PRIMEIRA CORRIDA DO AGOSTO LILÁS REÚNE MAIS DE 250 MULHERES EM VALPARAÍSO

Publicado em 26/08/2025 Evento celebrou a força feminina e reforçou a conscientização contra a violência à mulher Na manhã do último domingo, 24 de agosto, Valparaíso de Goiás foi palco da 1ª Corrida do Agosto Lilás, um evento histórico que reuniu mais de 250 mulheres no percurso de 5 km pelo bairro Jardim Oriente. Com energia, determinação e espírito de união, as participantes ocuparam as ruas da cidade para reafirmar uma mensagem fundamental: podemos e devemos dizer NÃO à violência contra a mulher. A iniciativa foi realizada pela Secretaria da Mulher, que incentiva diariamente a prática do esporte, a promoção da saúde e a conscientização social. O evento, além de celebrar a força feminina, reforçou a importância do Agosto Lilás — campanha nacional de combate à violência contra a mulher. Na categoria amadora, o pódio foi formado por Fernanda (37 anos), que conquistou o primeiro lugar, seguida de Alcione (40 anos) em segundo e Sirlei (48 anos) em terceiro. Já na categoria master, até 50 anos, a campeã foi Telma (56 anos), com Leonídia (59 anos) em segundo e Conceição (51 anos) em terceiro lugar. A categoria kids, destinada a jovens de até 17 anos, teve como destaque a atleta Esther, de apenas 12 anos, que conquistou a primeira colocação. Já na categoria PCD, a vencedora foi Maria do Socorro (49 anos), que representou com garra e determinação a inclusão no esporte. “Um exército na rua incentivando o fim da violência contra a mulher e comemorando 19 anos da Lei Maria da Penha”, afirmou a secretária Elenir. 1/7

Atletismo e ouro inédito no taekwondo colocam Brasil no top 3 das Paralimpíadas

O Brasil fica atrás apenas de China e Grâ-Bretanha no quadro de medalhas SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três medalhas de ouro no atletismo e um feito inédito no parataekwondo feminino colocaram o Brasil no top 3 do quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Paris. Depois de subir três vezes no pódio já no primeiro dia do megaevento, a delegação brasileira somou mais nove conquistas nesta sexta-feira (30) e chegou a 12, sendo cinco ouros, uma prata e seis bronzes. Somente China (25, com nove ouros) e Grã-Bretanha (15, com seis ouros) estão à frente dos brasileiros no ranking geral. A meta do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é superar as 72 medalhas obtidas em Tóquio e permanecer, pelo menos, no top 10 até o fim das competições. O objetivo passa por confirmar o favoritismo em modalidades nas quais o país, historicamente, costuma acumular medalhas, como natação e atletismo, além de alcançar títulos inéditos. Nesta sexta-feira, a surpresa veio de Ana Carolina Moura, 28, que superou a jovem francesa Djelika Diallo, 19, e praticamente todos os torcedores presentes na arena Grand Palais, para conquistar o primeiro ouro do Brasil no parataekwondo feminino, na categoria até 65 kg. Estreante nos Jogos, a mineira de Belo Horizonte teve uma trajetória com três lutas para sair com o título. Nas quartas de final, ela venceu a grega Christina Gkentzou e, na semifinal, superou a camaronesa Marie Antoinnette Dassi, antes da decisão com a francesa. Essa foi a segunda aparição do taekwondo no programa paralímpico. A estreia foi em Tóquio, quando o Brasil levou três atletas e todos eles conquistaram medalhas: Nathan Torquato (ouro), Débora Menezes (prata) e Silvana Fernandes (bronze). Mais nova integrante desse grupo, Ana Carolina tem má-formação congênita do antebraço direito e iniciou sua trajetória na modalidade como uma forma de autodefesa após ser assaltada.“Estou muito satisfeita porque é um trabalho em equipe. Todo mundo junto, então é um resultado de todos nós”, disse a campeã. Além da mineira, a paraibana Silvana Fernandes, da categoria até 57 kg, faturou a medalha de bronze e se juntou ao time dos medalhistas brasileiros em Paris. Ela derrotou Kamilya Dosmalova, do Cazaquistão, na decisão. Se os atletas do taekwondo surpreenderam, os do atletismo fizeram o que deles se esperava, confirmando o favoritismo do Brasil em algumas categorias. Com quatro medalhas conquistadas, o esporte é segundo que mais garantiu pódios ao time verde-amarelo na capital parisiense, só atrás das cinco da natação. Mas com uma importante diferença: três dos cinco ouros do país até aqui vieram das pistas. Júlio Agripino dos Santos venceu a prova dos 5.000 m (T1), Ricardo Gomes ganhou a disputa dos 100 m (F37) e Petrúcio Ferreira subiu no lugar mais alto do pódio depois dos 100 m (T47). Yeltsin Jacques, com um bronze nos 5.000 m (T1), garantiu a quarta medalha da modalidade. O ouro de Petrúcio o consagrou como um dos brasileiros mais vitoriosos da história dos Jogos, com três títulos no 100 m (T47). “Sou muito grato por tudo isso, agradeço quem acredita no meu trabalho. Esse ano eu venho sofrendo muito, briga interna com meu corpo, muitas lesões, me machucando muito, muita cobrança, eu me cobro muito. Isso aqui é só diversão para mim”, disse o tricampeão. Nascido em São José do Brejo do Cruz, na Paraíba, o velocista manteve sua hegemonia de quase nove anos na prova. Desde os Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, ele vence esta disputa em grandes competições internacionais contra os atletas da sua classe. Com as conquistas em Paris, o atletismo amplia sua hegemonia como a modalidade que mais vezes levou o Brasil para o pódio, com 174 medalhas, sendo 51 de ouro. A segunda modalidade nessa lista é a natação, que também ampliou sua marca nesta sexta-feira, com mais duas medalhas, ambas de bronze, alcançadas por Talisson Glock nos 200 m medley e pela equipe do revezamento 4×50 m livre, que contou com Lidia Cruz, Patrícia Sampaio e Daniel Mendes, além do próprio Talisson. Por fim, o tênis de mesa também confirmou uma medalha no segundo dia das Paralimpíadas, com o bronze da dupla Joyce e Catia Oliveira na classe WD4. Além das conquistas já contabilizadas, outras duas já estão asseguradas no tênis de mesa, mas ainda sem cor definida. Claudio Massad e Luiz Manara venceram uma dupla de franceses e estão na semifinal da classe MD18 e Bruna Alexandre e Dani Rauen derrotaram a dupla da Ucrânia na classe WD20 e também garantiram o pódio. Hygor Ferreira Goiânia, GO – Mais Goiás