria tentando tomar decisões de forma independente, passando por cima da autoridade do então secretário. Fábio Dutra teria conversado diretamente com o prefeito Lulinha e, de forma amigável, optou por deixar o cargo. O nome mais cotado para substituí-lo é o do vereador Rivadávia. A mudança agita os bastidores políticos da cidade e levanta questionamentos sobre os rumos da Educação no município. Há rumores também que a nomeação de Rivadávia seria um “pedido” do ex-prefeito Fábio Corrêa, assim como a nomeação da subsecretária Cilene Ramos. Será que quem dá as cartas na educação é o ex-prefeito Fábio Corrêa? Vamos aguardar a cenas dos próximos capítulos!

Placa Solar ou Geração Distribuída? Entenda qual faz mais sentido

Saiba as diferenças entre instalar placas no telhado e aderir à energia limpa compartilhada e descubra qual opção faz sentido para o seu bolso Por Lemon Energia – TV ANHANGUERA Quando se fala em energia solar A primeira imagem que vem à cabeça de muita gente são telhados cobertos de painéis fotovoltaicos. Essa é uma solução cada vez mais popular, mas não a única forma de consumir energia limpa no Brasil. A chamada Geração Distribuída Compartilhada (G.D.) cresce em ritmo acelerado justamente por resolver um dos principais obstáculos de quem sonha em gerar energia própria: o alto custo de instalação e a falta de espaço para painéis. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mais de 90% dos brasileiros vivem em apartamentos ou imóveis comerciais onde não há área, ou autorização, para instalar placas solares. O sol como ativo energético O Brasil está entre os países mais privilegiados em incidência solar no mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em boa parte do território a radiação diária supera 5 kWh/m². Em termos práticos, significa energia abundante quase o ano inteiro, um recurso que poderia reduzir nossa dependência das bandeiras tarifárias e da oscilação nos preços da eletricidade. Transformar o sol em economia, no entanto, não é simples. E aqui se abrem dois caminhos: instalar placas próprias ou aderir à energia limpa compartilhada. No telhado ou à distância? A placa solar própria é a imagem clássica: o consumidor compra os equipamentos, instala no telhado e passa a gerar sua própria energia. A conta de luz cai, mas o investimento inicial é alto. Segundo a ABSOLAR, o valor médio de um sistema residencial varia entre R$ 18 mil e R$ 25 mil, dependendo da potência e da região. A Geração Distribuída Compartilhada, por sua vez, funciona de forma diferente. O consumidor se torna assinante de uma usina solar remota: a energia é injetada na rede elétrica e os créditos aparecem diretamente na fatura. É como se o telhado do vizinho estivesse trabalhando por você, mas, nesse caso, o vizinho é uma usina inteira. Quando cada modelo faz sentido A escolha depende do perfil: – Quem mora em imóvel próprio com telhado disponível – Possui recursos para o investimento inicial – Está disposto a esperar alguns anos até que o sistema se pague. – Moradores de apartamentos, condomínios, pequenos negócios – Pessoas que não querem (ou não podem) lidar com obras – Ainda não são proprietárias do imóvel – Não possuem o espaço necessário para as placas Esse formato explica por que a G.D. se tornou tão popular. Em 2024, a modalidade cresceu quase 60% no país, segundo a ANEEL. Empresas especializadas, como a Lemon Energia, já reúnem dezenas de usinas parceiras e mais de 15 mil clientes consumindo energia solar compartilhada todo mês. O que dizem as regras A Lei nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, garante que tanto os consumidores com placas próprias quanto os assinantes de usinas remotas tenham direito a compensar a energia gerada com a consumida. Essa previsibilidade dá segurança jurídica e fortalece o setor. Energia do futuro, agora Mais do que uma decisão financeira, a adoção da energia solar é também uma resposta à crise climática. O setor elétrico ainda é responsável por parte significativa das emissões globais, e cada quilowatt limpo injetado na rede é um passo na transição energética. No fim, a pergunta não é apenas se você vai ter energia solar, mas como. E, para a maioria dos brasileiros, a resposta tende a estar na energia limpa compartilhada.

Governo Lula bate o martelo sobre ponto facultativo na sexta (21/11)

Em 2023, o governo Lula incluiu o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, no calendário oficial de feriados nacionais Gabriela Pereira – METROPES A sexta-feira (21/11) após o feriado do Dia da Consciência Negra não será ponto facultativo para servidores do Executivo Federal, segundo apurou o Metrópoles. Apesar das expectativas, os servidores públicos federais não poderão emendar o feriado, de acordo com informações do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), responsável pelos servidores. Dia da Consciência Negra Em 2023, o governo Lula incluiu o Dia da Consciência Negra, a ser celebrado em 20 de novembro, no calendário oficial de feriados nacionais. A data é uma referência a Zumbi dos Palmares e reforça a importância de refletir sobre a história e os direitos da população negra no Brasil. O objetivo é promover debates sobre a desigualdade racial e o racismo, além de promover a valorização da cultura afro-brasileira. A sanção da lei que estabelece a data como feriado nacional ocorreu após pressão de diversos grupos militantes da causa.

Advogado de Goiânia desaparece após sair para encontrar cliente, diz mãe

Pedro Henrique Lopes Silva desapareceu depois de sair de casa, em Goiânia, para a casa do cliente, em Aparecida de Goiânia. Divisão de homicídios da Polícia Civil investiga o caso. Por Rafaella Barros, g1 Goiás e TV Anhanguera Um advogado de Goiânia desapareceu após ter ido encontrar um cliente em Aparecida de Goiânia, segundo a mãe do profissional. A Polícia Civil afirmou que investiga o caso. Pedro Henrique Lopes Silva, de 38 anos, é advogado há mais de dez anos, atuando geralmente na área trabalhista. Segundo a mãe, ele estava atendendo o cliente havia cerca de 15 dias. Em entrevista ao g1, a terapeuta Marizeth Alves, de 58 anos, disse que o filho saiu de casa, no bairro Cidade Jardim, na manhã de sábado (15), para encontrar esse cliente na casa dele, no bairro Nova Brasília, em Aparecida. Segundo Marizeth, na tarde de sábado, o filho enviou uma mensagem para uma amiga dele, dizendo que se ele não desse mais contato, algo teria acontecido. “Ele falou que, se ele parasse de responder mensagem, que era para ela ir atrás que tinha acontecido algo. Ele estava sendo ameaçado”, afirmou. Marizeth, que morava sozinha com o filho, relata que o advogado nunca foi ameaçado por nenhum outro cliente. Com aproximadamente dez anos de carreira, Pedro Henrique entrou na profissão querendo atuar na área criminal, mas acabou se especializando na área trabalhista a pedido da mãe. “Ele sempre quis criminalista, desde que se formou. Só que eu não concordava. Aí, para ele não me desobedecer, ele fazia criminal, mas era de menor potencial potencial ofensivo, com penas mais leves”, disse. Em relação à possível motivação do crime, Marizeth contou que o cliente que o filho foi visitar estava extorquindo ele, pedindo dinheiro. Carro filmado Depois do desaparecimento, o carro de Pedro Henrique foi filmado por câmeras de segurança de Goiânia. Segundo Marizeth, o veículo, um Creta azul, foi filmado pela última vez no domingo (16), no Setor Pedro Ludovico, na capital. “Eles bateram o carro, na lateral. E parece que o porta-malas também”, disse. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) disse que recebeu as informações sobre o desaparecimento com preocupação, acompanha o caso com atenção e reitera sua confiança no trabalho da polícia. Leia a íntegra da nota abaixo. Segundo a Polícia Civil, a investigação do caso está sob sigilo e é conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia. Íntegra da nota da OAB-GO: “A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) recebeu, com preocupação, as informações relativas ao desaparecimento do advogado Pedro Henrique Lopes da Silva, registrado junto ao Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) da Polícia Civil de Goiás, ocorrido no dia 15 de novembro de 2025. A OAB-GO destaca que, embora não haja comunicação formal dirigida à instituição nem indícios de relação com o exercício profissional até o momento, acompanha o caso com atenção e reitera sua confiança no trabalho das autoridades policiais, esperando que as diligências em andamento sejam conduzidas com rigor, celeridade e pleno esclarecimento dos fatos. A Seccional manifesta sua solidariedade à família e aos amigos do advogado neste momento de angústia e pede a colaboração da sociedade: qualquer informação que possa auxiliar na sua localização deve ser imediatamente comunicada às autoridades competentes ou ao GID”.

Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama: ministério reforça medidas de prevenção

Em parceria com o Ministério da Saúde, pasta atua para promover informações sobre prevenção e os cuidados do câncer de mama     Agência Gov | Via Ministério das Mulheres Neste 19 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, o Ministério das Mulheres destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, que é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. No marco do Outubro Rosa, a data reforça o compromisso do Governo do Brasil com políticas públicas que assegurem cuidado integral, acesso à informação e atenção à saúde das mulheres em todas as fases da vida. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2021, mais de 18 mil mulheres morreram em decorrência do câncer de mama. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destaca a importância do diagnóstico precoce. Com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado oferecido pelo SUS, é possível salvar vidas. Cuidar das mulheres em todas as fases da vida é um compromisso de justiça social: é garantir que meninas, jovens, adultas e idosas tenham seus direitos assegurados, sua saúde protegida e suas vozes respeitadas”, afirmou a ministra Ainda conforme dados do Inca, estima-se que, em 2025, mais de 73 mil novos casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil. Trata-se do tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres, com risco estimado de 66 novos casos a cada 100 mil mulheres. A detecção e o tratamento do câncer de mama em fases iniciais ajudam a impedir que o tumor se espalhe para outros órgãos, contribuindo para a redução da mortalidade pela doença. Ampliação da mamografia Para reforçar o cuidado preventivo, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária para a realização da mamografia no SUS, principal exame para a detecção da doença. Com a nova diretriz, o exame está disponível no SUS para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas. Com essa ampliação, o SUS garante mais acesso, prevenção e cuidado, fortalecendo o direito à saúde de todas as brasileiras. Tratamento inovador no SUS Para ampliar o tratamento de câncer de mama, o que mais acomete as mulheres do país, o Governo do Brasil investiu R$ 160 milhões na compra de um medicamento de última geração voltado para o tratamento da forma mais agressiva da doença, que estimula o crescimento de células tumorais. O medicamento Trastuzumabe Entansina estará disponível para quase 1.150 mil pacientes ainda em 2025. O Ministério da Saúde estima que a nova terapia reduzirá em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama do tipo HER2 positivo. Carretas da saúde da mulher O Ministério da Saúde, por meio do programa Agora Tem Especialistas, ampliou a oferta de consultas, exames, biópsias e diagnósticos de câncer de mama para pacientes do SUS que estavam à espera de atendimento em áreas mais remotas do país. As carretas da saúde da mulher disponibilizam mamografia e ultrassonografia mamária bilateral, punção de mama por agulha grossa, biópsia/exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico de mama. A previsão é realizar mais de 130 mil procedimentos em 22 unidades federativas, por meio das 28 carretas da saúde, no âmbito da campanha Outubro Rosa. As carretas já estão atendendo nas seguintes cidades: Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Patos (PB), Arapongas (PR) e Porto Velho (RO), Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Japeri (RJ), Garanhuns (PE) e Goiânia (GO). Na próxima semana, mais sete carretas da saúde da mulher devem ampliar a oferta de atendimentos em outros municípios. A definição e o agendamento das pacientes a serem atendidas nas unidades móveis são realizados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que observam os critérios definidos em suas centrais de regulação.

PRIMEIRA CORRIDA DO AGOSTO LILÁS REÚNE MAIS DE 250 MULHERES EM VALPARAÍSO

Publicado em 26/08/2025 Evento celebrou a força feminina e reforçou a conscientização contra a violência à mulher Na manhã do último domingo, 24 de agosto, Valparaíso de Goiás foi palco da 1ª Corrida do Agosto Lilás, um evento histórico que reuniu mais de 250 mulheres no percurso de 5 km pelo bairro Jardim Oriente. Com energia, determinação e espírito de união, as participantes ocuparam as ruas da cidade para reafirmar uma mensagem fundamental: podemos e devemos dizer NÃO à violência contra a mulher. A iniciativa foi realizada pela Secretaria da Mulher, que incentiva diariamente a prática do esporte, a promoção da saúde e a conscientização social. O evento, além de celebrar a força feminina, reforçou a importância do Agosto Lilás — campanha nacional de combate à violência contra a mulher. Na categoria amadora, o pódio foi formado por Fernanda (37 anos), que conquistou o primeiro lugar, seguida de Alcione (40 anos) em segundo e Sirlei (48 anos) em terceiro. Já na categoria master, até 50 anos, a campeã foi Telma (56 anos), com Leonídia (59 anos) em segundo e Conceição (51 anos) em terceiro lugar. A categoria kids, destinada a jovens de até 17 anos, teve como destaque a atleta Esther, de apenas 12 anos, que conquistou a primeira colocação. Já na categoria PCD, a vencedora foi Maria do Socorro (49 anos), que representou com garra e determinação a inclusão no esporte. “Um exército na rua incentivando o fim da violência contra a mulher e comemorando 19 anos da Lei Maria da Penha”, afirmou a secretária Elenir. 1/7

Atletismo e ouro inédito no taekwondo colocam Brasil no top 3 das Paralimpíadas

O Brasil fica atrás apenas de China e Grâ-Bretanha no quadro de medalhas SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três medalhas de ouro no atletismo e um feito inédito no parataekwondo feminino colocaram o Brasil no top 3 do quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Paris. Depois de subir três vezes no pódio já no primeiro dia do megaevento, a delegação brasileira somou mais nove conquistas nesta sexta-feira (30) e chegou a 12, sendo cinco ouros, uma prata e seis bronzes. Somente China (25, com nove ouros) e Grã-Bretanha (15, com seis ouros) estão à frente dos brasileiros no ranking geral. A meta do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é superar as 72 medalhas obtidas em Tóquio e permanecer, pelo menos, no top 10 até o fim das competições. O objetivo passa por confirmar o favoritismo em modalidades nas quais o país, historicamente, costuma acumular medalhas, como natação e atletismo, além de alcançar títulos inéditos. Nesta sexta-feira, a surpresa veio de Ana Carolina Moura, 28, que superou a jovem francesa Djelika Diallo, 19, e praticamente todos os torcedores presentes na arena Grand Palais, para conquistar o primeiro ouro do Brasil no parataekwondo feminino, na categoria até 65 kg. Estreante nos Jogos, a mineira de Belo Horizonte teve uma trajetória com três lutas para sair com o título. Nas quartas de final, ela venceu a grega Christina Gkentzou e, na semifinal, superou a camaronesa Marie Antoinnette Dassi, antes da decisão com a francesa. Essa foi a segunda aparição do taekwondo no programa paralímpico. A estreia foi em Tóquio, quando o Brasil levou três atletas e todos eles conquistaram medalhas: Nathan Torquato (ouro), Débora Menezes (prata) e Silvana Fernandes (bronze). Mais nova integrante desse grupo, Ana Carolina tem má-formação congênita do antebraço direito e iniciou sua trajetória na modalidade como uma forma de autodefesa após ser assaltada.“Estou muito satisfeita porque é um trabalho em equipe. Todo mundo junto, então é um resultado de todos nós”, disse a campeã. Além da mineira, a paraibana Silvana Fernandes, da categoria até 57 kg, faturou a medalha de bronze e se juntou ao time dos medalhistas brasileiros em Paris. Ela derrotou Kamilya Dosmalova, do Cazaquistão, na decisão. Se os atletas do taekwondo surpreenderam, os do atletismo fizeram o que deles se esperava, confirmando o favoritismo do Brasil em algumas categorias. Com quatro medalhas conquistadas, o esporte é segundo que mais garantiu pódios ao time verde-amarelo na capital parisiense, só atrás das cinco da natação. Mas com uma importante diferença: três dos cinco ouros do país até aqui vieram das pistas. Júlio Agripino dos Santos venceu a prova dos 5.000 m (T1), Ricardo Gomes ganhou a disputa dos 100 m (F37) e Petrúcio Ferreira subiu no lugar mais alto do pódio depois dos 100 m (T47). Yeltsin Jacques, com um bronze nos 5.000 m (T1), garantiu a quarta medalha da modalidade. O ouro de Petrúcio o consagrou como um dos brasileiros mais vitoriosos da história dos Jogos, com três títulos no 100 m (T47). “Sou muito grato por tudo isso, agradeço quem acredita no meu trabalho. Esse ano eu venho sofrendo muito, briga interna com meu corpo, muitas lesões, me machucando muito, muita cobrança, eu me cobro muito. Isso aqui é só diversão para mim”, disse o tricampeão. Nascido em São José do Brejo do Cruz, na Paraíba, o velocista manteve sua hegemonia de quase nove anos na prova. Desde os Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, ele vence esta disputa em grandes competições internacionais contra os atletas da sua classe. Com as conquistas em Paris, o atletismo amplia sua hegemonia como a modalidade que mais vezes levou o Brasil para o pódio, com 174 medalhas, sendo 51 de ouro. A segunda modalidade nessa lista é a natação, que também ampliou sua marca nesta sexta-feira, com mais duas medalhas, ambas de bronze, alcançadas por Talisson Glock nos 200 m medley e pela equipe do revezamento 4×50 m livre, que contou com Lidia Cruz, Patrícia Sampaio e Daniel Mendes, além do próprio Talisson. Por fim, o tênis de mesa também confirmou uma medalha no segundo dia das Paralimpíadas, com o bronze da dupla Joyce e Catia Oliveira na classe WD4. Além das conquistas já contabilizadas, outras duas já estão asseguradas no tênis de mesa, mas ainda sem cor definida. Claudio Massad e Luiz Manara venceram uma dupla de franceses e estão na semifinal da classe MD18 e Bruna Alexandre e Dani Rauen derrotaram a dupla da Ucrânia na classe WD20 e também garantiram o pódio. Hygor Ferreira Goiânia, GO – Mais Goiás